Olá pessoal, Calborghete aqui, como estão todos? Espero que bem, aqui vamos iniciar um novo capítulo porque estamos entrando na reta final de nossa história, para alguns vai ser tipo assim ... "Ainda bem, que história bosta." E para outros ... "Uma pena, estavam me divertindo muito aqui." Lol.
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Então agora sem mais enrolação, boa leitura.
"Diálogos"
- Pensamentos -
"Conversa via Rádio"
"Auto conversa."
Nota de Responsabilidade:
Evangelion, seus personagens e cenário são propriedade de Hideaki Anno. Qualquer marca, filmes e séries mencionado nesta Fanfic é propriedade de seus criadores.
(*)
Capítulo 28.
"Acorde." Gritou uma grande imagem branca na sua frente, a mesma que ele sempre via quando tinha pesadelos, no começo ele nunca soube ao certo o motivo por trás disso, nunca sabendo quem era aquela garota que sempre aparecia e pulava no seu rosto, foi somente quando ele conheceu aquela divindade que isso foi resolvido.
Abrindo os olhos rapidamente, Shinji olhou novamente para o teto, ele podia sentir seu corpo suado com o pesadelo que teve, como sempre ele pensava no momento em que foi abandonado por seu pai, o momento da morte de sua mãe, ele ainda não sabia se isso era uma realidade ou uma simples imaginação de seu corpo.
Lentamente o garoto se sentiu na sua cama, olhando em volta, ele estava sozinho, isso era algo incomum pois sempre ao menos Rei ficava ao seu lado, sentindo um grande calafrio percorrendo seu corpo ao relembrar da batalha que tinha passado com Thanatiel, lentamente ele foi se lembrando.
O momento em que sua mente foi invadida, quando o monstro lhe lançou suas piores lembranças contra ele, mas ele se manteve forte a todo o momento que foi possível, ele sabia que o anjo estava pregando uma peça contra ele, isso era algo que ele tinha se preparado um pouco antes, mas isso ainda machucava.
Ainda olhando em volta, o garoto pensou que a batalha devia ter acabado, pois ainda estava vivo, mas logo seus olhos se arregalaram, ele podia ter escutado o grito de socorro de Asuka logo após ela ter ficado presa, tendo passado por quase a mesma coisa que ele ao ter a mente invadida pelo inimigo.
Ainda com os olhos arregalados, o garoto olhou novamente para os lados, se certificando que estava sozinho, olhando para baixo, Shinji podia ver que estava conectado a alguns acessos de soro, lentamente e dolorosamente ele os removeu de seu corpo, querendo ver sua companheira.
Não demorou para alguns médicos entrarem em sua sala, podendo ver as mudanças em seus sinais vitais, rapidamente eles presumiram que ele tinha tido alguma espécie de ataque.
Olhando para as pessoas entrando na sala, o garoto não pode negar que se assustou a princípio, mas a motivação para ver Asuka e Rei eram mais fortes, ele tinha que ver se elas estavam bem, ele tinha que ver se todos estavam bem, Thanatiel foi um anjo muito pesado para ser derrotado sem causa maior.
"Calma garoto." Uma das enfermeiras falou ao colocar uma mão em seu peito, ela estava tentando impedir que ele removesse mais dos acessos de seu braço.
Sentindo que estava começando a se irritar, Shinji falou com a voz apressada e cansada, ele tinha acabado de acordar. "Asuka! ... Rei! Como elas ... Como elas estão?"
A equipe médica trocou um olhar entre si neste momento, eles já tinham as informações sobre o estado de saúde dos outros pilotos, mas isso era delicado, finalmente uma das enfermeiras falou com a voz cautelosa, sabendo que ao menos tinha que falar que todos estavam vivos.
"Não se preocupe com isso, todos os outros pilotos estão vivos." Falou a mulher com um sorriso falso no rosto, mas infelizmente isso foi suficiente para convencer Shinji, ele lentamente se deitou na cama e soltou um longo suspiro, todos os médicos rapidamente olharam para ver se ele não tinha se machucado na sua tentativa de sair da cama.
"Mas ... Eu quero vê-las." Shinji falou ao olhar para o teto.
"Somente depois dos exames." Ritsuko falou ao entrar na sala, ao seu lado uma apressada Misato Katsuragi entrou correndo e empurrou as pessoas para poder se aproximar de seu protegido.
Sentindo um par de braços o segurando com força, Shinji lutou para respirar, mas isso tudo já estava ficando assustador aos seus olhos, muitas dúvidas passaram pela sua cabeça agora.
"Misato?" Shinji perguntou confuso. "O que aconteceu?"
Soltando o garoto, a mulher de cabelos roxos falou com a voz cansada. "Vocês me deram um grande susto."
"Como assim?" Shinji perguntou ficando novamente nervoso, o sistema médico mostrando isso, rapidamente Ritsuko começou a latir ordens para os outros funcionários.
"Você ficou fora por três dias." Misato falou ao mostrar toda a sua preocupação, ela lentamente viu os olhos de Shinji se arregalando com isso, pelo menos explicava a forte dor no corpo e o cansaço que estava sentindo, mas isso foi rapidamente suprimido pela preocupação com sua irmã e companheira.
"Meu Deus, mas e Rei e Asuka?" Perguntou o garoto ao começar a ficar ansioso, Misato observou isso, ela rapidamente resolveu abrir o jogo para ele.
"Rei ainda está na sala médica, o disparo a machucou medianamente, mas vai ficar bem, Mari está fazendo companhia a ela agora." Misato respondeu com a voz cansada. "Asuka acordou ontem, ela está isolada em seu quarto."
"Isolada?" Shinji perguntou preocupado, mas extremamente aliviado por saber que ambas estavam vivas, seu futuro lhe assombrando com imagens dela novamente com aquele tapa-olho que ela tanto odiava. "Ela foi contaminada?"
"Não." Misato falou ao soltar um longo suspiro, ela ainda se lembrava de sua última conversa que tentou ter com Asuka logo depois que ela acordou, um médico saiu com o nariz quebrado e depois de muito xingamentos e golpes, ela foi deixada sozinha.
Misato podia ver que Shinji estava ficando preocupado. "Ela está bem Shinji, mas o anjo fez alguma coisa com ela, nada pode ajudar neste momento, ela está sozinha no quarto, não quer ajuda, não quer comer, ela não quer nada."
Shinji abaixou o olhar ao pensar nisso, ele podia sentir que o anjo tentou lhe machucar, mas ele foi forte o suficiente, mas com Asuka pode ter sido diferente, ela pode ter se machucado e isso lhe deixou extremamente preocupado.
"Nem Mari conseguiu ajudar, ela não quer saber de nada, somente fica no canto chorando ou resmungando." Misato falou com pesar ao pensar na garota, isso tinha machucado seu coração.
Shinji fechou os olhos ao levar as mãos para o rosto, ele de alguma forma se sentiu culpado por isso, ele sabia que Asuka iria falar alguma coisa para ele parar de ser um idiota, que isso não era culpa dele, mas simplesmente ele era assim, assumia a responsabilidade por coisas que ele não era responsável.
Misato percebeu que Shinji estava nervoso, ela mesma estava nervosa, mas ao saber que ao menos ele tinha acordado tinha ajudado, ela o observou quando ele começou a abaixar os braços, seu rosto mostrando uma determinação que ela somente via quando ele ia lutar.
