Notas importantes: Twilight pertence a Stephanie Mayer. E a história original pertence a Lora Leigh.


Capítulo 4

POV Bella

- Aqui é seu quarto. Bella abriu a porta para o quarto menor da pequena cabana. Ainda assim, era grande o bastante para a cama, cômoda e um pequeno banheiro anexo. O quarto dela era a suíte maior, com uma cama de tamanho grande, banheiro grande com banheira e armários embutidos, era bem confortável. Era quase tão grande quanto seu quarto em Joanesburgo, mas era o suficiente para suas necessidades ali.

Edward se mudou para o quarto e lançou sua bolsa sobre o acolchoado grosso que cobria a cama antes de ir até a enorme janela.

Ele fechou as janelas antes de puxar as cortinas pesadas e voltou para a sala de estar. Bella apertou os lábios com irritação antes de segui-lo.

Ele efetuou o mesmo na pela sala de estar, então a cozinha, fechando todas as persianas e puxando as cortinas sobre as enormes janelas.

- Mantenha-as fechadas, disse a ela antes de ir para seu quarto.

Bella o seguiu silenciosamente, mordendo sua língua, contendo seu temperamento como fez até agora. Bom, entendia a necessidade; afinal de contas, se os Puristas podiam ter sorte o suficiente para matá-lo, seria uma condecoração muito importante no peito do assassino. Edward era considerado um dos melhores perseguidores e enforcers que as Raças já possuíram. Isso não queria dizer que ela tinha que gostar dele.

Em seguida, ele puxou um pequeno dispositivo eletrônico do cinto de utilidades do seu lado e foi para a sala de estar novamente. O receptor era um dos Cullen e o melhor que podia ser encontrado.

Até agora, não havia nenhum dispositivo de escuta desenvolvido que pudesse escapar de sua sensível eletrônica de última geração, mas ela não se lembrava de ter lido sobre aquilo na listagem de equipamentos que foram enviados ao Santuário.

- Como você conseguiu o R72? Ela perguntou, observando quando ele percorreu rodapé e em volta dos móveis.

- Chegou no mês passado, com meia dúzia de outras coisas por correio especial de Carlisle Cullen. Ele rosnou o nome. Parece que Edward teve uma discussão com o Carlisle na mesma época que Eleazar.

- Por isso Eleazar acha que é tão difícil de acreditar que ele pense em reduzir os fundos de um mês para o outro.

- Eu não tomo decisões, eu apenas as sigo. Ela disse.

- Hum, ele murmurou enquanto se movia pelo resto da casa antes de aparentemente ter certeza que não havia escuta.

Ele envolveu o pequeno receptor de novo no pacote especial anexado ao seu cinturão antes de olhar para ela, seu olhar encoberto, sua aparência parecendo mais perigosa na luz fraca da casa.

- Eu tenho trabalho a fazer, ela finalmente suspirou.

- Há comida e bebidas na geladeira. Fique à vontade.

Ela virou-se e andou em direção ao quarto.

- Você não vai jantar?

Bella parou no meio da sala. O que foi aquele fio de emoção que ouviu na voz dele? Era realmente aquilo que havia? Solidão?

Ela se virou para ele, vendo mais do que o homem de pé e silencioso, com a cabeça erguida e os ombros eretos. Sua expressão era fria, quase branda, mas algo assolador em seus olhos. Eles eram predatórios, ainda cheios de uma tristeza que machucou o coração dela.

Havia algo nos olhos dele que ela sempre reconheceu dentro de si mesma. Um desejo, uma fome que nenhuma quantidade de comida jamais poderia preencher.

Para ela, era simplesmente o desejo de um lugar para pertencer. O que Edward desejava, ela não tinha nenhuma ideia. Ela sabia, no entanto, que quanto mais tempo ela permanecesse aqui, sentia no fundo do coração que ela não desejaria mais partir tão rapidamente quanto desejava no início.

Merda. Ele queria ficar ali com ela. E ela não gostava disso.

