Parte 13

Sawyer se aproximou bem devagar, não querendo assustá-la. Não sabia se o último encontro deles na cachoeira tinha acontecido ou não, por isso que tinha de ser cauteloso caso a aproximação dele de alguma forma fosse deixá-la irritada.

- Oi!- ele disse um pouco sem graça, tentando chamar a atenção dela que observava as ondas indo e vindo despreocupadamente. Normalmente teria dito algo irônico ou se referido à ela por algum apelido, mas não sentiu vontade de fazer nada disso.

- Cowboy!- ela falou pra ele olhando-o de um jeito tão intenso que o fez derreter por dentro.

- Eu...

Ela olhou ao redor deles e disse com uma piscadela:

- Quer me encontrar nas cavernas em quinze minutos?

- Claro.- ele respondeu. Ana não disse mais nada, apenas deu as costas a ele e se foi.

Ele seguiu direto para as cavernas e esperou por ela, sentado perto das cachoeiras. Ana-Lucia não tardou a aparecer e para a surpresa dele, pulou em seu colo, beijando-o intensamente.

- Hummmm...- ele gemeu desfrutando do beijo. – Que gostoso!

Ana afastou os lábios dos dele e deslizou-os pelo pescoço de Sawyer antes de subir e mordiscar-lhe a orelha.

- Ana!-ele a segurou gentilmente pelos ombros, tentando fazê-la parar por um momento. Por mais que ela o estivesse enlouquecendo, precisava fazer algumas perguntas a ela.

- O que foi?- ela indagou olhando fundo nos olhos azuis dele. – Ainda está zangado comigo?

- Zangado?- ele retrucou sem entender.

- Ei, só porque eu te disse que queria manter o nosso lance longe dos holofotes da ilha não significa que eu não esteja curtindo...eu só preciso manter a minha fama de garota má, você sabe...

Ela envolveu a boca dele com a sua em mais um beijo, ainda mais intenso do que o anterior, quase o deixando sem fôlego e finalizando com um um roçar leve dos lábios nos dele ao mesmo temque em que seu nariz encostava no dele. Sawyer envolveu os braços ao redor dela e por alguns momentos nada disse, apenas encostou o rosto no ninho macio do busto dela até que quebrou o silêncio, dizendo:

- Ana-Lucia, o que aconteceu da última vez em que estivemos aqui?

Ela ergueu uma sobrancelha e respondeu:

- Jamie, a gente vem aqui o tempo todo!

- O tempo todo?

Ana assentiu.

- O que está acontecendo? Está com amnésia ou coisa assim? Cara, a gente vem aqui quase todos os dias desde aquele piquenique cheio de segundas intenções para o qual você me convidou.

- Isso!- ele exclamou. – O que aconteceu depois do piquenique? Eu desapareci?

Ana-Lucia deu uma risada.

- Você desapareceu? Mi amor, você ficou completamente enfeitiçado por mim e a ilha inteira percebeu, eu tive que dar uma de difícil pra manter a minha reputação!- ela brincou.

- Então eu estive aqui esse tempo todo?

- James, você parece cansado.- ela concluiu dando um beijinho na boca dele. – Mas eu posso te fazer sentir melhor...

Ana ficou de joelhos e beijou e mordiscou-lhe o queixo enquanto suas mãos ávidas desabotoavam a calça jeans dele. Sawyer queria se concentrar no problema das realidades paralelas mas o que Ana-Lucia estava fazendo com ele estava tornando impossível manter a concentração.

- Você quer que eu tome tudo?- ela perguntou maliciosa deslizando o ziper dele para baixo como a Ana-Lucia, sua esposa da outra realidade tinha feito em um dos momentos de intimidade deles.

- Não!- ele disse um pouco mais alto do que pretendia.

Ana-Lucia se ergueu e olhou confusa para ele.

- Baby...- Sawyer disse numa voz mais calma percebendo que a tinha assustado um pouco. – Eu só preciso de um tempinho, só isso.- ele a puxou para o seu colo. – Vem cá!

Ela aceitou, embora um pouco relutante.

