Maio de 1997

Harry chegou no Salão Comunal, mostrando um vidro para Liz, satisfeito.

- A memória. - disse ele, sentando ao lado da namorada.

- Como conseguiu? Slughorn entregou de bandeja ou você a tomou a força? - perguntou Rony, sentado no tapete.

- Até parece. - riu Liz, duvidando que Harry conseguisse tomar algo a força - E o que você está fazendo aqui que não está com Dumbledore?

O garoto pareceu irritado, e se levantou, indo para a sala do diretor. Ainda naquela noite, ao voltar para o salão comunal, ele contou aos dois sobre as horcruxes.

- É loucura. Pode estar em qualquer lugar... talvez até aqui... no castelo. - disse Liz, cansada e vendo quão complicado aquilo era.

- Vamos ter que descobrir. - concluiu Harry. – E Dumbledore disse que assim que ele encontrar a próxima, ele me levará junto, para destruí-la.

- Mas o que destrói uma horcrux? – perguntou Rony.

- Veneno e sangue de basilisco e um tipo de fogo mágico chamado de "Fogo Pepétuo".

- Eu sei que magia é... – comentou Rony. – Já ouvi meu pai dizer que muitos acidentes acontecem porque bruxos pensam dominar essa tal magia e acabam colocando fogo em ruas inteiras.

Chateada com aquele assunto, Liz começou outro, igualmente chato:

- Sabe, Harry, eu precisava falar com você... sobre aquele livro.

- O que tem ele? – questionou ele, irritando-se pelo constante assunto.

- É que eu andei "pesquisando" e descobri quem é o dono dele.

- E quem é? – quis saber Harry, curioso.

- Bem, é o você-sabe-quem.

- VOLDEMORT? - gritou Rony, assustado.

- Não, seu idiota! - rosnou Liz, irritada - O outro, Harry.

E Harry compreendeu que Liz falava de Snape.

- Vamos dar uma volta, Lizzie?

E ela assentiu.

Eles saíram pelos corredores do castelo.

- Então o livro é do seu pai? E daí? Se ele quisesse de volta, tinha vindo buscar. - disse Harry.

- Ele pediu. Disse para eu pegar com você. – mentiu ela.

- Claro que não disse, Lizzie. - riu Harry – Ele teria o maior prazer em arrancar o livro de mim e ainda contar ao Prof. Slughorn porque eu tenho sido tão bom em poções. Você está mentindo.

Liz ficou irritada por ser descoberta, mas não insistiu. Draco passou por eles, de cabeça baixa, parecia chorar, discretamente.

- O que será que aconteceu com ele? - perguntou Liz, estranhando.

- Não sei, mas eu vou descobrir. - disse Harry, entrando no banheiro masculino.

Sem saber o que fazer, Liz esperou. Mas seu pai ia passando pelos corredores e a viu.

- O que está fazendo aqui? Deveria estar no seu salão comunal, dormindo. - disse Snape, baixo.

Antes que ela pudesse dizer qualquer coisa, os dois ouviram um grito. Era a Murta.

- ASSASSINATO NO BANHEIRO! - gritava a fantasma. – ASSASSINATO!

- Volte para a torre da grifinória. - disse Severo à filha e fez que ia entrar no banheiro.

- Mas... - tentou Liz, preocupada.

- Agora. – rosnou ele, irritado.

Nervosa, Liz correu até a torre da grifinória.

Não demorou muito, Harry apareceu lá, desesperado e ensanguentado.

Snape queria ver seu material escolar.

- Pegue o livro do Rony, e não olhe nos olhos dele. - disse Liz.

Harry fez como a namorada disse, mas o resultado não foi muito bom. Ele estava em detenção com Snape por duas semanas.

Depois de explicar tudo o que aconteceu para Liz, ele recebeu mais repreensão, mas ele sabia que merecia, não devia ter usado um feitiço do qual não sabia o resultado.

- Temos que nos livrar desse livro maldito. Eu disse que ia dar problema! Mas você nunca me escuta, nunca. - ela segurava o livro, gritando - Venha, vamos jogar isso fora, agora!

E os dois saíram do Salão Comunal novamente, em direção a sala precisa.

"Algum lugar para esconder o livro." – pensava Liz.

