Notas importantes: Twilight pertence a Stephanie Mayer. E a história original pertence a Lora Leigh.


Capítulo 5

POV Bella

Bella acordou com os olhos turvos na manhã seguinte quando abriu a porta de seu quarto e se deparou com uma cena que não esperava, não importa as circunstâncias. Em vez de dormir no quarto disponível, Edward estava encostado na parede ao lado da porta do quarto dela, o olhar sonolento dele segurando seus olhos enquanto ele se aproximava.

O tórax dele estava nu. Gloriosamente, inacreditavelmente, forte, duro e nu. Ele tinha um físico muito bem definido. Todos aqueles músculos poderosos se contraíram e ondulavam sob sua pele quando se levantou e fez com que Bella perdesse a pouca sanidade mental que tinha sobrado.

Tudo que ele usava era uma calça fina de algodão e a arma que apanhou no chão ao lado dele. Bom Deus, ela não podia lidar com aquilo.

Ela sentia uma avalanche de respostas sensuais subindo pelo corpo, excitando suas terminações nervosas, ela se forçou a controlar a respiração.

- Onde você dormiu? Ela estremeceu ao som rouco da própria voz.

Edward encarou o chão por um longo momento antes de levantar os olhos para ela mais uma vez.

- Acho que dormi na frente da sua porta. Disse com cansada aceitação, como se ele não acreditasse nisto totalmente.

Bella estremeceu ao pensar longe. Deus! Era muito cedo para isso.

- As camas são confortáveis, ela murmurou, passando por ele e seguindo para a cozinha e à cafeteira que ela tinha preparado na noite anterior

- Sim. Elas são. Sua voz era fria, mas ainda assim ela não conseguia afastar a sensação que ele ocultava a própria confusão com sonolência.

Ela encheu a cafeteira com água e ligou, em seguida, virou-se para ele.

- Não toque no bule. Não se sirva do café primeiro. A primeira xícara é minha. Entendido?

Os olhos dele se estreitaram, o seu olhar foi rápido do café para ela antes dele concordar cautelosamente.

- Tudo bem.

- Bom. Eu vou tomar banho. Preciso voltar para o escritório esta manhã. Ela virou-se e voltou ao seu quarto.

- Por que você precisa voltar ao escritório? Eu pensei que você não estava trabalhando nos fins de semana. Havia suspeita em sua voz. Inferno! A voz dele exasperou seus nervos.

Ela parou na porta.

- Não fale comigo. Não me questione. Nenhum comentário, nada até que eu beba meu café. Estremeceu com o esforço que fez para pensar.

- Apenas... Seja invisível ou algo parecido.

Ela foi para o quarto dela e bateu a porta do quarto, ignorando a surpresa na face dele. Ela apenas não pôde controlar o pensamento. Se ele falasse com ela, se exigisse uma resposta dela, não haveria jeito que ela pudesse sequer fingir ser civilizada.

Acordar não era o passatempo favorito dela. Especialmente acordar em lugares estranhos, e ver um homem que ela desejava lamber como um doce gostoso.

Ela era uma madrugadora, mas uma ranzinza. Ela podia rosnar para uma Raça logo assim que acordava de manhã em qualquer dia da semana. E se qualquer um ousasse tocar o café antes dela beber a primeira xícara fresca, então ela poderia ficar radical. Era só provar que já sentia um gosto diferente depois disso, ela jurava que fazia. E se fosse o café dela, ela saberia. A primeira xícara era só dela, ou alguém pagaria por isto.

Certo, ela era uma cadela; ela admitiu prontamente isto. Mas inferno, ela ficou sem sexo por anos, trabalhou muito tempo e aguentava uma quantidade pequena de frustração no trabalho dela. Ela merecia ter alguns caprichos.

Meia hora mais tarde, vestiu uma saia preta em cima dos joelhos e uma blusa de seda branca, Bella prendeu o cabelo num coque frouxo e calçou sapatos de couro que ela usava no escritório - em qualquer escritório que ela estivesse trabalhando no momento, e foi para a cozinha.

