Hi people! How are you?
Olá! Infelizmente dessa vez eu demorei pacas (Trágico!). Eu tenho uma ótima explicação, chama-se home office, aparentemente trabalhar em casa é o mesmo que poder trabalhar 24h por dia, mas aí está mais um capítulo, vou tentar me organizar para postar com mais frequência.
REVIEWS
k-chan98: Altas surpresas mesmo e ainda teremos algumas coisas pela frente hoje, nem imaginei que seriam necessários mais de um capítulo para resolver as questões familiares, mas quando se tem uma família grande a coisa parece bem mais complicada.
Tinker: Eu acho tão legal! Finalmente consegui criar uma atmosfera de mistério sobre uma provável gravidez, eu sempre sou tão óbvia nesse quesito kkkkkkkkk... Ninguém merece ter aquela mulher como mãe, a bicha é hipócrita ao extremo, é ruim imaginar que existam por aí. Desculpa demorar, mas eu sou muito desorganizada, eu sempre penso que tenho que acabar de escrever a história toda antes de postar por aqui, mas sempre fico ansiosa para ver o que estão achando e me atrapalho com as atualizações, muito triste isso.
neherenia sereniti: Ahhhhhh! Achei que tinha sido tão discreta sobre os indícios de gravidez que ninguém repararia kkkkkkkkkk, fazer o que, vamos ver como as coisas vão se desenrolar, ninguém merece uma mãe assim, certeza!
Helidiana C: Bem-vinda! Que bom ler isso, eu adoro quando vocês são participativas! Muito obrigado e espero que continue gostando! Até a próxima!
BOA LEITURA!
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Ninguém estava entendendo o que havia acontecido, em um momento todos se divertiam lá fora, e em outro Inuyasha carregava uma Kagome inconsciente para uma das salas, o hanyou chamou Hitigo, além de Kazuo e Fuyuki decidirem acompanhar também, afinal eles eram os pais e a filha sempre foi muito resistente, nem conseguiam lembrar se alguma vez ela havia desmaiado, podia ser algo muito grave.
-Querida, aguarde aqui! Eu posso ajudar. – Inu no Taisho disse em um tom sério e autoritário para a esposa seguindo rapidamente para o mesmo lugar junto com Sesshoumaru, Rin olhou nervosa sem entender nada, afinal o que os dois youkais poderiam fazer para ajudar? Pensar sobre isso só fazia ela achar que era algo muito sério.
Os homens que permaneceram logo se organizaram para acalmar as mulheres, pouco a pouco elas foram aceitando os conselhos e sentando espalhadas pela sala, mas a tensão era crescente.
-Sabe o que está acontecendo? – Miroku perguntou diretamente para Jakotsu, e todos no ambiente voltaram completa atenção para ele.
-Não sei ao certo, estávamos lá fora brincando sobre comer demais, então Kagome levantou e estávamos preste a começar uma guerra de travesseiros quando de repente ela pareceu passar mal e desmaiou, felizmente Inuyasha estava próximo e conseguiu impedir a queda dela, então chamou meu marido que é médico para acompanhar ele, os outros eu não sei por que entraram. – Jakotsu falou rapidamente, preocupado com a amiga, ela havia realmente comido assim que chegaram ao aeroporto, talvez fosse por algum estresse do trabalho, mas apesar de ter um quadro leve de ansiedade, Kagome é sempre tão forte que um simples desmaio acaba se tornando preocupante.
Kouga sussurrava para sua mulher a acalmando, ele tinha uma grande suspeita do que estava acontecendo, e de todos que sobraram ali eram os únicos com audição sensível para ouvir o que ocorria no outro ambiente. Quando ele encontrou Inuyasha novamente tentou captar qualquer indício de Kagome nele, quando não encontrou decidiu ignorar achando que seja lá o que tinha ocorrido entre os dois na semana do casamento de Rin havia acabado.
Então Kagome chegou, radiante como sempre, mas ainda assim havia algo diferente, parecia ainda mais bonita, cumprimentou há todos e apresentou os amigos, quando Kouga a abraçou ele sentiu, então viu o quanto havia sido ingênuo sobre a profundidade do relacionamento dela com o hanyou, ficou irritado, pois se os dois estavam juntos, porque ninguém ali parecia saber de nada? Será que era realmente algo sério ou casual? Inuyasha carregava a fama de mulherengo, durante a semana do casamento ouviu muitas histórias sobre ele, então Kouga pensava o pior do hanyou, achava que ele mantinha Kagome como um de seus contatinhos, para usar e dispensar ao seu bel prazer, foi difícil não iniciar uma briga, estava quase indo tirar satisfações com a humana quando reparou em sua mão, ela carregava dois anéis, eram joias sofisticadas que ela não tinha o habito de usar, enquanto segurava Ginta com uma mão com a outra ela gesticulava de vez em quando, ali ele localizou um pequena pedra preciosa escondida na parte interna da mão, isso trouxe algum alívio, talvez estivesse julgando Inuyasha de forma errada, mas porque eles não pareciam ter falado nada para ninguém? Será que Kagome estava em um relacionamento com outra pessoa? Ainda assim não conseguia entender porque não falar nada para ninguém.
Era óbvio que o casal de amigos que veio com Kagome estava consciente do que acontecia, ninguém parecia ter estranhado a intimidade que o casal também tinha com Inuyasha, logo Kouga deduziu que o romance da amiga era realmente com o hanyou e que provavelmente permanecia em segredo para ter paz com relação a reação da mãe, que com certeza não seria nada boa, precisava conversa com ela a sós depois, gostaria de fazer o possível para que ela fosse feliz assim como ele e Ayame eram.
Todos conversavam, especulando o que havia acontecido com Kagome, se era algo grave e por isso havia toda essa demora, então Kouga e Ayame sentiram a mudança no ar.
-Kouga!? – Ayame chamou preocupada.
