Capítulo 13
Boa Leitura!!!
Edward queria mandá-la embora.
Bella sentiu o sangue fugir-lhe do rosto exatamente como acontecera nas ocasiões em que os pais e Jacob tinham se virado contra ela.
— Por quê? Eu não entendo.
A respiração queimava-lhe a garganta e ela lutava para arregimentar suas defesas.
— Rosalie e Emmett. Eles receberam tiros. Tenho de levá-los para a cidade e não quero que vocês duas fiquem sozinhas em casa por muito tempo.
O choque a deixou atordoada e ela mal conseguiu indagar:
— Eles estão vivos?
— Sim, mas muito mal.
Bella ficou gelada e olhou para a carroça atrás de Edward.
Estarrecida, viu o casal inconsciente. Ela temia ser tarde demais quando subiu no veículo e afastou uma atadura improvisada para inspecionar o ferimento de Emmett.
— Ele perdeu muito sangue?— perguntou.
— Não. — Carlisle respondeu.
— Vamos esperar que a bala não esteja muito profunda.
— Você fala como se soubesse mais sobre medicina do que apenas dar pontos em cortes. — Edward comentou.
O tom áspero de voz não passou despercebido a Bella.
— Trabalhei em um hospital missionário em Alexandria durante quase dois anos e várias vezes por semana. Adquiri certa experiência no tratamento de umas poucas moléstias e nos cuidados a ferimentos a bala. Não trouxe muita coisa de lá, mas tenho alguns remédios. E depois de sua queda, tive o cuidado de enrolar ataduras. Vou buscar tudo.
Bella não esperou pela resposta de Edward. Desceu depressa da carroça e correu para dentro de casa. Em questão de poucos minutos, voltava trazendo uma sacola cheia com seu sortimento para primeiros socorros.
Encontrou Carlisle, Blue e Edward perto da parte aberta, atrás da carroça, olhando com expressão sombria para os amigos.
Bella largou a sacola no chão de veículo e começou a subir. No mesmo instante, Edward segurou seu braço e a ajudou. Tão logo ela se ajoelhou ao lado de Rosalie, pediu meio sem fôlego:
— Carlisle, vá depressa aprontar Kate. Enrole-a bem em dois xales. Pegue algumas roupas dela, especialmente fraldas e latas de leite. Quando ela estiver pronta, iremos embora.
— Sim, senhora.
Bella afastou os cabelos de Rosalie da marca da bala. Em seguida, limpou o ferimento com um pano molhado em álcool. Para alívio seu, viu que a bala tinha apenas raspado e não perfurado o crânio. Abriu um frasco de sais aromáticos e passou-o sob as narinas de Rosalie. A pobre virou a cabeça de um lado para o outro, tentando evitar o odor forte e lutando contra a inconsciência.
Edward inclinou-se sobre o lado da carroça.
— Ela está voltando a si. — Bella passou os dedos entre os cabelos de Rosalie, apalpando cuidadosamente até encontrar o calombo que desconfiava existir. — A bala apenas passou de raspão, mas calculo que o impacto a fez cair e bater a cabeça. Como perdesse os sentidos, a pessoa que atirou concluiu que ela estava morta.
— Graças ao bom Deus. — Edward murmurou.
Rosalie gemeu e então, abriu os olhos.
— Emmett. —balbuciou.
Bella sorriu-lhe.
— Ele está aqui. E vivo. Vou cuidar dele agora. Você descanse enquanto isso.
— Atiraram nele. — Rosalie choramingou.
— Eu sei. Mas nós vamos cuidar do ferimento.
As lágrimas começaram a correr pelas faces de Rosalie enquanto as mãos escorregavam para a barriga.
— Meu bebê. —ela soluçou.
Bella apertou as mãos da amiga e olhou para sua saia.
— Não há sinal de sangramento. Portanto, não se aflija e tente relaxar.
Rosalie fechou os olhos, dando a impressão de que voltava a ficar inconsciente. Enquanto Bella virava-se para o lado de Emmett, Edward tocou-a nos ombros.
Ela levantou a cabeça e fitou-o. Por um momento, o laço entre eles bruxuleou, fugaz.
— O que ela quis dizer com meu bebê? — ele perguntou.
— Rosalie está grávida.
As rugas na testa de Edward acentuaram-se.
— Emmett não mencionou nada.
— Ele ainda não sabe. Rosalie queria esperar um pouco e ter certeza antes de contar para o marido.
Edward passou a mão pelo queixo barbudo.
— Faz tanto tempo que eles querem um filho.
