Eu estava enfrentando uma rebelião no meu próprio dormitório!

O qual vergonhoso isso pode ser quando se é Monitora e pior, era atiçado pela minha melhor amiga.

Estou além de afrontando, me sinto traída.

"Por que insistir nisso agora, Marlenne? - tento argumentar novamente. - Você sabe que ela não é como os outros alunos. Além de ter sido transferida tarde, ela é sobrinha do diretor. Isso pode causar muitos problemas.

Marlenne olhou para mim por cima dos ombros, mau reconhecendo minha presença enquanto ajeitar o cabelo.

"Por isso mesmo. - Falou depois de um minuto tenso. - Ela chegou aqui agora, por que merece favoritismo?

"Não se trata de favoritismo! - praticamente grito. - É só lógica. Ela não é acostumada com muitas pessoas, não podemos forçar algo assim. Não concordam?

Pergunto para Mary e Lizzie que estão sentadas na cama de Mary, fingindo fazer o dever.

"Não me envolva nisso. - Lizzie levanta a mão pro alto, não querendo tomar partido.

"Eu acho que a Lily está certa. A garota parece assustada o suficiente. - Mary concorda comigo e eu dou um sorriso agradecido.

"Assustada? - Marlenne zomba. - Ela é uma sonsa, isso sim. Lembra quando tentamos falar com ela e ela quase não respondia. Parece até que estávamos falando com uma parede. Até que desistimos de tentar, está na cara que ela se acha melhor que todos nós. Por ser da linhagem de Dumbledore e tudo. Não sei porque você a defende tanto, Lily. Quando o desprezo maior dela vai pra você.

"Isso não é verdade. - Rebato sua afirmação. Mas minha voz parece incerta, mesmo pra mim.

É verdade que quase não trocamos uma palavra nos dias que ela esteve aqui. Ela só vem para pegar algo, tomar banho e dormir.

Parece que sempre que eu tento falar com ela, ela foge como se tivesse visto um dementador ou algo assim.

Tentei não ficar ofendida. Apesar de tudo, ela não fazia mal a ninguém. Era educada com todos, sempre mantendo uma distância respeitosa.

Então atribuir tudo a sua timidez, ser educada em casa não deve ter sido fácil.

"Qual é, Lily. Nem mesmo você pode mudar a verdade dos fatos. Hermione Granger odeia nascidos trouxas. Ela parece mais uma parede de gelo, se jogando para os meninos. E eles como idiotas, caçando ela como animais selvagens, querendo a carne fresca mais próxima. E ela nem é tão bonita.

Balanço a cabeça em descrença com essas palavras.

"É disso que se trata então? Ciumes! É sério, Marlenne? Logo de você. E você não tem provas que ela odeia nascidos-trouxas. Essa é uma acusação muito séria de se fazer, Marlle.

O sorriso dela caiu, se transformando em uma carranca ofendida. Os lábios franzidos de raiva.

Bom. Ela não iria se safar tão fácil depois de cuspir esse lixo.

Lizzie e Mary ficaram sabiamente caladas.

"Por que eu iria ficar com ciumes dela? - Ela deu um sorriso debochado. - já viu o cabelo dela? Se é que aquilo pode ser chamado de cabelo...

Minha boca deve ter abrido em um O perfeito.

"E-eu não...Marlenne! Como pode dizer coisas tão horríveis da nossa colega de quarto? Não estou te reconhecendo. Talvez você só esteja com ciumes por que outro dia escutamos Sirius Black falando das pernas dela. Mas mesmo isso, não é motivo para dizer coisas tão vis.

Ela largou o pente com força em cima da cama, seu cabelo loiro dando uma volta perfeita quando ela se virou pra me encarar.

"Não importa o que você diga. Vou fazer isso, você queira ou não.

"Não, você não vai. Eu sou a monitora e não permito tal coisa. - Bato o pé com força, ficando cara a cara com ela.

"Então talvez você queira que eu divulgue aquele sonho? - Não pensei que poderia ficar mais decepcionada naquele dia.

Me enganei totalmente.

Sinto lágrimas se formando nos meus olhos, ameaçando transbordar a qualquer momento.

"Você não ousaria. - minha voz falha com as simples palavras. Sua expressão balança um pouco com meu estado, variando entre culpa e determinação.

No final, ela decidiu que uma vingança boba valia mais que a nossa amizade.

"Vamos descer. - declarou depois de um momento. - Ela deve estar quase aqui.

Sem outra opção, me sentindo completamente derrotada e humilhada. A sigo porta a fora.

Chegamos no final da escada e vejo James e Sirius jogando xadrez bruxo. Peter está sentando assistindo e Remus está no sofá lendo um livro sobre poções.

É nesse exato momento, por obra de Salazar, Hermione Granger passa pelo retrato da mulher gorda.

Seus braços estão estão ocupados por vários livros grandes e pesados. Seu cabelo foi amarrado no topo da cabeça, mas um fio escapou e caiu sobre os olhos, o qual ela está tentando soprar e andar ao mesmo tempo.

