Notas importantes: Twilight pertence a Stephanie Mayer. E a história original pertence a Lora Leigh.


Capítulo 3

POV Edward

Ele a olhou. Aquele coque ridículo onde no qual o cabelo dela estava trançado e preso à nuca, tentava desenrolar-se. Quando ela olhou para ele, os olhos marrons, quase cor de chocolate, estavam irritados. A face em formato de coração, cremosa e queixo teimoso eram intrigantes. Mas havia outras partes dela que o deixavam louco.

Se ela continuasse contraindo os músculos daquela bunda, ele ia fodê-la. Então, que Deus o ajudasse, ele ia pô-la ajoelhada de quatro, levantaria aquela horrorosa saia marrom dos seus quadris e mostraria a ela a loucura de provocar um meio homem-animal adulto, uma faminta Raça de leão.

Edward Masen estava apoiado contra a parede do pequeno escritório de Isabella "Por favor me chame de Bella" estava usando, e lutou para manter a mesma fachada fria que teve que manter no último mês.

Não era fácil. Especialmente quando ela caminhava da mesa para um grande armário cheio de papéis para percorrer os arquivos empilhados. Muitas vezes ela se inclinava e ficava um tempo estudando cada conteúdo do arquivo antes de escolher um, a horrível saia marrom moldando seu lindo traseiro como uma mão carinhosa.

Como a sua mão queria tocar aquela bundinha linda, apertar, e separar os globos carnudos enquanto via sua grossa ereção entrar devagar no calor úmido e macio até o fim. Ele andava com o pênis endurecido, e após quatro semanas disso, começava de longe a irritá-lo. Levantou-se desligado ao pensar nela, pensando em seu rosto e seu corpo nu com as pernas escarranchadas nele. Os dias que passou com ela só estimularam esse desejo que agora começava a aferroar, a beliscar nas suas bolas com fome. Ele queria a pequena Jane comum (Jane é uma mulher de aparência muito comum e sem graça, mas que todos a acham magnífica e absolutamente bela). Ele queria jogá-la na cama e foder o buraco dela até que o desejo fosse destruído e sua mente ficasse livre dela.

- Você foi o especialista mecânico antes que se tornasse parte da equipe do Sr. Fuller? Ela virou a cabeça, e o fitou com os seus olhos agudos, marrons.

– Foi você que estabeleceu as especificações das motocicletas para montanha que enviamos para cá?

O "nós", na pergunta dela, significa Indústrias Cullen, o benfeitor mais que generoso do Santuário.

Ele acenou com a cabeça logo.

- Os seus arquivos de laboratório não relataram seus conhecimentos em mecânica. Sua especialidade era reconhecimento e de armas com um talento significativo em assassinato e tortura.

Sua especialidade era reconhecimento e de armas com um talento significativo em assassinato e tortura. Ele levantou uma sobrancelha.

- Você faz isso soar como um histórico da faculdade.

Ela o olhou, silenciosamente, a sua expressão imóvel.

- A capacidade não foi relatada porque não havia qualquer possibilidade de desenvolver o talento.

Ele finalmente disse.

- Quando cheguei aqui, havia algumas motocicletas velhas em uma das garagens. Passei o meu tempo consertando-as.

Eleazar disse para cooperar com ela. Bom, cooperaria. E teve que admitir que gostou de ver a pequena chama de interesse nos seus olhos dela sempre que ele dava a resposta que ela perguntava, como ela queria. Gostaria de dar a ela um lote inteiro de mais respostas do que ela quisesse perguntar.

- Então você achou a habilidade enquanto você estava se recuperando? Ela esticou-se e virou na direção dele, pondo as mãos nos bolsos de sua saia fina enquanto apoiava seu quadril contra a mesa. Recuperando. Agora havia uma palavra para ele.

Ele assentiu. Era difícil falar com ela quando tudo que ele queria fazer era rosnar de luxúria. Ele sentia o desejo de berrar crescer em sua garganta e lutou novamente. Porra, ele devia estar muito tempo sem uma mulher. Talvez ele devesse encontrar uma. Rápido. Ou ele ia acabar na cama com uma possível catástrofe. A emissária de Cullen não era alguém para se aparafusar em volta. Literalmente.

