Olá pessoal, Calborghete aqui, como estão todos? Espero que bem, aqui vamos iniciar um novo capítulo.

Não esqueçam de curtir a página no Facebook, o link direto pode ser encontrado na página do meu perfil na Fanfiction, ou se vocês preferirem pesquise "Calborghete" e localizar uma imagem de Shinji e Asuka. Nesta página eu vou postar atualizações e também será mais fácil de entrarem em contato comigo.

Então agora sem mais enrolação, boa leitura.


"Diálogos"

- Pensamentos -

"Conversa via Rádio"

"Auto conversa."


Nota de Responsabilidade:

Evangelion, seus personagens e cenário são propriedade de Hideaki Anno. Qualquer marca, filmes e séries mencionado nesta Fanfic é propriedade de seus criadores.


(*)


Capítulo 26

Kaworu se sentiu deprimido, esse sentimento era raro nele, poucas vezes ele podia dizer que tinha ficado assim ele estava em uma cela, ao seu redor, dezenas de bastões de contenção estavam ali para impedir qualquer atividade, ele sabia que isso por si só era uma tarefa inútil para os Lilins, pois um anjo de seu calibre somente teve um pouco de seus dons bloqueados, ele ainda poderia causar belos estragos.

Fechou os olhos ao sentir o peso de ter falhado novamente, saber que não pode trazer a felicidade que tanto planejou para Shinji, tanto trabalho perdido em uma fração de segundos.

"Felicidade?" Kaworu falou para o nada, sua mente ainda relembrando o que Shinji tinha falado para ele, esse contesto ainda era novo para o garoto, pois sua mente ainda dizia que o mundo Lilin era dor e somente isso.

Ainda com os olhos fechados, Kaworu pensou no seu futuro, ele ainda não sabia o motivo de Shinji ter trazido ele com vida para a NERV, talvez alguma parte de seu corpo, de sua existência tenha lhe guiado para isso, mas ele ainda não sabia.

Logo a imagem de Rei piscou na sua mente, Kaworu pode sentir, ele podia sentir o campo AT de Lilith no momento em que ela o expandiu para neutralizar o seu, ele podia reconhecer seu dono, isso nunca iria falhar, um pequeno sorriso nasceu em seu rosto, isso tinha um gosto bom em seu corpo.

"Lilith, porque voltou?" Kaworu falou sorrindo ao relembrar os velhos tempos, ele queria ter essa resposta, como muitas outras em sua cabeça agora, ele não as tinha, tentando ao máximo conseguir as respostas que tanto desejava, Kaworu tentou mudar sua linha de pensamento.

"Porque eu a amo." A voz de Shinji ecoou na sua mente, rebatendo nas paredes de seu subconsciente com força, ele sabia que ainda era o seu Shinji, mas como ele poderia amar alguém que lhe causou muita dor? Isso ele não sabia, muita coisa tinha mudado, até o próprio Shinji tinha mudado.

Sabia que isso era uma coisa boa, ele podia sentir a alma de Shinji diferente, ele ainda podia sentir a dor que ele sentia com tudo que passou, mas algumas coisas estavam diferentes agora, ele podia sentir alguma felicidade, uma coisa nova que ele não pode sentir naquela vez em que novamente o conheceu.

Rapidamente ele pensou no motivo por trás disso tudo, o rosto de Asuka piscou em sua mente, logo uma pequena carranca nasceu em seu rosto, ele não tinha nada contra a ruiva originalmente, mas isso tudo mudou depois que Shinji acidentalmente causou o terceiro impacto, ele pensava que as pessoas ainda iriam ficar ao lado do garoto quando ele finalmente retornasse, que ele teria que lutar para conseguir se aproximar de Shinji, mas novamente ele se provou errado.

Mas tudo tinha mudado, porque Asuka iria se aproximar de Shinji depois de tanto ódio contra ele? Porque Shinji ainda a amava depois de tudo que fizeram contra ele? Isso ele não sabia, pois a sua única realidade era atualmente sua cela especial, ele sabia que seria somente uma questão de tempo até que os Lilins o matasse ou colocasse algum tipo de contenção, foi assim no passado, e provavelmente não seria diferente agora.

Sorrindo ao sacudir a cabeça, Kaworu não se importava com nada disso, ele somente queria poder cumprir seus objetivos, ele não se importava em morrer, para ele sempre foi uma coisa simbólica, a única liberdade que as pessoas realmente têm, ele rapidamente pensou na sua gargantilha bomba, ele sabia que isso era o símbolo de punição, algo que ele removeu dos ombros de Shinji, pois ele mesmo sabia que isso não era algo que ele merecia carregar em seu ombro.

A gargantilha sempre foi projetada para ele, era somente uma questão de tempo para ele ter removido naquela vez, Shinji nunca iria conseguir mudar sua linha de pensamento depois que ele a removeu, finalmente abrindo seus olhos, Kaworu olhou para cima, vendo as paredes lizas de sua cela, podia sentir algum conforto nela, logo abaixo do teto tinha umas janelas de observação, esse lugar para muitas pessoas era considerado uma atração de circo, mas Kaworu não se importava.

Não demorou para ele focar seus olhos em uma pessoa em especial, ele podia ver a forma de Misato o olhando por uma janela, sentiu uma grande repulsa ao ver aquela pessoa novamente, a pessoa que junto com Asuka causou muita dor em Shinji, podia sentir os olhos da mulher queimando sua alma, Kaworu não sentiu medo.

Para todos, ele era o inimigo, os seres que deveriam morrer para a sobrevivência da raça Lilin, mas para Kaworu era o oposto, para ele os Lilins somente era o mal, o pecado que manchavam e destruíam a terra com a ganancia de seus atos, seus olhos ainda não tinham saído de Misato, ele a observou cruzar os braços ao olhar para ele.

Sua mente ainda queria entender o motivo dela odiar tanto Shinji naquele seu mundo, não teve a oportunidade de se aproximar dela o suficiente para entender suas motivações, no fundo de sua mente ele nem queria entender, somente a felicidade de Shinji era o mais importante para ele naquele momento em especial.

Soltando um longo suspiro, Kaworu fechou os olhos ao cruzar os braços sobre a cabeça e os usá-los como travesseiro, ele não precisava dormir, mas esse tempo seria bom para limpar a mente, pensar em seus movimentos, saber o que tinha que ser feito, com certeza os velhos da SEELE não estariam felizes com sua tentativa de usar um impacto para si mesmo, mas isso não seria problema por muito mais tempo.

Ele se importou mais em entender Shinji, entender os motivos que ele teve para mudar sua linha de pensamento, os motivos dele em dar outra chance para essas pessoas que aos seus olhos somente queriam seu mal, ele tinha muita coisa para pensar.

Mais ao alto, Misato observava o anjo com os olhos fechados e um leve sorriso no rosto, ela não gostou disso, ter um inimigo vivo dentro da NERV era um risco desnecessário aos seus olhos, se dependesse dela Kaworu já estaria morto, pois tudo que era importante para ela estava em sua casa neste momento, não era o mundo, não era os humanos, mas sim aquelas quatro pessoas.

