Natal
Mansão Black
Antes do almoço, Liz, Harry e Rony ficaram no quarto, conversando. Eles eram interrompidos de cinco em cinco minutos por Florence, com desculpas sempre diferentes, mas na verdade, ela estava verificando o quão longe Harry e Liz estavam.
- Por que Snape está aqui também? - perguntou Rony, irritado.
- Não sei. - respondeu Liz.
A garota levantou e sentou-se ao lado de Harry, no chão, colocando a cabeça no ombro dele.
- Ninguém merece. - sussurrou Rony - Estou caindo fora.
- Não, por favor. - pediu Liz - Minha irmã não vai deixar ficarmos sozinhos aqui em cima.
- É Rony, fica aqui. Nem estamos nos beijan-
Antes que Harry pudesse terminar a frase, Liz o beijou.
- É sério. Ou param, ou eu vou embora.
- Paramos. – disse Liz, afastando-se de Harry.
Ainda bem que ela fez isso, pois Florence logo apareceu na porta, avisando que o almoço estava pronto.
Como não era todo mundo que sabia sobre Florence e Snape, ele sentou-se longe da filha e da esposa. E Harry, com medo do sogro, sentou-se longe de Liz. Sirius interferiu.
- Sente aqui, do meu lado, Harry. – pediu Sirius.
É claro que o cachorro estava sentando a uma cadeira de distância de Liz. Snape olhou para Harry, o garoto tremeu.
- Estou bem aqui. – disse ao padrinho.
Florence quis rir.
Após o almoço, os gêmeos, Harry e Rony ficaram conversando. Sobre quadribol. Liz concordou em ir para a casa. Seu pai iria primeiro, para não levantar suspeitas.
- Harry! – chamou Florence – Posso conversar com você um minuto?
- Claro. – respondeu ele, caminhando até a sogra.
Florence e Harry foram para uma sala onde Liz estava sozinha.
- É sobre seus pesadelos, relaxe. – explicou Liz, ao ver o Harry apreensivo.
- Consegui impedir Severo de dar aulas de Oclumência a você, Harry.
- Oclumência? – questionou ele – O que é isso?
- Vai aprender em suas aulas. – respondeu Florence.
- Mas a senhora acabou de dizer que não ia ter essas aulas.
Elizabeth revirou os olhos.
- Mamãe disse que não ia ter aulas com meu pai. – explicou ela – Ela vai te dar aulas.
- Vou estar no terceiro andar. Liz sabe onde.
- Por que não posso ter aulas com o professor Snape? – perguntou o garoto, mais confuso a cada minuto.
- Porque é mais seguro. - disse Liz.
- Acho que vou ter que trazer Sophie. - contou Florence.
- Você vai ver Sophie! – disse Liz, ainda animada – Ela é tão linda.
- Falando em Sophie, temos que ir para a casa de sua avó. Se despeçam rápido. Um minuto.
- Cinco. – pediu Liz.
- Dois. – negocio Florence.
- Dois e meio. – finalizou Liz.
Rindo, Florence saiu da sala para se despedir de todos.
- Finalmente. – disse Liz, inclinando-se para beijar Harry.
Harry a prensou contra a parede, beijando-a intensamente.
Os dois sentiram os corações batendo no mesmo ritmo, o corpo inteiro aceso.
Ele foi descendo os beijos pelo colo de Liz, até onde o tecido do vestido deixava.
- Eu te amo tanto, Harry. – murmurou ela.
- E eu não aguento mais ficar longe de você. – disse Harry, passando as mãos pelas coxas de Liz, cobertas pela meia calça grossa.
- Eu quero ser sua.
Harry olhou para ela, surpreso. Tinha uma leve idéia de que Liz também queria ir até o fim, mas não sabia que ela tinha certeza.
Ele parou de beijá-la e apenas observou os olhos verdes, repletos de desejo.
Florence abriu a porta.
- Três minutos. – anunciou Florence.
