Mansão Snape
Noite
Aquela era a última semana das férias e Liz notou que, depois do "acontecimento-Potter-na-madrugada", ela começou a ser constantemente vigiada por James e Nick, e às vezes por Florence - mas de uma forma mais discreta. Mas agora, quem mais a observava, como se tentasse descobrir o que pensava, era seu pai. Por sorte, Oclumência era praticamente um dom de toda família Snape.
Foi em uma noite, uma das muitas em que Liz foi dormir tarde, que ela recebeu uma carta e se trancou instantaneamente no quarto, por sorte e bela coruja branca teve a sorte de não ser vista pelos outros membros da família.
Em seu quarto, Liz leu o pequeno bilhete de Harry, contente.
"Duvido muito que você consiga autorização depois de tudo que aconteceu, mas talvez, se não contasse que eu estou lá, seus pais deixem: Dumbledore vem me buscar, e aposto que vou para a casa dos Weasley!
Sinto sua falta,
Harry."
A primeira coisa que Liz fez foi enviar uma resposta, avisando que tentaria falar com os pais.
Mas claro isso era mentira.
O que Elizabeth realmente fez, foi mandar uma coruja para a amiga Luna, que morava estrategicamente perto dos pais de Rony, contando à ela que Harry estaria na Toca e combinando tudo. Assim, Luna logo mandaria um convite totalmente limpo dos nomes Weasley e Potter, tornando possível Liz mostrá-lo para Florence e ter chances de ver o namorado.
Era sem dúvida, o melhor dia de todo o verão!
Manhã Seguinte
Mansão Snape
Tentando não demonstrar ansiedade, Elizabeth desceu para tomar café de pijamas, despreocupada, como se nada estivesse acontecendo e a ansiedade que explodia em seu peito não existisse.
- Bom dia, linda. – disse Florence, beijando a filha no rosto.
Liz sorriu fraca, tentando não parecer feliz, e foi cumprimentar o pai. Ela não havia sorrido o verão inteiro e seria burrice mudar isso agora.
- Chegou uma carta. – comentou James, olhando para a janela.
O coração dela perdeu uma batida e acelerou. Foi mais rápido do que esperava! Luna realmente era uma ótima amiga.
- É para Liz. – disse Florence, pegando a carta.
Como Snape não reconheceu a coruja, logo alarmou-se, pensando ser a carta do suposto namorado de Liz.
Para o espanto de Liz, Florence abriu a carta ao invés de entrega-la.
- Luna está chamando você para passar o resto das férias na casa dela. – disse Florence, aparentando não estar desconfiada.
- O resto das férias? – questionou Liz, como se nada tivesse sido combinado. – Eu posso ir? Parece legal.
Florence olhou para o marido que concordou com a cabeça.
- Sim, pode. – respondeu ela para a filha.
Mais animada, tentando esconder que queria pular de alegria, Liz terminou o café da manhã, trocou de roupa e foi para casa dos Lovegood.
Casa dos Lovegood
- Liz! – gritou Luna, abraçando a amiga, ainda suja empoeirada pela viagem de Flu.
- Onde está seu pai? – perguntou Liz, olhando a sala.
- Saiu. – contou Luna – E isso é bom. Porque vamos tomar café nos Weasley!
- Parece legal. – disse Liz, fingindo não ligar muito. – A senhora Weasley faz torradas excelentes.
Luna olhou pra ela e riu. E as duas saíram caminhando até a casa dos Weasley.
Toca
- Liz! Luna! – exclamou a senhora Weasley, animada – Entrem, queridas!
As duas entraram, percebendo a careta nada discreta de Gina, que logo subiu as escadas, irritada.
- Harry já está aqui. – comentou a senhora Weasley, ao perceber os olhos inquietos de Elizabeth.
- Onde está ele? – perguntou Luna, sentando-se.
- No antigo quarto de Fred e Jorge. – respondeu Molly. – Ainda está dormindo. Eu ia mandar Rony levar o café dele, mas ele parece muito ocupado ajudando Fleur. – disse ela, com um toque de desagrado.
- Ela está aqui? – questionou Liz.
- Sim, sim. – disse Molly, inconformada – Ela vai se casar com Gui.
Dava para entender a falta de paciência de Gina para com a presença de Liz. Duas veelas insuportáveis era mais do que o possível para se suportar.
- Podem levar o café para o Harry, se quiserem. – sugeriu a senhora Weasley.
- Eu vou ficar aqui e comer umas torradas. Por que você não vai, Liz? – disse Luna, distraída.
