Capítulo curto, mas entendam que eu to tendo que correr pra por tudo em dia. Sem falar que, se tudo der certo, o capítulo 28 da fic vai ser gigantesco, então eu não posso me demorar muito pra por tudo em dia se não vou complicar nele. Por sinal, estou querendo começar uma tradição, então, estou aceitando pedidos para fanfics de DIA DOS NAMORADOS do ano que vem(lembrem-se que, apesar de no Brasil o dia dos namorados se em Junho, Julho(slá), pro resto do mundo o dia dos namorados é em FEVEREIRO), então podem mandar os seus pedidos de casais de FAIRY TAIL. Não precisam pedir para os casais de Alvorecer(NaLu, NaJu, NaEr, GraJu, GraLu, GraEr(alguém se importa com esse ship?), KaEr, JErza(argh), GaLe, RoWen, ElfEver(revoltante, mas ok), MiKa, MiLa, LiFreed, LiLa)(carai, borracha, alvorecer tem muito casal), então foquem-se em casais não trabalhados lá. Eu aconselharia vocês esperarem também pela conclusão de NQO antes de pedirem casais de One Piece, pois os casais aqui da fic ainda não foram revelados. É isso, boa leitura e até daqui a pouco(talvez).
Um estouro foi ouvido, seguido pelo que parecia ser uma cachoeira.
Um dos muitos dutos acabou por acumular pressão demais e acabou explodindo. Era de se esperar. Rangidos ensurdecedores tomaram conta do outrora escuro ambiente. Pequenas explosões foram ouvidas de dentro do motor à combustão e jatos de vapor foram ouvidos aqui e ali.
Logo a tubulação que levava ao duto arrebentado foi fechada automaticamente e o vazamento foi contido. Ainda assim uma sirene insistia em soar ao fundo enquanto que um sinalizador girava, iluminando de vermelho aquele local escuro, tornando todo o ambiente num misto de vermelho e preto de alarde e breu.
Franky, pouco se importou com o alerta sonoro, a igual que pouco se importava com a escuridão que cobria a casa das máquinas como uma manta ou com a luz vermelha que por vezes passava por seus olhos.
Seguiu em seu trabalho, desmontando uma parte da máquina em busca de peças sobressalentes que ele pudesse usar em outras partes.
Algumas quantas pequenas peças sumindo-se aos poucos ou sendo destruídas ou amassadas pelas mãos de metal devido ao descuido no manuseio do mecânico cujo humor não havia amenizado com o passar dos dias.
Ele já não saberia dizer quanto tempo se passou desde que ele desceu para a oficina, tampouco saberia dizer como as coisas estavam lá em cima.
Estava perdido dentro de uma discussão eterna dentro de si. Quase que uma simulação perfeita do momento que ele confrontaria seu capitão sobre suas insatisfações.
Ou quase perfeita.
Não havia perfeição real e aqui residia a imperfeição de suas simulações mentais: nelas o capitão nunca tinha direito de resposta, e quando o tinha, não havia resposta satisfatória que ele desse para justificar sua má conduta.
Quase sempre que uma simulação terminava ele estava mais irritado do que no começo. Sempre se sentia mais certo do que nunca de que cometeu um terrível erro ao embarcar com estas pessoas.
E pensar que ele estava chegando ao ponto de quase concordar e tentar justificar os erros de seu capitão. Como ele havia caído tanto?
Agora aqui estava ele, servindo como faz-tudo pra um homem tão desprezível quanto qualquer outro pirata que ele tenha encontrado antes. Quão estúpido ele podia ser?
Mas isso não ficaria assim. Ele o confrontaria e tinha certeza de que teria sucesso. Em suas simulações, sempre que ele o confrontava tinha sucesso em diferentes níveis.
A princípio, quando Luffy não tinha resposta, sua vitória era moral, depois, quando ele respondia, suas respostas eram tão patéticas que não havia como nenhum outro de seus companheiros simplesmente ficar do lado do capitão.
As últimas simulações, no entanto, terminavam em briga e, nesse sentido, ele tinha certeza de que não correria riscos, afinal, se Usopp havia conseguido uma vitória contra ele, tinha certeza de que também conseguiria.
Franky não teria qualquer problema se tudo acabasse em sangue.
E assim, talvez, tudo devesse acabar.
