Crepúsculo não me pertence.

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Essa fanfic é dedicada à minha amiga oculta Thalia Masen

Oii amiga, aaaa que bom está te entregando seu presente finalmente. Espero que goste, não postei nenhum teaser, por que eu achei que ia ficar muito na cara se falasse que era sobre a primeira vez deles vampiros hahaha, foi feito com muito carinho para você. Vi também no twitter falando que está com covid, e desejo melhores e uma ótima recuperação, tudo vai passar logo. Um maravilhoso natal para você e sua família!


SINOPSE:

Todas as coisas que Edward achava impossível acontecer aconteceram. Ele está casado com Bella e prestes a ter sua primeira vez depois de mais de 90 anos.

Como ele poderia amá-la sem matá-la?


CAPÍTULO ÚNICO

Eu suspirei pesadamente como se fosse um humano qualquer. Estávamos perto de pousar e não pude deixar de me lembrar da última vez que tive nessa cidade e nesse país. Como vivia como um miserável, tentando não pensar em Bella... como meu mundo ruiu quando Rosalie ligou e pensou que ela não estava viva.

Como eu poderia ter imaginado?

Tudo fora um engano. E mais do que um engano, ela tinha me salvado. Minha doce humana, frágil e corajosa, foi até a Itália, em um covil de vampiros, para salvar a minha vida depois de toda dor e sofrimento que a fiz passar.

Eu não merecia essa felicidade. Não merecia seu amor. Mas todos os dias agradecia ao Deus de Bella por tê-lo.

Jasper ainda se espantava com a intensidade do sentimento dela por mim. Não era normal uma humana sentir um amor tão forte, era quase tão intenso como o meu por ela.

Quase.

A cada minuto que passava naquele voo, eu ficava mais nervoso. Desejei que meu irmão estivesse ali para acalmar meus nervos, mas me sentia tão ansioso que acho que nem isso iria funcionar.

Felizmente, Bella dormiu tranquilamente nos meus braços por quase todo o trajeto, na poltrona confortável da primeira classe, acordando apenas para comer e ir ao banheiro. Seus momentos como humana, como ela diria.

Foram longas dezesseis horas de voo muito bem calculadas para que chegássemos durante a noite no país.

Alice dissera que o sol iria se pôr às 5:37. Olhei o relógio em meu pulso para constatar que faltava cinco minutos para acontecer. A janela estava fechada, pela posição do avião, os raios dispersos não me atingiriam por esse lado, portanto abri a janela e encarei a cidade iluminada que se aproximava. Dali pude distinguir as ondas do mar agitado, as pessoas caminhando na orla, os prédios, e o trânsito quase parado na hora do rush. Pude até ver o Cristo Redentor em cima do Morro do Corcovado.

Chamavam aquela de cidade maravilhosa. Eu entendia o porquê. Era uma cidade linda, com belas paisagens que encantavam a todos.

Mais uma vez naquele dia, desejei ser um humano com todas minhas forças. Queria ser capaz de dar uma lua de mel de verdade para Bella. Sonhava em poder amá-la sem medo de quebrá-la, passear com ela pelos pontos turísticos e pela orla, deixá-la fazer compras nas vendas locais... eu sabia que Bella apreciaria.

Sorri por um momento imaginando como seria, andar com ela pela orla de mão dadas, sentir o sol aquecendo nossa pele sem precisar correr para se esconder. O barulho do som me tirou de meus pensamentos.

Engoli em seco perante o anúncio do comandante: o momento do pouso se aproximava. Estava perto. Não tinha mais como fugir e eu só esperava que, da próxima vez que pegasse um voo, Bella estivesse ao meu lado — viva e bem. Pois se de alguma forma isso não acontecesse, eu não saberia dizer o que seria de mim.

Bella se mexeu, gemendo desconfortável e abriu os olhos encarando a janela alerta. Ela se espreguiçou e eu sorri com sua cara linda de sono.

— Estamos chegando? — perguntou-me confusa passando a mão em seu rosto.

— Sim, vamos pousar. Arrume sua poltrona — instruí.

Ela assentiu e subiu a poltrona. Pousou os olhos na janela outra vez. O aeroporto estava próximo, ao longe, o alaranjado escuro dava lugar ao rosa escuro, magenta e anil. As nuvens pareciam porções de algodão banhadas no ouro.

Olhar o sol se pondo sempre me fazia pensar em Bella. Aliás, havia alguma coisa no mundo que me fazia não pensar nela?

Parecia que fazia anos desde quando vimos o sol atrás das nuvens em Forks, na primeira vez que a deixei em sua casa depois da escola. Quem poderia imaginar que eu viveria tudo o que estou vivendo? Que me entregaria a Bella assim? Correção: que ela se entregaria completamente e totalmente a mim?

Quem poderia ter imaginado que um dia Bella se tornaria minha esposa?

Que caminharia até mim em nosso casamento, que, apesar de tudo que a fiz sofrer, de ser quem eu era, Bella me aceitaria e me amaria?

Eu teria essa memória perfeita para sempre na minha existência.

Foi difícil, mas Alice conseguiu esconder até o último minuto como seria o vestido de Bella e, quando as pessoas começaram a pensar nisso, tentei manter minha mente longe dos pensamentos deles. Eu queria a surpresa total sobre isso.

Assim que Rosalie começou a tocar a marcha no piano e Bella finalmente apareceu no meu campo de visão, toda envergonhada olhando primeiro para seus pés antes de erguer seu rosto e encontrar meu olhar, não pude conter meu sorriso.

Bella estava esplêndida, de tirar o fôlego. Por um momento, só existíamos nós dois ali, minha mente se calou de todos os presentes e me concentrei apenas na mulher que caminhava lentamente até mim pronta para entregar sua vida, sua humanidade. E ser minha esposa enquanto ambos estivéssemos vivos.

A mão de Bella apertou a minha puxando-me de minhas lembranças, eu sorri olhando a aliança dourada em sua mão e pensei na minha própria que adornava meu dedo, o primeiro e único anel que usaria em toda minha existência. O elo que mostrava que eu pertencia a ela, inteiramente.

Elevei sua mão com a minha e beijei seu dedo e sua aliança com orgulho. Eu a tinha colocado ali. Bella sorriu, uma emoção cruzou seus olhos castanhos e de novo quis saber o que ela pensava, mas o avião pousou e ela desviou o olhar para frente.

Aguardamos em silêncio a aeronave parar em sua vaga. Felizmente estávamos na segunda fileira e podíamos sair primeiro. Assim que avião parou, me levantei, peguei sua bolsa de mão do compartimento superior e entrelacei nossos dedos.

— Ainda tem mais viagem? — perguntou enquanto eu a guiava pelo aeroporto.