"O que você vai fazer?"
Olhando para as mãos, Shinji sabia o que iria fazer, ele não iria ficar parado, ele iria agir, Asuka tinha lhe ajudado a dar a volta por cima por isso ele iria fazer a mesma coisa por ela, era a sua vez de agir, não importava se ela iria bater nele, não importava que ele iria ser xingado, ele somente iria ajuda-la.
Olhando para os braços, lentamente ele tentou remover um dos acessos hospitalares, ele podia escutar o som dos médicos protestando sobre isso, mas sua mente se fechou, lentamente Misato segurou sua mão. "Solta."
"Shinji, você acabou de acordar." Protestou a sua tutora.
"Foda-se." Resmungou o garoto, ele lentamente falou ao apontar para os curativos em seu braço. "Eu tenho que ajuda-la."
Misato não pode negar que sentiu uma pontada de orgulho ao ver isso, mas sua preocupação com sua saúde era mais forte. "Ela está bem, agora você tem que se preocupar com você."
"Misato!" Shinji falou ao levantar a voz, rapidamente todos as pessoas na sala olharam para o garoto, sentindo a sua determinação e autoridade. "Eu tenho que ajuda-la!"
A mulher olhou para o garoto nos olhos, podendo sentir além de suas palavras, ele tinha um olhar de medo, no fundo ela sabia que isso iria voltar ao seu mundo passado, onde ele não tinha nada além de seu nome, sabendo que ele tinha se apegado a aquela garota, ela era a única que podia entender exatamente como ele era.
Abaixando o olhar, Misato lentamente ordenou para os médicos. "Levem ele para ela."
"Mas isso..." Um dos médicos tentou protestar, mas a mulher rapidamente levantou a mão e falou com força e autoridade.
"Ele apresenta estar bem e de alguma forma ainda está no hospital." Completou Misato olhando para Shinji novamente, ela podia ver que ele sorriu com isso. "Mas Shinji, ela está muito descontrolada, cuidado."
"Obrigado Misato." Falou ao garoto ao estar finalmente livre, os médicos não demoraram para remover os pequenos tubos, a dor não foi nada comparado ao que ele sentia por Asuka, ele tinha que vê-la.
Lentamente ele se levantou da cama, sentindo os efeitos de ficar deitado por muito tempo, sua cabeça girou com a tontura por se levantar muito rápido, mas isso foi rapidamente resolvido, sentiu o chão gelado do hospital, lentamente Shinji foi em direção ao quarto de Asuka.
Parando na porta, ele sentiu medo ao ver tudo fechado, com certeza Asuka estava querendo se isolar de todos e do mundo, sua mão viajou até a maçaneta e a segurou, tomando coragem para ir visitar a ruiva perigosa.
Sentindo uma mão em seu ombro, o garoto olhou para o lado e pode ver Misato, ele falou com dúvidas. "Eu ... Eu vou tentar acalma-la, mas quero ir sozinho."
"Ikari, isso é perigoso no estado mental dela." Uma das enfermeiras falou com medo, Misato estava pronta para protestar mais, mas Shinji falou primeiro.
"Eu não me importo." Shinji falou sorrindo. "Ela me ajudou quando eu não queria mais nada no mundo."
Misato sorriu falsamente, mas ela sabia que isso era uma coisa que não podia ser negociável, Shinji se mostrou ser assim na sua casa, ela somente assentiu para os médicos concordarem com os termos dele.
"Eu vou lidar com ela, mesmo que isso me renda um olho roxo no futuro." Shinji falou sorrindo ao abrir a porta lentamente, ele podia ver que todas as luzes estavam desligadas, nem um único som tinha de dentro do quarto, ele até pensou que tinha entrado no lugar errado, mas o som de uma fungada lhe dizia que estava no lugar certo.
"Asuka?" Perguntou Shinji ao entrar no quarto, ele lentamente fechou a porta.
"Vai embora!" Um grito vindo do canto lhe rendeu um susto, ele podia sentir sua raiva, virando a cabeça, ele podia ver a ruiva sentada no canto abraçando fortemente os joelhos, seu cabelo estava uma grande bagunça, ela estava sem seus clipes A10 na cabeça.
Lentamente se aproximando, Shinji podia sentir a forte atmosfera no quarto. "Tudo bem com você?"
Asuka sentiu o sangue fervendo com isso, sua mente gritando para se lançar e abraçar seu único ponto seguro no mundo, mas a raiva por saber que era um modelo de produção, uma pessoa feita em laboratório venceu qualquer sentimento ou lógica.
Levantando a cabeça e olhando para Shinji, ela podia ver que ele estava com medo, seu olhar mostrava isso, ela tinha um olhar monstruoso quando latiu. "Acha que eu estou bem?"
Shinji se encolheu com a pequena explosão da garota, ele rapidamente se repreendeu por ter feito uma pergunta ridícula, mas usou as palavras erradas. "Me desculpe."
Sentindo uma forte onda de raiva e ira, Asuka lentamente se levantou, olhando para Shinji com raiva dele se desculpar à toa, agarrando a primeira coisa que encontrou na sua frente, Asuka lançou na direção de Shinji uma pequena bandeja metálica, ela observou ele desviando do objeto.
"Vai embora." Rosnou a ruiva ao olhar para Shinji.
O garoto não pode negar que se sentiu assustado com isso, ela rapidamente olhou para Asuka, vendo o olhar assassino que ela tinha no rosto, mas ele tinha colocado uma missão pessoal em mente, ele não iria fugir mais.
"Não."
"O que?!" Retrucou a ruiva indignada.
Fechando o punho e olhando para os olhos dela novamente, Shinji rapidamente deu um passo para frente. "Eu falei que não."
Asuka não pode negar que se sentiu surpresa com isso, mas ela tinha uma única palavra na mente, e essa palavra era boneca. "Eu não quero ajuda!"
"Eu não vou sair Asuka!" Shinji falou mais forte desta vez, lentamente se aproximando da garota irritada, ele levantou a mão na esperança de conseguir mostrar que iria ajudar.
Extremamente aborrecida por esse momento, Asuka rapidamente fechou o punho, dando um soco poderoso na mão de Shinji, ela se sentiu altamente ruim por ter causado dor na pessoa que era a única que a entendia, mas ela estava sem controle agora.
Sentindo uma dor na mão, o garoto fez um grande esforço para se controlar, ele sabia que isso iria ficar estranho para o seu lado, Asuka sempre foi um pouco violenta, mas ele queria saber o que tinha acontecido para que isso acontecesse, ele iria ajudar.
Novamente olhando para Asuka, ele rapidamente se ajustou e deu outro passo na direção dela, sentindo a raiva tomando o controle rapidamente, Asuka deu um passo para frente, usando suas mãos ela deu um pequeno empurrão no peito de Shinji.
"Eu não quero ajuda!" Asuka gritou ao empurrar o garoto novamente, ela rapidamente continuou seus ataques, Shinji gemia a cada vez que seu peito era atingido, mas ele iria aguentar. "Nunca precisei de ajuda! Eu nunca vou precisar!"
Segurando as mãos da garota, Shinji rapidamente a puxou para seu corpo, ele a segurou forte entre seus braços, mas isso durou pouco, rapidamente a ruiva chutou com toda a sua força a canela do garoto, perdendo o aperto novamente.
