Capítulo 45
Diretor
"E o sinal está fechado para nós [...]"
"Como Nossos Pais" – Belchior.
As aparições de Narcisa não foram mais as mesmas. Suas idas ao quarto de Elizabeth, para levar as refeições e outras coisas, agora eram acompanhadas de pequenos diálogos. O hematoma no rosto aristocrático da mulher sarou dentro do tempo previsto por Elizabeth, porém, Narcisa não se mostrou receptiva para falar sobre o assunto. Elizabeth tampouco a pressionou. Sabia o que era ser vítima de um abuso. Conhecia o processo de negação, culpa, apatia, até, por fim, alcançar a aceitação e reconhecer que era uma sobrevivente. Exatamente por entender o que era estar naquela posição, manteve-se ao lado de Narcisa da maneira que podia, com a escassa e recente intimidade que lhe era dada.
Voldemort passou mais de uma semana ausente. Elizabeth agradeceu por isso, pois significava que podia fazer suas refeições na paz de seus aposentos, sem ter que tolerar a presença dos outros. Contudo, quando ele retornou, designou uma ordem para ela. Agora, ela era obrigada a cozinhar as poções que Voldemort e seus seguidores poderiam necessitar.
Veritaserum, Polissuco, Poção do Morto-Vivo, algumas soluções para tratamento de feridas e maldições e, até mesmo, Amortentia. Primeiramente, Elizabeth pensou em se negar a fazê-las. Não podia sequer tolerar a ideia de produzir com suas próprias mãos artifícios que poriam a laia daquele homem em vantagem. Entretanto, sabia que se negar, que ir contra Voldemort na posição em que ela se encontrava, era suicídio, ou, na melhor das hipóteses, autoflagelação.
Sua varinha fora momentaneamente devolvida para as poções que era necessária, apesar da mesma ser confiscada logo que o relógio soava a hora que Voldemort determinou como encerramento da produção das poções. Rabastan ou Rodolfo ficavam de vigia no laboratório improvisado no porão enorme da mansão. Preferia que Narcisa fosse sua vigia. De qualquer forma, conseguiu contornar a nova situação de maneira satisfatória. Como uma excelente Mestra em Poções, ela sabia exatamente como fazer uma poção menos eficaz, mas ainda fazendo-a parecer eficiente.
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Narcisa analisava os incontáveis livros que embelezavam a biblioteca da mansão. Era um lugar frequentado apenas por ela. Draco lia com pouca frequência e Lúcio era arrogante demais para reconhecer o valor da literatura. Ele mesmo já demonstrara interesse – mais de uma vez – em desfazer a biblioteca, mas sempre desistia da ideia quando lembrava-se que a quantidade exorbitante de livros ali dava a – falsa – impressão aos outros de que era um homem culto e letrado. Lúcio era, na verdade, um dos homens mais ignorantes que Narcisa já conhecera, e ela não conhecia poucas pessoas.
Ouviu a porta se abrir atrás de si, mas não precisou se virar para saber quem era. Escutando com dificuldade os passos abafados pelo carpete, ela disse, ainda examinando as lombadas dos livros:
— O que ela gosta de ler? — Pôs a mão sob o queixo. — Levarei alguns livros para distraí-la.
— Ela gosta de literatura trouxa — a voz grossa de Snape alcançou todos os quatro cantos do recinto. — Austen, Hugo, Lima Barreto...
— Não acho que tenha nada trouxa nesta casa. — Narcisa deixou os braços caírem ao lado do corpo em desistência.
— Eu apostaria, então, em romances policiais. — Snape sugeriu ao passar o braço por cima da cabeça de Narcisa e pegar um volume chamado "O Chamado do Auror".¹
Narcisa assentiu e pegou o livro nas mãos; era um de seus favoritos. Virou-se e encontrou Snape já a passos afastado de si.
— Como andam os preparativos para o início do ano letivo?
— Bem, na medida do possível. McGonagall não facilitou as coisas.
— Mas é claro que não — sorriu fraco.
— Como ela está?
— Está bem. Não há nenhuma novidade, mas ela está bem. Está se alimentando melhor.