Eu apenas sorri, deixando-a curiosa. Caminhamos até a esteira para retirar nossa bagagem que, como Alice previra, foram as primeiras. Peguei nossas malas e a guiei para o portão de desembarque.

...uau que morena linda... um taxista pensou encarando Bella da cabeça aos pés.

Contive um rosnado, lembrando-me da mão de Bella na minha.

Ela era minha. Minha esposa, minha mulher.

Ela tinha me escolhido. Minha parte humana de dezessete anos que sempre teria comigo quis esfregar na cara daquele sujeito, mas meu lado mais maduro apenas ignorou o taxista.

Fui até outro que tinha pensamentos mais tranquilos. Ele pensava que deveria fazer sua última viagem e ir ao mercado comprar os ingredientes que sua esposa queria, pude ver que era um bom homem ao contrário do outro.

Dentro do carro, sentados no banco de trás, segurei novamente a mão de minha esposa e dei as instruções para o local de nosso desembarque, falando fluentemente a língua. O coração de Bella acelerou e o nervosismo voltou a tomar conta de mim. Ela encarava as ruas escuras pela janela e era nesse momento que daria tudo para escutar seus pensamentos.

Será que ela queria levar aquilo adiante? Será que não tinha desistido? E se tivesse desistido, mas temia que eu ficasse chateado? O que ela pensava?

O taxista parou na entrada das docas, desceu do carro e me ajudou a tirar as malas do bagageiro. Agradeci dando uma boa gorjeta a ele que voltou ao táxi assoviando ao ver o valor.

Guiei Bella pelo longa fila de iates brancos atracados. A água estava escurecida em um azul petróleo convidativo. Quem sabe não déssemos um mergulho mais tarde? Parei em frente a lancha que tinha sido preparada, estava tudo como tinha pedido.

Pulei para dentro com facilidade carregando as malas e as coloquei no chão do barco, depois me virei e ajudei Bella a subir. Ela esticou suas pernas e senti aquela pontada de prazer no corpo ao encarar seus tornozelos e joelhos bonitos.

Ainda não, entoei a mim mesmo.

Ela se sentou e fiquei em silêncio enquanto conferia tudo e preparava para sair. Liguei o barco e o motor rugiu levemente.

Segui pelo leste no oceano aberto, acelerei o barco que se atirava na água do mar, salpicando gostas de agua em nós dois. Agradeci mentalmente quando os pensamentos e barulhos da cidade desapareceram.

Eu amava levá-la à nossa clareira, pois era o único momento em que podia ouvir apenas as minhas reflexões e desfrutar completamente de sua companhia. Ali seria como em nossa clareira: somente eu e Bella. Nenhum pensamento em minha mente além dos meus próprios e o prazer de sua companhia.

Aumentei a velocidade, os fios do meu cabelo balançando com o vento salgado, e meu sorriso se alargou com a adrenalina.

— Vamos para mais longe? — sua voz quebrou o silêncio soando acima do barulho do motor do barco.

Voltei meus olhos para ela e sorri divertido quando vi suas mãos agarradas no banco. Será que pensava que bateria esse barco? Bella, minha esposa bobinha. Como se eu fosse deixar acontecer algum mal a ela!

— Cerca de meia hora — respondi.

Meia hora por um momento que esperei por quase um século.

Meia hora para saber o que venceria: meu amor por Bella ou a sede por seu sangue?

Inspirei até seu cheiro me atingir e a dor foi bem-vinda em minha garganta. Mas tinha me alimentado tanto na noite anterior que me sentia empachado. Voltei minha atenção à direção do barco, seguindo as coordenadas pelo mar e vinte minutos mais tarde, chamei seu nome.

— Bella, olhe ali — apontei para frente onde a ilha começava a aparecer.

— Onde nós estamos? — perguntou, mudei a direção do barco e fui para o lado norte da ilha para atracar.

Dei um grande sorriso animado por finalmente termos chegado, depois de uma longa viagem. Era uma ilha pequena em formato triangular, com uma casa e mata.

— Essa é a Ilha Esme — respondi parando o barco no cais.

Desliguei o motor e o silêncio foi longo. As ondas calmas batiam levemente no barco e o vento quente trazia o ruído das palmeiras e de alguns animais presentes na mata.

— Ilha Esme? — sua voz soou mais baixa que o normal, embora eu a escutasse.

— Um presente de Carlisle. Esme se ofereceu para nos emprestar — expliquei.

Todos meus irmãos já passaram algum tempo ali em lua de mel, no entanto, eu só fora duas vezes: uma quando Carlisle comprou a ilha e fomos reformar a casa e outra para uma tentativa de férias em família... que se mostrou frustrante, uma vez que todos preferiam ficar em seus quartos e eu saía para o outro lado da ilha sozinho e de bom grado.

Era insuportável ficar nesse lugar paradisíaco, sendo o único solteiro. Finalmente eu estava ali com minha esposa. Quem poderia ter imaginado?

Nunca cansaria de pensar em Bella como minha esposa!

Coloquei as malas em cima das placas de madeira do cais e me virei para ela sorrindo. Bella estendeu a mão para que eu a ajudasse, mas a ignorei e puxei direto para meus braços. Gargalhei baixinho do ofego assustado dela.

— Você não devia esperar até chegar na porta? — questionou sem ar enquanto saltei para fora do barco.

— Se eu não fizer tudo não tem graça — sorri.

Não queria correr o menor risco de algo trazer azar ao nosso casamento.

Inclinei meu corpo, carregando-a facilmente com um só braço, e peguei nossas malas andando pela trilha através da mata. A casa surgiu com sua arquitetura moderna e janelas largas.

Seu coração bateu forte, podia senti-lo através de suas costelas e em meu ouvido, sua respiração parou e a encarei, mas Bella não me olhou de volta ainda olhando para frente. E eu soube exatamente o que ela estava pensando. Bella estava tão nervosa quanto eu... Essa constatação apenas aumentou meu estado.

O momento tinha chegado, nós dois sabíamos muito bem. Não haveria volta.

Coloquei as malas no chão para abrir as portas e a fitei esperando que Bella devolvesse meu olhar, mas seus olhos continuaram atentos na casa, observando cada detalhe. Carreguei-a para dentro, ambos em silêncio, acendia todas as luzes enquanto passava, lembrando-me que Bella não enxergava tão bem como eu no escuro.

O pulso dela estava ainda mais acelerado quando acendi a última luz, do quarto principal, e coloquei-a suavemente no chão. A sede abrasada em minha garganta.

— Eu... — precisava sair dali urgentemente, mas não falaria isso para Bella, sabendo que poderia interpretar de outra forma minha reação. — Eu vou pegar a bagagem — falei e sumi.