- Claro. – respondeu ela, pegando a bandeja já pronta.
Liz subiu as escadas equilibrando a bandeja bastante carregada. Entrou no quarto, e quase deixou a bandeja cair quando abriu a porta. Aliais, quando abriu a porta deste e dos outros quartos que teve de abrir para descobrir qual era o certo. Por sorte não chegou ao de Gina.
Harry dormia, e o lençol havia sido jogado para fora da cama. Elizabeth colocou a bandeja na cômoda, tirou as sandálias e subiu na cama, de frente para Harry.
Aconchegou o rosto no pescoço do namorado, colocando a mão esquerda nas costas dele. Mordeu seu pescoço, de leve. Harry acordou.
- Lizzie... – sussurrou, ao ver a namorada.
- Bom dia. – disse ela.
Elizabeth sorriu para ele, sentindo mais uma vez seu corpo se aquecer, seu coração batendo ao mesmo ritmo que o de Harry. O Encantamento agindo.
E tudo que sua mãe havia dito foi ignorado.
Liz não pensava mais em Voldemort, seu pai ou em guerra alguma. A única coisa que conseguia pensar era o quanto desejava a pele de Harry na sua, o corpo dele sobre o seu.
Harry sentia-se novamente tomado de desejo. Observou o corpo de Liz colado ao seu, os lábios rosados entreabertos, os olhos verdes, não tão diferentes dos olhos do próprio Harry.
- Você é tão perfeita. – disse ele, conseguindo um sorriso ainda maior de Liz.
Ela mexeu-se na cama, aproximando-se mais, esfregando-se nele, praticamente o forçando a ficar sobre ela. Precisava senti-lo. Agora.
Ele percebeu e fez como ela queria, ficou sobre ela, afundando o rosto em seu pescoço, mordendo; com certeza teria uma marca lá.
Ao sentir as mãos dele percorrerem seu corpo, sempre voltando antes de atingir o final do vestido, Liz gemeu baixo, com medo de ser ouvida.
- Quero tanto você, Harry. – arfou ela.
O rapaz tirou a própria camiseta, e logo as mãos de Liz deslizavam sobre o peitoral dele, arranhando, fazendo sua pele arder ao contato das mãos delicadas da namorada. Harry afastou as mãos dela de si, por um momento, para poder baixar o vestido dela pelos ombros, deixando-o na cintura.
Passou os lábios pelo colo, descendo entre os seios, ainda cobertos pelo sutiã, chegando à barriga, fazendo Liz arquear as costas, arrepiada.
Mas o barulho de uma coruja, na janela, interrompeu os dois.
- Mas que droga. – exclamou Liz.
Conhecia aquela coruja.
Irritada, ela levantou, colocando o vestido no lugar e abriu a janela.
- Harry, minha mãe sabe.
- Sabe o quê? - questionou ele, pegando um sanduíche na bandeja, ainda sem a camiseta.
- Que eu estou aqui com você.
- E não deveria saber, Liz? Ou por acaso, você fugiu? - brincou ele, espiando a carta que a coruja trouxera.
"Elizabeth,
Provavelmente você deve ter pensando que sou tola. Sei o verdadeiro motivo do convite de Luna, você está na Toca, e Harry está aí.
Eu peço a você, como mãe, que se lembre de nossa conversa. Apenas teve direito a esse passeio pela confiança que tenho em você, de que é mais forte que o encantamento.
E Harry, que tenho certeza, está com você agora, peço que respeite Liz, e não esqueça a idade de vocês. Aliais, tenha em mente quem é o pai dela. Sempre.
Beijos,
Florence."
- Desculpe. - pediu Harry.
Elizabeth riu.
- Por que, seu maluco?
- Não tenho respeitado você, nem um pouco.
- Como assim? – perguntou, estranhando o tom sério dele.
- Eu fui a sua casa! De madrugada! Pra fazer você sabe-o-quê!
- O plano era meu. E era horrível!
Harry ficou tentando concordar.
- O importante Liz, é que precisamos nos controlar. Antes que nos precipitemos. - disse Harry, olhando para Liz – Você sabe o que vai restar de mim se seu pai descobrir sobre nós?
Liz ficou em silêncio, sem graça. Logo tratou de mudar de assunto.
- Eu e a Luna vamos estar te esperando, lá na frente. Vamos dar uma volta.
Ele assentiu, um pouco constrangido.
Elizabeth desceu as escadas, irritada e frustrada. Era difícil conseguir algum tempo sem interrupções? Era possível conseguir esconder algo de sua mãe?
