A viagem de Testrálios não foi muito agradável, mas finalmente eles estavam no Ministério da Magia.
- Você sabe o que Voldemort quer? - perguntou Liz - Pode ser só uma armadilha.
- Sei que é mais do que isso. Ele disse algo sobre uma Profecia. - disse Harry.
Harry abriu a sala. Eles entraram em um lugar repleto de estantes, e estas estavam abarrotadas de esferas acinzentadas, todas etiquetadas. Elizabeth o seguiu, já que ele parecia saber exatamente onde procurar. Quando ele parou, e pareceu decepcionado, Liz começou a olhar as esferas que estavam próximas.
- Harry, este aqui tem o seu nome. - disse Elizabeth, apontando para uma delas.
Harry a pegou.
Uma voz estranha soou, algo bastante parecido com a voz da professora Trelawney:
"Aquele com o poder de vencer o Lorde das Trevas se aproxima... nascido dos que o desafiaram três vezes, nascido ao terminar o sétimo mês... e o Lorde das Trevas o marcará como seu igual, mas ele terá um poder que o Lorde das Trevas desconhece... e um dos dois deverá morrer na mão do outro, pois nenhum poderá viver enquanto o outro sobreviver... aquele com o poder de vencer o Lorde das Trevas nascerá quando o sétimo mês terminar..."
- Está bem... - disse Liz, assustada - Agora fiquei com medo.
Um homem vestido de preto, com uma máscara prateada, apareceu no corredor.
- Onde está Sirius? - gritou Harry.
- Você deveria ter aprendido a diferença de sonho e realidade. - o homem disse, logo depois tirando a máscara.
Era Lúcio Malfoy.
- O que você quer? - questionou Liz.
- A esfera. Só isso. - explicou Lúcio.
- Se der mais um passo, eu quebro. - ameaçou Harry.
Ouve uma gargalhada escandalosa e irritante. Uma mulher de cabelos despenteados e encaracolados se aproximou.
- Ele está querendo brincar, Lúcio. - comentou, com a voz falsamente infantil - Bebezinho Potter.
Liz teve certeza de que era Bellatrix Lestrange. Virou o rosto. Era impossível ser reconhecida, certo? Haviam se passado muitos anos!
- Mérope?
Seu medo foi concretizado. Bellatrix a reconhecera e agora pedia a confirmação.
- Meu nome não é Mérope!
Bellatrix tentou se aproximar, mas Harry e Rony ficaram entre ela e Liz.
- Eu sei que você é Mérope! - disse ela, com um tom estranhamente carinhoso - Ficou uma moça tão bonita. Por que não vem comigo, querida? Não vou machucar seus amigos! Eles podem ir embora. Só precisamos levar a esfera... e você.
Elizabeth pensou. Claro que não iriam usar a Profecia para algo bom. O certo era ficar com a Profecia, custasse o que custasse. Seu pai a mataria se não morresse antes, mas barganhou.
- Você me leva e meus amigos saem vivos. - pediu - E com a Profecia.
- Claro! - concordou Bellatrix - Venha. - pediu, estendendo os braços.
- Não! - gritaram Harry e Lúcio ao mesmo tempo.
- A Profecia vem conosco. - disse Lúcio - Vai ser bom para você também Harry. Vai descobrir toda a verdade. O segredo de sua cicatriz. Não gostaria de saber?
- Adoraria. - respondeu o rapaz - Mas posso esperar mais um pouco. AGORA!
Gina, Luna e Neville, que estavam de costas para Harry e também de frente para outros Comensais, os estuporaram. Só Gina errou.
Enquanto os seis jovens tentavam fugir da sala, Liz conseguiu um corte no braço, feito após ser atingida por um feitiço de Malfoy e cair. Começou a sangrar.
Correram para outra sala, onde havia um véu negro, formando uma espécie de porta, mas não havia nada atrás, continuava a sala normalmente.
- Harry, é melhor sairmos daqui. Os Comensais vão voltar. - pediu Liz, nervosa.
- Estou ouvindo vozes! - disse ele, olhando para o véu - Podem ouvir também?
- Eu posso. - disse Luna, se aproximando.