O cérebro dela estava funcionando pela metade e contanto que Edward não tivesse desarrumado o café dela, então ela poderia tolerar a ele. Contanto que ele não estivesse dormindo novamente em frente à porta dela.

Isso era um pouco estranho. Não estava de fato correndo em qualquer perigo, especialmente com mais duas Raças de plantão na porta da frente.

Edward estava em pé na cozinha perto da mesa para uma xícara de café quando ela entrou no espaço. Ele estava vestido com o uniforme preto com as insígnias de identificação dos Executores do Gabinete de Governo das Raças, o uniforme era excelente, ficava muito bem nele, seu cabelo estava levemente úmido após o banho.

Ela atrapalhou de propósito a xícara dele, quando viu a mão dele se mover direto para a cafeteira. E se aquilo foi uma risadinha que ouviu nas costas dela, então ela ia acabar dando um chute no traseiro dele.

Voltando com a fumegante xícara cheia, ela se afastou dele e sentou-se à mesa da pequena sala de jantar separada da pequena cozinha.

Enquanto ele não tentasse falar com ela, ela estaria bem.

O primeiro golinho do café escuro, saboroso, foi o néctar dos deuses que começou a disparar as células cerebrais dela.

O segundo e o terceiro levaram a lentidão pesada e começou a aliviar a mente dela. Ela conseguiu alcançar com dificuldade o controle remoto e ligou a televisão de última geração fixa na parede de frente para ela para assistir o jornal de notícias da manhã.

Esteve ciente o tempo todo de Edward, quando ele levou a xícara dele à mesa e se sentou ao seu lado, à sua esquerda. Ele se recostou na cadeira e a observou com divertimento silencioso. Ela podia aguentar o seu divertimento silencioso. Contanto que ele permanecesse em silêncio por um algum tempo.

Finalmente, a primeira infusão de cafeína penetrava em seu sangue e foi para seu cérebro, quando virou para o seu companheiro silencioso.

- Você esqueceu o bule, informou-o.

A testa marrom dourada levantou.

- Eu suponho que deveria ter trazido comigo?

- Bem, se você não estivesse aqui eu teria trazido o bule comigo. Não era o que faria todo o mundo?

- Então esta é a sua tarefa.

Os lábios dele se contraíram, mas não comentou nada. Em vez disso, ele levantou-se e foi até a cozinha. E Bella apreciou a vista. Aquela calça justa do uniforme preto moldava os músculos do traseiro da Raça era de fato muito bonita. A forma que fez sua mão ansiar tocar e experimentar aqueles músculos duros da bunda dele.

- Você é o cão de manhã, sabia disso? Ele disse quando voltou com o bule.

- Pois bem, pegue a primeira xícara de café antes de mim e você vai mudar de opinião. Eu sou realmente um demônio do inferno. Você é esperto o suficiente para ficar fora do meu caminho.

Ele serviu o café para ela.

- Sem açúcar ou creme? Ele parecia surpreso quanto ela tremeu.

- Deus não. Por que motivo?

Ele grunhiu quando voltou para o seu lugar e se serviu de mais café.

- Você vai ter que fazer outro bule, ela disse se inclinando para frente, pondo o braço em cima da mesa e prestando atenção ao noticiário da manhã. Ela sentiu falta deles na noite anterior.

- Eu?

- Uhum.

Ela aumentou o som para pegar os índices dos mercados de ações asiáticos antes de alcançar na mesa a pasta de couro e pegou um bloco de anotações, o abriu e fez as anotações. Ela talvez devesse telefonar para seu corretor de investimentos.

Ela o ouviu limpar a garganta, mas ignorou-o. Ele estava dividindo a bebida dela. Um bule era normalmente o bastante para ela.

- Só uma palavra de aviso. Você pode não gostar do meu café, ele disse.

- Três colheres medidas da lata de café e ponha num filtro novo e um bule cheio de água filtrada e ligue a cafeteira. Você não pode estragar tudo. Ela apontou o dedo majestosamente na direção da cozinha. Ficou tão surpresa por ele ter ido obediente para a cozinha, que ficou muito curiosa para saber até onde ela poderia pressioná-lo a fazer o que ela queria.

