Notas importantes: Twilight pertence a Stephanie Mayer. E a história original pertence a Lora Leigh.


Capítulo 1

POV Bella

Duas semanas mais tarde….

O jato particular taxiou na pista, encaminhando-se para o hangar aquecido que o aguardava, logo as enormes portas de metal se fecharam para prender o calor no interior enquanto os motores se silenciavam.

Longos minutos depois, a porta se abriu e Isabella Swan saiu para o patamar da escada que o piloto tinha baixado. Ela olhou em volta do hangar.

Uma longa limusine preta estava estacionada bem distante das asas do jato e quando ela olhou, uma porta se abriu e Edward Masen saiu do carro.

Olhos verdes e inclinados verde-amarelado, a linha dos cílios era preta, como se tivesse aplicado uma leve camada de delineador. Ela viu que seus cílios eram cheios. O seu nariz era longo e reto, embora um bocado arrogante, aliás, muito mais arrogantemente definido do que era possível em um homem normal. Os seus lábios eram um pouco finos, mas aquele lábio inferior, no centro era de uma abundância tão tentadora que fez com que ela lambesse os próprios lábios, como ela sempre fazia ultimamente enquanto estudava as fotos das Raças com as quais estaria em contato direto.

- Senhorita Swan, estamos indo à Venezuela para apanhar Senhor Emmett. Se você precisar de nós, não hesite em pedir resgate. Informou o piloto.

Girou e olhou para seu piloto. Piloto de campo. Desalinhado, seus olhos fixos e duros, mas havia um brilho de calor neles quando a olhou.

Ela era usada para trabalhar com as raças escondidas do mundo. Aqueles a quem Cullen retirou dos laboratórios, ou através das missões. Os que foram listados como mortos. Como Alistair tinha sido.

- Diga ao Senhor Emmett para, por favor, lembrar-se da jóia que ele me prometeu, murmurou. - Estou prestes a ganhar isso.

Alastair olhou a limusine e a Raça que a esperava. - Ele é uma Raça calma, ele disse calmamente. – Entretanto perigoso. Mais perigoso do que nós podemos perceber.

Isabella encolheu os ombros. Ele não era aquele que ela veio buscar. Ela já tinha listado suas suspeitas iniciais e já tinha enviado a lista ao Sr. Emmett. A pessoa ou pessoas que eles buscavam nunca iria encará-la com olhos tão cativantes, ou com tal interesse selvagem.

- Ele vai ser meu guarda-costas, não o meu alvo, ela recordou Alastair com um sorriso.

Ele respirou fundo. – Eu informarei ao Sr. Emmett para acrescentar à jóia. Porque se esse for o seu guarda costas, não estou certo de qual de vocês devo ter mais pena. Mas eu gosto de você ganhando de alguém.

- Você é um bom homem, Alastair. Ela sorriu amável. Amigavelmente acariciou de leve o braço dele numa breve despedida. - Diga ao Sr. Emmett que as esmeraldas parecem especialmente perfeitas ao lado dos diamantes. Estou muito ansiosa para ver o quanto ele aprecia o risco que estou correndo.

Alistair sorriu enquanto a escoltava até a alguns passos da limusine.

- Sr. Masen. Vejo que o Sr. Diretor Fuller não despertou a tempo de encontrar-me. Isabella conteve o impulso de verificar o cabelo que ela enrolou num coque abundantemente grosso durante o seu voo, ou checar a roupa deselegante que tinha posto.

Droga! Ela realmente sentia falta de suas roupas e acessórios elegantes. Mas ela faria tudo para obter os maiores resultados. E por mais que não gostasse da pessoa com quem negociaria a partir de agora, ela faria somente por amor aos Cullen, ela os amava e devia sua vida a eles.

- O Diretor Fuller está detido em DC, Edward informou-a enquanto olhava curiosamente o piloto.

- Mais alguma coisa que eu deveria contar ao Sr. Emmett? Alistair perguntou-lhe enquanto liberava o seu braço e se virava para ajudar o co-piloto com a bagagem e o laptop dela.

- Sim Alistair, informe-o que eu ganhei afinal a aposta que nós fizemos. O diretor Fuller não apareceu para me receber.

Ela notou com o canto dos olhos, a careta que Edward fez ao seu comentário.

- Eu anotarei isso. Alistair assentiu e seus cabelos negros e desgrenhados flutuaram ao vento enquanto se inclinava para o porta-malas aberto da limusine e guardou sua bagagem dentro.

