Florence e Thá: Capítulo maior do que o anterior, menor do que esperavamos... Espero que vocês gostem!
A notícia de que Harry entrara para o time de quadribol da Grifinória se espalhou rapidamente pela escola, deixando um certo loiro muito irritado.
- Malfoy está furioso... - disse Mérope, enquanto eles jantavam.
Rony e Harry se entreolharam, discretamente. Mérope percebeu.
- O que foi? - perguntou desconfiada.
- Malfoy desafiou Harry para um duelo.
Mérope riu.
- Duelo? Fala sério! Estamos no primeiro ano... Quem duela no primeiro ano? Não sabemos nada.
Harry pareceu desconfortável.
- Você não aceitou, não é Harry?
- Mérope... - começou.
- Esquece. - interrompeu - Quando e onde?
- Meia noite na Sala de Troféus. - disse o moreno.
- Façam algum barulho, perto do dormitório feminino. Não muito alto.
Ela saiu da mesa com a expressão severa, enquanto Harry sorria suavemente.
Enquanto caminhava rapidamente até o Salão Comunal, Mérope pensou em como era tolice duelar e mais tolice ainda tentar impedir Harry.
Bobagem era duelar em uma sala repleta de troféus e peças delicadas, principalmente depois do horário de dormir.
Deitou cedo, mas não dormiu. Ficou com ouvidos atentos a qualquer som, enquanto suas colegas de quarto dormiam.
De repente ela ouve um baque forte e um gemido. Desce as escadas correndo.
Harry estava lá, junto a Rony, que segurava o joelho e fazia uma careta.
- O que houve?
- Rony caiu. - disse Harry, mas observando a cara de Mérope, percebeu que isso ela já havia notado - Eu ia te chamar!
- Vou fingir que acredito. Vamos logo.
Mérope tomou a dianteria, surpreendendo os dois meninos.
Com pouco tempo no mundo bruxo, Mérope mudara quase que totalmente seu modo de agir. Ela era mais independente e segura, não era maisaquela menina medrosa do orfanato.
O castelo, para sorte deles, parecia deserto. Não havia sinal algum de Filch ou sua gata, Madame Nora.
A sala de troféus era muito bonita, um lugar nada apopriado para um duelo.
Draco não erstava lá, o que fez mérope pensar que ele não era tão burro quanto ela achava. Eles eram! Draco havia armado tudo para eles serem
pegos andando pelo castelo depois da hora de dormir.
- Atrasado, aposto que está com medo. - disse Ronald.
- Harry, vamos embora.
- O que foi, Mérope?
Então um ruido vindo do corredor assustou os três. Harry ergueu a varinha quando ouviram uma voz bem diferente da do loiro.
- Eles estão por aqui Madame Nora, continue farejando.
Era Filch.
Mérope puxou Harry pelas roupas, que fez o mesmo com Ronald e sairam em disparada para a porta mais distante.
Estava um pouco escuro, mas com a pouca iluminação Mérope pode ver várias armaduras próximas da parede.
- Por aqui. - sussurrou.
Infelizmente, estava tão escuro que ela não viu uma das armaduras e acabou tropeçando. Antes que caisse, Harry a segurou pela cintura. Mas não pode impedir que a armadura fosse ao chão, com um estrépido alto o suficiente para acordar todo o castelo.
- Corram! - gritou Harry.
Os três corriam sem saber para onde estavam indo ou se Filch os seguia. Atraz de uma rapeçaria encontraram uma passagem secreta e foram parar próximos a sala de feitiços, que ficava distante da sala de troféus.
- Rápido, temos que voltar à torre da Grifinória. - disse Ronald quando Mérope parou para tomar fôlego.
- Eu... Não aguento... - arfou.
Quando voltaram a caminhar ouviram uma porta sendo aberta. Pirraça começou a rir.
- Quieto! Vanis ser expulsos se nos encontrarem, Pirraça! - disse Mérope.
- Que feio! Passeando no meio da noite. Acho que vou contar.
- Saia dá frente! - disse Rony, ríspido.
Pirraça pareceu ofendido.
- ALUNOS FORA DA CAMA! - berrou - ALUNOS FORA DA CAMA NO CORREDOR DO FEITIÇO.
Voltaram a correr e só pararam quando encontraram uma porta que estava trancada.
- Alguém lembra de algum feitiço que destranque portas? - questiou Mérope.
