Olá pessoal, Calborghete aqui, como estão todos? Espero que bem, aqui vamos iniciar um novo capítulo.
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Então agora sem mais enrolação, boa leitura.
"Diálogos"
- Pensamentos -
"Conversa via Rádio"
"Auto conversa."
Nota de Responsabilidade:
Evangelion, seus personagens e cenário são propriedade de Hideaki Anno. Qualquer marca, filmes e séries mencionado nesta Fanfic é propriedade de seus criadores.
(*)
Capítulo 25 - Adão e Lilith
Nada, isso foi o que tinha acontecido, Kaworu estava deitado em sua cama, olhando para o teto, seu rosto mostrava que alguma coisa estava errada em seu cenário, ele ainda podia escutar o som de Shinji falando com ele sobre segunda chance, seus olhos logo caíram no relógio na sua mesa, marcava 03:30 da madrugada.
Sabia que não tinha que se preocupar em dormir, ele nunca se sentia cansado, essa era uma das coisas boas em ser um anjo, ele não tinha que se preocupar em comer, dormir, ele somente existia, mas pelo menos Kaworu era diferente de seus irmãos, ele podia pensar com mais liberdade, ele tinha esse dom.
Nem sempre foi assim, no começo ele era um anjo normal, tendo que reproduzir a sua prole em um planeta pacato e sem vida, normalmente isso não seria problema para Adão, ele poderia pousar sua lua em algum lugar e começar o seu trabalho, mas tudo tinha que mudar naquele dia, o dia em que o destino foi mudado por uma ação do próprio destino, poderia ser a vontade de algum ser maior? Isso ele não sabia, mas a realidade era que Lilith e Adão tiveram seus caminhos cruzados.
Adão foi ver com curiosidade o que tinha acontecido depois de sentir um grande abalo, vendo a terra tremendo com o forte impacto da lua negra que destruiu tudo que tocou, mas não foi isso o que mais chamou a sua atenção.
Fechou os olhos ao pensar no outro Deus que parou na sua frente, com sua forma angelical perfeita, encantando os olhos de Adão, ele podia ver toda a sua beleza, o ser gigante branco de luz, com suas seis enormes asas, ele nunca tinha visto algo tão bonito na sua vida.
Não demorou para os olhos de Lilith caírem em Adão o olhando com curiosidade inédita, nunca tendo cruzado com outra espécie de procriador antes, ela o observou com seus olhos monótonos e negros.
Adão não sabe quando tempo ambos se olharam, segundos? Semanas ou anos? Isso não importava, ele somente via que esse era um momento inédito na vida do universo, logo ele sabia que tinha que iniciar seu objetivo central, iniciar a vida.
Lilith também tinha seus planos, ela não iria deixar que outro impedisse que ela cumprisse seu objetivo, tudo que Adão viu foi sua lança sendo projetada em suas mãos, o enorme objeto vermelho, feito de metal angelical, ele tinha uma ponta em forma de flecha e sua porta posterior era como um pombo de apoio, era a arma perfeita, no futuro ela teria um nome e seria Cassius.
Sabendo que tinha que se preocupar, Adão não demorou para levantar sua defesa, ele a todo o momento olhava para a beleza que esse ser tinha, suas curvas perfeitas, nesse momento ele não sabia o conceito de masculino e feminino, mas isso não importava para Adão, ele somente via a beleza que ela carregava.
Apontando sua lança para Lilith, Adão somente esperou, ele não queria lutar, sua mente queria aprender, ele sabia que isso era ilegal para sua espécie, mas isso de alguma forma parecia certo, sua lança era diferente, sua cor era igualmente vermelha, mas o formato era diferente, ela tinha duas pontas afiadas, seu tamanho era quase o dobro de sua altura, mas para frente no futuro, ela teria um nome, os Lilins a chamariam de Lança de Longinus.
Ambos novamente pararam e se olharam, não sabendo o que fazer, Adão tentou algum contato, mas Lilith estava assustada, ela não sabia o que fazer, ela somente via o perigo, nada mais que isso.
Adão esperou, ele não queria lutar, ele queria aprender, sabendo que deveria lutar pela soberania do planeta, esse confronto seria inédito, mas em vez de pensar na luta, ele somente olhava para a beleza gigante em sua frente.
Lilith estava pronta, vendo seu inimigo parado na sua frente com sua arma pronta para atacar, ela sabia o que tinha que fazer, já tendo feito uma grande estratégia em mente, ela poderia facilmente derrotar esse ser misterioso de luz que ameaçava seu cenário perfeito.
Numa atitude ousada, Adão deu um pequeno salto de fé, vendo que nunca iriam sair disso, lentamente o ser abaixou sua lança, mas a manteve em mãos a todo o momento, ele queria mostrar que não era um ameaça, seu propósito era somente de entender esse ser belo que estava na sua frente.
Lilith se sentiu confusa, ela manteve sua arma levantada, mas a próxima atitude de Adão a intrigou, ela o olhou com seu olhar monótono e o observou com cautela quando ele abaixou sua arma e esticou sua mão, um pequeno gesto de camaradagem, ela observou aquilo com curiosidade e dúvida.
Adão esperou, novamente eles ficaram ali, não sabendo quanto tempo eles esperaram, mas lentamente Lilith se acalmou o suficiente para abaixar lentamente sua lança até que a ponta acertasse o chão da terra, atualmente um planeta sem vida.
Adão observou, seus ombros voltados para baixo, o ser de luz ficou parado a espera desse novo ser, qualquer coisa, ele queria conhecer essa pessoa bela e misteriosa, sua cabeça se inclinou lentamente para o lado.
