An Unexpected Partner

Capítulo 11 – Memórias

Sorri, eu estava de costas para Edward, meu corpo colado contra o dele enquanto nos movíamos no ritmo. Edward estava virando um excelente parceiro de dança. Era estranho o quanto eu havia passado a gostar das aulas de dança.

Estávamos cada vez melhores. Os paços fluíam com facilidade. Ele me girou e ficamos frente a frente de novo, ele me guiava para frente e para trás, e depois executávamos o giro novamente.

E depois nos afastávamos e dançávamos individualmente olhando um para o outro. Eu chutava o ar e mexia os braços, uma risada divertida escapando dos meus lábios quando Edward errou um movimento, mas continuou sem se deixar abater, dando uma piscadinha para mim. Nos aproximamos de novo e ele me puxou, me fazendo girar antes de continuarmos a sequência de passos.

— Excelente — Charlotte falou e nós paramos tomando um fôlego.

— Vocês estão indo muito bem — Peter falou com um sorriso em seus lábios.

— Com certeza, alguns passos errados, mas nada fora do comum, o importante é saber que errou e concertar. Treinem em casa também, é importante.

— É uma boa ideia — Edward disse e eu assenti. Percebi que os outros concordaram com a ideia.

— Aí hoje foi divertido — falei para Charlotte e Peter — nem da vontade de parar.

— Que bom que pensa assim, Bella — Peter falou — nada impede você de continuar, em casa quem sabe?

— Se o Edward topar — falei rindo.

Nos despedimos e seguimos para o carro. Nos despedimos de Rosalie e Jasper e seguimos para casa no carro de Emmett que virou o motorista das aulas de dança fixo.

Assim que chegamos em casa fui tomar um banho e trocar de roupa. Quando desci estavam todos na sala vendo tv. Eu já ia buscar um lugar para sentar quando o telefone tocou.

— Eu atendo — falei e segui até o telefone, o atendendo — Alô.

— Isabella? Aqui é Jenks.

— Oi Jenks, estávamos esperando a sua ligação, me diga que você tem boas notícias — falei enquanto cruzava os dedos e sentia meu coração acelerar em expectativa.

— Tenho boas notícias, a casa é de vocês.

— Isso — gritei e pulei no telefone — Obrigada, obrigada, obrigada Jenks.

— Foi um prazer fazer negócio com você e a Srta. Hale. Preciso que amanhã o mais cedo que vocês puderem, que vocês venham no meu escritório para dar início as papeladas.

— Estaremos lá. Obrigada — falei, o sorriso colado no meu rosto e a felicidade irradiando em ondas de mim.

Assim que coloquei o telefone no gancho eu sai pulando pela casa até a sala.

— Conseguimos a casa — falei pulando que nem uma criança. E logo minha mãe levantou vindo me abraçar.

— Oh querida, eu sabia que conseguiriam, que notícia boa.

— Parabéns, Bella — Emmett e Alice falaram me dando um abraço após a minha mãe me soltar.

Edward me deu um abraço também e me parabenizou falando em meu ouvido, me deixando arrepiada, mas ignorei sorrindo para todos.

— Eu tenho que contar para Rosalie — falei dando uma meia volta.

— Bella, o que acha de chamarmos os Hale para irmos a um jantar fora? Esse definitivamente é um motivo para comemoração — minha mãe falou.

— É uma excelente ideia, mãe — concordei antes de seguir até o telefone e discar o número da casa de Rosalie.

— Alô — uma voz masculina atendeu após alguns segundos chamando.

— Alô, oi tio Eleazar, tudo bem? É a Bella.

— Oi Bella, tudo e você? Quer falar com Rosalie?

— Estou bem tio, e quero sim, se não for incomodo.

— Vou passar para ela — ele disse e ouvi a voz no fundo gritando o nome de Rosalie — só um minutinho, Bella.

— Sem problemas, eu espero.

Alguns segundos se passaram antes da voz de Rosalie soar.

— Oi Bella.

— Conseguimos — gritei — Nós conseguimos a casa, Jenks acabou de ligar.

Nessa hora ouvi o grito de Rosalie e gritei junto com ela.

— Oh meu deus, conseguimos — Rosalie gritou.

