Capítulo 15
Boa Leitura!!!
O chão deu a impressão de que tremia sob Bella. Ela cruzou as mãos no colo, deter minada a dominar o pânico que a invadia.
— Engana-se. Não fico melhor sem você.
Edward apertou os braços da cadeira com tanta força que eles estalaram.
— E eu quero uma mulher preparada para viver no Oeste. Para início de conversa, não tenho tempo para pajear uma mulher que não tinha o direito de se mudar para cá.
O pânico aumentou, porém, ela se manteve firme.
— Eu não vou embora, não importa o que você diga. Este é o lugar certo para mim e Kate.
— Você é uma estranha aqui.— ele afirmou.
— Nós vamos ficar. — Encarou o olhar sombrio de Edward. — Menti para você. Foi um erro, mas na ocasião me parecia a única saída que eu tinha. Minha prioridade era proteger Kate e eu não podia correr o risco de confiar em você sem conhecê-lo bem.
Numa morosidade proposital, pegou o copo de água e tomou alguns goles que aliviaram sua garganta seca.
— Agora percebo o quanto eu estava errada.
— Isto não é sobre a mentira e sim sobre o fato de você não pertencer a este lugar, de sermos diferentes como a água e o vinho.
— Eu o magoei.
Ele a observou com expressão dura.
— Este não é o tipo de vida que você merece...
— Mas é o tipo de vida que eu quero. Ele me faz sentir viva pela primeira vez na vida.
Edward praguejou.
— Será possível que você não entenda? Eu não a quero.
Bella sempre tinha evitado conflitos e até fugido deles de vez em quando. Mas não era mais a mesma pessoa que havia partido de Alexandria um mês e pouco atrás. Não ia fugir de Saddler Creek e de Edward.
Inclinou-se para a frente.
— Que pena! Você me aceitou e agora me tem.
Nervoso, ele começou a bater com a ponta do indicador na mesa.
— Caso esteja preocupada com a questão financeira, fique descansada. Abri uma conta bancária para você em Denver. Nada mais do que justo.
Tirou um papel dobrado do bolso e o empurrou pela mesa para seu lado. Bella o pegou, abrindo-o devagar. Ficou atônita. A soma indicada no papel era exorbitante. Ela e Kate poderiam viver confortavelmente durante muitos e muitos anos.
Dobrou o papel e o devolveu.
— Não quero seu dinheiro.
— Pois é tudo que vai ganhar de mim.
Ela fingiu não ter ouvido.
— É por causa de James, não é? E por você ter sido caçador de recompensas?
Ele não conseguiu disfarçar a surpresa.
— Quem lhe contou?
— Não importa. Eu sei.
— Então, entende por que não sirvo para você.
— Eu e Kate vamos voltar para a fazenda.
— Esse é o último lugar em que quero ver vocês duas! —Levantou-se com tal ímpeto que a cadeira caiu para trás. — Há uma passagem reservada para você na parada da diligência. Mandei Carlisle encaixotar seus pertences e despachá-los para Denver. A diligência parte amanhã cedo.
Edward foi embora, deixando-a sozinha. A derrota esmagava-lhe o peito. Sue apareceu com a tigela de ensopado numa das mãos e o prato de pão na outra.
— Por que Edward saiu tão depressa?
Bella limpou a garganta. Mesmo assim, respondeu numa voz meio fraca:
— Alguém mandou chamá-lo.
Com as mãos apoiadas nos quadris largos, Sue observou-a por um momento.
— Sabe, as pessoas da cidade ainda comentam como você salvou a vida de Emmett e Rosalie.
— Você teria feito a mesma coisa.
— Claro, meu bem, mas não sou uma recém-chegada, uma quase estranha nesta região.
A maneira simples de Sue falar não revelava malícia alguma e Bella não se ofendeu.
—Ninguém aqui esperava que você tivesse tanto senso prático. Na verdade, nós todos apostamos semanas atrás que você, por estas alturas, já teria ido embora daqui.
— Pela vontade de meu marido, irei embora na diligência de amanhã.
A animação e o sorriso de Sue evaporaram. Fitou Bella com olhar penetrante.
— O que você quer?
Bella já ia se servir, mas largou a colher.
— Quero muito ficar. Mas não faço a mínima ideia de como conseguir isso.
— Edward vai voltar.
