Florence: Aqui está *-*
Liz observou o semblante sério dos pais. Hoje, com certeza, conversariam sobre algo que ela não compreenderia.
- Sente-se, filha. - disse Florence.
Ela obedeceu. Os dois sentaram-se ao lado dela.
- Decidimos te contar hoje, enquanto é criança, do que esperar você ficar adolescente e acabar nos odiando. - falou Severo.
Odiá-los? Ela nunca os odiaria. Mas o que seu pai disse a fez pensar que a conversa era mais séria do que imaginava.
- Tem que entender uma coisa, Liz: praticamente tudo o que aconteceu, foi por causa de uma maldição... - começou Florence.
- Benção. - corrigiu, sorrindo.
- Ela uniu meus pais, me uniu com Severo, e um dia, talvez, a una com algum rapaz.
Severo pareceu desconfortável no sofá.
- Meu pai, diferente do seu, nunca foi e nem será uma pessoa boa.
Liz não compreendeu.
- Ele é herdeiro de Sonserina, assim como você.
- Sesou herdeira de Sonserina, como posso estar na Grifinória?
- Porque diferente de mim e sua mãe, tem as qualidades dessa casa.
- Coragem e honra acima da média. - explicou Florence.
Ficaram em silêncio por alguns segundos.
- Meu pai é Tom Riddle.
- Tom Riddle?
Liz não entendeu.
- Voldemort. - disse Severo.
Nesse momento, entre todas as coisas que passavam por sua mente, uma a incomodava mais. Voldemort matara os pais de Harry.
- Precisa guardar segredo, filha. Ninguém pode saber. Nem mesmo Potter e Weasley.
- Harry e Rony? - questinou Florence.
- Melhores amigos. - rosnou contrariado.
- Não vou dizer a ninguém. - sorriu.
O que a deixou feliz foi a confiança deles, nela.
Eles a abraçaram, entendendo como era horrível saber de uma coisa dessas.
- São bonitos... - comentou Florence - Vi eles no clube de duelos.
Elizabeth riu e pouco tempo depois estava brincando com Chris, deixando seus pais sozinhos na biblioteca.
- Vai ficar sempre tocando no assunto? - perguntou irritado.
- Que assunto? - questinou, inocente.
- Garotos. - cuspiu a palavra.
- É para você se acostumar.
***
Com o malão mais cheio e um pedido de seu pai para ficar longe dessa hiostória de Câmara Secreta, Liz voltou para a escola cheia de novidades. Nenhuma que pudesse compartilhar com alguém além do seu diário novo.
Um dia, porém, Liz teve uma epifania.
- HARRY! O monstro é uma cobra!
- Cobra? Monstro? Do que está falando, Lizzie?
Os dois estavam estudando juntos e Liz havia prometido ao seu pai e a sia mesma que não ia se meter nessa história. Mas era mais forte do que ela.
- Eu acho que o monstro na Câmara Secreta é um Basilisco.
- Basilisco?
- É! Já li sobre isso. Uma cobra gigante, que mata com o olhar!
- Mas ninguém morreu...
- Porque não olharam diretamente! - ela levantou - Vamos!
Enquanto corriam até a sala de Dumbledore, Harry contou.
- Nas férias, encontrei um diário no banheiro da Murta.
- Diário?
- De Tom Riddle. Uma menina morreu da outra vez que abriram a Câmara.
O nome martelava na sua cabeça.
Tom Riddle.
Tom Riddle.
Tom Riddle.
"Quando o herdeiro retornar a Hogwarts"
- Lizzie... - sussurrou Harry, segurando-a no corredor.
Lockhart, Minerva e Dumbledore observavam, de costas para a dupla, uma parede onde estava escrito com sangue: "O esqueleto dela jazirá na entrada da Câmara para sempre".
O professor Snape chegou pelo outro corredor e Liz pode ver o pânico nele quando leu a mensagem na parede.
- Quem o herdeiro levou? - perguntou o professor.
- Gina Weasley. - disse o diretor.
Liz puxou Harry para voltarem pelo corredor antes de serem vistos, e juntos foram se esconder no banheiro feminino. O banheiro da Murta que Geme.
- Temos que salvá-la! - exclamou Harry - Temos que falar com Dumbledore e...
- Cala a boca, estou pensando!
Harry ficou em silêncio.
- Murta! - gritou - Murta!
Murta que Geme apareceu, irritada.
- O que é?
- Como você morreu?
A fantasma contou sobre um menino sussurrando algo estranho na pia e dois enormes olhos amarelos.