-Eu vou lá ver. – disse indo rapidamente para o escritório preocupado quando ouviu um baque de algo sendo arremessado, abriu a porta entrando de uma vez, mas parando tenso próximo a porta, Fuyuki se encontrava caída e confusa, enquanto Inuyasha estava prostrado na frente de Kagome de forma protetora, sua aura demoníaca se expandia pelo ambiente, então a amiga de infância tomou a atitude de se aproximar e sussurrou o nome dele, rapidamente o hanyou virou para ela, foi clara a demonstração de posse em uma única palavra, enquanto Inuyasha estava distraído de sua presa inicial, Hitigo e Kazuo tiraram Fuyuki da zona de confusão.
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-O que aconteceu agora? – Izayoi foi até Ayame, era óbvio que ela sabia de alguma coisa, a youkai olhou para a mulher mais velha mordendo o lábio de forma nervosa.
-Acho que o seu filho acaba de liberar seu sangue youkai. – Ayame respondeu incerta sobre se devia ou não ter falado aquilo.
-Minha nossa! – Izayoi adquiriu uma palidez antinatural, da última vez que isso acontecera houve uma luta horrível entre os homens da família, até que Sesshoumaru e Inu no Taisho conseguiram deixá-lo inconsciente, ambos ficaram bem machucados, o que poderia ter causado o despertar da fera dessa vez?
-Tudo vai ficar bem, os meninos vão conseguir resolver tudo. – Ayame podia estar insegura, mas tinha absoluta fé que tudo acabaria bem, também não queria mencionar que havia uma grande possibilidade de Fuyuki ter sido a responsável pela explosão do hanyou, Kouga sabia de alguma coisa, mas se recusava a falar sobre, porém a aversão que o marido tinha com relação a Inuyasha não era normal.
Antes que pudesse perguntar mais alguma coisa para Ayame pode-se ouvir alguns barulhos, então Hitigo e Kazuo apareceram trazendo uma abalada Fuyuki para sentar no sofá, ela sussurrava coisas incoerentes, o cabelo estava todo bagunçado, a roupa amassada, Hiroki logo substituiu o médico aos cuidados da esposa, enquanto isso Jakotsu guiou o marido para a cozinha onde guardavam as bolsas de gelo, afinal com crianças em casa era sempre bom ter uma ao alcance da mão, por sorte o pulso não havia sido quebrado, mas provavelmente ficaria roxo, enquanto isso Kazuo foi cercado pelas mulheres em busca de informação, ele simplesmente negou olhando o tempo todo com preocupação para fora onde podia-se ver claramente o acesso a floresta, Kagome não parecia preocupada com a forma atual de Inuyasha, entretanto Inu no Taisho, Sesshoumaru e Kouga pareciam bem alertas, mas tinha muita confiança que sua pequena guerreira saberia lidar com a situação, ele ia ser avô!
A felicidade se misturava a muitos outros sentimentos confusos, mas não havia sentido ficar bravo com o segredo da filha, ela era uma adulta responsável e que tinha milhões de motivos para desenvolver um relacionamento secreto, olhando para a ex-mulher ele se perguntava como havia gostado de alguém tão egoísta, mas ele não tinha tido a oportunidade de ver esse lado da personalidade antes de casarem e morarem juntos, quando Kagome nasceu então, tudo pareceu ficar pior, Fuyuki parecia querer uma boneca ao invés de uma criança. Então ele entendia os motivos da filha e aceitava quem ela havia escolhido para amar, apesar das coisas que havia escutado sobre Inuyasha, sabia que era um homem a altura da mulher admirável que sua filha tinha se tornado.
Algum tempo depois Kouga retornou, aparecendo entre as árvores, parecia tranquilo e bem-humorado, Fuyuki então pareceu despertar de seus devaneios.
-Aquela garota ingrata! - disse exasperada, enquanto levantava do sofá, Rin que estava com ela junto com o pai, levantou também.
-Mãe! O que está acontecendo? - perguntou preocupada.
-Sua irmã, aquela ingrata, passou de todos os limites, como ela ousa? Como o seu filho ousa? - Fuyuki disse cada vez mais alto até apontar para Izayoi.
-Meu filho? - Izayoi questionou confusa, ela não era boba, apesar de tratar Sesshoumaru com todas as regalias, sempre olhava Inuyasha com ressalvas, evitava a presença dele, como fazia com o casal simpático, Jakotsu e Hitigo. Fuyuki não passava de uma preconceituosa, que não podia enxergar além de seu próprio umbigo quando se tratava de seus filhos, mal podia reconhecer os tesouros que havia criado, Rin era um doce de menina, delicada, gentil e de uma força incomparável, Kagome era engraçada, determinada, protetora, uma força da natureza que ela adoraria ter como nora também, infelizmente Inuyasha era um cabeça dura irremediável, mas não deixaria aquela mulher dizer um piu sobre seu filho.
-Se ele encostou aquelas mãos imundas na minha filha eu não vou responder por mim! – Fuyuki parecia uma lunática completa.
-Mãe/Fuyuki! – houve uma chamada coletiva, Rin não sabia onde enfiar a acara, o que havia acontecido com a mãe? Ela estava passando de todos os limites imagináveis, Souta nunca tinha visto nada similar, agradecia que todas as crianças estavam dormindo e não podiam presenciar aquele show de horrores, o marido e os ex-maridos não sabiam mais o que fazer para impedir a possível confusão que iria ocorrer se as coisas continuassem daquela maneira.
-Olha aqui, como você se... – Izayoi começou pronta para dar uma lição naquela mulher, talvez uma surra fosse o que ela precisasse para ser uma pessoa melhor.
-Chega! – Kouga terminou de entrar no espaço, interrompendo toda a futura briga, provavelmente só estivesse adiando o inevitável.
-Então? – Kazuo voltou sua total atenção para o youkai.
