Oi eu sei que estava sumida, mas eu tava bem desanimada essas duas semanas por causa do meu trabalho e isso me deixava sem vontade de fazer nada, mas eu fiquei tão feliz com os comentários de vocês pedindo pra continuar e elogiando a história que isso realmente alegra meu animo. Muito obrigado por serem tão maravilhosos e gentis comigo. Amo muito vocês S2S2S2. Bora pra mais um cap. E semana que vem vai ter mais um prometo!
O casal entrou em uma cafeteria que ficava no outro lado da rua, sentaram ao lado da janela que tinha vista para o prédio. Os dois tomavam café.
-Então, há quanto tempo Ravena mora com você? –Dick tomou um gole de café.
-Desde que ela tinha dez anos, a mãe morreu e Ravena ficou sem ninguém no mundo eu sempre a vi como uma irmã, praticamente foi eu que a criei.
-Nossa! Sabe que eu nunca tinha reparado que ela morava com você.
-Você trabalha muito, chega bem tarde as vezes –Kori desviou o olhar para a xicara- Seu trabalho deve ser difícil.
-Um pouco. –Dick sorriu –Então você reparou que eu chego muito tarde as vezes?
-Tenho o sono leve. As vezes escuto você chegando é só isso!
Dick percebeu que ela estava constrangida, "Bom saber que não sou só eu".
-E como está sendo morar com seu irmão?
-Tenho vontade de joga-lo pela janela as vezes, mas de resto tranquilo.
-Hahahaha –Kori começou a rir –Até parece que faria isso, ficou desesperado quando eu falei dele.
-É que –Ele suspirou –Damian é o filho do Bruce e eu tenho que cuidar dele.
-Como assim?
-Meus pais morreram em um incêndio quando eu tinha oito anos, o meu pai e o Bruce eram muito amigos, tanto que ele tinha deixado um papel assinado para que Bruce fosse meu responsável legal caso algo acontecesse algo com eles, claro que na época meus pais não achavam que isso era possível, mas enfim. –Dick estava com um olhar bem distante –Então no dia seguinte a morte deles Bruce Wayne me levou para a casa dele e me adotou formalmente. No começo achava que ele tinha feito isso por causa de alguma promessa, mas com o passar do tempo eu percebi que ele realmente se importava comigo e era bom ter um pai de novo, mesmo que fosse um pouco rabugento.
Eles riram. Kori se inclinou para escutar a historia melhor.
-Ai um dia Bruce disse que ele ia ter um filho. Cara foi assustador, nunca vi ele tão nervoso. Meses mais tarde Damian nasceu, a mãe dele é... Complicada vamos dizer, ela não deixava eu chegar perto dizia que eu não era família.
-Que mulher horrível!
-Não faz ideia, Bruce podia ficar com ele nos finais de semana em um deles eu conheci o Damian. Ele chorava direto, Bruce tava louco não sabia o que fazer para acalma-lo, então eu peguei o Damian no colo e ele me olhou e parou de chorar, até hoje eu não sei o porquê, foi a primeira vez que ele me viu, era tão pequeno, frágil que eu jurei ali mesmo que nunca ia deixar ele, nunca deixaria algo ou alguém machuca-lo. Mas eu não consegui cumpri essa promessa.
Kori segurou a mão dele.
-Ele tentou se matar. –Dick sussurrou.
-Meu Deus.
-Ele poderia ter morrido, eu não consigo parar de pensar que a culpa foi minha.
-Damian é um garoto forte, ele sabe que o que fez foi um erro. Eu tenho certeza que ele te admira muito e mais que ele nunca te culparia por isso, então pare de se culpar.
-É difícil não pensar nisso.
Kory deu um beijo rápido em seus lábios.
-P-por que fez isso?
-Pra ter outra coisa pra pensar.
Kori levantou e saiu da cafeteria, Dick a seguiu.
-Pra onde vai?
-Casa, tenho certeza que Damian e Ravena não estão mais lá.
Quando chegaram no andar, viram o corredor vazio.
-Viu? Eu tinha razão. –Kori abriu a porta do seu apartamento – Até amanhã Dick. –Ela sorriu.
-Até. –Com certeza ele pensaria em outra coisa essa noite.
Damian estava deitado na cama quando ouviu seu celular tocar, era uma vídeo chamada, quando viu quem era seu coração disparou.