"O que você quer?" Misato falou para nada, seus olhos ainda focados no garoto que estava com os olhos fechados, sua mente relembrando o que Shinji tinha falado sobre ele no seu mundo, como ele de alguma forma ganhou sua confiança e o usou para causar um impacto, selando seu destino com o resto dos humanos.

Ainda com os olhos focados no anjo, Misato estava com uma carranca no rosto, se Shinji a visse agora, ela estava parecia com a Misato da Wunder, ela estava com muita coisa na cabeça, ela queria que Kaji estivesse ali para ajudá-la, sentiu os olhos novamente querendo chorar ao pensar nele, sentiu uma enorme preocupação tomando seu corpo.

"Não."

Falando com autoridade para si mesma, Misato não podia abaixar a guarda num momento como esse, ela tinha que se manter firme, ela ainda tinha que lidar com os inimigos que sempre poderiam estar batendo na sua porta, sentido o coração batendo forte no seu peito, Misato rapidamente limpou o suor que escorreu de sua cabeça.

Tudo isso estava sendo muita coisa para ela lidar agora, ela tinha que se manter em pé, muita coisa estava acontecendo e ela era a líder dos pilotos, tendo que dar o devido exemplo, logo o som de passos ecoou atrás dela, mas ela não virou a cabeça, podendo reconhecer o som daqueles saltos de longe.

Ainda com seus olhos focados nele, Misato estava sentindo os sinais de cansaço, não tendo parado por nada depois que Kaworu foi trazido para essa cela, ela se apoiou na parede e observou o garoto dormindo ao fundo, uma leve mudança de ares agora.

Ritsuko observou a amiga, em suas mãos ela tinha duas canecas de café, ela podia sentir a atmosfera tensa, nem ela ao menos gostava disso, ter um anjo dentro da NERV, mas seu lado cientista gritou mais alto, ela tinha um espécime vivo do inimigo, podendo estudar tudo que poderia agora.

Lentamente a mulher se aproximou de Misato, parando ao seu lado e olhando para baixo, viu Kaworu deitado com os olhos fechados, tudo estava tranquilo, mas ela sabia que isso somente era um grande teatro. "Aqui, qual você vai querer, café puro ou com leite?"

Misato se virou e olhou para amiga, pegando a caneca com leite, ela deixou o liquido lhe dar algum conforto, mas ela queria sua cerveja. "Obrigada." Diz a mulher desanimada.

Ritsuko somente assentiu, tomando um gole de seu café, seus olhos caindo na cela novamente. "Eu acho que ele está brincando com a gente."

"Como assim?" Misato fala ao olhar para dentro.

"A cela foi projetada para manter sobre controle contaminações pequena, não um anjo completo." Falou a médica ao olhar para dentro, a luz vermelha forte poderia lhe dar dor de cabeça. "De acordo com os MAGIS, seu campo é muito forte, os bastões não foram projetados para conter tal poder."

"Funcionou com Shinji." Misato fala ao encarar o garoto deitado.

"Sim, mas ele somente tinha uma pequena parcela do anjo, campo AT mínimo, mas isso." A médica aponta para Kaworu. "Isso é um anjo completo, eu ainda acho que ele não sai porque não quer."

"Ótimo." Misato fala sarcasticamente.

"Mas isso não pode ser um tanto ruim." Fala a mulher ao tomar mais de seu café, ela percebeu um pequeno aceno de Misato lhe dando uma resposta curta, mas mostrando algum interesse. "Podemos estuda-lo, ainda não sei os motivos por trás de Shinji querer manter ele vivo, mas isso não importa para mim, somente vejo uma oportunidade de ter alguns dado interessantes."

Misato assentiu, ela concordou com as palavras, mas diferente da falsa loira, ela sabia o motivo de Shinji ter tido clemencia pelo anjo, aos olhos do garoto, ele ainda o via como um amigo, isso Misato ainda não sabia, tudo que ela via era um anjo na sua frente, todo o seu instinto dizia para mata-lo.

"Já encontrou alguma forma de conter ele?"

"Já." Falou a médica, ela abaixou a mão e pegou um pequeno colar de seu bolso, logo os olhos de Misato caíram numa gargantilha preta, ela sentiu seu corpo tremendo ao saber que tinha usado em Shinji, mas ela se controlou bem.

Girando o pequeno objeto nos dedos, Ritsuko o olhou com um certo orgulho, mas mesmo assim achava cruel. "Eu a chamo de gargantilha DSS, usando um campo anti-AT, o mesmo dos bastões, mas concentrado ao máximo, ele pode quebrar todos os tipos mais fortes de campos AT, mas somente por um curto período de tempo, depois uma pequena carga explosiva se detona."

Misato observou o objeto com cautela, logo sua mente pensou em Shinji a usando, pensou nele detonando a cabeça do pobre garoto, ela piscou ao pensar em seu sorriso ao ver isso, o sorriso que sua outra eu provavelmente teria no rosto ao usar isso para alimentar sua tripulação com respeito.

Piscando para limpar a mente o máximo que poderia, Misato virou a cabeça para o lado, não querendo mais ter que lidar com aquilo. "Vai ... vai funcionar?"

"Tudo indica que sim." Ritsuko guardou o objeto novamente no bolso, ela já tinha a autorização para usar. "Assim podemos ter o inimigo para mais próximo de nós."

"Que bom da nosso parte." Misato falou ao se virar e começar a se afastar da janela, sua mente ainda tinha muita coisa para pensar, ela podia sentir os olhos de Ritsuko nas suas costas, ela queria poder contar para ela tudo que sabia, mas quantas menos pessoas soubessem dessas informações seria melhor.

A médica olhou para as costas de Misato, podendo ver que ela estava abatida, não entendendo os motivos, mas ela logo julgou que deve ser o anjo, lembranças de seu pai devem ter desenterrados velhos sentimentos.

Não demorou para uma equipe de segurança entrar na sala, ela iria implementar a gargantilha no garoto, ela rapidamente seguiu para se trocar, não querendo ficar muito tempo nesta sala.

Kaworu pode sentir a gargantilha, agradecendo por Shinji não ter que vê-la novamente, ele podia escutar o som dos passos, se aproximando da porta, mas ele não fez nem se quer um único movimento, não demorou para a porta pesada de metal se abrir, ele continuou com os olhos fechados, mas os passos e o som das armas preparadas o fizera abrir os olhos.

Ritsuko se aproximou de Kaworu, ela estava vestida com um traje de proteção, mas isso era completamente inútil aos seus olhos. "Décimo terceiro?"

Kaworu virou a cabeça, com um sorriso tímido no rosto, ele podia ver os homens com suas armas apontadas para ele. "Décimo terceiro"?

Ritsuko inspirou, ela se aproximou mais do anjo ao falar. "Essa é a nossa ordem de anjos, como profere ser chamado?"

"Pode me chamar como antes." Kaworu falou ao se sentar, a forte luz vermelha não o machucou, ignorando completamente as armas apontadas para ele.

"OK então, Nagisa." Ritsuko fala com desdém. "Eu não sei o que te levou a se deixar ser capturado, mas temos que tomar as cautelas apropriadas."

"Não esperaria nada menos." Kaworu fala sarcasticamente ao sorrir, ele balançava as pernas no ar.

