Esse é o capítulo 11 de Resourgense, espero que goste da leitura!


Connie penteava o seu cabelo, em frente do espelho. Ela refletia sua vida. Era sábado, e ela estava livre pro finde. Ela normalmente passava os sábados e domingos estudando, mas esse sábado era especial. Haveria um baile com dança a noite. E Steven estava para chegar. Ela estava com muita saudade do rapaz. Fazia meses desde que vira ele pela última vez. E ela não tinha parado para descansar desde que começou o semestre da faculdade.

Ela saiu do banheiro do quarto, a colega de quarto dela lia uma revista científica. A menina de cachos dourados levantou os olhos quando Connie entrou.

"Você vai para o baile Connie? Pensei que não gostasse de festas, e tipo, com os tremores que estão acontecendo..." Falou a garota.

"Vou Cindy. Eu gosto de festas, mas estou mais focada nos estudos. E os tremores não estão fortes o suficiente para causar qualquer problema." Connie abriu o guarda roupa e retirando duas camisetas.

"Só achei estranho, amiga. Nunca tinha visto você se arrumando tanto." Cindy analisou Connie escolhendo suas roupas. "Você vai com alguém?" Falou com um tom de provocação.

Connie corou. Isso foi o suficiente para Cindy, que se levantou pasma.

"Sério amiga? Alguém te chamou para o baile? Quem? Foi o Marco né? Tipo, você é meio lenta mas ele está caidinho por você!" Falou Cindy empolgada.

"O quê? Aquele pervertido? Nunca! O Steven vem!" Afirmou Connie irritada.

Cindy grunhiu. "Sério Connie? Aquele namoradinho que nunca vi? Ele já deve ter esquecido de ti!"

"Não fale isso Cindy! Posso não ver ele frequentemente por ele estar em viajem mas nos falamos quase todo dia!" Connie estava passando a blusa.

"Não te entendo Connie, olha para ele, e olha para ti!" Connie girou nos calcanhares para olhar Cindy, seus olhos emanavam faíscas.

"Onde você quer chegar?" Falou Connie tremendo.

"Ah, você é muito inteligente! Tipo, você tá na faculdade e com 16! Tinha de médica! E ele, um ninguém que nem foi a escola!" Cindy soltou uma risada desdenhosa.

"Ah, cale-se Cindy!" Falou brava.

"Só estou dizendo querida, ele não é digno para alguém como você!" Falou Cindy.

"Cale-se! Você não sabe nem uma fração do que ele passou! De tudo que ele fez! DE QUEM ELE É!" Connie berrou com raiva, Cindy arregalou os olhos ao ver a explosão da amiga.

"Tá bom Connie! Eu só quero o bem para você amiga!"

"Steven é meu amigo bem antes de eu conhecer você! Então não fale dele assim!" Falou Connie apontando para Cindy. Connie bufou e pegou a camiseta e a calça escolhidas e foi ao banheiro se trocar.

Assim que Connie acabou de se trocar, ela ouviu o som de um carro estacionando. Steven tinha chegado no campus, deixado o carro em frente ao dormitório. Ele passou a mão no cabelo uma última vez olhando para o retrovisor. Ele saiu, trancou o carro e entrou no dormitório, ele passou pelo corredor e parou em frente a porta do quarto de Connie ele levantou a mão e deu três batidas na porta, que quase de imediato foi aberta por Connie.

Antes que Steven pudesse falar algo, Connie pulou nele, o abraçando, ele corou e retribuiu o abraço. Quando ambos se separaram, ambos não conseguiam conter os sorrisos. Ele entrou no quarto, enquanto Connie fechava a porta. Ele analisou o quarto, era simples, com uma escrivaninha, um guarda-roupa e duas camas. Steven notou então, Cindy que olhava fixamente para ele com uma expressão crítica.