"Asuka! Pare por favor." Shinji gemeu ao se levantar, sentindo sua perna doendo com o chute que levou.
"Ou o que?" Falou a ruiva com veneno. "O invencível Shinji vai lutar contra mim!? Ele sente pena dessa pobre e miserável modelo de produção Shikinami?"
"O que?" Shinji falou chocado com isso, ter essa revelação fez com que toda a sua dor sumisse, num piscar de olhos, tudo fez sentido, Asuka sempre falava que foi uma pessoa sozinha, uma criança que não podia se lembrar de ter pais, ela não se lembrava de ter uma família.
"É isso mesmo." A ruiva falou ao tampar os olhos com seus cabelos, seu corpo sendo tomado por tristeza ao se sentir dispensável, saber que era somente uma boneca que foi produzida, sem vida, sem memorias, sem família. "Eu sou uma maldita boneca."
"Não fala assim." Shinji falou chocado com a mudança de personalidade da garota, numa hora ela era perigosa e ardendo, numa outra uma pequena garota com medo, lentamente ele voltou a se aproximar.
Asuka começou a sentir os olhos ardendo com isso, ela rapidamente olhou para o chão, não querendo que Shinji a visse fraca, mas isso foi perdendo força, lentamente sua personalidade foi morrendo conforme eles se aproximavam.
"Eu sou somente uma boneca." Chorou a ruiva. "Uma coisa sem vida, uma aberração da natureza."
"Eu não me importo." Shinji falou depois do silencio que reinou no quarto, lentamente e esticou os braços na esperança de conseguir novamente ter Asuka entre eles.
"O que?" Falou a ruiva ao começar a caminhar para atrás, mas seu coração se aqueceu com isso.
"Eu falei que não me importo Asuka!" Shinji falou mais forte, ele rapidamente correu para frente e pegou a ruiva em um abraço apertado, ele podia ver que ela não se moveu nem um centímetro. "Eu não ligo se você foi feita em um laboratório, você para mim é a Asuka, e sempre vai ser a Asuka."
Finalmente sentindo o corpo se acalmando com o abraço, Asuka foi lentamente abaixando a cabeça e deitando a testa no ombro de Shinji, ela chorou. "Eu não quero ser uma maldita boneca."
"Você não é uma boneca." Shinji falou ao acariciar as costas dela. "Você é somente Asuka."
Finalmente sentindo que um enorme peso saiu de seus ombros, Asuka levantou seus braços e puxou Shinji para seu corpo na esperança de conseguir se sentir segura novamente, ela sentiu uma grande represa se quebrando dentro de sua mente.
Soltando um grande suspiro ao ver que tinha conseguido acalmar Asuka por um momento, Shinji a segurou, ele não se importava em ficar assim por horas, lentamente a mulher foi se acalmando ao ponto de poder falar sem chorar, mas sua voz ainda era emotiva.
"A gente tá muito fodido."
"É." Shinji falou ao rir. "Mas isso é a vida, não é?"
Ainda segurando o garoto como um bote salva-vidas, Asuka pensou em tudo que fez desde o seu despertar, ela tinha arranhado as pessoas que estavam tentando ajudar, ela quebrou um nariz ao ser tocada por um dos médicos, ela até bateu em Mari por tentar se aproximar.
"Eu deve muitas respostas a todos." Asuka falou envergonhada ao falar no peito de Shinji.
"Eles vão entender." Falou o garoto ao continuar a massagear as costas da ruiva, mas ele se sentiu feliz por ter conseguido ao menos ajudar um pouco.
Asuka fechou os olhos, ela somente se concentrou no calor e segurança que os braços de Shinji lhe davam, ela rapidamente se arrependeu por ter machucado ele. "Me desculpa pela perna."
"Que perna?" Shinji brincou ao rir, mas ele podia sentir que ela merecia isso. "Não se preocupe com isso Asuka, mas Misato vai querer falar com você."
"Misato." Asuka falou ao pensar na mulher, agora sabendo que nunca teve uma família, essas pessoas ao seu lado sempre seriam sua família. "Ela vai dar um grande escândalo."
"Ai eu já não sei, mas ela está preocupada com você." Shinji falou ao se afastar um pouco, ele podia ver as lágrimas secas no rosto da ruiva, ele lentamente as limpou com a mão, podendo ver Asuka fechando os olhos com a pequena caricia.
"Que bom que você está bem." Shinji falou aliviado ao poder tocar em sua amada. "Que bom que você e Rei ficaram bem."
"Sim, aquela coisa acabou com a gente." Asuka falou envergonhada por ter perdido.
"Quem matou ele?" Shinji perguntou curioso, sua mente ainda dizendo que Asuka ou Rei tinham matado aquela coisa.
"Eu escutei no corredor que Misato usou o anjo para matar o outro anjo." Asuka falou ao arrumar um pouco os cabelos.
"Kaworu matou ele?" Shinji pergunto supresso.
"Acho que sim." Asuka falou ainda desanimada, mas sabia que iria melhorar com o tempo. "Eu ... Eu acho que vou tomar um banho."
"OK, eu espero você." Shinji falou sorrindo, isso foi rapidamente respondido com outro sorriso da ruiva, que lentamente foi até o banheiro, mas não antes de parar e falar de costas.
"Obrigado... Baka Shinji."
Não demorou para o som dos chuveiros inundar o pequeno quarto, Shinji se sentou numa pequena cadeira no canto, ele olhou para a porta do chuveiro meia aberta, sua mente inundada em como Asuka tinha descrevido saber que tinha sido fabricada, não ter família para se lembrar.
Shinji sorriu ao pensar assim, pois ele mesmo tinha um grande problema com a família, sua mãe tinha morrido quando ele era uma criança pequena, descobrir como sua alma tinha sido drenada para ao núcleo da unidade 01, seu pai então era um homem estranho, um homem frio e calculista.
Para muitas pessoas Gendo era um excelente líder, mas para Shinji ele era o seu pai que o abandonou quando ele mais precisava dele, o largando na casa de seus tios sozinho contra o mundo, o jogando num mundo frio e cruel, destinando a ele um destino cruel em busca de seu egoísmo.
Shinji não sabe quanto tempo ficou neste mundo pessoal, inundado por suas lembranças mais frias e fúteis, mas um som tirou sua concentração, olhando para cima, Shinji pode ver Asuka saindo do banheiro enrolada em uma toalha branca, ela ainda tinha marcas em seu rosto mostrando os sinais de sua depressão.
Asuka rapidamente soltou sua toalha, completamente alheia ao fato de Shinji estar no quarto, mas isso não era mais um problema para ela, sendo que ambos já tinham ficado muito mais íntimos com seus corpos nestes meses na qual tinha se aproximado.
Shinji percebeu o estado de nudez de sua namorada, ele rapidamente corou com a visão, sabendo como a garota reagia quando isso acontecia, seu rosto ainda lembrava bem de quando ele a viu por acidente quando ela conheceu pen-pen na sua antiga vida.
Virando o rosto para o lado, Shinji rapidamente agiu por instinto, falando com a voz apressada para a parede mais próxima.
"Eu ... eu não vi nada."
Asuka sorriu ao ver a inocência do garoto com relação a sua nudez, ela rapidamente se vestiu com um novo par de roupas hospitalares que estava no armário, soltando um longo suspiro, Asuka falou ao se virar para Shinji novamente.