"Que bom." Ritsuko falou ao pegar a gargantilha, ela pode ver os olhos de Kaworu caindo no objeto, mas ele não mostrou medo, ele não ligou para isso. "Isso é nossa garantia sobre você, ela vai garantir que você não nos mate."

"Isso tudo é necessário?" Kaworu fala ao apontar para os soldados e as roupas, logo Ritsuko apontou seus olhos na direção as armas.

"É nossa garantia que não vai haver contaminação."

"Dra. Akagi, eu passei um bom tempo junto com vocês dentro dessas paredes, eu não sou um perigo biológico." Kaworu falou ao encarar a médica, ele podia ver em seus olhos que ela entendeu seu ponto, ele podia ver que ela concordava.

"Isso sou eu quem vou julgar." Falou a médica ao se aproximar, ela se sentiu surpresa ao ver Kaworu levantando o pescoço, ela não demorou para colocar a gargantilha nele, com um bip suave, Kaworu sentiu ela se armando.

"No momento ela está configurada para o modo automático, qualquer manifestação de campo AT ela vai detonar, entende isso?" Falou a médica profissionalmente, ela somente recebeu um aceno do garoto.

Com um movimento de cabeça, ela gesticulou para seus homens a seguirem, Kaworu foi novamente deixado sozinho na cela, ele novamente se deitou, pensando na sua vida.


O resto do dia foi passando como um borrão para Misato, ela estava em seu escritório, não tendo papelada para preencher, não tendo que aturar o comandante com seu mal humor generalizado, ela somente queria ir embora, poder ir para casa e ficar com as crianças.

Fechando os olhos, Misato rapidamente pensou, um flash de imaginação tomou conta de sua mente.

"Morra Ikari!" Ela gritou mentalmente, ela podia ver o rosto de Shinji com sinais de agressão.

"Misato por favor!" Shinji gritou desesperado, mas ela apertou o gatilho mesmo assim, tudo que ela escutou foi o grito agudo do garoto ao ter a cabeça explodida.

Abrindo seus olhos de forma abrupta, Misato sentiu sua respiração acelerada, o suor frio escorrendo pelas suas costas, ela sentiu suas mãos tremendo com o pensamento, ela olhou para o relógio da sua sala e viu que ainda tinha muito tempo para trabalhar, mas seu corpo não aguentava mais.

Pegando suas coisas e saindo, ela ignorou as pessoas ao seu redor, ela somente tinha que ir, uma voz dentro de sua cabeça dizia que esse era seu futuro, esse era o destino de Shinji, balançando a cabeça ao tentar limpar o pensamento, Misato rapidamente chegou em seu carro.

Sentindo suas mãos tremendo com a ansiedade que tomava conta de seu corpo, a mulher sentiu que teria que se controlar, ela tinha que se manter em pé, finalmente conseguiu ligar seu carro e sair.


O caminho para sua casa foi curto, ela como sempre dirigia como uma pessoa que não ligava para as leis de transito, ela parou seu carro no estacionamento e rapidamente subiu para o elevador, ela tinha que sair dali a jornada demorou mais que o habitual, seu corpo necessitando de descanso.

Shinji estava sentado no sofá, Asuka estava deitada ao seu lado usando sua perna como travesseiro enquanto assistia a televisão, eles tinham o apartamento somente para eles, Mari tinha saído com Kensuke, Rei tinha ido para seu apartamento dormir um pouco, tudo estava bem.

Não demorou para a dupla escutar o som da porta da frente se abrindo, logo Asuka se levantou e olhou para Shinji com dúvidas, ainda era cedo para Misato ou Mari chegar, ambos arregalaram os olhos ao ver a mulher entrando na sala.

Olhando para o apartamento, Misato rapidamente olhou para os seus protegidos, ela queria que todos estivessem ali, mas isso iria ajudar, ela rapidamente entrou e foi em sua direção.

"Misato? Está tudo..." Shinji começou a falar, mas ele rapidamente foi cortado quando os braços da mulher o segurou em um abraço apertado, ele rapidamente olhou para Asuka que tinha um olhar confuso no rosto, lentamente ele devolveu o afeto.

Misato somente queria isso, ela queria poder segurar Shinji e limpar o pensamento que ficava se repetindo na sua cabeça, ela não conseguia remover a imagem dele morrendo pelas suas mãos, ela sussurrou em seu ouvido. "Me desculpe Shinji."

"Pelo que?" Falou o garoto ao escutar o pedido.

"Por tudo." Misato falou ainda segurando o garoto com força. "Me desculpe por tudo que eu fiz com você."

Shinji novamente se sentiu confuso, era estranho ver aquela mulher agindo de forma tão emotiva assim, ele sentiu ela lhe apertando com força, isso não era problema para o garoto, ele somente se sentia confuso com o motivo por trás desse ato.

Misato não conseguia remover seu pensamento, ela ficava repetindo a explosão que mataria Shinji em sua mente, ela sonhava com isso, sempre que ela fechava os olhos ela relembrava daquele sonho que a perturbou por tanto tempo, sua mente ainda perguntava o motivo de tamanha crueldade.

Asuka observava tudo, ela não pode negar que sentiu uma pontada de ciúmes como a forma que Misato segurava Shinji e rapidamente se lembrou da Wunder, como Misato tinha mudado no inferno, mas ela rapidamente limpou esse pensamento da cabeça.

"Querem um quarto?"

Misato rapidamente lançou um olhar perigoso para Asuka, que prontamente não ligou para isso, ela fechou os olhos e inspirou para controlar a emoção que tinha conseguido tomar conta de seu corpo naquele momento, se afastando e olhando para o chão ao sentir vergonha por ter feito o que tinha feito.

Shinji observou a mulher dar alguns passos para trás, ele podia ver que ela estava desconfortável com alguma coisa, sua mente dizendo que ele tinha alguma coisa a ver com isso pela forma que ela o segurou. "Misato? Tudo bem?"

Levantando a cabeça e olhando para o garoto, Misato inspirou fundo para se controlar novamente, ela sabia que devia algumas explicações, passando a mão pela testa. "Eu ... Eu só tive um momento ruim, só isso."

"OK? Mas o que foi isso?" Asuka pergunta ainda sentada no sofá da mulher. "Geralmente você chega e se afoga em cerveja."

Misato soltou uma risada abafada, ela lentamente sentiu um forte desejo por sua bebida favorita, mas ela iria esperar um pouco, sabendo que tinha prometido para Shinji que os segredos tinham acabado.

"Eu não ... Eu não estou conseguindo lidar com isso."

"Lidar com o que?" Shinji perguntou apreensivo.

"Com tudo, com toda a merda que vocês me contaram, com a NERV, com Kaji ... Merda, temos um anjo trancado lá!" Misato fala com a voz mais forte, ela tinha muita carga nos ombros, logo seus olhos caíram em Shinji, ela podia ver que ele se arrependia de ter contado sobre seu verdadeiro eu.

"Ei, eu não quis dizer assim, eu aprecio o que vocês fizeram aquele dia, ainda acho que foi o certo, mas o que eu não estou conseguindo lidar é comigo." Misato fala ao soltar os braços, ela rapidamente olhou para o seu apartamento, vendo como ele tinha mudado com a chegada das crianças, ela não se via mais solitário.