Sim, com toda certeza ela era uma vadia manipuladora! Mas tinha consciência e resignação com suas poucas fraquezas e aprendeu a conviver com elas.

Ela viu os noticiários financeiros e, em seguida, virou de canal e viu o noticiário do mundo, ela estava consciente de Edward trazendo o bule de café fresco para a mesa. Mantendo os olhos fixos no noticiário, ela empurrou a sua xícara na direção dele, e esperou ele encher sua xícara. E levantou a xícara até os lábios.

O primeiro gole... foi horrível.

Os olhos dela arregalaram de espanto, encarando fixo a xícara, e depois para Edward.

- Você fez isso de propósito, ela o acusou espantada.

- Por que você fez isso?

Uma careta enrugou a testa dele quando pôs o bule sobre a mesa e olhou zangado para ela.

- Fazer café bom exige uma habilidade especial, porra, ele rosnou para ela.

- Eu não tenho essa habilidade Agora viva com isso.

Viver com isso? Ela abriu a boca para recusar. Antes que as palavras pudessem deixar seus lábios, ele abaixou seu rosto em cima do dela. Sim, muito perto do rosto dela.

Apoiando os braços na mesa e os olhos marrons ardendo de raiva.

- Eu disse viva com isto. O rosnado estrondoso de raiva não era fingido. Edward, ela achava, não gostava de jogos de intimidação.

Bella limpou a garganta nervosamente.

- Você podia ter me avisado.

Ele se sentou lentamente.

- Eu tenho certeza que fiz isso. Mas sua atitude de 'Demônio de Inferno' escolheu me ignorar. Agora, se quiser ir ao Santuário, quando terminar seu maldito café, nós podemos chegar a tempo para o café da manhã completo que servem lá.

Um café da manhã completo! Ela o encarou de olhos arregalados. Tá bom era esse o problema dele. Os homens ficavam irritados quando tinham fome.

- Lá no escritório do Emmett sempre tinha bolo.

xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx

POV Edward

O olhar que ele deu a ela foi mal-humorado. Com certeza. Talvez sem bolo. Claro que isso não significava que ela beberia o resto daquele café. Mas ela soube apenas que em alguns assuntos não estaria a ponto de ser intimidada.

Ele podia cheirá-la. O cheiro de sua excitação, o cheiro de sua alma. O cheiro chamava ao animal, causando dor nele, fazendo-o sofrer. Ele a queria. Ele queria segurá-la, tocá-la, marcá-la antes que fosse afastada para longe dele, antes que qualquer coisa ou alguém pudesse afastá-la do seu abraço e tomá-la dele para sempre.

Mas ele esperou. A espera estava matando-o. Ele tinha esperado por um tempo tão longo, tinha se forçado a ter paciência durante tantos anos. Só um pouco mais de tempo. Ele não podia pressionar demais o homem ou consciência faria com que o homem se contivesse mais uma vez.

Não seria contido. Enquanto o homem dormia, o animal acordou. Ele caminhou pela mente do homem, e então destruiu todas as algemas enferrujadas que permaneceram e que foram presas no homem. E protegeu a mulher. Sua mulher.

Em breve, o homem não teria escolha a não ser deixá-lo livre. Doce, preciosa liberdade.

Inferno! Como ele acabou dormindo ao lado da porta de Bella em vez do quarto de hóspede que ela tinha mostrado? Edward não conseguia entender como acordou lá, sabendo que ele foi dormir em outro lugar. Inferno, ele andou durante seu sono. Não era impossível para uma Raça andar durante o sono? Alguma lei não escrita, ou algo parecido? Tinha que ter.

No entanto, essa era a única explicação. Não importa que a explicação fosse horrível. O fato era que, quando ele acordou, era onde estava sentado, ao lado da porta dela. E ele sentia como se não tivesse dormido um piscar os olhos. Sentia-se cansado, deixando-o frustrado e destruindo com o resto de seu controle. Edward orgulhava-se sempre de seu controle.