"Pronto idiota." Falou a garota fracamente. "Não acha que isso é realmente necessário?"
Shinji rapidamente se virou para a garota, agradecendo por ela estar vestida, mas não pode negar que sua pergunta ainda tinha uma pequena logica, ele rapidamente sorriu ao coçar a nuca. "Me desculpa por isso, é que ainda tenho alguns toques."
Asuka não pode negar que achou isso divertido, mas ela rapidamente voltou ao seu estado de tristeza, uma carranca abatida cruzou seu rosto, isso novamente foi percebido por Shinji, que prontamente se levantou e puxou a garota para seus braços.
Novamente trazendo a garota para seus braços, Shinji ainda tinha a sua revelação em mente, ele podia ver que isso ainda estava na mente da ruiva, fortalecendo seu abraço, ele falou em seu ouvido, sua voz tentava transmitir calma para o momento em questão.
"Melhor agora?"
Asuka tinha uma pequena sombra de um sorriso em seu rosto, saber que Shinji estava querendo lhe ajudar tinha um calor em seu peito, ainda apertava o garoto como um urso de pelúcia, mas saber que não era uma humana comum machucava seu ego, machucava sua alma, machucava a Asuka.
Piscando ao relembrar da pergunta do garoto, ela inspirou fundo para se acalmar. "Um pouco."
"Ei ... Não fica pensando nisso." Shinji falou ao acariciar as costas da ruiva. "Isso não é grande coisa."
"Não é grande coisa?" Asuka falou ironicamente. "Eu sou somente uma maldita boneca! Criada para ser uma arma, somente isso!"
Shinji apertou ainda mais a garota, por alguns segundos eles ficaram em silencio, lentamente o garoto soltou a menina deprimida, vendo como ela estava com a cabeça abaixada. Com o dedo ele levantou o rosto dela e olhou para o fundo dos seus olhos.
"Vamos passar por isso juntos, você sabe que pode contar comigo sempre."
"Eu sei." Asuka falou ainda batida.
"Agora vamos deixar os médicos olharem você." Shinji falou sorrindo ao se aproximar da porta, ele podia ver a garota olhando com nojo para seu pedido. "Asuka, temos que fazer isso, assim vamos poder ir para casa mais cedo."
"Eu sei." Asuka rosnou, mas podia ver que ela tinha começado a ficar envergonhada, ele lentamente segurou um de seus braços. "É que eu me sinto mal por tudo que eu fiz com as pessoas ao meu redor, inclusive ... com Mari."
"Aposto que ela vai deixar passar isso." Shinji falou na esperança de conseguir melhorar o humor da garota. "Ela sempre foi mente muito aberta com relação a isso."
"Sim ... Ela é muito paciente." Asuka falou ao olhar para a porta fechada.
Shinji assentiu com isso, ele rapidamente abriu a porta, não queria deixar a garota sozinha por muito tempo, Asuka olhou em volta, sentiu agonia de estar sozinha novamente, mas ela sabia que Shinji iria voltar, ele tinha sido seu porto seguro por muito tempo, ela somente descobriu isso na Wunder, quando tinha percebido que tinha perdido uma coisa importante.
Logo o som da porta foi ouvido se abrindo, ela olhou para Shinji novamente entrando com Misato logo atrás, abaixando a cabeça em sinal de vergonha, ela pode escutar o som de mais passos entrando no quarto.
Misato olhou para a garota com pena, mas feliz que Shinji conseguiu ajuda-la de alguma forma, se aproximou dela com cautela.
"Asuka? Melhor agora?"
Sentindo a vergonha por ter dado um chilique por seus atos, a ruiva somente assentiu, não demorou para ela sentir os braços de Misato em seu corpo a puxando para seu corpo, não negando que isso lhe ajudou um pouco.
"Me desculpe por antes." Asuka falou com vergonha.
"Não tem problema." Falou a mulher mais velha com calma, podendo ter escutado tudo que acontecia dentro do quarto, muitas perguntas ainda tinham que ser respondidas, mas agora ela estava focada na garota.
Ela deu uma pequena acenada para os médicos começarem a se aproximar, mas todos ainda tinham um olhar de medo em seu rosto, a ruiva tinha sido agressiva na última tentativa, mas agora podiam ver que as coisas tinham se amenizadas naquele quarto.
Shinji trocou um olhar com a ruiva, podendo ver como aqueles sorrisos tinha sido falsos, ela ainda tinha muita coisa para melhorar, principalmente agora que ela tinha descoberto algumas coisas a respeito dela, mas Shinji tinha razão em alguma parte, isso realmente não tinha sido algo que tinha uma grande revelação.
O resto do dia passou lento para a garota, ela sentiu como se seu mundo fosse destruído, tudo mentira em seu mundo, sua vida tinha sido uma grande mentira, mas ela somente inspirou para se acalmar, muita coisa aconteceu, ela somente queria dormir e relaxar.
"Estamos em casa." Misato falou tentando fazer sua voz ficar alegre, mas ela tinha falhado neste ponto, seu corpo ainda querendo dormir, a preocupação ainda tomando conta de seu estado de espirito.
Asuka caminhou para o dentro do apartamento, sua mente dizendo que tudo tinha perdido o sentido com as coisas que tinha aprendido, mas ela estava fazendo um grande esforço para se manter neste momento, ela estava em casa perto das pessoas que amava.
"Eu vou preparar alguma coisa para comer." Shinji falou com um sorriso no rosto, ele estava se sentindo cansado com as infinidades de exames que ele foi submetido, abriu a geladeira e olhou para o que tinha dentro, ele tinha muitas coisas para preparar, ele somente queria preparar algo que a alemã deprimida iria gostar.
Misato lentamente abriu uma lata de cerveja, dando um longo gole matou a lata em um só gole. "Isso era o que eu precisava." Falou a mulher sorrindo em satisfação, logo seus olhos caíram em Shinji preparando alguma carne na mesa, sabendo que essa era a carne que Asuka adorava.
"Que cavalheiro." Falou a mulher sorrindo, ele pode ver Asuka se se sentando à mesa ainda mantendo o olhar desanimado nos olhos.
"Eu só quero ajudar de alguma forma, e cozinhar é a única forma que eu conheço para ajudar os outros." Shinji falou ao terminar de temperar, mas ele rapidamente voltou a trabalhar, olhando de canto da cozinha, tendo uma pequena visão de Asuka. "Eu sei como é se sentir assim, nada além de nada."
Misato falou olhando para os dois, ela rapidamente olhou para a lata em suas mãos sentindo ainda culpa por tudo que sua outra eu tinha causado a essas duas pessoas.
Shinji percebeu na hora que o clima tinha ficado frio novamente, ele rapidamente preparou a mesa, colocou os pratos e serviu sua comida para ambas as mulheres que tinham mudado sua vida.
Asuka olhou para o prato, preparado às pressas para lhe agradar, ela podia ver o pedaço de carne frita, ela lentamente mexeu em sua comida pensando em tudo que tinha acontecido entre ela e Shinji, seu corpo não queria comer, ela não queria fazer nada.
Shinji olhou para as duas, Misato comia tranquilamente deixando o alimento lhe dar os nutrientes necessários, Pen-Pen olhava para a mesa com curiosidade, podendo ver que as coisas estavam estranhas na casa hoje.