E a porta apareceu. Eles entraram e perceberam que ali era uma sala enorme, repleta de todo o tipo de coisas. Livros, móveis, roupas... tinha de tudo.

- Parece que mais alguém teve essa mesma idéia, Lizzie. – comentou Harry. – Pelo jeito há séculos os alunos vem guardando coisas aqui...

Liz abriu um dos armários e jogou o livro lá dentro, quase derrubando um busto, sobre o qual estava uma coroa.

- Ei, cuidado. - disse Harry, pegando antes que caísse, mas jogando o diadema longe, como se aquilo queimasse suas mãos. – Auch! – gritou ele.

- O que foi?

- Esse negócio ta quente!

Ela pegou o belo diadema nas mãos.

- Não, não está. – mas a coroa brilhou e ela sentiu algo estranho.

Elizabeth voltou a encostar a coroa no namorado e ele gritou novamente.

- O que você está fazendo? Isso queima! – reclamou Harry.

- Harry, o que foi que aconteceu quando você tocou aquele anel na sala do Dumbledore?

- Ele meio que pulou, por que?

- E se este aqui...

- For outra horcrux! – gritou Harry.

- Só há um jeito de descobrirmos. Temos que tentar destruí-la.

- Se nada acontecer, não era uma horcrux, é esse seu plano? – ele ainda segurava as mãos queimadas contra o corpo.

- Exatamente! – disse ela, colocando o diadema dentro de uma mochila puída que estava jogada à um canto da sala precisa.

E os dois foram para a câmara secreta. Harry ainda lembrava do caminho que percorrera até a grande serpente. Logo eles encontraram os restos do basilisco.

Harry olhou enjoado para a criatura morta.

- Para de frescura. - reclamou Liz, se aproximando dos restos do animal.

A garota arrancou as presas e as jogou para Harry. Depois de juntarem cinco presas, saíram da câmara.

Após subirem pelo íngreme cano que os levou novamente até o banheiro da murta-que-geme. Liz segurou o diadema nas mãos e olhou para o namorado.

- Pegue uma presa e finque nisto aqui.

Harry fez como ela dissera e no momento em que a ponta da longa presa encostou na bela coroa uma forte luz preencheu o banheiro alagado e o diadema caiu das mãos de Elizabeth. Quando a luz se dissipou, Harry viu que Liz estava desmaiada. Ele se agachou ao lado da namorada e chamou seu nome. Não demorou muito para que ela acordasse.

- Você estava certa. – disse Harry. – Era uma horcrux! E nós a destruímos!

Ela sorriu para o namorado e se levantou.

- Agora temos que levar de volta essa coroa para a sala precisa.

Harry concordou que não podiam deixar um bem precioso de um dos fundadores de Hogwarts atirado no banheiro da murta-que-geme.

Depois de devolverem o diadema ao busto do qual ele caíra, sentiram-se aliviados e felizes.

- Uma a menos... – murmurou Harry. – Essas minhas férias serão terríveis...

- Você irá atrás delas, não é? Eu queria ir com você. – disse Liz se aproximando do namorado.

- Você não vai me fazer pedir ao seu pai que deixe você ir comigo em busca de algo que eu não posso dizer a ele o que é. – riu Harry.

Liz encostou seu corpo no dele e de repente a sala começou a mudar. Os móveis e objetos sumiram e em seu lugar apareceu uma sala um pouco menor, com uma cama, uma lareira e o chão coberto por um tapete felpudo.

Liz olhou pro namorado, maliciosamente.

- Foi você quem fez isso? – murmurou ele.

- Eu acho que fomos nós...

E eles se beijaram, caminhando lentamente até a cama.

Harry deitou sobre ela, as mãos por debaixo do uniforme, tocando-a sobre o sutiã. Liz arrancou os botões da camisa dele e o beijava e arranhava no peito. A camisa e o sutiã dela, juntamente com a camisa dele foram para o chão. Harry tratou de beijar cada centímetro da pele exposta, dando atenção especial aos seios. Liz gemia e quase gritou quando sentiu a boca molhada do namorado sugando o bico de seu seio. As mãos dela desceram até o membro dele e trataram de libertá-lo.

Harry desceu beijos pela barriga lisa dela e levou a saia e a calcinha dela ao chão.

- Não é justo assim... – arfou Liz. – Você está vestido demais...