Respirei fundo assim que estava do lado de fora, o ar fresco foi bem-vindo. Era isso, não tinha mais escapatória. Adiar só faria nossa tortura e nervosismo crescer.

Então peguei as malas, voltei para dentro e parei no batente da porta para depositar nossos pertences no chão. Silenciosamente, observei Bella de costas para porta, suas mãos tocavam o mosquiteiro opaco da cama de casal, e questionei-me sobre seus pensamentos.

Aproximei-me dela lentamente, sabendo que ainda não tinha percebido minha presença. Coloquei meus dedos em sua nuca notando algumas gostas de suor ali e limpei seu suor com meus dedos. Pela primeira vez, toquei sua pele sem medo de que a fizesse sentir frio. Tinha certeza de que me toque seria refrescante.

— Está meio quente aqui — tentei explicar — Eu achei... que seria melhor.

— Perfeito — Bella murmurou por baixo de seu fôlego.

E então eu ri de nervosismo, porque não sabia mais a razão de ter aceitado aquilo.

O que eu estava fazendo? Onde estava com cabeça quando disse sim para aquela loucura? Era loucura, eu poderia matá-la, como ela não era capaz de entender isso?

Porque, claro, eu esperava que Bella mudasse de ideia em algum momento.

—Eu tentei pensar em tudo que pudesse tornar isso... mais fácil — admiti.

Como poderia ficar perto dela se ficássemos em um local frio?

Em Forks, Bella precisava ficar enrolada em uma grossa manta, aqui não precisaríamos disso.

Seriamos só eu e ela, desnudados do coração, corpo, alma, de tudo.

— Seria maravilhoso — disse lentamente — se... primeiro... talvez quem sabe você não quisesse dar um mergulho noturno comigo? — respirei profundamente tentando que minha voz saísse tranquila. — A água é muito quente. Esse é o tipo de praia que você aprova — e eu posso ficar perto de você.

— Parece bom — sua voz se quebrou.

Eu assenti e dei um sorriso.

— Sei que você gostaria de um ou dois minutos como humana — adivinhei. Bella precisava de um tempo para suas necessidades e eu para relaxar. — Foi uma longa viagem.

Bella balançou a cabeça parecendo rígida e decidi afugentar seu nervosismo de alguma forma. Inclinei meus lábios pelo pescoço alvo e depositei um beijo logo abaixo de seu ouvido. Eu ri ao provar do seu suor salgado.

Será que tinha alguma parte dela que era ruim? Podia apostar que não. Seu sangue, seu suor, suas lágrimas... faltava experimentar apenas uma coisa e parte de mim ansiou por aquilo nos últimos meses ardentemente, embora nunca tenha imaginado que realmente fosse acontecer enquanto ela era humana.

— Não demore muito, sra. Cullen — murmurei.

Ela pulou ao som da minha voz e eu sorri de prazer ao chamá-la assim.

Senhora Cullen, minha mulher.

Desci meus lábios ainda mais pelo pescoço sentindo o pulsar de sua veia. Recebi de bom grado o cheiro de seu sangue, inspirando profundamente e me inebriando ali. A garganta reclamou do fogo e entoei mentalmente para me conter.

Tão apetitosa!

—Eu vou esperar por você na água — avisei.

Afastei-me antes de perder meu controle. Passei pelas portas francesas que se abriam em direção ao mar e banhei-me com a umidade densa do ar tropical e o cheiro de sal, peixe e noite passou por mim, aspirando o ar puro e me preparando para o que viria.

Caminhei até uma palmeira triangular e encarei a água em dúvida.

Eu deveria tirar minha roupa? Sempre nadei nu quando estava sozinho, mas agora Bella viria ao meu encontro. E se eu tirasse e a assustasse? Éramos casados, mas ainda não tínhamos intimidade para isso. Ou tínhamos? O que Bella esperava de mim? E se ela desistisse de tudo e se tornasse desconfortável? O que eu estava fazendo ali?

Respirei fundo e pensei novamente. Estávamos casados. Entrar na água com roupa não faria sentido. Não tínhamos intimidade, mas precisávamos construi-la de algum modo. Se Bella não gostasse do meu físico... bem, ela nunca reclamou quando as coisas ficaram um pouco fora de controle.

Aqueles pensamentos me percorreram por dois segundos. Antes que perdesse a coragem, abri os botões da minha blusa e tirei a peça, tirei também meus calçados e senti a areia fina embaixo dos meus pés. Hesitei ao abrir minhas calças, mas terminei de me desnudar, pendurei tudo no galho da árvore e caminhei para o mar.

A água estava morna e apreciei a sensação na minha pele. Respirei fundo e mergulhei tentando controlar o misto de emoções que me inundava. Fiquei ali embaixo por quase um minuto sem respirar, mas estava ansioso, então submergi e passei a mão pelos cabelos.

Nada do que vivi poderia ter me preparado melhor para aquela noite... Para o momento em que me uniria por completo à Bella.

Tinha planejado cada detalhe para seu conforto, porque eu queria que ela gostasse. Queria dar prazer a ela e mostrar todo o meu amor. Queria fazê-la minha mulher como nunca foi de nenhuma outra pessoa.

Concentrei-me nos sons que vinham do quarto: o coração batendo, a respiração rápida, os passos nervosos... podia escutar o som suave da escova em seus cabelos e a água da torneira caindo. Tentei imaginá-la no banheiro, escovando os dentes e se olhando no espelho, porém, quando escutei o barulho do chuveiro parei minha imaginação porque o pensamento fez com que uma onda de prazer e medo percorresse meu corpo.

Logo eu poderia vê-la, logo eu a teria em meus braços.

Mas, e se eu a machucasse? E se perdesse a razão? E se eu ficasse tão envolvido nas sensações de tê-la em mim que o monstro me dominasse?

A garganta ardeu em apreciação com a lembrança do doce sangue dela.

Jacob estava certo. Eu iria matá-la. Onde estava com a cabeça quando concordei?

Eu era um vampiro, tinha uma força sobrenatural, era uma criatura das trevas. O que tinha feito para ter alguém como Bella, doce e inocente? A todo momento tinha que me concentrar para não a apertar forte demais e machucá-la, como poderia fazer isso essa noite? Nem a beijar como gostaria de beijá-la eu poderia. E se eu quebrasse alguma parte dela, sem querer? Se me descontrolasse?

Não, isso nunca poderia acontecer. Eu não me perdoaria! Nunca.

Bella ficaria bem, eu tinha prometido. Nós tentaríamos e teria que dar certo. Não poderia voltar atrás agora! Ficar desesperado só iria nos prejudicar.