Ela analisou o garoto da ponta dos cabelos castanhos aos chinelos rosa dele. 'Tá, ele até é bonitinho, mas ainda não gosto...' Pensou Cindy. "Oi. meu nome é Cindy." Falou estendendo a mão. Ela tinha uma expressão quase de repulsa.

"Eu sou Steven! Connie me Falou muito de você!" Steven apertou a mão de Cindy, notando a expressão que Cindy o fazia, mas decidiu fingir não ter notado. Cindy colocou fones e voltou ao seu livro.

"Steven, como foi a viagem?" perguntou Connie, sentando na cama.

"Foi tranquila Connie, bem, há três dias, quando eu passava por Derry, parei para ajudar algumas pessoas que tinham se envolvido em um acidente de carro." Connie franziu a testa,

"Steven! O que nós tínhamos conversado?" Connie colocou a mão na testa.

"Eu precisei Connie! Eu iria deixar aquelas pessoas morrerem?" Falou Steven, Cindy ouviu, pegando a atenção da mesma, ela pausou sua música para escutar a conversa.

"Tá Steven, me conta desde o começo." Falou Connie tentando ficar calma.

"Tá... Começou assim..."

Três dias antes, Steven dirigia pelas ruas de Derry, uma cidade pequena, amor parte de seus moradores eram fazendeiros. O clima e a paz que as plantações ao redor da estrada faziam Steven se sentir relaxado.

Quando Steven chegou no centro comercial da cidade, ele estacionou na frente de uma lanchonete para almoçar.

Antes de fechar a porta do carro, ele viu com o canto do olho a caixa que ele tinha comprado daquele velho. Steven sacudiu a caixa e seu conteúdo para fora de seus pensamentos.

Ele trancou o carro e caminhou para a entrada da lanchonete. Quando um estrondo enorme ocorreu atrás de Steven, fazendo ele tremer e se virar, para se separar com um poste caindo na direção de um homem.

Steven pulou na direção do homem, o empurrando para longe do poste, o mesmo caiu em Steven no lugar, Steven Ouviu gritos de Pânico. Ele levantou a cabeça.

Dois caminhões que carregavam mercadorias se chocaram em um cruzamento. Um deles tinha tombado e o outro tinha colidido com o poste que Steven estava embaixo.

Steven, usando sua força de Gem ergueu o poste o suficiente para sair debaixo dele, o rapaz ouviu gaguejos de surpresa, os curiosos começaram a se amontoar.

Mas Steven não tinha tempo. Ele não sabia quanto tempo os bombeiros demorariam. Ele olhou para o caminhão com a frente destruída pela colisão com o poste, o tanque estava escapando combustível e os cabos elétricos, arrancados na queda do poste sacudiam como cobras, de suas bocas saindo faíscas, e essas faíscas podiam colocar tudo aquilo em chamas.

Pensando rápido, Steven eliminou o perigo de fogo, enclausurando os fios em bolhas. Steven correu para frente do caminhão e gritou para o motorista.

"Você consegue sair?" perguntou para o caminhoneiro, que respondeu aterrorizado.

"Eu estou preso!" Ele sacudia o cinto de segurança que tinha emperrado, e ainda ferragem tinha bloqueado ambas as portas.

Porém o vidro estava em estilhaços. Steven pulou dentro da cabine do caminhão e arrancou o cinto como se fosse nada e segurou o caminhoneiro, pulando para fora do caminhão. Ambos caíram no chão.

Steven se pós de pé rapidamente, e correu para averiguar o caminhão tombado. O motorista estava preso no lugar pelo cinto. Mas ferragem o prendiam no lugar.

Steven pulou na lateral do caminhão, e agarrou a porta e puxou. Puxou. Mas a porta saiu voando somente quando Steven ativou sua forma diamante, o fazendo crescer, aumentando sua força. Ele pulou para dentro do caminhão e dobrou as ferragens que prendiam o pobre homem no lugar. Dobrou o suficiente para ele poder tirar o cinto. Se assegurando que o caminhoneiro estivesse seguro, Steven, com uma única ombrada, estilhaçou o para-brisa, Steven então ajudou o motorista a descer do caminhão tombado.