- Eu normalmente tomo banho primeiro. Na verdade, geralmente ela comia um sanduíche, curvada na frente do computador e batalhava com os arquivos que tinha roubado durante o dia. Será que ela ainda tinha alguma coisa para o jantar? Ela pensou rápido.

- Por que não pede uma pizza da cidade enquanto tomo um banho?

- Vou fazer a encomenda enquanto você toma banho.

Bem, claro que não poderia trabalhar naquela noite; ela soube no minuto que a testa dele relaxou.

- Vou me apressar e tome logo seu banho antes que a pizza chegue aqui, ele disse um segundo mais tarde.

- Pizza parece bom. O que você quer na sua? Ele perguntou indo para o telefone.

- Completa com tudo que tem direito, ela disse.

- Peça o que você gosta, eu vou comer qualquer pizza que você pedir.

Ele acenou enquanto apanhava o telefone e digitava eficazmente nos números.

Maldição, ela era uma babaca. Tirando o sapato de salto alto, seguiu para o quarto, desejando saber se ela talvez tivesse cometido um grande erro. Ela tinha trabalho a fazer; não tinha tempo para entreter uma Raça que sofria por uma companheira que ele nunca teria.

Quem ligava para o quanto ele era solitário? Ela não podia fazer nada sobre isso. O homem estava abandonado por alguém que já não existia, sua companheira estava morta há muitos anos. Não era o seu problema e não podia resolvê-lo. Ela o ajudaria se pudesse, mas ela não podia ressuscitar mortos, como Emmett muitas vezes lhe lembrava.

Mas ela podia desejar...

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POV Edward

Ela vai ser fodida. Edward fez o voto no minuto em que ela se virou e entrou no seu quarto com todas aquelas ondas marrons de cabelo sedoso caindo pelos ombros até no meio das costas. Ela vestia uma calça de algodão cinza claro, parecia ser uma calça de pijama ou calça de ficar em casa, como se lembrava de Alice chamá-los. De pernas largas e parecendo um maldito uniforme. Ele odiou aquilo.

Com a calça ela usava um agasalho longo até a coxa, outro maldito uniforme igual à calça. Deus, ele esperava que pelo menos a roupa íntima dela fosse sexy. Se ela não tivesse, ele ia comprar muitas para ela. Muitas calcinhas sexys para ela. Vermelha e preta. Seda macia e renda delicada.

- Dá pra parar de olhar para mim desse jeito? Um rubor cobriu seu rosto novamente. Ela parecia quase que uma virgem assim vermelhinha...

- Assim como? Ele realmente não percebeu que olhava de um modo anormal.

- Como se você estivesse me despindo, ela replicou, indo rápido à cozinha e puxando duas cervejas da geladeira.

- Um mês em sua companhia e é admirável que de algum modo eu ainda tenha qualquer tipo de modéstia.

Ele arreganhou os olhos para ela.

- Sei qual cor é a sua calcinha?

Ela olhou para ele, seus olhos arregalados de choque, sua expressão indignada.

- Isso não é da sua conta. Posso perguntar-lhe sobre sua cueca?

Ele olhou para baixo vendo os jeans que tinha mudado.

- Eu nunca uso cueca. Desculpe. Nós não tivemos o hábito de usar isso nos laboratórios. Ela interrompeu o processo de pôr as cervejas sobre a mesa, enquanto ele cruzava os longos braços sobre seu tórax e esperava.

- TMI, ela murmurou finalmente.

- Isso é apenas TMI.

Transmissão de Muita Informação. Ele concordou. Ok, ele entendia isso, Lauren Mallory sempre rejeitava aquilo.

- Apenas no caso de você estar querendo saber. Sorriu.

- Bem, eu não estava.

O perfume suave de uma mentira era fácil de detectar. Seu sorriso se abriu mais. Às vezes, ele quase gostava de ser uma Raça.

- Beba sua cerveja e me deixe em paz. Você é realmente espaçoso, sabia disso? Eleazar não disse que você era uma raça quieta?

Arqueou sua testa enquanto pegava a cerveja e torcia a tampa da garrafa.

