Capítulo 54

As profecias se cumprem

"We will fight to the death."

"This Is War" – Thirty Seconds to Mars.


O tempo corria em câmera lenta.

Elizabeth podia jurar que o tempo se movia em câmera lenta. Era estranho de explicar pois o que se sucedeu foi surpreendentemente rápido, mas ela lembraria daqueles minutos com detalhes ricos para o resto de sua vida.

Ela se jogou ajoelhada ao lado de Snape, a mão se estendendo o mais rápido possível para conjurar um pano e pressioná-lo contra a ferida que vertia sangue abundantemente de seu pescoço. Os três adolescentes observavam a cena com confusão e receio. Harry foi o único que se atreveu a se aproximar.

— Liz...

— Cale a boca! Você tá perdendo sangue pra cacete! — Murmurou com certa raiva. Não havia lágrimas em seus olhos, o choque não lhe permitiu chorar. — Se você morrer, eu vou te ressuscitar só para bater em você. Harry! Pegue-as logo!

Ela se referia à espécie de líquido prateado que saía pelos olhos e ouvidos de Severo, como se fosse uma hemorragia de memórias. Um pouco aturdido, o garoto segurou o frasco que Hermione conjurou e empurrou em suas mãos e se aproximou para pegar as lembranças do homem.

Enquanto isso, Elizabeth conjurou um Patrono – apesar de não ter certeza de como conseguira pensar em algo feliz naquele momento. Pediu ao cachorro para que trouxesse Melissa até ali, o mais rápido possível. O animal correu para fora no mesmo momento em que Harry fechava o frasco.

— Leve isso até a Penseira. — Snape ainda conseguiu dizer.

— Vá logo, Harry. Não há tempo! — Rogou ao garoto, a mão ainda pressionando o pano contra o ferimento.

Os garotos saíram com pressa um pouco antes da voz sussurrada de Voldemort falar novamente, da mesma forma que fizera no Salão Principal.

"Vocês lutaram bravamente e eu sei valorizar a coragem.

"Muitos de vocês já morreram. Se continuarem a resistir, continuarão a morrer um por um. Não quero isso. Cada gota de sangue mágico derramado é um desperdício.

"Eu, Lorde Voldemort, sou misericordioso", ele disse com certa ironia em sua voz e Elizabeth lembrou-se da cena com Aleto na Mansão Malfoy. "Ordeno que meus seguidores recuem imediatamente.

"Vocês têm uma hora. Deem um destino digno aos seus mortos e cuidem bem de seus feridos.

"Agora me dirijo diretamente a você, Harry Potter. Deixou que muitos dos seus amigos morressem por você em vez de me enfrentar cara a cara. Esperarei por uma hora na Floresta Proibida. Se ao fim desse prazo você não tiver vindo até a mim, então a batalha recomeçará. E desta vez, eu participarei da luta, vou encontrá-lo, Harry Potter, e torturar cada pessoa que o escondeu de mim.

"E agora você, Elizabeth Jones. Acha que pode fugir de mim para sempre, mas apenas está enganando a si mesma. Você sempre voltará para mim de alguma forma. Se for inteligente, virá até mim assim como o senhor Potter.

Vocês têm uma hora."

— Não dê... ouvidos a ele...

— Nunca darei, Severo — fungou e afastou os fios que caíam em sua face pálida. A adrenalina parecia estar se acalmando e o canto dos seus olhos começaram a verter lágrimas salgadas.

— Seu patrono é um cachorro... — ele gemeu de dor. — Sempre achei... achei que era... um corvo...

— Não, isso seria muito óbvio — respondeu ao mesmo tempo que afastou o pano encharcado de sangue. Analisou o ferimento para descobrir se havia algo que pudesse fazer, mas seus conhecimentos acerca de cura mágica não eram vastos. — Meu avô me deu um cachorro quando eu era pequena. É por isso.

Melissa adentrou o cômodo assim que Elizabeth acabou de falar. O cachorro prateado sumiu ao vento como uma lufada de ar. A medibruxa não disse nada, além do olhar atravessado para Snape. Ajoelhou-se e pediu para que Elizabeth se afastasse.