- Começa com A! - lembrou Ronald.
- ALORROMORA! - gritaram Harry e Mérope ao mesmo tempo, apontando as respectivas varinhas para a porta.
Entraram rapidamente, fecharam a porta e ficaram escutando Filch brigando com Pirraça.
- Nossa, essa foi por pouco! - Mérope falou - Que foi? - perguntou quando Harry começou a puxar a sua roupa.
Ela virou e viu um cachorro enorme, de três cabeças, que salivava olhando para o trio.
! - gritaram juntos.
Eles sairam de lá e correram sem parar até o retrato da mulher gorda, no sétimo andar.
- Terceiro andar... - disse Harry.
- Seu sei. - disse Mérope.
- Senha! - exigiu o retrato.
Eles não se lembravam da senha. Ficaram desesperados e para piorar a situação, Pirraça voltou.
- Não lembra a senha? Vocês estão encrencados! - ele riu - Eu sei. eu sei, eu sei.
- Qual é? - perguntou Harry.
- Não digo nada se não pedirem "por favor".
- POR FAVOOOOOOOR! - pediram.
- Nada. - Pirraça riu.
Antes que Harry e Rony matassem o já falecido, Mérope lembrou de uma coisa.
- Espera! - disse levantando a mão e olhando para a palma - Focinho de porco.
O quadro girou ára a frente e eles entraram rapidamente no Salão Comunal.
Depois de recuperarem o fôlego, Mérope começou.
- Vocês viram o alçapão? Embaixo do cachorro? Aposto que o que Hagrid trouxe está lá embaixo. - concluiu teatralmente, arrancando gargalhadasdos garotos - Boa noite, meninos.
- Boa noite. - respondeu Ronald.
- Sonhe com o Pirraça. - disse Harry, e antes que ela desaparecesse na escada do dormitório feminino, mostrou a língua.
Apesar do perigo, pensou Mérope, foi divertido.
***
Estava muito frio naquele inívio de novembro, e a Sala Comunal estava cheia e barulhenta. Mérope terminava os deveres, Ronald no lugar de fazê-los desenhava um leão e Harry não conseguia se consentrar por causa do primeiro jogo de quadribol, que seria no dia seguinte.
- Tudo bem?
- Sim... - espondeu Harry - Snaoe pegou meu livro, Mérope.
Mérope sentiu vontade de rir do modo infantil com que Harry disse aquilo.
- Por quê?
- Porque ele me odeia.
Ronald riu. Mérope teve uma idéia.
- Ele deve estar na sala dos professores. Por que não vai lá e pede o livro?
- Por que ele entregaria? - Ronald ficou confuso.
- Porque está na frente dos outros professores. Não ia negar UM LIVRO.
- Boa idéia. - disse Harry, feliz - Vou indo.
Depois que Harry saiu, Mérope comentou.
- É bom ele se distrair com livros, sabe... Ele só pensa em quadribol a maior parte do tempo.
Ronald parou de desenhar.
- Você sabe que livro o professor Snape pegou dele?
- Quadribol atravez dos séculos.
Mérope rosnou algo sobre meninos e quadribol enquanto arrumava seu material e subia para o dormitório feminino.
***
Na manhã seguinte, encontrou Harry no Salão Comunal, sozinho novamente.
- Bom dia. - abraçou o amigo - Então, é o grande dia!
- Não me esperou ontem a noite. - disse chateado.
- Estava com sono. Desculpe. Conseguiu o livro?
- Não.
Começaram a andar.
- Snape está machucado.
- Machucado?! Onde?!
- Na perna. E quando entrei ele estava falando com o Filch sobre como é impossível olhar para três cabeças ao mesmo tempo.
Merope e Harry sentaram-se na mesa.
- Não acha que ele está tentando roubar aquilo não é, Harry? - perguntou, preocupada.
- Ele sabe. - disse Ronald - É obvio.
- Esqueçam isso meninos. - ela viu Harry mexer na comida com o garfo, sem realmente comer - Coma, Harry.
- Não estou com fome.
- Sem drama, é só um jogo.
Ronald pareceu ofendido.
- Se não comer Harry, vou ser obrigada a enfiar essa torrada na sua garganta.
- Vai matá-lo? - Rony esbugalhou os olhos.
Ela ignorou o comentário.