-Pai?!
-Oi garoto. –O rosto do Bruce apareceu na tela – Como você está?
-Porque não me ligou antes?
-Me desculpa, mas eu estava cuidando de algumas coisas do processo, não posso arriscar que o juiz descubra que eu te liguei. Eles meio que colocaram um rastreador de chamadas em meu celular, nos telefones da casa e todo o resto.
-Podem fazer isso?
-Pelo visto em Gothan podem, mas a advogada já está cuidando pra que isso seja retirado.
-Como você tá ligando?
-Comprei um celular no nome do Alfred.
-Alfred mexendo em um celular, queria ver isso. –Damian riu.
-Como você está?
-Bem.
-E a terapia? Ainda tomando os remédios?
-Sim, tudo certo.
-Alimentação?
-Certo também.
-Que bom.
-Você parece cansado.
Era obvio que Bruce não dormia a dias, havia olheiras em seus olhos, o rosto quase sempre limpo agora tinha barba pra fazer e o cabelo estava bagunçado.
-Não se preocupe comigo. Me fala sobre você, fez amigos já?
-Sim –Damian pensou em Ravena – Garfield, Jaime...
-Hum alguma garota?
-Donna, Tracy... Ravena. –Ele sentiu as bochechas arderem.
O que não passou despercebido pelo pai.
-Ravena, belo nome.
-Ela é legal.
-Tem namorado?
-Não.
-Então vai pra cima.
-Pai!
-O que? Você gosta dela não?
-Sim, como amigos.
-Sei.
-E você –Damian tinha que virar o jogo a favor dele – Alguma namorada?
-Claro que não. Sou pai de dois meninos tenho que me dar ao respeito.
-Até parece.
-Dick está ai?
-Vou chamar.
Damian foi até a sala e viu seu irmão assistindo TV.
-O pai. –Damian colocou o celular na frente dele.
-Bruce e ai?
-Tudo bem?
-Tá indo.
-Ótimo só queria saber se estão bem.
Bruce era assim, as vezes não tinha assunto nenhum, mas queria checar se seus filhos estavam bem.
-Eu tenho que desligar podem rastrear esse telefone também.
-Como assim? –Dick estava confuso.
-Depois explico.
-Boa noite garotos.
-Thau! –Responderam os dois Bruce desligou a chamada.
-Como assim rastrear?
Do outro lado da linha em Gothan, Bruce colocava o telefone em cima da mesa Alfred estava parado na sua frente.
-Patrão Bruce.
-Não acredito que tive que chegar a esse ponto, comprar um telefone falso pra falar com eles.
Alfred colocou a mão no ombro dele.
-Vai ficar tudo bem, você vai conseguir tenho certeza.
Ravena e Damian chegaram juntos na escola e logo seu grupo de amigos apareceram.
-Eu estou tão feliz que poderia dar um beijo em cada um de vocês.
-Nem vem Gar. –Jaime falou.
-Por que toda essa alegria? –Damian perguntou.
-Minha namorada vai vir pra essa escola.
-Meu Deus, -Donna agarrou os ombros do Garfield- Você tem namorada? –Ela encarou Damian e o abraçou. – Me protege deve ser o apocalipse.
-Que dizer o que com isso?!
-Que é difícil acreditar que tenha uma namorada Gar e Donna –Ravena puxou ela –Não abraça o Damian.
A garota sorriu.
-Porque te incomoda?
-Sim, afinal está invadindo o espaço de outra pessoa.
-Sei. –Donna sorriu mais ainda, ela abaixou a voz para que só Ravena ouvisse –Tem que fazer um movimento rápido, ouvi dizer que outras garotas estão pensando em chama-lo pra sair.
-Não quero fazer movimento nenhum!
Nenhuma das duas acreditou nisso, "E daí que querem sair com ele" Ravena viu ele sorrindo por algo idiota que Garfield fez "Não me importa desde que esteja feliz". A verdade era que Ravena acreditava que Damian e ela tinha uma ligação especial, era ela que sempre levantava seu humor, ela que sempre o abraçava esse direito era dela e só dela. Talvez por isso sentiu ciúmes quando viu Donna o abraçando. Espera! Ciúmes?
-...Vem?
-O que? –Damian estava parado na frente dela.
-O sinal tocou, você vem?
-Sim.
