Florence: Aqui estão eles. Snape e Florence. Espero que não odeie muito *-*
No segundo ano de Mérope em Hogwarts, a maior novidade na escola era, sem dúvidas, o novo professor de DcTa.
Gilderoy Lockhart encantava todas as garotas, exceto Mérope, que o achava parecido com uma garota.
Entre a sobrecarga de deveres e um gato petrificado, Mérope se preocupava mais com Harry estar sendo culpado dos ataques do que com decorar os livros do seu arrogante professor, que colocava sua cor predileta como pergunta para teste.
Lilá tirou a nota máxima.
- Seria mais fácil com o professor Snape. - disse Ronald enquanto eles iam para o clube de duelos, de Lockhart.
- Preto. - Mérope e Harry disseram ao mesmo tempo.
***
A sala estava lotada, e havia o que parecia ser uma passarela no centro dela. O professor estava lá.
- Aproximem-se! - gritava - Para iniciar o clube de duelos, vamos ter uma demonstração. Meu assistente, professor Snape, concordou em me ajudar.
O professor apareceu, mas não parecia nada contente. Mérope segurou o riso.
Próximo de onde o professor estava antes de caminhar até Gilderoy, estava uma mulher de cabelos cacheados e avermelhados, olhos verdes penetrantes, cheios de água.
Ela olhava para Mérope.
***
Claro que o professor Snape derrotou Gilderoy, mas o que realmente chamou a atenção dos alunos foi Harry conversar com a cobra que Draco conjurara.
Para Mérope, foi aquela mulher chorando.
Como Harry e Rony estavam em detenção por chegar à escola com o carro voador, Mérope tirou seu velho colar, colocou o enfeite que ganhara no Natal e ficou caminhando pelo castelo ao invés de jantar.
Passando perto do Salão Principal, em uma sala vazia, Mérope viu por uma fresta na porta, o professor Snape e a bela mulher discutindo.
- Você não tem o direito! - gritou ela.
- Eu disse que era uma péssima idéia você vir, mas você nunca me escuta!
A mulher começou a chorar.
Mérope viu seu professor abraçá-la e beijar sua testa, acalmando-a enquanto soluçava.
- Só queria falar com... - a mulher parou de falar.
Havia visto Mérope os espiando.
A menina tentou fugir, com medo de acabar em apuros por presenciar algo tão intimo, mas a mulher correu até ela e segurou seu braço suavemente.
- Venha meu bem, eu não vou te machucar. - disse a mulher, levando-a para dentro da sala.
O professor Snape estava lá, mas não parecia nem um pouco com o professor Snape. Ele tinha o rosto triste, preocupado, e não zangado com Mérope.
- Desculpe, eu não devia estar aqui. Eu sinto muito. - começou a dizer, muito rápido.
- Está tudo bem. - a mulher a abraçou - Está tudo bem agora.
A mulher chorava nos cabelos de Mérope, que não sabia o que estava acontecendo.
- Flor, não acho que seja uma boa idéia...
- Não te perguntei Severo! - ela disse ríspida - Deixe-nos sozinhas!
O professor bufou, contrariado, mas saiu da sala.
A mulher sentou no chão e abraçou Mérope com muita força, ainda chorando.
- Você não sabe o quanto eu esperei por isso.
- Isso o que? Senhora, me desculpe, mas eu não estou entendendo nada.
- Eu sou sua mãe, Elizabeth.
O mundo parou de girar. Ela só ouvia seu coração batendo forte em seu peito, enquanto a mulher sorria e acariciava seus cachinhos.
- Minha mãe? - questionou sorrindo.
- Sim, Liz.
Novamente a chamou por outro nome, fazendo Mérope chorar.
- Eu sinto muito, mas não sou Elizabeth. - disse entre as lágrimas - Gostaria de ser, mas não sou.
- É claro que você é Elizabeth! - disse Florence - Olhe-se no espelho menina. É minha réplica. Disseram-me que chamariam você de Mérope, mas não acreditei. Achei que haviam matado você.
- Mérope? Quem?
- Pessoas horríveis, que tiraram você de mim. Mas agora você está aqui. - abraçou Mérope novamente.
Mérope respondeu ao abraço, ouvindo os soluços de Florence recomeçarem, assim como os próprios soluços.
- Parem vocês duas. - disse o professor Snape, sorrindo.
- Disse para ir embora! - reclamou Florence.
- Vim apenas perguntar se acharia conveniente Elizabeth dormir no quarto em que você está. Com certeza vocês duas tem bastante a esclarecer.
- Claro, temos. - respondeu sorrindo.
- Vou pegar meu pijama! - disse Elizabeth, enquanto corria até a torre da Grifinória.
Enquanto arrumava seu pijama, decidiu levar o ursinho branco, que desde o Natal dormia com ela, e deixar o colar ainda no quarto, que desde que se lembrava, ficava em seu pescoço.
***
Durante a noite, Florence lhe contara sobre seus irmãos, mas nenhuma vez falou de seu pai ou de como fora parar no orfanato.
- Mamãe, quem me tirou de você? - perguntou, deitada sobre o braço de Florence.
- Bellatrix Lestrange.
- Por que ela fez isso?
Florence não respondeu, e mudou de assunto.
- Que tal falarmos sobre seu pai? Aposto que já tem uma vaga idéia.
- Vaga idéia?
Elizabeth pensou no beijo na testa, mas podia ser algo não-romantico, certo? Snape podia ser seu tio!
- Seu pai é bonito, alto, moreno e tem uma voz incrível...
- Ah, fico aliviada. - suspirou.
- Por quê?
- Fiquei com medo de que fosse o professor Lockhart.
Pronto! Aí está a ligação com Só O Amor Salva. Tem mais por vir, mas por hoje é só pessoal.
Comentem *-* Beijão