— Eu estou tão feliz, Rosie — falei e meus olhos se encheram de lágrimas, emocionada — é o início do nosso sonho se tornando realidade.

— Não me faça chorar — ela ralhou e eu ri.

— Azar o seu – falei — ei, minha mãe quer saber se a gente não pode ir jantar hoje para comemorar. Minha família e a sua. Você topa?

— É uma excelente ideia — ela disse — eu vou falar com todos aqui e te ligo de volta daqui a pouco pode ser?

— Claro — falei. Nos despedimos e desliguei o telefone.

Voltei para sala com o sorriso em meu rosto, me sentei do lado da minha mãe e seu braço me envolveu puxando-me para perto dela.

— E ai? O que Rosalie disse?

— Ela vai ver com seus pais e retornar em breve.

— Certo. Estou tão feliz, Bella. Você vai ver as coisas vão dar certo para vocês duas e em breve vocês já estarão trabalhando na clínica de vocês.

— Eu não vejo a hora de isso acontecer.

— Relaxa Bella, daqui a pouco você vai querer férias — Emmett disse rindo.

Edward assentiu, sua expressão desanimada.

— A pior parte acho que é essa, você quer começar, ganhar o seu dinheiro e viver sua vida, mas aí você lembra que momentos como esse vão ser raros.

— Não se desanimem, meninos, isso se chama vida adulto, mas acredite, não é de todo ruim — minha mãe falou.

Eu fiz uma careta para ela que riu de mim. Logo o telefone tocou e Emmett se levantou.

— Deixa que eu atendo.

Dei um sorrisinho malicioso quando ele virou de costas e Alice piscou para mim divertida.

Emmett e Rosalie estão cada vez mais próximos. Eu ainda precisava sentar e provocar ela com isso. Mal posso esperar.

Alguns momentos depois Emmett apareceu com um sorriso no rosto.

— Se eu fosse vocês, iriam se arrumar. Porque vocês mulheres demoram muito para ficar prontas, ainda mais que marcamos para às 20h lá no Petal Of Plate.

— Não seja um babaca, Emmett — Alice falou se levantando e já subindo as escadas. Eu ri e já ia subir quando Milk apareceu subindo no meu colo.

— Gorducho — falei e o abracei — Edward, vou roubar o Milk para mim.

— Em seus sonhos, talvez — ele respondeu.

— Ele é um fofo Edward — minha mãe disse fazendo carinho atrás de suas orelhas — mas mantenha ele longe do meu quarto. Ele está dormindo dentro do armário e enchendo minhas roupas de pelo.

— Ah, é aí que ele anda se escondendo — ele disse como se isso fizesse todo o sentido — peço desculpas, tentarei impedir ele.

— Você é um garoto levado, não é fofuxo? — perguntei em voz infantil, e ele nem me deu bola. Eu olhei para Edward e sorri — você percebeu que ele é surdo né?

Pra que eu fui falar isso? O homem surtou. Ele levantou do sofá num pulo, seu rosto horrorizado.

— O que?

— Calma Edward — eu falei, e minha mãe começou a rir do desespero claro de Edward.

— Como assim ele é surdo? Eu perceberia se ele fosse. Eu perceberia não perceberia? Gatos geralmente ignoram as pessoas mesmo. Você tem certeza?

— Edward...

— Será que foi algo que eu fiz que deixou ele assim e eu não percebi e eu poderia ter ajudado ele com isso? Oh meu deus, eu sou um pai horrível.

Minha mãe não aguentou, se levantou e saiu rindo. Emmett olhava para o irmão com cara de quem não conseguia acreditar no que via.

— Edward... — eu tentei de novo, mas ele continuou falando incessantemente o pânico crescente em sua voz — Edward cala a boca — gritei e ele finalmente parou — Edward, gatos brancos de olhos azuis é absolutamente normal eles nascerem com perda auditiva, não existe nada que você possa fazer, ok? Para de surtar.

— Eu não estou surtando.

— Não, óbvio que não — Emmett disse balançando a cabeça e indo para a cozinha.

Eu dei uma risadinha.