- Você não faria isso comigo, Mérope. - Harry sorriu.
- Existem poucas coisas que eu não faria. - ela pegou a torrada, pisou no pé de Harry e quando ele abriu a boca para gritar, Mérope enfiou a torrada.
- Você é muito louca. - disse Rony, enquanto Harry tossia.
- Vamos logo! - ela levantou e bateu as mãos na roupa para tirar os farelos da mão.
***
A arquibancada estava lotada e Mérope logo avistou Hagrid. Nunca falara com ele, mas havia visto quando chegou a Hogwarts.
- Olá Ronald. - ele disse, animado - Você deve ser Mérope.
- Sim, senhor.
- Me chame de Rúbeo.
Mérope o achou bastante simpático, apesar de ter uma altura intimidante.
O jogo começou.
Preocupada com a estréia do amigo, Mérope não prestava muita atenção no placar e passou o jogo todo pensando em como era uma falta de juizo deixar um garotinho de onze anos jogar algo tão violento.
Tudo piorou quando a vassoura de Harry começou a jogá-lo de um lado para o outro, descontroladamente.
- Acho que ele perdeu o controle da vassoura. – disse Hagrid.
Ronald pegou o binóculo de Hagrid, mas não olhou para Harry, lá no alto, e sim para a multidão.
- Eu sabia. – sussurrou – Snape. Ele está azarando a vassoura de Harry.
O ruivo soltou os binóculos e comçou a caminhar em direção a arquibancada onde estava o professor Snape, com Mérope o seguindo.
Estavam por baixo da arquibandaca, próximos o bastante. Mérope tentou impedir Rony, mas ele colocou fogo nas vestes do professor e saiu em disparada para a arquibancada onde estavam. Na pressa, acavatam derrubando o professor Quirrell que estava na arquibancada entre as duas.
A vassoura de Harry voltou ao normal. Logo ele começou a voar de volta ao chão, tossiu e uma coisa dourada caiu em sua mão.
- Apanhei o pomo! - ele gritou.
Grifinória vence Soncerina.
***
Mais tarde, no mesmo dia, os três estavam na casa de Hagrid, tomando chá.
- Snape estava azarando a vassoura de Harry. Eu vi! Estava murmurando coisas, não despregava os olhos de você.
- Por que Snape faria uma coisa dessas? - perguntou Hagrid.
- Ele tentou passas pelo cão de três cabeças. - falou Harry - Ele quer pegar o que o cão esconde.
- Harry... - disse Mérope, em tom de aviso.
- Como sabem sobre o Fofo? - questioinou Hagrid.
- Fofo? - disseram os três juntos.
- Ele é meu! Emprestei a Dumbledore para guardar... - ele parou - Vamos mudar de assunto.
- Sabemos que ele quer o que tem lá, mas não sabemos o que é!
- Esqueçam tudo isso - disse Hagrid - Isso só diz respeito ao professor Dumbledore e ao Nicolau Flamel.
Hagrid logo percebeu que falara demais.
***
Em dezembro Hogwarts foi coberta pela neve.
Harry ficaria em Hogwarts durante as férias de Natal, assim como Rony, cuja família iria viajar para a Romênia, visitar Carlinhos, um dos irmãos dele.
Mérope não queria voltar para o orfanato.
Enquanto saiam da aula de poções, encontraram Hagrid trazendo uma árvore enorme para o castelo.
- Olá, Hagrid. Quer ajuda? - ofereceu Ronald.
- Saia da minha frente, Weasley. - disse Draco - Ou está querendo só uns trocados? Talvez se torne guarda caças...
- Deixa ele em paz Malfoy. - disse Mérope.
- Por quê? - disse arrogante - Vai me machucar, orfã?
- Não. - disse Harry, pegando Draco pelo colarinho - Eu vou te machucar.
Mérope percebeu o professor Snape se aproximando.
- Harry, o Snape. - sussurrou.
O moreno soltou Draco, contrariado, antes que Snape chegasse próximo o suficiente.
- Na próxima eu pego ele. - rosnou.
- Não pega não! Vai arrumar confusão com o professor Snape!
- Odeio esses dois. - disse Harry.
- Esqueça eles, é Natal. Bem, é quase Natal.
- Quantos dias faltam para as férias? - perguntou Hagrid.
- Um. Vamos logo para a biblioteca, meninos.
- Vão estudar na véspera das férias? - questionou Hagrid.