- Cadê o Harry? Não o convidou para andar conosco? - questionou Luna, olhando para a amiga, sorrindo.
- Ele já vem, ainda está tomando o café que eu levei. Vamos na frente, Luna?
As duas saíram, percebendo o semblante preocupado da Sra. Weasley ao olhar para Liz, provavelmente chateada pelos sentimentos de Gina por Harry e percebendo que sua filha não teria como competir com a bela veela.
Luna e Liz correram, rindo feito bobas, alcançando uma boa distância da casa, mas ainda poderiam ser vistas por Harry. Sentaram no chão, sentindo o sol ainda fraco.
- Ainda está com Neville? - perguntou Liz, casualmente.
A loira riu, deixando Elizabeth confusa.
- Mas eu e Neville nunca namoramos! - disse Luna – Não é dele que eu gosto...
- E de quem é, então? - perguntou Liz, curiosa.
Antes que Luna pudesse responder, as duas foram surpreendidas por Harry, que chegava arfando por ter corrido.
- Olá... Luna.
- Bom dia, Harry. - disse ela, levantando.
- Vamos andar? - convidou Liz, ainda aborrecida pela conversa no quarto.
Mansão Snape
Snape chegou em casa enfurecido, contidamente furioso. Controlando-se apenas pela presença dos filhos.
- Preciso falar com você. - falou entre dentes para Florence que via tv com a pequena Sophie, que esticou os bracinhos para abraçar o pai.
Snape a pegou no colo, beijando a filha que deitara em seu pescoço.
- Certo. - Florence respirou fundo, vinha bomba por aí.
- Vamos conversar na biblioteca. - finalizou Snape, indo até a cozinha deixar Sophie com James e Nick.
Os dois saíram.
- Abaffiato. - murmurou Snape para a porta, ao fechá-la. E gritou: - Você não faz ideia do que aquele velho senil me pediu! Do que ele me forçou a aceitar!
- O que Dumbledore aprontou dessa vez? - perguntou Florence, sentando no sofá.
- Ele está doente, andou brincando com o que não devia e um dos brinquedos estava amaldiçoado! – ele respirou fundo. - Albus não tem mais do que uns 9 meses de vida.
- Você está de brincadeira! – assustou-se Florence.
- Eu não brincaria com algo tão sério, Flor.
- Por Merlin! E... o que vai acontecer? A Ordem...?
- Ele não pretende contar à ninguém. - Snape se atirou no sofá ao lado da esposa, cansado. - Em resumo: seu pai recrutou Draco, em punição a Lucius.
- Recrutou Draco? Uma criança?
- Exatamente. E Draco já tem sua primeira missão: matar Dumbledore até o final do ano letivo. - falou Snape, como se tudo fosse uma piada.
- O quê? - Florence riu. - Isso é ridículo!
- E aqui entra o plano do velho gagá: o plano de Draco, qualquer que seja, falhando...
- O que, é óbvio, vai acontecer. – completou ela.
Snape hesitou um segundo antes de falar. Sabia que a esposa ficaria furiosa.
- Eu devo fazê-lo. – disse ele, num murmúrio.
- O quê? - ela olhou para o marido, como se não tivesse entendido. – Como é que é? Você...?
- Eu devo matar Dumbledore. - assentiu ele.
Florence ficou chocada, percebendo a seriedade daquilo.
- Você recusou, certo? - falou ela, baixo.
- As coisas não são bem assim...
- Mas como "não são bem assim"? Você não pode e não vai matar Albus! Eu... eu nem quero pensar nisso! - ela levantara do sofá e andava pela sala, exasperada. - Meu pai te colocaria num pedestal! E a Ordem! Por Merlin! Você seria caçado por todas os lados! E as informações que você passa?
Snape respirou fundo. Florence ainda tinha muito mais pra se revoltar.
- Eu fiz um Voto Perpétuo. Prometi proteger Draco, e terminar a missão por ele, caso o garoto não consiga. – murmurou ele.
E Florence ficou em silêncio encarando marido como que esperando que ele pulasse e dissesse: "Brincadeirinha!". Mas isso não aconteceria, Snape não era um homem de "brincadeirinhas".
- Você fez o quê? - sibilou ela.
- Fui obrigado a isso! – exasperou-se ele. - Bellatrix me jogou contra a parede!
Florence fechou os olhos e voltou a ficar em silêncio. Se tentasse falar qualquer coisa, se olhasse para o marido nesse momento, quebraria a cara dele com as próprias mãos!