- Você solicitou mais seis motocicletas, com eletrônica avançada, armas e poder. Você adicionou as especificações? Ela perguntou.

Ele assentiu novamente. Essas motos seriam um terror nas montanhas que o governo cedeu às raças. As motos foram despidas até terem somente o peso necessário para permitir movimentar-se em alta velocidade e montar com armas e munições. GPS e Sistema avançado de conexão via satélite foram contidos em escudos à prova de bala nas motocicletas, e seus motores foram modificados para um grande aumento de potência.

- E quais seriam as consequências se as motos não fossem aprovadas? Aquela pergunta impressionou-o. Eles precisavam daquelas motos.

- Mais Raças morreriam, ele respondeu-lhe.

- Acompanhar em alerta com respeito aos truques usados pelos Puristas (grupo extremista violento que concorda e atua junto com o Conselho de Genética, cuja ideologia é que as Raças não são humanos e por isso devem morrer) para entrar na área protegida é primordial. Aquelas motos ajudaram as equipes que têm de patrulhar os perímetros, que cresceram nos últimos anos.

- Os avanços tecnológicos que você pediu aumentam o preço das máquinas por milhares de dólares por moto. Sem mencionar munições e tempo de satélite que estarão instaladas nelas. Neste ritmo, Cullen precisará colocar em órbita um satélite exclusivamente para o Santuário. Você sabe o custo disso?

- Cullen lucra muito bem, ele lembrou a ela. Quantos de nosso pessoal vocês tem trabalhando na segurança das novas instalações que vocês fizeram no Oriente Médio?

- Pessoas a quem pagamos um salário excelente, ela argumentou. Não há troca de favores, Edward.

Besteira! Ele encarou-a zombeteiramente.

- Me conte do seu executivo que salvamos no Irã mês passado, Srta. Swan. A comunidade das Raças fez o que nenhuma outra equipe de resgate poderia fazer, pois cobrariam muito alto e não seriam tão eficientes como somos. Quanto valia a vida dele para você?

Os lábios dela se contraíram nesse ponto.

- Você está certo. Ela encolheu os ombros. O Sr. Ateara é muito importante para Cullen. Ele está indo bem, por sinal. Considerou que estava num inferno de uma aventura.

Ela mudou de posição novamente, cruzando um tornozelo na frente do outro enquanto se apoiava contra a escrivaninha, e ele jurou que ouviu o som suave de suas coxas se roçando. E que não poderia estar acontecendo, porque ao contrário de outras raças, apenas a sua audição não evoluiu, mais avançada.

Deus, ele queria erguê-la naquela maldita escrivaninha e enterrar a cabeça entre as coxas dela. Ele desejava saber se ela era tão doce quanto imaginava que ela era. Se ela estava tão molhada e quente quanto ele estava duro.

Ela gritaria para ele? Ele queria o grito dela, implorando com a cabeça dela esticada para trás e todo aquele enorme coque preso à nuca do pescoço totalmente livre.

- O Santuário precisa dessas motocicletas, ele disse. Com uma equipe motorizada com essas motos, nós teremos uma vantagem a mais sobre os Puristas que tentam deslizar para dentro das fronteiras do Santuário e assassinar ou sequestrar os diretores do Gabinete de Governo Felino e suas famílias. Nos últimos meses, fizeram mais duas tentativas de entrar no Edifício Sede do Santuário.

Ela se voltou aos arquivos esparramados sobre a mesa antes de escolher um e retornar à escrivaninha dela.

Edward a observou sentar e abrir o arquivo. A cabeça dela se curvou, exibindo a pele macia do pescoço, seu batia fortemente embaixo da pele. Ele trincou os dentes junto com o desejo de raspar os dentes no pescoço dela. Sentir a pele delicada, provar e talvez morder um pouquinho.

Merda. Ao pensar, o seu pau palpitou, as bolas se apertaram num comichão que tinha uma pontinha de prazer tão forte quanto quase doloroso. Edward passou a língua rapidamente sobre os dentes, vendo se tinha uma inchação das glândulas embaixo da língua, procurou também por algum gosto diferente na boca dele. Qualquer coisa que indicasse o calor de acasalamento. Não que ele esperasse isto, mas ele tinha que ter certeza.

