Hot, hot e um pouco de angst. Aconselho a vocês ouvirem a música desse capítulo.
Capítulo 52
De volta à Hogwarts
"So when the world's at war, let our love heal us all."
"1+1" – Beyoncé.
Ninfadora e Remo Lupin foram à casa dos Jones para que a família conhecesse o recém-nascido Teddy. Era uma triste mistura de sentimentos, já que fazia semanas que o pai de Tonks havia sido morto, e isto lembrou Elizabeth do próprio nascimento de Hector, com o gosto agridoce da morte e da vida.
Teddy era uma coisinha pequena e linda, totalmente alheio ao que acontecia ao seu redor, lembrando muito Hector quando nascera. Todos paparicaram o bebê, mas nem isso conseguiu afastar o conflito dentro de Elizabeth.
E foi pensando nisso – após uma pequena discussão com a família acerca de sua decisão – que ela caminhou para fora da casa. Seus passos eram duros e certos contra a grama que, agora, despontava livre da neve, embora sua mente corresse com inúmeros pensamentos. Seu pai a alcançou um pouco antes de chegar ao ponto fora das proteções da casa, onde poderia aparatar.
— Ao menos diga o que vai fazer, Elizabeth! — Ele exigiu ao segurá-la pelo braço.
A jovem o fitou com temor e pena. Odiava ter que ocultar coisas de sua família, mas não havia tempo para longas conversas para explicar tudo o que acontecia.
O tempo não espera. Os ponteiros continuavam a girar e ela estava perdendo tempo. Não sabia dizer se a maior guerra era aquela causada por Voldemort ou a sua contra o relógio.
Elizabeth descansou uma das mãos sobre o rosto cansado do pai e suspirou; uma fina lufada de ar esbranquiçada se desprendeu por entre seus lábios. Era início de maio, a neve tinha derretido completamente, mas o céu nublado parecia anunciar uma grande tempestade – talvez não literalmente.
— Pai — murmurou —, não há tempo para explicações. O máximo que posso dizer é que Severo corre risco de vida e eu preciso avisá-lo sobre isso.
— Tudo bem, corvinha. — Robert assentiu e lhe beijou a testa. — Apenas me deixe...
Ele ergueu a varinha para Elizabeth, que aos poucos sentiu os efeitos da transfiguração acontecerem em seu corpo. Não conseguia perceber todas as modificações feitas, mas notou que seus cabelos agora estavam mais longos e ruivos.
— Precisa de um disfarce — explicou. — Agora vá e fique bem, Lizzie.
— Vou ficar, pai.
O olhar cheio de dor e medo do seu pai foi a última coisa que viu antes de aparatar.
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Seus pés se firmaram sobre o chão de pedras de uma pequena viela de Hogsmead, próxima à Zonko's. O vilarejo parecia completamente deserto. As pouquíssimas pessoas que cruzaram seu caminho sempre mantinham o olhar baixo e desconfiado, além de terem um passo apressado. O tempo estava totalmente fechado e obscuro, sem falar do frio que causava uma pequena dor em seus ossos. Perguntou-se quantos dementadores haviam nas redondezas.
Fosse lá o que seu pai modificara em sua aparência, havia sido bem feito; soube disso quando conseguiu chegar ao Cabeça de Javali sem nenhum problema, sem nenhum olhar desconfiado em sua direção. Dentro do bar havia apenas dois bruxos cabisbaixos, além do velho Aberforth, que lançou seu olhar zangado e questionador na direção da desconhecida mulher ruiva que adentrou seu estabelecimento.
Elizabeth caminhou até a bancada, mas não se sentou. Antes que pudesse se inclinar na direção do velho, ele resmungou:
— O que vai querer?
— Aberforth... — ela sussurrou ganhando um olhar incrédulo. — Sou eu, Elizabeth.
Ele ainda a fitou por algum tempo, até dar uma olhada pelo bar e se certificar de que seus dois únicos clientes pareciam absortos demais em suas bebidas para notar qualquer coisa. Aberforth, então, pediu para que ela o seguisse para dentro do bar. Mas antes que pudessem alcançar a porta de madeira que existia ao fim da escada, ele a segurou com certa rigidez e apontou a varinha para ela.
— O que Alvo deu a Elizabeth antes de morrer?
— Um colar que pertenceu a Rowena Ravenclaw — respondeu de imediato e tirou o cordão de dentro da blusa, mostrando-o para o homem. — É um amuleto.
— E vejo que ele realmente a protegeu, não é, filha? — Aberforth fitou a jovem com certo alívio e Elizabeth sorriu.
Eles adentraram uma saleta, onde ela conseguiu se examinar em um pequeno espelho pendurado. Seu pai, de fato, tinha realizado um belíssimo trabalho. Além dos cabelos ruivos, seus olhos estavam azuis, o nariz agora era arrebitado, a boca fina e algumas sardas sobre o nariz. Ela realizou um pequeno floreio com sua varinha e assistiu sua aparência retornar ao normal.