Liz foi até a beira da pia. Ela poderia falar em "língua de cobra", mas achou melhor deixar Harry fazer isso.
Ela não precisou explicar para Harry. Ele foi até ela, sussurrou.
As pias moveramse e surgiu um buraco entre elas. Liz foi até a borda, pronta para pular.
- Ficou maluca?! Eu vou primeiro.
- Por quê?
- Porque...
Enquanto Harry procurava uma boa justificativa não-machista, Liz pulou para dentro da Câmara. Harry a seguiu imediatamente.
Era bastante escuro lá dentro, e havia uma pele de cobra gigante no chão.
- Qualquer barulho, feche os olhos! - avisou Harry, andando na frente dela.
Gina estava desmaiada, próxima a um rapaz muito bonito.
- Tom, o que houve com ela? - perguntou Harry.
- Fique longe dele. - disse Liz, segurando Harry pelo pulso.
- Elizabeth? Não deveria estar aqui. - disse Tom.
- Você não deveria estar aqui! - gritou - O que fez com ela?
Tom caminhou próximo a Gina, com o olhar fixo na ruiva.
- Quanto mais ela se enfraquece, mais forte fico.
Ele deu um passo em direção a eles, pegou o diário no chão.
- É incrível o poder de um diário, não acham? Ela me contou todos os seus segredos, tornou-se dependente dele. Gina Weasley atacou os nacidos trouxas, ela abriu a Câmara.
- Está mentindo! - gritou novamente - Você a forçou a abrir a Câmara.
- Sim. Isso é verdade. - ele se aproximou mais um pouco - Eu consegui permanecer vivo no diário por todo este tempo.
- Você é um fantasma? - perguntou Harry.
- Uma lembrança. - corrigiu Tom.
- Ele é Voldemort! - explicou Liz - Deixe Gina em paz! - pediu - Por que não resolve isso comigo?
Tom riu.
- Elizabeth, por que quer dar a vida por Gina Weasley? Essa garota odeia você. "Aquela garota de cabelos horríveis que não sai de perto do Harry, por que ela não ficou naquele maldido orfanato?". Vê? Não tem que sentir pena dela. Ela merece.
Elizabeth perdeu a paciência e avançou para socar Tom, mas foi impedida por Harry.
- Você quer que seja assim? Está bem.
Riddle sibilou um chamado, e os dois fecharam os olhos imediatamente.
Ouviram apenas o som de uma ave. Era a fenix de Dumbledore, furando os olhos do Basilisco. Eles poderiam olhá-lo.
Junto a fenix, também estava o chapéu seletor, que Liz pegou enquanto corriam.
- Leve Gina, corra!
Elizabeth não queria deixar Harry, mas sabia que era o certo a fazer. O único modo de salvar Gina.
- Você vai ficar bem?
Antes de responder, Harry tirou a espada de Grifinória de dentro do chapéu.
- Vou ficar ótimo!
Liz o abraçou com força.
- Levo Gina e trago ajuda.
Gina não era pesada, Liz que era graca demais. Nada que um feitiço de levitação não pudesse resolver.
O pior, claro, era subir para o banheiro feminino.
- Droga, não tem nada no capéu seletor que me ajude a subir? - disse para o nada.
Fawkes, a fenix, apareceu acima de Liz.
- Já sei, já sei. Metida! - resmungou enquanto arrumava Gina de um modo seguroo e confortável - Você nasce das cinzas, cura com lágrimas e carrega pesos.
A fenix, assim como seu dono, pareceu acostumado com o mau humor da família Snape.
***
Com Gina na enfermaria, já acordada desde o meio da viagem de fenix, sua maior preocupação era Harry.
Sozinha, na sala privada de Pomfrey, viu seu pai caminhando furioso em sua direção.
- O que diabos deu em você? Por acaso ouviu algo que eu disse durante as férias?
- Desculpe pai, mas a Gina... - Severo a interrompeu.
- Podia ter me contado o que sabia! Potter quase morreu!
- Ele está bem? - Liz questionou, preocupada.
- Sim. Mas não devia se preocupar com ele agora.
- Pai, eu só... - Liz não sabia como explicar - Desculpa.
Severo sabia desde o começo que era uma péssima idéia ele dar a bronca em Liz. Mas tinha certeza que Florence não se sairia melhor, e aquela era a única coisa que animava-o.
Ele abraçou a filha por mais de um minuto.
- Se me der outro susto desses, vai ficar de castigo, trancada em casa até os trinta anos.
ACABOU A CÂMARA SECRETA *-------*
Reviews? Que tal? Eu adoraria!
Beijos.
