Capítulo 3 – Três perguntas
"É apenas gripe, Cuddy. Qualquer macaco poderia ir até lá e diagnosticá-lo. Espere... Não... Qualquer macaco poderia ligar pra lá e diagnosticá-lo."
"Eu sei House, mas ele é um grande doador...".
House interrompeu: "Bla... bla... bla... Não me interessa, eu não vou até Washington pra diagnosticar o filhinho do papai rico que tem influenza. É assim que você me paga quando finalmente raspo meu bigode sexy".
"Esse papai rico paga as contas do seu departamento por dois meses do ano, dois meses inteiros. E seu bigode não era sexy".
"Parabéns pra ele que gasta uma pequena parte dos milhões que tem com algo realmente útil enquanto os 99,9% do dinheiro é empregado em prostitutas de luxo, iates e pílulas azuis. E meu bigode fez coisas insanas por você nos últimos dias".
"House, você não sabe disso. Eu, como sua chefa, estou mandando você ir até lá, diagnosticar o filho e voltar, não vai levar mais de dois dias se realmente for influenza. E não quero nunca mais falar sobre aquele bigode horrível".
"Você só quer ficar livre pra desenterrar o Unicórnio nesses dois dias".
"Unicórnio?" Cuddy perguntou sem entender.
"O seu vibrador colorido".
Cuddy riu.
"Sei que desde que está comigo nunca mais precisou usar seu brinquedo, talvez você tenha ficado com saudades, apesar de que ele nem se compara com o pequeno Greg, então não entendo sua lógica".
"House, eu falo sério. Sua passagem está comprada para amanhã às 7:00 horas".
"Eu também falo sério. Onde está o Unicórnio durante todo esse tempo?"
"Guardado. Vou ajudá-lo com a mala".
"Por que você desvia o assunto?"
"Você é quem está fugindo do foco".
"Quantas vezes você usou o Unicórnio pensando em mim antes de ficarmos juntos?" House disse se aproximando e Cuddy tentando recuar.
"Eu sei que você precisou de seu brinquedo até ficarmos juntos, mesmo com Lucas... Quando ficamos juntos eu vi o Unicórnio na gaveta de seu criado-mudo e com sinais de que havia sido usado recentemente". Disse House enquanto abraçava Cuddy por trás envolvendo sua cintura.
"Você mexendo nas minhas coisas, isso é novidade". Cuddy disse sarcasticamente já sendo afetada pela proximidade deles.
"Diga! Quantas vezes? Incontáveis?"
"House..." Inutilmente Cuddy tentava contestar.
House a pressionou contra a porta e começou a esfregar sua masculinidade já inchada contra os glúteos de Cuddy.
"Apesar de que era uma cópia muito barata do pequeno Greg". Ele sussurrava em seu ouvido. "Menor e mais fino, além de que precisava de pilhas para brincar. O pequeno Greg liga automaticamente".
Cuddy sorriu com tesão esfregando sua bunda no membro de House, ambos ainda vestidos. "Rachel está ainda na sala, não podemos...".
"Ela está assistindo aquele maldito desenho, você sabe que ela vai ficar entretida por pelo menos mais uns trinta minutos".
Então House subitamente abaixou a calcinha de Cuddy e levantou sua saia. Com agilidade ele abriu sua calça jeans o suficiente para retirar seu pênis e bolas e deslizar pela fenda de sua namorada. Os dois levaram alguns minutos intensos para chegar ao ápice, Cuddy mordendo seu pulso para evitar os gritos e gemidos, House gemendo baixo em seu ouvido e mordendo seu pescoço. Chegaram ao clímax juntos.
Após colocar Rachel para dormir, Cuddy voltou ao quarto e encontrou House dormindo. Ela deitou devagar para não acordá-lo e se aninhou, mas House só fingia dormir.
"Ok, eu vou para Washington ver o doutor rico com uma condição".
Cuddy sorriu maliciosamente "Qual é sua condição?".
"Que você me responda às perguntas de antes".
Cuddy o encarou por um tempo e disse: "Três perguntas".