Snape balançou a cabeça e girou em seu eixo para sair da biblioteca. Antes de alcançar a porta, ele disse a Narcisa:
— Acho que a hora está chegando. Se eu fosse você, já deixaria as malas prontas.
Narcisa pareceu levemente assustada por um breve momento, mas fez que sim com a cabeça e voltou sua atenção para a estante à sua frente.
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Ele já estava há algumas horas no gabinete do diretor.
O seu gabinete. Ele era o diretor agora.
Fitou o relógio pendurado na parede e viu que chegava a hora. Precisava levantar dali e ir para o banquete de boas-vindas. Sentar no centro da mesa, na cadeira que pertenceu a Dumbledore, caminhar até o púlpito e fazer seu primeiro discurso como diretor de Hogwarts.
Sentia-se imundo. Não era capaz de suportar olhar para Sprout, Flitwick, Vector, Sinistra, Hagrid... McGonagall. Sem sombra de dúvidas, o olhar ferido de Minerva era o que mais doía. Não porque eram amigos – jamais chegaram perto disso –, mas porque sempre a admirou de maneira sublime, e trair a confiança de alguém que se admira e que confiava em você era uma das piores coisas que precisou enfrentar na sua amarga vida.
— Severo — a voz do quadro de Dumbledore entrou pelos seus ouvidos —, precisa ir. Não pode se atrasar.
— Obrigado por dizer o óbvio, Dumbledore — disse aos arrancos.
— Severo, Severo... — O ex-diretor suspirou. — Sei que se sente indigno, mas fez o que foi preciso. No fim, tudo terá valido a pena.
— Gostaria que ficasse calado se não sabe o que é estar no meu lugar. — Levantou-se com indelicadeza, mas as palavras de Dumbledore o prenderam no lugar.
— Precisa parar de bancar o rancoroso, Severo. Eu nunca o obriguei a nada.
— Nunca me obrigou... — riu com amargor. — Me manipulou para que protegesse Harry Potter em nome da memória de Lílian quando sempre soube que o garoto estava fadado a morrer. Também não me lembro de ter tido chance de ao menos argumentar sobre o seu assassinato ou sobre o sequestro de Elizabeth. Pode nunca ter colocado a varinha contra mim, Alvo, mas não lembro de você ter me dado escolha.
Um silêncio sufocante se fez. Snape imaginou que Fawkes faria algum som se estivesse ali. Os demais quadros permaneceram quietos, como se soubessem que o assunto era particular e delicado demais para se intrometerem, e até Phineas Nigellus respeitou o momento ao fingir que dormia.
A pintura de Dumbledore olhou para Snape como se o visse pela primeira vez, e talvez isso fosse verdade. Dumbledore via aquele Snape pela primeira vez, era o seu primeiro encontro com um homem completamente mudado – mesmo que fizesse apenas dois meses desde que o viu em vida. Mas a morte muda um homem, um assassinato mais ainda. A designação de fardos tivera um peso inegável na transmutação gradativa de Severo Snape. Ele não era mais o rapaz de vinte e um anos que o procurou tão louco e desesperado que, sem perceber, desprezou a existência de duas pessoas em troca da proteção da mulher que amava. Nem era o mesmo professor de Poções ranzinza e rabugento – embora continuasse ranzinza e rabugento –, tampouco continuava sendo o mesmo espião que se subjugou de tantas formas e tantas vezes para garantir a sobrevivência do Menino-Que-Sobreviveu. Jamais poderia continuar sendo o mesmo, não depois da morte de Dumbledore. Não depois de suas razões mudarem, não depois de amar Elizabeth.
Então, pela primeira vez em décadas, Alvo Dumbledore deu o braço a torcer. Sabia que não haveria diálogo com Snape naquele momento e, de qualquer forma, a cada minuto que ele passava ali, ele se atrasava mais para o banquete.
Quando concluiu que um contra-argumento não viria, Snape deixou o gabinete com sua fiel capa esvoaçando atrás de si. Ao bater da porta, Dumbledore deixou-se suspirar, soltando o ar que prendia com força, pois sabia que Snape estava certo.