Mas saber que ela tinha mudado novamente, e uma mudança para o mal tinha machucado, ela não conseguia mais lidar com o fato que tinha culpado a pessoa que ela julgava ser a mais importante na sua vida, olhou para Shinji, percebeu que seus olhos azuis voltaram a ter alguma vida, ela não conseguia lidar com o fato que tinha machucado ele no futuro.

Shinji a observava com cautela, ele podia sentir a angustia que Misato transpassava nesse momento, ele queria poder ajudar de alguma forma, mas como sempre nada vinha a sua mente, Asuka observava a mulher desmoronar aos poucos, dando um forte contraste com a personalidade que ela se tornou em seu mundo.

"Shinji ... Eu tinha que proteger você, eu tinha que proteger vocês dois." Misato fala com a voz cansada ao se imaginar como Gendo, ela tinha se tornado ele. "Eu não podia fazer o que eu fiz, eu me tornei ele, o nosso inimigo ... A pessoa que irá destruir o mundo."

"Misato, não se culpe por isso, aquele mundo..." Shinji começou a falar, mas ele rapidamente foi cortado pelos braços da mulher que falou com a voz elevada.

"Não é desculpa Shinji!" Misato grita. "Não é desculpa, eu estava lutando para acabar com a NERV! Não podia culpar alguém por um acidente! Eu tinha que ter feito alguma coisa que não fosse agir como ele!" Aponta a mulher para alguma direção, ela arregalou os olhos ao encarar seu pupilo.

"Eu ... o que eu me tornei Shinji?" Misato fala ao sentir a emoção querendo sair de seu corpo, sentindo seus olhos ficando úmidos.

Shinji sentiu seu coração se partindo com a visão, ele queria ter as palavras certas para o momento, mas ele tinha medo de falar alguma besteira, não podia negar que esse pequeno desabafo tinha lhe levado as lembranças mais cruéis na Wunder, mas o garoto conseguiu se controlar bem.

Asuka observou tudo com cautela, seus olhos logo caíram em Misato e Shinji, ela não queria se envolver, pois esse era o momento entre os dois, ela tinha seus próprios problemas para resolver, ela não poderia palpitar em uma coisa que não envolvia ela.

Misato passou a mão rapidamente pelos cabelos, ela sempre se via como um monstro depois de saber como iria agir no futuro. "Você estava sobre o meu comando Shinji, eu deveria saber disso mais que tudo, mas o que aconteceu depois disso? Eu resolvo me esconder dentro de uma casca fechada e jogar a culpa em uma criança."

"Misato ... Isso não é sua culpa, você somente fez o que era necessário para sobreviver." Shinji falou o mesmo que falou para Asuka, ele sabia que era um clichê e uma frase simples, mas esperava poder ajudar de alguma forma essa coisa toda.

"Sobreviver?" Misato fala ironicamente. "Aquilo não é sobreviver ... Aquilo é pior que a morte, saber que isso é meu futuro, eu preferia ter morrido."

"Não fala isso!" Shinji fala com raiva, saber que teria matado Misato iria destruir ele por dentro, ele pode ver os olhos da mulher, ele podia ver que ela se sentiu surpresa com a sua pequena explosão. "Não diga isso."

"E porque não?" Misato fala ainda emotiva. "Eu não podia fazer o que eu fiz."

"Você fez o que achou certo! Você tinha que manter o controle sobre sua tripulação." Shinji fala ainda ansioso, mas começou a se controlar. "Aquele mundo não tinha mais compaixão, você manteve vivo as pessoas que eu mais me importava na vida."

"A que preço então?" Misato fala ao bater os braços na perna.

"Isso não importava." Shinji falou ao olhar para baixo, ele podia ver que Asuka o olhava com curiosidade, a muito tempo achou que ele tinha abandonado ela. "Eu teria ficado pior se você tivesse morrido, assim como eu tinha sentido quando pensei que Asuka tinha morrido na unidade 03."

Misato podia sentir sua tristeza, ela podia sentir que ele estava exagerando como sempre fazia, ele não tinha que carregar aquele peso, a culpa era dela, mesmo não tendo mais acontecido. "Não Shinji, sentir que eu de alguma forma abandonei você, abandonei Asuka, abandonei Mari, abandonei Rei, mesmo eu sabendo disso agora, mas aquela garota é uma pessoa, eu não poderia ter descartado todos para poder me vingar de seu pai."

Asuka olhou para a mulher, ela não pode negar que sentiu a vontade de escutar essas palavras daquela Misato, ela baixou o olhar ao relembrar da sensação dentro da Wunder, aquele navio parecia morto, não tinha vida, assim como o mundo.

"Eu já perdi Kaji, não posso perder mais ninguém." Misato fala com a voz emotiva.

"Kaji?" Shinji pergunta curioso, ele nunca soube ao certo o que tinha acontecido com o espião da NERV.

"Ele ... ele falou que tinha que partir, só isso." Misato fala abatida ao lembrar da última conversa entre eles, o pen-drive ainda guardado em sua gaveta. "O idiota é um idiota."

"Nunca saberíamos o que tinha acontecido com ele na Wunder." Asuka fala pela primeira vez. "Nem sabemos se ele estava vivo ou não."

"Eu sei." Misato fala abatida ao pensar no amante. "Eu sei que vocês teriam feito alguma coisa se soubessem o que teria acontecido."

"Aposto que ele está bem, Kaji sabe se cuidar." Shinji fala preocupado, mas manteve a postura a todo o momento, logo seus olhos caíram em Misato.

"Shinji ... Eu não consigo me perdoar." Fala a mulher com abatimento. "Saber que eu causei tanto mal aos outros me mata e ver Ritsuko com a aquela maldita gargantilha nas mãos me matou de vez."

"Gargantilha?" Shinji pergunta ao sentir um calafrio percorrendo sua espinha, Asuka rapidamente olhou para cima.

"Sim, Ritsuko montou a gargantilha, ela colocou no anjo." Misato fala envergonhada, ela não queria que esse assunto viesse à tona.

Shinji fechou os olhos ao relembrar do momento que Kaworu morreu, ele sentiu a náusea tomando conta de seu corpo, ele sentiu que queria vomitar, mas se controlou bem, isso não foi deixado de lado por Misato.

"Eu sei que você teve que presenciar isso, me desculpa por ter contato." Misato fala abatida ao se sentar em uma cadeira.

"Eu ... Eu entendo." Shinji fala ao reabrir os olhos. "Mas Kaworu não é uma ameaça."

"Não?" Asuka fala ironicamente. "Eu sei que você o vê como um irmão mais velho, mas ele tentou causar um impacto, esqueceu disso?"

"Eu não esqueci." Shinji fala ao pensar no amigo. "Ele queria que eu fosse feliz."

"Feliz? Matando a todos?" Asuka continuou.

"Eu sei que vocês têm seus motivos, não vou mudar isso, mas eu posso sentir que ele não é uma ameaça." Shinji fala ao pensar no amigo. "Ele somente pensou que isso poderia me ajudar, só isso, se ele quisesse poderia ter começado o impacto a muito tempo antes."

"Ele é uma figura." Misato fala ao se sentar novamente, ela tinha uma cerveja nas mãos. "Sei lá mais o que pensar, só sei que todos estamos fodidos e mal pagos."