Distraída, Bella olhou para o ensopado. Tinha perdido o apetite.
— Não tenho muita certeza.
Sue resmungou qualquer coisa sobre homens e cabeças duras. Em seguida, disse numa voz mais clara:
— Imagino que Edward esteja preocupado com James. Ouvi dizer que ele ainda não apanhou aquele rato. Mas vai apanhar. Edward sempre consegue o que quer.
Bella mexeu-se inquieta.
— É disso que tenho medo.
Um sorriso matreiro curvou os lábios de Sue.
— O problema de Edward é que ele nem sempre sabe bem o que quer. Como todos os homens, minha cara, ele às vezes precisa de um empurrãozinho.
— Empurrar Edward é como empurrar uma montanha.
Bella serviu-se e comeu uma garfada. Rezava para que a mulher voltasse para a cozinha e lhe desse tempo para refletir. Precisava encontrar uma maneira de salvar seu casamento.
— Sei que você deve estar muito atarefada, Sue. Não precisa me fazer companhia.
Mas Sue continuou plantada ao lado da mesa como se tivesse todo o tempo do mundo. E nenhum lugar para ir.
— Mas até montanhas podem ser derrubadas com a quantidade certa de dinamite.
— Suponho que sim.
— Calculo que Edward tenha ido procurar o xerife Denali e relatar o que fez.
— Suponho que sim. — Bella repetiu, desinteressada.
— Então, ele vai começar a organizar outro grupo de busca. Edward nunca foi do tipo de desistir.
Exceto dela, Bella pensou, triste. Sue examinou as unhas roídas até o sabugo.
— Aí, Edward vem para o quarto dele aqui no hotel. Deve estar precisando dormir um pouco.
Bella levantou o olhar para Sue.
— Eu tinha me esquecido de que ele tem um quarto do hotel reservado o tempo todo.
A mulher pegou o prato vazio e os talheres de Edward.
— Número seis. Todas as vezes, ele fica no mesmo. —Riu. —Esse Edward, sem dúvida alguma, é uma criatura de hábitos arraigados. Aposto como já pediu para Fred providenciar água quente para ele tomar banho quando voltar. Ele detesta a poeira da trilha na pele.
Bella mordeu o lábio inferior e levantou-se. A semente de uma ideia começava a germinar em sua cabeça. A última vez em que ela e Edward tinham estado sozinhos, a emoção havia dominado a razão.
Como não houvessem planejado nem antecipado nada, as barreiras entre eles tinham desaparecido. Mas como, exatamente, uma mulher atraía um homem, um muito resistente, para sua cama? Como se Sue lesse seus pensamentos, sugeriu:
— Por que você também não toma um banho?
— Já tomei um de manhã.
Sue a encarou com olhar insistente.
— Bella, você precisa de mais um banho.
Foram necessários alguns segundos extras para o sentido das palavras de Sue penetrar na mente confusa de Bella. Quando isso aconteceu, um sorriso imenso iluminou seu rosto e ela abraçou a mulher.
— Um banho é exatamente do que preciso.
Sue riu, animada.
— Que menina esperta!
Edward estava determinado a não deixar a raiva esfriar. Esse era um sentimento simples, claro, sem complicações e que não estraçalhava seu coração como a tristeza e o fracasso.
Ele tinha passado mais de uma hora desgastante com o xerife, tentando convencê-lo a organizar um novo grupo de busca, mas Denali não concordara. O mau tempo tinha piorado e não dava sinais de melhorar. A neve já cobria os campos com uma camada espessa.
James não representaria ameaça alguma até a primavera, o jovem xerife tinha argumentado. Enquanto caminhava pela rua, Edward inclinou a cabeça para a frente para que a aba do chapéu lhe protegesse o rosto contra os flocos de neve.
Denali era um idiota. James não tinha ido a lugar algum. Encontrava-se escondido em um local das redondezas, esperando o momento certo para atacar. Edward podia sentir isso nas entranhas. James voltaria logo. E traria, com ele, seu passado inclemente de caçador de recompensas. Mesmo quando James havia reaparecido, Edward não tinha se preocupado logo com os velhos tempos.