- Eu tive que aceitar...
- Sabe, nesse momento EU sinto uma vontade enorme de matar Albus! - e Florence sentou no colo do marido, respirou fundo, voltando a falar, devagar, se sentindo cansada, de repente. - Como você pode fazer isso, Severo?
- Sinto muito, Flor.
- Não... – ela murmurou. – Eles vão matar você... a Ordem... - ela o abraçou, enterrando o rosto em seu pescoço.
- Eu sei que vai ser muito difícil. - Snape a olhou nos olhos. – E eu te peço todas as desculpas, me sinto muito culpado.
- E a culpa é sua. - acusou ela, num murmúrio.
- Eu sei. – ele suspirou. - Eu fiz essa escolha por nós dois. Eu condenei nossa família a se esconder ainda mais... mas as crianças estarão seguras aqui. Com Dumbledore morto, eu me tornarei o preferido para assumir Hogwarts. Eu sendo diretor, você e as crianças ficariam com a Ordem. Seguros.
- E Elizabeth? – Florence levantou do colo do marido, voltando a caminhar pela biblioteca. - Ela está em Hogwarts! Bellatriz já a reconheceu! Meu pai vai querer vê-la... e ele vai reconhecer quem é o pai dela, Severo!
- Eu darei um jeito para que isso não aconteça. – ele levantou e caminhou até a esposa, abraçando-a.
- E sobre ficarmos "seguros" com a Ordem. – ela riu, em escárnio. - Acha que vão aceitar? Vou aparecer com cinco filhos e eles não vão perguntar nada? – ela falava mais alto, furiosa. - Nick e James vão chegar lá numa boa? Ninguém vai perceber nada? – ela respirou fundo. – Nós não vamos estar seguros.
- Eu sei! Eu não quis concordar com esse plano, mas... eu fui obrigado... e você tem que admitir, mais cedo ou mais tarde essas coisas começariam a acontecer!
- Mas não assim! - ela quase gritou, em desespero.
- Eu entendo, mas tudo vai dar certo, Flor. Você tem que ser forte.
- Vou ficar longe de você. - ela deitou a cabeça no peito do marido, as lágrimas caindo. - Vamos ficar longe de você.
Snape acariciou o rosto da esposa, secando o rastro que as lágrimas deixaram.
- Tudo vai terminar bem. Eu amo você. - ele sussurrou, antes de beijá-la.
Setembro 1996
Na estação, Liz, Harry, Luna e Rony iam até o trem, conversando. De longe, Elizabeth pode ver sua mãe, sozinha e com cara de quem havia chorado. Deu uma desculpa e a seguiu.
- Mãe, o que está fazendo aqui?
- Vim me despedir, oras! - reclamou Florence. – Você foi pra casa da Luna e acha que eu me esqueci de você?
Liz riu e abraçou a mãe, que acariciou seus cabelos.
- Mãe, aconteceu alguma coisa?
- Não, por que a pergunta?
- Você está com cara de quem chorou...
- Não se preocupe, eu estou bem. – Florence abraçou novamente a filha. - Tudo vai ficar bem. – murmurou.
Elizabeth estranhou muito. Sua mãe era forte e segura, mas estava ali chorando e a abraçando forte. Alguma coisa estava acontecendo.
- Mas que marca é essa? - perguntou Florence, olhando para a marca no pescoço da filha.
A marca do dia da chegada, Liz já havia tirado. Mas durante a semana, houveram outras marcas novas, e a mais recente Liz esquecera de esconder.
- Elizabeth Dellacourt Snape, me diga que vocês não... – começou Florence, nervosa.
- Não mãe, eu e Harry não fizemos o que você está pensando.
Florence soltou o ar que segurava sem notar, bem mais tranquila.
- Ótimo. E tentem controlar esses impulsos durante as aulas. Se o seu pai encontrar você com uma marca dessas, vai estar muito encrencada.
Liz assentiu, sorrindo. Despediu-se da mãe e foi encontrar Harry, que a esperava fora do trem.
Já embarcados, receberam um convite de um novo professor. Slughorn, que Harry conhecera nas férias, chamava os dois para um almoço na sua cabine. Os dois foram obrigados a aceitar.
- Srta. Dellacourt. – cumprimentou Slughorn, assim que a viu chegar – É amiga do Sr. Potter?
Harry, sem jeito, sorriu, olhando para Liz.
- Somos do mesmo ano. Mesma casa. – disse Liz, um pouco irritada.
