Notas da autora
O grupo de Satoshi avista...
Em Sinnoh...
Em Isshu (Unova)...
Capítulo 178 – A decisão de Hikari
Ao chegarem ao local, avistam alguém rodeado de pokémons tipo Bug e que gritava cada vez mais alto, sendo que era impossível ver a pessoa em virtude dos pokémons que se encontravam concentrados no local, apesar da voz ser estranhamente familiar para o grupo, com os jovens arqueando o cenho ao perceberem que os selvagens não estavam agindo com agressividade para justificar os gritos que estavam ouvindo.
Então, surge uma brisa que leva o odor da garota até a albina, fazendo-a reconhecer a dona do cheiro horrível que a faz torcer o nariz, para depois, falar:
- É a vadia da Kasumi (Misty).
O grupo olha mais atentamente a cena que se desenrolava na frente deles e quando um Butterfree se move lateralmente, eles conseguem enxergá-la.
Inicialmente, ao ouvirem os gritos de ajuda ao longe, eles cogitaram a hipótese de socorrer a pessoa que gritava, acreditando que ela estava em perigo de vida ou ferida.
Porém, eles cessaram qualquer intenção de ajudar a pessoa que gritava ao constatarem que não se encontrava em nenhuma dessas situações acima, juntamente com o fato dos gritos serem em virtude dos pokémons que encostavam a cabeça nas pernas dela, enquanto que outros a rodeavam, sem ofertar qualquer perigo.
Eles retornam as pokéballs que se encontravam nas mãos deles para os seus respectivos cintos, agradecendo o fato de não precisarem encolhê-las ao apertar o botão no centro, pois, somente os haviam pegado em suas mãos.
- Fala sério! Ela tem pokémons! Basta usar algum pokémon contra eles. Isso é ser muito patética. – Satoshi comenta bufando, enquanto flexionava os braços na frente do seu tórax.
- Põe patética nisso. – Pikachu murmura em seu idioma, revirando os olhos.
- Com certeza. – a Sandshrew shiny murmura, enquanto agarrava uma dobra da calça do seu amado treinador.
- Além de irritante. – a Ponyta acrescenta no idioma humano, após relinchar de aborrecimento por terem cruzado o caminho da humana bastarda, a seu ver.
- Concordo com vocês. Ela é bem metida e chata. Além de arrogante.
Todos haviam ficado surpresos pela capacidade dela de compreensão e de consciência do mundo, pois, quando a conheceram, considerando a forma como interagia e perguntava as coisas, eles haviam cogitado a hipótese de ter de ensinar senso comum e outros aprendizados de conhecimentos gerais.
Portanto, eles ficaram agradavelmente surpresos ao verem que não era necessário, pois, conforme interagia com todos, inclusive com os pokémons, ela parecia aprimorar os seus conhecimentos, enquanto que havia a hipótese entre eles de que a serpente dourada alada sempre teve esse conhecimento e que de alguma forma surgiu nela, fazendo com que essa explicação fosse plausível para eles, pois, justificaria o desenvolvimento rápido do seu conhecimento e fala.
Então, Satoshi e os outros se aproximam dela e ao vê-los, Kasumi implora:
- Me ajudem, por favor. Eu tenho medo de insetos e pokémons tipo Bug. Por isso, os odeio.
Satoshi exibe os braços cruzados, sendo que havia ficado enfurecido com a alaranjada ao descobrir as palavras cruéis que ela usou contra os seus amigos, fazendo muito deles chorarem, quando a sua irmã contou a ele e aos demais o que se sucedeu, enquanto estavam tomando banho e mesmo após todo esse tempo, ele ainda se revoltava, pois, se recordava perfeitamente dos semblantes tristes e abatidos deles, sendo que a sua raiva e indignação era compartilhada pelos demais:
- Nós já sabemos disso, considerando a sua reação naquela noite a algum tempo, atrás, conforme descrição da minha querida imouto – ele fala em um tom de voz gélido, exibindo fúria em seu semblante e olhos, sendo que os demais também compartilhavam desse sentimento ao se recordarem do que ela fez com os amigos deles, fazendo a alaranjada engolir em seco e se encolher - Você é uma treinadora. Portanto, possuí pokémons. Por que não os usa?