— Espero que consigam concretizar esse sonho.
Ela tocou o ferimento de Emmett e sentiu a bala encravada nele. Não havia se aprofundado. Ela havia raspado na coxa direita antes de penetrar na parte baixa do ventre. Porém, ela não tinha competência para extraí-la.
— Você estudou enfermagem? — Edward perguntou.
Para Bella era um grande alívio não ter mais de esconder o passado e nem precisar pesar as palavras que diria.
— Não, mas aprendi muito com meu ex-noivo que é médico. Ele empregava parte do tempo em trabalho voluntário e eu o acompanhava com frequência.
— Noivo. — Edward resmungou. — Jacob?
Ela pegou ataduras limpas.
— Ele mesmo.
Edward afastou-se da carroça e quase se chocou contra Carlisle que chegava com Kate e duas sacolas cheias até em cima.
— Estamos prontos para ir. —o velho capataz avisou.
Edward olhou para a criança adormecida e puxou mais o xale em volta de seu rosto.
— Muito bem.
— Depois de chegarmos à cidade o que você vai fazer? — Carlisle perguntou.
— Caçar James e matá-lo.
Edward cavalgava ao lado da carroça onde Bella mantinha olhar atento nos feridos. Kate continuava dormindo no colo de Carlisle e Blue dirigia o veículo. Seth tinha ido na frente a fim de avisar o médico para ficar de prontidão.
Seguiam o mais depressa possível, mas cada solavanco causado por buracos provocava os gemidos de Emmett. A competência e a segurança calma com que Bella cuidava dos feridos surpreendiam Edward.
Havia imaginado que ela, amedrontada, se esquivaria de ajudar, porém, a mulher se mantivera firme. Cada vez que olhava para ela era como se visse uma estranha.
Desconsolado, lembrou-se da primeira carta que recebera dela. Tudo tinha lhe provocado admiração, desde o fino papel creme até a caligrafia delicada e perfeita. Havia pensado que talvez ela tivesse cometido um engano ao lhe escrever. O que uma mulher fina haveria de querer com um vaqueiro rude como ele? Mas havia respondido sua carta no mesmo dia, ansioso para saber mais a seu respeito.
Na verdade, não alimentava a mínima esperança de receber mais notícias suas, mas isso não o tinha impedido de ir verificar a caixa postal no correio duas ou três vezes por semana. E muito menos silenciado a exclamação de alegria ao receber a segunda carta. Quando chegara seu telegrama aceitando o pedido de casamento dele, havia precisado ler a mensagem várias vezes para acreditar nela.
Diabo, se não houvesse sentido tanto medo de perdê-la, ele não teria apressado a cerimônia do casamento daquela forma. Porém, ela parecia boa demais para ser verdade e ele não queria deixá-la escapar por entre os dedos. Apertou as rédeas em volta da mão e forçou o pensamento a voltar para o presente. Primeiro James, depois Bella.
Precisava agir depressa se quisesse apanhar o desgraçado antes que a neve deixasse as trilhas intransitáveis. Estava ansioso para iniciar a caçada, para saborear a vingança.
O sol já pairava na linha do horizonte quando chegaram à cidade. A empoeirada rua principal fervia com pedestres, cavaleiros e carroças, mas todos abriam caminho para o grupo de Edward. Um pouco mais adiante na rua, perto da cadeia, havia uns cinco homens em volta do xerife Denali, ao lado de cavalos encilhados. Eles vestiam casacos para cavalgar que, abertos, deixavam ver os cinturões com as armas, evidência de que Seth, ao chegar, os tinha alertado.
As mochilas amarradas nas selas estavam estufadas com suprimentos, obviamente preparadas para uma longa jornada. Muitas pessoas paravam o que faziam para ir olhar dentro da carroça.
Edward sabia que estavam assustadas e cheias de indagações, mas ele não parava para conversar. O dr. Cárter os aguardava na calçada de madeira, diante de sua clínica:
Ele era um homem de certa idade, de aspecto frágil, mas quando falava, sua voz era clara e firme.
— Levem os dois lá para dentro sem perda de tempo para eu examiná-los.
Bella, com Kate nos braços, seguiu atrás de Edward, Calisle e Seth que carregaram Emmett para um pequeno ambulatório. O rosto de Emmett estava tão branco quanto o lençol da mesa de exames, mas graças a Bella, estava vivo.
