Universo Naruto.
Classificação geral da fic: M rated.
Capítulo livre de conteúdo adulto.
Aviso: Naruto pertence a Masashi Kishimoto. Tradução autorizada pela autora.
Autora: thisthatfictions
Tradutora: MissA
Do original: "Reacquaintance".
Sinopse: Cinco meses após a Quarta Grande Guerra Ninja, durante a primavera de Konoha, Sasuke Uchiha foi liberado sob custódia para reintegrar-se à aldeia. Algo diferente se agita em Sasuke enquanto ele navega através da reconstrução de seus relacionamentos, sua reputação e a si mesmo. O que mexe em si é a médica de cabelo rosa que fica ao seu lado o tempo todo.
Capítulo 1
Folhas esmeraldas balançaram nos galhos da árvore do lado de fora da janela do hospital, seu farfalhar inaudível através do grosso vidro manchado pela chuva do dia anterior. Em vez disso, o zumbido constante do ar condicionado e os alegres sussurros de Naruto preenchiam o quarto silencioso. Kakashi observou ao lado da cama do loiro enquanto as mãos de Tsunade percorriam, com chakra, de cima a baixo o braço direito de Naruto. Os dois mais velhos, às vezes, murmuravam um ao outro suavemente, discutindo assuntos de Hokage e assim ajudando o homem de cabelos prateados a assumir a nova posição.
Sakura apoiou a lateral do rosto na palma da mão esquerda enquanto tentava vislumbrar os botões de flores. Ela apoiou-se no braço de metal do banco de plástico, o que fazia sua pele esfriar. Em seu colo, ela batia sem pensar no prontuário médico do amigo com os dedos da mão livre para contar os botões brancos. Sete, ela contou. Sete botões de flores.
"Sakura."
Ela piscou ao som de seu nome e virou a cabeça em direção a sua shishou. "Sim?" ela perguntou, repreendendo-se silenciosamente por estar tão distraída.
"Anote no prontuário. Alta. Semana que vem." A mulher mais velha retirou as mãos do ombro de seu companheiro de time, o resto de seu braço já embrulhado com novas bandagens. "Até lá, apenas caminhe com uma muleta ao redor desta unidade. E eu realmente quero dizer caminhar" ela repetiu severamente para o loiro que audivelmente engoliu em seco com o tom crítico da mulher.
"Certo," Sakura disse, tentando pegar sua caneta. Ela rabiscou as instruções da maneira mais organizada e rápida que pôde, sabendo que sua shishou era uma mulher impaciente.
Tsunade colocou as mãos nos quadris e se virou para Kakashi. "Próxima unidade", ela suspirou, exasperada, antes de se virar mais uma vez para sua pupila. "Certifique-se de entregar esse arquivo de volta ao posto de enfermagem antes de você sair. Faça cópias deste formulário de alta também."
"Certo," Sakura disse novamente enquanto se levantava em saudação aos seus senseis. Ela deu uma pequena reverência para os dois quando Tsunade começou a marchar para fora da sala com Kakashi caminhando calmamente logo atrás. O homem de cabelos prateados parou por um momento e se virou para ela com um brilho nos olhos, fazendo com que Tsunade se voltasse curiosamente também. Ele examinou as roupas civis da jovem: uma camisa vermelha macia, uma saia de um azul profundo e sandálias shinobi pretas pouco abaixo do joelho. Leve e delicada, ele pensou. A coroa de sua cabeça estava sem a usual bandana da aldeia que fora substituída por uma fina faixa vermelha. Sua franja emoldurou, sem nenhum esforço, o selo Yin em sua testa. Desde que entrou na sala, ele podia sentir o cheiro delicado de alecrim e menta emanando do cabelo rosa de sua aluna. Limpo, ele pensou.
"Indo para lá depois?" ele perguntou já sabendo a resposta, um sorriso se formando sob a máscara.
