Notas importantes: Twilight pertence a Stephanie Mayer. E a história original pertence a Bonee Dee.


CAPÍTULO 3

POV Bella

Fora da esfera de influência hipnótica de Edward e de volta ao reino são de seu apartamento, Bella começou a questionar sua decisão. Naturalmente. Era neurótica assim, incapaz de tomar a decisão mais simples sem questioná-la. Então o pulo de fé que tomou esta tarde estava longe de seu comportamento normal. A responsabilidade era do efeito dos Namorados.

- Eu nem conheço este sujeito. É muito estranho o quão rápido tudo isso se desenvolveu. Talvez ele seja algum tipo de aberração ou talvez seja só um jogador e eu conseguirei meu "caso" quente. O que você acha?

O gatinho olhando fixamente para ela com olhos verdes transparentes não deu nenhuma indicação do que estava pensando. Ela abriu sua boca em um miado mudo, então a fechou novamente e olhou. Ela ergueu sua perna traseira no ar e começou a lamber seus órgãos genitais.

- Exatamente!

Agitando sua cabeça, Bella olhou no espelho.

- Uma garota tem que estar disposta a agradar a si mesma, não ficar enrabichada por algum sujeito encantador com olhos surpreendentes e lábios beijáveis e um corpo de modelo de academia. Macacos me mordam em que estou me metendo?

Seus olhos de um azul pálido olharam pra ela sem oferecer mais respostas. O que havia seu rosto em formato de coração, seu cabelo armado, castanho claro e feições nada incomuns que prenderam a atenção do Edward? Ele nunca realmente disse o que olhar para ela o fez sentir. Talvez realmente fosse apenas o efeito do Dia dos Namorados para ele também. Dia sozinho. Viúvo solitário. Fêmea conveniente.

Ela suspirou e derrubou a escova no balcão do banheiro. Escolheu um batom e o aplicou na boca. Tão pálido, cor de rosa sem graça. Por que não tinha nem um tubo de vermelho-escarlate ou rosa vívido? Algo que gritasse sexo?

Um olhar em seu armário disse a mesma história. Não existia algo extravagante ou sedutor em quaisquer dos cabides. Bella conformou-se com um suéter de casimira suave, rosa com decote cavado. Ele pelo menos mostrava que havia seios se não o diafragma realmente. Ela o combinou com uma saia preta, e foi para o espelho novamente para verificar o efeito.

Meh. Viu-se exatamente como uma professora do primário. Nada mais sensual que isto.

Talvez fosse hora de reforçar seu guarda-roupa um pouco. A última vez precisou de roupas pra namorar foi há muito tempo atrás. Mais de seis meses. Seu nome era James e era um amigo que Alice apresentou. O namoro foi agradável, esquecível e não repetido. Tinha que ser as suas roupas chatas. Elas não diziam, "Vem, me fode," tanto quanto "Bom, seja cortês, é a menina da casa ao lado.

Hoje à noite seria diferente? Esperava que sim, mas ao mesmo tempo, tinha um forte desejo de cancelar tudo e passar a noite enrolada no sofá assistindo um filme, sozinha.

Saindo do espelho, ela tropeçou no Gatinho, enrolando ao redor seus tornozelos implorando.

- Gato estúpido! Eu já alimentei você. Xô!

Bella pegou seus sapatos no chão do quarto e os calçou. Agarrou sua bolsa e verificou seu telefone celular vendo se Edward poderia ter ligado para cancelar enquanto estava no banheiro. Não existia nenhuma mensagem. O encontro estava confirmado.

Ela insistiu em encontrá-lo no restaurante, não querendo que a pegasse em seu apartamento. Queria ter o controle de seu próprio veículo no caso de algo dar errado e precisasse pagar fiança. Sua mãe assegurou-lhe que sua necessidade de controle era parte de sua neurose, entretanto sua mãe gostava de tagarelar psicologia ouvida em programas de entrevistas.

Dirigindo acima dos quarteirões de uma dúzia de restaurantes de seu apartamento, deu bastante tempo para comer seu batom cuidadosamente aplicado. A mastigação de lábio quando ficava nervosa era um hábito infantil que nunca pode deixar. Pelo menos não era uma comedora de unha.