— É bom ver que está bem, criança — a voz rouca de Aberforth a fez desviar os olhos do espelho. — Ficamos todos muito preocupados.
— É bom estar de volta — sorriu-lhe, mas com incerteza. — Aberforth, acredito que meu padrinho deve ter lhe contado que eu possuo uma missão nessa guerra.
— Ah! — Exclamou com os braços cruzados. — Alvo encheu meu saco com isso, sempre me lembrando que eu deveria ajudá-la caso precisasse. Engraçado como meu irmão sempre sabia o que iria acontecer, até mesmo depois de morto.
— Então — suspirou ao lembrar da morte do padrinho —, eu preciso ir até Hogwarts. Meu pai me disse que há uma passagem aqui.
O velho Dumbledore a encarou com descrença e confusão por algum tempo, até fazer um movimento inquieto com o pescoço e dizer enquanto balançava a cabeça:
— Meu irmão incumbia tarefas estranhas às pessoas.
— Sei que Alvo podia ser muito manipulador quando queria, mas, dessa vez, ele não está metido nisso. Ele não me deu nenhuma tarefa, é só algo que eu preciso fazer.
Elizabeth achou por um momento que Aberforth iria questioná-la mais uma vez, mas isso não aconteceu. Ele suspirou pesadamente e logo depois murmurou algo para o quadro de Ariana, que sorriu para os dois. A garota na pintura começou a se afastar por uma espécie de túnel pintado atrás de si. Algum tempo depois, retornava acompanhada; e assim que as figuras se aproximaram o suficiente, o quadro se afastou da parede como se fosse uma portinhola e Neville Longbottom surgiu da passagem escondida pelo quadro.
ooOOooOOoo
Agora, Elizabeth caminhava atenta, com a varinha apunhalada, pelos corredores do castelo.
Neville tinha a levado até a Sala Precisa, que agora era um esconderijo que acolhia os alunos que optaram por se esconder, pois já estavam visados não só pelos irmãos Carrow, mas por outros comensais também. Quando os alunos viram Elizabeth, a algazarra foi geral e ela não pôde controlar o grande sorriso que nasceu em sua face. Alguns ali apenas tiveram contato com ela quando ainda estagiava com Snape, outros foram seus alunos durante seu único ano como professora, mas todos tinham carinho pela mulher e ficaram muito felizes ao vê-la bem.
— Você teve notícias de Harry? — Neville perguntou.
— Eu o vi não há muito tempo — os alunos exclamaram alegres. — Ele está bem, assim como a Hermione e o Rony. Eles precisavam fazer umas coisas, por isso sumiram.
O falatório continuou, com uma balbúrdia de perguntas e saudações. Utilizando do seu tom professoral, Elizabeth conseguiu que todos se calassem sem nem mesmo precisar levantar a voz.
— Quem foi meu aluno já cansou de me ouvir dizer para, primeiro, me deixarem explicar e depois, as perguntas. — Alguns riram e ela sorriu para eles. — Mas não há tempo para explicações dessa vez, eu sinto muito. Preciso fazer uma coisa.
— É perigoso! — Um lufano disse, alarmado. — Os Carrow...
— Eu estive com Aleto enquanto fiquei presa — disse e todos a olharam com curiosidade e admiração. — Digamos que sei lidar com ela.
— A gente te dá cobertura — declarou Louis, um aluno seu da Corvinal.
Ela se esgueirou por alguns corredores com Neville e Louis às suas costas. Quando alcançaram determinada distância, Elizabeth pediu que voltassem à Sala Precisa. Nenhum dos dois a questionou; o que quer que ela precisasse fazer, tinha que fazer sozinha.
Sempre esteve ciente da aura mágica de Hogwarts. Claro, era óbvio que a escola era cheia de magia, mas havia rumores sobre como o castelo tinha vontade própria. Achou ter a confirmação daqueles boatos bem ali. Podia sentir as paredes do castelo a protegendo, garantindo que ninguém entraria em seu caminho. Hogwarts demorou a abrir portas para outras pessoas, trocou a direção das escadas para manter os outros o mais longe possível dela. E funcionou.
Caminhou, então, decidida até as masmorras. Se conhecia o homem que amava – e ela o conhecia bem –, ele não teria se desligado do seu habitual aposento, embora tivesse acesso ao quarto de diretor. Já acharia doloroso demais ocupar o gabinete e a bela cadeira dourada no Salão Principal para ainda pensar em residir no quarto que pertenceu à Alvo Dumbledore. E ela não estava errada.
Chegou às masmorras com a respiração pesada, tanto pela caminhada e adrenalina quanto pela ansiedade e medo. Parou defronte à porta dos aposentos de Snape e usou um feitiço simples para saber se havia alguém além dele ali dentro. Com sua resposta, girou a maçaneta.