Um cheiro forte de antisséptico pairava no ar da sala simplesmente mobiliada, mas limpa. Além da mesa de exames, havia três camas e um armário grande com portas de vidro. Dentro dele, frascos de remédios, cor de âmbar, alinhavam-se nas duas prateleiras de cima. Nas três de baixo ficavam os instrumentos cirúrgicos, acomodados sobre camadas de algodão alvíssimo.
Rosalie gemia baixinho enquanto Edward a carregava para o ambulatório e a deitava na cama mais próxima da mesa onde estava Emmett. O dr. Cárter, com as mangas arregaçadas já começava a examiná-lo.
— Quem colocou estas ataduras nele?
Bella mudou Kate adormecida para o outro braço.
— Fui eu.
O médico retorceu o bigode grisalho enquanto a observava.
— E bem provável que a senhora tenha salvado a vida dele.
— Peço a Deus que eles sobrevivam. —ela murmurou.
— Seria melhor se todos fossem se acomodar na sala de espera, pois a noite vai ser longa.
Edward sabia que não havia mais nada para ele fazer ali. Emmett e Rosalie estavam em boas mãos e Bella e Kate, em segurança. O tempo dele seria mais bem empregado rastreando James.
Dirigiu-se à porta.
— Vou deixá-lo entregue a seu trabalho, doutor.
Bella foi-lhe atrás e o segurou pela manga quando o alcançou na calçada.
— Edward!
Ele virou-se, mas não a fitou.
— Tenho de ir.
— Sei que a hora não é apropriada, mas precisamos conversar. —ela falou.
— Não há nada para dizermos um ao outro. —A voz dele estava rouca e cansada.
— Engana-se. Há muita coisa para ser dita.
Um dos homens, perto da cadeia, enfiou a espingarda que tinha entre as mãos no coldre da sela. O cavalo dele batia as patas no chão, impaciente para dar um galope que aliviasse frio nos músculos.
Todos montaram e o xerife chamou Edward. Ele praguejou com expressão sombria.
— Esperem um instante. Já vou. —Dirigiu-se a Bella. —Vá se registrar no hotel. Conversaremos quando eu voltar.
— Edward, por favor, não vá embora desse jeito.
Ele respirou fundo.
— Bella, a última coisa que quero fazer agora é conversar. Estou, sim, bravo por você ter mentido para mim e preciso, sim, refletir muito sobre nós. Mas uma nevasca está vindo para estes lados e eu tenho um louco para pegar. Tempo para conversar e refletir é um luxo de que não disponho agora.
Apesar de tudo que tinha se passado entre ambos, Edward detestava ver seu olhar magoado. Mas não havia nada que pudesse ser feito no momento.
Virou-se, caminhou até o cavalo, soltou as rédeas e montou. Vários membros do grupo olharam para Edward, constataram sua expressão impiedosa e o seguiram. Nenhum deles tentou puxar conversa.
Com o olhar, Bella acompanhou Edward e os homens enquanto se afastavam pela rua, rumo às colinas, até sumirem de vista. Ela nunca duvidara que contar a verdade para Edward seria constrangedor, mas nem de longe tinha imaginado que poderia ser tão devastador.
Curvou os ombros, baixou a cabeça e tentou controlar a ameaça de lágrimas.
— Você conseguiu armar uma confusão para ninguém botar defeito. —murmurou para si mesma. —Como vai corrigir a situação quando ou se ele voltar?
— Não se aflija, seu marido vai voltar, sim. — afirmou a sra. Newton a suas costas.
Surpresa, Bella virou-se. A mulher de meia-idade usava um casaco marrom um tanto agarrado em seu corpo gorducho. Caracóis escapavam do gorro e rodeavam-lhe o rosto redondo e corado.
Embaraçada por ter feito uma cena em público, Bella só conseguiu mostrar uma sombra de sorriso ao dizer:
— Eu não me dei conta de que a senhora estava aí.
— Desculpe. Não foi minha intenção ouvir sua conversa às escondidas, mas acabei ouvindo tudo. Não se preocupe, minha cara, eu já senti muitas vezes a violência do temperamento de Edward Cullen e sobrevivi para contar a história. O latido do homem é mais forte do que a mordida dele.
— Espero que a senhora esteja certa.
— É claro que estou. Agora, vou levar depressa as duas para minha casa onde poderão se esquentar. Está muito frio para ficar aqui fora.
— Acho melhor eu fazer companhia a Rosalie e Emmett. Não devo deixá-los sozinhos.
— Tolice. Se alguém pode salvá-los é o dr. Cárter. Embora seja muito mal-humorado, é o melhor médico que já conheci.
— Edward mandou eu me registrar no hotel.
— Imagine! Não permitirei tal absurdo.