Shinji sorriu ao escutar isso, ele rapidamente olhou para a guardião, sabendo que ela ainda tinha seus medos com relação a tudo que aconteceu no seu futuro. "Mas Misato ... Não precisa me pedir desculpas."

A mulher terminou de tomar sua cerveja, ela rapidamente colocou a lata na mesa e olhou para seu pupilo, ela queria poder falar mais.

"O que aconteceu não foi sua culpa, foi do meu pai e seu grupo." Shinji fala ao pensar em seu velho, ele ainda tinha uma pequena esperança que um dia pudesse colocar as coisas em ordem com ele, mas o destino tinha outros planos para os dois. "Ele orquestrou para que aquilo tivesse acontecido, vocês somente agiram como tinha que agir, somente isso."

Misato balançou a cabeça, ela tinha milhões de motivos para descordar, mas ela podia sentir que Shinji queria que ela ficasse melhor, isso alegrou seu coração, sabendo que ele valia seu peso em ouro, assim como as crianças na sua casa, lentamente ela sorriu.

"Vocês são uns merda, sabem disso não é?"

Shinji sorriu, um sorriso genuíno. "Temos a melhor professora."

Asuka riu alto ao escutar isso, foi bom ver o clima melhorando. "Vocês são uns merda, eu sou um espetáculo."

"Nem a pau." Misato fala sorrindo. "Ainda tem muito o que crescer neste corpo." Aponta a mulher para Asuka, ela podia ver o orgulho da alemã nascendo neste momento.

"Eu já sou adulta!" Grita Asuka, ela sempre invejou o corpo de Misato. "Vamos achar um jeito para quebrar essa maldita maldição do EVA e você vai ver, meu corpo vai ficar melhor que o seu."

"Via sonhando." Misato fala sorrindo, ela se orgulhava de ser gostosa. "Como falam os brasileiros, 'espera sentado que de pé cansa.'"

"Você sabe se é verdade?" Asuka fala com as sobrancelhas levantadas. "Você nunca foi ao Brasil?"

"Nem você." Misato fala ao lançar sua lata numa parábola perfeita. "E eu nunca fui para lá por falta de tempo, esqueceu que aquele país fica do outro lado do planeta? Bem, eu vou tomar um banho."

"OK, eu vou preparar alguma coisa para comermos." Shinji fala ao ir para a cozinha, ele pode ver Misato parada na frente da porta do banheiro. "Misato!" Shinji observou ela parar, mas não se virou. "Não se preocupe com aquele mundo, mas se faz você se sentir melhor, eu te desculpo."

Misato estava de costas, saber que Shinji não a culpava por seus erros no futuro ajudava muito, ela sabia que isso era irracional, que ela estava chorando por uma coisa que nem iria acontecer, mas ela tinha que fazer alguma coisa. "Obrigado Shin-chan, muito obrigado mesmo." Falou a mulher ao entrar no banheiro.

Shinji sorriu ao ver isso, de alguma forma ele pode sentir que a mulher estava se sentindo melhor, logo ele percebeu Asuka parada carrancuda. "Pelo menos espero ter ajudando."

"Tanto faz." Asuka se senta novamente com os braços cruzados, olhando para os seios discretamente, Shinji queria poder ajudar de alguma forma, ele não sabia das inseguranças das mulheres com relação ao seu corpo, aos seus olhos, Asuka não tinha com o que se preocupar.

"Puxa ... Eles vão crescer." Asuka sussurra ao ligar a televisão novamente, Shinji rapidamente sentiu seu sangue gelando com o que tinha escutado, ele sabia que deveria tomar mais a iniciativa. "Asuka?"

"O que?" Fala a garota ao procurar alguma coisa para assistir, ela não teve a resposta que queria, sentindo o sangue fervendo com o silencio, ela se virou aborrecida. "Fala de uma vez..."

Shinji estava com o rosto extremamente corado, Asuka franziu o cenho ao ver isso, até onde seus olhos podiam ver, eles estavam sozinhos. "O que foi?"

Shinji se virou e falou ao começar a preparar alguma coisa para comer, ele queria poder falar de frente, mas ainda a falta de coragem predominava. "Não se preocupe com o que Misato falou ... Seu ... Seu ... Seu corpo é perfeito para mim."

Asuka levantou a sobrancelha ao escutar isso, parte de sua mente gritava para xinga-lo de pervertido, mas isso perdeu o sentido aos seus olhos, ela rapidamente se levantou e foi em direção do garoto. "O que você disse pirralho?" Asuka fala intrigada, fingindo aborrecimento.

Shinji congelou ao escutar seu tom, ele rapidamente se arrependeu de ter falado e a julgar pelo tom dela iria matá-lo, mas antes de poder falar mais alguma coisa, a mão de Asuka agarrou seu ombro e o virou, logo seu único olho bom encarou os belos olhos azuis intensos da garota. "Nada não."

Asuka aprofundou sua carranca, ela falou com mais autoridade. "O que você falou sobre meu corpo pirralho?"

Shinji sentiu que a morte estava próxima, sabia que não tinha mais volta. "Eu ... Eu falei que você não tinha... Não tinha que se preocupar com seu corpo ... Pois ele ... Ele ... Ele é perfeito para mim." Shinji fala rapidamente ao fechar os olhos, somente esperando a dor começar, mas ao invés disso ele somente sentiu Asuka falando no seu ouvido.

"Obrigado."

"O que?" Shinji somente teve tempo para isso, não demorou para Asuka passar os braços sobre seu pescoço e reenvidar seus lábios, o garoto se assustou a princípio, mas ele logo foi tomado pelo desejo ao passar seus braços pela cintura da ruiva e a puxar contra seu corpo e aprofundar seu beijo.

Os dois não sabem quanto tempo ficaram assim, ambos somente curtindo o beijo que davam, nada mais importava para eles agora, Asuka foi a primeira a quebrar o beijo, ela encostou sua testa na de Shinji e falou uma coisa.

"Viu o quanto você é querido?"

"Como assim?" Perguntou Shinji ao ainda sentir o efeito de ter beijado Asuka.

"Você não tem que se preocupar com seu pai idiota." Asuka fala ainda com a testa encostada na dele. "Tudo que você precisa é o que tem a sua frente."

"Obrigado Asuka." Shinji fala ao dar um pequeno e delicado beijo na garota. "Como sempre está certa."

"Esperava alguma coisa a menos? Eu sou a incrível Asuka Shikinami." A ruiva fala sorrindo ao beijar o garoto novamente, o jantar iria atrasar um pouco.


"Cheguei!" Grita Mari ao entrar no apartamento de Misato, em suas mãos ela tinha um pequeno gato de pelúcia que Kensuke conseguiu de uma das maquinas para ela, logo seus olhos caíram no quarteto jantando na mesa da cozinha.

"Bem vinda!" Shinji, Misato e Rei falaram juntos, Asuka como sempre não se importou, ela somente continuou seu jantar ao lado de Shinji.

Mari caminhou até a mesa e rapidamente pegou um prato e se sentou à mesa, Misato a olhou com olhos arregalados. "Vai comer mais?"

Mari se serviu de uma porção, ela rapidamente falou. "Claro que vou, adoro a comida do filhote e é pecado jogar fora comida." Ela não demorou para atacar a refeição, comendo como se não tivesse amanhã.