— Relaxa, ele tá bem assim, ele tem seus outros sentidos. Por isso que você ficar chamando por ele não vai adiantar de nada. Você vê — eu apontei para ele — estamos conversando e a orelha dele nem mexe para captar o som. Porque geralmente, na primeira vez que você chama a orelha se mexe, porque ele está ouvindo. Se ele responder ignorar não vai fazer mais nada, mas no caso do gorducho, ele nem escuta.

— Entendi. Então não tem o que fazer?

— Não, mas ele está bem saudável, não se preocupe.

— Certo.

— E a nossa menina, como está? — perguntei.

— Dormindo, eu inclusive agora devo ir fazer outra mamadeira para dar pra ela antes da gente sair — ele falou.

— Depois irei dar uma olhada nela.

— Certo — ele disse.

Eu me levantei e entreguei-lhe Milk.

— Vou lá me arrumar, não surte — falei apontando para Edward que assentiu sem nem me olhar todo preocupado com Milk.

Pateticamente fofo.

—X—X—

Era 20:35 quando chegamos ao restaurante. E vimos que os Hale já haviam chegado, infelizmente atrasamos um pouco devido ao fato de que Carlisle demorou um pouco para sair do hospital devido a uma emergência.

Assim que vi Rosalie fui correndo até ela, ela já se levantou me abraçando e pulamos que nem duas crianças rindo e gritando uma com a outra.

Provavelmente estávamos fazendo uma cena, mas quem liga?

— Conseguimos — gritamos ao mesmo tempo. Eu ri e me lembrei da outra vez que fizemos a mesma coisa a 5 anos atrás quando descobrimos que havíamos passado para faculdade dos nossos sonhos. E que iríamos juntas cursar o curso que passamos todo o ensino médio sonhando com ele.

— Foda-se, nós fizemos isso Rosie, nós realmente fizemos isso.

— Quem diria que realmente conseguiríamos fazer tudo que planejamos no ensino médio, hem?

Eu ri assentindo, antes de nos afastarmos. Jasper e os pais de Rosalie me abraçaram me parabenizando. E logo todos nós nos sentamos. Em meio a conversas sobre a clínica, o que eu e Rosalie faríamos agora.

Logo fizemos nossos pedidos e a conversa continuava. Nossa mesa é a que mais fazia barulho no restaurante, por conta de toda a conversa paralela. Mas logo conseguimos entregar todos em uma só conversa que era o passado.

— Rosalie e Isabella sempre andavam juntas, era impressionante — Carmen dizia — parecia que uma era a sombra da outra. Onde tinha uma aprontando, a outra não podia estar muito longe.

— Eu me lembro — Carlisle disse — quando eu ia levar Edward e Emmett para brincar com Jasper e as meninas, as duas sempre estavam juntas.

— Você lembra quando a Bella e o Edward eram melhores amigos? — minha mãe falou — eles eram tão fofos. Eu lembro de uma vez que Elizabeth o levou lá em casa para brincar com a Bella, Rosalie por algum motivo não foi. Eu não consigo me lembrar, mas eu só sei que Edward e a Bella passaram o dia brincando de casinha, porque de alguma forma Bella conseguiu convencer o Edward de que a melhor brincadeira para eles naquele dia era brincar de casinha. Aí eu fui ver eles, levar comida e o Edward estava com a boneca da Bella no colo e a Bella estava deitada na cama dormindo. Aí ela abriu o olho e falou que era para eu fazer silêncio, pois o seu marido estava fazendo a filha deles dormir para que ela pudesse descansar.

Todos na mesa riram e eu e Edward fizemos caretas idênticas. Porque sim, a muito tempo atrás eu e Edward tínhamos sido amigos, melhores amigos. Mas tudo acabou no dia que ele resolveu ser meu inimigo. E agora eu percebi que nunca soube o porquê de sua mudança tão brusca.

De certa forma o jantar mudou depois disso para mim. Eu percebi que nunca havia buscado saber o que mudou entre nós. E que talvez as coisas teriam sido bem diferentes entre a gente se eu tivesse buscado saber o porquê da mudança, antes de ter excluído Edward permanentemente da minha vida, e feito de tudo para infernizar a vida dele tanto quanto ele a minha.

— Lembra quando as meninas começaram a ter interesse nos meninos? — Carmen falou.

— Pelo amor de Deus — minha mãe falou balançando a cabeça — eu lembro. O primeiro namoradinho da Bella, aquele merdinha...