Respirei fundo como se isso fosse acalmar o meu desespero.

Ah, se eu fosse humano! Eu poderia tocá-la e amá-la sem nenhum receio. Faria tudo o que sempre imaginei. Beijaria seu corpo, sua boca, como sempre tive vontade, sem medo de que sua língua passasse em meus dentes e eu a cortasse...

Ou se Bella fosse vampira...

Seriamos iguais. Ela seria tão forte como eu, mais forte ainda nos primeiros meses.

A velha imagem de Bella com olhos rubis — aquele futuro que Alice se agarrara com tanto afinco — encheu minha mente e afastei aquele pensamento tão rápido como ele veio. Meu corpo todo parecia tremer.

Vampiros poderiam ter ataques de pânico?

Então o chuveiro se fechou e meu corpo tremeu ainda mais, tive a impressão de ouvir um sussurro baixo, mas foi tão baixo que não conseguir distinguir o que Bella dizia. Respirei fundo ouvindo seus passos ficando próximos, pousei as mãos sobre a água e deixei o movimento das ondas tentar me acalmar.

Seus passos se aproximaram mais, sua respiração pesada combinava com o forte pulsar de seu coração. Encarei a lua, sentindo-me mais ansioso. O barulho de uma toalha caindo na areia me fez engolir em seco.

Como ela estaria? Será que Bella usava biquíni? Ou estaria nua como eu? Ela com certeza deveria ter visto minhas roupas na árvore.

Senti meu corpo morto esquentar com sua aproximação — Como isso era possível? —, mas continuei de costas, não sabendo se estava preparado para vê-la caminhando até mim. Eu fiquei em silêncio apenas ouvindo Bella caminhar lentamente até mim, fiquei atento para caso dela tropeçar, mas isso não aconteceu. Ela mergulhou e ouvi o barulho de suas braçadas até mim.

Bella parou ao meu lado e sua mão pousou sobre a minha em cima da água gentilmente. Era chegada a hora.

Não tinha mais como fugir.

—Linda — escutei sua voz suave e a encarei pelo canto do olho.

Falava da lua pude perceber.

—Está tudo perfeito — concordei e então virei lentamente para olhá-la em toda sua glória.

Bella estava nua assim como eu. A água parando em seu umbigo. Seus cabelos molhados e espalhados em suas costas, contrastavam com a pele pálida de seu colo. Pela primeira vez a encarei sem nada que pudesse esconder sua visão sobre mim.

Seus seios eram pequenos e perfeitos. Nada de tudo aquilo que um dia eu imaginei chegava perto de sua beleza real. Virei minha palma para cima e entrelaçamos nossos dedos embaixo da água.

— Mas eu não usaria a palavra linda — continuei. — Não com você bem aqui para comparar — dei um sorriso.

Nada era mais lindo que Bella. Nada nunca seria tão perfeito quanto ela para mim.

A lua, as estrelas, as paisagens mais belas do mundo... Bella ganhava de tudo isso. Ganhava da Cidade Maravilhosa que deixamos no continente.

Bella deu um meio sorriso, ergueu sua mão livre e colocou sobre meu coração imóvel. Nossas peles estavam quase igualmente pálidas e meu corpo estremeceu com seu toque. Foi como se todo meu corpo aquecesse. O fogo pareceu queimar e, pela primeira vez, não estava concentrado em minha garganta. A sede abrasadora não se comparava em nada ao incêndio do meu desejo por ela, por seu corpo.

Respirei mais rápido tentando me controlar, precisava lembrar que Bella era frágil.

— Eu prometi que iríamos tentar. Se... Se eu fizer alguma coisa errada, se eu a machucar, você deve me dizer na hora — disse com firmeza e rezei mentalmente para que eu estivesse consciente o bastante para ouvi-la e atender ao seu pedido.

Bella assentiu com a cabeça sem desviar os olhos dos meus, exalando confiança, deu um passo e deitou a cabeça em meu peito, encostando nossas peles.

O fogo me consumiu.

— Não tenha medo — murmurou ela. — Nós pertencemos um ao outro.

E aquelas palavras ressoaram em meus ouvidos.

Eu duvidava muito disso. Será que ela não entendia o perigo? Todos confiavam demais em mim e eu não merecia isso. Eu era um monstro, um assassino cruel sem alma.

Bella não tinha sido feita para ficar com um monstro, embora tenha me escolhido. Não havia dúvidas de que me amava. Aceitara ser minha esposa. Trocara uma vida humana e renunciara seus sonhos para ficar comigo. Mas...

E se, quando nos tocássemos tão profundamente, Bella percebesse que meu corpo era todo gelado? Esse era um dos meus maiores medos. E se ela se repelisse de mim?

Abracei seu calor, segurando-a contra mim, testando sua reação à minha pele. Estava quente — e eu agradecia imensamente ao Carlisle por ter dado uma ilha à esposa — então esperava que meu corpo gélido não a incomodasse.

— Para sempre — concordei e a puxei gentilmente para mais fundo na água.

A água morna cobriu mais nossos corpos e a beijei com cuidado. Bella se segurou em mim e colei nossos corpos como nunca tinha permitido. Podia sentir as curvas suaves; seus seios pressionados em meu peito, os mamilos enrugados por causa do contato com o frio, sua barriga colada a minha, as pernas roçando as minhas...

Bella arfou quebrando nosso beijo e me olhando espantada. Franzi o cenho e dei um meio sorriso para ela, afastando uma mecha de seu cabelo molhado de seu rosto.

— O que foi? — questionei aos sussurros.

— Você está... — Se mexeu e pressionou meu membro entre nossos corpos.

Eu sorri com cuidado.

— Excitado? — completei para ela que assentiu. — Eu sempre estive excitado por você, Bella, só nunca tinha permitido deixar você sentir.

Ela então sorriu, um lindo brilho surgiu em seus profundos olhos castanhos e eu soube o que estava pensando. Lembrei-me de quando estávamos sozinhos em meu quarto, antes da batalha. Bella tentou me seduzir. Foi tão difícil resistir! Ainda mais depois de finalmente ouvir seu maravilhoso sim. Ela chegou a chorar achando que não a desejava. Minha Bella, boba e supersensível. Será que ela não entendia o tanto que a desejava? Eu era homem afinal, apesar de inexperiente, eu sempre a desejei e sempre a desejaria.

— Eu lhe disse, a maioria dos desejos humanos está presente, só fica escondida por desejos mais poderosos — lembrei-a, do que já havia lhe dito antes.

— O desejo por meu sangue? — ela perguntou e eu assenti.

Aquela frase fez minha garganta queimar, mas não lhe dei importância.

— O que você quer mais agora? Meu sangue ou meu corpo?