"Como foi seu encontro?" Misato perguntou curiosa.

"Foi bom, fomos ao cinema, depois ficamos perdendo tempo nas maquinas de games do shopping, KenKen me surpreendeu ao conseguir aquele gato." Mari falou sorrindo ao pensar no encontro, logo ela olhou para Rei, não a viu muito no dia, a garota falou que estava cansada. "Como você está Azul? Não te vi muito hoje."

Rei abaixou seus talheres. "Hoje eu tive que fazer alguns exames na NERV, tive que fazer a minha manutenção, isso é muito cansativo."

"Está tudo bem com você?" Shinji pergunta preocupado, Asuka lançou um olhar para o garoto, ainda sentindo algum ciúme, mas isso estava ficando mais passageiro com o tempo, Misato também olhou para a garota.

"Sim, Dra. Akagi sempre busca alguma alternativa para substituir as horas que tenho que passar nos cilindros de LCL, então faço exames periodicamente." Rei falou pensativa como sempre, mas não era isso que mais a incomodou no dia, mas sim um certo garoto que nunca saia de sua mente, todas as vezes que ela olhava para ele, uma coceira no fundo de sua mente ardia, como se algo quisesse nascer.

"Ela vai encontrar algum jeito." Misato falou ao abrir mais uma lata de cerveja. "Ela é uma nerd total sem vida social."

"Tadinha." Shinji fala intrigada e rindo.

"Ela nunca mudou." Asuka fala ao pensar na Dra. Akagi do futuro. "Somente o corte de cabelo. Vaca desgraçada."

"Como assim?" Misato fala intrigada, ela tinha um sorriso no rosto, sua lata de cerveja balançando entre seus dedos, ela estava se sentindo melhor depois de ter desabafado sobre o que sua outra eu tinha feito com Shinji.

Asuka abaixou seus palitos e falou com as mãos juntas na frente do rosto, Mari observou sua amiga na esperança de conseguir complementar os detalhes perdidos, mas a realidade era que a morena nunca se incomodou com os outros, sempre podendo conviver na sua.

"Ela sempre me viu como um experimento de ciência." Asuka fala aborrecida. "Quando eu estava com a contaminação me consumindo, ela realmente sugeriu que eu fosse 'exterminada'."

Misato perdeu o sorriso no rosto, realmente esse dialogo batia com a personalidade fria de Ritsuko, sabendo que quando se tratava de ciência nada poderia mudar seu pensamento analítico.

"Eu sempre tinha que ficar em uma sala sendo consumida por seus exames, sempre me sentindo uma aberração aos seus olhos, ela me olhava como se eu não fosse nada demais, somente uma coisa que deu errado." Asuka fala aborrecida e com um leve toque de tristeza em sua voz, Shinji se sentiu mal por escutar isso, novamente ele se sentiu culpado por ter ficado parado no incidente da unidade 03.

"Mari! Não temos mais peças de reposição disponível!" Divagou a morena ao imitar o tom de voz da loira falsa, isso foi o suficiente para quebrar o clima ruim que se instalou na cozinha, todos riram com a imitação.

"Acho que eu devo impedir que a unidade 08 chegue ao nossos braços." Misato fala rindo ao tomar sua cerveja.

"Chegou!?" Mari grita sorridente ao se levantar sobre a mesa, ela tinha um sorriso aberto no rosto.

"Ainda não, mas vai chegar dentro de dois ou quatro dias, dependendo das condições do tempo no oceano." Misato fala pensativa com os relatórios que recebeu dos britânicos.

"Tudo isso?" Mari fala com drama na voz. "Eu não aguento mais ficar no banco de reservas."

"Quem mandou explodir sua unidade?" Asuka fala com veneno em sua voz, ela recebeu um olhar indignado no rosto de Mari.

"A verdade é que estávamos com poucos recursos agora, é muito caro produzir outra unidade, o conselho de segurança julgou que leva-la pelo ar era um risco desnecessário." Misato fala ao abrir outra lata, ela podia ver Mari bufando na mesa.

"Quero que seja rosa." Mari falou sorrindo ao imaginar sua unidade que era para ser nova, isso não seria uma surpresa aos seus olhos quando a visse, logo um sorriso felino apareceu em seu rosto. "KenKen vai poder ver?"

"Acho que não Mari." Misato falou com uma sobrancelha levantada. "E outra, um EVA não é um motel."

"Você não é nada divertida." Mari fala intrigada, mas ela sorriu mesmo assim. "Mas me deu uma bela ideia."

"Meu Deus." Asuka fala indignada com a falta de noção da garota, mas logo seus olhos caíram em Shinji ao seu lado, ambos trocaram sorrisos, Rei percebeu isso, ela pensou novamente em Kaworu, isso já estava se tornando frustrante aos seus olhos, ainda não entendendo essa sensação, o motivo dela se sentir atraída de alguma forma, os pensamentos que ela não tinha vivido.

Ela lentamente mexeu seus palitos, isso foi percebido por Shinji, para todos os outros Rei sempre foi uma pedra sem sentimentos, no começo era assim também, mas com o tempo, o garoto foi percebendo os pequenos movimentos sutis da garota, ele podia ver que tinha alguma coisa a incomodando.

"Rei? Tudo bem?"

Levantando os olhos e travando no garoto, lentamente ela ponderou se deveria se abrir mais, Shinji sempre foi honesto com ela, nunca tinha feito nada que tinha lhe causado algum mal, ainda mais no futuro ele tinha sofrido para salva-la, neste momento Misato e Mari olharam para a menina, podendo ver que ela estava pensando se deveria contar ou não, neste ponto todos podiam ver que ela estava se decidindo.

"Eu não sei ao certo." Falou ela com sua voz delicada e monótona, ela abaixou os olhos e encarou sua comida mal tocada.

"Caramba isso deve ser de família não é possível." Asuka fala aborrecida com a falta de tato da garota, Shinji tinha esse mesmo momento. "Somente fala o que tanto incomoda meu Deus do céu."

"Asuka." Shinji fala num tom desaprovador, ele podia ver o mesmo olhar nos olhos de Misato e Mari, Rei inspirou e falou ainda com a voz sem emoção.

"É o Nagisa-Kun."

"É um menino." Mari fala gesticulando com as sobrancelhas, ela sorriu para Misato que deu uma risada forçada, sua mente gritando que ele era um anjo, mas resolveu guardar seus comentários para si mesma, ela resolveu entrar na brincadeira também.

"Parece que o anjo conseguiu roubar o coração da pequena Rei." Misato fala ao tentar se acalmar com a revelação, ela rapidamente tomou um longo gole de sua cerveja.

Shinji sorriu ao escutar isso, ele tinha uma pequena noção sobre Adão e Lilith, um pouco foi lhe contado na instrumentalidade, mas ele não sabia se esse era o ponto completo, Asuka sacudia a cabeça ao pensar nisso.

"O que tem Kaworu Rei?" Shinji pergunta com o tom de voz neutro.

Rei piscou ao escutar isso, ela estava pensando nas provocações, mas isso como sempre não tinha feito o efeito desejado nela. "Eu ainda não sei ao certo, mas todas as vezes que eu penso nele, algo dentro da minha mente se agita."