Mas quando esteve no escritório de Bella, que tinha insistido em voltar várias horas mais tarde, ele encontrou-se com mais frequência com o nariz franzido, achando o perfume dela ainda mais tentador.

Ele verificou sua língua novamente. Ele não podia parar de fazer isso ultimamente. Não havia nenhuma sensibilidade na língua, nenhuma inchação das glândulas, nenhum dos sinais do calor de acasalamento, exceto o fato de sua incapacidade de pensar em qualquer outra coisa senão em foder ela.

- Você não tem que ficar aqui olhando de modo ameaçador para mim a manhã inteira, ela informou-o enquanto mantinha seu olhar no arquivo que tinha aberto diante dela.

- Sou perfeitamente capaz de trabalhar sozinha, você sabe.

- Eu acho que sim. Ele não iria a nenhum lugar sem ela.

Ela levantou os olhos para ele sem levantar a cabeça, sua expressão agora menos amigável.

- Se você não parar de me olhar irritado, Edward eu te chutarei para fora.

- Você pode tentar. Na verdade, ele adoraria se ela tentasse. Estava morrendo para encontrar uma desculpa para pôr as mãos nela.

Ela respirou profundamente muito exasperada antes de voltar sua atenção ao arquivo que analisava detalhadamente. Estava muito atenta naqueles papéis. Podia literalmente sentir o funcionamento de sua mente enquanto lia, sentiu que ela procurava por alguma coisa.

Um olhar severo franziu sua testa e seus dedos esfregaram a ponta de uma página. Como se estivesse trabalhando com um enigma, afagando o papel na tentativa de persuadi-lo em dar-lhe os segredos que ela precisava.

Edward olhou de relance para baixo para o papel, vendo um dos relatórios novos que foram enviados à Agência em Washington na semana anterior, relativo a uma tentativa de invadir o equipamento de comunicações no mês anterior. Era bastante direto e detalhado.

O hacker tinha conseguido se infiltrar no satélite que o Governo das Raças usa. Os peritos das comunicações do Santuário rastrearam a conexão até a Alemanha quando então o hacker terminou a conexão e desapareceu.

- Isto nunca aconteceria com um satélite da Cullen, ela suspirou enquanto corria os dedos sobre as primeiras linhas do relatório.

- Você pensaria que seu governo teria alguns protocolos que funcionam realmente.

Sua voz era depreciativa.

- O satélite é de uma geração mais antiga. Nós nunca tivemos problemas até que o hacker conseguiu passar a primeira defesa entrando com a senha correta de passagem na primeira tentativa.

Ela agitou sua cabeça lentamente.

- Que não devia ter sido possível a menos que alguém tivesse lhe dado a senha.

Ela continuou a olhar fixamente o papel enquanto mordia seu lábio inferior pensativamente.

- O código de entrada muda diariamente, ela murmurou.

Seu dedo correu sobre outra linha de palavras impressas.

- Estranho, disse agitando a cabeça e virando para a página seguinte.

- Vocês precisam de um programa mais avançado.

- Precisamos do financiamento para pagar por isto.

Ele viu o olhar dela quando levantou a cabeça lentamente dos arquivos, sua expressão era pensativa quanto ela o olhou.

- Vocês precisam atualizar seus sistemas o mais rápido possível, ela salientou.

- Vocês têm milhões de dólares de equipamento da Cullen que sequer nem está no mercado ainda. Isso faz com que seja um risco de segurança. Portanto, um risco financeiro à companhia Cullen. A menos que tenha algo nestes arquivos para me convencer do contrário, aí então eu não poderia de consciência limpa sugerir a suspensão do apoio financeiro, Edward.

Eleazar ia amar ouvir isso.

- Continue procurando, então, Grunhiu.

- Fomos capazes de contrariar a cada tentativa de invasão de nossos arquivos. Pegaremos todos em breve.

- Faz um ano que os hackers começaram as tentativas de invasão, ela recordou.