Ah, minha humana corajosa! Eu quero tudo!

— Você, só você — falei e colei nossos lábios novamente.

Subi uma mão por sua nuca e pressionei sua cintura com a outra, beijando sua boca. Chupei seus lábios suavemente, cuidando para que meus dentes não arranhassem aquela camada fina de pele, amaldiçoando-me por ser um monstro. Como queria beijar Bella mostrando todo meu desejo! No entanto, devia ir com calma! Meu lado homem gemeu em protesto. Um dia, prometi a mim mesmo. Quando ela for como eu. Então mostrarei todo o ardor de minha paixão, todo meu desejo. Faria tudo que sempre tive vontade de fazer com ela.

Sabia que apreciaria.

Minha consciência chorou ao lembrar dos olhos rubis num rosto que não mais coraria. Não tinha mais volta. Precisava aceitar isso de uma vez. Bella um dia seria igual a mim e estaríamos juntos por toda eternidade.

Por toda a eternidade!, exultou minha parte egoísta.

Quebrei o beijo quando meus pulmões clamaram por ar. Eu realmente parara de respirar? Minha esposa também estava ofegante. Pelo visto, não fui o único. Mas não estava pronto para abandonar sua pele macio, então trilhei beijos pelo seu pescoço, subi minhas mãos pela lateral de seu corpo e apalpei seus seios. Pela primeira vez, permiti todos aqueles desejos guardados tomarem conta de minhas ações com cuidado.

— Edward — Bella arfou quando meu polegar roçou em seu mamilo eriçado.

— Você gosta? — perguntei fazendo o mesmo no seu outro seio.

Tão perto de seu coração!

— Sim — sua voz saiu como um gemido e vibrou por todo meu corpo, deixando-me ainda mais quente.

Corajosamente, desci meus lábios do seu pescoço, passando por sua clavícula e colo. Com o maior cuidado do mundo, lambi seu mamilo pequeno delicadamente e Bella gritou. Imediatamente, me afastei para olhar em seus olhos dilatados.

— Eu te machuquei? — questionei assustado.

— Não, é claro que não — respondeu e então eu entendi.

Bella tinha gritado de prazer. Eu estava dando prazer à minha esposa do mesmo jeito que ela me dava apenas por me deixar tocá-la.

— Nós vamos fazer amor aqui? — sua pergunta ousada me surpreendeu e seus olhos castanhos refletiam o brilho da lua e a minha sombra.

— Eu andei conversando com Carlisle sobre isso — confessei olhando em seus olhos — Queria achar uma forma que não te causasse dor.

Não gostava de nada que pudesse machucá-la, menos ainda de ser o responsável.

— O que ele disse? — perguntou curiosa.

— Que não tinha como. Varia para cada mulher. Entenda, Bella, algumas sentem muita dor e outras não. Há também o problema do sangramento. Quando... romper seu hímen pode ser que... sangre muito ou quase nada — expliquei. Tinha assistido tantas e tantas aulas de biologia no decorrer da vida, feito duas faculdades de medicina e mesmo assim fui pedir conselhos ao meu criador. Sabia que a teoria podia ser diferente na prática e se houvesse algo que pudesse fazer para facilitar eu o faria. — Carlisle diz que você estará muito sensível. Talvez seja desconfortável por causa da minha temperatura, eu... eu estou torcendo muito que esse meu aspecto acelere a contenção do sangue, mas... Bella, talvez... talvez isso faça com que você sinta muita, muita dor. Você tem certeza de que...

Bella suspirou, colocou a mão em minha boca para interromper-me e acariciou meu rosto. Eu mordi o lábio inferior, pronto para encerrar a noite, se ela assim quisesse.

— Nós estamos preparados para isso, Edward — insistiu.

É claro que não iria querer encerrar ali.

— Carlisle acha que seria mais... confortável para mim... se fizéssemos isso no mar — voltei ao tópico inicial. — A água salgada cortaria o cheiro do seu sangue para mim.

— E então? — perguntou ansiosa, seu coração pulsando com força.

— Eu... eu não quero fazer isso assim, Bella — expus meu desejo, sendo egoísta de novo, eu deveria fazer do jeito mais fácil. — Aqui no mar, não. Quero de forma tradicional. Na cama vai ser melhor e mais confortável para você. Sem mencionar que a água salgada pode te deixar menos... lubrificada.

Seu rosto corou, mas ela continuou me olhando mostrando toda sua decisão.

— Você preparou tudo pensando em mim, Edward. Eu não me importo se for aqui, na cama ou em qualquer outro lugar. Estaria feliz mesmo que fosse no chão da nossa clareira. Se no mar for melhor para você, tudo bem. Tome a minha virgindade, ela é sua.

Como não amar essa mulher que se entregava a mim sem medo, sem reservas?

— Não aqui, Bella — retruquei acariciando sua bochecha. — Vamos fazer isso na cama, de maneira tradicional, esqueceu que sou antiquado?

Ela riu, parecendo relaxada e feliz, e eu sorri contente ao ouvir aquele som.

Nós nos beijamos com paixão outra vez e deixei que minha mão descesse por suas costas e encontrasse sua bunda, apertando um pouco. Bella era uma mulher linda e eu a adoraria de toda as formas naquela noite. Suas mãos se espalmaram em meus ombros e começaram a descer por meu peito, meu estômago... Não! Eu ainda não estava preparado para aquele toque! Não aqui! Por isso me afastei um pouco e sorri para ela.

— Vamos para o quarto, senhora Cullen? — A luxúria pingava em minha voz.

Assim que Bella assentiu e se agarrou ao meu pescoço, enganchei suas belas pernas ao redor de minha cintura, segurando-a pelas coxas e beijando-a com afinco, e fiz nosso caminho até o quarto em dois segundos.

Quando desvencilhei Bella de mim e deixei que ela colocasse os pés no chão, seus olhos se abriram. Estávamos nus. Imediatamente, a consciência disso fez meus olhos escorregarem por todo o corpo dela — Suas pernas brancas estavam recém-raspadas, os pequenos pelos pubianos ainda não foram cobertos pela camada de queratina, sua barriga lisa tinha uma coloração de dar água na boca, os mamilos ainda túrgidos de excitação e os cabelos escuros pingando gotas de água salgada que arrepiavam a pele ao escorrer pelo corpo. Pela visão periférica, notei que Bella também me avaliava e que parecia cada vez mais autoconsciente de sua nudez. A insegurança clara em seu rosto.

— Minha imaginação nunca fez jus à sua beleza — comentei sorrindo.

— Você me imaginou nua? — Ela perguntou parecendo surpresa.

— Mais vezes do que você possa supor.