- Por que está agindo tão estranho?

- Coisas estranhas tem acontecido comigo.- ele contou.

- Que tipo de coisas?- ela indagou enquanto ele acariciava o rosto dela com as pontas dos dedos.

- Bem, quase todas as vezes em que eu adormeço ou estou relaxado curtindo o momento, me sinto transportando para outro tempo.

- Como assim?

- Olha, eu sei que vai parecer loucura, mas toda vez que nos conectamos de alguma forma, tudo fica escuro de repente e eu acordo em outro lugar.

- Que tipo de lugar?- Ana perguntou, de repente muito interessada no que ele dizia.

- Numa casa.- ele revelou. – Uma casa grande com...você.

- Comigo?

- Sim, com você e nossos três filhos.

Ana-Lucia sorriu:

- E como é o nome do nosso filho mais velho?

- Noah.- Sawyer respondeu.

- Interessante!- ela falou.

- Por que?- ele quis saber.

- Porque esse era o nome que eu ia dar pro meu filho se ele tivesse nascido.

Sawyer sentiu o coração bater mais forte.

- E eu sempre quis ter três filhos.- ela revelou. – Você sonhou mesmo com isso, cowboy?

- Pareceu muito real para ser um sonho.- ele contou.

- Você sabe ser charmoso quando quer.

- Eu estou falando a verdade!- ele insistiu.

- Dios mio!- ela exclamou. – Eu disse pra mim mesma que não queria mais me apaixonar nessa vida. Mas você está tornando tão difícil pra mim cumprir essa promessa.

- Eu te amo!- ele deixou escapar.

Ana engoliu em seco.

- O que você disse?

- Eu te amo.- ele repetiu. – Eu sei que ainda é cedo pra...

Ela o calou com um beijo, o qual Sawyer correspondeu com todo o ardor. Ela escorregou a mão devagar para baixo e continuou sua deliciosa tarefa de abrir o zíper dele. Dessa vez ele não a impediu, por mais que temesse outra viagem entre realidades, seu corpo clamava por ela naquele momento, por aquela Ana-Lucia selvagem da ilha, a quem ele nunca pensou que pudesse amar tanto.

- Eu te quero.- ela sussurrou no ouvido dele. – Mas se a outra realidade te levar, promete que volta pra mim?

Os olhos dela brilharam diante da pergunta. Por mais que não soubesse o que iria acontecer depois que eles ficassem juntos, ele respondeu:

- Prometo.

Ele a ergueu em seu colo e a carregou para uma das cavernas perto da água, deitando-a na parte mais lisa e confortável das rochas. Deitou-se por cima dela e beijou-lhe o pescoço. Ana libertou o membro dele das roupas, acariciando-o delicadamente. Ele mergulhou nos lábios dela e gemeu diante dos ousados carinhos que ela fazia nele, brincando com seu pênis entre os dedos.

Sawyer abaixou a cabeça e esfregou o rosto na blusinha preta dela, mordiscando os mamilos através do tecido quando estes se ergueram. Naquele momento ele se sentiu feliz pensando que se as coisas tinham acontecido diferente para Shannon e Boone naquela ilha significava que poderiam ser diferentes também para Ana-Lucia. Ela não tentaria roubar sua arma já que estavam juntos e essa arma não seria usada para que o integrante dos Outros atirasse nela. Ele podia mudar as coisas!

E com esse pensamento, Sawyer deixou as preocupações de lado mais uma vez e aproveitou seu interlúdio com Ana. Ela estava muito afoita e sequer deu tempo para que eles terminassem de se despir. O queria dentro dela desperadamente. Ele a ajudou a baixar suas calças e roupa íntimas e logo se livrou das calças dela, restando somente a calcinha que Sawyer puxou rapidamente para o lado para que pudesse penetrá-la. Ana-Lucia deu um longo gemido rouco e bateu os quadris contra os dele aprofundando-o dentro dela. Sawyer deu um suspiro de prazer e enroscou as pernas dela ao redor de cintura enquanto se empurrava contra ela.

- Oh, James!- ela gritou quando ele pressionou os lados do corpo dela ao mesmo tempo em que esfregava sua pélvis contra a dela.