O restaurante que Edward sugeriu era um que ela não tinha estado, Surritos. Era guardado em uma travessa. Bella pode achar uma vaga de estacionamento e caminhar calçada abaixo para o edifício histórico, uma casa da virada do século passado.

Parado na entrada, olhando a rua abaixo em sentido contrário, estava um homem em um casaco de couro preto que cobria desde os ombros largos até o meio da coxa. Ele se voltou e Bella suspirou com a visão de seu corpo em perfil. Maçãs do rosto esculpidas, mandíbula e queixo fortes, e um nariz proeminente que deu a ele um porte leonino. E os lábios. Ela podia se ajustar satisfatoriamente naqueles lábios suaves, se lhe desse alguma oportunidade.

Meu encontro. Meu dia dos namorados. O pensamento era inconcebível. Vestido para o encontro, Edward Cullen trocou o colarinho azul áspero por um traje de caimento perfeito. Ela não sabia se iria poder comer ao lado dele sem sufocar com sua comida ou babar por toda parte.

Então ele a viu pelo canto dos olhos e girou em sua direção com um sorriso de boas vindas.

- Ei. Alguma dificuldade em encontrar o lugar? Está um pouco fora de mão, mas é o único lugar que eu sabia que podia conseguir uma mesa hoje à noite. Parentes. - Ele explicou, embrulhando um braço ao redor de sua cintura, como se tivessem se encontrado por meses em vez de minutos.

Ele a guiou pelo arco de entrada até a porta.

- Uma vez que meus pais vieram pra cá, o resto da família começou a migrar do Bronx. A família Cullen estabeleceu seu próprio bairro em Hartford. Então nós estaremos comendo no restaurante do meu tio hoje à noite.

Bella respirou o odor de couro que emanava de seu casaco e uma água-de-colônia sutil, picante. Seu coração tremulou de modo selvagem e todas suas zonas erógenas reagiram simultaneamente. Ela pensou que poderia desfalecer em seus braços e ter que ser levada o resto do caminho no restaurante.

Ela entabulou uma observação moderadamente inteligente: - As famílias têm que fornecer algum tipo de vantagens para equilibrar todas as enxaquecas que dão a você. O quão grande é sua família? Você tem irmãos?

- Três irmãos. Uma irmã. Eu estou no meio. Muitas tias, tios e primos, embora vários deles estejam ainda em Nova Iorque. Minha avó Cullen mudou pra cá, mas Vovó Masen não pode ser arrancada de sua casa nem com uma alavanca.

Edward ajudou Bella a tirar seu casaco, suas mãos pararam por um momento em seus ombros quando o desabotoou. Ela sentiu seu peso até depois que ele partiu para guardar os casacos.

A hostess os saudou, então um homem com cabelo prateado em um terno os aclamou através do salão e veio para juntar-se a eles. Ele e Edward trocaram um abraço antes do homem virar para Bella e pegar sua mão com as duas mãos e apertá-la.

- Encantado, querida. Estou contente por conhecê-la. Eu sou o Tio Eleazar. Ele olhou em seus olhos e, amplamente sorriu.

- Eu tenho uma mesa especial para você.

Depois de levá-los através do restaurante, Eleazar os acomodou em uma mesa privativa para dois em um pavilhão de vasos com árvores artificiais. Ele recomendou o especial e tomou seus pedidos de bebida.

- Kate estará servindo a vocês hoje à noite, mas eu estou à sua disposição. Qualquer coisa que você queira, ainda que não esteja no cardápio, é só me avisar.

Ele sorriu novamente, seu rosto iluminou como as mini-luzes que decoravam o restaurante e deixou-os.

- Uau, que serviço. - Bella comentou.

- Sim, desculpe sobre isso. Meu tio faz o tipo super entusiasmado. Eu não tenho saído muito frequentemente desde que minha esposa morreu. A família está preocupada e alguém está sempre arrastando alguma pobre mulher para os eventos de família para me encontrar. Eleazar desacelerou um pouco até me ver em um encontro real.

Ela sorriu.

- Acabar com a solteirice se torna um objetivo familiar, não é? Eu não posso contar quantos encontros às cegas minha irmã organizou antes que eu simplesmente me recusasse participar.