Os Comensais voltaram, atacando rápido. Cada membro da Armada havia sido capturado. Salvo Harry, que estava solto, mas de frente para Lúcio Malfoy.
- Vocês acharam que podiam nos enganar? Crianças? - perguntou Lúcio, rindo.
Harry não respondeu, apenas olhou ao seu redor.
Luna era segurada por um homem de parecia mais velho que Lúcio, Neville tentava fugir das garras de um homem mais gordo que seu tio, Dursley, Gina estava imóvel e com os olhos fechados, e Rony tinha a varinha de um homem muito alto, em seu pescoço. O mais estranho era Liz, pois ela era praticamente abraçada por Bellatrix, que deslizava as mãos nos seus cabelos, com ternura.
- Agora, entregue a Profecia, ou seus amigos, morrem. - disse Lúcio, sorrindo satisfeito.
Harry entregou a esfera a Lúcio, triste.
Enquanto o loiro parecia desfrutar de um prazer estranho em segurar o que lhe pareceu simples de obter, mas não foi tanto assim.
- Fique longe do meu afilhado. - disse Sirius, que agora estava atrás de Lúcio.
O Comensal virou-se, recebendo um soco de Sirius.
- Liz! - gritou Tonks, em meio à confusão.
Duelavam Comensais da Morte e agentes da Ordem. Impossível deter a Armada de Dumbledore, fazê-la voltar para o Castelo.
- O que foi? - gritou de volta, quando encontrou a jovem de cabelos rosa.
- Tem que tirar eles daqui, agora.
Elizabeth pensou como seria complicado e o jeito mais simples de fazê-lo era pedir uma trégua na luta para retirarem os bruxos menores de idade. Totalmente impossível.
Enquanto Harry e Sirius duelavam com Lúcio, Liz procurava Bellatrix.
- Querida, tenho que tirar você daqui! - disse Bellatrix, preocupada.
- Vão precisar de muitos aurores para tirar seus pedaços daqui quando eu terminar. - disse Liz, apontando a varinha para ela.
Bellatrix riu, não tão forte como antes.
- Amor, não vou machucar você. Sou sua família.
- Do que diabos você está falando? - Bellatrix tentou se aproximar - Fique longe, sua maluca!
- Eu cuidei de você quando a sua mãe a deixou.
- Mentira! - gritou Liz.
- Eu sei que não é, você sabe, e Florence sabe.
- Ela não me deixou, foi você quem me raptou e depois me colocou no orfanato.
- Coloquei você lá para não precisar ficar com ela. Florence estava louca, na época. Agora, se ela estiver melhor, poderão voltar as duas! O Lord das Trevas é compreensivo.
Com medo de Harry escutar tudo, Liz cortou o assunto, tentando estuporar a bruxa, que só se protegeu, não atacou Liz.
Luna ficou machucada, o que interrompeu o duelo de Liz, que já havia acertado Bellatrix com alguns feitiços, deixando a bruxa com algumas cicatrizes leves.
- Luna, você está me ouvindo? - questionou, segurando firme no corte que estava na barriga da amiga.
- Sim. Mas estou com muito sono. - respondeu, fechando os olhos.
- Fique acordada, vai ficar tudo bem. - pediu, tirando Luna junto com Tonks.
As três entraram em uma parte vazia do Ministério, sem Comensais, sem luta.
- Temos que levá-la para Pomfrey. - disse Tonks, nervosa.
- Eu posso cuidar disso, fique tranquila. - Liz falou, enquanto rasgava o meio da camiseta de Luna.
O corte era grande, mas não tão profundo. Podia arrumar sozinha.
- Vai doer um pouco. - avisou, segurando a varinha sobre o ferimento.
Sussurrando algumas palavras, baixinho, Liz fechou os ferimentos e limpou o que restou da blusa. Tirou a jaqueta e entregou para Luna, que já conseguia sentar.
- Novinha em folha. - anunciou, sorrindo.
- Obrigada, Liz. - disse Luna - Vai ser uma medibruxa incrível.
Feliz com o elogio, mas preocupada com os amigos e o futuro, Liz pediu para Luna ficar descansando enquanto elas verificavam se era seguro.