— Foi a cobra de Voldemort — comentou.

— Sim, consigo ver a marca das presas — ela apontou para dois pontos camuflados pelo sangue. — Elizabeth, olha — disse sem fitar a amiga, remexendo em sua maleta —, não vou perguntar porque estou aqui o salvando de novo. Não tenho um antiveneno de serpente aqui... — Murmurou com certa preocupação.

— Mel...

— Eles precisam de você lá, Lizzie. — Melissa declarou com urgência enquanto pingava algum medicamento que Elizabeth não sabia o que era.

Ela assentiu em silêncio, ainda custando a acreditar no que acontecia. Segurou-se nos amuletos que pendiam em seu pescoço e caminhou de volta para Hogwarts. Não imaginava que os olhos de Snape haviam se fechado assim que se afastou.

ooOOooOOoo

Decidiu ignorar todos os corpos que encontrou em seu caminho. Era quase insuportável. Sua perna doía como se uma faca estivesse cravejada no músculo, o corte no rosto voltara a doer e suas mãos estavam sujas do sangue de Snape.

Alcançou o Salão Principal e quis gritar ao ver a quantidade de feridos e, principalmente, de mortos. Ela até sentiu a vontade de berrar e extravasar sua agonia formigar em sua garganta, mas qualquer tentativa morreu ao ver Molly chorando sobre o corpo de Fred.

Elizabeth vagou sem saber realmente para onde ia. Um corpo vestido com suéter marrom chamou sua atenção, mas foi quase insuportável olhar para Lupin completamente sem vida. Notou que ao lado dele havia uma grande mancha de sangue, embora não houvesse mais ninguém ali. Virou o pescoço para procurar alguém, e viu sua mãe em cima de Edward.

Aproximou-se com passos vacilantes, mas se permitiu respirar fundo quando viu o irmão sentado e consciente. Cassiopeia ajeitava uma bandagem em volta da cabeça do filho; a gaze cobria o olho esquerdo.

— O que houve? — Questionou ao irmão.

— Estilhaços de uma janela — ele respondeu. — Caiu bem na minha cara.

— Cadê o pai?

Edward olhou brevemente para a mãe e suspirou. Dando de ombros, ele disse:

— Não sabemos.

— Fred...? — Não soube exatamente o que perguntar. O choro de Molly era aterrorizante.

— Estávamos juntos na maior parte do tempo. Me afastei pra lidar com Mulciber e... — suspirou. — Foi no mesmo momento que o vidro explodiu no meu rosto. Não pude ajudá-lo.

— E... — Apontou para Lupin e a mancha de sangue. — Onde está Ninfadora?

— Foi afastada para onde estão cuidando dos feridos mais graves — foi Cássia que lhe respondeu. — Achamos melhor não deixá-la aqui, estava muito... — Engoliu em seco. — Muito ferida!

Ela iria responder algo, mas ouviu alguém a chamar. Olhando para trás, Melissa vinha com sua maleta em mãos e nenhum sinal de Snape.

— O quê?!

— Ele está no St. Mungus. Consegui levá-lo até lá.

— Mas...

— Eu não tinha muito o que fazer aqui — não perdeu tempo ao se aproximar de uma vítima e começar a cuidar de seus machucados. — Ele... Ele estava muito mal. Snape pode ser odiado, mas não preciso te lembrar sobre nosso código moral, não é? Ele será tratado como qualquer outro paciente.

— Obrigada, Mel. De verdade.

— Não me agradeça — balançou a cabeça. — Você ainda precisa me explicar algumas coisas, mas agora não é hora. Preciso ajudar a Pomfrey.

Elizabeth, então, foi puxada pela mãe para se sentar também. Cassiopeia, com lágrimas nos olhos, pegou algumas gazes e poções e começou a cuidar dos ferimentos da caçula.

— O que houve com Severo?

— Voldemort ordenou que a cobra o matasse.

— Céus!

— Mel o encaminhou até o hospital, porque...

Mas Elizabeth fora interrompida pela voz de Voldemort que soava pelos muros do castelo mais uma vez.