- Até agora, vocês já perderam vários agentes, devido ao vazamento de informações, e a segurança foi violada nos limites do perímetro do Santuário, pelo menos mensalmente. A taxa de sucesso na execução desses atentados é preocupante. Estou pensando na possibilidade de vocês terem um espião operando dentro do Santuário.

- Não é possível. Será que era?

Inferno, ele esteve investigando isso por mais de seis meses. Não havia nenhum modo das informações vazarem para além dos limites do Santuário, porém seus inimigos encontraram uma maneira do lado de dentro de algum jeito. E as informações estavam saindo.

- Qualquer coisa é possível, ela murmurou antes de voltar sua atenção ao arquivo por um longo momento.

Ela analisava com toda a concentração de sua mente. Ele podia sentir sua mente funcionando tão aceleradamente que ele não soube descrever o sentimento que de repente se moveu no interior dele.

A pele dele se arrepiou com aquele sentimento, seus músculos ficaram tensos enquanto o sentimento invadia todo o seu corpo. Os cabelos de sua nuca se arrepiaram, formigando seu pescoço, um sentimento que o incomodou muito.

Edward não estava acostumado aos sinais de consciência primitiva felina que foram concedidos pela natureza às outras Raças. As drogas que os cientistas lhe deram por muitos anos antes de seu resgate, detiveram e contiveram a sua genética animal, até que exterminaram completamente não só as respostas instintivas de sua genética de leão, mas também a intensidade selvagem, incontrolável que ele possuía.

Mas agora, enquanto ele observava a concentração de Bella analisando com tanta atenção os arquivos do Santuário, os pelos da nuca dele pareciam se arrepiar num aviso.

- Você acha que vai encontrar um espião nesses arquivos? A suspeita ecoou pesadamente na voz dele.

Ela ergueu os olhos, a expressão depreciativa, novamente.

- Esse não é o meu trabalho, ela informou.

- Meu trabalho é determinar se vocês têm controle total da situação, para então permitir que vocês tenham acesso a todos os caríssimos e modernos equipamentos de última geração tecnológica que as Indústrias Cullen fabricam e enviam graciosamente em primeiríssima mão para o Governo das Raças, equipamentos que até mesmo não foram para a linha de produção em escala em nível de mercado mundial. Isto quer dizer que esses equipamentos não estarão à venda nas lojas por pelo menos três anos. As informações desses equipamentos são muito importantes para as Indústrias Cullen. Não se engane Edward. Eu não estou aqui para fazer o seu trabalho.

Ela fechou com força o arquivo em suas mãos, seus olhos brilharam com uma ponta de raiva enquanto se levantava e voltou à mesa de arquivo. Devolveu o arquivo para a pilha, antes de se debruçar sobre outro.

Ela inclinou-se.

A saia apertou sobre seu traseiro bem desenhado.

Cheios, globos carnudos lindos que encheram os olhos dele.

Seus punhos se apertaram com força, como um animal possuído, como se uma súbita neblina de fome primitiva o envolvesse.

Ele tinha que tê-la.

xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx

POV Bella

Num minuto ela procurava o arquivo que se lembrava de ter visto no dia anterior, no minuto seguinte havia uma vara de ferro pressionando a fenda do seu traseiro através de sua saia e da calça de Edward. Os olhos arregalados dela voaram para os braços fortes que se transformaram em verdadeiras barras de ferro que a prenderam numa armadilha nos lados, pesados braços musculosos, com mãos fixadas que agarravam cada lado da escrivaninha, enquanto rosnava baixo em seu pescoço.

Oh inferno! Isto não era bom. Ela sentia vontade de se virar para ele, balançar seus quadris contra o seu pau duro e sentir a pulsação de sua fome feroz.

- As câmeras, ela repentinamente conseguiu respirar, lembrando-se da pequena peça eletrônica no canto da sala atrás deles.

- Eles não podem ver nada, ele resmungou em sua orelha.

- Puxe sua saia para cima, para mim.

- Não vou fazer isso, ela resmungou escandalizada.

- Não estou de acordo com isso.

- Faça isso ou eu faço. E se eu te tocar, não posso deixar você ir embora até que eu entre todo dentro dessa sua pequenina concha quente que eu sinto o cheiro. Agora puxe a porra da saia para cima.