Sakura sentiu um pequeno sorriso se formar em seu rosto enquanto encolhia os ombros timidamente. "Sim," ela admitiu. "Você está ocupado hoje e Naruto está fisicamente indisponível. Ele precisa saber o caminho da sua nova casa." Ela abraçou o prontuário de Naruto contra o peito e sentiu seu sorriso crescer ainda mais quando Tsunade sorriu, calor irradiando do aceno de aprovação de sua mestra. Sakura curvou-se novamente quando os dois Kage saíram da sala e fecharam a porta atrás deles.
Naruto gemeu em desapontamento segundos depois que os dois saíram. "Eu não deveria ter me esforçado tanto no outro dia." Ele se recostou na inclinação da cama do hospital e suspirou dramaticamente. "Eu estava tão certo de que poderia ir buscá-lo com você."
"Você não deveria contar tanto com o fato de se curar rápido, Naruto," Sakura disse enquanto juntava os arquivos com um clipe preto. "Se gabar faz você fazer coisas imprudentes." Ela prendeu a caneta na borda do arquivo e esperou pela resposta de Naruto. Quando ela foi recebida com silêncio, ela olhou para cima para ver um sorriso em seu rosto. "O que?"
"Você está bonita hoje, Sakura-chan."
Ela sentiu seu rosto ficar alguns graus mais quente. "E?"
O loiro encolheu os ombros de brincadeira. "Só queria apontar isso."
Sakura suspirou exageradamente e balançou a cabeça quando começou a sair, suas pernas dando longos passos para evitar mais conversa sobre sua aparência. "Vejo você amanhã, Naruto," disse levantando a mão para agarrar a maçaneta da porta.
Antes que seus dedos tocassem a maçaneta de metal, Naruto gritou, "Também queria verbalizar o que Sasuke não dirá, mas estará pensando!"
Sakura sentiu seu rosto esquentar o suficiente para ferver água. Ela abriu a porta rapidamente e gaguejou, "T-tanto faz, Naruto."
"Você deve se apresentar uma vez por semana, pessoalmente, ao seu oficial designado na delegacia."
"Ok."
"Violações de qualquer um dos termos escritos resultarão em prisão domiciliar. Isso inclui conflitos físicos ou verbais, com civis ou shinobis."
"Ok."
"Armas encontradas em sua posse, incluindo pergaminhos de invocação e ferramentas de amolar ou afiar, serão automaticamente consideradas uma ameaça à segurança pública e serão tratadas com os graus de força necessários."
"Ok."
"O uso excessivo de genjutsu via doujutsu também será considerado uma ameaça à segurança pública."
"Ok."
Ibiki Morino deslizou uma pequena pilha de papéis pela mesa em direção ao Uchiha e jogou uma caneta em cima. "Este é o documento com os limites específicos de atividades que você deve seguir. Um dos policiais repassou isso com você ontem, tenho certeza. Eu acabei de dizer a você as principais coisas a serem observadas. Assine a parte inferior e uma cópia será enviada para sua nova residência dentro de uma semana."
Quando Sasuke agarrou a caneta com a mão, ele olhou para o homem com a cicatriz, confusão sutilmente escondida na ruga que se formou em suas sobrancelhas levantadas. "Minha nova residência?"
Ibiki acenou com a cabeça bruscamente e bateu impacientemente na pilha de documentos com seu grande dedo indicador. "Assine. Seu endereço foi adicionado à página de dados demográficos esta manhã."
Sasuke levantou a primeira folha e olhou para os números e o nome da rua, por ele desconhecidos. Eu tenho uma nova residência? Encolhendo os ombros, ele assinou seu nome e decidiu que precisava fazer planos para procurar por sua nova casa, que ele esperava ser ao menos habitável. Quando ele colocou a caneta de volta no documento e empurrou-o na direção de Ibiki, sua mão direita foi automaticamente esfregar seu ombro esquerdo para aliviar a dor que ressoou em seus músculos naquele local. Seus olhos descombinados olharam para o relógio preto no canto da sala e viram que marcava meio-dia. Nesta prisão sem janelas, poderia muito bem ser meia-noite, já que seu conceito de tempo era frequentemente bagunçado.