- Bem, eu não quero pensar em Eleazar com roupas de baixo, ele riu.

- Portanto, não há nada a dizer.

- Bem, você pode parar de perguntar sobre as minhas. Se seu rosto podia ficar mais rosado, agora ficou.

Ele se sentou à mesa, inclinou-se para trás em sua cadeira e pensativamente olhou fixamente para ela.

- Você me quer. Eu posso cheirá-la. Porque você nega?

- E você acha que tudo o que importa é querer? Ela perguntou se virando e indo até os armários de louças.

- Há mais coisas na vida do que apenas desejar ou querer, Edward.

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POV Bella

Pôs os pratos na mesa antes de enfrentá-lo outra vez, sua expressão séria.

- Me querer é tão ruim assim?

Não, querer a ele não era assim tão mau, pensou Bella consigo mesma enquanto o olhava fixamente, surpresa com o animal descontraído, sensual que tinha se tornado, como se de algum modo ao mudar o uniforme de enforcer para calças jeans e uma camiseta de algodão alteraram por completo sua personalidade.

- Isso depende do que queremos, ela suspirou, continuando a olhá-lo de modo fixo, muito atenta.

- Vamos ser honestos neste ponto. Não há nenhuma possibilidade de haver qualquer coisa entre nós além de ficarmos uma só noite ou um caso cheio de mentiras e enganos. Eu não quero nenhum dos dois.

- Você quer amor. Inclinou-se lentamente, como se pudesse entender aquilo.

- Um compromisso.

- E o que há de errado com isso? Abriu sua cerveja e tomou a bebida rápido. Precisava de algo que acalmasse seus nervos.

- Não há nada de errado com isso, Bella, ele respondeu suavemente.

- Mas o que a faz pensar que automaticamente não sou capaz de cuidar de você? Não estou dizendo o que faço. Ele repentinamente fechou a cara.

- Mas eu não sou incapaz disso só porque sou uma Raça.

- Não, é porque você já emparelhou. Li seu arquivo, Edward. Qualquer outra mulher estará sempre em segundo lugar, Bella respondeu, mantendo sua voz macia, tranquila.

- Na verdade eu não fico muito bem em segundo lugar.

Quando encontrou o olhar dele, olhos que escureceram e se estreitaram, frios em sua avaliação.

- O acasalamento é uma reação química, estalou.

- Não quer dizer que estou morto nem que minhas emoções foram extintas.

- Não, significa que sexo sempre será apenas isso, sexo.

- E há algo de errado com isso? Ele rosnou. Rosnou de verdade! Não era apenas um tom mais profundo como acontecia com alguns homens, ele emitiu um som real, uma rosnadura áspera, grave de sua voz.

- É tudo de acordo com o seu ponto de vista. Ela bebeu sua cerveja novamente, utilizando-a para se distrair da feroz carranca na cara dele.

- Para mim, sexo tem de significar mais. Tenho que sentir mais do que apenas excitação e desejo. E ela estava sentindo mais do que apenas desejo, por esta Raça, nas últimas semanas.

- Você nunca teve uma noitada só de sexo?

- Não por escolha, ela retrucou.

- Olha isto não é um debate. É a minha escolha. Eu escolhi não ter nenhum sexo com você. Está vendo por que eu não queria você aqui? Porque eu preferia uma mulher para ficar comigo em vez de você? Eu sabia que você ia me incomodar sobre isso.

- Te incomodar? Ele saiu do seu lugar, seu rosto se descontraiu num piscar de olhos.

- Eu ainda não incomodei você. Eu simplesmente quero respostas.

- Diga isso a alguém que acredita em você. Ela revirou os olhos ao fazer a declaração.

- Vá lá, Edward. Você quer sexo. E você não se importa com o que você tenha de fazer para me levar para a cama, você vai fazê-lo. Esqueça a forma como isso pode me machucar, ou como irá afetar a forma como eu faço o meu trabalho. Ela parou em seguida, estreitando os olhos.