Lilith observou Adão, ela lentamente se sentiu confortável com isso, vendo que a luta iria ter que esperar, o inimigo parecia não querer isso, lentamente ela esticou sua mão, segundos se passaram mais próximos os deuses estavam de um contato.
Quando suas mãos se juntaram, uma coisa aconteceu, uma forma de energia passou por ambos podendo senti-las, seus objetivos, seu poder, Lilith fechou os olhos ao sentir a forte conexão, ela levantou a cabeça ao processar os novos sentimentos que surgiram em seu corpo.
Adão pode sentir, ele finalmente entendeu o que era esse ser, ela era o ser da vida, o ser que daria início ao novo ciclo de vida neste planeta, os Lilins era essa nova espécie, ele sabia que seria bela, assim como esse ser a sua frente.
Lilith olhou para adão, ela não sabia muito sobre vida, somente o seu destino de levar a vida a lugares ditos como mortos, assim como eram as ordens da raça ancestral, ele tinha que levar a vida para longe, assim como uma outra regra que logo surgiu, não podia ter duas sementes da vida em um mesmo lugar.
Adão sabia disso, ele sabia bem das ordens de seus superiores, em algum momento, somente um poderia ficar na terra, mas como um ser pensante, o dom na qual tinha sido lhe dado ao seu nascimento a trilhões de anos atrás, ele não se preocupou, ele somente queria entender esse ser maravilhoso que estava na sua frente.
Lentamente Lilith soltou a mão de Adão, ela observou quando o anjo olhou para a própria palma com curiosidade, seus olhos piscavam com a suavidade e perfeição do toque que aquele novo ser tinha lhe dado, Lilith tinha a mesma sensação, não demorou para ela olhar para a própria mão assim como Adão.
Então assim nasceu o primeiro sentimento, um pequeno contato físico entre duas pessoas, um contato simples que possibilitou que dois seres se conhecessem, ambos não compreendiam isso, mas podiam sentir seus corpos e a sensação foi boa.
Ficando sua lança no chão, Adão soltou sua arma, seu ataque, sua defesa, praticamente sua vida, seus olhos caíram em Lilith, ele podia ver que ela começou a olhar em volta, podendo sentir o mundo com uma nova perspectiva, ela olhava para o mundo que iria colonizar com sua semente de vida.
O clima na terra era diferente da forma que era nos tempos atuais, não demorou para uma onda de ar frio atingir os gigantes, eles não sentiam frio, não sentiam calor, eles somente podiam sentir a brisa fresca que os polos gelados estava lhe dando, Lilith olhou para cima, ela observou os pequenos e delicados cristais de gelo que caiam dos céus.
Esticando sua mão, ela pegou um pequeno floco de neve, logo seus olhos o analisaram, Lilith sabia que isso iria ser a fonte de sua vida, ela sorriu ao ver isso, assim nasceu a felicidade, um sentimento pleno de prazer.
O mesmo aconteceu com Adão, mas diferente de Lilith, ele sorriu por outro motivo, ver aquele belo ser de luz com um novo tipo de expressão, como dizem as pessoas, o sorriso é contagiante, ele não sabia como tinha feito, mas seu rosto mostrou isso, essa foi a vez dos anjos experimentarem a felicidade.
Lilith olhou para Adão, vendo como seu rosto mudou, ela se assustou a princípio, ela pensou que ele iria atacar, mas como sempre, ele não se moveu, ela somente observou, sentindo a pequena onda de felicidade ao se aproximar com o pequeno floco de neve que tinha em suas mãos.
Adão abaixou a cabeça, observando a pequena bola branca nas mãos de Lilith, ele lentamente esticou a mão e a pegou, usando mais força que o necessário, ele sentiu tristeza ao ver o pequeno e delicado objeto de desfazer e cair no chão, assim nasceu a tristeza para os anjos.
Lilith observou quando o rosto de Adão se abateu, ela se sentiu confusa com isso, não sabendo como isso mudou de uma coisa boa para uma sensação desconfortável, foi assim que ela conheceu a tristeza, lentamente ela apontou para Adão, mostrando que tinha mais caindo dos céus, Adão logo seguiu sua mão, observando a neve caindo lentamente, isso foi belo aos seus olhos.
Lilith se perdeu ao olhar para Adão, sentindo uma coisa que ela não entendia, uma sensação e seu peito, ela sentiu um calor bem no meio ao ver aquela criatura nova e misteriosa, eles não sabiam, mas milhões de anos já haviam se passado, mas para os deuses, isso seria como horas.
Adão olhou para frente, vendo como Lilith o olhava com carinho especial, ele virou a cabeça, observou como a neve caia atrás de suas seis asas, como os pequenos flocos caiam sobre o rosto daquela criatura bela, como os pequenos flocos deslizavam sobre sua pele perfeita e lisa.
Novamente um sorriso nasceu em seu rosto, ele se perdeu na beleza que Lilith tinha, isso somente iria acontecer bilhões de anos depois, mas agora era outra coisa, ele sabia que tinha que se concentrar.
Novamente Lilith estendeu a mão, querendo sentir novamente aquela sensação que a tanto lhe agradou, Adão não perdeu tempo, lentamente eles dois se juntaram novamente e um mar de novas sensações tomaram seus corpos, ela sorriu ao sentir prazer, o calor que Adão dava para ela era diferente, sua mão era lisa e perfeita.
Lentamente ela guardou sua lança, no mesmo lugar onde a deixou, fincada na terra, assim como Adão, ambas ficariam ali por milênios, mas para os deuses isso não era nada, juntos eles exploraram e olharam todos os lugares que o mundo podia lhe dar.