Ele estava sentado em sua poltrona favorita e observava as chamas da lareira dançarem. A luz alaranjada deixava o rosto de Snape ainda mais belo para Elizabeth e o fogo lançava um brilho profético sobre os olhos negros.
— O que faz aqui? — Ele se ergueu lentamente. — Enlouqueceu?
— Essa conversa me soa familiar — ela disse com uma calma que não possuía. — Não parece surpreso com a minha vinda.
Ele suspirou profundamente antes de se deixar afundar sobre a poltrona mais uma vez. Escondeu o rosto cansado quando esfregou a mão na testa enrugada.
— Eu imaginei que viria... Mas esperei que não fosse tão tola.
— Tola?! — A voz de Elizabeth tremeu de uma maneira que arrepiou os pelos da nuca de Severo. Preparou-se para a ira dela. — Desde quando sabe sobre a Varinha das Varinhas?
— Alvo andava estranho. Estressado demais, preocupado demais. Tivemos uma discussão feia. Temo quase ter arremessado o quadro do seu padrinho pela janela. — Ele mantinha aquele mesmo tom calmo, que agora deixava Elizabeth ainda mais raivosa. — Ele acabou deixando escapar uma... pequena informação, e... eu só precisei somar um mais um. O Lorde das Trevas vinha torturando Olivaras por informações há meses, procurou Gregorovitch, depois Grindewald...
— Desde quando? — Questionou novamente, entredentes.
— Eu já sabia na última vez que a vi.
Por um momento, Severo achou que Elizabeth partiria para cima dele. Não com azarações, mas com seus próprios punhos. E realmente pôde ver o vislumbre de um tremor em seus dedos. Apesar disso, ela optou por fechar os olhos momentaneamente e respirar muito fundo.
— Já sabia que ele quer matá-lo e não me contou?
— Eu esperava que já soubesse... Na verdade, esperava que soubesse que as chances de eu sair vivo dessa guerra são ínfimas. Achei que isso estava listado nos contras de se relacionar comigo que você listou uma vez.
Naquele momento, ela sentia tanta raiva que havia apenas um espaço minúsculo para a tristeza, então as lágrimas que invadiram o canto dos seus olhos eram de ódio, muito mais do que de angústia.
— Mas eu não sou o senhor da varinha — ele voltou a dizer após amolecer com a reação silenciosa dela. — A morte não é necessária. Draco desarmou Dumbledore um pouco antes.
— Mas, de qualquer forma, ele acha que é você! — Exclamou, e deixou, por fim, o desespero estampar seus olhos. A expressão de Snape não mudara em nada. Continuava com sua face séria e rabugenta, embora os olhos de obsidianas fossem ternos. — Não me diga que está pensando em deixar que aconteça.
Ele se moveu na poltrona como se fosse levantar, mas tivesse mudado de ideia. Suspirou fundo mais uma vez e finalmente se ergueu, caminhou até ela como se cada passo fosse doloroso demais e segurou seu rosto entre suas mãos frias.
— Pense muito bem sobre o que vai dizer agora, Severo. — Elizabeth declarou duramente antes que ele pudesse abrir a boca.
Ele, então, afastou as mãos delicadamente do rosto dela, mas apenas para entrelaçar seus dedos. Levou-a até o sofá – onde tanto tempo antes eles passaram horas conversando, lendo e namorando – e ela se sentou. Severo recusou o lugar ao lado dela para se ajoelhar em seus pés, fitando aqueles olhos marrons como chocolate amargo.
— Elizabeth, preciso que me escute — pediu; as mãos dela ainda presas às suas. — Desde que me meti nisso, sempre esteve muito claro qual seria o meu fim. E sempre estive de acordo com isso.
— Severo...
— Por favor, me deixe dizer — não desviou dos olhos que agora pingavam lágrimas, embora isso lhe doesse na alma. — Eu sempre soube que morreria nessa guerra e me conformei com isso por muitos anos. Até você chegar.
"Sempre tive esse bloqueio. Nunca consegui dizer o que realmente sinto e achava que isso era uma proteção. Talvez tenha sido, talvez isso tenha me resguardado por todos esses anos. Mas agora eu sinto que essa barreira é um empecilho entre nós dois. Se existe a mínima possibilidade de eu morrer em breve, quero ir tendo dito o que já deveria ter dito.
"Eu estava conformado com o meu destino. Mas você chegou, e bagunçou desde a minha cama até o meu ser. Me fez quebrar todas as regras que eu havia imposto a mim mesmo, me fez liberto de uma antiga paixão que me aprisionava e, o mais importante, me fez questionar sobre o meu fim.