- Sirius morreu.
Foi o que Lupin disse, ainda abatido.
- O quê? Como? - questionou Tonks, sem acreditar.
- Onde está Harry? - perguntou Liz.
- Ele correu até Bellatrix, quer matá-la. - explicou Lupin - Foi ela quem lançou o feitiço que acertou Sirius e o jogou no véu.
Liz correu, sem que Lupin pudesse impedi-la. Foi até o onde Lupin havia apontado quando disse "ele correu até Bellatrix".
O que Elizabeth encontrou foi uma batalha entre Dumbledore e Voldemort. Seu avô virando pó e rolando até o seu diretor e seu namorado.
Harry caiu ao chão. Ela foi até ele.
- Elizabeth! - repreendeu Dumbledore - Tem que sair daqui!
- Já ouvi isso vezes demais para um dia só. - reclamou - O que aconteceu com ele?
- Você perdeu, meu velho. - disse Harry.
Não era a voz dele.
Hogwarts
Harry estava na enfermaria, estava abatido, mas fisicamente perfeito. Esperava Pomfrey cuidar do braço de Liz e verificar a barriga de Luna.
- Disse que havia um corte aqui? - perguntou a medibruxa, observando a barriga em perfeito estado - Não há nada. Se você mesma concertou, fez um trabalho maravilhoso.
- Obrigada. - agradeceu, olhando para o próprio braço.
- Mas agora, gostaria de saber por que não cuidou do seu também. - perguntou Harry, sinceramente curioso.
- Ótima pergunta. - concordou Pomfrey.
- O que aconteceu com seu braço? - questionou Florence, entrando na enfermaria, assim que Luna saiu.
- Estou bem. Foi só um machucadinho. - tentou tranquilizar a mãe.
Ficaram quietos; Florence preocupada com Liz, Liz preocupada com Harry e Harry triste por Sirius.
- Sinto muito, Harry. - disse Florence, sentando-se - Dumbledore disse que vocês precisam... conversar.
- Ok. - concordou, beijando o rosto de Liz antes de sair.
Florence esperou Harry sair para dar a bronca em Liz.
- É bom saber que o seu pai está uma fera.
- Eu sei.
- Lembra do que lhe disse no segundo ano? - perguntou Florence - Bom, ele me contou, e eu concordo com ele.
- O quê? - quase gritou Liz.
- Brincadeira. - esclareceu Florence - Mas você vai precisar da sua melhor carinha de anjo para não levar um sermão horrível.
Florence abraçou a filha, feliz por ela estar em seus braços novamente.
Hogwarts
Junho
Harry e Liz estavam na parte de fora do castelo, próximos ao lago. Deitados na grama, observavam as nuvens, sem saber exatamente o que dizer.
- Vou sentir tanto sua falta nas férias. - disse Liz, aproximando-se.
- Também vou sentir a sua. - Harry falou, sorrindo.
- Vai escrever para mim? - perguntou manhosa.
- Claro que vou. - assegurou ele - Contanto que esconda as cartas.
Liz riu, aproximando-se mais.
- Tem alguma idéia de onde posso esconder? - ela questionou.
- Não. Nunca vi seu quarto. Não tenho como saber. - respondeu, ainda sem entender muito.
Elizabeth deitou a cabeça no braço dele, seus lábios a poucos centímetros.
- Poderia ver. - sugeriu - Deveríamos nos ver, durante as férias.
- Seu pai me mataria.
- Não se ele não souber. - disse Liz.
- Como vamos fazer isso?
- É simples, Harry! Você leva um pouquinho de pó de Flu, e eu mando uma carta quando for... seguro. Só precisa dizer Mansão Snape e pronto.
- Vai dar tudo errado, você tem que admitir. Não é um bom plano, Lizzie.
- É um plano incrível. E cá entre nós, é um plano de extrema urgência.
Harry riu.
Sabia que era um péssimo plano, tinha umas mil chances de dar errado, e as consequências seriam terríveis. Mas tinha que concordar, era o que ele mais queria. Internamente, pensou no que Sirius diria. Com certeza não ficaria zangado. Ficaria algo como... divertido.
- Está pensando nele, não está? No Sirius.
