Agosto 1995

Primeiro de Agosto. Era o aniversário de Liz.

- Vai ficar trancada aí?

Elizabeth olhou para sua mãe, por cima do livro.

- Depois eu desço.

Florence entrou e fechou a porta, sentando-se na cama.

- Aconteceu alguma coisa?

- Harry não escreveu. - fechou o livro - Mãe, eu acho que ele esqueceu do meu aniversário. Não que eu esperasse muito dele, ele não é o mais sensível dos caras, mas ele não é como Ronald. Ou pelo menos eu achava. É meio difícil de esquecer o dia do meu aniversário, principalmente para ele. No dia seguinte ao dele!

Não sabia Liz, que sua mãe havia parado de escutar na primeira frase. Liz recebera cartas. De Rony, Luna e Harry. Mas elas estavam todas guardadas, porque quando chegaram, Severo estava com Sophie e Liz.

- Não fique chateada comigo, Liz. - pediu Florence - Mas... Harry escreveu. Venha.

As duas foram até o quarto dos pais de Liz, e Florence pegou algo na gaveta.

- Rony, Luna e Harry.

Liz estava tão feliz, que nem se lembrou de ficar chateada com a mãe. Correu para o quarto e fechou a porta.

- Espere aí, mocinha. - reclamou Florence - Quero ver o que tem aí nesses pacotes.

- Pacotes? - perguntou James.

- Não estava lá embaixo com Nick e Chris? Cuidando da Sophie? - questionou Florence.

- Vovó chegou. - disse James.

Os presentes que haviam chegado por coruja ficaram para mais tarde. Provavelmente seu pai já havia voltado também.


Gina e Rony jogavam xadrez. O livro estava chato. Ele estava irritado. Elizabeth estava demorando.

Um barulho forte fez Harry descer as escadas correndo, para encontrar Tonks e Liz, no corredor.

A porta onde ocorria a reunião estava aberta, e Sirius e Snape estavam voltados para a porta. Elizabeth gelou quando viu Harry vindo em sua direção. Tentou disfarçar, mas ele a abraçou.

A última coisa que viu foi antes de Harry a abraçar com força, foi Sirius sorrindo, caminhando até o corredor.

- Senti saudades. - sussurrou Harry.

Liz se afastou suavemente.

- Sirius. - disse Liz, acenando com a cabeça.

Black a abraçou, um pouco que contra a vontade de Elizabeth.

- Seu pai deve estar uma fera agora. - disse Sirius.

Liz afastou-se dele também, cumprimentando os outros. Gina fingiu não vê-la.


- Eu acho que esse aqui era da mãe do Draco... - comentou Liz, observando os vestidos antigos e estragados.

- Ela morava aqui? - questinou Harry.

Depois do jantar, os dois decidiram conhecer os quartos da mansão Black. Rony estava com sono e Gina recusava-se a participar de qualquer atividade que incluisse Elizabeth. Mas não assumia, claro.

- Não, mas era parente. Devia visitar a casa. E se não é dela, de quem é? Não são roupas de mulher, são de menina. Criança.

- Talvez sejam de um dos meninos. - brincou Harry.

- É, vou perguntar para Sirius se é dele.

- Nem vem! - disse Harry - O quarto dele é aquele com fotos de motos e garotas trouxas.

Elizabeth sorriu, era lindo o modo como Harry protegia Sirius.

- Você é um fofo, sabia? - sussurrou, abraçando ele.

Harry a beijou, segurando-a pela cintura com força. Liz apertou os ombros ele com força, o puxando mais próximo, caminhando para a cama.

A parte de trás dos joelhos dela bateram na cama e eles caíram.

A saudade era forte e o encantamento fazia Elizabeth sair do controle. Por que ela nunca ouvia sua mãe?

- Harry, é melhor irmos dormir. - disse, afando - Estamos saindo do controle. De novo.

Ele se afastou dela, colocando as mãos espalmadas na cama, cada uma de um lado de Liz. O óculos caiu.

Elizabeth riu, mas quando olhou para ele, encontrou os olhos fixos e sérios, verdes profundos.

- Você é tão bonito... - disse, passando a mão no rosto dele.

Harry abaixou-se novamente, tomando os lábios de Liz com fome, logo depois descendo os beijos para seu pescoço. Elizabeth tentava lembrar de motivos bons o suficiente para afastar Harry, mas nenhum lhe vinha a mente. Nada parecia ser melhor do que isso.

- Eu te amo. - sussurrou, enquanto ele tirava sua camiseta.

- Eu também te amo. - respondeu Harry, a beijando mais uma vez.

Liz inverteu as posições, ficando por cima, tirando a camiseta de Harry e distribuindo beijos pelo corpo dele, desde o rosto até o umbigo. Podia sentir a excitação dele.