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Snape adentrou o Salão Principal pela discreta porta lateral de acesso. Os alunos começavam a preencher o salão quando se sentou no centro da mesa. Sentiu os olhos dos professores sobre si e viu que os alunos também o encaravam com desconfiança. Sentiu uma vontade quase incontrolável de encolher os ombros, porém não se acovardou. Pouco tempo depois, McGonagall chegou com a procissão de alunos calouros atrás de si. Eles tinham o olhar surpreso e embasbacado ao fitarem o recinto, mas a isso eram somados o medo e a incerteza. Achou que havia menos alunos novos do que nos anos anteriores, e, ao examinar a extensão do salão, concluiu que alguns alunos – majoritariamente nascidos trouxas – estavam ausentes. Provavelmente deveriam estar escondidos ou em fuga, pensou.
Não prestou a mínima atenção na seleção dos alunos, e o restante da escola também não parecia empolgado, já que a cada integrante novo as palmas eram mais escassas. O último calouro caminhou com pesar até a mesa da Grifinória e Minerva se adiantou para se sentar no seu lugar de praxe; antigamente ao lado de Dumbledore, hoje ao lado do seu assassino. Abaixou os olhos assim que as vestes verdes de Minerva entraram em seu campo de visão. Desviou os olhos para o outro lado da mesa, o que não foi muito melhor, pois viu os irmãos Carrow, e o rosto feio de Aleto o lembrou de sua covardia ao atingir Elizabeth pelas costas.
Quando um silêncio ainda mais acentuado do que o anterior se fez, Snape percebeu que todos olhavam para ele em expectativa. Era hora do seu primeiro discurso. Temeu que suas longas pernas fraquejassem a caminho do púlpito, temeu que alguém notasse o seu nervosismo. Contrariando os seus medos, ele se levantou com precisão e caminhou altivamente até a frente. Tinha pensado em algumas coisas para dizer, mas tudo fugira completamente de sua mente. Sentia-se quase em um encontro cara a cara com o Lorde das Trevas, em que precisava inventar mentiras de acordo com o que lhe era dito. Apoiando as mãos pálidas sobre o dourado do púlpito adornado com uma coruja, ele se pronunciou sem precisar levantar sua voz de barítono para ser ouvido.
— Gostaria de começar apresentando os dois novos membros do corpo docente — ele acenou na direção dos comensais. — Amico Carrow assumirá o posto de Defesa Contra as Artes das Trevas, enquanto Aleto Carrow substituirá a professora Burbage em Estudo dos Trouxas, matéria esta que agora será parte da grade obrigatória de todos vocês.
Alguns alunos se mexeram de maneira desconfortável em seus bancos, mas nada foi dito. O silêncio, que Snape normalmente sempre prezava, agora o assustava.
— Vocês estão presenciando o surgimento de uma nova era — continuou. — Não há o que temer. Nada permanece o mesmo para sempre. Verão, com o passar dos dias, que algumas coisas mudaram por aqui, mas tudo ficará bem desde que se mantenham na linha. No mais, desejo a todos um bom banquete.
Ao fim da última frase, a comida surgiu sobre as mesas e Snape pôde dar as costas para os alunos, retornando para o seu lugar tendo consciência do olhar de McGonagall sobre si. Suas costas encontraram o encosto da majestosa cadeira, mas não conseguiu deixar-se relaxar. Nem mesmo a comida deliciosa dos elfos poderia afagá-lo naquele momento. Tinha medo do que viria a seguir.
Sim, era exatamente isso. Severo Snape estava com medo.
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Yaxley chegou ao Ministério da Magia muitos minutos depois do seu horário de expediente. Ser um Comensal da Morte do ciclo íntimo do Lorde das Trevas e, agora, chefe do Departamento de Execução das Leis Mágicas o dava certas regalias. Ninguém poderia lhe chamar atenção, nem mesmo o Ministro, que estava sob uma Maldição Imperius.