- Melhores notas nos NOM's, Ótimos em tudo! Sua família deve estar orgulhosa. – exclamou o professor espalhafatoso.
- Minha irmã ficou realmente bastante satisfeita. – respondeu ela, seca, sentando-se.
Harry a acompanhou, tentando parecer tão seguro quanto ela, mas era mais complicado.
Córmaco, Blásio, Gina e Draco também estavam lá, fazendo todos ficarem mais desconfortáveis do que já estavam. Os sonserinos estavam em minoria. Desvantagem.
Hogwarts
Outubro 1996
Severo Snape era o novo professor de DCAT, o que aumentou significativamente as notas de Harry em poções. Mas outra coisa além de Slugorn o ajudava.
- Talvez devesse devolver esse livro, Harry. Pode ser perigoso. – reclamou Liz.
- Lizzie, é só um livro, ele é inofensivo. – disse ele, rindo.
Os três amigos caminhavam até a aula de poções, discutindo.
- Tudo o que Gina passou no segundo ano não te ensinou nada? Livros não são confiáveis.
- É diferente. - interveio Rony - Até onde sei, esse livro não fala com ele, a única coisa que faz, é ele ser tão bom quanto você em poções. E eu acho que isso te irrita.
- Isso não me irrita! - disse Liz, mas ela estava irritada. - Fico preocupada, só isso.
O professor ainda não estava na sala.
- Quando é sua aula com Dumbledore? - perguntou Elizabeth, pegando o livro de poções de Harry.
- Ainda não sei. - respondeu ele.
Folhando o livro, Liz percebeu um nome ao pé da quarta capa.
"Este livro pertence ao Príncipe Mestiço."
O nome ficou em sua cabeça o resto da aula. Aquela letra lhe parecia familiar. Foi quando, ao final da aula, tudo fez um sentido louco.
- Vou ter que organizar os testes para o time de quadribol desse ano. - disse Harry, saindo da sala. - Você vem?
- Vai na frente, capitão. - brincou Liz. - Tenho que fazer uma coisa.
Quase correndo, Liz foi em direção a sala de seu pai, contar suas suspeitas.
Por sorte a aula de DCAT havia terminado e Snape estava sozinho na sala de aula, sentado na sua mesa corrigindo pergaminhos.
- Prof. Snape, - não arriscaria chamá-lo de pai por ali.
- Entre, Srta. Dellacourt. – ele sorriu por vê-la ali. – O que aconteceu? – perguntou baixo, preocupado, quando a filha chegou perto da sua mesa.
- Nada grave, só que... Harry está usando um livro de poções que me pareceu... suspeito. Então, eu peguei pra dar uma olhada e estava escrito "Este livro pertence ao Príncipe Mestiço.".
Snape olhou pra ela como se algo fizesse sentido.
- Então, é por isso que o Potter está tão bem em poções! Slughorn é só elogios ao garoto porque ele está usando o meu livro! – exclamou Snape.
- Eu sabia!
- Sabia? – estranhou ele.
- Reconheci sua letra e alguns dos meios de preparação. Vi James e Nick fazendo umas poções em casa e eles fizeram como estava descrito no livro, como você escreveu.
- Sua mãe também tem crédito nesta história. – sussurrou ele. – Procure bem e você verá a letra dela no livro.
- Certo. Mas não tem um jeito de você... confiscar o livro do Harry? O que ele está fazendo é errado, ele está trapaceando...
Snape riu.
- Você está irritada porque ele está se saindo melhor que você em poções e quer que eu tire o livro dele?
- É, tá certo! – exasperou-se ela. – Eu estou mesmo muito irritada porque ele está se saindo melhor do que eu! Mas porque ele está trapaceando e não por mérito próprio!
Snape balançou a cabeça, ainda sorrindo.
- Não entendo como é que o Chapéu Seletor colocou você na Grifinória...
- Vai confiscar o livro ou não?
- Não. Ele tem que se sair bem nos NIEM's e se meu livro ensinou algo a ele, então que Harry fique com o livro.
- Mas...? – ela não estava entendendo! Aquilo seria motivo pra Harry ficar semanas em detenção. – Por que...?
- Eu não confiscarei o livro, Liz. Vá ou se atrasará pra sua próxima aula.
E ela saiu da sala do pai furiosa. E confusa. Por que ele estava defendendo o Potter?
Espero que esteja bom, eu gamei.
Florence: Obrigada amiga, sua ajuda é sempre tudo *-*
COMENTEM!
Beijos, EU!