Verdade seja dita, desde que eles entraram nesse mar sem ondas em meio ao Novo Mundo, o que seus companheiros pela tripulação, além de vadiar? Com exceção de Usopp - que desde o primeiro dia estava tentando pescar -, todos os outros não faziam nada além de ver o tempo passar.
Foi assim quando o estoque de Cola do Sunny estava cheio. Foi assim quando o estoque de Cola estava na metade. Foi assim mesmo quando Franky começou a passar seus dias preso na oficina, tentando fazer o estoque limitado durar.
E eles seguiam com suas vidas como se nada estivesse acontecendo.
Nami continuava lendo, Robin também, Sanji seguia flertando, Brook brincando com seu violino pra lá e pra cá, Zoro vivia enfurnado naquele caralho e Chopper e Luffy não faziam nada, além de brincar e atrapalhar todos os outros.
Estorvos, cada um deles.
O que eles faziam enquanto ele estava aqui, tentando garantir que todos chegariam à terra firme? O que eles faziam enquanto Franky já não sabia dizer se era dia ou noite, tamanho o tempo que ficara preso na oficina? O que eles faziam? O que eles sequer fizeram que fosse digno de deixa-los sujar as madeiras do Sunny?
Franky gastou cada centavo que tinha nessa madeira, foi ele quem gastou seus dias construindo este navio do zero, e eles? Por que tinha ele que ser ele quem perdia suas noites de descanso aqui embaixo enquanto ninguém fazia nada lá em cima?
Isso não ficaria assim. Ele mudaria as coisas, doa a quem doer.
E enquanto idealizava pensamentos de revolta, mais e mais amassados se somavam a pobre máquina, na medida que o Ciborgue se revoltava, o chá - que agora era seu combustível - fervia mais e mais, na medida que fervia o chá, a revolta do Ciborgue aumentava, num ciclo vicioso e sem fim.
E assim, passaram-se os minutos, as horas, as tardes, as noites, os dias, as semanas, o Ciborgue sendo agora não mais do que uma besta enjaulada, composta de raiva e fúria, tentando manter sua criação viva aos maus tratos e o Sunny se movendo às sovas.
A oficina acostumou-se ao brilho vermelho raiva em contraste ao negro ódio, assombrada com a possibilidade de ter que acostumar-se com o brilho vermelho sangue em contraste ao negro obscuro.
E pensar que aquele navio já havia visto dias felizes.
Os únicos momentos que havia de pausa daquela loucura para Franky eram os momentos em que ele subia para recarregar o combustível, furtando qualquer coisa que se assemelhasse à chá na cozinha e diluindo em água antes de por dentro de seu reservatório.
Quando subia, costumava não encontrar ninguém. Todos dormindo enquanto ele trabalhava, é claro. Seu capitão, assim como seu imediato e o timoneiro que guiava o seu* navio, no entanto, estavam sempre no mesmo lugar.
Os três sentados na proa, sempre juntos, sempre sozinhos.
Às vezes, era possível ouvir suas vozes ditando trechos de conversa, mas não se importava. Não queria saber de seu conluios, não queria saber de suas desculpas, não queria saber de suas carapaças.
Tudo que sentia pelo trio atualmente era nojo e tudo que queria dos três era distância.
Ainda chegaria o dia em que os confrontaria, mas não era hoje, nem amanhã, nem depois, da mesma forma que não foi ontem, nem antes de ontem e nem dia anterior a este.
O dia que os confrontaria estava próximo, no entanto, e ele estaria mais do que preparado para o que viria, fosse o que fosse.
Moveu-se na direção da cozinha pisando sobre a grama falha - de onde por vezes ele arrancara as lâminas vegetais para servir como combustível - e subiu as escadas com movimentos pesados.
Podia sentir o olhar do trio estupidez em suas costas, mas não deu-lhes a menor importância. Sabia que precisaria de todas as suas forças para o que precisava fazer.
Sabia que precisava de Cola.
Sabia que tinha uma última garrafa na geladeira, junto com um resto de chá.
Até o dia do confronto, resguardaria sua cola, mas até lá, usaria o resto de chá.
Esse era o plano.
Era.
É revolta das máquinas, mano. Enfim, vou lá que eu tenho que correr pra escrever mais um ou dois ainda hoje. E eu ainda tenho que dar banho num cachorro que é mais ou menos do meu tamanho, então, #foda
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