Calada, Bella concordou com um gesto de cabeça. Sentia-se aliviada por não estar mais sozinha. Seguiu a sra. Newton pela calçada de madeira até o fim da rua onde ficava a casa dela.
Sob a luz alaranjada do sol no poente, viu a cerca branca que rodeava a propriedade. No centro, ficava a casa que, de tão alva, parecia ter acabado de receber um demão de tinta. Em instantes, entravam. O interior era decorado de maneira bem feminina. A sala estava cheia de móveis. Havia sofás com toalhinhas nos braços e no encosto e mesinhas cheias de bibelôs. Um relógio de cuco tiquetaqueava ruidosamente na parede acima de um aparador com topo de mármore. Ao lado ficava um fogão-aquecedor de ferro e abaulado. O ar tinha um cheiro acolhedor, um misto de baunilha e canela. E Bella, apesar das preocupações, começou a relaxar. Kate mexeu-se, esfregando as mãozinhas nos olhos.
Levantou a cabeça, olhou para Bella e presenteou-a com um sorriso meio torto e sonolento.
— Deixe eu segurá-la enquanto você tira sua capa. —a sra. Newton ofereceu.
Bella entregou-lhe a menina e, depressa, livrou-se do agasalho que pendurou num cabide ao lado da porta de entrada. Em seguida, descalçou as luvas e as enfiou no bolso do casaquinho. A sra. Newton esfregou o nariz no de Kate.
— Ora, você é uma belezinha. Até parece uma pintura.
A reação da criança foi imediata. Ela fez cara feia e começou a reclamar. Tentando acalmá-la, Bella a pegou.
— Ela deve estar morta de fome.
— É claro, coitadinha. Vou lhe mostrar seu quarto para que você possa amamentá-la. — Bella hesitou.
Tinha a impressão de que jamais conseguiria escapar das consequências de sua mentira.
— Eu a alimento com mamadeira.
— Ora que pena. Seu leite nunca desceu? —indagou a outra.
Sentindo a familiar agulhada de culpabilidade, Bella deu de ombros. A sra. Newton a levou para a cozinha e sempre amável, disse:
— Sente-se e fique à vontade. Tenho algumas latas de leite e se você me der a mamadeira, eu a prepararei num piscar de olhos.
Na carroça, Bella a tinha enrolado num guardanapo e posto na bolsa onde ficaria mais a mão. Com um suspiro de alívio, entregou-a à sra. Newton. Ainda estava muito perturbada pelos últimos momentos passados com Edward. A raiva dele não lhe saía da cabeça e sabia que não teria paz de espírito enquanto não lidasse com ela e a aplacasse.
— Obrigada. A senhora é muito bondosa.
— Nós aqui em Saddler Creek cuidamos umas das outras. Todas nós, a certa altura, éramos recém-chegadas.
A sra. Newton abriu uma lata de leite, pôs um tanto numa panelinha e acrescentou água e melado. Deixou-a na beirada do fogão a lenha para amornar. Em seguida, foi até a pia e bombeou água com a qual lavou bem a mamadeira e o bico. Bella acomodou-se numa cadeira perto da mesa grande, sentou Kate no colo e começou a balançá-la.
— A senhora mora aqui em Saddler Creek há muitos anos?
A sra. Newton pôs na mesa um prato com bolinhos de aveia e um potinho de cerâmica com geleia de morango.
— Já há um bom tempo. A cidade, que ainda não tem vinte anos, era muito atrasada naquela época. Viemos para cá, meu marido e eu, em 1861. Tínhamos perdido um filho na guerra e nós dois precisávamos de uma mudança. Acho que lhe contei que o sr. Newton é dono do armazém.
— Contou, sim.
Com olhar triste, a mulher voltou para perto do fogão a fim de mexer o leite na panelinha. Como achasse que já estava morno, encheu a mamadeira e colocou o bico. Entregou-a a Bella junto com o guardanapo. Enquanto fazia tudo isso, as duas ficaram em silêncio. Mas a sra. Newton sentou-se, olhou para Kate e o brilho voltou a seus olhos.
— Caso não se importe de me contar, Bella, como você e Edward se conheceram? Todos na cidade não param de conjecturar como e onde os caminhos dos dois se cruzaram.
Bella acomodou a cabeça de Kate na curva do braço, pingou uma gota do leite na palma da mão e, achando boa a temperatura, pôs o bico em sua boca. No mesmo instante, ela segurou a mamadeira com as mãozinhas, sorvendo o leite gulosamente.