Ouviu batidas na porta.

Os dois praticamente pularam da cama, vestiram as peças que faltavam e Liz fingiu procurar algo no guarda roupa, enquanto Harry abria a porta.

- Noite. - disse Sirius, segurando Morgana, que estava totalmente rosa.

Lá estava, na porta, o maroto mais irritante. Sorria, vitorioso, olhando o rosto corado e sem graça do afilhado, praticamente pego em flagrante com a namorada. Sirius tinha que admitir: ela se achava tão esperta, como Florence. Fingiu calma ao encontrá-lo.

- Vestido horrível. - disse Liz, mostrando para Sirius - De quem era?

- Minha prima. Bellatrix Lestrange. - respondeu ele.

Liz soltou o vestido, com nojo. Aquela maldita a havia tirado de seus pais.

- O que fazem no quarto dela? - questionou, ainda sorrindo.

- Es-estavamos... - começou Harry.

- Tentando descobrir de quem era esse quarto. Harry achou que os vestidos eram seus.

Harry olhou para ela, irritado.

Sirius riu abertamente, o que não deixou Liz encabulada. A garota insistia com a mentira.

- É melhor irem dormir. - dise Sirius.

Elizabeth e Harry deixaram o quarto, culpados por dentro.

- Em quartos diferentes. - advertiu Sirius, fingindo estar bravo.

Os dois se despediram com apenas um simples "Boa noite", e foram dormir.

No dia seguinte, Harry foi inocentado no Ministério da Magia, por usar um Patrono na presença de um trouxa.


Setembro 1995

Rony e Parvati eram monitores, o que fez Liz e Harry passarem a viagem sem ele. Então os dois sentaram-se com Luna e Neville.

Harry e Neville começaram a discutir quadribol, o que deixou Liz irritada. Então ela e Luna foram dar uma volta pelo trem.

- Fiquei muito surpresa por vocês dois não serem monitores. - disse Luna - Não ficaram chateados?

- Harry ficou. Eu nem me lembrava que os monitores eram escolhidos no quinto... - Liz não completou a frase, porque Draco Malfoy acabou chocando-se contra seu ombro. Não disse nada.

- Fiquei surpreso por não ser monitora. - disse Draco, bem baixo.

Elizabeth olhou surpresa para Draco, encontrando seus olhos acinzentados diferentes. Estavam azuis, doces. Não havia ódio ou repulsa.

- Pois é. - comentou, vagamente.

Incerto, Draco balançou a cabeça, suave, e saiu.

Luna e Elizabeth ficaram em silêncio, pensando. Mas, é claro que Luna foi a primeira a expressar verbalmente sua surpresa.

- Ele poderia ser gentil, sabe? Draco consegue fazer isso.

Preferiu não dizer nada. As coisas já estavam estranhas o suficiente.


No jantar, depois da apresentação de Dolores, a nova professora de DcTa, Harry ficou bastante irritado.

- Se não acreditassem em mim, não estariam tão preocupados com a matéria. - reclamou, olhado para a mesa dos professores.

- Não estão. Vão controlar a matéria. Devem acreditar que somos o exército de Dumbledore para tomar o ministério.

- Mas isso é ridículo!

- Eu sei. Depois dizem que foi você que enlouqueceu. - Liz diminuiu o tom da voz - Talvez a gente deva... fazer algo a respeito.


Outubro 1995

As aulas da AD começaram, e Liz ficou bastante irritada com Chang e Gina em volta de Harry, o tempo todo. A única coisa que a animava era ele estar irritado demais, o tempo todo, para poder notar.

Poucas coisas não irritavam Harry, e entre elas estavam os passeios a Hosmead. No Três Vassouras, a única coisa que não discutiam era Voldemort.

- Podiamos aproveitar o sábado em Hogsmead. - sugeriu Harry.

Ela entendeu. Sem Rony, sem AD.

- Acho uma ótima idéia. - concordou.

Harry aproximou-se para beijar seus lábios, e Elizabeth se afastou, olhando assustada para a mesa dos professores.

- Harry... - disse Liz.

O rapaz levantou da mesa, irritado, e foi para o Salão Comunal. Elizabeth o seguiu.

Harry estava sentando no sofá, a sala estava vazia.

- Por que você faz isso, Lizzie? - perguntou, sem olhar para ela.

- Eu já disse! Não quero ser a "namorada". Sabe que não vou aguentar todo mundo falando mal de nós dois.

- Lizzie, eu não sou idiota. Fale a verdade.

- Você não aceitaria se eu contasse. - disse.

- Tente.

Elizabeth suspirou. Não queria dizer a Harry sobre sua família, não tão cedo.

- Porque não me conta sobre seus pesadelos hoje, e amanhã, quando todos estiverem em Hogsmead, conversamos.