Aproximei dela e ergui seu rosto para unir nossas bocas com delicadeza. Suas mãos se espalmaram em meu peito e desceram até meu baixo ventre, deixando-me ciente da quantidade de sal e areia ali. Antes que Bella pudesse chegar mais para baixo, segurei a mão atrevida e sorri ao ouvir seu suspiro de frustração.

— O que acha de um banho para tirar a água salgada? — perguntei.

— Com você? — murmurou, levando a mão livre ao meu cabelo e acariciando.

Eu assenti e os olhos da minha morena brilharam de animação. Ela agarrou-se ao meu pescoço, puxando a mão que eu estivera confinando, e selou nossos lábios rapidamente.

— Vamos — concordou.

Peguei-a no colo novamente e corri para o banheiro. Coloquei Bella debaixo do chuveiro e o regulei para a água mais quente. Voltei ao quarto para buscar sua frasqueira e peguei seu xampu, voltando em menos de um segundo para perto dela.

— Você me deixa lavar seu cabelo? — questionei.

Bella apenas assentiu, então derramei um pouco de xampu em minha mão, postei-me atrás dela. Assim que comecei a massagear seu couro cabeludo, minha esposa inclinou um pouco a cabeça para trás e gemeu em apreciação. Massageei suavemente, apertando com o mínimo de força possível, passei a atenção aos fios longos e escuros. Quando achei o suficiente, puxei-a para baixo da ducha quente e ela enxaguou a espuma de sua cabeça.

Sorri ao vê-la fechar seus olhos debaixo da água quente. Estava adorando aquela nova intimidade que criávamos desde nossa chegada, parecíamos apenas um casal que se amava. Um casal comum. Quantas vezes não tinha imaginado nós dois tomando banho juntos quando ela ia para seus momentos humanos?

— Posso lavar o seu também? — perguntou ao abrir os orbes chocolates.

Concordando, inclinei a cabeça para ela. Assim que suas mãos tocaram meu couro cabeludo, uma emoção totalmente nova cresceu em mim. Não me lembrava de alguma vez alguém ter feito isso em todo o meu século de vida. Me senti amado e protegido por aquela humana. Podia sentir seu carinho e amor por mim. Seus dedos massagearam minha cabeça e quando terminou fui para debaixo da água quente tirando o xampu de mim.

Abri os olhos e vi que Bella me encarava maravilhada.

— Você é lindo! — suspirou.

Era a mesma face encantada de qualquer ser humano que cruzasse o caminho de um vampiro. Não era isso que eu queria ver em minha esposa. Não esse deslumbramento ilusório. Meu coração se apertou e balancei a cabeça.

— Eu fui feito para que me achasse lindo — lembrei-a.

Ela bufou, balançou a cabeça e colocou a mão em meu peito subindo para meus ombros e apertando um pouco o local. Tinha certeza de que ela reclamaria, então puxei-a para junto de mim, debaixo do chuveiro, e deixei a água quente molhar nós dois enquanto nossas bocas se aproximaram. Encontrei meu corpo ao dela sabendo que não a faria sentir frio por causa da água quente que caía.

Bella moveu suas mãos para minhas costas, subindo e descendo, e fiz o mesmo para testar minha força ao apertá-la suavemente. Mas decidi voltar para o momento em que paramos dentro do mar e movi minha boca pelo seu pescoço e seu seio. Lambi seu mamilo e Bella gemeu de prazer. Aquele som foi como música para meus ouvidos. Desci minha mão por seu corpo apertei seu quadril e suas nádegas sentindo o calor de seu sangue correndo nas veias e o cheiro doce de sua excitação. Bella arfou se pendurando em mim.

Edward!

Meu nome saiu fraco de sua voz. Levantei o olhar para fitá-la e meu corpo tremeu, porque seus olhos castanhos estavam derretidos de prazer.

Eu precisava acabar logo com isso.

Desliguei o chuveiro, puxei-a para fora do box, o banheiro abafado e quente, e peguei a toalha para secar seu corpo. Toquei suas pernas, seu estômago, seus braços... tudo o que desejei com a desculpa de tirar o excesso de água. Também enxuguei os longos fios de seu cabelo com o tecido úmido.

Sem dizer nada, Bella pegou outra toalha e começou a passar por meus braços, peito e costas com lentidão. Quando suas mãos desceram para meu quadril, minha respiração já estava tão superficial quanto a dela. Seus olhos brilhando de desejo e o cheiro da adrenalina e excitação que emanava dela estava me enlouquecendo.

Abracei Bella e a beijei com ardor, tirando seus pés do chão e carregando-a até os pés da cama. Ela encarou o leito antes de voltar-se para mim com o coração acelerado.

Era chegado a hora, não tinha mais o que adiar.

Bella molhou o lábio inferior com a língua enquanto encarava minha boca. Isso era tão sexy! Aproximei-me, segurando seu queixo entre o polegar e o indicador, e a beijei delicadamente. Em meio ao beijo, empurrei-a suavemente para que se deitasse na cama e apoiei minhas mãos no colchão para que não pesasse sobre ela. Uma ideia me ocorreu.

— Eu quero tentar uma coisa, você deixa?

Bella apenas assentiu e comecei minha exploração olhando para baixo.

Passei as pontas dos dedos suavemente em seu estômago liso algumas vezes, subindo e descendo cada vez mais, até chegar naquela parte em que nunca me permiti tocar. Bella gemeu, suas pernas se abrindo e me dando livre acesso.

Toquei-a com cuidado ali, sentindo seu calor, sua textura. Fiz todo o cumprimento com a ponta do indicador três vezes antes de me aventurar a penetrar lentamente o dedo em sua cavidade. O coração dela perdeu uma batida e imediatamente busquei seu rosto para tentar identificar o desconforto, mas ela parecia tomada por prazer.

O local onde meu dedo estava comprimia e relaxava envolvendo-me em calor e lubrificação. Sorri com quão molhada Bella estava. O homem primitivo em mim estava exultado. Eu tinha feito aquilo a ela. Eu excitara a minha mulher!

— Se tiver demais para você, me diga — lembrei-a e ela assentiu.

Desci minha boca, lambendo seu estômago, circulei minha língua em seu umbigo e senti o cheiro de sua excitação ainda mais perto. Inspirei profundamente e retirei o dedo.

Deliciosa!

Com delicadeza, beijei sua virilha, suas coxas e as partes internas delas, revezando entre uma e outra perna, até finalmente pousar meus lábios em seu sexo úmido e saboroso.