Mas então, os Hale haviam sido feridos a tiros e a casa deles, incendiada. Sem perceber, ele fora resvalando para o passado. Dez dias atrás, sozinho na trilha, ele tinha parado para a montaria beber água. Ajoelhado na margem da lagoa, havia tirado fora o chapéu para lavar o rosto e aliviar a mente.
Ao enfiar as mãos na água fria, vira o próprio reflexo nela. O rosto de expressão dura estava coberto pela barba de uma semana e por poeira. Tinha-o esfregado bastante, mas o esforço não havia apagado o que ele vira: o caçador de recompensas sem alma que tinha rastreado e matado mais homens do que poderia se lembrar.
Naquele instante, pensara em Bella, em seus olhos marrons, tão cheios de inocência, em seus dedos delicados segurando uma caneca de lata amassada como se fosse de porcelana. E ainda em sua postura elegante de dama refinada. Ela não merecia ficar nesta região agreste e, muito menos, ao lado dele. Seu lugar era num salão da sociedade onde a vida se mostrava segura e civilizada. Ele não suportaria ver a luz de seus olhos ser toldada pela fadiga que o trabalho penoso de uma casa em zona rural provocava. Ou ver outro bandido como James, cego por vingança, matá-la a tiros.
Não era uma questão de se, mas de quando alguém atacaria de surpresa, matando-o, ou pior, a Bella ou Kate. A melhor solução, aliás a única, para as duas era afastá-las da vida dele para sempre. Deveriam morar em uma cidade grande, em segurança, onde o passado dele não as prejudicaria.
Minutos atrás, ele havia passado pela clínica para ver Kate. A menina estava deitada ao lado de Rosalie, brincando com os pezinhos calçados com meias de lã. Sem se conter, ele a tinha levantado nos braços e sentido um misto de alegria e tristeza ao vê-la sorrir para ele.
Edward duvidava que jamais se consolaria em perder Bella e Kate. Porém, ele as amava demais para prendê-las em seu mundo. Enquanto subia a escada do hotel, as esporas retiniam baixinho. Ao alcançar a porta do quarto, sentia-se extenuado, dolorido, ansioso para entrar na banheira de água quente e esvaziar a garrafa de uísque que Fred Avery tinha prometido deixá-la a sua espera.
Edward abriu a porta, entrou e largou o chapéu e o casaco numa poltrona. Sempre ocupava o quarto seis quando estava na cidade. Este não era, nem de longe, o melhor que Fred podia oferecer, mas além de espaçoso, recebia o sol da manhã. Uma cama extra larga, de bronze, ficava perto das duas janelas. O vapor subia da banheira e espalhava-se no ar. Ao lado, estava uma cadeira com sabonete, toalha de banho e a garrafa de uísque.
Edward não perdeu tempo em livrar-se da jaqueta e da camisa. Desafivelou o cinturão com as pistolas que pendurou-o na guarda da cadeira ao lado, bem à mão. Sentou-se apenas o tempo suficiente para descalçar as botas enlameadas e as meias. Já em pé, tirou a calça. Mal entrou na banheira, afundou o corpo, deliciando-se com a sensação de alívio que a água quente provocava nas pernas e nos braços doloridos.
Enfiou a cabeça na água, deixando que ela lhe cobrisse o rosto. Quando emergiu a fim de respirar, passou os dedos pelos cabelos molhados, empurrando-os para trás. Então, dedicou-se à tarefa de se ensaboar, da cabeça aos pés, para se livrar da sujeira que tanto o incomodava.
Quando se deu por satisfeito, pegou a garrafa de uísque e sorveu alguns goles antes de esticar o corpo na água. Apoiou a cabeça no encosto alto da banheira e os braços nas bordas laterais. A garrafa de uísque balançava em uma das mãos.
Edward tentou desanuviar a mente e deixar que a água o acalmasse, porém, continuava a pensar em Bella. A lembrança de acariciar-lhe o corpo macio inflamou seus sentidos. Mais uma vez, tomou uns goles da bebida forte.
Olhou para o rótulo da garrafa e imaginou quanto uísque precisaria beber para esquecer o sabor delicioso de seus lábios, ou para silenciar a lembrança de seus gemidos quando começavam a fazer amor.
Ao pensar em Bella, foi impossível conter a ereção. Uma tensão sexual, desenfreada, dominou-lhe o corpo inteiro.