Primeiro ele achou que ela estava brincando, mas viu que falava sério, então tratou de concordar. Talvez fosse a única chance de descobrir tudo.

- Como sabe dos pesadelos? - questionou.

- Rony me disse. - mentiu.

Liz sentia algo como uma ligação, entre ela e Harry. Podia ver algumas coisas que ele via, sentir algumas também.

- Eu estou em um corredor...


Elizabeth só percebeu o quanto estava ferrada no dia seguinte.

Quando acordou, ficou até mais tarde na cama, pensando em como contar a Harry toda a verdade. Deveria falar com a sua mãe primeiro?

Mas o medo de perder Harry era forte, doía demais só em pensar.

Liz tomou o café da manhã no grande salão. Harry não apareceu por lá.

Ela esperou todos saírem de Hogwarts e, com o castelo praticamente vazio, chamou Harry no Salão Comunal para conversarem, como combinado.

Sentaram um de frente pro outro, no tapete em frente à lareira, esperando para ver quem falava primeiro.

- Então? - pediu Harry, irritado com o silêncio dela.

Liz revirou os olhos, ele andava muito grosseiro ultimamente.

- É o seguinte, Harry. A história é meio... complicada e vai soar muito assustadora pra você. Mas preste atenção, fique quieto e não grite, por favor.

Harry concordou. Mas ela sabia que quando terminasse de contar tudo, ele não ia ficar quieto.

- Meus pais estão vivos. - largou ela.

Harry abriu a boca para protestar, mas Liz o interrompeu:

- Quieto, deixe-me terminar!

Ela levantou, nervosa, e começou a andar, pensando em como dizer tudo sem assustá-lo.

- Harry, minha mãe... bem... ela se apaixonou e se casou com um homem... não muito simpático.

- E o que que isso quer dizer, Lizzie? - ele não entendeu.

Ela mordeu o lábio inferior, decidindo parar de enrolar e contar tudo de uma vez:

- Meu nome é Elizabeth Dellacourt... Snape.

Os olhos de Harry ficaram enormes, a boca dele abriu e fechou várias vezes, mas ele acabou não dizendo nada, apenas encarou a namorada, perplexo.

- Harry, por favor, fale alguma coisa. - pediu ela, ajoelhando-se de frente para ele, segurando em suas mãos - Eu não quero que você se afaste de mim por causa disso.

- S-Snape? - perguntou Harry - Você é filha dele? Do Prof. Snape?

Elizabeth sentou ao lado do namorado.

- Sim, Harry. Prof. Snape é o meu pai. - confirmou ela.

- Brilhante... - murmurou ele, com raiva. - Então todo aquele papo de que aquela mulher era sua irmã...

- Mentira, sim, eu menti. Florence é minha mãe. Mas eu não menti só pra você, eu menti pra todo mundo! Foi necessário! Aliás, é necessário! Ninguém mais pode saber que eu sou filha do Prof. Snape, Harry! Minha mãe... - Elizabeth parou e pensou no que dizer. Não podia contar mais a verdade, Harry nunca mais olharia pra ela. Resolveu mentir: - Minha mãe se esconde daquele-que-não-deve-ser-nomeado porque... ele tentou sequestrar ela há alguns anos.

- Ele descobriu sobre ela e o Snape?

- Não... mas ele tentou sequestrá-la e... bem, desde então ela se esconde dele. Se ele descobrir que Florence é casada com Prof. Snape, ele vai matar os dois e aí sim eu ficarei realmente órfã! Promete que não vai contar nada à ninguém?

- Prometo. - murmurou ele, ainda parecendo chocado. - Você é filha do Snape... - medo passou pelos olhos dele. - Sabe o que vai acontecer quando ele descobrir que eu sou seu namorado, não sabe? Ele vai me matar! - começou a dizer ele, cada vez mais apavorado. - Ele ainda não sabe de nada, não é? E sua mãe? Ela sabe?

- Sabe. E meu pai não sabe de nada, por isso que não podemos ficar demonstrando publicamente que somos namorados, Harry. Entende agora?
Eles ficaram em silêncio.

Liz se aproximou dele. Harry a encarou, sério.

- Como é que eu vou conseguir te beijar agora sem temer perder a vida?

Ela riu.

- Não tem graça, Lizzie!

- Papai não vai fazer nada à você, Harry. - afirmou ela. - Minha mãe não permitiria.

- Ah, claro, agora você quer que eu acredite que Snape obedece à uma mulher! - ironizou ele.

- Você não imagina como ele é fora daqui, Harry. Ele é o melhor pai do mundo!

Harry olhou pra namorada, completamente chocado.

Elizabeth desatou a rir.


Florence: Aqui está. Talvez cap amanhã, vamos ver oq faço. Ando inspirada.

Beijos gente, e COMENTEM