"O amor é algo tão lindo." Mari falou sorrindo ao ficar com olhos de bola, Rei a olhou e pensou em sua frase, ela podia escutar o som das risadas de Shinji e Asuka, Misato continha sua risada tentando parecer séria em um momento assim.

Se controlando o suficiente, Shinji falou com naturalidade. "Então você se sente atraída por ele?"

"Eu não sei." Respondeu a garota ao ficar pensativa, mas sua mente ficou ainda mais intrigada.

Shinji olhou para os lados, Mari e Misato ainda estavam discutindo a respeito disso, mas logo ele olhou para Asuka que tinha um olhar conhecedor no rosto, não demorou para ele voltar seus olhos para Rei.

"Isso é natural, fico feliz que você se interesse por alguém Rei." Shinji falou sorrindo, ele podia ver que a garota o olhava com curiosidade e pensamento. "Se precisar falar comigo, pode me chamar a hora que quiser."

"Oh!" Mari falou ainda com extremo bom humor. "O filhote virou um casamenteiro."

Shinji a encarou com olhos arregalados, ele rapidamente corou com o comentário. "Não é isso, eu somente falei que isso é natural."

"Sei filhote ... Eu sei." Mari falou ao piscar para Shinji, ela rapidamente terminou de atacar sua comida, Rei voltou a comer, os comentários tinham lhe enviado um sinal de alerta em sua mente, ela teria muita coisa para pensar essa noite.

O resto da noite tinha passo rápido, o jantar continuou com o grupo jogando conversa fora, Misato estava na sala curtindo um filme na televisão, Asuka tinha ido tomar um banho e teve que lutar para Mari parar de indicar que ela queria somente uma desculpa para levar Shinji junto com ela.


Shinji estava sentado pensando em Kaworu, a ideia dele ainda estar com a gargantilha lhe dava náuseas somente por pensar no assunto, ele rapidamente percebeu que Rei tinha ido para a varanda do apartamento e ainda não tinha voltado, lentamente seus olhos caíram na porta que dava acesso.

Se levantando e espiando para fora, ele percebeu a garota sentada numa das cadeiras e olhando para cima, lentamente o garoto saiu e foi ao lado da irmã, ele colocou as mãos nos bolsos ao se aproximar, ele olhou na direção de seus olhos e percebeu que ela olhava para a lua.

Realmente a lua estava bonita, ela uma noite de lua cheia, mas esse não era seu foco. "Oi Rei, ainda com o jantar na cabeça?"

Rei piscou ao olhar para o meio irmão, ela realmente tinha muita coisa na cabeça. "Sim."

"Não fica pensando muito nisso, Mari exagera um pouco." Shinji falou sem jeito ao coçar a nuca.

"Não me importo com as palavras, eu somente fico pensando no que foi falado." Rei falou ao desviar o olhar e encarar o horizonte, ela podia sentir os olhos de Shinji em suas costas. "Como você sabe sobre isso?"

Shinji sabia o que ela queria dizer, ele não tinha muito com o que trabalhar, sua vida social sempre foi um grande desastre. "Sobre o que?"

"Amor, as pessoas falaram de eu estar apaixonada na mesa hoje à tarde." Rei falou ao se virar e olhar para Shinji novamente. "Eu quero saber. Como é essa sensação? Como você soube?"

Shinji se sentiu ainda mais constrangido, ele queria nunca ter iniciado uma conversa sobre isso com ela. "Eu ... Eu realmente não sei."

Rei pode sentir uma onda de decepção tomando conta de seu corpo, ela queria poder ter mais informações. "Entendo."

Shinji pode sentir isso, ele rapidamente tentou corrigir. "É que o amor não é uma coisa que pode ser definida como uma única palavra ou definição." Dialogou o garoto, ele podia ver que ela o olhou com interesse. "Quando você se apaixona, nada pode mudar isso na sua mente, você somente quer essa pessoa em especial, quer ela ao seu lado, ficar o tempo todo junto."

Rei assentiu, essa frase ainda era muito misteriosa aos seus olhos, mas ela pode sentir a determinação de Shinji em querer lhe ajudar. "Foi assim com Asuka?"

Shinji sorriu ao pensar na ruiva. "Sim, foi assim, eu não tinha entendido isso no começo, mas com o tempo, esse sentimento cresceu ainda mais quando eu pensei que tinha perdido tudo na vida, a dor foi mais forte que qualquer outra coisa que me atingiu."

Rei assentiu, ela de alguma forma sentiu que conhecia o sentimento, ela o olhou novamente quando Shinji começou a falar novamente.

"Então eu não tenho uma resposta, o amor aconteceu com a gente de uma forma muito forte, você não tem uma definição sobre o que é e quando o encontrou, você somente sente." Shinji concluiu com um sorriso no rosto.

Rei deixou essas palavras afundarem em sua mente, ela lentamente olhou novamente para o rosto de Shinji e falou com a voz neutra, mas quem a conhecia de verdade podia sentir que ela tinha ficado satisfeita com a ajuda.

"Obrigado Shinji."

"Sempre que precisar Rei." Shinji falou sorrindo, mas logo o ar frio da noite começou a incomodar seu corpo, ele rapidamente sentiu o frio e passou os braços pelo corpo na esperança em vão de se aquecer.

"Está frio aqui, vamos para dentro?"

Rei olhou novamente para a lua, sentindo uma forte conexão com aquilo, mas ela tinha que admitir, a baixa temperatura da noite começou a incomodar seu corpo, lentamente ela voltou a olhar para Shinji e deu uma pequena assentida, ambos foram para dentro deixando o frio da noite para trás.

Shinji observou Mari desmaiada no sofá, ela usava as pernas de Misato como travesseiro, Misato também dormia, ambas as garotas roncavam, isso foi hilário aos seus olhos, Rei olhou para tudo com um pequeno sorriso no rosto, finalmente sentiu que o dia tinha lhe rendido cansaço.

"Vou para o meu quarto agora." Rei falou ao começar a ir para a porta. "Boa noite Shinji e obrigado pela ajuda."

Shinji observou a garota indo para a porta, ele rapidamente a acompanhou. "Não tem problema, acho que isso me faz um bom irmão."

Parada na porta, Rei falou ao escutar sobre o parentesco. "Não precisa agir assim por protocolo."

"Eu não estou agindo assim por protocolo." Shinji falou sorrindo, ele pode ver o pequeno rubor que nasceu na garota. "Eu realmente te considero minha família."

Rei sorriu para ele. "Obrigado novamente Shinji." Assim ela concluiu ao partir, Shinji a observou entrar em sua própria casa, ele lentamente entrou completamente alheio a pessoa que observava com um sorriso no rosto ao lançar um cigarro gasto ao ar.


A noite passou como um raio para Shinji, ele lentamente acordou com um peso em seu peito, novamente uma longa cabeleira ruiva podia ser vista em cima dele, o despertador tocou e ele iniciou sua rotina, aguentando os rosnados de Asuka sobre acordar cedo, mas ele sempre foi assim.

Como sempre ele preparou os bentos para todos, aguentou as provocações de Mari sobre isso, aguentou as provocações de Misato sobre ele ser o chefe da casa, o caminho para a escola foi como sempre foi.