- Claro... - respondeu Harry, voltando a observar as nuvens.
Elizabeth passou alguns minutos apenas olhando para ele, encantada. Não suportando mais o desejo de contato com a pele dele, mordeu sua orelha, conseguindo um gemido como recompensa.
- Liz, pare... - pediu, não suportando a tortura.
- Prometo que paro se você concordar com o meu plano.
Harry pensou. Havia tantos possíveis erros, que não poderia expressá-los em números. Desde sua madrinha descobrir tudo, alguém ouvir algo, professor Snape decidir visitar o quarto da filha de madrugada...
- Claro. - respondeu antes que se arrependesse - Eu vou.
Férias de Verão
Mansão Snape
21hs
A família Snape terminava de jantar, a sobremesa já fora servida e os gêmeos contavam o que pretendiam fazer agora que se formaram em Durmstrang.
- Eu não acho seguro que vocês sigam estudando. – disse Florence.
- Por mais que me soe terrível, tenho que concordar com a mãe de vocês. – disse Snape.
- Então poderíamos nos alistar. – disse James, encarando o pai.
Florence parou de servir a sobremesa para Liz e olhou para os filhos gêmeos e para Snape. Sabia o quanto os dois adoravam provocar o pai, mas aquilo era ir longe demais.
- Vovô adoraria... – começou Nicholas.
- Eu espero que isso não passe de mais uma tentativa de vocês dois de me provocarem. – rosnou Snape, contidamente para não alarmar os mais novos.
- Claro que é. – disse Florence, os olhos furiosos na direção dos filhos. – E eu já disse pra não brincarem sobre isso.
- Calma, mãe! Jamais faríamos isso.
- Mas e na Ordem? Será que...?
- Eu não quero nenhum de vocês envolvido nesta guerra. - disse Snape. - Alguns de nós já estão suficientemente envolvidos. – e seus olhos foram de Florence para Elizabeth.
Liz se encolheu instintivamente e olhou para o pedaço de torta que terminava de comer.
Florence percebera que a filha estava estranhamente nervosa. Durante todo o dia. Liz não brincou muito com Chris, não passeou o dia todo com Sophie. Algo estava errado com ela.
O que Florence não sabia, é que Liz havia mandado uma carta para Harry, pedindo para visitá-la onze e meia.
Depois do jantar, Florence subiu com Sophie, foi colocar a pequena para dormir. Os gêmeos foram para a sala de TV. Christopher ficou brincando com o pai e Liz deu boa noite a todos e foi para o quarto. O que Florence estranhou. Nas férias a filha nunca ia pra cama antes da meia-noite, ela ficava com os irmãos assistindo TV e jogando jogos trouxas até altas horas.
Assim que Sophie dormiu, Florence foi para o quarto, Snape já estava deitado, lendo. Ela se vestiu para dormir, mas decidiu ir ver se estava tudo bem com Liz.
- Acha que ela está com algum problema? – preocupou-se Snape.
- Não, só que ela esteve estranha o dia todo. Pode ser dor de cabeça ou cólica.
- Eu vou com você. – ele fez que ia se levantar da cama.
- Não, Sev. Deixe que eu vou, sozinha.
E ela colocou um roupão sobre a camisola e seguiu para o quarto da filha.
Mas Elizabeth não estava lá.
Florence desceu as escadas, procurando Liz por todos os cômodos, mais desconfiada do que nunca.
"O que é que essa menina está aprontando...?"
Ao perceber que a porta da biblioteca está encostada e não aberta como sempre, Florence se aproxima e espia, vendo a filha sentada na poltrona preferida de Snape, em frente à lareira.
"Mas o quê...?" – estranhou ela, antes de lhe ocorrer que aquela era a lareira principal da mansão - a única ligada à via Flu externa. – "Por Merlin, Liz... o que você está aprontando?"
Mas Florence não precisou esperar muito tempo por uma resposta.
Eram onze e meia e as chamas da grande lareira se esverdearam e crepitaram alto. Delas saiu a última pessoa que Florence queria ver naquela casa: Harry Potter.
"Elizabeth enlouqueceu!"