Liz e Harry se afastaram, tristes.
Hogwarts
Janeiro de 1996
Liz e Harry estavam no Salão Comunal. Liz estava deitada no sofá, com a cabeça no colo de Harry, que acariciava seus cabelos cacheados.
- Harry, lembra do começo do ano?
Ele achou ser uma pergunta idiota, se ela se referia ao que ele estava pensando, seria um pouco difícil esquecer.
- Claro. - respondeu ele, esperando para ver onde ela queria chegar com a conversa.
- Sabe... - mordeu o lábio inferior, pensando em como prosseguir - Eu teria sido sua... se Sirius não tivesse entrado.
Harry respirou fundo, observando Liz, que tinha os olhos fechados, aproveitando as caricias dele. Seu pescoço estava exposto, como que pedindo para ser beijado. Rony entrou no Salão Comunal.
- Droga de ronda. Está frio lá fora! - ele ficou em silêncio - O que ainda estão fazendo aqui em baixo?
- Nada. - disse Liz, irritada.
Ela beijou Harry e foi dormir.
Aulas de Oclumência - Hogwarts
Terceiro Andar
- Mãe, posso levar Sophie para dar uma volta? - pediu Liz, sabendo que não poderia ficar durante a aula.
- Claro. - disse Florence - Tomem cuidado.
Elizabeth e Sophie saíram da sala, deixando o lugar totalmente silencioso.
- Harry, Oclumência é a parte da magia que blinda as mentes contra o uso de Legillimens, que por sua vez, é a parte da magia que consiste na leitura de mentes.
Ela esperava que ele estivesse entendendo, mas duvidou muito.
- Dumbledore me pediu para lhe ensinar isso, com o objetivo de impedir a conexão entre sua mente e a de Voldemort, antes que ele descubra-a e decida usá-la contra você.
- Então ele poderia ler minha mente? - questionou Harry.
- Ler, controlar, enlouquecer. - explicou Florence - Você precisa controlar suas emoções, me mandar para longe do que eu quero ver.
- E o que você quer ver? - questionou, sem entender.
- O que eu poderia usar contra você? - perguntou Florence.
Harry pensou. Deveriam existir umas mil coisas na sua mente que Florence não deveria ver. Tentou se concentrar.
- Posso? - pediu Florence.
Ele acenou com a cabeça, dando permissão.
- Legillimens. - disse Florence.
Florence podia ver tudo.
Liz, Harry e Rony correndo pelos corredores do castelo, depois do toque de recolher. Harry a beijando, pela primeira vez, no Salão Comunal. Liz e Harry, durante o quarto ano, no banheiro dos monitores. Os amassos na Mansão Black. A despedida depois do almoço de Natal. O que Liz disse no Salão Comunal, poucos dias atrás.
Ela ficou preocupada com o que viu na mente dele. Sabia que haviam ido longe, mas não sabia quão longe. Achou que fosse praticamente impossível, agora, convencer Liz de que era cedo demais. Mas é claro, era preciso.
Harry arfava, cansado e assustado. Ele não conseguira impedir Florence de penetrar em sua mente e ainda por cima, ela o vira com Lizzie.
- Vai ser uma longa tarde. - comentou Florence.
Elizabeth caminhava com Sophie no seu colo, mas estava ficando cansada.
- Você está ficando muito pesada, menina! - reclamou, sentando no chão.
Sophie riu, puxando os cabelos longos da irmã.
- Ai! - gritou. Ouviu mais risos.
- Não machuque sua irmã, Sophie. - disse Lupin, pegando a pequena menina no colo - O que ela está fazendo aqui?
- Mamãe está no castelo. - sussurrou - Aulas de Oclumência, com o Harry.
Lupin pareceu triste, de uma hora para outra. Elizabeth ficou mais sem graça ainda do que quando caiu de boca na neve.
- Conheci sua mãe aqui. - contou ele - Ela sempre foi muito inteligente, amável... e bonita.