Bella estremeceu. Encurvada sobre a mesa como ela estava, com os cotovelos apoiados na mesa, estava em uma das posições mais vulneráveis que uma mulher podia estar. E ele queria piorar a situação para ela?

- Edward...

- Agora. Sua respiração estava difícil no seu ouvido, luxúria ecoando na necessidade imperiosa em suas palavras.

Bella combateu o calafrio que correu por sua espinha e o impulso incontrolável de fazer como ele ordenou.

- Edward...

- Faça-me isso e está tudo acabado, ele rosnou com os dentes afiados em seu ouvido.

- Eu vou te foder, Bella. Aqui e agora. Se eu te tocar com as minhas mãos, nós dois estaremos nos fodendo nessa mesa, e não me importo com quem estiver vendo.

Oh Deus.

Ela se deitou contra a mesa, sentindo-o se mover quando ela desceu as mãos para os lados da saia.

Ela estava fazendo isso de fato? Ela subiu lentamente a saia para cima das pernas, descobrindo as coxas e as curvas nuas do traseiro dela. E sua bunda estava nua. A calcinha que usava era muito pequena para cobrir os globos arredondados do traseiro carnudo e empinados.

Enquanto fazia isso, ela sentia a excitação crescendo, florescendo. A vagina estava se umedecendo, preparando-se para ele, ansiando por ele.

- Porra, você tem um perfume tão doce. O sussurro brusco a fez trincar os dentes quando a saia parou nas coxas.

- Como o amanhecer. Eu adoro o amanhecer, Bella.

Bella arqueou em resposta, ansiosamente puxando mais a saia agora. Ele estava com ao pau tão duro e tão quente como o ferro recém-forjado no fogo, queimava a ela através do tecido das calças do seu uniforme preto, oh Deus, agora ele estava se remexendo, esfregando a vara dura contra ela.

Ela estava tão molhada que podia sentir sua calcinha úmida.

- Sim, sussurrou ele de repente com os lábios no pescoço dela.

- Sim. Deixe-me sentir a sua bunda com meu pau, querida. Eu adoro o seu traseiro. Tão gostosa. É tão bom.

A saia dela foi afastada do traseiro, enrolada para cima dos quadris enquanto ele apertava o seu quadril contra sua bunda enquanto ela apoiava seus braços sobre a mesa. Ele ondulou contra ela, sob as calças dele, ela sentiu a palpitação da sua pica.

- Eu quero ver você. Seus dentes roçavam o pescoço dela.

- Quero ver seus seios nus, os seus mamilos duros por mim. Deixe-me ver eles.

- A câmera, ela ofegou.

- Ninguém pode ver você. Liberte seus lindos seios para mim. Faça isto.

O resmungo duro, primitivo na voz dele fez Bella tremer de luxúria. Ela nunca esteve tão excitada em toda sua vida. Era tão excitante com a ameaça da câmera de vídeo que os assistia. Então a mão dela abriu os botões enquanto um gemido deixava os lábios dela.

- Sim. É isso aí, querida, ele gemeu, seu cabelo longo caindo em cima do ombro dela enquanto ele a olhava desabotoar a blusa.

- Sim, mostre esses lindos seios para mim. Eles estão inchados, Bella? Eles doem ansiando por minha boca?

Eles doíam, eles estavam tão inchados, os mamilos dela raspando contra o bojo do sutiã quando eles endureceram e incharam.

Ela desabotoou os botões da blusa até que finalmente conseguiu libertá-los.

- Puxe a camisa de sua saia, ele comandou com a voz severa e áspera e enviando tremores de excitação pelo corpo dela.

- Faça! Rápido!

Ela puxou a blusa, mordendo seu lábio inferior enquanto desabotoava.

- Tire o sutiã. Sua respiração estava forte, difícil, pequenos golpes de ar soprando no pescoço dela.

- Deixe-me ver seus peitos, querida. Eu quero olhar. Deixa-me ver e eu vou esperar para provar eles. Eu prometo. Dá-me isso. Doce Deus, só um pouco, Bella.