House sorriu. "Ok, temos um acordo desde que você prometa responder com sinceridade".
"Eu sempre sou sincera". House gargalhou "E eu sempre sou profissional".
"Ok, primeira pergunta". Disse House. "Por que você deu sumiço no seu vibrador e onde ele está?"
Cuddy balançou a cabeça. "Só você mesmo para se importar com isso, qualquer homem no mundo iria ficar feliz que sua namorada está satisfeita e não sente necessidade de usar um vibrador. Mas não você... você precisa criar todo um drama em torno disso".
"Então você assume que eu sou mais do que suficiente e melhor do que o Unicórnio?"
"Sim. Assumo. Feliz?"
"Quase. Você ainda não me disse onde ele está"...
"Você é inacreditável! Você que usa-lo? Está interessado?" Desvio Cuddy enquanto sorria.
"Responda!"
"Ele está naquela caixa de documentos que fica no meu guarda-roupa. Trancado e sem uso desde que estamos juntos. E sim, você é maior e mais largo do que ele. Feliz?"
"Muito!" House disse vitorioso. "Próxima pergunta. Quantas vezes você usou o Unicórnio pensando em mim, isso inclui detalhes do seu tempo com Lucas pensando em mim".
"Não vale. Suas perguntas são duplas, você usa uma pergunta para fazer várias...".
"Cuddy, eu prometo ir para Washington atender um idiota rico e seu filho mimado e não fazer nenhum comentário ou piada enquanto estiver lá".
Cuddy respirou profundamente. "Eu usei o vibrador diversas vezes pensando em você. Inclusive quando estava com Lucas".
House sorriu satisfeito. "Por quê Lucas? É minha terceira pergunta. Ele não era homem pra você".
"House você sabe que eu me nego a falar de minha vida com outros homens."
"Não... você já me disse algumas coisas".
"Mas sem mencionar nenhum nome".
"Vamos Cuddy, não é como se eu fosse falar com o cara sobre isso".
"Lucas era... conveniente. Ele veio em um momento em que eu estava vulnerável e precisava de alguém confiável".
"Você acabou de comparar Lucas a um absorvente".
Cuddy riu. "Pode não ter sido a melhor escolha, mas era alguém que apareceu e que era bom com Rachel, me fazia rir...".
"Então era questão do primeiro palhaço que aparecesse?"
"House..."
"Ok. E você insistiu com esse relacionamento só pra me machucar?"
"Não, claro que não. Eu insisti porque precisava levar algum relacionamento adiante. Mesmo estando apaixonada por você, não podia mais esperar por você."
"Enquanto isso na cama com ele você pensava em mim?"
"Não, eu não poderia pensar em você na cama com ele... era muito diferente de... nós".
"Diferente como?"
"Quer saber? Nunca tive nenhum contato intimo com Lucas sem preservativos".
"Nunca?" House perguntou confuso.
"Nunca".
"Mas, nós nunca usamos... Nem em Michigan. Devo confessar que Michigan foi uma tremenda imprudência". House disse maliciosamente.
"Michigan foi minha primeira vez sem usar proteção".
House em choque não conseguia articular palavra.
"Por essa não esperava, hein?" Cuddy riu da surpresa de seu namorado.
"Por quê?"
"Porque era você House, porque sempre foi você!"
"Nós nunca usamos preservativos. Você já teve meu esperma em todas as partes possíveis do seu corpo e posso atestar que você não se importou nenhuma vez, ai você quer me dizer que nunca nem chegou perto do esperma de Lucas?"
"Nunca".
House riu. "Isso é muito bom, que você não me ouça, mas isso vale duas idas a Washington. Agora só falta você admitir que fingiu orgasmos com esse idiota".
"Não fingi porque não preciso disso. Se um homem não me satisfaz não sou eu quem vou polir seu ego com mentiras".
"Falando em ego, essa conversa tem feito muito bem para o meu". House disse satisfeito.
"House, quando você vai perceber que com você tudo é diferente pra mim? Estou apaixonada por você desde Michigan, seu idiota!"
House a beijou apaixonadamente e dessa vez fizeram amor lentamente.