— Mãe — eu falei horrorizada.

— O que? Ele era mesmo.

— Eu lembro disso — Carlisle fez uma careta — foi a primeira vez que ela apareceu no hospital com os dedos quebrados junto com um Edward com o nariz quebrado.

— Oh isso eu me lembro — Carmen começou a rir — o que o Edward fez mesmo? Ele beijou ela?

— Não, não — minha mãe riu balançando a cabeça — mas foi isso que o Michael pensou que viu.

Edward estava agora olhando para o teto, fazendo uma careta, e eu estava com o rosto vermelho, e o resto das pessoas rindo.

— Eu lembro que ela ficou furiosa — Rosalie se intrometeu — aquilo sim que foi um gancho de direita. Ela só não contava que a cara do Edward era tão dura.

— Eu confesso que nesse dia eu fiquei com pena do Edward, mas ao mesmo tempo agradecida, porque esse menino Newton — minha mãe fez uma careta.

— Ok, já pode parar — falei.

— Aí depois teve Jacob Black. Eu sabia que aquele menino não foi feito para ser namorado da minha Bella — Esme balançou a cabeça — ele é um doce, realmente. Um menino de ouro, mas ele não gostava de meninas e não era justo ele fazer isso com a minha Bella.

— Sim, foi muito errado da parte dele — Carmen concordou. E eu acho que eu queria morrer ali mesmo — teve uma vez que vi ele checando a bunda de Jasper.

Eu quero morrer.

— Oh eu sei dessa — Carlisle falou e olhou para o filho exasperado — isso foi cruel da parte dele, ele ficou de castigo até ir para faculdade sem sair de casa por causa disso.

— O que ele fez? — Eleazar perguntou.

— Ele falou para um dos meninos homossexual da escola, que o Jacob estava muito a fim dele e que era para encontrar com o Jacob no corredor da escola durante o baile. Ele de alguma forma conseguiu armar tudo para que Bella encontrasse o Jacob lá.

— Bella ficou tão arrasada que nem se vingou dele como ela normalmente faria — Esme falou.

— Pelo menos isso, porque ela acabaria com ele — Emmett riu.

Depois disso eles finalmente passaram para outros tópicos, e eu pude respirar aliviada. E o jantar terminou de forma tranquila.

Já em casa eu subi para meu quarto pronta para dormir por mil anos. Eu fiz todo o processo de tirar a maquiagem, trocar de roupa para um pijama quentinho. Quando finalmente fui subir na cama, percebi que tinha uma bola de pelo enrolada em cima do meu travesseiro.

— Milk — resmunguei e o peguei no colo e o virei para que nossos rostos fiquem próximos — hoje você vai dormir com seu pai. Ainda está chateado com ele por causa da Shake? A culpa não é minha, e você tem que se resolver com ele.

Com isso eu o aninhei contra meu peito e sai do meu quarto indo até o final do corredor onde ficava o quarto de Edward. Bati na porta e esperei uma resposta que logo veio.

— Entre.

Assim que entrei vi que Edward estava em seu pijama dando uma mamadeira a pequena Shake todo concentrado.

— Ei — falei — vim trazer o Milk.

— Imaginei que ele pudesse estar com você, nesses dias ele tem ficado mais com você do que comigo.

— Ele está com raiva por causa da Shake, em algum momento você vai voltar a sua boa graça — eu disse.

— Menos mal — ele sorriu e eu me aproximei colocando Milk em sua cama.

— Como está a pequena?

— Bem, ela está tão gordinha — ele falou todo animado, fazendo carinho na cabeça da gatinha — ela já perdeu o umbigo e agora fica andando por aí. Eu tenho que tomar cuidado em dobro agora.

— Tem mesmo — falei — ela está cada dia mais fofa. Posso? — gesticulei para a cama e ele assentiu, então me sentei ao seu lado.

Assim que a gatinha terminou de mamar ela se afastou e andou em volta na cama, seus passos ainda vacilantes de um bebê, seus olhos estavam abertos, mas eu duvido que ela conseguisse enxergar muita coisa ainda. Eu podia entender o que Edward dizia, sua barriga parecia um balão de tão cheio.

— Ela está crescendo muito bem, daqui a pouco ela estará correndo por aí e fazendo bagunça como qualquer filhote.