Florence observou a filha abraçar e beijar o namorado e eles se encaminharam para a porta, em direção a ela.
- Flor? – chamaram no corredor. - O que houve? Achei que ia ao quarto da Liz. – era Snape que vinha na direção dela pelo corredor.
Ela tentou não demonstrar o pavor que sentia. O marido perceberia qualquer leve alteração na voz dela.
- Eu... vim pegar um livro na biblioteca. Liz me pediu. – respondeu, controlada.
- Certo. E ainda não pegou o livro, porque...? – estranhou ele.
- Porque... eu me lembrei que ele está no quarto do Chris! Eu estava lendo ontem pra ele. – Florence olhou pra porta da biblioteca, vendo que a filha estava parada a olhando apavorada. Ela segurou no braço do marido. – Vamos subir, Sev? – convidou ela, sorrindo, lançando na direção dele o máximo de poder veela que ela conseguia.
Snape sentiu que algo estava muito errado ali, mas os pensamentos dele foram interrompidos pelo sorriso sexy da esposa e pelo desejo
Na biblioteca....
Liz e Potter se aproximavam da porta abraçados e com um sorriso cúmplice nos lábios, quando ouviram vozes vindas do corredor.
- Meu pai! – exclamou ela, sussurrando, apavorada, olhando pela fresta da porta.
Harry ficou branco, transparente.
- E agora? – murmurou ele.
- Shh... minha mãe também está aqui!
E naqueles que foram os dois minutos mais longos da vida deles, eles ouviram Florence convencer Snape a subir pro quarto.
Os dois se olharam, pálidos e trêmulos.
- Vamos? – convidou Liz.
- Não sei... Lizzie... não seria melhor se eu... fosse embora? Isso foi um sinal de que muita coisa pode dar errado nesta noite... – ele foi em direção à lareira.
Liz o impediu.
- Harry! Você enfrentou Voldemort no ano passado, enfrentar o meu pai não é nada! – brincou ela.
- Eu preferiria enfrentar Voldemort num dragão a enfrentar o Snape. – respondeu ele, sério.
Liz riu.
- Vamos, Harry. Quero te mostrar meu quarto. – insinuou ela, sorrindo e sentindo que algo se desprendia de seu corpo e atingia Harry, lentamente
E Potter sentiu pela primeira vez o quanto uma descendente de veela podia ser persuasiva.
Os dois subiram as escadas sem fazer muito barulho, entraram no quarto de Liz e encostam a porta.
O quarto dela era rosa, lindamente decorado, e a primeira coisa que veio a cabeça de Harry é que Liz era uma menina extremamente rica, apesar de não parecer.
- Rosa? - comentou Harry, sorrindo.
- Se contar para alguém, mato você. - ameaça Liz, rindo, sentando na cama.
Harry percebeu o que se passava na cabeça dela e sentou-se ao seu lado, envolvendo-a em um beijo.
Nick e James perceberam que a irmã não parecia bem durante o jantar, então decidiram escolher um filme e chamá-la para ver com eles.
- Você não acha que é meio infantil e... idiota demais? - questionou James, olhando para a capa*, enquanto subiam as escadas até o quarto de Liz.
- Claro que não! Assim podemos chamar o Chris também. - o irmão respondeu, quando estavam na frente do quarto da irmã - Além disso, Liz é uma criança ainda. – e Nick abriu a porta. – Liz, vamos...? – e parou de falar quando percebeu que a irmã não estava sozinha.
Harry deu um salto da cama de Liz e encarou os dois rapazes à porta, apavorado.
- Mas quem...? O que...? – Harry estava confuso.
- O que ele está fazendo aqui? – perguntou James, furioso, quase gritando. – Quem é ele, Elizabeth?
- É o tal Potter, James! – gritou Nicholas.
- Falem baixo, por favor, eu posso explicar! – implorou Liz.
- Isso aqui não tem nenhuma explicação! A não ser a de que você... – James parou de falar, não conseguindo imaginar, não querendo pensar no que aquele pirralho poderia ter feito com a sua irmãzinha.
- Eu aposto, tenho certeza de que papai não faz idéia do que está acontecendo aqui. – disse Nicholas, sério, parando de gritar.