-Eles estão voltando. – anunciou tranquilamente indo para perto da esposa, que ficou muito mais tranquila ao observar que o marido não tinha nenhum arranhão.
Foi quando todos olharam para fora, Sesshoumaru e Inu no Taisho foram os primeiros a aparecer, logo em seguida foi Inuyasha que carregava Kagome, quando pararam no fim da floresta o hanyou colocou a humana no chão, esta sorriu para ele e se aproximou mais enlaçando-o pelo pescoço e o puxando para baixo de encontro aos próprios lábios causando uma grande confusão em quase todos que observavam de camarote, então Fuyuki começou a avançar em direção ao grupo, sendo seguida de perto por todos os outros.
-Tire suas mãos da minha filha, agora! – Fuyuki tinha uma expressão furiosa, seus cabelos estavam bagunçados e segurava uma bolsa de gelo no pulso, Inuyasha não havia raciocinado bem e a mulher tinha muita sorte de não estar com algum osso quebrado, obviamente Hitigo havia realizado seus cuidados, preocupado de como poderia reagia caso a mais velha ameaçasse sua mulher ele puxou Kagome para mais perto, sentiu quando ela sorriu acariciando a mão dele que estava sobre a barriga dela, surpreendentemente Inu no Taisho e Sesshoumaru também se posicionaram de forma protetora próximo deles.
Ignorando a mulher irritada, Izayoi passou rapidamente correndo por ela e alcançou Kagome, examinou ela atentamente não encontrando nenhum dano visível, depois observou como o filho mais novo segurava a humana de forma protetora contra ele, sem entender absolutamente nada também olhou para a postura protetora do marido e do filho mais velho.
-O que está acontecendo? – ela precisava entender porque Kagome estava beijando Inuyasha, ele não tinha se transformado em youkai completo? Ninguém parecia machucado.
-Mãe! Eu juro que vou explicar tudo o mais breve possível, mas primeiro eu tenho que resolver um pequeno problema. – Inuyasha disse determinado, então Inu no Taisho pegou a esposa e foi para junto do grupo, Sesshoumaru foi para junto de Rin, ambos estariam ali caso o mais novo precisasse. – Fuyuki, eu vou casar com a sua filha e ela será somente de minha responsabilidade, assim como o meu filho e se a senhora ousar levantar a mão para a minha mulher novamente eu garanto que você não voltara a ver nenhum dos dois. - Inuyasha disse com firmeza, a mulher mais velha parou indignada olhando para os dois, Jakotsu aplaudia apesar de surpreso com a afirmação de filho, olhou para Hitigo em busca de resposta, o marido somente concordou, enquanto isso as outras pessoas, em sua maioria, olhavam ainda confusas, a sogra parecia disposta a brigar ainda, mas depois se calou.
-O que está acontecendo? Sobre o que você está falando, querido? - Izayoi não pode acreditar no que estava ouvindo, devia estar entendendo tudo errado.
-A gente pode esclarecer tudo na mesa de jantar? Eu preciso alimentar uma mulher grávida. – e sem esperar resposta Inuyasha começa a guiar Kagome para dentro da casa, ele ouviu o reboliço a suas costas, mas sua maior preocupação agora era cuidar da mulher que agora era sua vida e que carregava seu filho, ajudou ela a se acomodar em uma das cadeiras e foi servir comida para os dois, quando voltou o espaço parecia pequeno, Jakotsu e Hitigo estavam um de cada lado da amiga, a tensão no espaço era palpável, suspirando ele colocou o prato na frente dela. – Obrigado! – agradeceu aos amigos que deram espaço para ele sentar junto com a noiva.
-Eu não sei se vou conseguir comer. – Kagome sussurrou sem graça, ele havia colocado uma variedade de verduras e legumes, bolo de carne recheado com queijo, ultimamente ela não estava achando tão interessante comer salada, talvez a gravidez fosse a explicação óbvia para o fato, mas seu apetite também estava escasso devido a toda atenção que estava recebendo agora.
-Você vai comer sim! Todo mundo vai se servir e sentar com a gente e enquanto você come eu vou esclarecer tudo. – Inuyasha disse olhando para todo mundo, seu tom autoritário pareceu despertar todos do transe, felizmente todos seguiram suas ordens, mas seu foco era a mulher que olhava para ele emburrada. – Vamos doçura! Você tem que comer e nem adianta ficar fazendo cara feia para as saladas. – ele foi mais carinhoso enquanto puxava ela pelo queixo para um leve encostar de lábios.
-Ele está certo, quando a gente voltar para casa vou fazer todo um cardápio para suprir as necessidades do bebê, por causa do sangue demoníaco você vai precisar de muitos cuidados e vitaminas. – Hitigo disse assim que voltou com o próprio prato.
-É muito perigoso para ela? – Inuyasha perguntou olhando para o médico que sentou ao lado de sua noiva.
-Não tem perigo algum, é só para evitar que ela fique muito cansada. – Hitigo respondeu tranquilizando o casal de amigos.
-Quem dera na minha época as pessoas soubessem o que sabem hoje, quando eu fiquei grávida do Inuyasha, quando chegou nos últimos meses de gestação eu só comia e dormia, não tinha energia para mais nada. – Izayoi apareceu com o seu próprio prato e sentando de frente para o filho, ansiosa para perguntar como tudo aquilo tinha acontecido.
-Eu estou tão animado! – Jakotsu disse sentando ao lado no marido.
-Vocês já têm uns 10 sobrinhos! – Kagome resmungou para o amigo.
-Não importa! É sempre bom ter mais um. – Jakotsu respondeu inabalável.
Pouco a pouco toda a família estava sentada comendo, olhando o tempo todo para Inuyasha e Kagome, Fuyuki tinha arrumado os cabelos e trocado de roupa, olhando para os familiares, não havia como saber o que passava pela cabeça deles, em sua maioria só pareciam extremamente curiosos.
-Então! Que tal começar as explicações! – Sesshoumaru foi quem propôs, ele queria muito saber quando e como aquilo tudo havia começado.