Ela chega na escada e tomba com a forma elevada da Marlenne.

Meu estômago revira com apreensão.

"Posso passar? - Ela pergunta com uma voz arrastada pelo esforço.

"Receio que não. - Marlenne responde com uma expressão fria.

Hermione fica com uma expressão confusa antes de perguntar " e por que não? Teve algum problema no quarto? Porque se for por isso eu posso ir busca-

"Não é nada disso. - Marlenne cortou de uma vez. - Você tem que passar no teste pra ter direito ao quarto.

Agora todos que estavam na sala comunal, se viraram pra ver o confronto.

"Desculpe?

"Isso mesmo, queridinha. Todos os 5 ano tem que passar por um teste pra ter direito ao seu dormitório.

"Meu tio nunca falou de tal teste. " Hermione falou entre-dentes. - E eu não sou do 5 ano.

"É por isso que está fazendo agora, por que não estava aqui no 5 ano. E sobre Dumbledore saber, bom, isso é uma coisa entre alunos. Você pode pedir o socorro dele, se quiser, mas vai ficar conhecida por entregar a tradição dos alunos. Ninguém gosta de x9.

A expressão de Hermione endureceu, raiva praticamente saindo dos poros antes de se transformar em uma expressão fria e calculista.

"Aceito seu teste. Diga e está feito. - Sua voz era plena e seu sorriso, vitorioso.

Tenho vontade de ri com a expressão de Marlenne, ela achou que iria pegar um gatinho, mas se deparou com um leão.

Ela recuperou a compostura perdida pra dizer o teste.

Toda a sala silenciosa, até os Marotos, que não conseguiam ficar quietos por um minuto, ficaram em êxtase com a discussão que se seguia.

"Você tem que escolher uma casa de Horgwarts. Escolher um garoto da sua casa escolhida, beijar ele e roubar sua gravata como trunfo.

Hermione piscou para a prova antes de perguntar.

"E não pode ser uma menina?

Marlenne ficou calada por um segundo, como se não esperasse isso. Depois disse que sim, é claro, poderia ser uma menina.

"Então eu escolho a casa de Grifinoria! Tenho um tempo limite para o desafio? - seu sorriso era doce quando perguntou, embora, seu olhar era predatória.

"Até o anoitecer de amanhã.

"Bom, não vai ser preciso. Vamos resolver isso agora.

Dizer surpreso, é o mínimo para as circunstâncias quando Hermione, seguiu até a poltrona de Sirius Black que ainda estava pasmo com toda a discussão. Sentou no seu colo, uma perna de cada lado e atacou sua boca como uma cobra fazendo seu ataque.

Sirius Black.

Eu não tive muito o que pensar antes de ser atacado ferozmente.

Meu plano hoje era seguir meu melhor amigo James e descobrir quem era seu outro lado do sonho trisal.

Mas aqui estou eu; sentindo minha boca sendo praticamente arrancada por Hermione Dumbledore.

Sua boca é gelada sobre a minha, seus lábios com gosto de suco de abóbora.

Ela cobre seus lábios com força sobre os meus, não me dando alternativa a não ser, responder.

Suas coxas apertam minha cintura com força, minha ereção adormecida, roçando algo quente e macio. Sua língua pede passagem e eu cedo, logo sinto sua língua roçar na minha, enviando arrepios de prazer por todo meu corpo.

Despertando meu membro contra a minha vontade. Ela é uma beijadora dominante, sua língua e lábios explorando cada canto da minha boca.

Mas eu sou Sirius Black, não vou deixar ela se divertir sozinha.

Uma mão eu agarro sua cintura fina e a outra, um punhado de cabelo, mexendo minha boca junto com a dela. Misturando respirações, pegando todo seu oxigênio pra mim.

Seu colo faz movimentos lentos em cima da minha ereção e eu rosno na sua boca, praticamente mordendo seus lábios carnudos.

Merlin, que mulher é aquela.

Quando penso em despir ela e acabar com aquilo ali mesmo, ela se levanta do meu colo tão rápido quanto veio.

Seus olhos estão negros de desejo e ela tem um sorriso de satisfação no rosto. Mesmo sem me transformar, posso sentir o cheiro da sua excitação daqui e leva tudo dentro de me pra não pular e agarra de volta aquela boca contra a minha.

Ou minha boca em outro lugar.

Ela se aproxima de uma Marlenne chocada e entrega a minha gravata que eu nem percebir que ela tinha tirado.

"Isso é o suficiente? Conseguir meu lugar agora? - Ela não espera uma resposta antes de pegar sua mochila com livros transbordando e começar a subir as escadas. Ela para no terceiro degrau e olha diretamente pra mim antes de sorrir sem jeito.

"Obrigado. - sussurra e volta sua caminhada.

Começo a respirar pesado todo o ar que não respirei durante o beijo e me viro para meus amigos incrédulos.

"Acho que preciso de um banho. - Digo antes de seguir para meu quarto.

Eu realmente preciso de um banho gelado agora.