Kasumi exibe uma face de surpresa, como se tivesse se lembrado de que era uma treinadora, enquanto eles reviravam os olhos com a estupidez dela.
Então, ela retira os seus pokémons e eles afastam os tipos Bug dela ao atacá-los, deixando muitos deles inconscientes, fazendo a alaranjada soltar um suspiro de alívio ao ver que derrotou a maioria, enquanto que os outros fugiram.
O treinador de Unova bate a mão na testa e exclama estupefato:
- Não acredito que ela não pensou em fazer isso! Qualquer idiota com um pokémon ou mais de um, pensaria em usá-los, principalmente, contra outros selvagens.
- Eu espero que a burrice não seja contagiosa. Estamos perto demais dela. – a Eevee comenta preocupada, enquanto se encontrava em um dos ombros do Cheren.
- Eu também espero. – Servine, que estava no outro ombro do jovem, comenta preocupada.
- Eu sempre pensei que a estupidez tinha um limite. Mas, ela é a prova de que é ilimitada. Sempre me questionei como conseguia andar e falar ao mesmo tempo. Eu confesso que sempre achei algo assim, impossível – Yukiko comenta, enquanto ficava ao lado do seu irmão.
- Bem, temos a prova na nossa frente de que é possível, por mais ilógico que seja. – Hime comenta, apontando para a garota.
- Com certeza, amiga. – Sora fala consentindo, enquanto se encontrava no outro ombro da albina.
- De fato, ela é um mistério da ciência humana. – a Charmelleon da albina comenta, após suspirar.
- Ei! – Kasumi exclama em um misto de indignação e raiva.
- Somente falamos a verdade. Se você entra em uma floresta, claro que terá insetos e tipo Bug. Portanto, se você os teme, não entre em uma floresta e siga um caminho alternativo, sendo que existe um naquela direção – Satoshi aponta para uma direção especifica - Se embrenhar na mata e não querer que apareça um inseto é impossível. A floresta é o lugar onde mais encontramos insetos. Ademais, se deseja andar pela mata e não quer que nenhum inseto ou pokémon tipo Bug encoste em você, use Repel, pois, ele também funciona como repelente para os insetos animais.
- Provavelmente, ela se perdeu, apesar de ser algo impossível. Afinal, as rotas são bem sinalizadas na minha cidade. Só alguém muito idiota e sem um pingo de noção de localização poderia ser perder, juntamente com o fato de não ter inteligência suficiente para usar um sistema de posicionamento global. É quase impossível entrar na floresta por engano. Você só entra na floresta se deseja, de fato, entrar. – o moreno comenta.
Eles notam que ela bufava, exibindo um semblante que era um misto de fúria e de indignação, enquanto exclamava:
- Como ousam falar assim da minha pessoa? Eu sou a bela e poderosa Kasumi!
- Nossa! Vocês não exageraram quando falaram que ela era metida e arrogante. Eu achei que após levar surras consecutivas de pokémons sem vantagem contra os dela, ela ficaria quieta e tiraria a "poderosa". Pelo visto, isso nunca vai acontecer – a serpente dourada comenta, conforme se lembrava de ter visto as filmagens das batalhas da alaranjada e em todas as disputas, ela era derrotada sumariamente pelo Satoshi
- Eu também recomendo retirar a palavra "bela". – Takeshi comenta – Você está ofendendo as garotas realmente belas como a Yukiko-chan aqui.
- Com certeza. – Shigeru comenta, consentindo.
- É incrível o quanto ela não aprendeu com a derrota. – o Wartolle dele comenta, enquanto se encontrava ao lado do seu treinador.