-Eu acho que começou na semana do casamento da Rin. – Kouga se manifestou recebendo um olhar de aviso da esposa, ele parecia seguro disso, só confirmava que ele sabia de alguma coisa e nunca contou nada para ela.
-Como você pode afirmar isso com tanta certeza? – Rin perguntou exasperada sem dar oportunidade de Inuyasha falar nada.
-No dia que Kagome quase foi embora, eu fui conversar com ela, meu olfato não mente, era óbvio que ele...
-Você está errado! – Kagome o cortou, impedindo que o youkai continuasse com detalhes desnecessários.
-Mesmo? – Kouga perguntou desafiador.
-Isso por acaso vai virar uma brincadeira de quem consegue adivinhar mais? Ou eu posso contar a versão oficial? – Inuyasha perguntou impaciente, ele só queria esclarecer aquilo logo e depois ter uma conversa pessoal com o pai. – Ótimo! – suspirou aliviado quando ninguém mais se manifestou. – Dois meses antes do casamento de Rin e Sesshoumaru, eu passei alguns dias na cidade onde Kagome mora, a empresa precisava que alguém resolvesse questões burocráticas e eu fui o selecionado para isso, na minha última semana lá por coincidência encontrei por diversas vezes com ela...
-Vocês já se conheciam antes de se encontrarem aqui para o casamento? – Rin perguntou perplexa, nunca ela poderia imaginar algo do tipo, ela não sabia ao certo como se sentia, ambos mentiram para todos por mais de um ano.
-Mais ou menos! – Inuyasha acabou corando, não podia dizer que conhecia realmente Kagome naquela época, haviam trocado meia dúzia de palavras e então acabaram no quarto de hotel dele, caiu um silêncio constrangedor, sendo preenchido somente pela humana que comia parecendo alheia a todo o resto.
-Então vocês tiveram uma noite casual? – Sesshoumaru questionou estreitando os olhos, as coisas começavam a fazer algum sentido, aparentemente a noite com a humana havia sido marcante o suficiente para causar o comportamento estranho do mais novo durante os dois meses de intervalo entre o primeiro e o segundo encontro deles.
-Sim! – Inuyasha afirmou a contragosto.
-E foi o mesmo protocolo de sempre? – o youkai perguntou novamente e Inuyasha também estreitou os olhos devido a essa pergunta.
-Que protocolo? – Kagome voltou a interagir tirando a atenção de sua comida e olhando entre os dois irmãos.
-Isso já responde minha pergunta. – Sesshoumaru teve a cara de pau de rir.
-Você quer mesmo saber sobre isso agora? – Inuyasha perguntou para a noiva, está o examinou por algum tempo.
-Depois a gente fala sobre isso. – respondeu dispensado ele com um gesto de mão.
-Não mantivemos contado depois daquilo... – Inuyasha continuou aliviado de não ter que falar sobre o assunto agora, mas previa uma discussão mais tarde e uma briga entre ele e Sesshoumaru.
-Você nem pegou o número de telefone dela? – Inu no Taisho foi quem decidiu se intrometer agora, o filho sempre pegava o número de telefone das mulheres com quem passava a noite e logo com Kagome não realizou esse feito, muito estranho!
Inuyasha suspirou, não havia como falar aquilo sem ficar constrangido de novo, olhou para Kagome que já tinha terminado de comer e olhava de volta para ele, havia um brilho travesso em seus olhos.
-Eu fui embora enquanto ele ainda estava dormindo. – ela disse sem desviar o olhar dele sorrindo, os homens da família Taisho começaram a rir, Kagome realmente era a mulher perfeita para bater de frente com Inuyasha.
-Continuando... – o hanyou disse cortando as futuras piadas que estavam por vir. - ...nem passou pela minha cabeça que voltaria a encontrar com ela, mas então veio o casamento e a gene se reencontrou, foi quando começamos a nos conhecer melhor, combinamos que já que seriamos da mesma família em breve, que seria interessante sermos amigos...
-Amigos coloridos! – Kouga acusou.
-Certo! Mas ainda assim não trocamos telefones e não mantivemos contato...
-Até que quatro meses depois eu e Sesshoumaru mandamos você para se hospedar na casa dela por um mês! – Rin concluiu ainda mais perplexa, esse tempo todo ela querendo unir os dois enquanto eles transavam embaixo do nariz deles.
-Que burrada você fez? – Sesshoumaru perguntou, era óbvio agora que Inuyasha havia sido o responsável por magoar Kagome na época.
-Isso não vem ao caso agora! – Inuyasha resmungou contrariado, Kagome somente revirou os olhos.
-Vocês fizeram as pazes quando estavam visitando a gente? – Rin continuou deduzindo as coisas.
-Foi quando você começou a usar o anel de compromisso? E por isso foi com tanta presa de volta para a cidade que Kagome mora! Não tinha nada a ver com o trabalho! – Izayoi estava encantada e ultrajada com toda aquela história, todo esse tempo querendo arrumar alguém para o filho e o ingrato já tinha se encaminhado e com alguém que ela super aprovava. – Você a pediu em casamento antes ou depois de descobrir que ela esta grávida? – era uma pergunta válida porque aparentemente existia somente alguns poucos meses entre um pedido e outro.
-Mãe! – Inuyasha disse ultrajado.
-Eles só descobriram a gravidez hoje, querida. – Inu no Taisho respondeu pelo filho.
-Eu não aceito isso! – todos olharam para Fuyuki, ela tinha escutado tudo silenciosamente, mas não aceitaria que a filha se afundasse ainda mais na lama em que já estava metida. – Você ouviu tudo isso Kazuo? Está orgulhoso do exemplo que você deu? A menina é uma perdida...