Segurou-o pelos cabelos causando uma pequena dor que gerou um prazer intenso em seu corpo. Quando olhou para o rosto dela viu que Ana sorria em êxtase.

- Deus!- Sawyer exclamou. Ela era tão incrivelmente sexy que ele não podia acreditar na sorte em que tinha de poder estar com ela. Logo ele que se sentia desmerecido do amor verdadeiro de uma mulher.

- Eu te amo!- ela sussurrou.

Ele se agarrou a ela, respirando rápido em seu pescoço.

- Oh, Ana! Minha Ana!

- Cowboy, me dá tudo! Tudo!- ela disse sentindo seu corpo inteiro explodindo de prazer.

- Tudo o que você quiser, chica. Te dou tudo!

Sawyer se empurrou contra ela com mais força e intensidade fazendo-a gritar. Ela fechou os olhos e ele soube que ela tinha chegado lá. Ele deixou que ela gozasse o máximo que seu corpo podia aguentar e então se permitiu derramar-se dentro dela, enchendo-a.

Ela abriu os olhos e olhou para ele lânguida, seu corpo completamente relaxado, ainda conectado ao dele.

- Eu já te disse que você é gostoso?- ela indagou espalmando ambas as mãos no peito dele.

Sawyer deu uma risadinha porque se lembrava dela dizendo isso da outra vez em que estiveram juntos na cachoeira. Eles tiraram uma soneca juntos na caverna, abraçados e nus como Adão e Eva. Quando ele acordou, ficou contente em ver que ainda estava na ilha com ela. Talvez as viagens tivessem finalmente terminado e ele agora poderia construir uma vida com ela e sonhar com os três filhos lindos que eles talvez um dia tivessem no futuro.

- Feliz Natal!- ela sussurrou de repente para ele.

- Hoje é natal aqui também? - ele disse acariciando a bochecha dela.

- Aham!- ela respondeu puxando-o para um beijo. – Quer nadar?

Eles se levantaram da caverna e resolveram cair na água da cachoeira, nadando juntos, felizes e despreocupados entre beijos e carícias debaixo d'água. Eles emergiram juntos em um beijo e Ana-Lucia nadou para as pedras, deixando a água para exibir seu corpo perfeito para ele enquanto balançava os cabelos de leve para tirar o excesso de água deles.

- Eu tô com fome!- ela anunciou.

Sawyer estava nadando em direção às pedras quando sentiu um zumbido em seus ouvidos e um corpo se aconchegando por trás dele. Ainda estava na água mas a visão de Ana-Lucia nua como uma amazona no meio da floresta tinha desaparecido e tudo o que ele conseguia ver era uma parede de azulejos branca e verde clara.

- Amor, eu adorei essa história da caverna.- ele ouviu Ana dizer em seu ouvido enquanto seus braços o envolviam dentro da jacuzzi aonde eles tomavam banho juntos. – Mas toda essa atividade me deu fome...

Sentindo-se um pouco tonto, ele quase caiu de cara na água, mas sua esposa o segurou pela cintura.

- Que foi?- ela indagou.

- Acho que eu bebi um pouco demais na festa ontem.- ele comentou lembrando-se de que naquela realidade eles tinham estado em uma festa de natal com os sogros deles na noite anterior.

- Bebeu mesmo!- ela concordou se levantando da banheira e procurando por uma toalha. – Nossa, foi muito sexy fazer amor com você naquelas pedras.- ela piscou pra ele enquanto envolvia a toalha em seu corpo. – Acho que a gente devia planejar uma viagem pra algum lugar exótico e fazer tudo de novo só que dessa vez de verdade.

Ela saiu do banheiro e Sawyer escutou ao longe seus meninos gritando:

- O Papai Noel veio! Ele veio!

- O Rudolf comeu a cenoura, pai, vem ver!- disse Jake histérico.

- Eu estou indo!- falou Sawyer se levantando da banheira e pegando uma toalha para si. Olhou-se no espelho da pia e notou que seu nariz estava sangrando.

Continua...