"Elizabeth, eu não quero um fim. Não agora. Estou muito ciente do que o Lorde das Trevas quer, e peço com todo meu ser que esteja preparada para o que quer que aconteça. A diferença agora é que não estou disposto a aceitar esse destino."
Elizabeth se jogou ao chão junto de Snape e o abraçou com força, permitindo-se chorar abertamente. Ele a segurou contra si, sem nunca querer soltá-la e temendo mais do que nunca o que a guerra guardava para eles.
— Então não me deixe — ela soluçou contra seu pescoço. — Não morra!
— Eu gostaria que fosse fácil assim — afastou-a de si para poder olhá-la. — Mas eu farei o possível para viver. Farei o possível para vê-la de novo.
A mão de Severo se estendeu para secar as lágrimas, embora não tenha surtido efeito pois não paravam de cair. Seus dedos seguraram o rosto da mulher que amava e ele a beijou como se fosse a primeira vez, sentindo o gosto salgado das lágrimas dela entre seus lábios. Enroscou uma mão nos cabelos agora curtos de Elizabeth, mas não os puxou nem apertou. Apenas a segurou próximo de si, pensando que a ideia dela se afastar era insuportável demais.
Em algum momento, as mãos trêmulas de Elizabeth também encontraram os fios escuros dele. No rosto de ambos havia um franzido, algo entre o prazer, concentração e medo. Foi quando uma das mãos de Snape escorregou para segurá-la com firmeza pela cintura que Elizabeth começou a abrir botão por botão da sobrecasaca dele. Eles queriam ter tempo para poderem se amar com todo cuidado e dedicação que desejavam, mas sabiam que o tempo era inimigo deles, e algo lá dentro dizia que o tempo estava findando. Sendo assim, Snape pegou a varinha e com um feitiço fez com que as roupas deles desaparecessem de seus corpos e surgissem sobre o sofá.
Ela arfou de surpresa e de frio quando o vento gélido das masmorras fizeram seus mamilos formigarem. Severo inclinou o corpo sobre o dela, como se tentasse cobri-la daquele frio, e ela se deitou sobre o tapete em frente a lareira. Era uma mistura engraçada do vento congelante da ala das serpentes, o calor do fogo e o conforto do corpo dele sobre o seu.
Meu Deus! Como ela sentira falta da sensação do corpo dele sobre o seu.
Elizabeth ergueu-se sobre um dos cotovelos para alcançar o pênis ereto com sua outra mão na mesma hora em que os dedos dele encontraram seu nervo. Não saberiam dizer se estavam mais concentrados na troca manual de prazer, ou nas pupilas dilatadas um do outro – se ela ao menos pudesse distinguir as pupilas de Snape no negrume de suas íris.
Severo a fez se deitar completamente mais uma vez quando a beijou de novo. Só largou a boca sedosa dela quando precisou se afastar para gemer assim que seu membro se encaixou dentro dela; sendo acolhido em sua umidade e calor. Era como voltar para casa depois de muito, muito tempo, e mais do que nunca verdadeiramente desejou voltar para ela no final daquele dia – se houvesse algum fim.
Quando avançou para ela de novo, seus lábios caíram sobre a linha do maxilar, beijando-a até alcançar seu pescoço. Elizabeth pôs suas mãos nos braços de Severo, segurando a si mesma muito mais do que o segurava, e inclinou a cabeça para trás para soltar um gemido muito longo.
Em determinado momento, ele se moveu trazendo ela consigo. Sentou-se no chão, com as costas contra o sofá, e deixou com que Elizabeth performasse sua dança mística. Para cima e para baixo, quadris balançando de trás para frente, os seios acompanhando seus movimentos, a cabeça que não decidia se caía para trás ou se mantinha-se ereta para poder observá-lo enfeitiçado por ela.
Seus movimentos começaram a ficar instáveis e ele passou a se mover também. A cabeça de Elizabeth quis mais uma vez se inclinar quando fechou os olhos, mas a mão de Severo a segurou pela nuca e trouxe sua testa para descansar contra a dele; as gotículas de suor se misturando da mesma maneira que suas respirações descompassadas.
— Liz... — Ele sussurrou.
Como um estalo, ela abriu os olhos para encontrar os deles. Negros nos castanhos, e foi tudo que bastou para ela senti-lo esguichando dentro de si enquanto seu próprio corpo tremia, também o banhando com seu ápice.
ooOOooOOoo
Concomitantemente, a muitos andares de distância, Neville seguia por entre o túnel novamente, mas dessa vez trazia consigo o Menino-Que-Sobreviveu.
N/A: Falta muito pouco agora...
Continuando com aquele TBT, hoje quero saber qual foi o momento da fic mais dedo no c* e gritaria para vocês. Aquele momento, cena, capítulo, fala, qualquer coisa que tenha deixado vocês na ponta da cadeira.
Até sábado com o antipenúltimo capítulo. Beijos!