-CHEGA! – Inuyasha rosnou, todo mundo se arrepiou com a energia sinistra que pareceu circular pelo ambiente. – Kagome é uma mulher maravilhosa, que teria uma família maravilhosa se não fosse por você! Como pode não conseguir reconhecer o quanto você tem sorte de ter uma filha como ela? Se você não pode é a única que vai sair perdendo. – ele voltou-se para a noiva e estendeu a mão para ela, podia sentir sem cansaço como se fosse o próprio, ela segurou ele sem questionar nada, Inuyasha ajudou-a levantar e a levou para fora da casa. – Você está bem? – perguntou antes de pega-la no colo.
-Sim! – respondeu baixinho se aconchegando mais a ele, se sentia muito agradecida de não ter que enfrentar essa situação sozinha, Inuyasha havia sido firme e sincero, em alguns momentos foi até mesmo autoritário, ele estava sendo sua âncora no meio de toda essa confusão.
-Ótimo! Agora que está tudo resolvido, eu vou deixar a senhorita descansando e vou voltar para buscar minhas coisas e levar para a casa do lago também. – anunciou enquanto andava floresta a dentro, não havia espaço para discussão e ela não queria discutir mesmo, estava completamente de acordo em descansar, amanhã seria um novo dia, mas agora ela só queria dormir um pouco e depois matar a saudade que sentira nesse última semana afastada do homem que amava, ela estava se tornando tão melosa, mas Inuyasha a fazia se sentir bem, era parecia pequena e delicada em seus braços e não havia julgamento quando fraquejava, só apoio, havia sido fácil se apaixonar por ele.
-Você parece preocupado com alguma coisa. – ela sussurrou de forma abafada contra o peito dele.
-Talvez eu demore um pouco porque preciso conversar com o meu pai. – sussurrou de volta contra os cabelos dela. – Quer que eu chame o Jakotsu e o Hitigo para ficarem com você? – perguntou enquanto abria a porta da casa isolada.
-Não precisa, vou tomar um banho rápido e dormir. – sua fala foi pontuada por um extenso bocejo.
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Quando voltou para a casa principal tudo parecia silencioso, mas a audição dele era sensível o suficiente para saber que todos ainda estavam acordados em seus respectivos quartos, suspirando subiu os degraus e parou na frente do quarto que sabia ser destinado aos pais, antes que pudesse bater ouviu o pai mandando ele entrar, abriu a porta lentamente, a mãe estava sentada na cama com os braços cruzados parecendo irritada, o pai já parecia muito tranquilo.
-Pai! Eu preciso conversar com o senhor. – disse depois que terminou de entrar e fechar a porta.
-Olha mocinho! Você tem muita sorte de ser crescido, senão eu ia te dar umas boas palmas! – Izayoi disse ultrajada. – Eu não acredito que você esta envolvido em um relacionamento sério e escondeu de mim, ainda mentiu na cara dura! – sentia-se magoada e irritada, ela era assim tão ruim, que o filho tinha que esconder que estava apaixonado?
-Mãe! Não teve nada a ver com a senhora, as coisas foram se desenvolvendo de uma forma confusa e rápida, nenhum de nós dois tinha intenção de se envolver seriamente, não havia sentido eu falar que estava tendo um caso com Kagome, só iria alimentar esperanças que eu tivesse algo sério com ela, o namoro e o noivado são recentes e havíamos combinado de falar para todos essa semana, nossa única preocupação era o inferno que seria quando a mãe dela soubesse, não acha que já é difícil o suficiente ter que lidar com aquele dragão? – Inuyasha parecia um menininho com as orelhas caninas baixas e pupilas dilatadas.
-Realmente! Eu quase bati naquela mulher hoje. – Izayoi disse mais compadecida do filho, era impossível resistir aquela carinha de arrependimento. – Eu entendo, sei que sou um pouco insistente quando coloco uma ideia na cabeça e que você precisa fazer as coisas a sua maneira, assim como todos os homens dessa família, mas eu te falo, teria sido tudo muito mais fácil se você tivesse conversado comigo, era óbvio que você não conseguiria resistir a Kagome. – ela levantou e abraçou o filho, ainda nem tinha conseguido absorver a notícia que teria mais uma nora e que logo seria avó, sentia que iria transbordar de emoção.
-Não chora, mãe, é um momento de felicidade! – Inuyasha alisou as costas da mãe de forma consoladora.
-Eu sei! Você finalmente está com alguém e vou ser avó, estou transbordando de alegria.
-Apesar de tudo, estou muito orgulhoso de você! – Inu no Taisho disse apertando o ombro do filho. – O que você quer saber? – perguntou acolhendo a esposa que soltou o filho e abraçou ele.
-Eu queria saber sobre o pacto. – falou sem graça, já que era óbvio que a mãe não sairia de lá para que tivessem uma conversa privada.
-Inuyasha! – a mãe chamou sua atenção sobre o assunto que ele queria tratar com o pai.
-Mãe! Eu preciso saber, o que aconteceu hoje, me deixa gelado só de pensar no que eu poderia ter feito, Kagome acredita que eu nunca faria mal a ela, porém eu nunca o senti tão na superfície, desde a primeira vez que estive com ela meu sangue se manifestou, eu nem reparei. – era muito visível o seu nervosismo.
-Se você nem percebeu, como sabe que aconteceu? – Inu no Taisho estava impressionado com o que o filho relatava, agora era óbvio porque o sangue youkai dele havia se manifestado de forma tão imperceptível para ele, fazia mais de um ano que a fera circulava na superfície, era impressionante o tipo de ligação que a besta havia desenvolvido com Kagome, isso explicava a repulsa instantânea de Inuyasha por outras mulheres, a humana foi dele desde o primeiro momento.
-Kagome me falou um dia desses que quase sempre quando... eu fico assustado de pensar que possa fazer algum mal a ela e agora ao bebê. – a humana era muito corajosa, mas hoje mesmo ele tinha testemunhado ela enfrentar e contrariar o lado youkai do filho como se estivesse lidando com uma criança birrenta, ela também não parecia assustada com a abordagem sexual que eles tinham atrapalhado.
