Florence: Eu sou tão legal que att hoje de novo. Eu não sou o máximo?

Thá: Tome isso sua leitora ingrata! kk


- O pomo? - perguntou, com sono.

- Não! Eu encontrei Nicolau Flamel.

Mérope despertou totalmente, levantou-se e começou a perguntar.

- Onde? Quem é ele?

- Nesse livro. - ele mostrou a capa velha - Ele é o único que produz a Pedra Filosofal.

- Pedra Filosofal? - ela fez uma careta - Não é aquele negocio que produz o elixir da vida? Que deixa quem o bebe imortal?

- Esse mesmo. - confirmou Harry - É isso que Snape quer.

- Lá vem você com essa história de... - Mérope parou de falar quando ouviu um miado - A gata o Filch.

Eles esconderam-se debaixo da capa e voltaram para a torre da Grifinória.

***

Quando acordaram, Mérope e Harry contaram o que descobriram sobre Nicolau Flamel para Rony.

***

O período letivo logo recomeçou e, assim como as aulas, voltaram os jogos de Quadribol.

- Snape vai apitar o jogo. - resmungou Harry, durante o café da manhã - Ele vai ser tão imparcial quanto...

- Você? - ela sorriu - Você não é tão imparcial quanto pensa.

Antes que Harry pudesse começar a discutir com ela, Mérope levantou e foi sozinha para a arquibancada.

Ronald havia instruído Harry a terminar com o jogo o mais rapidamente possível.

Harry pareceu concordar com o amigo, pois antes de completar cinco minutos no ar, pegou o pomo.

***

Harry estava demorando a voltar do vestiário, e como a Sala Comunal estava uma bagunça, Mérope achou melhor esperar o amigo do lado de fora.

- Mérope, Mérope! - Harry apareceu, correndo.

- Que foi?

- Temos que ir até uma sala vazia, preciso te contar o que descobri.

Eles correram até uma sala não muito distante, e assim que fechou a porta, Harry começou a falar.

- Snape está tentando obrigar Quirrell a roubar a Pedra Filosofal! E tem mais coisas protegendo a pedra do que só o Fofo!

- Você viu isso? - questionou Mérope.

- Claro que vi!

Mérope não tinha certeza, mas Harry não inventaria algo assim.

***

As férias de Páscoa foram horríveis. Eles ficaram o tempo todo na biblioteca, estudando. E ainda sofreram uma detenção, graças a Malfoy, por saírem depois da hora para ver o ovo de dragão que Rúbeo havia ganhado de um estranho que conheceu em um bar.

O dragãozinho foi mandado para a Romênia. Seu nome era Norberto.

***

- Voldemort está aqui! - disse Harry - Tentou me matar, na Floresta Proibida, durante a detenção!

Os três estavam sozinhos no Salão Comunal, após a detenção.

- Quem? - perguntou Mérope.

- Você-Sabe-Quem. - ajudou Rony.

- Ah. - Mérope pensou por uns instantes - Acha que o professor Snape quer a pedra para ele?

- Acho? - Harry se irritou - Tenho certeza!

Mérope revirou os olhos.

- Então me diz o que nós, alunos do primeiro ano, vamos fazer para impedir!

Harry subiu para o dormitório masculino irritado. Mérope se arrependeu no mesmo instante.

***

Eles debaixo de uma árvore em uma manhã de primavera, no dia seguinte ao fim dos testes.

- Nem acredito que estamos livres. - comemorou Rony - Aquele teste de poções quase me matou.

- O que vai me matar é essa dor na cicatriz. - reclamou Harry, esfregando a testa.

Fazia dias que Harry reclamava de dores, mas se recusava a ir para a enfermaria.

Harry pôs-se de pé de um salto.

- Onde é que você está indo? - perguntou Mérope sonolenta.

- Temos que encontrar Hagrid.

Harry começou a corre, com Mérope e Rony seguindo-o.

- Rúbeo, como era o homem que lhe deu Norberto?

- Não sei, ele não quis tirar a capa. - respondeu.

- O que ele disse? - perguntou Harry.

- Ele me perguntou com que tipo de animais eu lidava. Eu disse que depois do Fofo, um dragão seria moleza.

- Ele ficou interessado no Fofo?

- Claro que sim, Harry! Quantos cães de duas cabeças você já viu? Eu disse que o segredo de cada animal é saber como acalmá-lo. Fofo, por exemplo, é só escutar uma música, que cai no sono.

Hagrid pareceu assustado.

- Esqueçam o que eu disse! - exclamou - Onde vocês estão indo?

Os três correram para o castelo, sem saber exatamente para onde. Procurando a sala de Dumbledore, sem saber onde ela ficava.

- Dumbledore viajou! - disse Mérope, parando de correr.

- Como sabe? - perguntou Harry.

- Ele não estava no café da manhã, então perguntei para a professora Minerva. Ela disse que ele viajou.

- Por que não me disse? - Harry ficou irritado.

- Desculpe, eu esqueci.

- O que vamos fazer então? - desesperou-se Rony.

- Vamos ter que sair a noite e pegar a pedra primeiro.

Rony ficou pálido.

- Harry tem razão, Rony! É o único jeito. Se Voldemort pegar a pedra, ele vai voltar!

- Eu vou com a capa, no meio da noite.

- Cabemos os três aí? - perguntou Mérope.

- Nós três?

- Claro Harry, não achou que íamos deixar você na mão!

- Vamos juntos. - concluiu Mérope,

***

Era madrugada. Os três estavam no Salão Comunal. Harry levava a flauta que ganhara de Hagrid para fazer Fofo dormir, Mérope segurava a capa e Rony parecia tremer.