- Então, você está sem namorado agora? - Aquela sobrancelha curvada sensual se elevou muito mais alta.

- Você pode dizer isto. Desse jeito. Eu honestamente nunca tive o que chamaria uma relação séria, apenas encontros ocasionais com rapazes. Nenhum amado do segundo grau, nenhum romance de faculdade e ninguém desde que comecei a lecionar. O primário não é o lugar mais propício para encontrar homens. Noventa por cento dos professores são mulheres, e depois do trabalho, estou muito estressada por lidar com crianças o dia todo para sair. Os fins de semana… - Ela encolheu os ombros.

- Aí é onde minha irmã e amigos bem-intencionados entram, armando encontros potenciais para mim.

Ele movimentou a cabeça.

- Eu sinto o mesmo. Parentes!

O gelo estava quebrado. Tendo a solteirice e a interferência familiar em comum deu a eles um começo. Bella se achou compartilhando um pouco de seus assuntos da relação com sua mãe e irmã, suas altas expectativas, sua inabilidade para alcançá-los. A partir daí a conversação transcorreu sobre uma variedade larga de tópicos de histórias sobre suas vidas até eventos atuais.

Enquanto conversavam e riam saborearam bebidas, aperitivos e jantar, Bella relaxou tanto que quase esqueceu como Edward era ridiculamente carismático e atraente. Quase. Mas de vez em quando seu olhar a recordava e seu corpo formigava, beirando à febre. Sua pele pinicava por toda parte e seus seios doloridos para serem tocados. Ela apertou suas coxas juntas para acalmar o pulsar de seu sexo ávido. Estava desconcertada pra dizer o menos, continuando uma brilhante conversação fluida enquanto mensagens físicas mais sutis acendiam o ar entre eles.

No final da refeição, Tio Eleazar apareceu novamente, segurando um prato com um bolo em forma de coração pequeno, decorado com flores e arcos vermelhos contra chocolate rico, escuro e gelado. Ele o serviu, olhando para ambos.

- Este chocolate é um pouco picante, só uma mistura de pimenta cayenne para acordar o paladar. Apreciem e tenham uma noite maravilhosa.

Bella descansou uma mão em seu estômago depois que ele partiu.

- Isto é tão gentil, mas eu não posso. Eu estou absolutamente cheia. Parece com céu entretanto.

Edward cortou o bolo. - Sem escolha. Nós temos que pelo menos provar isto. Eleazar é um sujeito sensível.

Ele cortou uma lasca da delicadeza escura em um prato de sobremesa e ofereceu a Bella uma garfada. Ela abriu sua boca e ele colocou o pedaço em sua língua. Era pecaminosamente rico e doce, mas, como Eleazar prometeu, com um toque picante. Seus olhos fechados revelavam o quanto ela saboreou a iguaria.

- Surpreendente!

Quando ela os abriu novamente, Edward estava olhando fixamente para sua boca, seus olhos como carvões escuros queimando com brasas ígneas.

- Uh, você tem…- Sua voz de repente era rouca e ele limpou sua garganta. - Um pouco de…

Alcançando através da mesa, ele acariciou seu rosto e tocou com os dedos o canto de sua boca. A pressão em sua bochecha e mandíbula era morna. O dedo localizando seu lábio lambuzado.

Ela abriu sua boca e sua língua correu seu lábio, saboreando o chocolate doce e sua pele. Seu coração retumbou em suas orelhas, ensurdecedor. Era quase impossível tragar, como se ela de repente fechasse a garganta.

Ele embalou seu rosto em outro momento então afastou sua mão, enfocando sua atenção no bolo sentando inocentemente entre eles na mesa, desinformado de seu efeito em um par de espectadores inocentes.

-Talvez nós pudéssemos pedir pra Kate embalá-lo.

Depois que a garçonete tomou o resto do bolo afrodisíaco longe, um silêncio desajeitado caiu entre eles. Bella estava agora certa que a atração que esteve lutando a noite toda não era unilateral e o conhecimento fixou emoções contraditórias dentro dela. Assim reconheceu a inevitabilidade sobre o curso que as coisas tomariam hoje à noite, estava excitada, nervosa, e até assustada. Ela não era uma pessoa impetuosa e estar contemplando um próximo encontro sexual com um estranho era muito.