-Você não precisa se preocupar, pode ser um pouco selvagem, mas também acredito que você nunca machucaria sua mulher, pelo que pude observar hoje, não parece que ela resistiria...
-Como assim resistir? – Inuyasha parou de andar de um lado para o outro e voltou a atenção para o pai, o rosto da mãe parecia um tomate de tão vermelha e evitava olhar para ele, era um assunto constrangedor de presenciar, mas ela havia se recusado a sair.
-É comum, que depois de um certo momento em que se inicia o pacto é impossível parar, não teria como desistir no meio do ato, os machos tendem a ficar um pouco mais violentos, então é bom ter uma conversa aberta com a fêmea antes de começar qualquer coisa. – Inu no Taisho sabia que a esposa detestava os termos macho e fêmea, por isso não foi uma surpresa quando ela bateu nele e se afastou entrando no banheiro e fechando a porta com força.
-Obrigada pelo esclarecimento, pai. – Inuyasha abraçou o pai rapidamente. – Boa noite, mãe! – disse um pouco mais alto para que ela pudesse ouvir, teve como resposta um resmungo, o pai riu e acompanhou o filho até a porta.
Mais tranquilo com a conversa que compartilhou com o pai, Inuyasha não via a hora de voltar e ficar com Kagome.
-Inuyasha! – ele parou quando ouviu seu nome, sabia perfeitamente que era seu irmão, ficou em dúvida se atendia ao chamado ou simplesmente fugia, mas sabia que o mais velho não deixaria ele ir tão longe, suspirando voltou-se para o mais velho, ele estava na porta do próprio quarto, esperando que ele entrasse, Rin estava sentada na cama e parecia chateada, Kagome ia ficar devendo muito a ele por ficar arrumando as coisas, por outro lado ela jogaria tudo para ele de volta, afinal foi ele que quis manter o segredo por mais tempo, nada mais justo que lidasse com os problemas. – Como a Kagome esta? – perguntou assim que fechou a porta.
-Exausta! Já deve estar dormindo, vem acontecendo muita coisa com o que lidar. – Inuyasha respondeu passando a mão pelo pescoço, estava tenso e um pouco cansado.
-Ela esta tendo algum problema que não tem falado? – Rin perguntou preocupada.
-Não, ela só tem trabalhado bastante, recebeu muita pressão e agora teve toda essa história, acho que foi muito, provavelmente amanhã já vai estar com carga total. – ele brincou para tranquilizar a cunhada, cada vez que pensava em tudo que havia passado esses últimos meses, ele se surpreendia cada vez mais com sua força e determinação.
-Com certeza! – Rin sorriu de volta.
-Então... – Inuyasha queria saber porque precisava estar ali agora.
-Sesshoumaru tem algo para falar. – Rin disse olhando para o marido, então o hanyou começou a pensar que talvez ela estivesse chateada com Sesshoumaru e não com ele.
-Eu queria me desculpar. – Inuyasha arregalou os olhos, em todos os anos de convivência nunca tinha visto o irmão se desculpas de nada, olhou para a cunhada tendo a certeza que era a responsável por tal atitude, no fim Rin havia pensado que fazia sentido o cunhado querer esconder o relacionamento daquela maneira, Sesshoumaru havia sido muito duro com ele e para evitar confusões, Inuyasha e Kagome haviam decidido por manter um relacionamento secreto.
-Eu entendo o que vocês estão pensando, mas quem quis manter o relacionamento em segredo fui eu, isso claro, depois de finalmente assumir que sentia algo realmente relevante por Kagome, devido a uma experiencia que tive no passado me sentia inseguro sobre revelar tudo, e ela foi compreensiva e aceitou meu tempo. – ele ficou sem graça de falar sobre isso, mas também não queria que o irmão se sentisse culpado sem necessidade.
-Esta falando daquela humana que te usou? – Sesshoumaru lembrava perfeitamente do relacionamento que Inuyasha teve ao fim da adolescência, a mulher havia ferido ele profundamente e então deu-se inicio a saga de conquistas vazias do mais novo.
-Quem? – Rin perguntou interessada, Inuyasha revirou os olhos.
-Olha cunhadinha, se você ainda quiser saber essa história outro dia eu prometo que eu conto, Sesshoumaru sabe de alguns detalhes e ele pode te contar também, mas foi um dia longo e eu estou a uma semana longe da Kagome e tudo o que eu quero agora é estar com ela, então, boa noite para os dois. – disse enquanto se dirigia para a porta, nem reparou que Rin tinha um sorriso bobo no rosto, sabia que Inuyasha era gentil e protetor, mas nunca imaginou que ele fosse ser tão romântico e apaixonado.
-Eu disse para você que minha irmã era perfeita para ele. – Rin se gabou depois que Inuyasha saiu, Sesshoumaru revirou os olhos, mas tudo o que ele viu hoje o deixou surpreendido, Kagome realmente parecia ser a única mulher a altura para derrubar os muros que o irmão havia construído.
-Eu devia ter escutado você. – ele assumiu antes de avançar sobre ela.
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Quando finalmente voltou para a casa a beira do lago, tudo esta escuro e silencioso, Kagome certamente dormia profundamente, levou a mala para o andar superior e a encontrou abraçada ao travesseiro deitada de bruços, o lençol cobria escassamente os quadris, não havia mulher mais bela, pegou uma toalha e tomou um banho rápido, depois de secar o corpo colocou a toalha para secar, então sentou na borda da cama, delicadamente ele afastou as mechas negras que caiam sobre o rosto, ela se mexeu e resmungou um pouco enquanto acordava um pouco desorientada.
-Oi! – sussurrou quando localizou ele, abrindo um sorriso lento e preguiçoso. – Você demorou. – acusou enquanto colocava a mão sobre a dele em seu rosto.