A lambi com o máximo de cautela. O sangue ali pulsava forte e precisei lembrar-me constantemente de não encostar qualquer parte em meus dentes. Portanto, não fui tão fundo quanto gostaria. Mas Bella gritou e abriu ainda mais as pernas para me dar mais acesso. Penetrei minha língua nela e chupei seu sabor, gemendo ao sentir seu gosto. Com certeza só perdia para seu sangue! Enfiei outra vez meu dedo dentro dela e o movimentei enquanto subia meus lábios e pressionava gentilmente o clitóris.

Uma mão de Bella puxou meu cabelo com força — um humano teria protestado e arrancado alguns fios —, suas pernas se apertaram ao meu redor e então ela soltou um longo grito enquanto seu corpo ficava tenso. Eu conhecia aquela reação. Emmett passara várias vezes em sua mente nesses 80 anos e ainda mais nos últimos meses. O sentimento de satisfação pessoal intensificou-se em mim.

Ela tinha chegado ao ápice do prazer.

Eu, Edward Cullen, dei um orgasmo à minha mulher!

Assim que seu corpo relaxou no colchão, separei suas pernas de meus ombros e subi meus lábios pelo corpo dela. Seu peito subia e descia com força, o sangue chamava meu nome, mas decidi ignorá-lo. Ainda podia sentir o sabor dela em minha boca.

— Você está bem? — perguntei.

Ela fitou-me languidamente, sorriu e colocou a mão em minha nuca.

— Mais do que bem — garantiu e me puxou para colar nossos lábios.

Ter consciência de que Bella sentia seu próprio sabor em meus lábios, fez meu corpo inteiro esquentar e meu membro pulsar. Quebrei nosso beijo e respirei fundo, tentando controlar minhas emoções. O desejo cresceu em proporções iguais e seu sangue era a única coisa que faltava para que o pacote de sabores de Isabella Cullen ficasse completo em minha língua. O problema era que eu só precisava arranhar seu lábio para obtê-lo e queria muito fazer isso. O rosto vermelho dela não ajudava meu autocontrole.

— Você está bem? — Bella perguntou arfante e preocupada.

Merda! Eu estava arruinando nosso momento!

— Só um momento — pedi e ela assentiu.

Respirei fundo algumas vezes tentando controlar a sede e a luxúria que duelavam em meu corpo, mas isso fez apenas seu doce aroma me atingir com força. Resignado, inspirei de bom grado e deixei minha garganta queimar.

— Bella... — adverti quando as pontas dos dedos dela começaram a subir e descer pelo meu estômago, distraindo-me da minha concentração.

— Eu quero que você sinta prazer também. Quero te tocar, Edward — falou.

A mão abrasadora desceu para além do meu umbigo e senti meu baixo ventre vibrar de impaciência. Aquilo não podia ser uma boa coisa. O homem em mim não sabia controlar a força que esse corpo monstruoso tinha.

— Eu não sei se é uma boa ideia — respondi.

— Por favor, só me deixa tentar... Se for demais, você me fala e eu prometo que paro — pediu com olhos suplicantes.

Mais tarde, tinha certeza de que acabaria me arrependendo, mas... Como poderia negar algo a ela que eu tanto queria também?

Então apenas assenti e deitei-me de costas.

Bella se mexeu na cama e se postou em cima de mim. Os lábios ardentes desceram pelo meu pescoço beijando e chupando minha pele, trilhando um caminho de fogo em minha jugular. Gemi. O prazer tomava conta do meu corpo, mas nada se comparava ao momento em que sua mão envolveu minha ereção e apertou.

Meu corpo todo vibrou de prazer quando ela movimentou suas mãos em mim, primeiro sem ritmo. Sua boca desceu pelo meu peito e tocou meus mamilos.

— Bella — gemi e mordi meu lábio com força.

Ela não parou sua boca ali e desceu mais pelo meu corpo. Sua língua fez uma trilha molhada até meu umbigo e eu chiei, sentindo meu interior estremecer. Quando senti sua língua atrevida em minha virilha, ergui meu rosto e observei sua pequena boca se abrir e envolver meu membro, me empurrando para dentro dela.

Oh, Deus!

Sua boca era quente e úmida em meu comprimento gelado. Ela colocou o máximo que conseguia na boca e apertou a outra parte, chupando-me com desejo. Meu corpo todo vibrou com a visão de essa Bella desinibida. Vê-la desse jeito era demais para mim.

Eu não aguentaria.

— Pare — pedi entredentes.

Como prometido, ela parou, então segurei seu quadril e apertei as nádegas. Fiz com que se deitasse na cama e coloquei-me novamente por cima dela.

— Você vai me enlouquecer — comentei e beijei-lhe os lábios.

Bella chamou meu nome em uma lamúria, quando minha mão tocou sua entrada novamente, e a sua mão pressionou minha ereção.

— Você está preparada?

— Sim — sussurrou em expectativa.

Eu assenti e beijei sua testa, posicionando-me entre as pernas dela.

— Eu te amo, Edward, confio em você. Sei que pode fazer isso — falou.

— Eu te amo, Bella — respondi.

Prendi a respiração e deslizei para dentro dela em uma estocada lenta e constante.

Bella gritou e eu trinquei os dentes.

Nada tinha me preparado para isso, para essa conexão, esse fogo que me atravessava a partir da união de nossos corpos. De todos os pensamentos que ouvi sem querer, todas as possíveis sensações que meus irmãos tentaram me preparar naquele mês, nada chegava aos pés daquilo. Ela era minha mulher, minha esposa e eu era totalmente dela.

— Você está bem? — indaguei usando a reserva de ar em meus pulmões.

O cheiro estava lá, pinicando minha língua e fazendo-me salivar, forte o bastante para sentir como se tivesse acabado de colocar brasa quente em minha garganta. Mas por ela eu passaria por qualquer dor.

— Sim — Bella gemeu e puxou-me pela nuca para alcançar meus lábios.

Com o máximo de cuidado, comecei a me mexer dentro dela tentando ser suave para que Bella não sentisse muita dor. As mãos femininas percorreram minhas costas e não pude deixar de sorrir quando elas tocaram minha bunda e apertaram. Reagi à sua provocação com uma mexida de quadril e o som que saiu dela foi delicioso.

Meus movimentos, que começaram experimentais e tímidos, se tonaram mais fortes e uniformes, eu deslizava para dentro dela com facilidade, nossos corpos se reconheciam e se encaixavam perfeitamente.

Bombeei meu membro sem pressa, embora meu corpo pedisse urgência, e dediquei-me a adorá-la com beijos por cada espaço de pele ao alcance da minha boca. O cheiro de seu sangue se misturava com o da nossa excitação e tornando tudo surpreendentemente suportável. Toquei-a com carinho, venerei seu corpo com o meu, com minha boca, minhas mãos e meu corpo sobre o dela.