Não havia nenhuma inchação das glândulas, nenhum derramando do hormônio de acasalamento que sinalizaria que ela era dele.

O que teria feito, ele desejou saber, se tivesse a prova ali? Se ele soubesse que não tinha perdido uma pessoa no mundo que ele sabia que era só dele? Que os sonhos que voaram tantas vezes por sua mente enquanto dormia poderiam tornar-se realidade?

Ele apertou a mandíbula, dominado pelo pensamento de acasalar com ela. Em tirar dela qualquer opção de escolha, marcá-la como a mulher dele. A sexualidade que o calor de acasalamento produzia era intenso, muito forte. Um desejo sexual avassalador.

Infelizmente era algo que o Edward nunca passaria. Ele tinha perdido sua companheira há anos, uma vida que ele lutava para esquecer diariamente.

Ele não tinha marcado a pequena leoa que gostava muito e também não tinha reclamado a posse do corpo dela. Ele nunca a possuiu, nunca a beijou, mas naquele instante se lembrou da fome primordial para tocá-la e beijá-la. A sensibilidade na língua, a percepção primitiva, o cheiro e a luxúria dela, cada chance que teve de ver. A raiva dele e aflição quando ela morreu em uma missão que quase resultou na morte dele.

Ela foi a companheira dele. E Raças de Leão só acasalam uma vez, assim como seu primo, O Leão. Mas ele podia transar. E ele estava muito determinado a foder sua pequena "Jane" até ouvi-la gritando num orgasmo.

- Cullen contribuiu com mais de vinte milhões de dólares ao Santuário só no ano passado, ela murmurou enquanto analisava outro arquivo.

- O Sr. Fuller tem uma lista muito impressionante de necessidades no arquivo que ele nos enviou para a ajuda financeira do ano que vem.

Edward não disse nada. Ele não fazia parte do Gabinete de Governo e no momento, os desejos de Eleazar foram a última coisa na mente dele. Ele estava muito ocupado observando atentamente os seios dela que vislumbrava através da blusa, eles subiam e desciam com a respiração, enquanto desejava saber qual seria a cor dos mamilos e se as curvas macias em baixo da blusa eram tão generosas como ele desconfiava que eram.

O som da garganta dela clareando, o fez levantar o olhar para ela. Edward a encarou, enquanto mantinha uma expressão impassível apesar do fato que ela o pegou enquanto ele estava olhando de soslaio os peitos dela.

Além do mais, ele gostou de ver o intenso rubor na linda face, a maneira que seus olhos castigaram-no por trás dos óculos de leitura.

- Sei que você está provavelmente entediado. Ela suspirou, a sua expressão resignada. Mas isso me deixa desconfortável.

- Por quê?

A surpresa brilhou nos olhos de chocolate escuro dela. Edward não gostava tanto de chocolate como algumas das Raças, mas ele teve de admitir que esta mulher poderia fazê-lo adorar aquilo.

- Por quê? Ela perguntou, com uma desconfortável risada. Talvez porque você e eu sabemos que não é por interesse, mas apenas uma tentativa de divertir-se. Sei que as últimas semanas não foram fáceis para você, arrastando-se atrás de mim. Além disso, as mulheres não gostam de ter seus seios observados disfarçadamente. Você devia saber disso a essa altura.

- Não quer dizer que entendo isto, disse ele e encolheu os ombros. O fato de eu achar seus seios muito interessantes não deveria se tornar uma questão. Você parece ter lindos seios. Você devia usar blusas que os realcem, em vez de tentar escondê-los.

As mulheres eram criaturas estranhas. E ele não estava nem um pouco entediado. Estar com ela era qualquer coisa, menos chato.

- Como o senhor se sentiria se tudo que eu fizesse fosse olhar com cobiça para sua braguilha? Ela perguntou. Eu o estaria insultando.

- Pode olhar com cobiça ao meu pau. Só de pensar que ela olharia para ele, ficou com o pau imediatamente erguido e mais duro, latejando na fome lamentável de ser notado por ela.

Quando ela abaixou o olhar, seus olhos se arregalaram e rapidamente desviou o olhar e o encarou.

- Reação normal quando um homem acha uma mulher atraente. Ele viu o desprazer dela com cara amarrada. Você prefere que eu não tenha nenhuma reação a tudo?