-Como você sabe, dorminhoca? – ele sorriu de volta enquanto ela se afastava para o lado dela na cama abrindo espaço para ele deitar, assim que estava deitado ela se aconchegou deitando a cabeça no peito dele que a abraçou apertado, havia sentido falta dela durante a última semana, seu sono não havia sido dos melhores.
-Porque eu tomei banho e não dormi assim que deitei, então faz mais de meia hora que você saiu. – ela retrucou apreciando o calor do corpo colado ao seu.
-Espertinha! – ele disse enquanto rolava ficando parcialmente por cima dela, a luz da lua iluminava a pela alva, faziam os olhos verdes parecerem negros com pontos prateados em destaque, os lábios rosados eram uma tentação quase impossível de resistir, ela também examinava ele e parecia transbordar amor. – Como você está se sentindo? – perguntou voltando a acariciar as mexas negras.
-Eu estou maravilhosamente bem. – respondeu bem-humorada, ele havia perguntado como ela estava quando a trouxe para a casa e agora perguntava novamente, tinha a sensação de que ele seria um chato no decorrer da gravidez, o sorriso aumentou com a felicidade que estava sentindo, sentiu-se emocionada quando Inuyasha olhou para o ventre ainda liso e acariciou com reverência. – Eu adoraria que ele nascesse com as suas orelhas fofas. – ela sussurrou enquanto subia uma das mãos para sentir a macies delas, o hanyou suspirou fechando os olhos. – Tem alguma coisa te preocupando, o que é? – sussurrou depois de um tempo em silêncio, empurrou lentamente o peito dele que cedeu deitando confortavelmente no colchão, então Kagome se ajeitou em cima dele esperando pela resposta.
-Eu fui conversar com o meu pai, queria saber se havia chance de eu te machucar, porque não tenho nenhuma duvida de que você é a mulher da minha vida, mas se não fizermos o pacto eu vou viver muito mais que você, não sei se suportaria te perder, porém também não suportaria olhar para você sabendo que te causei algum mal ou ao nosso bebê...
-Inuyasha, para! Eu já disse que acredito plenamente que você seria incapaz de me machucar seriamente. – Kagome o cortou, tinha plena confiança nele. – Não tem que se preocupar, eu não vou voltar atrás com minha decisão de passar o resto da minha vida com você. – o hanyou a puxou para baixo juntando os lábios, inicialmente foi só um roçar de lábios, lento e provocante, quando ele tentava aprofundar o beijo a humana se afastava um pouco sorrindo e voltando a se aproximar.
-Eu não sei mais quanto tempo eu vou resistir em te tornar minha companheira. – ele sussurrou ofegante contra aqueles lábios macios, enquanto apertava os quadris dela incentivando que começasse a mexer sobre o dele.
-Então pare de resistir, eu sinto a sua necessidade como se fosse a minha, algumas vezes eu sinto como se algo em você despertasse algo em mim, selvagem, feroz, você olha para mim e já me deixa acessa, parece que eu estou sempre pronta para receber você, nada nunca foi como é com você, basta um simples toque, sua voz, seu sorriso. – Kagome fechou os olhos não resistindo mais e começando a atender os comandos dele, gemendo com as sensações que a lenta fricção provocava.
-Eu me sinto exatamente da mesma maneira, sempre, mas não hoje doçura, agora eu só quero te amar lentamente, venerar o seu corpo, mostrar o quanto eu senti sua falta, o quanto eu preciso de você e o quanto você me faz o homem mais feliz da face da terra. – estava cada vez mais difícil raciocinar, quase impossível falar, mas era como se sentia, ela já estava tão molhada que deslizava facilmente.
Delicadamente ele a rolou para que ficasse embaixo dele, então afastou o corpo um pouco do dela interrompendo a fricção entre os corpos, Kagome fez um som de protesto sendo recompensada com um beijo que lhe roubou completamente o fôlego, depois mordiscou os lábios, o queixo descendo até o pescoço, onde lambeu, chupou e mordeu, hora de leve ora mais firme, não precisavam mais se preocupar com possíveis marcas, a humana mexia-se impaciente, arranhava as costas e soltava sons de aprovação e necessidade que o deixava cada vez mais ligado.
Mas ele foi paciente e experimentou cada pedacinho, algumas partes de forma rápida, em algumas ele dava mais atenção, Kagome segurava firmemente os fios próximos a nuca, chegava ao ponto da dor, mas ele não se importava, adorava beijar, mordisca e sugar os bicos enrijecidos, beijou cada centímetro do ventre ainda plano, então chegou ao seu centro molhando, sem provocações ele foi direto ao ponto, ela resistiu um pouco sensível das suas provocações, porém ele sujeitou os quadris dela, obrigando-a a aceitar o prazer que ele proporcionava, ela gritou e clamou o nome dele segurando firmemente os lençóis e arqueando as costas quando pareceu se partir em vários pedaços, ele ainda resistiu adorando o seu sabor até ela implorar por ele, não havia como resistir há um pedido tão doce.
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Ele a amou até a exaustão ou foi ela, não sabia ao certo, Kagome simplesmente desabou sobre ele, ofegante demais para falar qualquer coisa, cansada demais até mesmo para abrir os olhos, estavam banhados de suor e ela nem ao menos tinha forças para sair de cima dele, Inuyasha também não se importou, acabaram dormindo daquela maneira mesmo.
Inuyasha sentiu o incomodo do sol forte bater em sua face, sentia-se letárgico, lembranças da noite passada o fizeram sorrir, pouco a pouco começava a sentir o corpo, então sentiu-se completamente conectado a sua mulher e se possível seu sorriso aumentou ainda mais, acariciou as costas nuas já quentes pelo sol.
-Se continuarmos deitados aqui, sua pele vai ficar toda vermelha, doçura. – ela resmungou como sempre fazia quando a acordava, preocupado com o tempo de exposição ao sol, ele levantou trazendo-a junto, para ele era fácil, ela enlaçou o pescoço dele enquanto andava até o banheiro.