- Ou é este o ponto? Está tentando influenciar a minha decisão quanto à causa do refinanciamento das Raças?

Raiva intensa encheu os olhos dele e não era uma visão agradável. Também não era mágoa o que ela esperava ver. Ela precisava pertencer. Nunca poderia pertencer a ele porque já tinha dado parte dele mesmo que agora pertencia a outra mulher. Uma mulher morta.

- Eu pareço um maldito gigolô do Eleazar? Ele resmungou entre dentes.

Bella pôs a mão no quadril, pôs a cerveja na mesa com um golpe e o enfrentou.

- Oh, apenas vá em frente e finja que ele não está sobre isso, ela cobrou.

- Esta não seria a primeira vez que um de seus enforcers seduz um alvo para Eleazar conseguir o que ele quer. Ele é frio. Calculista e manipulador. E nunca deixa nada e nem ninguém ficar no caminho do que ele quer. Vá em frente e negue isto.

Eleazar é o filho de seu pai. Emmett gostava de citar com divertimento. Eleazar Fuller foi criado a partir do sêmen colhido de Carlisle antes de sua fuga dos laboratórios um século antes. Os relatórios que ela leu sobre o diretor do Gabinete de Assuntos das Raças, talvez tenha todos os mais sombrios traços da personalidade de Carlisle Cullen. Ele era extremamente assustador.

- Não sou um maldito fantoche para Eleazar Fuller, Edward rosnou. E maldição se ele não deu uma boa rosnada desta vez.

Ele estava enfurecido.

- Então por que razão essa repentina pressão para eu dormir com você? Estou aqui há um mês e você só agora você está vindo com esses olhares quentes e flertando com pequenos comentários?

- Você queria que eu pulasse sobre você no primeiro dia? Maldição, lamentável que eu não tivesse sabido disso, porque tudo que podia pensar era em te curvar por cima daquela escrivaninha, empurrar para bem longe aquela saia horrível da sua bunda e olhar o meu pau se enfiar profundamente até minhas bolas baterem na sua pequena concha quente. Os seus lábios se levantaram com um rosnado quando ele mostrou seus caninos para ela.

- Desculpe querida, pensei que você poderia precisar de um pequeno período de tempo para me conhecer e eu cortejá-la.

O que ele disse incendiou sua mente e outras partes. Oh Deus, ela nunca seria capaz de sentar-se naquela escrivaninha confortavelmente novamente.

- Pervertido, ela disse acusadoramente, lutando para se defender contra ele. Contra o fato que ele tentava..., qual foi o termo ultrapassado que ele usou? ...Cortejá-la?

- Pervertido? Ele resmungou.

- Isto não é ser pervertido, querida, mas eu posso te dar algo para trabalhar se for isso que você quer.

Seus dentes tremiam e seus lábios pressionavam numa linha fina enquanto continha as palavras zangadas e impetuosas que vieram à sua boca. Queria repreendê-lo, queria garantir a ele que ela não queria ter nada com a sua raça sarnenta. Infelizmente, não era verdade. E ele provavelmente podia cheirar a mentira de qualquer jeito. Deus, ela odiava as Raças.

- Não o ponha para fora, ela finalmente se forçou a dizer.

- Melhor ainda, tente não pensar em mim de nenhuma maneira. Isto é loucura.

- Loucura é ficar tão malditamente duro, que estou quase explodindo dentro da minha calça. Ele coçou a cabeça frustrado antes de pegar sua cerveja da mesa e tomar um grande gole.

- Loucura é ficar sentindo o cheiro da sua vagina quente me querendo e eu tentar ignorar isso. Se você quer se desembaraçar de mim, então talvez seja melhor você fazer algo para não ficar excitada perto de mim.

Ela ficou morta de vergonha.

- Eu odeio Raças, ela murmurou.

- Você sabe por quê? Você e seus malditos narizes afiados. Só porque eu quero, não quer dizer que eu devo. Inferno, eu adoro e desejo muito um bolo de queijo, mas eu sei o que acontece quando eu como cheia de prazer. Vai tudo direto para os meus quadris. Isso significa que eu devo comer assim mesmo?