Asuka respirou fundo, deixando o aroma da comida causar um grande ronco em seu estômago, se servindo de uma pequena porção, o sabor como sempre foi incrível, o ponto da carne podia ser melhor, mas não iria reclamar de uma comida feita por Shinji, lentamente ela se deixou levar pelo gosto, as sensações de saber que Shinji a amava ajudava.
"Desculpa." Shinji falou ao colocar seus hashis de lado, ele podia ver o olhar de surpresa das duas. "Eu fiz as pressas, não deve ter ficado bom."
"Cala a boca." Asuka falou irritada, ela ainda não via como isso poderia ser algo de errado em sua mente. "Só pare de ficar pedindo desculpa."
Shinji rapidamente reprimiu outro pedido de desculpas, Misato sorriu suavemente ao ver isso.
"Está ótimo Shinji." Falou a mulher ao tomar sua cerveja. "Isso é uma maravilha."
Corando com isso, Shinji rapidamente voltou a comer, pensando em como poderia ajudar sua namorada, mas isso iria ficar para depois.
O resto do almoço improvisado passou lentamente, Misato tinha ido para seu quarto descansar um pouco, Shinji iria fazer o mesmo, mas encontrou Asuka sentada em sua cama com um olhar profundo no rosto, lentamente ele se sentou ao seu lado, passando os braços por seu ombro.
Ele não falou nada, somente deixando ela ter seu tempo neste momento, ela iria se abrir e falar no momento dela.
"Eu ... Eu ainda não sei como eu posso ser uma boneca." Asuka começou a falar, ela tinha um olhar sombrio nos olhos, podendo ver que Shinji iria falar mais alguma coisa, mas ela rapidamente se adiantou. "Eu sei que você vai falar que isso não é nada demais, mas eu ainda tenho muito com o que pensar."
Shinji rapidamente apertou seu ombro, ele somente escutou a garota continuar falando.
"Eu agradeço muito sua ajuda e a de Misato." Asuka falou ao olhar para o nada novamente. "Eu vou aceitar isso com o tempo, mas somente posso pedir paciência."
"Eu entendo." Shinji falou sorrindo, ele sabia que isso iria ser um processo difícil para a ruiva e ele iria estar lá para ajudar. "Mas sabe que eu sempre vou te apoiar."
"Obrigada." Asuka falou ao se virar e olhar para o garoto que tanto lhe apoiou, parte de sua mente ainda gritava que isso não era merecido para alguém como ela, não pelo seu nascimento em laboratório, mas sim por ser uma pessoa que machucou muitas outras pessoas.
Shinji sorriu ao ver que pelo menos era útil em alguma coisa, lentamente ele viu a garota aproximando o rosto do dele, ele não negou, não se afastou, somente deixou que seus sentimentos o levassem.
Asuka tocou os lábios de Shinji, sentindo suas energias sendo recarregadas com aquele pequeno beijo, ela lentamente o puxou contra seu corpo, ao ponto de deixar que o garoto deitasse em cima dela, ela sentiu toda a proteção que ele lhe dava, isso com certeza faria ela mesma rir, mas isso tinha ficou no passado.
Novamente a manhã tinha chegado, Asuka acordou segurando o corpo de Shinji bem forte contra ela, sentindo que estava se sentindo bem melhor com uma boa noite de sono.
"Bom dia." Shinji falou ao olhar para ela, seus olhos mostravam o cansaço de uma noite sem dormir, ele tinha segurado ela a noite toda em qualquer sinal de tristeza, ele sussurrava palavras de carinho, em qualquer sinal de pesadelo, ele mostrava que não deixaria nada de ruim acontecer.
Asuka olhou para o rosto dele e percebeu isso, mas antes de poder falar qualquer coisa, Shinji rapidamente se levantou, falando com um sorriso no rosto. "Vou preparar alguma coisa para comer, algo em mente?"
Asuka queria protestar, mas logo seu estomago roncou. "Se der, panquecas."
"Ok." Shinji falou ao se aproximar da porta, mas Asuka o chamou novamente.
"Obrigado Baka." Falou a ruiva. "Obrigado por estar ao meu lado."
"Sempre Asuka." Shinji falou sorrindo ao abrir a porta.
Rapidamente do lado de fora, Shinji encontrou uma bagunça na cozinha, sentiu um grande calafrio ao ver Misato parada na frente do fogão.
"Misato?"
Se virando com um sorriso no rosto, ela falou maliciosamente. "Bom dia Shin-chan, não se preocupe eu vou prepara o café hoje ... Além do mais, você deve estar cansado depois de ontem à noite"
Corando ao relembrar, Shinji rapidamente se recuperou em se lembrar de como a comida dela era ruim, uma arma perigosa. "Não tem problema, eu não estou cansado."
"Bobagem." Misato falou ao lançar sua lata numa das lixeiras. "Senta ai e cala a boca."
Shinji fez o que foi ordenado, ele lentamente se sentou e olhou para a tigela com medo, não demorou para Asuka entrar na cozinha, arregalando os olhos ao ver Misato cozinhando.
"Não!" Falou a ruiva ao olhar para a cena, Misato se virou e olhou Asuka com um olhar de ira.
"Minha comida não é tão ruim assim." Protestou a mulher.
"Só pode matar." Asuka falou com ira, mas ainda estava deprimida.
"Isso é uma ordem." Misato falou sorrindo ao saber que sua autoridade não podia ser quebrada.
"Meu Deus." Ambos os pilotos falaram sincronizados ao saber que a batalha tinha começado mais cedo neste dia.
"Bom dia princesa." Mari falou alegremente como sempre ao rever Asuka na NERV, ela tinha passado a noite com Rei para lhe fazer companhia.
"Oi Mari." Asuka falou com vergonha ao relembrar de como tinha falado com ela nas tentativas de conversar no dia anterior. "Me ... Me desculpe por ontem."
Mari sorriu ao escutar isso, não era comum para Asuka se desculpar, ela iria aproveitar isso ao máximo, mesmo não tendo se importado com os chiliques da garota, tendo convivido com isso por mais de quatorze anos.
Colocando as mãos dramaticamente nos ouvidos, Mari falou com a voz engraçada. "Desculpa, eu não escutei."
"Mari." Falou a ruiva ao começar a perder a paciência, ela tinha usado toda a sua força de vontade para pedir desculpas. "Eu pedi desculpas, é tão difícil assim?!"
Mari sorriu ao escutar isso, ela rapidamente pegou Asuka em um abraço apertado. "Eu também te amo."
"Vai se foder." Asuka resmungou ao se soltar, mas ela rapidamente falou para mudar a linha de pensamento da conversa. "Como ficou a garota maravilha?"
"Rei? Ela está melhor, seu corpo está se recuperando bem com a nova solução gelatinosa de LCL que Akagi está testando, pelo menos suas queimaduras estão melhor, logo ela pode sair." Mari falou sorrindo, ela recebeu um olhar indignado de Asuka por não ter voltado para casa na noite passada. "O que foi? Rei é legal."
"Tanto faz." Asuka falou ao cruzar os braços, ela sabia que teria que ter um relacionamento melhor com a irmã de Shinji, que seu ciúme era somente uma coisa sem sentido e infantil.
"Pelo menos ela ainda está viva afinal de contas."
"Sim." Mari falou sorrindo ao olhar para o longo corredor vazio. "Como está nosso filhote?"