Ela não podia acreditar nisso. Era tão erótico que ela estava derretendo. Sua voz em seu ouvido, comandando ela, e ela o obedecendo. Seus dedos foram para o colchete, soltando lentamente sentindo arrepios de excitação por seu corpo.

Quando soltou o sutiã, ela tirou os bojos e expôs os pesados seios, o sentiu apertar o pau duro com força contra sua bunda.

- Que bonito, ele respirou.

Bella olhou suas curvas maduras. Seus seios eram grandes, mas agora estavam muito inchados pela excitação e seus mamilos duros e eretos como soldados em guarda. Eles queimavam desesperados para serem tocados. Para serem tomados.

- Toque neles. Deixe-me vê-la tocar em seus mamilos.

- Não. Ela respondeu chocada.

Um segundo depois os dentes dele roçaram no pescoço dela, enviando um arrepio de prazer que pulsava fortemente em seu atormentado clitóris.

- Faça. Sua voz mudou, tornando-se mais profunda, mais sombria.

- Faça isso ou eu vou fazer. E se eu te tocar com minha mão, não haverá mais volta, eu não vou conseguir parar. Não Bella, não vou parar antes de ver meu pau estar enterrado tão fundo dentro de você que nunca mais você ficará livre de mim.

A câmera. Oh Deus, ela tinha de lembrar-se da câmera. Ela tinha de lembrar o juramento que fez a si mesma de não deixá-lo possuí-la, para não se apaixonar por ele. Se ele a tomasse, ele tinha razão, ela nunca mais estaria livre. Não haveria nenhum modo de esconder seus sentimentos dele.

- Edward, ela sussurrou nervosamente.

- Isso é muito perigoso.

- Agora. A voz dura a forçou a agir.

Subiu a mão, e o seu polegar e o indicador pressionou o mamilo com esmagada sensualidade.

- Meu Deus! Porra! Sim. Mostre-me o que quero, Bella. Mostre-me como te fazer gozar quando eu te tocar com a minha boca.

Ela rodou a carne dura dos mamilos, e gemeu em êxtase quando os quadris dele apertaram o seu pau contra sua bunda forçando-a a roçar o clitóris contra a beirada da mesa. Ela tremeu, estremeceu e apertou mais excitada, com os dedos tocando o mamilo dela.

- Seus mamilos estão se avermelhando, ele sussurrou.

- Eu posso ver a linda cor rosada, querida. Exatamente como se estivessem em minha boca. Minha língua. Meus dentes.

Bella se empurrou contra ele ao pensamento dos dentes dele raspando em cima dos mamilos excitados. Oh, ela queria isso. Ela queria isto tão desesperadamente que estava em chamas.

Os quadris dela pistonearam contra a mesa, esfregando o clitóris com mais força contra a fricção enquanto outro gemido saia dos lábios dela.

A câmera de vídeo. Se lembre da câmera de vídeo.

- Eu vou foder você, Bella. Eu vou rasgar essa calcinha fora seu corpo e empurrar profundamente todo comprimento da minha vara, de uma só vez até o fundo dentro dessa sua racha deliciosa e molhada. Eu quero te ouvir gritar gozando, cheia de prazer. Eu quero gozar como louco quando eu te foder duro e tão rápido que você não vai poder lutar contra mim. Que tudo que você poderá fazer será me aceitar todo dentro do seu corpo e gozar.

O resmungo primitivo e selvagem enviou um arrepio de medo e desejo por ela. Ela podia senti-lo por baixo das calças dele, ele estava tão grosso e comprido, e ela soube que gritaria quando ele a penetrasse. Gritaria mas depois imploraria por mais porque sabia que adoraria sentir seu pau enorme fodendo ela.

Ela apertou o mamilo, sentindo as sensações crescendo no clitóris, sabendo que o orgasmo dela estava se aproximando em um segundo. Ela doía por isto. Tinha fome por isto. Se ela não tivesse isto...

Um trovão retumbou no ouvido dela, e não fez sentido nenhum a princípio. Ela sentiu o puxão de Edward atrás dela, ouviu o rosnado feroz.