Juntos eles viram as geladas profundezas do mar, vendo como as moléculas de água se misturavam perfeitamente com tudo ao seu redor, juntos eles andaram pelos mares até chegar a um dos continentes, eles não se importavam em saber onde ficava esse lugar, mas a julgar pelas montanhas e planícies, uma diferente da outra, nada era igual, isso deixou eles felizes, a terra era diferente de outros planetas.
Juntos eles exploraram tudo que suas mãos podiam tocar, com o passar do tempo, os seus objetivos iam ficando mais distantes em suas mentes, mas ainda estavam presentes, mas o sentimento que os ligavam eram mais fortes que esse desejo.
Adão olhou para cima, vendo como o grande azul inundava tudo que seus olhos podiam ver, logo seus olhos focaram na enorme bola que ficava parado nos céus, Adão e Lilith observaram por dias seu movimento, sentindo a felicidade de ver aquele pequeno padrão.
Não demorou para Lilith pensar no futuro, ela experimentou a dúvida, isso era errado aos seus olhos, era errado aos olhos de seus pais, lentamente ela olhou para o lado, vendo como Adão olhava para o sol com admiração, a mesma admiração na qual ele a olhava, seus sentimentos diziam que era o certo, que assim as coisas deveriam seguir, mas seus pais tinham outros planos, ela decidiu seguir seu coração, foi assim que nasceu o amor.
Adão olhou novamente para Lilith, viu o seu medo, ele podia senti-lo, lentamente ele sentiu seu campo AT mudando, mudando da mesma forma que ele experimentava as outras sensações, ele experimentou o medo pela primeira vez, mas diferente de Lilith, ele pensou que seus objetivos primários não deveriam ser um obstáculo para os dois.
Novamente ele esticou a mão, Lilith o observou, vendo o pequeno gesto novamente em sua direção, ela o aceitou, novamente seus problemas desapareçam, eles poderiam ser felizes por mais algum tempo, mesmo sabendo que isso estava com os dias contados.
A chuva tinha chegado, com ela as gotas de água banhavam a pele perfeita de Lilith, Adão a observou parada ali na chuva, olhando para a lua ao fundo, Adão a olhou também, ele sabia que aquela era a sua semente a sua vida, com um pequeno gesto ele apontou para si mesmo.
Lilith entendeu isso, ela sorriu ao saber que seu amado viveu ali, que agora estava dando voltas ao redor da terra, como um outro planeta que estava à espera de vida, realmente isso parecia coisa do destino, como as forças se aplicavam aos objetos, a lua não caia.
O tempo passou, muitas luas e sois passaram por eles, eles eram felizes, mas a raça ancestral não gostou dessa conexão anormal, eles logo conversaram com seus filhos, mostrando que tinham que cumprir seus objetivos, Lilith se assustou com a força de seus pais, ela sentiu medo, Adão não ligou para isso, ele somente queria ficar com sua amada.
Os anos foram passando, Lilith queria se afastar, mas Adão mais uma vez se aproximou, ele mostrou que ambos não deveriam temer, que esses sentimentos deveriam ser de todos, que seus pais não deveriam se intrometer, que isso poderia ser a vontade do destino para ambos, dois seres vivendo e compartilhando juntos um novo tipo de vida.
Novamente eles estavam na antártica, o local onde Adão se apaixonou pela neve, assim como Lilith, ambos ficaram ali, olhando para as montanhas geladas, curtindo os sentimentos que descobriram.
A raça ancestral observou os dois, eles podiam ver que suas ordens não poderiam ser cumpridas, coisas teriam que ser feita, isso era uma aberração de seu estilo de vida, rapidamente um deles percebeu os olhos de Adão e sabia como podia usar isso ao seu favor.
Uma noite, Adão foi visitado por um dos seres, ele explicou o que sentia, tentou fazer com que eles pudessem entender, que aquilo era lindo, que um novo tipo de vida poderia surgir, que a vida que nascesse neste planeta poderia viver assim como modo de vida, eles tinham o poder para fazer isso.
Mas a raça ancestral não cedeu, eles mandaram que as coisas parassem, usando seu poder para ameaçar a coisa mais importante que Adão tinha neste novo mundo, novamente a sensação de medo tomou conta de Adão, ele olhou para Lilith que estava parada olhando para o mar.
Sentindo que não teria escolha, ele lentamente foi até a amada, de alguma forma ele explicou o que tinha que acontecer, Lilith sentiu uma coisa em seu peito, ela sabia que isso era errado, com um movimento rápido ela esticou a mão, sua lança a muito tempo parada em algum lugar na terra voou em sua direção.
Adão observou quando o enorme objeto rasgou os céus em sua direção, ele não sentiu medo, nem raiva, ele somente experimentou a tristeza, ele podia ver os olhos de Lilith, ela chorava, mas não entendia esse momento.
Ela queria confrontar a raça ancestral, mas Adão não deixou, ele lentamente esticou sua mão para ela, mas desta vez não segurou, mas sim a passou pelo seu rosto angelical.
Lilith sentiu o toque, ela fechou os olhos ao sentir a calma passando pelo seu corpo, isso estava errado, mas Adão lhe explicou que teria que ser assim, ele não se importava em morrer para ela viver, assim ele pediu, colonize a terra com o que aprendeu.
Lilith protestou, mas Adão mostrou que era assim que as coisas tinham que ser, ele não se importou, e tratou de mostrar isso para ela, se a raça ancestral atacasse, ele não saberia como iria viver sem Lilith caso eles decidissem a seu favor.
Lilith observou o sorriso no rosto de Adão, ela sabia que isso foi feito para ela, rapidamente ela atacou, sua lança de Cassius atravessou o peito de Adão, uma onda de raiva passou pelo seu corpo, ela sentiu isso, mostrou isso, ela gritou aos céus mostrando que estava aborrecida, ela novamente olhou para Adão caído no chão imóvel, com a lança atravessando seu núcleo.