- Não! Estamos tentando descobrir quem é Nicolau Flamel.
Os três saíram a caminho da biblioteca, ignorando o olhar chocado de Hagrid.
Eles procuraram Nicolau Flamel em vários livros, mas não encontraram nada. O único lugar em que não haviam procurado era a seção reservada.
- Nunca que um professor vai entregar uma autorização assim, sem dizermos para que. - disse Mérope.
- Por que não pede ao Snape? - ironizou Ronald.
- Temos que procurar na seção reservada! - insistiu Harry.
- Você está falando de quebrar as regras, sair no meio da noite e correr perigo de ficar em detenção?
- Sim, Mérope. - respondeu incerto.
- Ok, estou nessa.
- Temos que ir depois das férias.
- Rony tem razão, Harry. Vai ficar meio obvio se alguém for ouvido andando pelo castelo, da grifinória só vai ficar a gente.
***
As férias começaram e o castelo ficou quase vazio. O melhor, para Mérope, era a sala comunal sempre vazia, onde podiam falar todo o tipo de bobagens e especulações sobre Nicolau Flamel.
Ronald ensinou Mérope e Harry a jogarem xadrez bruxo, e os três ficavam até tarde jogando.
Na manhã de Natal, Mérope acordou e encontrou vários presentes ao pé da sua cama. Juntou todos e correu, vestindo um robe por cima do pijama acinzentado do orfanato, para o dormitório dos meninos.
- Feliz Natal! - disse.
Os meninos já estavam acordados quando Mérope chegou.
Harry a abraçou, desejando Feliz Natal, e Ronald, que acabara de acordar, resmungou.
- Eu ganhei um suéter e chocolates! - disse Harry - E Hagrid mandou um flauta. E você?
Mérope sentou na cama de Harry e desembrulhou um dos pacotes.
- Um cachecol! - mostrou - Rosa.
- Foi minha mãe. - disse Ronald, corando.
- É muito bonito. - disse Harry, enquanto colocava o cachecol em Mérope.
- Também ganhei chocolates. - disse desembrulhando uma barra.
Sem muita paciência, enquanto a amiga mordia a barra de chocolate, Harry pegou o enorme pacote que ela ainda não tinha aberto e começou a desembrulhar. Mérope pareceu não se importar, mas Rony reclamou.
- Harry! Que falta de educação!
Rindo, Mérope ajudou Harry com o embrulho. Dentro dele estava um blusão muito bonito, rosa e azul. Junto dele estava um lindo ursinho branco.
- Quem mandou? - perguntou Rony.
- Não tem nome.
Tudo cheirava como muito novo, até mais do que suas vestes da escola. Ela tirou o robe e colocou o blusão por cima do pijama, depois ajeitou melhor o cachecol.
- Como estou? - perguntou.
- Rosa. - respondeu Harry, rindo.
Ainda tinham um pacote de Mérope e um de Harry.
No pacote dela, estava um lindo prendedor de cabelo, em formato de borboleta.
- Também não tem nome. - disse Mérope.
- Talvez seja da mesma pessoa.
- Mas então por que não colocar no mesmo pacote, Harry?
Ele não respondeu.
Mérope abriu o último pacote de Harry. Uma capa muito leve, sedosa e prateada estava dentro do embrulho.
- É uma capa de invisibilidade! - exclamou Ronald.
- Invisibilidade? Quem mandou, Harry?
- Não tem assinatura. - olhou Mérope, divertido - Só diz faça bom uso. E diz que era do meu pai.
- Bom uso?
***
Mérope e Harry caminhavam juntos, embaixo da capa de invisibilidade.
Após o jantar eles pegaram a capa e foram até a biblioteca, na seção reservada.
- Vamos fazer o seguinte: você procura na esquerda e eu na direta. - disse Mérope, tirando a capa.
- Está bem, eu acho. - disse Harry, desconfiado de que haviam mais livros na parte esquerda da sala.
Duas horas de procura e Mérope estava com tanto sono, que sentou no chão com alguns livros, e adormeceu enquanto os folheava.
- Mérope. - sussurrou Harry - Mérope, eu encontrei.
Vamos deixar a Florence para a próxima, rs. Beijos amores, e quem está lendo [eu sei que estão!] e não está comentando, pode comentar, nem que seja pra falar mal!
Até a próxima *-*