Ele riu e tirou as próprias calças e a cueca, deitando-se novamente sobre ela, levando um seio à boca enquanto uma mão foi ao centro encharcado dela. E Liz gemeu alto, agarrando-se aos cabelos e às costas dele, deixando as marcas de suas unhas. Harry a fez gozar desta forma, assistindo às feições dela se contraírem de prazer e seu nome sendo gemido incontáveis vezes. Sem dar tempo de Liz se recompor ele a penetrou, profundamente, sentindo as paredes dela se apertarem ao redor de seu membro. Os movimentos começaram lentos e fundos e Harry assistiu ela gozar mais uma vez antes dele obter seu alívio, penetrando-a bruscamente, disritmado, despejando-se por completo dentro da namorada.

Ele se jogou na cama ao lado dela, as respirações foram se acalmando e eles adormeceram na sala precisa.


6hs da manhã seguinte

Liz acordou sentindo-se leve, o corpo todo relaxado. Espreguiçou-se e abriu os olhos, percebendo que aquele ali não era o dormitório feminino e que Harry não deveria estar ao seu lado. Ela pulou da cama, lembrando do que havia acontecido, catando as roupas pelo chão e as vestindo.

- Harry! – chamou ela. – Acorde! Vamos! São 6hs da manhã! Nós dormimos aqui! Por Merlin... meu pai vai me encher de perguntas!

Ao ouvir a namorada falando do pai, Harry deu um salto da cama e tratou de se vestir também.

- E agora? O que você vai dizer a ele? – perguntou Harry, nervoso.

- Não sei! Ele vai acabar sabendo pela Prof. McGonagall que eu não dormi na torre da grifinória e...

- Ela dirá que eu também não dormi lá... – continuou Harry. – Eu estou ferrado. Muito ferrado. Sou um homem morto. – ficou murmurando ele.

Eles saíram correndo da sala precisa e entraram no salão comunal recebendo olhares desconfiados da Mulher Gorda.

- Vamos ficar aqui e dizer que acordamos cedo e que... ficamos aqui embaixo, no sofá, conversando. – disse Elizabeth.

- Seu pai não vai acreditar nisso.

- Deixa que eu me preocupo com ele.

- Ah, claro! Temos DCAT dentro de duas horas! – lembrou ele. – Ele vai me matar!

- Ele não precisa desconfiar de nada. Vamos manter a história de que dormimos aqui na torre, mas deitamos tarde e levantamos cedo, portanto ninguém nos viu chegar ou sair hoje de manhã. – disse Liz, sentando no sofá e pegando uma das revistas trouxas que havia sobre a mesinha.

- Eu estou muito ferrado. – murmurava Harry, sem parar, sentado no tapete. – Eu estarei morto dentro de duas horas.

Mas, apesar de ter ficado desconfiado, Snape, aparentemente, engoliu aquela história. Na verdade, ele não queria acreditar que sua filha estava apaixonada por Harry Potter e que ela havia passado a noite com o menino-que-sobreviveu dentro daquele castelo, debaixo do seu nariz e que ele não fizera nada para impedir.

"Preciso falar com Florence." – pensou ele, observando sua filha sair da sala de DCAT com Harry e Rony.


Três semanas depois

A noite era agradável, era primavera. Liz poderia estar dormindo, tranquila. Mas ao invés disso, esperava Harry, que saíra em busca de uma horcrux com Dumbledore. Ela e Rony estavam no salão comunal.

- Pare de andar Ronald, está me deixando enjoada. - reclamou Liz.

- Você não está nem um pouco preocupada? - perguntou Rony.

- Claro que estou! Mas Harry está seguro, ele está com Dumbledore.

Rony pareceu convencido.

- Por que não pegamos o mapa e verificamos o Malfoy? – sugeriu ela.

O ruivo aceitou, e os dois subiram correndo para o dormitório masculino.

- Ele não está em lugar nenhum do mapa. - disse Liz, olhando para o mapa - Deve estar na sala precisa.

- Droga, estou começando a concordar com o Harry. Malfoy está aprontando algo. - disse Rony, sentando na cama, ao lado de Liz.

Elizabeth sentiu-se subitamente mal, fraca, apoiando-se no ombro do amigo ruivo, os olhos fechados.

- Está tudo bem? - perguntou Rony, com a mão nas costas dela.

- Estou...