Edward gemeu e fechou os olhos. Será que jamais conseguiria esquecer Bella? Imerso numa profunda infelicidade, Edward mal ouviu o girar da maçaneta da porta. Mesmo assim, os sentidos alertaram-se e o instinto o levou a agir.
Num movimento rápido, pegou a pistola do cinturão na cadeira ao lado, ficou em pé dentro da banheira e virou-se com a arma destravada. Ele quase perdeu o equilíbrio quando viu Bella fechando e trancando a porta.
— Que diabo você está fazendo aqui?
Antes de responder, ela ajoelhou-se e enfiou a chave para fora, por baixo da porta.
— Apenas nos trancando aqui dentro.
— E por que está fazendo tamanha idiotice?
A água escorria-lhe pelo corpo. Apesar de estar nu e do ar frio, a pele dele queimava.
Devagar, Bella tirou o casaco e largou-o na poltrona, junto com o dele.
— Ainda não terminamos nosso assunto.
O simples fato de vê-la deixava o excitado.
— Fora daqui!
Ela deu de ombros. Ainda bem devagar, tirou o chapéu e as luvas.
— Não posso. Acabei de nos trancar aqui dentro.
— Bella! —ele exclamou com o tom mais ameaçador de que foi capaz, na esperança de amedrontá-la.
Ela simplesmente sorriu até descer o olhar do rosto para o corpo de Edward. Ele viu sua expressão de choque, porém, ela manteve-se firme.
— Você vai ficar aí em pé o dia inteiro, pingando água e apontando a pistola para mim?
Imediatamente, ele baixou a arma e, em seguida, pegou a toalha da cadeira ao lado, que enrolou da cintura para baixo.
— Você nunca deveria entrar sorrateiramente no quarto de um homem.
Bella desabotoou a jaqueta acinturada e tirou-a, mostrando uma blusa de cambraia transparente, com decote enfeitado de renda e que deixava ver o topo de seus seios.
— Não consegui pensar em outra maneira de chamar sua atenção.
— Fora daqui! —ele tornou a esbravejar.
Sem se perturbar, ela atravessou o quarto e sentou-se na beirada da cama. Desamarrou as botinhas e, com os pés, livrou-se delas.
— Você quer que eu ensaboe suas costas? — ofereceu ao se aproximar da banheira.
Apesar de um grande esforço, Edward olhou para o vale entre seus seios. Um desejo alucinante o abalou. Segurou a toalha com tanta força que os nós dos dedos embranqueceram.
Naquele momento, ele entendeu o que significava o inferno na terra.
— Não!
Um sorriso vagaroso curvou os lábios de Bella.
— Então, o que você propõe que nós façamos?
Edward saiu da banheira e deu um passo em frente, mas recuou depressa.
— Que tal se você for embora?
— Não.
— Dane-se, Bella. Estou tentando ser nobre.
— Não quero nobreza e sim meu marido.
Para provar o que dizia, aproximou-se e, ficando na ponta dos pés, roçou os lábios nos dele. A água que escorria do corpo de Edward já formava uma poça no chão enquanto a autodisciplina de uma vida inteira era posta a prova.
— Eu não quero isto.
— Ah, quer sim.
Edward apertou a toalha com mais força.
— Não podemos agir desta forma. Não está certo.
Ela o fitou por momentos longos e tensos antes de comentar em tom pensativo:
— Meu marido orgulhoso e ameaçador. Sempre o considerei como um guerreiro inquebrantável, mas agora vejo que, como eu, você se sente escravizado pelo sentimento que nos envolve, embora tenha medo dele.
Edward resmungou um palavrão.
— Não tenho medo algum.
— Então, prove.
— Bella, isto não vai acontecer. Amanhã, você irá embora de Saddler Creek.
Num gesto displicente, ela prendeu uns cabelos soltos atrás da orelha.
— Covarde.
Edward concluiu que ela havia perdido a cabeça.
— Apenas estou agindo como adulto.
— Em minha opinião, mais como uma criança. — Bella disse ao tentar tocá-lo.
Ele esquivou-se de sua mão e começou a andar pelo quarto.
— Por que está fazendo isso comigo? Você terá dinheiro e tudo que quiser. Por que me pressionar?
— Não tenho tudo que quero.
Sua voz era irritantemente calma enquanto o coração dele trovejava no peito. Nervoso, enfiou os dedos pelos cabelos molhados.