Agora tudo começou a fazer sentido. Remo era apaixonado por sua mãe! Por isso toda nostalgia, toda amargura ao falar de Florence. Ele era apaixonado.
- Ela é a mulher mais linda do mundo. - disse Liz, baixinho.
Continuaram em silêncio, constrangidos. Severo se aproximou. O corredor estava vazio, salvo os quatro.
- Lupin, o que faz aqui? - questionou ele, pegando Sophie no colo.
- Estava falando com Dumbledore, mas já estou indo embora.
Snape pareceu satisfeito, mas não disse nada.
- Tchau, professor. - disse Liz, receosa.
- Não sou mais seu professor, Liz. - respondeu, sorrindo - Tchau.
Sophie pedia colo a Liz, pois a garota enrolava os cachos no dedo, distraída.
- Ela fica puxando meu cabelo. - comentou Liz, jogando-os para trás.
- Porque parecem com o da sua mãe. Cacheados. - disse seu pai, parecendo distante.
Liz pegou Sophie no colo, antes que alguém visse Severo Snape segurando a filha de Florence.
- Devo voltar para o terceiro andar? - perguntou ela.
- Exato.
Severo Snape saiu, um pouco chateado e enciumado pelo lobo ter segurado seu bebê e conversado com seu outro bebê. Ele era o pai delas, não ele! "Talvez eu seja incompreensivo, às vezes." Pensou ele. "Não, tolice."
Em Maio de 1996, Dumbledore foi mandado para Azkaban, acusado de conspiração contra o Ministério da Magia, formando a Armada de Dumbledore, que na verdade, foi criada por Harry Potter. Dumbledore fugiu, e Dolores Umbridge tornou-se diretora.
Harry, Liz e Rony estavam sentados no dormitório masculino, conversando. Na verdade, discutindo.
- Precisamos fazer alguma coisa! - gritou Harry - Dumbledore foi expulso por nossa culpa! Nos temos que... - ele parou de falar e colocou a mão na cicatriz - AAH! - gritou de dor.
- Harry, o que está acontecendo? - disse Liz, correndo para ampará-lo.
- Sirius está no Ministério. - disse, em meio a dor - VOLDEMORT O CAPTUROU!
Liz estava no corredor. Podia ver Draco Malfoy, precariamente escondido. O loiro, provavelmente, como membro da Brigada Inquisitorial, tentava descobrir o que ela fazia, andando de um lado para o outro no corredor.
Draco não sabia que Elizabeth estava o enganando, fazendo-o ficar longe do escritório de Umbridge, onde Harry usava a lareira dela para entrar em contato com a Mansão Black, tento ciência de como estava Sirius.
- ELE NÃO ESTÁ NA MANSÃO! - gritou Harry, chegando ao corredor, sem ver Draco.
Liz fez sinal para ele ficar quieto, mas ele ignorou.
- Vamos, temos que chamar os outros e... - antes que Harry pudesse terminar a frase, Draco o enfeitiça.
- Petrificus Totalus! - grita Draco.
- Protego! - diz Liz, jogando-se na frente de Harry.
Outros alunos, todos da Sonserina, aparecem para dar apoio a Draco. A Armada de Dumbledore estava em minoria. Umbridge aparece.
- Vocês iam ver Dumbledore, não iam?
Não era a primeira vez que a diretora fazia a mesma pergunta, e Liz estava ficando entediada. Draco a segurava suavemente, e sabia que só a presença de Umbridge a impedia de fugir das mãos do loiro.
- Snape, finalmente. - diz Dolores, ao ver o professor - Vou precisar de mais veritaserum.
Severo olhou para a sala cor de rosa, vendo Liz, que tentava se esconder deixando as madeixas negas cobrirem o rosto. Era um modo ridículo e impossível de tentar passar despercebida pelo olhar meticuloso do pai.