-Você me esgotou completamente ontem, quero dormir até amanhã. – Inuyasha somente riu enquanto apoiava ela na bancada da pia e examinava as costas, não havia indícios de vermelhidão pelo sol, ela bocejou e espreguiçou esticando os braços para cima, ele pode ouvir perfeitamente alguns ossos estalando, mas seu foco caiu sobre os fartos seios que empinaram em sua direção.
-Se eu me lembro bem, foi você quem pedia por mais e mais ontem. – disse se aproximando e beijando rapidamente aqueles lábios ainda inchados de sua atenção, virou para o box e ligou o chuveiro em uma temperatura agradável, voltou e buscou sua noiva preguiçosa, ele praticamente deu banho nos dois, enquanto conversavam sobre bobagens.
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-Você vai ser do tipo preocupado o tempo todo. – Kagome disse quando Inuyasha a pegou no colo para descer a escada, soltando-a no sofá da sala enquanto ia para a cozinha ver algo para ambos comerem.
-Eu só estou preocupado porque exageramos ontem e já são mais de meio dia e você ainda não comeu nada, não quero que desmaie de novo. – Inuyasha conversava enquanto cortava algumas frutas e colocava em um recipiente antes de levar para ela, Kagome sorriu e agradeceu começando a comer, enquanto isso o hanyou voltou para a cozinha vendo as opções na geladeira para fazer um almoço rápido, a convivência com a humana já havia mudado muitas coisas em sua vida, agora ele preferia cozinhar ao invés de sair.
Pegou alguns legumes, temperou dois bifes, além de umas verduras, logo tudo estava pronto e cheirava muito bem, seu apetite também despertou, quando chegou a sala Kagome já tinha devorado as frutas e aceitou de bom grado o prato que ele ofereceu.
-Nem havia reparado que estava faminta. – ela disse sorrindo enquanto comia o que ele havia preparado. – Isso está uma delícia! – elogiou apreciando cada pedaço.
-Você cozinha muito melhor do que eu. – Inuyasha disse enquanto comia a própria comida.
-Eu não estava a fim de ver ninguém hoje. – Kagome suspirou colocando o prato em cima da mesa junto com o outro utensílio, recostou no sofá e pousou as mãos sobre a barriga.
-Você vai ser o tipo de grávida antissocial? – Inuyasha brincou puxando-a para o seu colo, Kagome riu da brincadeira e se aconchegou mais a ele.
-Aposto que logo vão começar as visitas. – ela disse algum tempo depois.
-Quem você acha que vem primeiro? – retrucou divertido.
-Se eu acertar, vou ganhar o que? – devolveu outra pergunta mexendo as sobrancelhas.
-Que tal uma massagem? – Inuyasha sugeriu recebendo um olhar de interesse.
-Massagem normal ou massagem sexy? – Kagome perguntou cheia de más intenções.
-Sexy é claro! – afirmou rindo.
-Quem vai vir primeiro, vão ser Sesshoumaru e Rin. – a humana disse convicta, Inuyasha observou ela por um tempo, concordando, obviamente ele ganharia o prêmio se ela estivesse errada.
-Apostado! – a casa estava cheia de pessoas que gostaria de falar com ela, além do mais ele já havia falado com o irmão e a Rin ontem, então achava que a probabilidade de eles virem primeiro era das menores e ele era bom em matemática, para calcular que Kagome tinha perdido e que ele iria ganhar uma massagem sexy.
-Pelo seu sorriso, você já está contando com a sua vitória certa. – Kagome observou o sorriso safado que o noivo estava exibindo, ele concordou descaradamente, enquanto avançava derrubando ela no sofá e fazendo cócegas, enquanto ela ria alto e pedia para ele parar, então ouviram uma batida na porta, Inuyasha parou tenso por não ter identificado ninguém se aproximando da casa, mas assim que prestou atenção descobriu o motivo e fechou a cara. – Eu ganhei, não é? – a humana disse toda animada se desvencilhando dele e arrumando o vestido indo atender a porta.
E ela realmente havia acertado, eram Sesshoumaru e Rin, Kagome pediu para a irmã e o cunhado entrarem, Inuyasha estava um pouco emburrado ainda por ter perdido aquela, afinal o que eles queriam ali depois da conversa que tiveram ontem?
-Nossa! Nem precisa chegar ao quarto para saber o que vocês andam fazendo por aqui. – Sesshoumaru disse assim que passou pela porta.
-Você não veio aqui somente meter o nariz onde não foi chamado, né? – Kagome perguntou olhando irritada para ele, ainda estava um pouco zangada pelo comentário sobre de quem seria o seu filho.
-A Rin queria falar com você, mas como tinha que vir pela floresta eu a trouxe. – Sesshoumaru disse inabalável.
-Já trouxe ela, pode ir embora agora. – Kagome disse avançando para perto do cunhado.
-Certo! Crianças, já chega! – Inuyasha disse segurando a mulher pela cintura e puxando-a contra si, enquanto Rin somente observava tudo com humor. – Porque eu e meu irmão não vamos lá para fora e deixamos vocês conversando em paz? – sugeriu ameno, sentindo Kagome relaxar contra ele.
-Desde quando você é o mais sensato? – ela alfinetou.
-Muito engraçadinha. – ele resmungou roubando um beijo rápido antes de ir abrir a porta e esperar o mais velho passar por ela, saindo em seguida deixando as duas sozinhas, Kagome indicou o sofá para a irmã sentar, era palpável o desconforto de ambas as partes, então havia chegado o momento de ter aquela conversa pessoalmente com a mais nova, esperava que seus segredos não acabassem com o relacionamento que tinham construído ao longo da vida.
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ACABOU MAIS UM!
NOSSA! ESSE DEMOROU, MAS ANTES TARDE DO QUE NUNCA!