"Harry Potter está morto. Foi abatido em fuga, tentando se salvar enquanto vocês morrem por ele."

Elizabeth afastou-se da mãe com o cenho franzido. Todos no salão se entreolhavam com certo pavor e desconfiança.

— Ele está blefando. — Neville disse alto para que o escutassem. — Não deve ser verdade.

"Trazemos o cadáver dele como prova de que seu herói deixou de existir.

"A batalha está ganha. Vocês já perderam muito dos seus combatentes, os meus Comensais da Morte estão em número muito maior e o Menino-Que-Sobreviveu foi liquidado. Quem continuar a resistir será igualmente morto. Saiam do castelo, ajoelhem-se perante a mim e serão poupados.

E quanto a você, senhorita Jones... Estou aqui para pegá-la."

Os sobreviventes ainda se entreolharam por algum tempo antes de McGonagall ser a primeira a se mover, caminhando em direção ao Saguão de Entrada. A professora foi seguida por muitos, inclusive por Elizabeth e Edward.

O grito que escapou do âmago de Minerva foi angustiante e foi seguido por diversos outros berros de descrença quando avistaram o corpo inerte de Harry Potter nos braços de Hagrid, que estava desconsolado. O meio-gigante colocou o garoto no chão pelas ordens de Voldemort e o líder das trevas disse:

— Harry Potter está morto! Ele não era nada, entendem agora? Foi morto tentando sair da escola, tentando fugir...

— Você não tem a mínima vergonha na cara, não é, Voldemort? — Elizabeth disse passando pela pequena multidão que impossibilitava que fosse vista. Sentiu a mão do irmão em seu braço, mas isso não a parou. — Mentindo para os outros dessa maneira mesmo sabendo que nós conhecemos o Harry. Ele jamais fugiria.

— Bem, a senhorita sabe muito sobre fugir, não é, Elizabeth? — A varinha balançou em seus dedos.

— Assim como você, certo? Tão incapaz de encarar um garoto de dezessete anos que precisa inventar histórias sobre ele.

— Mas isso importa de qualquer forma? Ele está morto e vocês perderam.

Houve uma rápida movimentação próximo de Elizabeth e Voldemort atingiu Neville com um Maldição Cruciatus assim que o menino se adiantou.

— Quem é esse que está se voluntariando para demonstrar o que acontece com aqueles que insistem em lutar?

— É Neville Longbottom, milorde — a obscena Bellatrix respondeu. — O garoto que andou dando trabalho para os Carrow. O filho daqueles aurores.

Voldemort demonstrou seu interesse em que o jovem rapaz, sangue-puro e corajoso, se unisse a ele e se tornasse um Comensal da Morte. Neville, é claro, permaneceu firme aos seus princípios e chamou pela Armada de Dumbledore, que o respondeu aos gritos, deixando Voldemort furioso.

Com um movimento da varinha, algo veio voando de uma das janelas do castelo. Era o Chapéu Seletor. Voldemort o forçou pela cabeça do garoto, fazendo-o pegar fogo.

E, então, muita coisa aconteceu ao mesmo tempo.

O gigante Grope, meio-irmão de Hagrid, surgiu gritando pelo irmão e os gigantes ao lado de Voldemort avançaram em sua direção. Ao mesmo tempo, o som dos cascos dos centauros foi ouvido e uma chuva de flechas voou contra os Comensais da Morte. Além disso, Elizabeth se precipitou para libertar Neville do feitiço que o mantinha preso e, então, o corpo de Harry desapareceu.

De dentro do chapéu, Neville retirou a espada de Gryffindor e decepou a cabeça de Nagini. Enquanto isso, sendo forçados pelos gigantes e centauros, os comensais foram obrigados a recuar para dentro do castelo, forçando os outros a adentrarem a escola novamente.

De volta ao Salão Principal, os corpos das vítimas e os feridos precisaram ser levados até os cantos do salão, dando lugar a uma batalha generalizada. Cada comensal encontrou seu oponente, mas os olhos de Voldemort não desviaram de Elizabeth.