— Então me diga o que você quer. Eu providenciarei logo e você poderá ir embora.
— Quero você.
Edward fechou os olhos. A muralha em volta do coração, erguida penosamente pedra por pedra, desmoronou. Exposto e vulnerável, ele murmurou:
— Você não me quer.
— Quero, sim.
— Bella, você não tem experiência suficiente para saber o que quer.
— Sei como me sentia solitária e perdida antes de conhecer você. E como me sinto completa agora que o tenho.
— A questão não é tão simples assim.—ele afirmou, embora rezasse para que fosse.
— É, sim.
Sua recusa em aceitar o óbvio o frustrava muitíssimo.
— A vida a meu lado vai ser difícil e perigosa. Eu não poderei protegê-la contra todos os riscos. No início, achei que seria possível, então, vi Rosalie caída na terra, inconsciente e sangrando muito. —Essa imagem o perseguiria pelo resto da vida. — Bella, eu jamais me perdoaria se algo semelhante acontecesse a você.
— Sou uma mulher adulta que enfrentou e venceu várias vicissitudes antes de conhecê-lo.
Cansado de ser altruísta quando tudo que desejava era estreitá-la entre os braços, Edward balançou a cabeça.
— Você acha que tem tudo esquematizado, mas não compreende o que está perdendo.
Seus olhos castanhos faiscaram de raiva.
— Você está se referindo a amigos que se recusam a falar comigo? Um noivo que valoriza mais o próprio nome do que a mim? Pais que jamais esquecerão meu pecado imperdoável de proteger Kate, a neta deles? Compreendo sim, concordo que não terei aqui tantas coisas como em Alexandria. Para sua informação, sr. Cullen, coisas não oferecem conforto quando se está com medo, não dão ouvidos quando se precisa ter alguém com quem conversar. Coisas não me fazem feliz. Você, sim, me enche de felicidade.
— James está por aí.
— James, James, James! Juntos, cuidaremos dele e do que mais surgir pela frente. Se e quando esse dia chegar. — ela acrescentou.
— Não tenha a menor dúvida, Bella, esse dia chegará.
Ela pegou a mão de Edward entre as suas.
— Está bem. Mas não vamos desperdiçar todos os dias, meses e anos que se interpõem entre hoje e até então. Vamos aproveitar o que temos.
Bella passou os braços pelo pescoço de Edward ao mesmo tempo em que se erguia na ponta dos pés. Os lábios de ambos ficaram bem perto e sua blusa, em contato com o peito molhado dele, umedeceu-se.
Ao ver a ponta erguida dos mamilos sob o tecido fino, Edward percebeu que ela estava sem espartilho.
— Você veio aqui para me seduzir. —ele resmungou.
Um sorriso matreiro curvou seus lábios carnudos.
— Esperei num canto do corredor até uns minutos depois de ouvi-lo entrar na banheira. — Roçou os dentes alvos no lábio inferior. —Só entrei quando tive certeza de que você não poderia escapar de mim.
Com uma das mãos ainda segurando a toalha, ele pôs a outra em sua cintura.
— Você não está facilitando nada.
Ela o beijou no queixo e no canto da boca.
— Ótimo.
— Não existe ponto de retorno, Bella.
— Melhor ainda.
Edward deixou escapar um gemido surdo. Largou a toalha e a puxou de encontro a ele.
— Você merece alguém muito melhor.
— Você vai além do que jamais sonhei.
Ele perscrutou seus olhos marrons tão profundos como chocolate.
— Que Deus me ajude, pois não quero deixá-la ir embora.
— Então não deixe.
Edward pôs a mão atrás de sua cabeça.
— Se você tivesse um pingo de bom senso, fugiria correndo.
— Nunca mais vou fugir. Especialmente de você.
Suspirando, ele largou as rédeas do autocontrole e rendeu-se a uma vida inteira de carência afetuosa, de desejo e de amor por Bella.
Acabouu!!! Kkkkkk o capítulo!!! Quarta tem mais! Parei na melhor parte! Esse capítulo pra mim foi o melhor de todos! Bella foi persistente e não deixou o Edward mandar ela embora! E ainda o seduziu!!! Ameiii!!! O próximo capítulo está literalmente pegando fogo! Então comentemmm muiiiito!!! Bjimmm!!!