— Respondi a um anúncio que ele colocou na Alexandria Gazette.
A sra. Newton arqueou as sobrancelhas espessas.
— Bem, nós recebemos aqui um número razoável de noivas encomendadas pelo correio. Os homens se sentem solitários e as mulheres disponíveis são raras. Mas por que uma jovem adorável como você respondeu ao anúncio? Não posso acreditar que os homens do Leste não fizessem fila para cortejá-la.
— Eu queria um novo começo de vida.
A sra. Newton a observou antes de pegar um bolinho e abri-lo ao meio.
— Esta cidadezinha pode não oferecer as comodidades e os luxos do Leste, mas novas oportunidades não faltam por aqui.
— Às vezes imagino se é possível se livrar do passado.
— Ele é como um pesadelo. Talvez não se consiga esquecê-lo, mas com o passar do tempo, o poder do passado enfraquece. — a sra. Newton afirmou.
— A senhora fala como se fosse muito fácil.
— Tudo que valha a pena conquistar exige esforço. Mas até que o passado enfraqueça, nada melhor para nos distrair do que um bolinho de aveia morno. — ela afirmou em tom animado.
Passou uma porção generosa de geleia de morango no que tinha aberto ao meio e o pôs numa pratinho diante de Bella.
— O cheiro dele está uma delícia. Nem me lembro mais da última vez em que saboreei um.
A sra. Newton colocou folhas de chá moídas num bule de porcelana inglesa e despejou água fervendo em cima. Deixou-o na mesa e providenciou duas xícaras da mesma porcelana.
— Você vai comer pelo menos dois bolinhos. Está magra demais. Tão esguia quanto um junco. —Sorriu com ar matreiro. — Por isso mesmo, pretendo engordá-la enquanto estiver aqui.
Os nós nos músculos do alto das costas de Bella começavam a se desfazer. O carinho da sra. Newton a levava a crer que poderia conversar com ela sobre qualquer coisa, sentimento que jamais compartilhara com a mãe. Kate continuava a mamar com sofreguidão. Finalmente só restavam bolhas na mamadeira.
Bella a pôs na mesa e ergueu a menina de encontro ao peito. Então, deu-lhe tapinhas nas costas até que arrotasse. A sra. Newton inclinou-se um pouco para a frente.
— Eu me lembro quando Edward se mudou para Saddler Creek. Não acredito que, durante os seis primeiros meses, ele tenha trocado uma única palavra com outra pessoa. Era muito calado e estava absolutamente determinado a alcançar sucesso na organização da fazenda de pecuária. O homem era de uma energia sem fim, entendia de plantações, mas ignorava tudo sobre criação de gado. Se não fosse por Carlisle, duvido que a Fazenda Crossfire tivesse ido para a frente. Muitos de nós achávamos que Edward desistiria e voltaria para a vida antiga. Mas ele persistiu.
Tal informação sobre o marido surpreendeu Bella.
— Incrível. Edward me dá a impressão de saber tudo a respeito de tudo.
— Os homens são assim, minha cara. Geralmente, eles acreditam que estão certos, mesmo quando não têm a mínima ideia do que estão fazendo.
— Sei tão pouco sobre ele.
— Edward nunca foi do tipo de revelar ideias e pensamentos. Sempre manteve as cartas junto ao colete para que ninguém as visse. —A sra. Newton deu de ombros. —Calculo que ele não sinta orgulho do passado como caçador de recompensas e queira esquecer isso.
Bella ergueu a cabeça.
— Edward era caçador de recompensas?!
— Era, sim. Você não sabia? Bem, ele jamais gostou de falar sobre isso, mas ganhou muito dinheiro rastreando assassinos e assaltantes de banco. Dizem que ele era muito competente. Ouvi contar que Edward capturou mais de duzentos criminosos.
Irritada, Bella franziu as sobrancelhas. Pensar que ela havia se preocupado sem cessar sobre o próprio passado enquanto Edward tinha segredos no dele.
— Curioso, ele nunca mencionou essa história.
Não era só a Bella que guardava segredos... Mudando completamente de assunto, eu vi alguns comentários, e eu leio todos, sério, e sim eu também já tinha lido essa adaptação aqui no fanfiction net a muito tempo, mas depois não consegui achar ela pra reler novamente, então decidi adaptar novamente, se vcs perceberem a maioria das adaptações que publico aqui, eu já tinha lido neste mesmo site mas com o tempo as adaptadores apagaram! Então eu meio que resgatei os romances ! Então continuem comentando e até o próximo capítulo! Bjimmm!