- Ele não pode saber.
- E mamãe? Ela está sabendo? Ela concordou com essa falta de vergonha? – rosnou James, igual ao pai.
Harry tremeu.
- Ela sabe, mas não me ajudou em nada. Ela me seguiu até a biblioteca, ela viu Harry chegar mas... papai apareceu lá em baixo e ela teve que impedi-lo de entrar na biblioteca, senão...
- Senão, o Potty ali já estaria morto. – concluiu Nick.
E o silêncio durou uns vários segundos. Harry tremia dos pés a cabeça.
"Eu sabia que isso não ia dar certo!" – pensava ele, aflito.
- Com medo, Potter? – zombou James, se aproximando do garoto, encurralando-o na parede. – Imagina o que aconteceria se não fôssemos nós a entrar aqui, mas sim nosso pai?
- Eu prefiro não imaginar. – murmurou ele.
- Você sabe o que vai acontecer agora, não sabe? – começou Nicholas, olhando para o irmão, um sorriso muito perigoso nos lábios de ambos.
Elizabeth temeu pelo namorado.
- O que vocês vão fazer? – perguntou ela.
- Vamos fazer o que é certo. – disse Nick.
- Vamos contar a verdade ao papai. – concluiu James.
- Não, vocês não farão nada disso! – disse Florence, entrando no quarto da filha, olhando para a filha e para Harry, que estava praticamente encolhido na parede. – Vocês dois vão sair daqui e esquecer que virão Harry nesta casa. Em hipótese nenhuma Severus pode imaginar que ele esteve aqui, nem que está envolvido com Elizabeth.
- Mas mãe...! – reclamou James.
- Eles são predestinados, Jamie. Não há nada que possamos fazer, nem eu, nem vocês, nem Severus. – disse Florence.
- Liz e Potter? – disse Nicholas. – Papai vai pirar...
- Eu sei, filho. Vocês conhecem o pai de vocês...
- Mas parece que Liz não. – disse Nick, olhando pra irmã. – O que diabos você estava pensando pra trazer o Harry aqui em casa?
- É melhor você não perguntar isso, Nick. Eu sei exatamente o que ela estava pensando... – disse Florence, séria. Elizabeth e Harry coraram. - Harry, você vai descer as escadas até a mesma lareira por onde chegou aqui e irá embora. Vocês dois, - ela olhou para os gêmeos. - vão escoltá-lo. Não deixem que Chris os vejam, ele poderia comentar algo sem querer amanhã com Severus e todos estaríamos encrencados.
Florence olhou para a filha e esperou que os três homens saíssem do quarto, então falou:
- O que você pretendia com isso, Elizabeth?
- Mãe, eu...
- Não precisa me responder. Eu sei exatamente o que você pretendia. – Florence sentou ao lado da filha na cama. – Eu estou dando aulas de Oclumência para o Harry, Liz. Eu vi tudo, tudo o que vocês já fizeram, eu vi a sua declaração de que teria se tornado dele... – ela respirou fundo. – Eu não quero impedir este namoro, eu não poderia impedir, mas eu quero que você pense, reflita sobre o que você está fazendo.
- Eu sei o que você vai dizer, mãe. Sei que você não me quer grávida antes de me casar, sei que é perigoso pra mim ficar com o Harry...
- Não, Liz, você tem que perceber que você já corre perigo, mesmo sem se envolver com o Harry! Seu avô... e você sabe de quem eu estou falando, ele já quer pôr as mãos em você, ele já tentou e conseguiu me afastar de você por anos... ele sabe que você é minha filha, mas ele não sabe quem é o seu pai. Se ele souber... ele vai matar Severus.
- Por que?
- Por muitos motivos... mas principalmente por ele ter se envolvido comigo e mentido. Seu pai é mestiço, seu avô jamais permitiria que eu sujasse o sangue de Slytherin com sangue trouxa... essas bobagens... E ele não pararia por aí, ele usará você para atingir a todos nós. Ele se vingaria de mim matando você. Ele a usaria para chegar ao Harry.
Liz deixou as lágrimas caírem e abraçou a mãe.