Por baixo da capa, caminhando pelos corredores, Mérope rezou em silêncio, pedindo que Filch não os achasse, que o cão não os matasse e eles chegassem antes de... Snape.

Quando chegaram ao terceiro andar, encontraram Fofo dormindo, e ao lado dele, uma harpa encantada.

Eles passaram pela pata do animal, abriram o alçapão e foram engolidos pela escuridão.

Lá encontraram uma sala, com fogo ao redor dela, de um lado vermelhas e do outro roxas, e vários vidros coloridos, que pareciam poções. Na verdade, eram poções. Havia um pergaminho com pistas para identificar cada uma, mas era uma charada.

- Não preciso das pistas. - disse Mérope, segurando os vidros.

- Tem certeza? - Rony pareceu incerto quando ela lhe entregou um dos vidros.

- Vai fazer você passar pelas chamas roxas sem se queimar. Suba pelo alçapão e chame Minerva.

- E você? - questionou Harry.

- Vamos dividir essa poção aqui. - ela mostrou outra poção.

Harry e Rony beberam as poções ao mesmo tempo, e Harry deixou um pouco para Mérope.

- Corra Ronald, antes que o efeito passe.

O rapaz correu entre as chamas, e não houve qualquer grito de dor.

Mérope tomou o resto da poção de Harry, ofereceu a mão para ele e passaram pelas chamas.

Do outro lado havia uma pessoa, que não era Snape. Tampouco Voldemort.

Era Quirrell.

- MALDITO! - gritou Mérope - Era você o tempo todo!

- Ora, vejam só. Potter e Mérope.

- Mas... Eu pensei que... Snape...

- Severo? - Quirrell riu - Ele tem o jeito mesmo.

- Snape tentou me matar! - gritou Harry.

- Não, não, não. Eu tentei matá-lo. Sua amiga Mérope, acabou me empurrando por acidente enquanto seguia Weasley quando ele colocou fogo nas vestes de Severo. Eu tentei matá-lo e teria conseguido se não fosse por Snape, murmurando aquele contra feitiço.

- Professor Snape tentou salvá-lo?

- Sim, querida, ele tentou.

- Foi tudo você! - gritou Mérope - Snape não estava fazendo você roubar a pedra, estava protegendo-a.

- Se sentem dois idiotas, não sentem? - ele virou-se para um espelho antigo - Sabe o que é isso, não sabe Mérope?

- O espelho de Ojesed. Ele mostra só o que mais desejamos ver. Mas você sabe disso.

- Sim, eu sei. - ele aproximou-se dela - Me vejo com a pedra, mas não sei como pegá-la.

- Use a menina. - disse uma voz, vinda do turbante do professor.

Quirrell aproximou-se de Mérope, e Harry imediatamente ficou na frente dele.

- Não vai tocá-la.

Quirrell riu.

- Saia da frente, ou vou machucá-lo. - avisou Quirrell.

Antes que o professor pudesse fazer qualquer coisa, Mérope ficou na frente do amigo.

- O que você quer? Eu não sei onde está a pedra.

Quirrell a pegou bruscamente pelo braço e levou-a até o espelho.

- Não a machuque! - exasperou-se a voz.

- O que é que você está vendo? - perguntou a Mérope.

Nesse momento, Mérope desejou que Harry estivesse com a pedra, em segurança. Quando viu o garoto pelo reflexo, ele tinha a pedra em sua mão e a colocava no bolso.

- Eu estou vendo Dumbledore. Ele aperta minha mão. Grifinória ganhou o campeonato das casas.

- Está mentindo. - avisou a voz.

- Fale a verdade! - gritou Quirrell, chacoalhando-a.

- Não a machuque! - gritou Harry e a voz, ao mesmo tempo.

Mérope fugiu de Quirrell e correu até Harry. O professor tirou o turbante. Havia um segundo rosto em sua nuca, era Voldemort.

- Não tenha medo, criança. Só preciso da pedra. Podemos nos unir, o que acham? Nós três. Eu, você e seu amigo.

- Não! - gritou Mérope, segurando a mão de Harry o mais forte que podia.

- Você está com a pedra, não está? - perguntou Voldemort - Entregue-a, ou machuco seu amiguinho.

- Não toque nele. A pedra não está aqui.

- NÃO MINTA PARA MIM. - gritou rouco.

Mérope foi avançando na direção de Voldemort, soltando a mão de Harry.

- Não estou mentindo. Se quiser a pedra vai ter que consegui-la sozinho. Não sabemos como. - ele pareceu acreditar - Mas também não diria se soubesse.

Voldemort irritou-se.

- Pegue a pedra! Está com ela!

Quirrell avançou sobre Mérope, ao mesmo tempo em que Harry correu novamente para protegê-la.

A pele do professor queimava quando as mãos de Harry tocavam-o, e ele caiu inconsciente depois de alguns minutos de contato.

Mérope sentiu uma dor profunda, como se algo a atravessasse e apagou.

***

Harry estava lá, mas ela não o alcançava. Ele gritava muito, mas ela não o via. Simplesmente o sentia.

- HARRY! - gritou.

Mérope estava em um quarto da enfermaria e Harry estava adormecido ao seu lado.

Dumbledore observava a menina atentamente.

- A pedra... - começou.

- Está segura. - disse Dumbledore.

Deitou na cama, e virou-se, sentindo dores em todo o corpo. Adormeceu novamente.

***

Grifinória ganha o campeonato das casas, mas perdeu no Quadribol.

As férias de verão começaram e Mérope voltou para o orfanato.


Espero que gostem, comentem por favor.

Acho que vai ter mais uma att hoje *---*

Beijos