Notas importantes: Twilight pertence a Stephanie Mayer. E a história original pertence a Lora Leigh.


Epílogo

Três semanas depois...

POV Eleazar

Eleazar abriu a porta para a cela da prisão e entrou lentamente, seu peito doendo quando olhou a forma encolhida da doutora que ele tinha se afeiçoado muito ao longo dos anos.

O cabelo dela estava desgrenhado e fazia seu rosto mais pálido. Seu corpo muito pequeno estava encolhido no colchão no quarto acolchoado e ela parecia frágil, inacreditavelmente frágil, então se abaixou ao lado dela e a olhou por longos, longos momentos.

- Nós todos fomos reproduzidos nos laboratórios.

Ele finalmente falou com voz calma.

- As drogas, para violar muitas de nossas mulheres, violar suas mentes e seus corpos. Você acredita que o que aconteceu a elas foi por culpa delas mesmas? Que mereceram tal horror porque elas permitiram?

Ela ficou silenciosa por tanto tempo que ele perguntou-se se ela iria responder.

- Não.

Ela sussurrou finalmente com voz rouca, enquanto continuava de costas para ele. Ela estava vestida com roupa limpa. Ele se certificou em ordenar que ela fosse mantida limpa, ela nunca o perdoaria do contrário. Carmen era detalhista sobre sua aparência. Embora ela nunca os perdoasse por tê-la sedado para que a banhassem e se vestisse antes que a loucura a tomasse novamente.

- Então o que aconteceu não é sua culpa.

Ele disse se sentando no chão acolchoado e se apoiou contra a parede atrás dele.

- Aconteceu porque todos nós não fomos cuidadosos o bastante. Nós fomos muito complacentes em áreas que acreditávamos que estávamos seguros. Não acontecerá outra vez.

Maldito ele seria se não garantisse isso. Ele teria pesadelo pelos próximos anos pelo colapso de Carmen e o sofrimento que a comunidade passou ao pensar que a perderia.

- Não foi você.

Ela sussurrou, ainda se recusando a voltar para ele, mas podia ouvir seus soluços chorosos.

- Eles não fizeram isso a você. Não o obrigaram a fazer essas coisas.

Ela se rompeu em lágrimas e Eleazar teve que piscar a queimadura em seus olhos, ele engoliu com dor suas lágrimas. Carmen era mesmo uma criaturinha muito orgulhosa. Com seus olhos escuros aveludados e o pequeno queixo pontudo que mostrava sua teimosia. Mas mesmo com sua natureza obstinada havia mais que o orgulho de uma mulher quando lutava para tomar decisões muito difíceis e pesadas para seus ombros frágeis.

- Mas poderia ter sido facilmente eu.

Ele falou.

- Ou Jasper. Ou ainda Riley ou Randall. Você os culparia, Carmen? Você teria virado suas costas para eles e os culparia por algo que você percebeu , que partilhou a culpa? Nós fomos arrogantes acreditando que o laboratório era tão seguro e que nossos maiores tesouros eram impenetráveis. Foi nossa culpa você ter sido tocada por aquela maldade, não sua. Seu trabalho é nos proteger quando somos trazidos até você. O nosso é assegurar que nunca o mal invada o seu domínio. O fracasso foi nosso, gatinha, não seu.

Ela fungou e sacudiu a cabeça. Carmen não conheceu na pele os horrores dos laboratórios. Desde que nasceu ela foi uma criança brilhante, foi a criação perfeita dos cientistas que a criaram. A melhor genética, uma seleção especial de Genes Inteligentes que uma vez unificados, deram origem a criação dela, e ela foi tratada com extremo cuidado pelos cientistas desde menina para garantir que ela nunca fosse estragada.

Ela viu os horrores. Ela ficou horrorizada por eles e lutou para proteger as Raças que ela foi criada para torturar. Mas ela nunca tinha experimentado aquela dor nela. Nunca até agora.

- Você não pode me olhar nos olhos e deixar me desculpar, mas você me socou na cara tão facilmente e me chamou de maldito gato fodido.

Ele a repreendeu.

- Realmente, Carmen. Onde está a justiça nisso?

Um riso choroso escapou dos lábios dela.

- E enquanto eu viver nunca vou me esquecer, do olhar no rosto de Demetri quando você agarrou as bolas dele. Você sabe, Carmen, que o homem já viu tudo, já fez tudo, mas eu quase acredito que você o fez cair de joelhos.

Ela gemeu e cobriu a cabeça com as mãos. E talvez outros o chamariam de cruel por fazê-la lembrar o que ele sabia que a envergonha. Mas Carmen era feita de material mais duro disso ele tinha certeza. Além disso, outros nunca lhe permitiriam esquecer isto e já a preparava para o seu bem.

- Desgraçado!

Ela sussurrou em prantos. Ele suspirou.

- MGF!

Ele falou.

- Maldito Gato Fodido. Você está atenta ao título que sussurram agora pelas minhas costas, Carmen? Você realmente precisa levantar seu traseiro deste colchão e voltar a trabalhar, assim eu posso arrancar sua pele em troca.

Ela quase riu, ele sentiu.

- Carmen!

Ele disse o nome dela suavemente.

- Olhe para mim, só por um momento.

Ele esperou pacientemente. Finalmente ela empurrou o cabelo para trás e se ergueu o bastante para virar e olhar para ele. Ele abriu os braços para ela.

- Por favor, Carmen. A culpa está me matando. Eu não protegi minha menina favorita. Perdoe-me. Por favor.

E as lágrimas dela desceram. Com os olhos vermelhos de cansaço e dor, quando abriu os lábios e começou a chorar. Ela se apoiou nos braços dele, contra o seu peito. Ela se encolheu contra ele e ele a envolveu em seus braços lutando contra as próprias lágrimas.

Doce Carmen. Como ele poderia se olhar no espelho depois do que deixou acontecer a ela? Se ele não pudesse protegê-la, como poderia proteger a qualquer outro?

Ele a embalou e sussurrou para ela, beijando sua testa suavemente.

- Nunca mais, gatinha!

Ele prometeu ternamente a ela.

- Nunca mais. Eu juro.

FIM


Gente tem um olho na minha lágrima!

Que epílogo foi esse, um soco bem na boca do nosso estomago. Pelo menos sabemos que vai ficar tudo bem com a Carmen.

Olha como eu já havia dito um pouco no capítulo anterior esse é o meu bebê, eu só tenho a agradecer a vocês por gostarem tanto dele.

Essa adaptação quando foi postada a primeira vez, eu estava passando um momento muito triste da minha vida, tínhamos acabado de descobrir que a minha avó estava com câncer, mas seria reversível, mas não foi o que realmente aconteceu, ela veio a falecer menos de 3 meses depois, e eu acabei ficando literalmente sem chão. A adaptação foi em grande parte um refúgio para mim. Tenho que agradecer muito a Camila Swan, que me ajudou nas postagens na época, e quando a minha avó veio a falecer, foi ela que segurou as pontas nas postagens. Por isso que eu me vi na obrigação de revisar e repostá-la. Agradeço a todos que me apoiaram para retornar com as adaptações e a todos que leram e comentaram.

Um grande beijo a todos! Até as próximas adaptações!

Att. Izzy Duchannes