Enquanto ele e o co-piloto corriam de volta ao jato, Isabella se virou e olhou fixamente para Edward, tentando não sentir demasiado feminina em sua presença.

Ele era alto, largo e absolutamente delicioso. Selvagem e másculo, a combinação fez algo estranho em sua as partes íntimas femininas que a surpreendeu.

Os lábios dela se contraíram quando ele voltou a olhar do piloto de Cullen para ela.

- Eles estavam no hospital com o primeiro Carlisle, ele comentou. - Eles são Raças. Ela confirmou com a cabeça quando ele se aproximou e abriu a porta para ela.

- Eles são. Ela deslizou no couro suntuoso, se acomodando do outro lado enquanto Edward se acomodava no assento de frente para ela.

Ela olhou na direção do motorista para ver Lawe Justice. Ela quase riu pelo nome dele. Ela amou alguns dos nomes que as Raças escolheram para eles quando tiveram a chance. Lawe Justice(Justiça da Lei) e Rule Breaker(Quebrador de Regra), duas Raças da força de segurança principal de Eleazar Fuller e Edward Masen.

Edward, o mensageiro dos deuses. Deveria ter sido Ares. Quão hábil aquele nome seria se os cientistas que o criaram não aniquilassem completamente os instintos primitivos que tinha possuído. De acordo com o arquivo sobre ele, parece ter sido uma das maiores criações de Raças que os cientistas criaram.

Carlisle trabalhou para salvar as Raças durante longos anos, Edward falou friamente. - Em vez de trabalhar para garantir que nós fossemos todos libertados.

Ela soube que houve uma ponta de hostilidade contra as Raças que estiveram no hospital e tinham jurado silêncio relativo ao primeiro Carlisle que tinha chegado para observar o bem-estar do filho dele, Jasper Whitlock.

Jasper Whitlock, líder do Clã Felino e a maldição na vida de Carlisle I. Carlisle não compartilhava a convicção do filho, que as Raças deveriam ser livres e fugir para criar um lugar seguro para eles no mundo. Para Carlisle a única proteção que eles poderiam ter certeza de segurança, ele acreditava, era que as Raças deveriam viver ocultos entre a população não-raça até que os números deles fossem maiores. E Isabella não estava certa de quais dos dois argumentos ela sentia que era o certo. Mas por agora, ambos os lados ainda existiram.

- Eu me recuso a debater as escolhas de Carlisle; elas são próprias deles, ela mostrou, olhando fixo para ele.

- Mas você faz parte da família dele, Edward rebateu calmamente. Ele sempre discutia calmamente, ela leu no arquivo. - Você soube o que ele era desde o princípio.

Ela sorriu a isso. – Surpreendentemente, Sr. Masen, eu não sou uma Raça. Eu sou simplesmente uma humilde e pequena secretária que faz as ofertas de negócios de Cullen. Nada mais. Eu sou muito humana e sou razoavelmente saudável com meus vinte e oito anos de idade, ao contrário dos Srs. Emmett e Carlisle. Eu tento com muita dificuldade não ficar fazendo cálculos de matemática perto deles.

Eles eram muito mais velhos do que aparentavam. Muito mais velhos mesmo. E o segredo da existência deles como Raças era primordial. E esse segredo estava em perigo se a informação que Emmett recebeu fosse verdadeira.

- Secretária? O olhar de Edward correu por seu corpo, e ela ficou contente em ter vestido a jaqueta antes de deixar o avião, porque ela jurava que seus mamilos estavam endurecendo dolorosamente embaixo da blusa fina que usava. - Por que eu tenho dificuldade de acreditar nisso?

Ele estava suspeitando. Era seu direto e ela pensou que notava uma pequena pitada de azul nos olhos dele. Ela quase sacudiu a cabeça quando olhou mais de perto e só viu as sombras escuras ambarinas das íris.

- A minha personalidade encantadora? Ela arqueou uma sobrancelha, cheia de charme.

Os lábios dele se contraíram. – Eu vi seus comunicados oficiais com Eleazar, Srta. Swan. Confie em mim, encanto e charme não é o adjetivo que eu aplicaria a eles.

- Firmemente encantadora, então? Ela sugeriu.

Ele limpou a garganta. - Eu achei que a reação que eles produziram em nosso diretor foi interessante. E divertido.