Um feitiço estalou ao lado de sua cabeça, intercedido pelo seu irmão. Escutou Voldemort gritar aos seus seguidores para que deixassem a garota para ele, para que não se intrometessem. Ele lançou mais um feitiço na direção de Elizabeth. Ela se desviou e Edward ergueu a varinha para atacar o bruxo.

— Ed! Não é uma luta sua! — Gritou para o irmão e lançou um raio azul na direção de Voldemort.

Edward não pôde responder, pois Macnair partiu para cima dele. A batalha continuava no Salão Principal. Yaxley havia sido nocauteado, Greyback estava abatido por Rony e Neville, enquanto Molly e Bellatrix travavam um duelo cheio de ódio. Bellatrix foi morta no mesmo momento em que, com raiva, Voldemort tentou atingir Elizabeth com uma Maldição da Morte.

Lembrou-se do questionamento acerca da profecia. Voldemort, tendo a obsessão que tinha por Elizabeth, poderia querer matá-la ao invés de tê-la para si se descobrisse que ela era a garota da profecia? Sua resposta estava ali, perante aos seus olhos. O olhar que Voldemort deitava sobre ela não era de posse, não era de cobiça. Era puro ódio. A obsessão não era maior do que sua sede por poder.

Ela conseguiu bloquear o feitiço, mas outro já vinha em sua direção. De repente, um Protego se expandiu no meio do salão, entre Elizabeth e Voldemort. Harry Potter retirou a Capa da Invisibilidade que o cobria. Houve uma grande algazarra de vivas, mas logo a quietude varreu o ambiente. Potter se aproximou para o meio do recinto e parou ao lado de Elizabeth.

— Não quero que ninguém tente nos ajudar — disse em alto e bom som. — Isso é entre mim e você, Tom. Entre mim, Elizabeth e você.

— Você não fala sério — sibilou. — Quem usará como escudo hoje? Elizabeth?

— Ninguém — respondeu o garoto. — Não há mais horcruxes. Só a gente. Nenhum pode viver enquanto o outro sobreviver, lembra?

— A águia serpentina e o leão irão se unir — Elizabeth declarou —, e nós vamos acabar com você.

Elizabeth e Harry lançaram feitiços sobre Voldemort na mesma hora em que ele também ergueu a varinha. Ele conseguiu desviar-se do feitiço do garoto e rebater a magia de Elizabeth na direção de Potter. O garoto não conseguiu se defender a tempo. Foi atingido e rolou alguns metros, sem conseguir se levantar.

Voldemort e Elizabeth continuaram duelar de maneira silenciosa, sem precisar gritar os nomes dos feitiços. Todo o silêncio era invadido apenas pelo estalar dos feitiços. O bruxo tentou atingi-la novamente com uma Imperdoável, que foi desviada, e Elizabeth lançou um Evanesca, que também foi desviado pelo homem, desintegrando um banco.

Contudo, chegou uma hora em que a perna prejudicada de Elizabeth a sabotou. Ao dar um passo para o lado, ela fraquejou e sua perna tremeu, fazendo com que caísse ao chão. Voldemort sorriu. Potter ainda parecia muito abatido para se levantar.

Ele se aproximou calmamente da jovem mulher, sempre com os dentes macabros à vista, demonstrando seu jubilo em vê-la derrotada. Ele parou a pouquíssimos passos dela e observou com a cabeça para o lado. O maxilar dela estava travado, controlando o urro de dor que queria escapar entre seus dentes. Tentou se levantar, mas voltou a cair. A dor a impedia de manter-se em pé.

Voldemort riu e foi seguido pelos seus comensais.

— Ah, Elizabeth! — Suspirou. — É uma pena que eu tenha que fazer isso. AVADA KEDAVRA!

Ela fechou os olhos. Perguntou-se se doeria, se sentiria alguma coisa, mas não sentiu nada. Absolutamente nada. Na verdade, o feitiço nunca a atingiu, pois tinha sido desviado por alguém.

— Nunca mais pense em chegar perto da minha neta, seu porco!

Voldemort foi atingido por um feitiço que o fez cambalear.