"O baka, está bem." Asuka falou sorrindo ao olhar para o nada, dando somente uma indicação do que foi feito a noite passada.
"Sua vagabunda." Mari falou rindo ao socar o braço da amiga de longa data.
Misato lentamente entrou na sala de comando, sentindo seu corpo gritando com as dores de seu café da manhã, tinha sido descontaminada do que ela achava comida, graças a Shinji, finalmente ela percebeu isso, mas ela não tinha com o que reclamar mais.
"O que temos hoje?" Misato perguntou para sua amiga, ela sabia que os anjos tinham acabado com os relatos de Mari, o ultimo estava atualmente preso dentro da NERV.
"Ele está bem, fica deitado cantarolando uma música antiga." Ritsuko falou com desdém, ela tinha estudado os dados que tinha conseguido de Kaworu.
"E o seu EVA? O Mark 06?" Misato perguntou ao olhar para sua mesa, vendo que estava incrivelmente vazia.
"Perdeu um dos braços na batalha contra o decimo segundo, mas podemos recuperar com peças sobressalentes. " Falou a médica com o profissionalismo de sempre.
"Ainda vão consertá-lo?" Misato perguntou indignada, aos seus olhos uma arma pilotada por um anjo não deveria estar aí.
"Sim, temos que manter tudo em ordem, o comandante quer força total contra os inimigos." Ritsuko falou ao olhar seu tablet pessoal. "Mesmo que ele foi pilotado por um anjo, ainda é um EVA, temos que ter as possibilidades dele ser pilotado por outra pessoa."
"E o EVA da Mari?" Misato perguntou ao se sentar na sua mesa, pegando um pequeno envelope que tinha sido colocado lá, ela a olhou com curiosidade.
"Chegou na madrugada, estão colocando no local para o teste inicial, ainda não falei para ela que chegou, teria feito um escândalo." Ritsuko falou com um calafrio ao saber da pressão da garota por sua unidade, não demorou para a mulher se virar e sair da sala com passos cansados. "Vejo você no almoço."
"Ok." Misato falou em seu mundo, ela somente virou o pequeno envelope na sua frente, o abrindo com cuidado, seus olhos cerraram com o que tinha dentro, uma única foto, sem nada escrito ou pintado.
"Uma melancia?"
Girando em sua mão, Misato não sabia o que pensar sobre isso, ela rapidamente olhou para o que tinha nesta pequena foto, seus olhos se estreitaram ao pensar no que aquilo significava.
Rei estava novamente com o corpo envolto em bandagens, ela podia sentir a substancia gelatinosa que consistiam os remédios que Ritsuko tinha feito para ela, agora estando sozinha em seu quarto depois que Mari tinha lhe feito companhia, a mesma tinha levado alguns livros para distrair a garota neste momento em que não tinha como estar no quarto.
Tinha seus olhos focados nas palavras impressas nas páginas do romance inglês que lia, com sua atenção complemente focada no livro e usando sua imaginação com a história, mas um som a fez mudar seu foco, levantando seu olhar para porta, ela lentamente abaixou o entretenimento e falou.
"Entre."
Abrindo a porta lentamente, Shinji colocou a cabeça para dentro, Rei sentiu uma onda de alegria percorrendo seu corpo com a visita do garoto, logo seus olhos caíram na pessoa junto com ele.
"Olá Rei." Shinji falou sorrindo ao se aproximar, ele podia ver que ela estava novamente coberta de bandagens, quase parecida com a primeira vez que ele tinha visto ela na NERV. "Como você está?"
"No momento estou bem, não sinto dores." Rei falou com sua voz monótona ao sentir seu corpo. "Esse remédio que Akagi fez está suprindo todas as necessidades por momento."
"Isso é bom." Shinji respondeu sorrindo ao se sentar na cadeira ao lado da cama, Asuka resolveu ficar em pé a alguns metros, ainda não sabendo como poderia iniciar uma conversa mais amigável com a garota em questão.
"Desculpa não ter vindo antes." Shinji falou envergonhado.
"Não se preocupe com isso, Mari ficou comigo, Misato tem vindo quando pode." Rei falou com um pequeno aceno com a cabeça. "Fico feliz que você esteja bem, Mari me manteve atualizada de sua condição."
"Sério?" Shinji falou ao se sentir sem jeito, ele não gostava de ser o assunto de conversas.
"Shikinami? É bom te ver bem também." Rei falou ao mudar de foco, agora seus intensos olhos vermelhos focados na garota mais ao fundo.
"É..." Asuka falou desconfortável, mas ela sabia que para o bem de Shinji, ela teria que tratar sua família com mais respeito, pelo menos ela poderia tentar. "Que bom que tudo correu bem para você também."
Shinji olhou para Asuka, praticamente sendo a primeira vez que ele a viu sendo legal com a garota, o mesmo aconteceu com Rei, ela não se lembrava de algo assim no passado, logo um silencio desconfortável reinou no pequeno quarto.
"Quando você vai poder ir para casa?" Shinji perguntou a primeira coisa que veio na sua mente agora.
Rei pensou uma resposta, Ritsuko tinha lhe falado alguma coisa a respeito em sua última visita. "Eu ainda não tenho uma data exata, Dra. Akagi me orientou que meus exames dependiam para tomar uma descrição como essa."
"OK." Shinji falou ao pensar em mais coisas para poder puxar assunto com a garota mais direta, mas ele foi salvo por um grande movimento na sala, se virando ele podia ver Ritsuko ao lado de um grupo de médicos.
"Shinji?" Falou a médica, ela trocou um olhar rápido com Asuka. "O que faz aqui? Não deveria estar em casa?"
"Sim, mas eu queria ver como ela estava." Shinji falou ao se levantar, ele sabia que a presença da médica era para possíveis exames.
"Bom, agora vamos ter que fazer alguns exames nela." Falou a médica ao olhar para o seu tablet pessoal.
"Ok." Shinji falou ao se aproximar da porta, ele foi seguido rapidamente por Asuka que queria somente desaparecer do quarto.
"Obrigado pela sua visita, espero poder ir para casa em breve." Rei falou ao acompanhar com os olhos seus amigos.
"Sim, tanto faz." Asuka falou apressadamente, ela somente queria ir embora e poder curtir a companhia de seu baka favorito, ela rapidamente pegou Shinji pela mão e o arrastou para fora.
"Asuka calma." Falou o garoto ao sentir sua mão sendo destruída com o aperto que recebia.
"Eu só quero ir para casa." Asuka falou apressadamente, mas sua paz durou pouco, não demorou para um grito ecoar pelos longos corredores.
"Chegou princesa!" Mari gritou pelos corredores, ela rapidamente pegou Asuka e Shinji e falou o mais alegre possível. "Meu EVA finalmente chegou!"
"Nossa cala a boca." Asuka falou aborrecida com isso.
"Ela é incrível e rosa!" Mari falou ao juntar as mãos na frente do rosto maravilhada com o que tinha visto.
Asuka somente revirou os olhos, não era para ser uma coisa nova para Mari, aliás ela já tinha visto seu EVA no passado, mas nada poderia acabar com a alegria sem fim de Mari, sua voz carregava veneno e sarcasmos de sempre.
"Nossa, que maravilha."
"Finalmente vamos ter alguma ajuda no futuro." Shinji falou sorrindo ao ver o forte entusiasmo da garota na sua frente.