- Não! Porra!

Então ela percebeu exatamente o que era.

A voz da Dra. Denali chamou do lado de fora da porta.

- Edward, eu preciso de você em meu escritório quando você tiver tempo, por favor. Lawe pode cuidar da Srta. Swan. Você está aí dentro?

- Oh. Meu. Deus. Oh Deus. Deixe-me ir, ela gemeu afobada enquanto o empurrava.

Seus dedos prenderam o sutiã rapidamente, o ouviu xingar revoltado em suas costas. Voltar à realidade nunca foi tão difícil como agora. Ela sentia o medo frenético correr forte por suas veias em vez da volúpia de segundos atrás.

- Edward, você está aí? A maçaneta girou. Inferno, quando ele tinha trancado a porta?

- Só um minuto, Carmen, ele rosnou.

Bella sentiu o rubor queimar seu rosto e descer por seu corpo, o som da voz dele. Não havia como ignorar a luxúria, a fome, na voz dele. Inferno, a boa médica provavelmente esteve assistindo a cada segundo da quente preliminar nas câmeras. Merda. Isto não era bom. Era horrível e vergonhoso.

Ela finalmente conseguiu arrumar sua roupa e pôr a blusa para dentro da saia, mantendo-se de costas para Edward.

- Bella.

Merda. Ela sentiu sua aproximação. O calor do seu corpo envolvendo-a, infundindo-lhe excitação, tornando a molhar os olhos dela com emoção, com o desejo do seu toque.

- Vá. Ela indicou a porta, sua mão suspensa tentando impedir a aproximação dele.

- Veja o que ela quer. Maldição. Deixe-me sozinha, Edward. Apenas vá merda.

Segundos depois ela ouviu a porta se fechando, ele fez exatamente como pediu.

Ele partiu.

Exames. Sangue. Saliva. Sêmen.

O animal recuou com cuidado para sua caverna mental, contendo o desejo de rugir furiosamente por ter sido puxado tão bruscamente do prazer que desfrutava com a mulher.

Passou tantos anos sozinho, enquanto dormia aquilo não doía tanto e nem o calor também não machucava. Agora o calor estava aqui, pressionando o homem para amar em vez de negar levando toda a consciência do animal.

Deveria se mover cuidadosamente, abrir as camadas da fome do homem uma de cada vez aos pouquinhos para evitar a suspeita. Mas não teve cuidado o suficiente. Deveria ter sabido que a situação era muito perigosa, mas o homem estava enfraquecido com o desejo. Ele sofria e tinha fome pelo que era somente dele e o animal poderia sair livre, pensando que sua fuga pudesse ficar escondida dentro das sombras da luxúria do homem.

Se não tivesse nenhum cuidado, o animal sabia que seria revelado. Não podia arriscar a exposição. Eles poderiam fazê-lo dormir novamente e não era forte o bastante para sobreviver a um segundo ciclo de prisão nas terríveis correntes que o prenderiam em um sono cheio de sofrimento e pesadelos.

Tinha que se esconder muito bem. Apenas por um pouco mais de tempo, ele tinha que ficar escondido e muito quieto. Pelo menos até que nenhum olho o observasse e nenhuma cientista tirasse as odiadas amostras de exame para achá-lo. Até que estivesse sozinho com o doce cheiro macio de sua companheira.


O que foi esse capítulo pelo-amor-de-Deus.

Primeiro a Bella acordando e encontrando o Edward dormindo só de calça de pijama na porta do seu quarto, em seguida a cena do café foi ilária. Quando eles estão novamente no santuário Edward começa a suspeitar o que realmente a Bella foi fazer lá. E depois o ataque dele nela, que se não fosse a maldita da Carmen eles teriam terminado ali mesmo.

Porque estava tão quente a situação, que quem estivesse perto com certeza poderia acabar se queimando.

E o que será que a Carmen quer com ele? Espero que não seja nada de mais.

Mas saberemos amanhã! Até! Beijinhos.

Att. Perfect Cullen