— Não vejo a hora de isso acontecer, acordar de duas em duas horas é ralado.

— Não se preocupe, só mais uma semana e meia no máximo, quando você ver que ela está fazendo xixi e coco sozinha, já vai ser o momento certo de dar ração filhote para ela.

— Certo — ele disse.

Eu aproveitei que estava ali e fiz a pergunta que estava em minha mente desde a hora do jantar.

— Edward, eu percebi hoje que eu nunca te perguntei... o que fez com que você deixasse de querer ser meu amigo?

Ele claramente não estava esperando por essa pergunta já que seu corpo ficou tenso e seus olhos se recusavam a encontrar o meu.

— O que?

— Eu percebi hoje, eu nunca te perguntei isso. Foi da noite pro dia, um dia éramos melhores amigos, no outro você me fazia cair na frente da sala inteira. O que aconteceu? Foi algo que eu fiz? Por que viramos inimigos Edward?

— Eu... Eu não queria que você me abandonasse.

— O que? — perguntei confusa, claramente eu não esperava por essa resposta.

— Você não lembra? Foi naquela época que minha mãe foi embora — seu rosto ficou insuportavelmente triste, e eu quase me aproximei para lhe dar um abraço, mas parecia que ele não iria ver isso muito bem. Edward nunca gostou que tivessem pena dele — ela simplesmente fez suas malas e foi embora sem nunca olhar para trás. Eu amava minha mãe, Bella, amava muito. Mas ela não nos amava o suficiente para lutar por nós. Para ficar por nós. Nunca ligou, nunca mandou uma carta. Não sei nem mesmo onde ela pode estar hoje. Éramos os seus filhos, que tipo de pessoa abandona seus filhos assim? — sua voz soava amargurada, seus olhos brilhando com lágrimas não derramadas, mas ainda assim ele não encontrou meus olhos — eu esperei dias por ela, esperando que ela voltasse e ela nunca voltou e eu desisti. E com isso eu percebi que se minha mãe, que era a minha mãe fez isso comigo. Por que diabos com você seria diferente? Na época fez sentido te afastar, depois nem tanto... mas o estrago estava feito.

— Eu jamais teria feito isso — falei me aproximando dele e tocando em seu rosto. Eu percebi então que tudo aquilo foi um grande mal entendido por ambas as partes. Edward era somente um garoto perdido em mágoa, e eu uma total idiota impulsiva que perdi uma amizade por ser burra demais para notar as coisas — sinto muito Edward, sinto muito por sua mãe. Eu acho que nunca cheguei a te falar isso, mas sinto muito. A perda foi dela, você, Alice e Emmett, vocês valem a pena. Ela perdeu, mas eu e minha mãe ganhamos. Me desculpe por nunca ter perguntado e por ser tão filha da puta com você de volta. Sinto muito, se eu tivesse perguntado e sido mais compreensiva, as coisas teriam sido diferentes. Talvez teríamos evitado muitas coisas ao longo desses anos — balancei a cabeça pensativa.

— Obrigado Bella, mas não foi sua culpa, foi minha, eu que agi de forma errada. Nós éramos crianças também, naquela época éramos novos demais para ter a compreensão que temos hoje.

O abracei apertado, sentindo seu cheiro delicioso do perfume masculino que usava. Beijei suavemente sua bochecha.

— Bom, agora que sei disso, vamos ser amigos de novo sim?

Ele riu e assentiu.

— Amigos de novo — e ofereceu a mão e eu apertei sorrindo, e ele então finalmente encontrou meu olhar e isso me fez sorrir ainda mais.

— Bom. Agora deixa eu ir, eu preciso dormir já que amanhã tenho que acordar cedo para ir assinar papeladas.

— Certo — ele disse e eu o abracei de novo, dessa vez ele foi mais rápido para retribuir, e eu não pude deixar de gostar da sensação de estar tão próxima a ele. Quando me afastei eu me levantei e afaguei a cabeça de Milk que já havia se enrolado no travesseiro de Edward e tinha o olhar fixo em Shake. Sai do quarto voltando para o meu.

Naquela noite demorei para pegar no sono imaginando como teria sido se eu tivesse feito aquela maldita pergunta anos antes.