"Isso é ótimo." Mari falou emocionada. "Mas pena que os anjos acabaram."
"Pena?" Asuka falou com os olhos arregalados.
"Quero falar com você." Mari falou ao puxar a garota pela mão, ela podia ver os olhos de Shinji divertido com isso, mas Asuka somente queria ir para casa.
"Mari, agora não." Protestou a mulher.
"É só por cinco minutos, depois eu deixo você voltar para casa e transar ainda mais com o filhote." Mari falou sorrindo, ela nem ligou para os olhares que recebeu das pessoas em volta.
Shinji somente olhou quando as garotas cruzavam uma das esquinas, podendo ver que novamente estava sozinho na NERV, ele queria poder ir para casa, mas uma coisa tinha ficado em sua mente, finalmente tomando uma decisão, ele começou a andar.
Rapidamente andou pelos longos corredores que consistiam a NERV, ele agora estava sozinho, ele queria poder ter uma conversa com Kaworu, se sentindo firme com tudo que poderia acontecer com ele, seu passado ainda lhe assombrava, mas isso teria que ficar no passado, assim como os conselhos de Asuka.
Lentamente ele entrou no setor, podendo ver a cela improvisada que Kaworu era mantido, tendo sua ansiedade tomando conta de seu corpo com o que estava fazendo, Shinji lentamente caminhou para dentro.
Kaworu novamente estava pensando, Lilith não saia de sua mente, principalmente depois que ele pode sentir seu campo AT na batalha, mas um novo tinha entrado em seus pensamentos e sentidos.
Abrindo os olhos e olhando para cima, Kaworu falou sorrindo. "Olá querido Shinji."
Shinji parou na frente do vidro, podendo ver seu amigo que julgava estar morto. "Olá Kaworu, como está? Eu soube da batalha."
"Aquilo não foi nada." Falou o anjo ao se levantar e ir em direção da parede de vidro, ficando cara a cara com Shinji. "Eu pelo menos pude te ajudar a lidar com Thanatiel."
"Você o matou." Shinji falou rindo. "Eu não pude fazer nada."
"Como nada?" Kaworu falou ainda intrigado. "Você lutou com tudo que tinha, isso é grande coisa."
"Espero." Shinji falou ao pensar na ruiva, isso foi percebido por Kaworu que rapidamente ficou com um olhar azedo no rosto.
"Como ela está?" Perguntou o anjo.
"Asuka está bem." Shinji falou ao perceber a mudança de postura de Kaworu. "O que foi?"
"Eu não gosto dela." Kaworu falou diretamente. "Eu me lembro de antes, as coisas não mudam assim facilmente."
"Kaworu." Shinji falou com a voz apaziguadora. "Asuka mudou, ela me mostrou isso ... Droga eu mudei."
"Eu posso ver isso." Kaworu falou novamente ao sorrir. "Eu falei para não desistir."
"Eu sei, mas infelizmente eu não segui o seu conselho." Shinji fala ao ficar abatido.
"Eu sei, eu podia sentir na Wunder, eu podia sentir que você queria morrer e ninguém ligava para isso." Kaworu fala aborrecido.
"Sakura queria me ajudar." Shinji fala ao pensar na irmã de Toji, ainda não conseguindo se encontrar com a menina. "Acho que até Misato e Asuka queriam me ajudar, mas as coisas ainda eram delicadas."
"Delicadas?" Kaworu fala ironicamente. "Shinji-kun, não tem delicadeza com o que é certo, ou você ajuda ou não ajuda e elas escolheram não ajudar."
Shinji sabia que isso iria ser muito difícil, mas ele queria mostrar como as coisas eram naquele mundo infernal. "Eu sei, mas como falei antes, eu não posso culpar Misato Kaworu, nem Asuka, as pessoas queriam a minha cabeça, se elas me ajudassem, morreriam também e isso eu não iria conseguir lidar."
"Mesmo sabendo que elas o odiavam?" Kaworu falou ao começar a ficar aborrecido.
"Isso é uma coisa muita delicada para mim, no começo eu achava isso quando voltei, mas quando eu descobri que Asuka e Mari tinham voltado também, as coisas tinham mudado, eu podia ver como elas pensavam sobre mim antes." Shinji divagou lentamente ao pensar na sua volta. "Ela me mostrou como se sentia, até me pediu uma desculpa."
"Acredita nisso?" Kaworu fala ainda não convencido. "Elas podem estar te usando."
"Eu não acredito nisso." Shinji falou sorrindo, tranquilo para o momento, mostrando para Kaworu o que ele realmente acreditava, somente queria poder mudar a forma como ele via as pessoas mais importantes na sua vida. "E espero que um dia você possa ver como eu as vejo agora, não estamos mais naquele mundo Kaworu, eu somente peço isso."
"Ainda acho difícil." Kaworu falou ao pensar nas suas antigas vidas, todas as vezes em que morreu e renasceu, tudo isso tinha sido o mesmo, sem a mesma vida, a mesma morte;
"Se você confia em mim, é somente isso que eu te peço." Shinji falou ao soltar um longo suspiro, logo ele olhou para o anjo na sua frente. "Você é um dos meus melhores amigos, até te considero como um irmão, então eu peço que dê uma chance para elas, da mesma forma que você me deu naquela vez na NERV."
Kaworu olhou para Shinji, ele pode sentir as emoções que ele emanava, podendo ver o quanto ele amava aquelas mulheres que no futuro somente lhe causariam mal, mas ao escutar esse pequeno pedido, ele somente podia fazer uma coisa, pelo bem de Shinji, sua mente sabia que nunca poderia ficar entre ele e Asuka.
"Eu vou tentar." Kaworu fala depois de um pequeno silencio, ele rapidamente travou seus olhos em Shinji, mostrando toda a sua sinceridade.
"Obrigado." Shinji falou ao se virar e começar a sair, mas antes de partir, se virou e falou. "Vou ver se você pode sair, até agora você se mostrou ser confiável."
"Ficar aqui não é problema para mim e duvido muito que os outros compartilhem do seu otimismo." Kaworu respondeu ao pensar em Lilith. "Eu tenho muito com o que pensar e já apreendi tudo sobre a cultura Lilin, mas aprecio seu esforço."
"Aposto que tem um pouco de confiança nos outros, aliás ainda está vivo." Shinji falou tentando parecer como se algo normal acontecesse.
"Você está certo neste ponto." Kaworu falou rindo com um pouco de humor, logo ele somente viu Shinji saindo pela porta, abaixando sua cabeça e pensando na pequena conversa que teve com o garoto.
"Eu vou tentar Shinji-kun, por você."
"Não." Misato falou com olhos neutros, ela tinha Mari na sua frente implorando para usar seu EVA e poder mostrar para Kensuke.
"Por favor." Implorou a mulher. "Ele vai ficar com a boca fechada."
"Mari, eu posso entender seus motivos, mas aqui é uma instituição militar, eu não tenho esse poder, somente o comandante poderia autorizar algo assim." Misato falou cansada ao tentar explicar novamente os motivos.
"Então eu vou falar com ele." Mari falou sorrindo.
"Boa sorte." Misato falou ao se virar e começar a digitar novamente com a foto da melancia ainda na sua frente.
"Negado." Gendo falou com as mãos na frente do rosto como de costume.