Isabella sorriu e desejou que ele soltasse todo aquele cabelo cheio e longo, presos na tira de couro atrás do pescoço musculoso.

Ela queria ver os cabelos fluindo em torno de seus ombros, ruivo escuro, castanhos e negros fundidos criando a cor pesada, de uma verdadeiramente juba leonina, seus dedos coçaram de vontade de tocá-los.

Estranho, Carlisle tinha um cabelo semelhante e ela nunca, mas nunca mesmo, sentiu a menor vontade de tocar seus cabelos. Evidentemente, a esposa dele, Esme Cullen, com toda certeza cortaria a mão dela se ousasse levantar a mão para tocar no homem dela.

Na maior parte do tempo, Carlisle usava seus cabelos naturais e soltos sobre os ombros, mas quando era obrigado a estar em público ele usava uma tintura temporária. E assim como Edward, ele usava os cabelos penteados para trás com gel e amarrados na nuca.

Carlisle era considerado um patife, mercenário e um cretino homem de negócios. Mas ninguém jamais ligou a palavra Raça ao nome dele.

O dono da multinacional Cullen Indústrias que o pai dele tinha lhe deixado, Carlisle Cullen era uma lei para ele. E para as Raças que o conheceram.

- Eu me conformarei com personalidade divertida, ela finalmente declarou.

- Você pode precisar. Ele sentou no canto do banco, apoiou um cotovelo no descanso acolchoado que ele tinha abaixado, o outro braço estendeu para trás do banco.

Ela olhou à seção do motorista e captou Lawe contraindo os lábios enquanto os olhos azuis frios dele encaravam o espelho retrovisor.

- Assim, a Srta. Swan, o que pôs um carrapicho no rabo do Carlisle que ele lhe enviou aqui somente algumas semanas depois de correr para o lado do filho dele no hospital?

Mais exatamente, dois meses, pensou Isabella. E infelizmente, se o Carlisle descobrisse o que ela estava fazendo e onde ela estava fazendo, ele estava sujeito a esfolá-la viva e pendurá-la para secar até a morte. Isso não era um pensamento agradável.

- Carlisle é um homem de negócios, Sr. Masen, ela o informou, seguindo a linha que Emmett tinha tomado. – O Santuário e suas Raças lucram muito devido à liberalidade Cullen. Os recentes ataques contra o Santuário e os pontos fracos dentro da comunidade interessam muito a ele. Tanto profissionalmente como também pessoalmente. Ele iria desfrutar de grande prazer em visitar o filho dele e o seu neto. Ele tem falado de assistir quando a nora dele der à luz ao segundo filho. Porém ele não pode fazer isto enquanto houver risco do mundo descobrir que que ele é.

Os lábios dele se curvaram zombando. A visão daquela boca a fez conter o desejo louco de lamber descaradamente os próprios lábios. Maldição, ele a fazia se sentir fraca e muito mulher.

Percebia agora que aquela fraqueza poderia ameaçar o trabalho dela. Ela procurava outro espião, e as consequências da informação escoando para fora do Santuário possivelmente poderiam destruir a comunidade das Raças como um todo. Em uma nota diferente, permitindo-se a envolver-se com Edward também tinha o potencial para magoá-la pessoalmente.

Ela nunca pessoalmente se envolvia com ninguém, ela lembrou-se de seu lema. Aquele caminho conduzia direto ao desastre total, nada mais que isso, e ela realmente não precisava de mais desastres em sua vida.

- Srta. Swan.

Ela convidou-o para usar o nome dela. - Isabella, por favor.

Srta. Swan a fazia se sentir velha.

- Isabella. A sobrancelha dele arqueou. - Por que tenho um pressentimento que há muito mais em você do que mostra na vista?

Ela arregalou os olhos como se não pudesse imaginar. Roupas desalinhadas, sem maquiagem. Ela fez um excelente trabalho ao aparentar pouco valor como ninguém ali esperava.

- Confie em mim, Sr. Masen, o que você vê é o que você consegue. Ela sorriu para ele suavemente. - Claro que, eu posso ter um caráter bastante ruim quando a situação pedir isto. Eu nem sempre sou agradável.

Ele a encarou silenciosamente e ela sentiu que ele estava vendo mais do que ela queria. Ele definitivamente via mais do que qualquer um teve a preocupação em procurar.