Ele a olhou cheio de descrença.

- Você está me comparando a um bolo de queijo? Pura fúria masculina ofendida e afronta brilhou nos olhos dele.

Ela xingou.

- Bem, o mesmo princípio se aplica.

Não via isso como sendo ofensivo ou outra coisa. Ela amava bolo de queijo. Especialmente bolo de chocolate com queijo.

- O diabo que isso funciona.

Não houve nenhuma chance de evitá-lo. Nenhuma chance de fugir dos braços que a puxaram ou dos lábios que de repente cobriram os seus. Mas, puxa vida! O homem sabia beijar.

Os lábios dele sobre os seus eram como um veludo áspero, a língua raspando nos lábios dela, empurrando contra eles, procurando um jeito de entrar na sua boca, enquanto ela choramingava embaixo de cada arremetida deliciosa da língua dele. As mãos dele se moveram para o traseiro dela, segurando as curvas de sua bunda e puxando-a contra ele, levantando ela na ponta dos pés encaixando-a direto em seu pênis excitado, enquanto as mãos dela envolviam seus ombros para se firmar.

Ela estava dominada. Aquilo era tudo que havia para ela. Uma lamúria baixa de fome instalou em sua garganta quando seus lábios se separaram para ele, então a sua língua dele se entrelaçou com a sua, lambendo nela, enviando contrações de sensação erótica diretamente entre as coxas dela.

Agora sim, isto era um beijo. Até isso, ela nunca tinha sido beijada. Ele comeu sua boca, fodeu sua boca, engoliu sua boca, depois mordeu sua boca, soltou um rosnado selvagem quando ela rodeou a língua dele e depois chupou faminta a língua dele, enquanto permitia que ele arremetesse seu pau com impulsos controlados de vai e vem contra o sexo dela.

Ela sentia o pau, ele estava grosso e duro, pressionando direto na junção de suas coxas enquanto ele se curvava sobre ela, remexendo seus quadris num delicioso balanço, pressionando o comprimento inchado de seu pênis contra seu clitóris em chamas, enquanto ela lutava para conter seu repentino desejo, totalmente descontrolado.

Seu beijo, seu toque, seu abraço, a deixaram aflita pelo sexo dele dentro de seu corpo. Dos seios ao sexo dela, sentia um desejo tão imperativo que tudo que queria fazer era rasgar as roupas dele, exigindo que ele a jogasse sobre a mesa e a possuísse agora. Duro. Rápido.

- Oi gente, aqui está a pizza. Você vai compartilhar?

Da mesma maneira rápida como ele a tinha agarrado, Edward a empurrou para trás dele, quase a atirando na segurança relativa da cozinha enquanto girava e sacava rápido a arma do coldre presa em sua poderosa coxa.

- Uau! Aguenta aí, grandalhão. Lawe levantou suas mãos, inclusive a caixa de pizza, os olhos azuis normalmente frios estavam agora cheios de diversão quando encarou Edward.

- Você não respondeu a porta para o rapaz da pizza, então eu fiz as honras e paguei a conta. Eu deveria pelo menos provar um pedaço, você não acha?

Edward xingou baixinho enquanto Bella sentia o rosto queimar de vergonha.

Ótimo. Simplesmente ótimo. Outra Raça e outro maldito nariz sensível.

- Rule está com fome também, Lawe comentou quando ninguém falou.

- Será que vocês dois não trazem comida? Edward reclamou.

- Você nos faria comer sanduíches frios enquanto come pizza quente? A expressão de Lawe pareceu murchar.

- Cara, isso é um pouco cruel. O que aconteceu com a camaradagem? Amizade? Para compartilhar igualmente? Sacudiu sua testa para Bella enquanto Edward retornava o olhar com raiva.

- Você tem cerveja? Eu juro que senti cheiro de cerveja.

Edward guardou sua arma em seu coldre enquanto um rosnado vibrava em seu peito e girava para Bella.

- Isto não acabou. Ele murmurou para ela.

