Notas importantes: Twilight pertence a Stephanie Mayer. E a história original pertence a Bonee Dee.
CAPÍTULO 2
POV Bella
De pé ao lado de Edward na fila da cafeteria, Bella estava hiper ciente da imensa presença ao lado dela, o calor que expandia fora de seu corpo, o odor másculo e de serragem na sua pele. Ela olhou abaixo em suas botas, notou novamente a camada de pó, e tentou compreender por que um mecânico cheirava como um carpinteiro.
Agora que eles estavam do lado de fora da sala de aula, um silêncio desconfortável caiu entre eles. Ela procurou por algo inteligente para dizer.
- Dia ocupado? Oh, isso era brilhante.
- Eu parei de trabalhar na garagem cedo, uma das vantagens de ser proprietário, e ajudei um amigo em uma reforma de construção. Ele está adicionando um quarto à sua casa.
Edward escovou sua luva e motes de serragem tremularam fora dele como manchas de ouro.
- Tomou mais tempo do que eu pensei. Eu me limparia primeiro, mas eu não quis atrasar a reunião com você.
- Sinto muito por afastá-lo de seu trabalho.
- Não, eu não sinto.
- Eu não sinto.
Ele repetiu seu pensamento em voz alta e seu coração sacudiu no eco inesperado. Bella girou em direção a ele, olhando para cima até encontrar seus olhos. Pesadas pálpebras, sensuais, olhos de quarto que olhavam nela com interesse definido.
- Eu estou contente por ter encontrado você, e não só para conversar sobre meu filho. - Ele riu. - Eu estou forçando a barra, não é?
Ela balançou a cabeça, seu olhar ainda a enredando. Acabei de balançar minha cabeça? Eu acabei de dar a ele um sinal pra se aproximar?
- Não. Eu… É bom. O café. E a conversa. - Uma risadinha nervosa estourou de sua boca nas frases formais, que era tudo que podia administrar.
Seu sorriso largo mostrou uma resposta de bonitos dentes brancos e um flash de covinha em sua bochecha esquerda. Ele apertou sua mão contra suas costas, a levando pra frente, e Bella percebeu que a fila na frente deles andou. Ficou tão focada em seu rosto, que ela teria ficado parada no lugar para sempre se ele não a cutucasse. O ponto de contato entre eles queimava como fogo, mesmo após retirá-la. Sua reação era desproporcional para um mero toque, mas não podia controlar a resposta imediata do seu corpo para este homem magnífico.
Eu sou tão patética.
Depois que pediram - ela, um mocha cappuccino, ele, expresso - eles esperaram em silêncio pelo café. Bella olhou fixamente para os biscoitos e bolachas, para uma pilha de CDs de uma banda local, a tabela de preços na parede. Olhou fixamente para tudo, porém o que realmente queria olhar fixamente era para os peitorais duros como pedra, esticados em sua camiseta cinza na altura dos olhos, se ela girasse ligeiramente para sua esquerda.
Edward a escoltou para uma mesa para dois, próxima à janela, a guiando com uma mão nas suas costas. Ooh, ele podia manter aquela mão lá para sempre que ela não estava preocupada. Ele deixou seu café na mesa e puxou sua cadeira com cortesia antiquada.
- Obrigada.
Bella pôs sua bolsa de lado e se acomodou na cadeira, ajustando sua saia e desejando que tivesse mais que uns minutos sozinha em seu carro para verificar sua maquiagem e cabelo no espelho retrovisor.
Seu cabelo castanho era fino como de bebê, que fica embaraçosamente arrepiado no inverno seco. Estava provavelmente com os cachos esvoaçados agora mesmo, em todas as direções. Seu batom estava completamente devorado depois de mastigar seus lábios a distância toda até o café? Estava notando um pequeno agrupamento de espinhas próximo a sua orelha e por que não passou uma base esta manhã? Sua pele devia estar incrivelmente manchada.