Conforme ele atravessava o gigantesco hall do Ministério, viu a figura com uniforme azul escuro – um Inominável – acenar discretamente para ele. Com um gesto discreto de cabeça, indicou um corredor vazio perto dos banheiros. Os dois homens se certificaram da ausência de outras pessoas antes de iniciarem a conversa.
— Deu um trabalho do cacete para achar — o Inominável sussurrou. — Estavam guardadas a níveis baixíssimos no subsolo.
— Encontrou? — Yaxley questionou.
O Inominável pegou algo no bolso da calça e, com um floreio da varinha, trouxe o objeto ao tamanho original. Era uma caixa de papelão de tamanho médio, sem nenhuma espécie de identificação.
— Aqui estão as profecias documentadas entre as décadas de 1960 a 1990. Seja lá o que procura, Yaxley, você tem um longo trabalho pela frente.
O comensal apenas assentiu com a cabeça e pegou a caixa pelas alças. Tocou-a com a ponta da varinha e a caixa encolheu novamente, e ele a aguardou no bolso do paletó, lembrando-se que não poderia deixá-la em seu escritório, pois estava com problemas hidráulicos.
Os dois homens se despediram com discrição e Yaxley seguiu para a ala dos elevadores. Quando alcançava o mais próximo, avistou o funcionário que pretendia procurar mais tarde na fila de um dos elevadores.
— Cattermole! — Chamou. Alguém o cumprimentou, mas ele deliberadamente ignorou. — Pedi a alguém da Manutenção da Magia para dar uma olhada no meu escritório, Cattermole. Não para de chover lá dentro.
— Chovendo... na sua sala? — O funcionário gaguejou. Isso foi notado por Yaxley, que não estranhou, já que era comum que algumas pessoas ficassem temerosas à sua presença. — Isso é ruim, não é? — O homem riu fraco e Yaxley arregalou os olhos.
— Acha engraçado, Cattermole? — Nesse momento, duas bruxas saíram da fila com expressões afobadas.
— Não... É claro que não.
— Tem noção que estou descendo para interrogar a sua esposa? — Sua boca se curvou levemente em agrado. Sentia prazer em estar numa posição de poder. — Estou surpreso que não esteja lá ao lado dela. Ou desistiu dela? Não me surpreenderia, é claro. Da próxima vez, se certifique de que está se casando com alguém de sangue puro.
Mafalda Hopkirk deixou escapar um som estranho, que se transformou em tosse quando Yaxley a olhou com desprezo. Cattermole balbuciou alguma coisa e Yaxley falou por cima de sua voz.
— Mas se minha mulher fosse acusada de ter sangue ruim, não que alguma mulher minha fosse confundida com essa ralé, e o chefe do Departamento de Execuções das Leis Mágicas precisasse de um serviço, eu daria prioridade a isso, não é?
— Sim...
— Então vá cuidar disso, Cattermole. E se minha sala não estiver totalmente seca dentro de uma hora, o Registro Sanguíneo de sua esposa estará em uma dúvida ainda maior.
Cattermole assentiu com veemência. Yaxley acenou e sorriu para Runcorn e seguiu para o outro elevador que chegara. Adentrou com tranquilidade, ansioso para seu próximo trabalho, e desceu até o andar aonde acontecia os interrogatórios.
Cerca de meia hora depois, ele e Umbridge já haviam interrogado dois sangues ruins, que, para o agrado dele, estariam sendo arrastados até Azkaban em breve. Por mais que gostasse daquele ofício, o volume da caixa no bolso sempre o lembrava que precisava iniciar sua busca pela profecia. O Lorde das Trevas já estava ficando decepcionado.
Umbridge chamou pelo próximo suspeito e Maria Cattermole adentrou com passos incertos. Yaxley sorriu, perguntando-se se o problema da sua sala já estava resolvido. A Sra. Cattermole sentou-se no único assento restante, no centro da sala circular.
— Você é Maria Elizabeth Cattermole? — Indagou Umbridge. — Esposa de Reginald Cattermole, do Departamento de Manutenção da Magia?
A senhora Cattermole apenas balançou a cabeça trêmula, dizendo que sim.