- Eu duvido que ela aprenda. – o Ônix de Takeshi comenta, consentindo com a cabeça.
- Nunca imaginei que houvesse humanos tão arrogantes. – o Poliwag da albina comenta.
- O mesmo para mim, onii-san.
- Idem.
- Bem, sempre tem a primeira vez para tudo, otouto. – outro Poliwag comenta.
- Você não sabe apreciar a beleza! Além disso, ele é só um moleque! Aquilo não pode ser considerado uma batalha!
- Pelas regras da Liga Pokémon, elas foram consideradas batalhas oficiais, garota. Fala sério! É uma treinadora e não conhece as regras? Era uma batalha oficial pokémon. Por acaso é estúpida? – Takeshi pergunta, arqueando o cenho.
- Sim. Ela é. Além disso, é perda de tempo discutir com ela. – Satoshi comenta – Vai por mim... Não perca o seu tempo.
- O onii-chan está certo. É só perda de tempo. – Yukiko comenta, consentindo.
- Takeshi-san está certo. A única explicação que eu encontro é que ela se perdeu e se bobear, acabou tomando uma rota errada, apesar das sinalizações e entrou na floresta em vez de tomar outro caminho. É uma rota mais longa, mas, que segue um caminho fora da floresta. – Shigeru comenta com os braços cruzados na frente do tórax.
Eles notam que ela engole em seco e Cheren fala:
- Pelo visto, acertamos em nossa dedução. Concordo com o Takeshi. É preciso ser muito estúpido para ser perder por esse caminho, considerando as sinalizações existentes.
- Bem, é melhor voltarmos a nossa rota. Afinal, precisamos ir até o nosso destino – Yukiko comenta.
- Com certeza. – Cheren fala consentindo.
- Quantos antes partimos, melhor. – Takeshi comenta.
Nisso, os cinco se afastam seguidos dos seus pokémons, enquanto deixavam Kasumi esbravejando sozinha.
- É muito azar encontrar aquela vadia em uma floresta tão imensa. Eu vejo como um castigo nós nos encontrarmos com ela. – Satoshi comenta.
- Põe castigo nisso, amigo. – Shigeru comenta, após suspirar.
- Concordo.
- Tirou as palavras da minha boca, onii-chan.
- Idem.
Em Sinnoh, mais precisamente em uma rota que saia de Mio City (Canalave City), Hikari (Dawn) seguia viagem com os seus amigos fora da pokéball, enquanto segurava em seus braços uma incubadora pokémon com um ovo misterioso dentro dela.
Ela ainda sorria imensamente ao se lembrar da vitória que teve em um concurso de moda que foi patrocinado por um nobre e que era similar a alguns outros que existiam pelo continente e em outras regiões, sendo que além do prêmio em dinheiro, a vitória garantiu uma entrevista de Hikari na prestigiosa e famosa revista de moda Pokémon que atende a estilistas Pokémon, a PokéCan (Poké Chic), publicada na região de Sinnoh e que possuia uma versão digital na internet.
O foco dessa revista eram as tendências da moda, apresentando roupas e acessórios para os pokémons.
Hikari era uma leitora ávida, fazendo com que a entrevista fosse a realização de um sonho, sendo que ela chegou a conhecer e cumprimentar a atual editora-chefe de publicação, Hoshino (Hermione) que foi uma convidada dentre os juízes para julgar as roupas que eram apresentadas no palco. Para a jovem treinadora e aspirante a Pokémon Coordinator foi uma honra imensa conhecê-la pessoalmente e quando informou a sua mãe que iria participar desse evento, com ela assistindo a apresentação e a vitória de Hikari, era difícil saber qual das duas se encontrava mais empolgada no telefone.
A treinadora aproveitou para tirar uma foto junto dela e outra com os seus pokémons ao lado dela, sendo que ambas as fotos foram, posteriormente, autografadas por Hoshino.