Edward se sentou na frente dela, apoiando os cotovelos, o olhar analítico em seu rosto mais uma vez. Se ele não parasse de analisá-la assim, fazendo seus seios e vagina tão duros, iria ter um orgasmo em sua calcinha de tanto apertar e soltar continuamente lá embaixo. Os raios solares atravessaram a janela capturando e refletindo em seus olhos e ela viu que eles não eram negros como a obsidiana, mas um rico e profundo verde como a mais vibrante esmeralda.
- Há quanto tempo você tem lecionado?
Sua pergunta a surpreendeu de seu caso amoroso com seus olhos.
- Quatro anos. Eu me formei na Universidade de Massachusetts e comecei a lecionar no ano letivo seguinte. O primeiro ano foi duro e considerei procurar um trabalho diferente ao longo do verão, mas acabou furando. Agora eu estou contente com o que eu faço. - Ela sorriu.
- Descobri minha vocação, afinal, eu acho. Eu sou muito boa nisso
-Você é de Hartford originalmente?
Debaixo da mesa, os joelhos dele bateram nos seus e ela cruzou suas pernas de lado. -Mm-hm. Westfield, Connecticut. Não muito longe. Você?
Sua perna tocou na sua novamente, o tecido roçando contra pele nua, a aspereza enviando um frisson de luxúria por ela. Ele estava roçando contra ela de propósito?
-Nova Iorque. Meus pais tinham amigos na comunidade de Porto Rico aqui e pensaram que escapariam da violência da cidade grande mudando-se para algum lugar menor, mas existe a mesma merda em todos os lugares, até em Connecticut.
-Então, sua família é de Porto Rico.
-Principalmente. Minha avó paterna é afro-americana, e existe algum irlandês misturado lá também. - Seu sorriso sensual relampejou novamente. - Qual a sua base?
-Vamos ver.
Ela levantou sua mão e marcou com os dedos.
- Holandeses, holandeses e oh sim, holandês com um lado de holandês. Inata da minha família ou qualquer coisa, só geneticamente predisposto para Holandeses.
Sua risada era como chocolate também, morna, rica, derramando ondas de chocolate quente que caiam sobre ela.
-Então, pequena garota holandesa, além de dançar, o que mais você gosta? Algum passatempo ou esporte que se interessa? Você gosta de beisebol?
- Tenho que admitir: eu não sou uma grande fã de esportes, mas ocasionalmente assisto parte de um jogo. - Ela disse diplomaticamente.
-Se estiver em um bar de esporte e não houver nenhum modo possível que você possa evitar ver isto na grande tela de TV. -Ele adivinhou.
-Certo. Você me pegou. Ocasionalmente significa nunca. Eu não sou uma fã de esporte mesmo. Eu gosto de música de todos os tipos, ir a shows e espetáculos. E balé, claro. Eu gosto de andar de bicicleta, correr, bem, talvez eu não faça corrida atualmente, mas eu gosto. Eu gosto de filmes.
-Que tipo?
Braços cruzados na mesa, ele se debruçou adiante, invadindo seu espaço pessoal e a deixando nervosa e excitada.
-Um pouco de tudo. Depende do meu humor. Que tal você? Ação e suspense, certo? - Ela segurou o café morno entre suas mãos, mas não tomou um gole, seu estômago já estava muito nervoso para aceitar mais cafeína.
-Ei, não crie estereótipos. Eu posso me sentar para assistir um filme de moças como a melhor delas. - Ele mordeu seu lábio inferior e então o soltou novamente.
Ela olhou fixamente para seus suaves lábios carnudos. Qual seria a sensação de beijá-los? Eles seriam como edredons cobrindo os seus.
-Você gosta de dança latina? - Ele perguntou. -Já esteve no La Palma? Se eu lhe chamar pra um encontro real, como talvez para jantar e dançar hoje à noite, isso seria algo que você consideraria?
-Você não perde tempo, não é? Nós acabamos de sentar para o café. - Bella fez sua voz cintilante e provocadora, cobrindo sua excitação e o desejo por gritar, "Inferno, sim!"