- Sim. Ela fechou com força a pasta de papéis. Eu não tenho tempo para romance aqui.

- Eu lhe pedi um caso? Ele amarrou a cara; ele sabia que não tinha pedido nada. Eu disse que eu acho você atraente.

- E você fica duro para toda mulher que você acha atraente?

Agora aquela pergunta o incomodou. Não houve muitas mulheres que ele achou atraente naquele sentido.

- E você fica molhada para todo homem que se aproxima de você? Ele por sua vez perguntou.

Porque ela estava molhada. Ele podia cheirar a excitação dela, o interesse dela. Ele estava cheirando isto há dias e estava o deixando-o completamente louco. Era a primeira vez que ele cheirava a luxúria de uma mulher, de modo claro pelo quarto. Ele podia se parecer com o leão do qual os genes dele foram retirados para sua criação, mas ao contrário da crença popular, os sentidos dele não eram de nenhum modo tão fortes quanto às outras Raças. Ainda assim seus sentidos eram mais fortes que um humano, mas aquele cheiro estava tentando-o novamente.

O perfume doce do nascer do amanhecer. Aquele perfume indescritível, sutil do despertar, úmido do calor e da aventura. Era a isso que ela cheirava, e Edward amava o amanhecer. A pele dela agora estava toda coberta de cor-de-rosa suave, e com o cheiro de sua excitação, ele podia sentir sua confusão.

- Eu não estou molhada, ela se remexendo no assento e apertando as coxas juntas o máximo que podia.

Edward deixou um sorriso curvar em seus lábios. Ela sabia que o olfato das Raças era muito mais forte que o dos humanos, e não tinha nenhuma ideia da sua própria fraqueza por ele. Ela também sabia que ele veria sua mentira, numa tentativa de negar a atração que crescia entre eles. Ele não a intimidou. Ele manteve sua posição contra a parede, os olhos dele fixos nela, apesar do fato que queria pôr as mãos sobre ela.

Ela inalou forte em desaprovação antes de se virar para os arquivos e ignorando-o completamente. Isso foi excelente para ele; acostumar-se com uma fome tão forte como aquela levava tempo de qualquer maneira. Tempo e paciência. Ele tinha ambos.

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POV Bella

Bella estava agitada. Ela nunca foi agitada ou envergonhada, ou tão acesa por um homem como ela esteve durante o último mês. Mas ela estava agora. Ela encarou o arquivo que detalhava as motocicletas para todo terreno que a Cullen Indústrias forneceu originalmente ao Santuário, como também as notas e textos explicativos das modificações que Edward Masen tinha feito nelas.

Modificações que ele incorporou nas especificações para as motocicletas novas que eles queriam. Mas a mente dela não estava nas motocicletas, armas fixas e o preço astronômico. Sua mente estava fixa no homem.

Ou na Raça. Edward mostrava mais das características físicas do que todas as raças de leão que ela conheceu até agora.

Maçãs do rosto altas e olhos marrons diferentes do normal, quase âmbar, mas não muito. Havia uma linha escura, mas suave em torno dos olhos e pálpebras, como se alguém tivesse aplicado uma linha bem leve de delineador para os olhos. Cílios espessos emolduravam os olhos e deram-lhe uma aparência sensual. Os seus lábios eram um pouco finos, mas bem desenhados e mais sexy do que deveriam ser. O seu nariz era longo, com a ponta mais achatada e proeminente que a maior parte de Raças.

Longo, grosso, marrom, preto e avermelhado, o cabelo dele era totalmente mesclado nessas cores e caía até seus ombros. Diferente de Jasper Whitlock, com seu cabelo marrom cor de ouro e características generosas, Edward parecia o resumo das Raças. Ele realmente parecia um leão num corpo de homem. Ela via claramente as qualidades primitivas, ferozes que ela sabia que ele lutava para conter. Como se ele pudesse esconder quem ele era, especialmente dele mesmo.

Deixou o arquivo que lia cobrir sua mão enquanto a colocava sobre a abertura do cartão de memória em que ela tinha inserido um chip "fantasma", um dos novos especialmente com memória aumentada que seria indetectável pelos sistemas das Raças.