Ela chorou novamente, se lembrando do último pedido de seu amor, ela não sabe quanto tempo ficou ali, somente o tempo passou, a neve foi cobrindo lentamente o corpo de Adão, ela se levantou e olhou para os céus, seus olhos sem vida, ela sabia o que iria fazer.
Milhões de anos se passaram, Lilith observou quando os Lilins surgiram, ela observou quando eles dominaram a terra assim como ela desejou e criou, mas deu uma coisa que ela aprendeu com Adão, ela deu os sentimentos que tinha apreendido, ela queria que seus filhos sentissem o que ela sentiu com Adão, eles podiam ser felizes, assim como ela foi.
Sentindo que tinha cumprido sua missão, Lilith voltou ao local onde Adão tinha colocado sua lança, ela observou o metal vermelho brilhando a luz do sol, ela passou sua mão pelo metal e sentiu a presença de Adão, lentamente ela pegou a lança, vendo sua beleza.
Com os olhos fechados, ela lentamente voltou para sua lua, a escuridão tomou ela, sentindo a tristeza de ter perdido algo muito especial, ela queria que Adão visse, visse os Lilins, visse os sentimentos que eles aprenderam um com o outro com uma decisão tomada, ela acabou com seu sofrimento, a última coisa que ela se lembra foi de cair com a lança de Longinus enfiada em seu núcleo, somente a espera de despertar e reencontrar Adão, mas enquanto esse dia não chegasse, ela tratou de apaga-lo da memória, ela sabia que ele iria conseguir faze-la lembrar.
Com isso feito, ambos os gigantes esperaram para ser descobertos, Lilith foi trancada nos porões da NERV e Adão foi inadvertidamente despertado pela expedição Katsuragi, sentiu sua ira ao saber que seu amor tinha sido perdido pelas mãos dos Lilins, ele tentou acabar com tudo naquele dia, somente a lembrança dela o impediu completamente, com um momento único, ele se fechou como um embrião novamente.
Inspirando para limpar as memorias ruins da cabeça, Kaworu abriu os olhos e olhou para o teto, ele ainda se lembrava como se tivesse acontecido na noite anterior, ele falou abatido para o teto.
"Lilith."
Sabendo que isso não poderia levar a lugar nenhum, ele somente podia tentar melhorar um pouco sua situação, foi aí que ele conheceu Shinji, um garoto tímido, de coração puro, alguém que se podia confiar tudo neste mundo, uma pessoa que sabia como era o sofrimento da perda, do abandono, da traição, foi isso que ele queria, queria poder ajudar pelo menos alguém a ser feliz, assim como ele tentou com Lilith.
Mesmo isso poderia ser diferente, ele ainda pensava na deusa que conheceu a bilhões de anos, ele queria reencontrá-la, tinha a sensação que tinha conseguido, ele pode ter uma sensação, parecia ela, seu campo AT era parecido com o dela, isso deixou o garoto com dúvidas, sua mente logo foi tomada por imagens de Rei Ayanami, uma garota misteriosa, ela tinha o mesmo olhar, o mesmo jeito, mas uma coisa estava relativamente errada.
Sua aparência era diferente, mas não ao ponto de poder acabar com a forte beleza que Lilith carregava com ela mesma, a única diferença era seu campo AT, ligeiramente diferente, ela tinha uma parte angelical, isso ele sabia com certeza, mas será ela?
Fechando os olhos e pensando nisso, logo ele sentiu que nada poderia mudar as coisas agora, ele tinha um grande objetivo para alcançar, ele não iria falhar com a pessoa que ele conheceu a pouco tempo e em outras vidas, limpando a mente, o garoto sabia que tinha que agir, logo ele colocou um olhar determinado no rosto, estava na hora.
Novamente olhando para o relógio, Kaworu sorriu ao ver que estava na hora de levantar, marcava 06:00 horas da manhã, com um movimento limpo e calculado, o anjo se sentou, fechou os olhos e repassou seu plano, ele já sabia o que iria fazer.
Andando e indo para o banheiro, Kaworu começou a cantarolar uma música, a melhor coisa da cultura Lilin, ele deixou que a água quente tomasse seu corpo, limpasse suas preocupações, limpasse as memorias de Lilith, agora ele não poderia pensar em nada que atrapalhasse.
Sorrindo com o cantarolar, ele pensou em Shinji, a pessoa que ele iria salvar, a pessoa que ele iria poupar do sofrimento que os Lilins causaram, e ao mesmo tempo ele iria se vingar, poder acabar com a espécie que foi a responsável por separar seu grande amor dele, todos os seus problemas poderiam ser resolvidos com uma única tacada.
"É agora." Kaworu falou com um sorriso, ele tinha tudo pronto, sabendo que seus irmãos ainda iriam demorar para aparecer ele tinha o tempo a seu favor.
Abrindo sua porta e indo para a sala de recreação, Kaworu estava com as mãos dentro das suas calças, ele caminhava tranquilamente, a calma foi uma coisa que ele tinha cultivado neste milhões de anos que pode pensar e refletir, os funcionários da NERV passavam pelo seu redor, alguns lhe davam bom dia, outros nem percebiam sua presença, mas isso não incomodou o garoto.
Ele se serviu de uma pequena porção de comida, fazendo todo o seu teatro como planejado, ele tinha que continuar assim por pouco tempo, cada colherada de comida era estranha para ele, o gosto era bom, mas não tão bom quanto poderia ser.