Pela primeira vez na sua vida Isabella admirou-se de não ter fugido de um homem que ela não podia continuar a se esconder dele. Os seus olhos incitaram-na a compartilhar os segredos dela; a turbulência dos olhos âmbar cheios de curiosidade e interesse, a convidou a contar coisas que ela sabia que nunca deveria contar.

"Brinque com fogo e você receberá queimaduras". Ela lembrava, há muito, muito tempo atrás, quando sua mãe a aconselhou rindo dela por sempre cuidar das pessoas.

"- Eles enganam você, minha pequena Isabella, ela falava constantemente. Elas mentem e elas sorriem, e quando tiverem tomado tudo que você tem para dar, eles encontrarão outra para usar."

Ela ainda era muito pequena, mas ela lembrava aquelas palavras.

A lembrança que tinha disto a fez desviar o olhar de Edward, para as montanhas sinuosas no caminho que atravessavam enquanto ela se deslizava para a envolvente caverna de solidão sempre que permitia.

Sua mãe morreu antes dela completar seis anos. Isabella passou três dias sozinha no apartamento, chorando por sua mãe, enquanto sua mãe estava deitada em um necrotério frio.

Ela poderia ter ficado lá indefinidamente se um vizinho não percebesse que ninguém tinha mencionado a filha da secretária de Carlisle Cullen. Sua filha não foi sequer incluída no seu arquivo pessoal. As pessoas que trabalhavam com ela não sabiam sequer sobre a filha que Renée Swan tinha gerado. Até a morte de Renée.

Isabella até foi deixada em paz.

Ela empurrou de volta as lembranças. Eles não tinham lugar aqui. Ela não se permitiu pensar nisso por anos. Ela era o que era, e ela devia aos Cullens por sua vida após a morte de sua mãe. E ela estava aqui, ainda entregando os recados para Emmett, e ainda fazendo negociações para ele. Ainda participando de seus joguinhos, porque eles acendiam um sorriso diabólico dentro dela e se atrevia a ser corajosa, quando ambos sabiam que não era absolutamente corajosa.

Ela estava sendo corajosa agora tudo bem, e desta vez, Carlisle só poderia pendurá-la para secar por falta dele, de sua parte faria como o combinado à risca.

O Santuário era o bebezinho de colo de Carlisle, por assim dizer. Jasper Whitlock era o filho que ele não conheceu até que a revelação das Raças se espalhou em todo o mundo. Ele era o filho que Carlisle não foi capaz de estender a mão, de chegar perto.

Emmett era o seu herdeiro, e Carlisle sempre foi louco de amor por Emmett, com um ponto. Ele respeitava Emmett, mas conhecia seu filho bem o suficiente para saber que Emmett vivia como um grande animal selvagem, muito mais do que Carlisle viveu em sua temerária vida feliz.

Carlisle era um homem de família. Ele era um excelente líder de grupo e ele provou isso para as Raças que ele protegeu em sua propriedade africana. E ele sentiu dor pelos filhos quando soube que o Conselho tinha criado a partir do sêmen e dos óvulos que tinham roubado dele e de sua companheira. E ele sofreu pelos seus netos. Netos que Emmett parecia não ter nenhuma pressa em lhe dar.

- Eu espero que você tenha sido honesta com Eleazar acerca das suas razões para estar aqui, Isabella, Edward falou calmamente então. - Ele pode ser um canalha quando você mente para ele.

Sim, sim, tal pai, tal filho, Eleazar Fuller era também o filho de Carlisle e estava mais como ele que qualquer outro, pensou Isabella.

Ela se voltou para ele com um sorriso.

- Eu conheço o pai dele, Sr. Masen e a maçã não caiu longe da árvore como se diria. Não se preocupe, enquanto ser honesta e franca é mais uma das minhas falhas.

Emmett teria rido nas suas costas com aquele comentário e ela sabia disso.

Mas Edward acenou a cabeça e não disse nada mais. Mas ele ainda a olhava. O seu olhar fixo preso nela, e ela jurava que o rubor que aumentava em baixo de sua roupa se afundava até em seus ossos.

Maldição, ela estava feliz que seu olfato não era tão bom como a maioria das Raças, mas a forma como os olhos dele estavam se estreitando e suas narinas abertas, suspeitava que ele sentia a excitação crescendo no corpo dela.

Ela era uma mulher. Maldição se ele não era mais belo exemplar de homem e Raça. Ela não estava acasalada e não estava morta. Ela tinha todos os instintos das outras mulheres, e todos aqueles instintos se revoltaram para provar exageradamente, o perigoso e o delicioso que ele era.