Deslizou livremente na sua mão e enfiou bem na manga de sua blusa. As mensagens eletrônicas, as ordens de compras e encomendas que ela esteve investigando foram capturadas e gravadas no chip, com mais gravações em vários outros chips que ela tinha deslizado para fora do escritório nas últimas semanas.

Parece que o Santuário tinha de se preocupar, mais até do que Emmett tinha imaginado, se os fatos que ela sabia eram verdadeiros.

- Eu estou pronta para ir para casa. Ela fechou o arquivo e se levantou da cadeira.

Ela não podia manter a mente dela no arquivo ou o trabalho que ela foi fazer ali. Ela estava muito consciente dele, muito ciente da sensualidade que estava crescendo entre eles.

- Eu avisarei a Eleazar que nós estamos partindo. Ele assentiu enquanto acionava o link de conexão com a unidade de comunicações do Santuário ao lado da face dele.

- Nós não estamos partindo. Eu estou. Ela voltou até a escrivaninha que continha os arquivos que ela tinha puxado para analisar. Eu não preciso de escolta.

- Não foi isso o que me foi dito, ele a informou antes de voltar à atenção à ligação. Eleazar, nós estamos prontos para voltar para a casa. Ele escutou por um momento antes de responder. Minha bolsa está no Jipe. Eu permanecerei em contato de lá.

Bella apoiou as mãos nos quadris dela enquanto o encarava.

- Exatamente o que quer dizer com isso? Seus olhos se estreitaram sobre ela.

- Houve outra tentativa de invasão do perímetro dos limites do Santuário no lado leste da montanha.

- E daí?

Ele conteve o sorriso. – E daí que de agora em diante, você terá um guarda costas dentro de casa, ou seja, eu, assim como um do lado de fora junto com você, sempre que não estiver no Santuário. Não podemos arriscar que ocorra o seu rapto ou morte, Bella.

- Em outras palavras, você? Oh não, isso não ia funcionar. De jeito nenhum, não tinha como. Você terá que dizer ao Sr. Fuller, que eu recuso sua companhia encantadora. Você pode ficar do lado de fora com seu amigo.

- Isso assustou você, pois não pode resistir a mim? Sua sobrancelha arqueou e havia uma arrogante confiança em seu sorriso.

- Desculpe-me? Ele não pode ter dito o que ela achava que ele disse.

- Você me ouviu, disse ele. Você está com tanto medo de não poder lidar com sua resposta a mim, que colocaria sua vida em perigo?

Agora aquilo era um desafio. Ela odiava desafios. Para começar foi um desafio que a fez pousar ali, no Santuário das Raças.

- Eu não teria problemas em resistir a você, Sr. Masen, ela rebateu com voz fria, apesar do calor que corria por seu corpo. Isso não tem nada a ver com você, e sim tudo a ver com privacidade. Gosto de viver sozinha.

Ele cruzou os braços sobre o peito, seu amplo e poderoso tórax, e a encarou com um olhar severo.

- Não estamos dispostos a arriscar sua vida por causa de sua privacidade, ele informou a ela.

- Você pode aceitar as condições ou vamos ser forçados a chamar a Cullen Indústrias e informá-los do perigo e da sua falta de cooperação. Tivemos a garantia de que você ia cooperar com todas as medidas cautelares que estabelecemos no Complexo.

Merda. Ela ia matar seu chefe. Se o Santuário se queixasse, iria passar não só pelo seu departamento, mas chegaria até a escrivaninha do presidente e proprietário da Cullen, Carlisle Cullen. E ninguém, mas ninguém se metia entre ele e o seu amado Santuário. Exceto seu chefe. Emmett Cullen podia ser o filho e herdeiro potencial, mas ele ainda respondia perante o seu pai, tal como ela. E ele não tinha nenhuma ideia de que ela estava aqui. Ela estava presa numa armadilha e sabia disso.

- Não se você tem uma mulher enforcer que você possa designar para ficar dentro da casa? Ela revidou com irritação. Alguém que tenha um pouco de senso de humor?

- Eu tenho senso de humor. Ele talhou novamente. Por exemplo, eu acho muito divertido você estar com medo de ficar sozinha comigo.