Logo seus olhos caíram nos Lilins, pessoas comuns, sorrisos comuns, olhares comuns, alguns conversavam entre si sobre fofocas, nada que fosse importante para o mundo, algumas pessoas reclamavam por acordar cedo, outras porque seu time esportivo foi derrotado no campeonato, mas isso tudo foi cortado quando uma certa garota passou ao fundo.
Seus olhos afiados focaram em uma garota de cabelos azuis e olhos vermelhos, ele pode sentir a presença angelical andando, seu olhar de desdém com as pessoas a sua volta, seu cabelo estava molhado, com certeza era uma de suas manutenções, Kaworu a olhou com olhos neutros, ainda tentando entender o que ela tinha a ver com Lilith.
Rei nunca se importou, mas uma coisa chamou sua atenção, ela virou a cabeça e olhou para a fonte, não foi difícil encontrar, ela sentiu um campo AT na sala, somente uma única pessoa foi a responsável por isso, logo dois olhos vermelhos se encararam, ela sentiu uma coisa em sua alma, uma movimentação na qual não entendeu.
Piscando para voltar ao mundo real, a garota tinha que ir para a casa, ela tinha que se preparar para mais um dia escolar, mas aquela coceira na sua mente ainda estava lá, ela podia jurar que conhecia Kaworu, sua presença imponente, sua postura arrogante, ela já tinha visto isso em algum lugar.
Kaworu observou Rei passar pelos corredores, algumas pessoas a olharam, a misteriosa garota que era a protegida do comandante, a garota que somente mudou com a chegada de Shinji Ikari, mas ela ainda era fria, ficava na sua o tempo todo, Kaworu olhou para a porta agora fechada, ele podia sentir Lilith.
Olhando para sua comida quase intocada, ele rapidamente se levantou, descartou a comida em uma lixeira qualquer, lentamente ele se virou e foi para o seu objetivo, seu Mark 06 estava a sua espera, mesmo sem a sua principal arma, isso não seria problema, ela iria para quem a chamasse, assim como ela tinha feito naquele dia.
Os corredores eram escuros, mas ele sabia o caminho, na sua frente tinha uma porta pesada de metal, um local onde poucas pessoas tinham acesso, seu EVA ainda causava desconfiança nas pessoas, ele somente sorriu ao avançar, a pesada porta se abriu num passe de mágica.
Parando e olhando para o rosto imponente do Mark 06, Kaworu somente olhou, ele era a chave, tudo iria terminar com ele, o mundo seria purificado e ele poderia dar a felicidade para uma pessoa especial na sua vida, ele sorriu ao falar.
"Olá servo de Lilin e filho de Adão, hora de se libertar." Kaworu falou sorrindo ao dar um passo para frente, para qualquer um que estivesse olhando, ele cairia na piscina de LCL, mas ele somente flutuou, removendo qualquer trava que impedia seu campo AT de ativar, na sua frente a cabeça do gigante se ergueu, uma grande faixa vermelha se iluminou.
SALA DE COMANDO.
Hyuga estava sentado em sua mesa, olhando para o seu console com olhos cansados, ele junto com seus companheiros, Shigeru e Maya, estavam num plantão noturno, todos contavam as horas para que isso terminasse e pudessem descansar.
Ele soltou um longo suspiro ao olhar novamente para o relógio, vendo os ponteiros andando dez vezes mais devagar que o normal.
"Olhar assim não vai fazer o tempo passar mais rápido." Shigeru falou ao fingir que tocava.
"Sói quero ir embora." Hyuga falou entediado.
"Por isso eu vim preparada." Maya falou ao levantar os olhos do romance que estava lendo.
"Sorte de vocês." Hyuga falou entediado, mas antes que alguém pudesse falar alguma coisa, o alarme na sua mesa tocou, logo todo o cansaço foi removido de seu corpo, o mesmo aconteceria com seus colegas.
"Ativação de EVA!" Maya falou com a voz ficando agitada.
"É o Mark 06, foi ativado sem motivo!" Shigeru falou ao digitar em seu console.
"Campo AT detectado na gaiola 03!" Hyuga relatou ao ficar impaciente, seus dedos logo se comunicando com os MAGIS, o resultado foi assustador. "Padrão azul detectado! Dentro da gaiola!"
"Impossível, teríamos detectado!" Maya falou apressadamente ao digitar, sua frente mostrando as imagens de localização, os MAGIS rastreando o inimigo com uma velocidade incrível, mas seus olhos não estavam preparados para o que seus olhos viam.
"Não pode ser."
No visor principal, da sala de controle mostrava Kaworu, flutuando graciosamente para perto de seu Mark 06, eles podiam vê-lo falando alguma coisa com o gigante, não demorou para o EVA começar a se mover, destruindo as restrições como se não fosse nada.
"Situação?" Gendo falou ao surgir de seu lugar, ele olhava para frente com o rosto escondido, ele estava com sua farda completa, parecia que o homem nem tinha saído.
"Inimigo detectado nas gaiolas, anjo confirmado pelos MAGIS." Maya relatou profissionalmente, ela queria que Ritsuko estivesse ao seu lado, sem ela, era sua responsabilidade sobre os EVAS.
"Mande o sinal de desligamento." Gendo ordenou, mas sua postura era completamente fria e controlada, de alguma forma ele já esperava por isso.
"Mandado com sucesso, mas o inimigo parece estar no controle completo do EVA." Maya relatou ao receber os diagnósticos padrões, ao seu lado Shigeru ao telefone falando com Misato.
"Pilotos já a caminho!" Relatou o homem cabeludo. "Coronel Katsuragi a poucos minutos."