Ela sabia que ia ser impossível, mas tinha que tentar. "Eu sei que vou ouvir um sermão nas férias, de qualquer modo." Pensou, levantando o rosto e encontrando o olhar de seu pai, inexpressivo.
- Sinto muito, diretora, mas a senhora usou todo o meu estoque. Se quiser torturá-lo, - disse, olhando para Harry, sentado em uma cadeira - vou entender perfeitamente se o fizer. - parou por um segundo - Não posso ajudar.
- Ele levou Almofadinhas para o esconderijo! - gritou Liz.
- Almofadinhas? Esconderijo? - questionou Umbridge - Sobre o que ela está falando, Snape?
- Não faço idéia. - respondeu, suavemente.
Snape saiu da sala, deixando Liz mais tranquila. A Ordem cuidaria de Sirius.
- Você não me deixa escolha, Potter. - a diretora falou - Vou ter que usar a Maldição Cruciatus.
- Não! - berrou Elizabeth - Nós estávamos indo buscar a arma de Dumbledore.
- Que arma? - perguntou Umbridge.
- Eu não sei. Está no castelo. Na verdade, nos terrenos do castelo. Na Floresta. Harry e Rony sabem onde está.
Neville, Luna e Gina pareceram chocados. Liz irritou-se internamente: eles estavam acreditando também.
Liz precisava de uma distração. Precisava tirar Umbridge de cena. Harry e Rony, Floresta Proibida, centauros, aranhas falantes e um gigante pareciam distração o suficiente para ela. Daria tempo de se soltar de Draco, libertar os outros e buscar Harry. Teriam que fugir de Hogwarts, mas não deveriam ir para Londres. Seu pai ficaria bastante irritado se o fizesse.
- Vocês dois vão me levar até a arma de Dumbledore. E se não estiverem falando a verdade...
Ela olhou para Liz, ameaçadoramente. A garota achou um pouco difícil sentir medo de Umbridge, que estava toda descabelada e com o laço rosa agora quase caindo.
A diretora levou Rony e Harry da sala. Elizabeth começou a pensar em como chegar até as varinhas antes de ser enfeitiçada.
- Acerte meu estômago. - murmurou Draco - Rápido.
Elizabeth não entendeu, mas acertou o estômago do loiro, sem muita força, para não machucá-lo. Draco, por sua vez, jogou-se para trás com a mão pressionando o estômago, como se sentisse bastante dor.
A garota correu até a mesa, pegou as varinhas e virou a mesa, que caiu sobre Crabbe e Goyle, que já haviam soltado Neville e Luna para correrem até ela.
- Solte Gina. - pediu Liz, empunhando a varinha para Pansy.
A sonserina soltou a ruiva, que continuava sem olhar para Elizabeth.
- Incrível, Liz!
Foi a única coisa que ouviu, e não soube se foi Luna ou Neville que disse. Já havia começado a correr.
Os quatro encontraram Harry e Rony fora do castelo.
- Os centauros a levaram! Foi o máximo. - comentou Rony, contente.
- E vocês? Como escaparam? - perguntou Harry.
- Elizabeth acertou o estômago do Malfoy. - contou Neville.
Harry sorriu e disse:
- Vamos para Londres?
- Nem pensar! - retrucou Liz - Vamos esperar. Você sabe que o caso já está sendo... cuidado.
- Você acha que vou deixar Sirius morrer? - gritou Harry - Se você não quer ir a Londres, tudo bem. Mas eu estou indo.
Elizabeth se aproximou de Harry, e bem baixo, para que só ele escutasse.
- Machuquei o Malfoy, muito. Se gritar comigo de novo, o que fiz com Draco não vai ser nada comparado ao que vou fazer em você.
- O que vamos fazer agora? - questionou Luna.
- Vamos para Londres! - disse Liz, caminhando até a floresta.
Florence: Obrigada pelas ajudas, e espero que goste *--*
E vocês? Cadê comentários? Gente, comenta!
Beijos