Por mais que a lenda de que Valentina Jones tivesse lutado contra Voldemort tantos anos atrás fosse uma completa mentira, ninguém poderia negar que a senhora era uma bruxa muito poderosa. Entretanto, havia passado muitos anos escondida e sem precisar praticar duelos. Isso lhe deixava vulnerável, mas o espanto que sua presença provocou em Voldemort a pôs em absoluta vantagem.

Ele mal levantava a varinha para desviar os feitiços jogados contra si, assustado demais com o fantasma à sua frente. Enquanto rebatia os feitiços, ele conseguiu visualizar aqueles olhos esverdeados e isso fez com que voltasse a si, e com ainda mais cólera.

Valentina aguentou pelo tempo que pôde. Elizabeth, que ainda tentava se firmar sobre as duas pernas, também lançou alguns feitiços para ajudar a avó. A varinha de Valentina acabou escapando de sua mão e algo nos olhos vermelhos do Lorde das Trevas dizia que a queria. Porém, o momento de distração provocado pela bruxa foi o bastante para que Potter se levantasse e avançasse na direção de Voldemort.

Antes que o atacasse, Harry precisava tirar um peso dos ombros. Precisava fazer Voldemort entender que era fraco, que não era páreo para os soldados de Dumbledore, que fora traído durante anos por quem achava ser o seu servo mais fiel. Então Harry contou tudo.

Contou sobre como Voldemort subestimara Alvo Dumbledore e como o mago descobrira sobre as horcruxes. Jogou contra ele a real lealdade de Severo Snape, que não só tinha matado Dumbledore e sequestrado Elizabeth a mando do próprio diretor, mas também como amava Elizabeth e tinha a ajudado a fugir da Mansão Malfoy. Falou até mesmo de Narcisa, que cuidara de Elizabeth, era comparsa de Snape e havia mentido sobre sua morte para os colocar em vantagem. Tudo visto nas lembranças do ex-professor.

AVADA KEDRAVA!

PROTEGO!

Elizabeth se adiantou temendo que o garoto fosse atingido. Dessa vez, aconteceu o mesmo fenômeno que acontecera entre Voldemort e Harry uma vez. Os feitiços se encontraram e forçavam um ao outro. Ela cambaleou, mas não abaixou sua varinha nem mesmo quando ela tremeu em suas mãos.

Forçando o feitiço, Elizabeth fez com que a conexão fosse interrompida e ficou cara a cara com o homem. Voldemort, ainda tentando contar vantagem, disse com cinismo:

— Não é párea para mim, sua vagabunda!

Eu sou herdeira de Rowena Ravenclaw e descendente de Salazar Slytherin — ela sibilou em ofidioglossia e os olhos vermelhos se arregalaram em horror —, então me trate com mais respeito. Harry! — Gritou. — Agora!

O garoto ergueu a varinha antes do bruxo, mas Voldemort ainda conseguiu lançar sua Imperdoável que, assim como antes, encontrou o Expelliarmus de Harry. O raio verde que saía da varinha de Voldemort foi mais fraco e recuado pela força da magia do garoto, e foi de encontro ao seu próprio conjurador.

A Varinha das Varinhas voou até seu verdadeiro senhor e caiu aos pés de Harry. As íris vermelhas de Voldemort giraram para dentro e, de braços abertos, entregando-se à Senhora Morte, que jamais achou que viria buscá-lo, ele caiu sobre o chão de pedras do Salão Principal.

Morto.

Derrotado.

Valentina ainda atreveu a se aproximar do corpo dele. Depois de tantos anos, queria ter certeza de que finalmente tudo tinha acabado.

E realmente tinha.


N/A:

- Contém trechos adaptados da obra de J.K. Rowling, "Harry Potter e as Relíquias da Morte", 2007.

Sábado eu volto com o último capítulo e na segunda-feira tem um epílogo. Mal posso acreditar que está acabando...

Queria perguntar uma coisa a vocês. Uma leitora me sugeriu a ideia de fazer um Perguntas & Respostas sobre PTDON. O que acham? Se gostarem da ideia, no próximo capítulo eu posso abrir um "tópico" para as perguntas. Só não sei se respondo pelo jornal do Spirit ou faço um vídeo mesmo... Não sou muito simpática para vídeos, mas quem sabe?