Neville entrou no quarto, logo se assustando com a cena.

- O que estão fazendo aqui... sozinhos? - perguntou o rapaz.

- Liz está passando mal. - respondeu Rony, sem perceber a confusão que Neville havia feito.

- Vou ficar bem... – disse ela, levantando o rosto.

- Você está pálida. - disse Neville, preocupado.

- Já disse, vou ficar bem. – repetiu Liz. - Vamos descer com o mapa e esperar o Malfoy aparecer.

No salão comunal os três amigos olhavam para o mapa, atentos.

- Ele saiu da sala. - disse Rony, desnecessariamente.

E os três saíram do salão comunal, correndo.

- Vão avisar McGonagall, tenho quer fazer uma coisa. - disse Liz.

Eles foram.

Liz foi até o sétimo andar, mas não havia mais ninguém lá. Nada de Draco em nenhum lugar por ali.

- Droga! - disse alto, irritada.

- Está procurando alguém, Mérope? - perguntou Bellatrix, saindo de trás de uma tapeçaria.

- Maldita! - gritou Liz, pegando a varinha.

Bellatrix mostrou as mãos, vazias.

- Não quero brigar. Apenas vim buscar você. - explicou, se aproximando - Seu avô vai ficar muito satisfeito, muitíssimo. - Bellatriz sorriu, desfiguradamente, louca. - Você acredita em mim, não acredita, Mérope? O que eu disse sobre a vaca da sua mãe. Era tudo verdade, é tudo verdade. Posso jurar.

Elizabeth ia estuporá-la, quando Bellatrix foi atingida e voou longe, desmaiando.

Era Snape, que estava no início do corredor, furioso.

- Por que você tem a péssima mania de estar sempre no lugar errado e na hora errada, Elizabeth? - disse ele, assim que se aproximou.

- Não sei. - respondeu - Talvez seja de família.

Irritar seu pai era perigoso, mas ela era a garotinha dele. Ele não teria coragem de brigar com ela.

- Você vai para o...

- Salão comunal. Eu sei. - Liz interrompeu o pai.

Ela fez de conta que voltava para a torre da grifinória, mas assim que chegou ao final do corredor, mudou a direção.


Ela encontrou Rony e os outros na entrada da torre de astronomia.

- O que está havendo? – perguntou ela.

- Ninguém consegue subir! – gritou Lupin. – Parece que há uma barreira de proteção que apenas aqueles portadores da Marca Negra podem ultrapassar.

Liz tremeu. Seu pai devia estar lá em cima e ela sabia o que iria acontecer, sua mãe havia explicado os motivos pelos quais Snape deveria matar Albus Dumbledore.

Minutos depois ouviram:

- Avada Kedavra!

E muitos passos na escada. Os comensais apareceram e uma luta se deu. Gritos de feitiços e raios luminosos voavam para todos os lados. Liz viu seu pai passando, Draco logo atrás dele, e por esse segundo de descuido ela foi atingida, caindo de joelhos, sentindo as costas doerem e o sangue empapar sua camisa atrás. Ela desmaiou.


Enfermaria de Hogwarts

Elizabeth acordou se sentindo tonta e Pomfrey veio vê-la, mas ela dispensou os serviços da medibruxa. Viu que o namorado vinha em sua direção, os olhos muito vermelhos. Ela não sabia se teria coragem de olhar nos olhos dele, depois da morte de Dumbledore.

Harry chegou perto dela e não comentou nada.

- Quem foi? - questionou Harry, baixinho, tocando a perna machucada dela.

Liz olhou para ele, com lágrimas nos olhos.

- Não sei, não vi. - respondeu, voltando para o machucado em sua perna.

- Você sabe...? – começou ele.

- Eu sei, sei quem matou Dumbledore. – disse ela, baixo.

- Você já sabia? – ele alterou o tom de voz.

Liz não respondeu nada.

Harry saiu da enfermaria.

Ela deixou as lágrimas rolarem, profusas.


Olá pessoas.

Estou adorando saber as opiniões de quem já está falando, mas adoraria saber mais. Sei que tem mais gente lendo, tem gente aí que até favoritou. Aliais, obrigada!

Mily e Florence: O cap está aí, Florence já viu, mas não está online. urgh. Beijos meninas.

Beijão pra todo mundo e COMENTEM!