Ele ouviu aplausos, e diversos curiosos estavam de pé, aplaudindo Steven e seu ato de heroísmo.

Voltando para o presente, Steven acabará de contar a história. Cindy se segurava para não rir e Connie estava chocada.

"Depois disso, eu apenas entrei no carro e sai para procurar outro lugar para comer." Falou Steven tentando se lembrar dos detalhes.

"STEVEN! O QUE EU TINHA FALADO COM VOCÊ?" Berrou Connie furiosa.

"Foi mal Connie, mas eu não podia não fazer nada! Tipo, se aqueles cabos soltassem faíscas no combustível que tava-" Connie o interrompeu.

"Steven! O problema não é você ajudar as pessoas! É você-" Steven a interrompeu ficando bravo.

"Ah e daí que eu posso expor as Gems? Olha eu acho ridículo isso das Gems só ficarem em Delmarva!" Connie bufou, pôs a mão na ponte de seu nariz e falou.

"Steven, o problema nem mesmo é você expor as Gems, o problema, é você FICAR USANDO SUA FORMA DIAMANTE!" A cada palavra que Connie dizia, ela ficava mais irritada, até berrar essas últimas. Ela respirou fundo e falou mais calma. "você sabe quê é perigoso você usa-la, você sabe o que aconteceu da última vez, e se você ficar solto daquele jeito sem nós por perto para te ajudar?" Steven ficou quieto.

Ele parou para refletir um pouco, até ele abrir a boca para falar, mas Cindy o interrompeu com uma gargalhada maliciosa, fazendo os dois amigos a se votarem para ela. Tinham se esquecido completamente que tinha uma terceira pessoa no quarto.

"Ah me desculpa Connie, mas eu tenho que admitir que o seu namorado tem uma imaginação incrível! Hehe... Por favor né Universo, Você? Ficar bombado e rosa?" Ela soltou outra gargalhada. "Não, o mais engraçado foi a Connie ter seguido com essa brincadeira! Vocês são ótimos atores! Parece mesmo que a Connie está brava!"

Steven e Connie Se entreolharam. As coisas estavam bem desconfortáveis do jeito que estava. Cindy pensar que era uma brincadeira deixava a situação ainda mais desconfortável.

"Senhorita, nós não estávamos atuando. E eu não inventei a História." Falou Steven. Cindy deu outra risada ao ouvir aquilo, porém parou ao ver a expressão seria legal de Steven.

"Pera, você realmente tá me dizendo que aquilo aconteceu?" Steven acenou. " E você acredita nele Connie?" Connie franziu a testa.

"Sim." Falou olhando para o carpete.

"Tá agora não sei quem é pior, o maluco que nem ensino fundamental tem, que vive viajando num carro e imaginando histórias onde ele herói com super poderes, ou a universitária que não só acredita nele, como namora com ele!"

Steven estremeceu de raiva ao ouvir aquilo, ele se levantou da cama. E sem dizer nada, foi até a porta. Ele estendeu a mão e abriu maçaneta. Ele olhou para trás, dando um olhar eletrizante que deu calafrios em Cindy, ela achou que viu, por uma fração de segundos, seus olhos ficarem rosa, mas ele os fechou e suspirou.

"Connie, vá para o baile, te encontro lá, eu vou me trocar, essas roupas não são confortáveis para dançar." Steven Deu um sorriso sincero a amiga e saiu do quarto. Descendo o corredor.

No quarto. Connie soltou um olhar fumegante em Cindy, e começou a xingar a colega. Porém Cindy não estava ouvindo Connie, Ela estava vidrada na maçaneta do quarto.

Outrora redondo, agora estava toda amassada, como uma bola de papel.


N/A: nesse capítulo, conhecemos Cindy, uma nova personagem. eu a criei principalmente para que Connie tenha com quem conversar, mas ela vai ter um pouco mais de destaque nos próximos capítulos.