"Por favor." Mari falou implorando, ao se aproximar da mesa. "Eu quero só mostrar para ele."
"Isso não é um parque." Gendo falou friamente.
"Eu sei, mas ele já entrou num EVA antes, sabe de coisas que não poderia saber por ser meu namorado e amigo de Shinji e Asuka, então o que tem a perder?" Mari falou seus pontos.
"Negado." Gendo repetiu sua última ordem.
Mari encarou o homem com olhos semi cerrados. "Então vou me demitir."
"Não pode fazer isso." Gendo falou ao levantar uma sobrancelha.
Mari sorriu ao perceber isso, ela sabia que a unidade 08 somente funcionava com ela e isso era um grande trunfo. "Porque não?"
"Porque o mundo depende de sua pilotagem, no momento as unidades 00, 01 e 02 estão em manutenção e somente teremos você para combater os inimigos." Gendo explicou calmamente como uma pedra, mas sabia que estava ficando sem armas.
"Tem o anjo com o Mark 06." Mari falou com desdém.
"Inadmissível." Gendo continuou. "Mesmo que fosse o caso, não quero confiar muitas funções para o inimigo, e outra, o Mark 06 está atualmente na manutenção de baixa prioridade."
"Eu não ligo." Mari falou com beicinho. "Deixa eu mostrar para ele e calo a boca, como uma linda bonequinha rosa."
Gendo rosnou ao pensar nisso, ao seu lado Fuyutsuki balançou a cabeça levemente com a situação, ele poderia lidar com isso facilmente, mas iria deixar seu antigo aluno decidir.
Gendo olhou para Mari por uma eternidade, podendo ver que a garota estava com as cartas desta discussão, ele realmente não ligava para a função da NERV, agora com a derrota dos anjos por completo, era somente uma questão de tempo até que o comitê tentasse alguma coisa contra a NERV.
Ele sabia que para Mari ir embora, ele tinha que falar alguma coisa. "Você entende que se algo que ele ver vazar, vai resultar em sua execução?"
Mari sorriu ao ver isso. "Sim, eu garanto que ele vai ficar bem comportado."
"Isso vai ser de sua responsabilidade." Gendo falou novamente, ele recebeu um olhar de Fuyutsuki com isso.
"Obrigado!" Gritou a garota ao correr para fora da sala, deixando os dois novamente sozinhos, Fuyutsuki abaixou seu livro e falou com surpresa na voz.
"Isso foi novo."
"Eu não importo com isso." Gendo falou ao abaixar as mãos, seus olhos caindo na maleta ao chão. "Ela não tem mais utilidade aqui, o plano está quase concluído, pouco me importa se um civil conhecer essa base de perto."
"E o comitê?" Kozo perguntou sem importância com o caso da visita.
"Eles estão calados." Gendo falou ao apertar suas mãos. "Estão fazendo seus movimentos, mas ainda estão agindo de forma lenta."
"Deve ser porque os anjos ainda não foram completamente derrotados." Fuyutsuki falou intrigado.
"Sim." Gendo concluiu junto com o professor. "O primeiro ainda está vivo e quando eles souberem disso vão ordenar sua morte imediata para dar continuidade ao seu plano."
"Podemos contra eles?" Fuyutsuki perguntou preocupado.
"Não." Gendo falou friamente. "Atualmente estou implementando medidas de defesa em segredo, mas uma hora eles vão descobrir sobre isso."
"A série Mark está completa." Kozo falou ao ficar preocupado. "Pelo menos espero ter nossos EVAS ao nosso lado."
"Eles vão estar." Gendo falou ao pensar no futuro. "Pelo menos espero."
Notas do Autor: Olá pessoal Calborghete aqui, temos enfim o Capítulo28. Espero que tenha sido de agrado de todos, como sempre não deixem de segui-la e salva-la em seus favoritos para não perderem mais nenhuma atualização futura.
Capítulo simples, mas espero que tinha ficado bom, espero ter respondido algumas coisas que estavam para ser respondidas, como falei em cima, essa é a reta final desta história, então se preparem.
Por favor, não esqueçam de revisar, elas são muito importantes para saber se o andamento da história está sendo do agrado de todos, vocês devem saber que eu sempre as levo em consideração quando estou escrevendo e saber que está indo bem dá uma bela força.
Não esqueçam de curtir também a página do Facebook, pesquisem por "Calborghete" e localizem uma imagem de Shinji e Asuka, nesta página eu vou postar atualizações e também será mais fácil de entrarem em contato comigo.
CENA PÓS CREDITO.
Kensuke estava em seu quarto, tendo recebido uma mensagem de Mari lhe avisando que iria ficar com Rei a noite por causa de seus ferimentos, sabendo que tinha conseguido a sorte grande com isso, ele resolveu deixar a garota livre.
Em suas mãos outro modelo de um dos V-TOL que encontrou para comprar, sua concentração era tanta que ele nem percebeu uma pessoa entrando em seu quarto.
"Oi." Uma voz falou em seu ouvido, o fazendo pular e lançar o modelo para cima, ao se virar, ele pode ver Mari rindo ao se deitar em sua cama.
"Isso não tem graça, poderia ter me matado." Kensuke protestou ao colocar a mão sobre o peito.
"Mas não matei e mesmo que fizesse, eu te traria de volta." Mari falou ao sorrir para o garoto, somente pensando na surpresa que preparou, lentamente ela se levantou e deu um beijo rápido no rapaz, deixando o cérebro de Kensuke derretido.
"Tenho uma surpresa para você." Mari falou ao se afastar e pegar uma venda. "Mas vai ter que confiar em mim."
"Ok?" Respondeu o garoto com dúvidas, mas seus olhos logo caíram na venda. "Para que isso?"
Mari sorriu ao ver o nervosismo do garoto. "É uma surpresa, não confia em mim?"
"Sim, mas ..." Kensuke tentou protestar, mas foi calado por um dos dedos de Mari.
"Só espera." Mari sussurrou ao tampar os olhos do garoto, que prontamente se deixou levar.
Ele não sabe quando tempo ficou no escuro, ele somente deduziu que estava em um carro, indo para algum lugar, infelizmente ele somente tinha a mão de Mari para lhe dar alguma segurança, sua mente gritando dizendo que isso iria ser seu fim.
"Devagar, eu vou guiar você." Mari falou ao colocar uma mão nos ombros de Kensuke, ignorando completamente as pessoas que olhavam para a cena, Kensuke engoliu a seco com o ar frio e úmido de uma sala.
"Tá dá." Mari falou ao remover a venda, Kensuke olhou para os lados, somente vendo a escuridão, logo seus olhos caíram em Mari sorridente.
"Então?"
Mari deu uma risada aberta, em suas mãos ela apertou um pequeno botão, logo as luzes se iluminaram, Kensuke se assustou a princípio, mas logo ele percebeu onde estava, seus olhos foram agraciados com a cabeça gigante da unidade 08 em toda a sua gloria rosa.
Mari viu seus olhos lagrimejando com a visão, ela sabia que ele sempre amou os EVAS. "Então? Gostou do meu novo EVA?"
Kensuke virou a cabeça e olhou para Mari, vendo como ela estava sorrindo e feliz, ele amava os EVAS, amava tudo que eles representavam, mas ver aquele sorriso tirou o foco disso, ainda era impressionante, mas nada era comparado com isso.
"Eu amo você."