- Sem nenhuma chance.

O inferno que não tinha. No que lhe dizia respeito, estava definitivamente acabado. Aquilo estava acabado ou ela ia acabar com o coração partido. E se terminasse com o coração partido, então, seria simplesmente horrível.

O animal abaixou-se, rosnando de frustração, dividido entre sua fome e sua certeza de que era preciso ter paciência. Ainda não podia arriscar a se revelar. O homem não estava pronto para aceitar que o animal ainda estava vivo e espreitava. Que o animal tinha fome e estava se enfurecendo.

Mas o animal podia esperar. As correntes das drogas já não o limitavam. Já não dormia o sono do pesadelo onde não havia nenhum acordo. Logo, o homem desejaria, e precisaria, e o animal sabia que então estaria livre.

POV Edward

Edward passeava pela sala de visitas depois que Bella foi para seu quarto. Podia ver a luz por baixo da porta e sabia que estava pronta para trabalhar. Embora o que uma admirável secretária fazia que tomasse tanto tempo na frente daquele maldito computador, ele não estava certo.

Secretária, a bunda dele que era. Ela não era nenhuma secretária. Exatamente o que ela era, ele não sabia, mas ela era mais do que uma simples funcionária burocrática.

Era muito inteligente. Agia e pensava muito rápido. E era muito malditamente "sexy".

Flexionou seus ombros, lutando para relaxar a tensão dilacerante que cortava seu corpo. Era uma sensação incômoda, as ferroadas da consciência que apertaram seus músculos e deixaram sua carne muito sensível.

Ele queria o seu toque.

Lembrava-se da sensação de suas mãos em seu cabelo quando a beijou, arranhando suas costas enquanto aquele quente e baixo lamento saia da boca dela. Queria sentir as mãos dela em seu corpo nu, os lábios dela em sua garganta, em seu pescoço. Queria ela com uma fome que começava a deixá-lo louco.

Ele passeava pela maldita sala de estar como um animal enjaulado, sentindo as paredes se fecharem sobre ele e a liberdade estivesse o aguardasse logo atrás da porta do quarto de Bella. Não era para onde ele poderia correr, onde ele poderia ser livre, na escuridão da noite. Não, a liberdade acenava no outro quarto, em uma cama muito grande para uma mulher pequena, onde possuiria o corpo dela até que gritasse por misericórdia.

Eram esses gritos de prazer que ele precisava ouvir. Louco para ouvir.

Ele parou no meio da sala, percebendo chocado que pequenos rosnados vibraram em seu peito. Predatório, primitivo, som rouco. Sons que Edward não estava completamente confortável em ouvir. Ele rosnava quando ele escolhia, e ele não escolheu deixar o som livre.

Ele agitou a cabeça, lutando para afastar a sensação de desequilíbrio e de um desejo quase esmagador de forçar a porta do quarto de Bella e possuí-la. Curvá-la sobre a cama, desnudar sua linda bunda e simplesmente tomá-la.

Ele agitou a imagem clara da sua cabeça enquanto ele achou-se dando passos determinados, enérgicos para a para a porta. Ele nunca havia, em qualquer momento, feito nada tão irracional. Ele não ia começar agora.

Ela era apenas uma mulher. Havia dezenas de mulheres, Raça e não-Raça, que ele poderia ter com apenas um estalar dos seus dedos. Mulheres que sorririam, suspirariam e gritariam por ele quando possuísse seus deliciosos corpos. Ele não precisava de Bella. Ele somente a queria.

Desejar não era igual a precisar.

Ou assim ele tentou convencer-se quando se aproximou silenciosamente da porta da rua, antes de abri-la e sair para a varanda ampla e sombreada, na escuridão da noite.

Ele inalou vigorosamente, empurrando para longe qualquer exigência primitiva que o fazia ser tão irracional. Verificou sua língua outra vez. Nada, nenhuma glândula inchada. Nenhum líquido de hormônio atormentando sua língua e o enchendo de luxúria. Não que ele esperasse por isso.