- Eu não sou normalmente assim. - Ele se sentou de volta em sua cadeira, retrocedendo em seu próprio espaço, braços cruzados em seu peito. - Confie em mim. Eu não sou de ficar perguntando às mulheres que eu acabei de encontrar se querem sair. Eu sei que soou assim, mas acredite em mim, é verdade.
De alguma maneira ela acreditou nele. Apesar de seus olhares atordoantes e aparência deslumbrante, ele não parecia cafajeste ou desonesto, entretanto, honestidade e falsa modéstia eram as marcas registradas de um jogador, não eram?
-É o efeito do Dia dos Namorados. - Ela disse. - O desejo inegável de se enganchar com alguém, qualquer um, até uma pessoa que você acabou de encontrar, nesta central de pares do feriado.
Ela tomou café, ganhando tempo.
-Efeito do Dia dos Namorados. Eu gosto disso. - Sorriu pra sua xícara de café quase vazia e então olhou seus olhos novamente e sua expressão ficou repentinamente muito séria.
-Mas eu não quero que você pense que estou te chamando pra sair porque você cruzou meu caminho e eu estou sozinho. Quando vi você de pé na janela e girou na minha direção, eu… - Ele agitou sua cabeça e deixou o pensamento pendente.
-Eu só quero te conhecer melhor. Isto é tudo.
-Por que eu? Você é magnífico. Você poderia ter qualquer garota nesta cidade. - Inferno, o barista derramou creme em suas calças servindo seu café.
-Eu gostaria de te conhecer melhor também. - Ela disse simplesmente. - Está um pouco rápido, mas sim, gostaria de sair para jantar e dançar. Não domino completamente a salsa e merengue.
-Bom. Porque eu faço. Vou precisar de toda a ajuda que puder conseguir. - Seu sorriso voltara como o sol vindo por trás de uma nuvem. - Eu terei que chamar minha mãe e ter certeza que poderá cuidar de Thony hoje à noite, mas caso contrário, nós estamos combinados.
A euforia tomou conta de Bella na virada súbita de seu dia sem graça. Namorar o pai de aluno podia ficar desconfortável, assumindo que ultrapassaram para o namoro, e assumindo que algo mais acontecesse entre eles, e assumindo que se as coisas não dessem certo ainda teria que lidar com ele como um pai.
Assumindo um inferno de muita coisa! Ela tinha acabado de imaginar todo seu relacionamento num só instante. Era o típico dela, o que a impedia de tentar muitas coisas.
Edward mexeu em sua cadeira quando puxou o telefone celular de seu bolso da jaqueta e novamente bateu em seu joelho. A emoção que lhe deu foi ridícula. Tão rápido quanto imaginou sua relação, ela relampejou sobre as possibilidades inerentes à noite, conversas tranquilas e risos no jantar, sua mão em sua cintura à medida que dançavam, talvez mais tarde, seu corpo pressionado ainda mais à medida que se beijavam, e talvez os joelhos da calça jeans tocando na sua, separariam suas pernas enquanto...
-Ei. Você não está desistindo não é? - Sua voz a fez se sentir idiota como se ele a pegasse com a mão dentro das calcinhas. - Você parece preocupada.
Este não é meu rosto de preocupação. É luxúria.
-Não. Não por isso. - Ela sorriu. - Só me diga onde e quando encontrá-lo.
Gente e esse Edward hein, rapidinho ele, não quis deixar a Bella passar...rsrsrsrsrs
Aqui ficamos sabendo um pouco da história dos dois, e pelo visto Edward vai cortar um dobrado com a Bella, pois ela parece não querer relacionamento nenhum, mas tudo por medo de sofrer, e com isso acaba sofrendo por antecipação e não se dando a chance de ser feliz.
Bom veremos como será essa saída deles no próximo capítulo. Será que irá pegar fogo...rsrsrsrs
Até quinta. Beijinhos.
Att. Perfect Cullen