"Bom, quando ela chegar mande os pilotos imediatamente aos seus EVAS, sem tempo a perder." Gendo falou ainda se mover, logo atrás Kozo Fuyutsuki foi surgindo. "Ele tem acesso ao terminal Dogma de sua posição atual?"
"Negativo, atualmente não, mas ele está abrindo caminho pelas paredes." Maya falou tentando controlar a ansiedade, na sua frente mostrava a posição atual do inimigo.
Gendo olhou para a frente, vendo o garoto da SEELE indo calmamente para seu objetivo, ele sabia que isso era possível, ele não poderia deixar o conselho iniciar o cenário deles, mas isso estava estranho, ainda tinha mais um anjo para derrotar, ainda não era a hora.
Fuyutsuki falou ao se aproximar, ele falou alto o suficiente para somente Gendo escutar. "Teremos tempo para impedi-lo?"
"Sim, o potencial do inimigo parece ser mais destrutivos que isso." Gendo falou ainda sem se mover. "Atualização dos pilotos?"
"No momento já chegaram a NERV, devem estar prontos para a batalha em poucos minutos." Maya relatou ao receber os relatórios.
"Equipes de apoio já prontas, EVAS 01 e 02 a espera de seus pilotos." Hyuga relatou.
"E a situação do EVA 00?" Fuyutsuki falou profissionalmente.
"As equipes não conseguiram recuperar a tempo o olho dela, por isso ainda está inativa." Ritsuko falou ao entrar na sala.
"Ótimo." Falou o homem mais velho na ironia.
"Situação?" Misato entrou com passos acelerados, ela rapidamente parou na frente da mesa principal, ela estava no modo comandante agora.
"Inimigo atualmente se dirigindo para uma das entradas do terminal dogma." Hyuga relatou o que sabia no momento.
"Como ele entrou sem ser visto?" Misato rosnou ao olhar para o ponto simbolizando o inimigo.
"No momento ele estava disfarçado de Quinta criança." Gendo respondeu à pergunta, mas não se deu o trabalho de olhar para Misato.
"O que!?" Falou a mulher em choque, ela sabia que isso era possível, ver Kaworu agindo pelas costas de Gendo foi estranho, mas ela não poderia fazer isso agora, tinha um inimigo para matar.
"Pilotos prontos para combate." Maya relatou ao receber os relatórios, ela pode sentir uma pequena vibração com os movimentos de Kaworu.
"Abra um canal." Misato ordenou, ela rapidamente percebeu que poderia falar com seus protegidos.
"Muito bem pilotos escutem bem, atualmente o inimigo está indo para o dogma, não podemos fazer isso."
Shinji apertou suas mãos com força, ele sabia que isso era Kaworu, ele podia sentir uma presença em sua cabeça lhe dizendo isso, Mari tinha lhe falado que esse anjo somente iria aparecer em algumas semanas.
"Estamos bem aqui, somente nos coloque perto desse miserável." Asuka falou arrogantemente, mas estava aborrecida.
Shinji tinha escutado alguma coisa, mas estava tão focado em seu mundo que não escutou nada.
"Shinji!" A voz de Misato falou mais forte o chamando, ele piscou ao escutar, ele logo olhou para o rosto dela. "Infelizmente o inimigo tomou posse da unidade Mark 06, então cautela no confronto."
"Sim senhora." Shinji falou tentando parecer confiante, mas a expectativa de matar Kaworu passou pela sua cabeça, ele não poderia fazer isso novamente.
"Baka, vamos conseguir." Asuka falou ao ver os olhos de Shinji. "Vamos conseguir entendeu?"
"Sim Asuka, eu entendi." Shinji falou o melhor que podia.
Kaworu passava pelas paredes como se não fosse nada, em seu rosto um sorriso, um sorriso satisfeito com o que tinha feito, com o seu progresso, mesmo não tendo se aproximado de Shinji como desejava, mas ele iria conseguir dar a felicidade que ele merecia.
Os passos do Mark 06 tremiam o chão e causava danos as paredes, mas ele não ligou, na sua frente uma grande porta de metal, ele sorriu ao expandir o campo, vendo o metal se contorcendo até se quebrar, ele lentamente avançou, podendo sentir os campos agitados das pessoas tentando lhe parar.
Olhando para cima, Kaworu pode sentir a unidade 01, ele sorriu ao ver que Shinji estava perto. "Olá querido Shinji, finalmente chegou."
Caindo até onde eles estavam, os gigantes pousaram logo atrás, mas ele não ligou, rapidamente o Mark 06 se virou, sua postura arrogante pronta para combate.
"Kaworu!" Shinji falou pelo sistema de comunicação. "Pare com isso!"
Se virando e olhando para o amigo, Kaworu sorriu, ele pode ver Asuka tentando cerca-los, mas seu Mark 06 estava pronto, abrindo seu compartimento de ombro e pegando sua faca progressiva, ele rapidamente se virou para Asuka e avançou.
Asuka rapidamente levantou sua faca, faíscas voavam quando as duas colidiam, ela rapidamente viu Shinji querendo entrar na luta. "Baka! Cuide do anjo! Eu do conta dele!"
Shinji percebeu Asuka lutando contra o Mark 06, na sua frente, Kaworu flutuava graciosamente em direção dos portões do céu, ele rapidamente tentou atacar com sua faca, levantando e tentando dar um golpe certeiro.
Um poderoso campo AT se abriu na sua frente, ele somente viu sua faca parando e nem causando o menor dano possível. "Kaworu porque você está fazendo isso?"
"A resposta é simples querido Shinji." Kaworu falou ao continuar seu caminho. "Eu tenho que purificar a terra do pecado, tenho que concluir o que eu tenho em mente agora, não posso deixar que mais injustiça ocorra com as pessoas que eu mais me importo."