- Sua cabeça já tem um preço muito alto, Liz, você é neta de Voldemort, herdeira de Slytherin. E descobrimos que você é predestinada do menino-que-sobreviveu. E se tudo isso não bastasse, você é filha do mais prestigiado dos Comensais, o braço direito do seu avô... e que é na verdade um traidor! – Florence olhou nos olhos da filha, tão verdes quanto seus próprios. – Por favor, filha, tenha mais cuidado. Eu sei tudo o que vocês sentem, eu sei que é muito difícil ficar longe do Harry, mas você precisa ser forte. A nossa família tem que ser mantida em segredo!
- Eu sei... eu tento, mãe, mas...
- Posso te contar uma coisa? Depois que vocês se entregarem um ao outro, depois que fizerem amor, será pior... muito pior. Vocês não conseguiram se olhar sem sentir que a pele queima de desejo, vocês precisarão estar juntos. E você não conseguirá controlar seus poderes veela perto do Harry, o que seu pai acabará notando... pois ele ainda é seu professor...
- Ele já notou algo?
- Sim. Eu não posso negar que seu pai está muito desconfiado. Muito. E ele sabe o que é um poder veela, ele já sentiu isso, ele é casado com uma descendente. Ele vai reparar... por isso, filha, controle-se! – brincou Florence. – É difícil? Sim, é muito difícil segurar os desejos, mas você precisa!
- Eu vou tentar mais... – ela parou de chorar.
- Você precisa dormir e descansar. Harry sobreviveu aos seus irmãos esta noite, mas só porque eu os impedi. Você pode imaginar o que teria acontecido...
- Sim. Mas se fosse o papai... teria sido pior.
- Muito. Com seu pai é: atacar primeiro, perguntar depois. E ele não ia gostar nenhum pouco de saber as respostas do Harry...
- Verdade... – Liz fungou e limpou o rosto molhado.
- Vá descansar, princesa... amanhã você estará melhor. Só não irrite seus irmãos. Eles não são como você, eles são sonserinos, eles não perderiam uma oportunidade de largar que Harry esteve aqui se você os provocar na frente do seu pai.
- Tá bom, mãe.
- Dorme bem, linda. – Florence tapou a filha, deu um beijo em sua testa e saiu do quarto, indo para o seu.
Lá, Snape não mais dormia. Ele estava sentado na cama e encarou a esposa quando ela entrou.
- Vai me contar o que está acontecendo, ou eu terei que descobrir por minha conta?
Florence suspirou e deitou na cama.
- Sev, você vai ter que descobrir por sua conta.
- Liz está namorando? É o Potter? – largou ele.
Florence detestava esta qualidade do marido de descobrir as coisas rapidamente.
- Não. – mentiu ela. – Liz é amiga do Harry. Do contrário eu teria descoberto, eu dou aula de Oclumência pra ele, lembra?
- Sim. Então, o que está havendo com a Liz?
- Não é o Harry, mas ela está tendo problemas com meninos...
Snape olhou para a esposa, sério e temeroso.
- Acostume-se, meu amor... – pediu ela, deitando no peito do marido, percebendo que ele ainda estava nu.
Depois de alguns segundos em silêncio, fitando o teto, ele falou:
- Sophie não vai sair de casa antes dos 11 e ela vai estudar em Beaxbottoms.
- Isso não impedirá que ela tenha contato com garotos, Sev. Durmstrang vive visitando Beaxbottoms... – murmurou Florence. – E os garotos de Durmstrang...
- Por que é tão difícil ter uma filha? – murmurou ele.
- Por que é tão difícil você aceitar que um dia farão com ela o que você faz comigo? – provocou Florence, beijando-o pelo pescoço, deixando, novamente, o poder veela deslizar pelo corpo do marido.
- Eu odeio quando você faz isso... – rosnou ele, antes de atacá-la.
E uma camisola foi rasgada e atirada no chão do quarto.
Florence: Brigada, brigada, brigada! O cap ficou lindo, não ficou? Amei! Beijos.
* O filme? Space Jam. Aquele do Pernalonga, jogando basquete ¬¬
Gente, comentem! Está chegando o sexto ano! :D Amo sexto ano...
Beijos, tchau!
