Florence: Você nunca está feliz? Eu era mais agradecida do que você. Ingratinha. rs
Setembro de 1993
Elizabeth desceu para o ultimo café da manhã das férias, e encontrou sua mãe discutindo com James e Nick, como de costume.
- Eu já disse, são novos demais para voltar tão tarde. E não, não vou negociar isso até que façam dezessete anos.
- Bom dia mãe. - ela beijou o rosto de Florence.
- E a gente? Nem bom dia? - reclama James.
- Eu sei que foram vocês. - acusa.
- Nós o que? - questiona Nick.
- Mexeram nas minhas cartas. Ou foram vocês, ou foi o papai.
Florence sorriu.
- Foi o seu pai.
Em seu primeiro verão em família, Liz percebeu que os homens da família Snape tinham tendência a serem possessivos e extremamente machistas.
Mas ela o melhor das férias foram os dias que passou na casa de sua avó. Ou então os dias que ela passou na casa deles. O que ela mais queria era chegar a Hogwarts e contar suas férias para Harry, só que não podia. Talvez, se alterasse nomes e datas, poderia contar algumas coisas. Talvez Eileen fosse uma tia distante que passou as férias com elas.
Também foram bastante divertidas as compras no Beco Diagonal. A melhor aquisição, sem dúvidas, foi uma gata mágica, chamada Morgana.
Durante todo o verão recebeu cartas de Harry, algumas de Rony, e até algumas de Luna. Chegaram tantas cartas de Harry, que seu pai ficou um pouco irritado com o garoto e sua coruja branca.
O mais estranho, foi que uma semana de férias já a faziam sentir saudades de seu amigo.
***
A despedida não foi realmente muito agradável, e Chris ficou chorando quase o tempo todo.
Quando ela finalmente embarcou no trem, começou a procurar Harry.
Harry e Rony estavam em uma cabine, onde havia um homem adormecido.
- Olá. - ela bateu na porta na cabine e disse, por fora dela.
Harry abriu a porta, e logo a abraçou.
- O que fizeram de legal nas férias? - perguntou assim que estavam todos acomodados.
- Eu fui para o Egito. - contou Rony - Mas o Harry fez algo muito mais legal. Transformou a tia dele em um balão.
Liz pensou que Harry fosse falar mal de sua tia a viagem toda, e ficou contente quando ele mudou de assunto.
- Sirius Black fugiu de Azkaban. Disseram que ele está me procurando, para me matar.
- Te matar? Por quê?
- Ele era Comensal da Morte.
Os três ficaram em silêncio, pensando no perigo que Harry corria. Novamente. Liz pensou no que seu pai havia dito. "Harry é muito perigoso para ser tão seu amigo. Deveria ficar longe desse tipo de amizade, já tem problemas o suficiente."
Não conseguiria deixar Harry. Ele era seu melhor amigo.
- Quem vocês acham que é? - perguntou Rony, fazendo um meneio com a cabeça para o homem adormecido.
- Talvez um professor. - sugeriu Liz.
Antes que continuassem a conversa, Morgana pulou de sua cesta, para o colo de Harry.
- Morgana. - chiou Liz, tentando falar baixo para não acordar o suposto professor.
Sem se importar com o que a dona dizia, Morgana esticou-se no colo de Harry, praticamente implorando carinho. Harry acariciou a barriga da gata, enquanto ela ronronava e mudava a cor dos pelos de branco, para rosa.
Antes de Liz protestar sobre a gata, houve um forte estrondo. Sentiu um frio forte, uma sombra apareceu na porta e uma luz forte e quente a tirou de lá.
O professor havia acordado, seu nome era Remo Lupin. Harry havia desmaiado, e aquilo que apareceu na porta era um dementador.
***
Durante o jantar, Liz procurou não tocar no assunto do desmaio de Harry. E quando ficaram sozinhos no Salão Comunal, ela se sentiu tentada a perguntar, mas optou por contar uma novidade.
- Eu ganhei isso da professora Minerva. - Liz puxou o vira tempo e mostrou.
- Um vira tempo? Para que?
- Aulas demais. Escrevi meu nome para mais aulas do que seria possível.
Morgana voltou para o colo de Harry.