Isso não queria dizer que ela deixaria seus instintos primitivos de mulher agissem.

A janela subiu entre a seção do motorista e o passageiro. Isabella virou e deu um olhar interrogativo para Edward.

-Lawe gosta de abrir a janela dele. Pode estar muito frio para você, ele declarou, mas os olhos dele disseram algo completamente diferente. Algo que a fez abaixar a cabeça dela e virar para olhar para fora da janela.

Sim, ela estava excitada, e sem dúvida o motorista Raça sabia.

Ela encolheu os ombros. Da mesma maneira que ela não duvidou que em pouco tempo eles se acostumaram a isso. Mulheres ao redor do mundo, em blogs, sites da Web divisam as Raças e uma variedade de outras comunidades on-line, ambos os insultando e cobiçando depois que os cientistas os criaram e perderam o controle sobre eles.

A população humana era fascinada pelas Raças. Elas tinham um pouco de medo, mas também despertavam a excitação por eles. Em pouco mais de uma década tinham se tornado no fantasma da noite escura, bem como os amantes sombrios que invadiam sonhos de mulher. Às vezes era divertido. Na maioria das vezes conseguia recordar como os seres humanos podem ser volúveis.

Porque não demoraria muito para virar a situação contra as Raças, e se os rumores que Emmett ouviu fossem corretos, então aquela maré poderia subir muito mais cedo do que todos esperavam. E poderia ser mais terrível do que qualquer um imaginou.

O animal abriu os olhos cansados, não estava certo do que o tinha forçado a despertar. O homem. As emoções do homem estavam deslizando. O animal pôde sentir a franqueza nas defesas do homem, a chance para sair, fugir. Sentir a liberdade. Doce liberdade.

Ele apurou todos os seus sentidos, lentamente, cautelosamente; o homem revelou uma chance.

Então parou. Piscou. Fitou através dos olhos do homem. Inalou pelas narinas do homem. Provou o ar através da língua do homem e teve que conter seu rugido.

Abaixou, fitando, cheirando, provando. Tinha esperado. Tinha enfraquecido. Usado. Tão perto da morte. Mas tinha lutado. E tinha esperado.

Para isto.

Olhos escuros espiavam ao homem por baixo de cílios abaixados. Não era um olhar recatado, era um olhar cauteloso. Cílios escuros, tom mais claro que os olhos dela. Cabelo escuro estava preso quando deveria estar livre.

E o cheiro dela.

Foi com isto que ela o havia acordado. Seu perfume.

O animal sentiu algo semelhante à alegria correndo por ele. O cheiro do perfume dela era como misericórdia. Era como o calor no meio do frio. O cheiro dela era como pertencer a um lugar onde ele era bem-vindo.

Foi cuidadoso. O homem ainda estava atento. O animal deixou o cheiro daquele perfume de doçura demorar em sua cabeça, só por um momento. Tão gostoso, um verdadeiro prazer que revolveu em sua cabeça, antes de se retirar.

O animal abaixou-se agora, totalmente desperto, não entorpecido. A presença da mulher encheu-o de esperança, renovou até a última onça de força que ele precisava apenas para sobreviver.

As emoções do homem, o animal podia senti-los esticar, as correntes que o seguravam estavam mais fracas, porque o homem estava confuso. O homem estava tratando suas emoções; não precisava estar em guarda pelo animal que quase morreu há muito tempo.

Ele era apenas um homem. O animal poderia sentir o pensamento quando o homem aliviou a guarda dele. Ele era apenas um homem, não precisava se preocupar. Ele podia olhar esta mulher. Ele podia querer esta mulher.

E o animal a olhava. E a queria. Abaixou, esperando, agora com a fome crescendo onde antes não havia nenhuma força e nem mesmo fome.

O animal vigiava. Esperava. Sabendo que a liberdade chegaria em breve.


Meu Deus, quem será que está mexendo com o Santuário?

E esse animal, o que será que ele vai aprontar? Mas parece que uma mulher o despertou. rsrsrs

E o que foi esse primeiro encontro da Bella e do Edward, rsrsrsr, faíscas rolaram.

E sejam bem-vindas as novas leitoras, e as antigas leitoras que estão relendo essa que é a minha queridinha.

Beijinhos.

Att. Perfect Cullen