Está muito cedo para ir ao clube. A pista abre a partir das 21 horas ou mais. Você gostaria de dar um passeio? Está um tanto quanto frio, mas...

- Eu adoraria dar um passeio.

Talvez o ar frio dispersasse a névoa de luxúria que tinha rodado ao redor dela no momento que deitou os olhos em Edward.

Eles passearam ao longo da esplanada com vista para o rio. E se ela esperava estar ao ar livre no ar fresco a golpeasse, estava errada. Seus braços batiam juntos enquanto caminhavam lado a lado, então ele aprumou e tomou sua mão, engolfando-a em sua grande palma morna. Os dedos dele se enroscando nos seus.

- Certo?

- Certo.

- Eu não quero ser insistente.

Sua língua deslizou, lambendo seus lábios.

- Quero que você saiba que isso está realmente fora de costume para mim. Como eu disse, não saí muito desde… que minha esposa morreu. Realmente não tenho estado interessado o suficiente para convidar alguém pra sair, entende? - Sua sobrancelha erguida, buscando sua compreensão. - Mas hoje… eu vi você e tcham!

Bella não respondeu. Estava tão aliviada por saber que não eram somente seus hormônios bagunçando sua mente e que não estava sozinha em sentir algo.

Ele olhou fixamente dela para o rio e deixou ir sua mão.

- Agora você provavelmente pensa que eu sou um completo idiota. Desculpe. Eu não devia ter dito qualquer coisa.

- Não! Eu quero dizer, não eu não penso que você é um… É que foi o mesmo para mim quando vi você. Deus, você não podia ver? Eu estava, como, catatônica por um minuto lá.

Ela riu nervosamente e agarrou sua mão.

- Eu estou contente que você me chamou, e estou certamente contente por segurar suas mãos. Nada menos!

Seu sorriso voltou e a covinha da bochecha esquerda apareceu. Ele parou de caminhar e girou em direção a ela, olhando em seus olhos.

- Seria sair do protocolo pular o "pegar na mão" pra "beijar"?

- Eu não tenho problema com isto. - Ela sorriu e apoiando nos seus dedões do pé, erguendo o rosto em direção ao dele.

A brisa do rio soprou contra as costas dela, passando por seu casaco e gelando seus ombros nus, mas o calor de Edward protegeu sua frente quando o abraçou. Suas mãos envolvendo seu rosto. Inclinando sua cabeça, ele apertou seus lábios nos dela. Eles se sentiram melhores do que ela imaginou, encaixando como travesseiros, suaves como cobertores de bebê, abrindo e fechando acima de sua boca pequena, mordiscando beijos. Suas mãos deslizaram de sua mandíbula para seu cabelo, embalando e o sustentando em volta de seu pescoço.

Com um fechar de olhos, ela abriu a boca para tocar sua língua na dele, tão molhada e morna. Ela estremeceu com a brisa fresca e a excitação do beijo. Ela cegamente se segurou nele, sentindo o casaco de couro embaixo de suas palmas e agarrando sobre as lapelas.

O odor de sua pele morna, temperada um pouco com água-de-colônia, encheu seus sentidos. Toda fibra dela estava viva, seus neurônios explodindo em resposta à sua presença. Seus seios doloridos e seus mamilos endurecidos. A pélvis na sua calcinha amorteceu enquanto sua vagina pulsava continuamente. Por seu casaco, o casaco dele e dois conjuntos de roupas, ela realmente não podia sentir a protuberância de sua ereção, mas sabia que estava lá, pulsando no ritmo da batida do seu coração… e no dele.

Só uma questão de tempo, ela compreendeu. Não havia nenhuma dúvida de como este encontro acabaria. A única pergunta era onde e quando.


Ahh esse jantar foi fofo, constrangedor e quente, bem típico de alguns primeiros encontros.

Mas levar pro restaurante do tio foi tacada de mestre, ou não, porque poderia ter sido um tiro no pé.

Esse final foi bem promissor, veremos o que vai acontecer na boate, será que eles vão?

Até terça. Beijinhos.

Att. Perfect Cullen