- Ela gostou de mim. - concluiu.
- Não, ela gosta de mim. - disse Liz.
Mas quando ela tentou se aproximar de Harry, a gata fez um som esquisito e arrepiou os pelos.
- Está bem, ela gosta de você.
***
A primeira aula de DcTa com o professor Lupin foi bastante constrangedora. Morgana seguiu os três até a sala dos professores, onde enfrentariam um bicho papão, e ficou perambulando entre as pernas do professor, mudando a cor dos pelos de azul claro para vermelho.
Enfrentar um bicho papão parecia divertido. Mas o professor não deixou nem que Harry, nem que Liz, enfrentassem o monstro no armário.
Não que a garota se importasse, pois as aulas de Lupin já eram bastante divertidas, mas Harry parecia sempre irritado.
Quando saiam da aula, Liz aproveitou o momento sem Rony para tirar suas dúvidas.
- Por que está tão zangado? Finalmente temos um professor maravilhoso em DcTa, e você fica com essa cara de velório.
- Maravilhoso? - questionou Harry.
Liz corou.
- Ele é um bom professor Harry.
O garoto bufou e apertou o passo. Morgana o seguiu.
***
Elizabeth encontrou Harry na ponte, ainda irritado.
- O que deu em você? O dementador afetou seu cérebro?
- O que quer dizer? - perguntou ríspido.
- Minha mãe acharia Lupin bonito. - ela notou falar bobagem - Se estivesse viva, claro.
Fingiu tristeza. Pareceu comover Harry.
- Não entendo, mas tudo está me deixando louco de raiva.
- Tudo? Até Morgana? - brincou.
- Não. Você.
Liz deixou Harry sozinho o resto do dia.
***
- Desculpa?
Não era a primeira vez que Liz ouvia isso, nem a primeira que fingia não ter ouvido.
Eles estavam na aula de poções, e Harry parecia ter se arrependido do ataque que havia dado pela manhã.
Elizabeth não queria que o pai percebesse que havia discutido com Harry, muito menos que o garoto estava arrependido.
- Desculpa?
Mas estava ficando insuportável, e cada vez o menino dizia mais alto. Seu pai ouviria e ficaria uma fera por conversarem na aula.
- Desculpa?
Severo Snape olhou firme em direção a Harry, quase que o matando com um olhar.
- Algum problema, senhor Potter? - questionou o professor.
- Não, professor.
- Menos dez pontos para a Grifinória.
Ela pensou que dez pontos fariam Harry desistir, mas ele não parecia interessado na Taça das Casas esse ano.
- Desculpa?
***
Tinha tantos deveres para terminar, que achou que passaria a noite em claro. Não havia mais ninguém no Salão Comunal. Quando terminou de guardar o material e ia subir para o dormitório feminino, junto com Morgana.
Harry descia as escadas do dormitório, mas ela fingiu não ver.
- Precisamos conversar.
Nada.
- Lizzie, é sério.
Nada.
- Está bem, eu vou... - ele parou para pensar - Conversar com a Morgana.
Morgana miou.
- Morgana, pode dizer para a sua dona, que eu sinto muito pelo que disse, não sei o que deu em mim, mas eu sinto raiva o tempo todo. Diga para ela, também, que eu não sei o que é isso, mas quando descobrir eu aviso. Diz também que eu a amo.
- Como? - Liz virou-se para ele, instantaneamente.
- Eu disse que te amo.
- Como sabe?
- Não sei.
Liz revirou os olhos.
- Você é a minha melhor amiga.
Sentiu o coração afundar.
Melhor amiga. Sempre.
Cansada, Liz sentou no sofá. Harry sentou ao lado dela.
Começou a observá-lo, seus olhos verdes, o quanto parecia triste e o quanto era lindo. Subitamente, Liz foi tomada por uma vontade insuportável de tocar os lábios dele nos seus.
De uma forma doce e inocente, Harry se aproximou, tomado da mesma vontade que Liz. Seus lábios se tocaram por pouco mais de um segundo, mas foi o suficiente para os fazerem entender.
Agora, burrinho do Shrek: A gente já chegou?
Sim! Chegamos!
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Por favor, comenta gente, não custa nada e me fará tão feliz!
Beijos.