- Com medo? Ela sorriu com satisfação. Você tem uma opinião superestimada do seu apelo sexual, Sr. Masen. Somente não quero provocar em você uma ereção vigorosa em volta da minha casa e invadindo minha privacidade. Se eu quisesse isso, eu teria trazido um homem comigo.

Sim, é verdade. Ela não teve sexo por muitos anos e não tinha vontade de fazer a um bom tempo. Por alguma razão, ela não se sobressaiu no sexo tão facilmente como em seu trabalho. Ela se dava melhor com seu vibrador do que com os homens.

- Sem levar em conta a minha opinião ou o seu querer, fui designado para ficar na casa, e vou obedecer às ordens do meu chefe. Não temos enforcers o suficiente para circular nessas circunstâncias. Você vai ter que me suportar.

Que ótimo! Ela fitou-o, franzindo os lábios com desagrado quando encontrou seu olhar fixo. Seu olhar quente. Ele olhava-a exatamente como os leões selvagens patrulhavam a sua propriedade privada, observando o jantar sendo levado para a toca. Isso era enervante.

- Isto não vai funcionar, ela mordeu. É sexta-feira. Eu sequer vou entrar nos limites do Santuário nos próximos dois dias.

Ele a encarou silenciosamente, como se ela sequer tivesse falado. Deus, ela odiava quando ele fazia isso.

- Eu preciso falar com Eleazar, ela insistiu. Agora.

- Não é possível. Ele está se preparando para voltar hoje à noite a Washington para reuniões este fim de semana e ele atualmente está liderando uma conferência sobre o Gabinete de Governo. Você terá que esperar até segunda-feira.

Ela rangeu os dentes. Queria bater o pé e xingar, mas odiou a ideia de dar motivos a ele para se divertir com o desconforto que ela sentia. Ele parecia estar encantado em fazê-la perder o equilíbrio.

- Isto não vai funcionar. Ela puxou sua bolsa da beirada da escrivaninha. Não, de jeito nenhum.

Ele se endireitou quando ela se aproximou da porta, cheio de graça animal e confiança sexual. Ele estava vestido com o uniforme preto de executor Raça e todo o equipamento de missão, uma mini metralhadora Uzi presa do lado dele, uma faca embainhada em uma coxa e uma pistola automática na outra. Ele era muito alto, muito largo, muito sensual e muito perigoso.

- Funcionará bem. Você estará em total segurança, ele garantiu a ela abrindo a porta do escritório e permitiu que passasse.

Ele roçou contra seu corpo, seu ombro raspou de leve contra o tórax dele, o calor dele envolvendo-a quando passou perto dele. Deus! Ela adorava quando ele fazia isso. Amava a sensação de força e poder protetor que sentia em volta dela. Isso não queria dizer que gostava da ideia de lidar com ele todo o fim de semana. Ela aproveitava aquele tempo longe dele, para afastar para longe a crescente atração e o desejo físico. Como o diabo supunha que faria isso, com ele perto dela vinte quatro horas por dia?

- Isto não vai funcionar, ela murmurou outra vez enquanto se dirigia pelos corredores vazios dos escritórios subterrâneos.

- Você se preocupa demais. Ele andava muito perto dela.

- Você não está preso a um homem enorme um fim de semana inteiro, ela suspirou. Gosto da minha privacidade, Sr. Masen.

- Você sobreviverá Srta. Swan.

Talvez.

Deus, ela queria ele. Queria o que ela não podia ter, porque Bella não era mulher de "uma noite". Aprendeu há muito tempo que eles não eram para ela, e ela estava determinada a nunca ser enganada ou usada por eles outra vez. E Edward Masen jamais seria outra coisa. Seu arquivo não tinha declarado que era considerado um companheiro sobrevivente? A mulher que seu coração e sua alma tinham escolhido para ele tinha morrido. Edward Masen não podia dar o seu coração para outra mulher, porque já foi dado para sua companheira morta. E Bella sabia que ela não suportaria ir embora se desse a ele o resto de seu coração.


Gente a tensão sexual entre esses dois está tão grande que é possível cortar com uma faca. E quem entrar é capaz de se queimar.

E como será que vai ser esse final de semana com os dois trancados na mesma casa?

Bom saberemos amanhã. Beijinhos.

Att. Perfect Cullen