Snape direcionou seus dedos grossos, embora delicados, aos botões de sua bata, abrindo-a lentamente, saboreando o prenúncio do prazer em forma de arrepio. Há muitos meses não dava-se ao luxo de um hedonismo momentâneo, em razão da preludica tensão belicosa dos últimos tempos, de modo que esses ínfimos minutos tornavam-se anseios aprazíveis.
Com o peito parcialmente exposto, passou as mãos sobre, semicerrando seus olhos e entreabindo a boca, estremecendo; após isso, circundou com os dedos seus mamilos e beliscou-os levemente, dando um gemido fraco, mas acentuado. Sentia sua excitação começar a crescer e tomar forma sob suas calças, apertando-as quase desconfortavelmente.
Snape, em sua mente fugazmente desguarnecida, fantasiava com uma figura feminina abstratamente disforme, mas dinstinguivel: seu corpo era dotado de curvas rústicas, as quais harmonizavam belamente com seu quadril largo e coxas grossas, talqualmente com seus seios volumosos e alvos; seus cabelos, sedosos e com um perfume ímpar, cascateavam pelos ombros musculosos, embora pequenos. Era, devesramente, uma imagem apolínea.
No entanto, o professor pensava principalmente em partes mais baixas, cujas imaginava-se tocando, sobretudo em seu sexo molhado e quente . Fantasiava-se explorando a buceta, ouvindo os gemidos baixos que, à medida que chegava perto do clitóris da mulher, aumentavam de volume, pau de Snape latejasse em suas calças, desejando ardentemente enterra-se naquele buraco libidinoso.
Desceu sua mão lentamente, tocando suavemente sua pele com a ponta dos dedos durante o percurso e parando ao chegar ao cós de sua calça preta, acarinhando a região e estremecendo ao fazê-lo. Snape ficou brincando por um tempo, provocando-se, sua mente enevoada pelas sensações luxuriosas, entorpecendo-o em um misto de alívio e prazer. Sua barriga, robusta e firme, descia e subia, sintomatizando a respiração cada vez mais ofegante e trêmula.Foda-se, pensou alto.
Sentindo as pontadas de prazer em seu pênis, parou de se segurar, abrindo os botões de suas calças e passando a mão por cima do volume ainda na cueca, segurando firme, enchendo sua mão. Sem perder tempo, tirou sua única peça de roupa restante e agarrou seu pau, tateando a forma grossa e grande, apalpando suas veias saltadas e a cabeça macia, a qual já vazava pré gozo.
Snape suspirou e baixou seu prepúcio, iniciando o movimento rítmico de vai e vem, gemendo lascivamente com os gestos e excitando-se narcisicamente com sua própria voz grave e rendida à situação. O professor sentia -se aliviado, grato pelo inusual átimo. De tal modo, estimulou-se dando continuidade à fantasia da mulher sem rosto, cuja debruçou-se sobre seu corpo, envolvendo-o com as pernas e esfregando a entrada da vagina molhada em seu membro, suscitando em Snape erguendo sua pelves, na tentativa aflitiva de empalar-se até o talo dentro dela.
"Porra...Eu preciso...", o homem pensava.
Sua mão acelerava em desespero pelo ápice do prazer, buscando-o na fricção deliciosa dos seus membros. Ao passo que pensava naquela buceta o engolindo, seu tesão medrava e sentia cada vez mais o precipuo regalo que o aguardava, ofegando e delirando nas sensações esmagadoras que seu pau sensível proporcionava, gemendo em delírio depravado cada vez mais alto, mais forte, mais vigorento...
Com um aperto em suas bolas, Snape jorrou seu gozo em suas mãos, sentindo sua cabeça voar no ápice libertino, numa verdadeira paz imensurável e infinita, como se aquela sensação singular e fugaz fosse a única coisa existente e significativa no mundo.
Recompondo-se, embora ainda desnorteado e ofegante, o homem vestiu-se de suas roupas e de sua máscara usual, abandonando aquele momento de liberdade e egoísmo e voltando à sua fachada impassível e martirizante. Snape sonhava, ainda que inverossímil e ilusório, com uma vida pós guerra mais simples e viável, a qual poderia dedicar-se a si mesmo e resgatar os anos que perdera na tentiva de consertar seus erros.
No entanto, nos confins tortuosos de seu espírito, sabia que seus pensamentos eram apenasmente umbráticos, utópicos pois em suas mais infaustas percepções, sentia o hálito tórrido e lesivo da morte batendo à porta de sua alma.
Snape expectava a invericidade de suas sensações, para seu próprio bem.