O dia escolar foi normal, a mesma coisa chata sobre a vida pré segundo impacto, seu olho logo caiu em seus amigos, ele podia ver Toji e Hikari conversando em plena aula pelo computador, algo completamente ousado para a garota conservadora e furiosa, Kensuke e Mari faziam o mesmo, ao seu lado, ele podia ver Asuka desenhando sua amada unidade 02 lutando contra o Godzilla.

Como sempre, as horas pareciam anos, mas o inferno logo iria terminar, pela primeira vez na vida ele agradeceu por ter um teste de sincronização marcado para eles a tarde, ele tinha que fazer alguma coisa, a ida para a NERV foi tranquila, Mari se despediu de Kensuke mostrando o quando gostava dele, Kensuke quase derreteu com o beijo que recebeu na frente de todos.

Os testes foram normais, mas não foi isso que ele queria fazer, ele queria poder ver seu amigo preso, tinha que conversar com ele, lentamente ele se aproximou de Misato.

"Posso falar com você?"

Misato falava com Maya sobre os resultados dos testes. "O que foi?"

"Eu ... Eu posso falar com ele?" Shinji perguntou nervoso, ele podia ver que Misato ficou relutante com isso.

"Olha Shinji, eu realmente não sei se é o melhor agora." Misato falou intrigada.

"Eu sei, mas tenho que fazer isso." Shinji falou com olhos suplicantes.

"Olá querido Shinji." Kaworu falou sorrindo ao ver o garoto, ele se aproximou do vidro que o dividia, logo ele percebeu a presença de Asuka mais ao fundo. "O que eu devo a sua presença."

Shinji rapidamente olhou para a gargantilha, sentindo repulsa com o que tinha visto, sua mente ainda relembrando aquele momento. "Como ... Como você está?"

Kaworu sorriu para Shinji. "Eu estou bem, realmente."

"Isso é bom." Shinji falou sem jeito. "Eu não gosto disso."

"Não se preocupe comigo Shinji." Kaworu falou honestamente.

"Como não, você é meu amigo." Shinji falou irritado com a coisa toda. "Eles ainda colocaram a ... a"

"A gargantilha foi feita para mim, mesmo no mundo passado e mesmo agora." Kaworu falou com toda a calma do mundo. "Eu sabia o que estava me metendo naquela época e ainda sei."

Shinji queria poder falar mais, mas sabia que seria inútil. "Porque você fez aquilo? Porque tentou matar a todos?"

Kaworu abaixou a cabeça ao escutar isso, ele tinha seu maior objetivo e esse era ajudar Shinji a ser feliz, aos seus olhos, somente a instrumentalidade podia isso. "Eu me importo com você, queria te poupar do sofrimento que a vida Lilin iria lhe causar."

"Eu agradeço, mas isso não é certo." Shinji falou abatido, ele podia ver os olhos de Kaworu, podia ver que ele falava a verdade. "A vida é assim Kaworu, eu ganhei uma segunda chance e agora estou sentido a felicidade."

"Mas a felicidade Lilin é..." Kaworu falou, mas rapidamente foi interrompido.

"A felicidade causa dor? Sim, mas é real." Shinji falou ao pensar em Kaji, ele poderia ajudar agora melhor que ele.

Kaworu parou para pensar, ele tinha muita coisa para mudar em sua mente, ele podia escutar o som de Asuka bufando com suas palavras, Misato estava lhe contendo para manter a conversa civilizada, essa conversa podia ajudar a entender os anjos.

"Ela é a sua felicidade?"

"Sim." Shinji falou sorrindo. "Ela é."

"Mas e tudo que ela lhe causou?" Kaworu falou ainda intrigado. "O que todos eles causaram?"

"Eu não vou negar que isso me machucou, mas eu pude ver mais longe do que aquilo, eu pude entender." Shinji falou com um sussurro. "As pessoas tem formas estranhas de reagir Kaworu, Asuka provou para mim que se importa comigo, ela se redimiu, o mesmo aconteceu com Misato e o mesmo aconteceu comigo."

Kaworu abaixou o olhar ao pensar nisso, ele lentamente pensou em seu passado, Shinji rapidamente falou uma lembrança que teve com ele, a sua conversa sobre segunda chance. "Lembra quando você me perguntou sobre segunda chance? Essa é a definição, eu ganhei uma e elas ganharam outra, é assim que a vida é, erramos, mas pelo menos podemos tentar seguir em frente e sermos felizes, encontrar a luz."

Asuka levantou uma sobrancelha ao escutar a filosofia de Shinji, ainda não acreditando que ele tinha palavras tão cultas e belas, Misato balançou a cabeça, ela rapidamente pensou em Kaji e sua segunda chance perdida com o homem, isso deixou um gosto amargo na boca.

Shinji inspirou ao pensar nas próprias palavras, ele nem acreditava o quanto tinha mudado neste curto espaço de tempo, ele olhou novamente para Kaworu, pronto para continuar, mas o anjo falou primeiro.

"Shinji." Kaworu falou com a voz séria, podendo sentir seus irmãos. "Ele chegou."

"Quem chegou?" Shinji perguntou alarmado com a seriedade.

Antes de Kaworu pudesse responder, luzes vermelhas começaram a piscar por todo o complexo.

"Atenção, padrão azul encontrado, todos para seus postos de batalha, condição atual em nível um ... Repetindo, padrão azul encontrado, todos para seus postos de batalha, condição atual em nível um."

Logo o garoto sentiu a mão de Asuka em seu braço, ele podia ver os olhos de Kaworu ficando preocupados com o novo inimigo, isso o deixou preocupado.

"Vamos agora." Misato falou rapidamente ao escutar seu rádio recebendo todas as atualizações que podia, ela parou ao se aproximar de Kaworu, ficando bem perto da parede vidro. "Vamos Shinji."

"OK." Shinji falou ainda olhando para o amigo, não sentindo uma boa vibração desse novo inimigo, ele rapidamente se virou e todos correram para irem a batalha, Kaworu olhou para a porta agora fechada, ele podia sentir seu irmão se aproximando e ele estava aborrecido, seu poder era enorme.

"Merda Thanatiel."


Notas do Autor: Olá pessoal Calborghete aqui, temos enfim o Capítulo 26. Espero que tenha sido de agrado de todos, como sempre não deixem de segui-la e salva-la em seus favoritos para não perderem mais nenhuma atualização futura.

Thanatiel? Que porra de anjo é esse? Sim, eu inventei ele, uns bons anos atrás eu tive um sonho com uma criatura assustadora que era gigante e destruía tudo no caminho, inclusive os personagens do game Command & Conquer que eu jogava na época, eu lembrei dele e percebi que era a hora brilhar.

Espero poder fazer jus ao o que tinha em mente, vamos descobrir no futuro, o capítulo 27 vai ser interessante de escrever.

Por favor, não esqueçam de revisar, elas são muito importantes para saber se o andamento da história está sendo do agrado de todos, vocês devem saber que eu sempre as levo em consideração quando estou escrevendo e saber que está indo bem dá uma bela força.

Não esqueçam de curtir também a página do Facebook, pesquisem por "Calborghete" e localizem uma imagem de Shinji e Asuka, nesta página eu vou postar atualizações e também será mais fácil de entrarem em contato comigo.