Após o fim da entrevista, eles informaram que a matéria seria lançada na próxima edição, junto das fotos da Hikari e dos seus pokémons, assim como do colete que confeccionou para Buneary e que foi a sensação do concurso.
Então, o nobre que foi o realizador do evento se aproximou da jovem e entregou pessoalmente um ovo para ela, pois, era o terceiro prêmio que o vencedor receberia, além do dinheiro e da entrevista em virtude do fato daquele evento ser o primeiro de muitos ao reunir uma multidão animada, provando que era um sucesso de público.
Ela sai das suas recordações e sorri gentilmente ao ver os seus amigos conversando entre si, animadamente, para depois, olhar para o ovo em suas mãos, enquanto que arrastava um carrinho com outros dois ovos. O homem manteve segredo sobre qual pokémon nasceria dele, falando que se ela quisesse realmente saber, bastava perguntar em qualquer Centro Pokémon.
Ele justificou o ato de não contar qual pokémon nasceria do ovo, pois, achava que era mais divertido se surpreender quando o ovo chocasse ao não saber qual pokémon iria nascer em vez de saber antecipadamente o pokémon que iria nascer e ela o surpreendeu ao constatar que também compartilhava da mesma opinião ao mostrar os seus outros dois ovos.
Hikari planejou ir para a próxima cidade onde havia um Batlle Club para treinar, pedindo orientação e ajuda dos profissionais que se encontravam naquele local, assim como para o desenvolvimento de novas técnicas de batalha junto do aperfeiçoamento e criação de movimentos, além de fazer os seus pokémons adquirirem mais nível e experiência, enquanto que se recordava das sugestões e orientações de Nozomi que era a sua rival e que havia ficado surpresa ao saber que Hikari havia ganhado uma ribbon.
Conforme refletia sobre as palavras da sua genitora e as sugestões, juntamente com as dicas que conseguiu de Nozomi, sendo ciente de que a sua primeira ribbon lhe trouxe uma nova visão e experiência, ela decidiu treinar ainda mais para buscar a segunda ribbon.
Além da busca um Batlle Club, Hikari desejava procurar um carrinho para apoiar três incubadoras, pois, não tinha naquela cidade para comprar e a sua esperança era encontrar na próxima cidade.
Em Isshu (Unova), mais precisamente em uma campina, um grupo de Blitzle e alguns Zebstrika pastavam, quando surgiu um Krookodile debaixo da terra onde um Blitzle pastava tranquilamente, sendo que estava um pouco afastado do bando, assim como uma fêmea que havia começado a pastar naquele momento e que se encontrava ao seu lado.
Assim que o tipo Ground e Dark surgiu da terra por ter usado o Dig para se aproximar, sem ser notado, ele aproveitou o ataque para provocar danos intensos no tipo Eletric ao usar o movimento efetivo tipo Ground quando surgiu embaixo da sua presa, usando também ao seu favor o elemento surpresa.
Aproveitando o enfraquecimento da sua presa pelo movimento efetivo, ele finca as suas garras afiadas no corpo dele, enquanto mordia fortemente o pescoço do Blitzle com as suas mandíbulas possantes ao fincar as suas presas nele, fazendo com que a zebra pokémon tentasse lutar contra o seu predador, sendo que a outra que estava ao seu lado, concentra o seu poder e usa o Quick Attack para fugir, assim como os outros, após o líder deles, o Zebstrika mais poderoso, relinchar audivelmente, liderando a fuga desenfreada do seu bando, pois, eles temiam haver mais predadores nos arredores.
Um rastro de nuvem de poeira surge, enquanto o bando galopava velozmente, visando se afastar o quanto antes do feroz predador.
Isis se encontra andando por uma trilha, junto dos seus pokémons, quando eles ouvem sons, fazendo com que todos cessassem o seu avanço ao mesmo tempo em que passaram a olhar na direção dos sons.