Ao sentir a urgência de libertação em seu corpo, deixei que as emoções que vinha reprimindo tomassem mais do meu ser. Entrelacei nossos dedos e busquei seu olhar.

— Eu quero gozar com você, Bella — murmurei.

Seus olhos se arregalaram de surpresa com minhas palavras, mas minha esposa sorriu e assentiu. Então deixei o prazer tomar conta do meu corpo, colocando o rosto contra os travesseiros e intensificando os movimentos. Uma pequena parte de mim gritava desesperada para eu moderar a força, contudo, era um caso praticamente perdido, uma vez que inalava a combinação doce de sangue, suor e xampu de seus cabelos.

Bella apertava seu corpo contra o meu, arqueando as costas e encontrando meus quadris com arquejos e gemidos altos. Seus dentes raspavam o lóbulo de minha orelha de tempos em tempos até que, com um longo gemido, seu centro se apertou em minha volta, banhando-me com seu delicioso néctar e libertei-me naquele segundo.

Algo poderoso, que nunca imaginei sentir, tomou meu corpo. Foi como se meu coração explodisse e meu corpo todo pegasse fogo. Estremeci, tomado pelo prazer, e ao longe percebi que ela sentia o mesmo. O som do seu coração batendo com força, sua voz rouca, seus gemidos e múrmuros de prazer... A satisfação ficou mais intensa.

Atingir o ápice do prazer junto a ela — La petite mort, a pequena morte, como os franceses chamavam essa sensação pós-orgástica — fez com que, por um momento, me sentisse humano. O calor do corpo dela, o suor e o pulsar de seu coração pareciam sair de meu próprio corpo. Nossa ligação pareceu ainda mais sólida.

Nada do que vivi até ali teria me preparado para tudo que senti, nenhum outro casal teve aquela experiência porque éramos um par improvável, completamente opostos; ela era doce, quente, humana, eu era um assassino, frio e um vampiro.

Contudo, naquele momento foi como se pertencêssemos um ao outro, como se tivéssemos sido feitos um para o outro, como se nossas almas se reconhecessem e se conectassem — o que era difícil, pois eu não tinha uma.

Bella tentava regular a respiração que eu já voltara a marcar o ritmo perfeito. Levantei a cabeça e analisei sua expressão: extasiada, relaxada de prazer, contente. Sorri orgulhoso de mim mesmo. Eu perdera o controle quase por completo e ela continuava ali, olhando-me maravilhada. Porque depois de analisar todas as mentes que encontrei nessa situação, nada se comparava ao que aconteceu conosco.

Foi algo mais. Muito mais.

— Eu te amo — falei beijando-lhe a testa.

Saí de seu interior abrasador e Bella fechou os olhos, sorriu e deitou-se em meu peito. Sua mão foi imediatamente para o meu coração imóvel. Abracei-a e afaguei seus cabelos.

— Eu te amo — ela sussurrou de volta.

Ficamos em silêncio, apreciando o momento, a plenitude do amor que sentíamos. Mas sua respiração ficou calma e uniforme, então soube que adormecera. Sorri e corri a mão em meu cabelo. Eu merecia toda aquela felicidade que sentia?

Eu tinha conseguido. Nós tínhamos conseguido!

Eu era exclusivamente dela assim como ela era minha. E assim seria por toda eternidade porque Bella era minha mulher. Consumáramos nosso casamento.

Eu não a tinha machucado. Bella estava viva e bem. Eu queria sorrir, queria gargalhar com vontade de tanta felicidade que sentia.

Ah, minha humana! Deliciosa em todos seus aspectos.

Enchi meu pulmão de ar e me regozijei com os odores do quarto. O cheiro de sangue e sexo preencheu meus sentidos e minha garganta reclamou, mas não tanto quanto o esperado. Nossos cheiros estavam misturados como se fosse um.

Olhei para ela dormindo e percebi, pela primeira vez, que seu cabelo estava cheio de penas de ganso. Puxei na memória o momento em que tinha estourado algum travesseiro e murmurei uma imprecaução. Eu mordi o travesseiro enquanto estava envolto na névoa do clímax, nem dei contado que fazia no momento. Bem, pelo menos não tinha atacado minha esposa.

O pensamento me trouxe ainda mais felicidade. Mesmo inconsciente eu não a tinha machucado. Tudo aquilo que achei que nunca teria agora era meu: Um amor, uma companheira, uma família.

Um mar de possibilidades se abriu para mim. Aquela foi apenas a nossa primeira noite. A melhor da minha existência, se comparasse com todas as outras da lista.

Sentia que, conforme pegássemos prática, estaríamos ainda melhores. Poderíamos fazer amor em todos os lugares que sempre imaginei.

Fechei meus olhos e deixei a paz me dominar. Não ouvia nenhum pensamento além dos meus. Minha mente exausta relaxava com o barulho do mar, do vento, do coração de Bella e sua respiração. Poderia dizer que estava dormindo, mesmo que não estivesse fisicamente cansado. Nunca imaginei que pudesse me sentir tão feliz como estava me sentindo. Tão em paz comigo mesmo.

Abri meus olhos só algumas horas depois, quando Bella gemeu desconfortável em seu sono e a olhei com carinho, então eu percebi.

Ninguém deveria ser tão feliz por tanto tempo, ainda menos um monstro como eu.

Afastei-me dela e observei, com horror, seu corpo perfeito maculado pelas mãos da besta. Meu coração de gelo se quebrou ao notar que hematomas se formavam nos locais por onde minhas mãos tinham tocado e acariciado. O corpo de Bella estava cheio de marcas de minhas mãos e dedos, as marcas vermelhas começavam a ficar arroxadas.

Qual a diferença entre esses homens que maltratavam as mulheres e mim? Eu tinha machucado a minha esposa! Não havia perdão para isso!

Que espécie de monstro eu era? Eu não merecia essa felicidade! O que tinha feito a Bella? Por que ela não tinha me dito que a estava machucando?

Eu era um monstro que não conseguia controlar minha própria força!

Enquanto Bella fosse humana, eu não voltaria a tocá-la intimamente.

Estava decidido!


Nota da Autora:

Que desafio foi escrever sob o ponto de vista do Edward, ainda mais depois de Midnight Sun, sei que meus pensamentos aqui não chegaram aos pés deles, mas espero que tenham gostado, ainda mais minha amiga secreta, você disse que queria hot e gostava de fic canon, a música e a imagem do Combo 1 que escolhi me inspiraram a escrever a primeira vez deles, apesar de ter dado vontade de ter continuado kkkkkkk parei por aqui, felizmente sabemos o que acontece no final hahaha

É isso, espero que goste amiga!

Beeijos, lalac