Conteve sua decepção. A cada ano que passou muitas raças se acasalaram, e encontraram um sentimento de paz e equilíbrio na liberdade que encontraram. Um equilíbrio que Edward sabia não seria para ele.

Sua companheira tinha morrido há muito tempo. Estava sozinho.

Inclinou-se de encontro a um poste pesado e observou o veludo preto da noite e a floresta que cercava a cabana alugada de Bella e lembrou-se dos anos sombrios antes de ser resgatado pelas Raças guerreiras livres. Não que seu cativeiro tivesse sido tão duro quanto o dos outros. Os cientistas nos laboratórios sul-americanos onde ele foi criado tinham governado com cabeças mais calmas. Houve orientações rigorosas, mas as Raças não foram torturadas só para ver o quanto eles poderiam suportar.

Eles foram treinados desde o nascimento. Eles foram abraçados e acariciados por pouco tempo por suas zeladoras (Ou criadoras, mães que abrigaram no ventre o feto da experiência genética e deram à luz às Raças), mas cada dia das suas vidas, mesmo ainda crianças, receberam lições duras de que eram Raças. Entretanto, para Edward, foi uma vida de isolamento quase completo das outras Raças. Seu treinamento foi mais exato, o seu corpo e a sua mente empurrada mais duramente. E ele esforçou-se para ter sucesso, porque o êxito significava mais tempo com o pequeno grupo com o qual ele convivia aqueles laboratórios. Significava uma chance de ver uma pequena leoa que sorria timidamente para ele e fazia saltar o coração dele.

Quando eles envelheceram mais, eles foram severamente treinados, mas não horrivelmente. E ainda assim Edward não se lembrava de um dia em sua vida quando não sonhou com a liberdade. De correr com o vento no rosto, de provar coisas novas por sua própria escolha. De um dia quando não lhe exigiram que matasse, mas só em situações de autodefesa.

Ele se lembrou de Tânia. Forte e confiante, a leoa jovem era cheia de vida e ele a amou. Com toda a paixão de um rapaz e a alma de um guerreiro, ele a tinha amado.

Ele raramente falou com ela. Nunca a tocou. Ele ainda lembrava o dia que os cientistas acharam o estranho hormônio no sêmen e na saliva dele e a confusão que se armou. Dele assim como de os cientistas. E lembrou-se de quando Tânia morreu.

O animal dentro de sua alma nunca esteve longe da superfície, mas quando soube da morte dela, ele perdeu o pequeno controle que tinha aprendido a ter. As drogas que eles ministram todos os dias em seu sistema durante anos para conter o animal selvagem foram impotentes contra a inundação de adrenalina animalesca que correu por ele aquele dia.

Ele nem mesmo a tocou, nem mesmo a possuiu. Ele não a tinha beijado. Mas o pensamento da morte dela o deixou muito furioso.

Edward sacudiu a cabeça ao pensar. Parecia impossível que ele estivesse destinado a viver sua vida sozinho, porque uma mulher que ele nunca tocou, jamais possuiu, tinha morrido.

Embora talvez, ele estivesse melhor assim. A pior coisa que uma Raça podia ter era uma fraqueza, um ponto fraco que o desequilibra. Uma companheira, um filho, era o ponto máximo da fraqueza. A perda da família podia matar a alma de um homem, mas também podia destruir completamente o equilíbrio mental de uma Raça. Edward jurou a si mesmo há muito tempo que manteria sob controle sua sanidade mental.

Ele queria Bella. Ele desejava Bella como nunca quis outra mulher em sua vida, mesmo Tânia. Mas não havia a menor chance dela chegar perto de sua alma. Nunca.


E demos inicio ao final de semana. E ele já começou bem...rsrsrs...com o Edward dizendo claramente o que quer e a Bella fingindo e fugindo que não quer, mas será que isso irá durar até quando.

E que raiva do Lawe, se ele não tivesse entrado o que será que iria acontecer.

E vimos mais uma aparição do animal, ele está querendo sair.

Beijinhos.

Att. Perfect Cullen