"O que?" Shinji perguntou confuso, mas ele logo foi recebido por um chute na região lombar, sentindo a dor do golpe, ele logo se virou para ver o Mark 06 tentando lhe acertar com sua faca.
Desviando o melhor que podia, ele fechou o punho ao dar um soco no rosto do gigante preto, Asuka apareceu logo atrás cravando sua faca nas costas do inimigo, mas isso não pareceu incomodar, o Mark 06 somente balançou.
"Desgraçado!" Asuka gritou ao sentir seu corpo sendo lançado para longe, ela rapidamente se levantou e correu, mas seu caminho foi impedido pelo campo AT de Kaworu. "Covarde!"
"Ainda não terminei com você Lilin." Kaworu falou com raiva ao olhar para a unidade 02, seus olhos brilharam quando uma enorme energia consumiu tudo que tinha ao seu redor.
"Perdemos contato!" Hyuga relatou ao receber os status de OFFLINE na sua tela. "O campo gerado está confundindo o sistema!"
"Restabeleça agora!" Misato gritou ao ver que agora as crianças estavam sozinhas, ela rapidamente se virou e olhou para Mari, que tinha um olhar assustado no rosto.
"Asuka!" Shinji gritou ao ver a enorme luz que atacou a unidade 02, ele pode sentir o forte estrondo que abalou, mas isso lhe custou tempo, tempo que o Mark 06 não perdeu.
"Ah!" Gritou Shinji de dor ao sentir a lamina do inimigo perfurando seu peito, novamente ele tentou segurar a faca, num golpe instintivo, ele acertou o pescoço do gigante na sua frente, mas como sempre, ele não se moveu.
Asuka demorou para se recuperar, ela olhou novamente para frente ao ver Kaworu parado, ela tentou se mover, mas nada acontecia, era como se seu EVA estivesse desligado. "O que?"
"Acha que poderia continuar a usa-lo?" Kaworu falou friamente, ao fundo Shinji lutava para se livrar do aperto do inimigo, Asuka se sentiu confusa com a coisa toda.
Shinji escutou isso, ele rapidamente olhou para o lado. "Kaworu? Ela não tem nada a ver com isso!"
"Você acha que pode fazê-lo feliz?" Rosnou o anjo ao ampliar seu campo AT, Asuka olhou em volta, ela pode ver seu plugue de entrada se comprimindo com a pressão, o LCL começou a mudar ao seu redor, ficando mais sufocante. "O que é isso!?"
"Kaworu pare!" Shinji gritou ao escutar isso, ele pode escutar o grito de Asuka, isso lhe deu mais força, ele tentou, mas o Mark 06 era mais forte.
"Parar?" Kaworu falou irritado, ele se virou para Shinji e falou com aborrecimento contido. "Ela tentou te matar! Todos esses Lilins tentaram te matar!"
"A raça Lilin somente sabe causar a dor!"
Asuka arregalou os olhos ao escutar isso, ela rapidamente entendeu que esse era o Kaworu de seu tempo, mas logo outra onda de esmagamento assolou seu EVA. "Baka! Faça alguma coisa!"
Shinji estava em choque, nada mais era sentido em seu corpo, ele olhou para Kaworu, não podendo acreditar que era ele. "Kaworu?"
Kaworu lançou um sorriso para Shinji. "Não falei que nos veríamos novamente?"
Querendo chorar com a emoção, mas os gritos de Asuka foram o suficiente para mudar isso, novamente sentindo a batalha tomando conta dele. "Pare com isso!"
"Eu sei, mas nem todos são assim!" Shinji gritou novamente. "Por favor, não me faça a fazer isso!"
"Shinji?" Kaworu falou confuso. "Porque, eles não se importam com você, tudo que isso lhe causou foi sofrimento!"
Abrindo a mão e dando um soco no inimigo, Shinji pode ver que isso ajudou ele, o Mark 06 cambaleou para trás, ele usou isso para atacar, enterrando sua faca nos olhos do inimigo, não sabendo se iria funcionar.
O Mark 06 deu alguns passos para trás antes de cair, parecia que isso iria dar algum tempo para Shinji, ele rapidamente se virou e foi em direção de Kaworu, tentando atacar com sua faca, mas seu campo foi bloqueado.
"As coisas mudam, Asuka nunca deixou de se importar!"
"Eu me importo com você! Não se lembra? Eles queriam sua cabeça!" Kaworu gritou de raiva.
"Mas eu posso compreender, as coisas eram pesadas." Shinji falou apressadamente ao tentar socar a parede, mas uma de suas pernas foi segurada pelo Mark 06.
Kaworu franziu a testa, ele somente tinha seu objetivo em mente, ainda tendo seu controle sobre os EVAS, ele somente deixou a unidade 01 livre. "Eu posso te dar o que você quiser! Eles não!"
"Mas é ela quem eu quero Kaworu! Se você matá-la, vai me machucar muito!" Shinji falou agitado, ele podia ver a unidade 02 ficando mais compacta, sua armadura se rachando com a pressão. "Eu amo ela!"
Kaworu arregalou os olhos ao escutar isso, ele rapidamente sentiu seu campo vacilando, ele se lembrou de Lilith e como ele ficou destruído com a possibilidade de sua perda, lentamente ele olhou para Asuka, podendo sentir seu medo.
"Mas ... Isso não está certo, os Lilins somente causam o mal as pessoas, como você pode perdoar?" Kaworu falou abatido. "Como você pode ver a felicidade na dor?"
"É o que faz isso ser especial." Shinji falou ao se livrar do inimigo, ele novamente tentou chegar a Kaworu, mas o campo AT impediu. "A dor está sempre ali, o que importa é o sentimento a felicidade não pode ser encontrada com nada falso."