— Não sei onde ele está. — Maria começou a chorar. — Era para ele estar aqui...
— É mãe de Maisie, Élia e Alfredo Cattermole? — Ignorou-a
— Eles estão com medo — a pobre mulher soluçou. — Temem que eu não volte para casa.
— Nos poupe, mulher! — Yaxley exclamou com a testa enrugada de desprezo. — Esses pirralhos de sangue podre não nos inspiram simpatia.
Umbridge sorriu satisfeita e continuou:
— A varinha que estava em seu poder quando chegou ao Ministério, Sra. Cattermole, foi confiscada — mexeu em alguns papéis. — Vinte e dois centímetros, cerejeira, núcleo de pelo de unicórnio. Confere?
A Sra. Cattermole fez que sim, enxugando os olhos na manga da blusa.
— Pode, por favor, nos dizer de qual bruxo ou bruxa a senhora a roubou?
— Ro-roubei? — A vítima soluçou com desespero. — Eu a comprei qua-quando tinha onze... onze anos. Ela... Ela me escolheu.
Umbridge e Yaxley riram, uma mistura de risada infantil e horripilante que reverberou pela sala. Umbridge curvou-se na direção do balaústre e o medalhão que usava balançou.
— Não — disse a mulher. — Varinhas só escolhem bruxos. A senhora não é bruxa, Sra. Cattermole. Temos as respostas do seu formulário. Mafalda, passe-as para mim.
Umbridge não se virou para a assistente, então não percebeu as mãos trêmulas e a confusão ao mexer na pilha de papéis. Quando Mafalda lhe passou o documento, ela disse:
— Bonito cordão, Dolores.
— O quê? — Umbridge surpreendeu-se com a fala repentina. Abaixou os olhos para o medalhão e passou os dedos sobre ele. — Ah sim! É uma herança da família. O S é de Selwyn, sou parente deles. Na verdade, há poucas famílias de sangue puro com as quais eu não esteja aparentada. — Folheou os papéis e disse. — É uma pena que não podemos dizer o mesmo de você, Sra. Cattermole.
Yaxley riu novamente, mas antes que pudessem prosseguir, Umbridge caiu desacordada sobre o balaústre. Ele se ergueu com a varinha apunhalada, procurando por todos os lados da onde viera o feitiço. Viu uma mão surgiu do nada, mas não conseguiu ser mais rápido do que o outro.
— Estupefaça!
O feitiço atingiu Yaxley com tudo, que caiu igualmente desacordado. O efeito da magia era muito rápido e ele não conseguiu assimilar, antes de desmaiar, que o feitiço o atingira exatamente sobre o bolso do paletó onde a caixa estava guardada. Mais tarde, quando acordasse, descobriria que o feitiço danificou a caixa de papelão e todos os papéis dentro dela estavam rasgados e queimados.
Yaxley perceberia, então, o quanto estava fodido.
Notas:
¹ Referência ao romance policial "O Chamado do Cuco", 2013, de Robert Galbraith (pseudônimo de J.K. Rowling).
- Contém trechos adaptados da obra de J.K. Rowling, "Harry Potter e as Relíquias da Morte", 2007.
Quero dar três avisos rápidos:
Primeiramente, lembram que eu tinha comentado que estava participando de um concurso do grupo Severo Snape Fanfictions e que iria postar as fanfics que enviei (uma drabble e uma long) entre o final desse ano e início de janeiro? Pois bem, como tinham estendido o prazo de entrega, precisaram estender o prazo de avaliação também. Por isso o resultado não saiu dia 25, e só sairá dia 15 de janeiro. Depois do 15, postarei as duas fics. Desejem-me sorte!
Segundo, só para lembrar que domingo (03) é meu aniversário, então eu vou postar um capítulo extra.
E por último, mas não menos importante, lembram que eu disse sobre esperarem pelo capítulo 46? Então, ele já é o próximo. Eu não tinha dito se era algo bom ou ruim, mas lá vai um spoiler: vocês não vão ficar felizes.
Até sábado! Um ótimo Ano Novo para vocês. Beijão!