Kaworu novamente teve sua mente inundada por imagens de Lilith, ele sentiu seu corpo ficando rígido, a dúvida tomando conta dele, Shinji não queria a instrumentalidade, ele queria o real, mesmo sabendo que isso iria machucar, mas antes que ele pudesse fazer qualquer outra coisa, uma presença tomou conta dele, uma conhecida.
Rapidamente olhando para cima, Kaworu se sentiu surpreso ao sentir aquilo novamente, vendo Rei parada no teto, seus olhos focados nele, frios e gelados, como os dela, um forte campo AT avançou, forte o suficiente para destruí-lo.
"Lilith." Kaworu sussurrou ao sentir, ele queria poder fazer alguma coisa, mas a mão do EVA 01 o segurou, ele logo olhou para o rosto do gigante, podendo sentir Shinji.
"É isso que você sempre quis?"
"Kaworu, por favor." Shinji falou ao sentir seu corpo em suas mãos. "Eu não quero te matar."
"Mas Shinji, isso é somente dor." Kaworu falou novamente ao olhar para cima, vendo que Rei tinha sumido, ele sorriu ao saber que ela ainda estava lá em algum lugar.
"Mas isso é o que nos torna vivos." Shinji falou, rezando para que ele pudesse poupar o anjo em suas mãos. "Asuka é tudo para mim, eu não poderia viver sem ela, se você realmente se importa comigo, vai parar!"
Kaworu pensou nisso, ele queria poder contra-atacar, com certeza isso poderia acontecer, mas Shinji iria ter que mata-lo, ele ainda podia se lembrar de quando isso aconteceu na sua outra vida, sabendo como isso o machucou, ele somente inspirou ao já ter tomado sua decisão.
O centro de comando estava uma bagunça, todos os sensores ainda desligados, Misato estava quase surtando com a falta de informação, como num passe de mágica, os computadores responderam, não demorou para a voz de Shinji inundar a sala.
"Aqui é a unidade 01, inimigo capturado com sucesso."
Todos olharam para a tela, soltando um grande suspiro ao saber que iria viver mais um pouco, mas Shinji tinha falado a palavras capturado, Misato rapidamente olhou para Mari, que estava tão surpresa quanto eles.
"Shinji, não o matou?" Misato perguntou intrigada, todos queriam a respostas, mas ela já temia que não.
"Não." Foi a resposta que ele deu, todos na sala arregalaram os olhos.
Gendo se levantou e falou friamente. "Shinji, mate o anjo agora!"
"Não, eu não vou fazer isso, e ponto final!" Respondeu o garoto com força e autoridade, Gendo rosnou, ele estava pronto para falar mais, Misato não sabia o que fazer.
"Isso ... Isso pode ser útil." Ritsuko falou apressadamente ao sentir a briga, todos os olhos caíram nela neste momento. "Podemos estudar ele, um espécime vivo pode dar muitas informações."
Misato olhou para o comandante, vendo o homem rapidamente olhar para a tela e se virar, saindo da sala sem falar nada, completamente aborrecido por Shinji não lhe escutar, isso iria custar caro no futuro, um anjo vivo impossibilitava que seu cenário fosse concluído, assim como os integrantes da SEELE que não ficariam felizes com isso.
Maya se virou e falou para a superior. "Senhora, podemos conter ele?" Misato rapidamente se juntou a médica, na sua frente mostrava os status de Shinji e Asuka, ambos voltavam para as gaiolas.
"Vamos ter que achar um jeito." Falou a médica ao sentir o suor na testa, ela rapidamente pegou um cigarro e olhou para Misato.
"Mari." Chamou a mulher de cabelos roxos, vendo a garoto se aproximando. "Podemos conter um anjo?"
Mari abaixou o olhar ao pensar nisso, ela não queria mais ver uma coisa daquela. "Sim, mas isso vai deixar o filhote muito aborrecido."
Misato rapidamente se lembrou dele contando sobre a gargantilha explosiva, ela rapidamente fechou os olhos ao pensar que teria que construir uma coisa que causou muito mal ao garoto, mas infelizmente teria que acontecer.
"Merda."
Shinji estava abatido, em suas mãos tinha Kaworu, ele podia ver que o anjo estava cooperando, mas ele não sabia o que iria acontecer com ele, ele pode escutar a unidade 02 logo ao seu lado.
"Tem certeza disso?" Perguntou Asuka com cautela, ela focou seus olhos em Kaworu.
"Sim, ele é meu amigo." Shinji falou abatido ao pensar no passado, ele não poderia deixar que ele se machucasse, ainda mais por suas mãos novamente.
Kaworu estava pensativo, abatido por ter fracassado novamente, mas o que ele não esperava era saber que Shinji tinha encontrado a felicidade, mesmo saindo do inferno, ele pode ser feliz, isso foi intrigante aos seus olhos, sabendo que ele provavelmente iria ser confinado, mas isso não incomodava o anjo, ele tinha uma pessoa em mente.
"Lilith."
Notas do Autor: Olá pessoal Calborghete aqui, temos enfim o Capítulo 25 – Adão e Lilith. Espero que tenha sido de agrado de todos, como sempre não deixem de segui-la e salva-la em seus favoritos para não perderem mais nenhuma atualização futura.
Ele ficou menor que os outros, mas acredito que tudo que eu queria para esse capítulo está nele, espero que tenha agradado, logo ficarei sabendo LOL.
Por favor, não esqueçam de revisar, elas são muito importantes para saber se o andamento da história está sendo do agrado de todos, vocês devem saber que eu sempre as levo em consideração quando estou escrevendo e saber que está indo bem dá uma bela força.
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