Ibiki apertou um pequeno botão preto em sua mesa que chamou o oficial do lado de fora. "Você será escoltado para fora das instalações agora."
Sasuke se levantou cuidadosamente e se virou para sair.
"Tenha cuidado lá fora, Uchiha."
Sasuke não se preocupou em olhar para o homem para entender seu aviso. "Aa," ele disse em reconhecimento. Ele saiu pela porta que se abriu para revelar um oficial de rosto severo que não se preocupou em esconder seu desprezo pelo Uchiha de cabelos negros. As feridas emocionais da guerra ainda estavam frescas e sangrando, apesar do fim. Ele não esperava que um tratamento neutro se abatesse sobre ele.
"Sua escolta estará esperando no saguão", disse o oficial rispidamente.
Escolta? Sasuke pensou, mas se absteve de perguntar ao homem verbalmente. Ele não era muito apreciado pela equipe da prisão e do interrogatório e não queria irritar mais ninguém simplesmente falando.
Eles caminharam pelo corredor de paredes cinzas, passando por celas que eram fechadas com portas de metal. Cada porta foi trancada por dois cadeados separados e um selo de papel adicional logo abaixo da janela de metal gradeada que permitiam que os presos fossem observados. Os referidos presos viram o Uchiha caminhando pelo corredor com o oficial e começaram a se levantar de suas camas para lançar olhares furiosos que variavam
da diversão ao nojo. Quando Sasuke passou por uma janela, um preso cuspiu no chão por onde ele caminhava. Ele ouviu o sussurro da palavra, "Traidor", sob uma voz rouca.
Ao chegar ao final do corredor, o oficial deu um passo à frente de Sasuke para abrir a porta trancada com cadeado dando acesso ao anexo onde outro oficial estava para guardar a entrada do saguão. "Levante os braços," o guarda disse em preparação para revistá-lo uma última vez. Sasuke levantou seu único braço e o guarda pigarreou de vergonha. "Er, braço, eu acho…," ele murmurou. Os dois policiais deram um tapinha nele antes de virar para destrancar a última porta que levava ao saguão.
O saguão da prisão estava iluminado pelo sol do meio-dia brilhando através das janelas, o que forçou Sasuke a apertar os olhos com o ajuste repentino de luz fluorescente para luz natural brilhante. Ele então fechou os olhos e esfregou a ponta do nariz na tentativa de ajudar as pupilas a se ajustarem à mudança repentina. Ele sentiu seu oficial de escolta empurrá-lo bruscamente para frente, pressionando a palma da mão nas costas, forçando-o a dar alguns passos à frente. Era difícil não olhar para trás com irritação para o oficial, mas ele lembrou a si mesmo de que qualquer olhar poderia ser interpretado como instigação ao conflito. Sasuke abriu lentamente seus olhos para ver seus pés com sandálias pretas e respirar suavemente enquanto caminhava para passar pela recepção protegida por vidro.
"Você está livre para ir", disse o oficial com firmeza. "Lembre-se de se apresentar ao oficial designado à você no final da próxima semana."
Sasuke olhou para o homem e deu um pequeno aceno de cabeça. O oficial então bufou de desgosto quando bateu a porta do anexo mais uma vez, sem dúvida para falar com o guarda sobre o quanto era um saco escoltá-lo até o saguão. O Uchiha fechou os olhos mais uma vez e suspirou cansado, agora se perguntando como diabos ele poderia encontrar este misterioso local de residência em uma aldeia que mudou tanto.
"Sasuke-kun."
A voz familiar o fez virar rapidamente a cabeça na direção da jovem que não via há meses. Ele sentiu suas sobrancelhas se levantarem de surpresa ao ver o olhar cauteloso que
ela dava ao examinar seu estado físico. Ele se pegou olhando para sua própria aparência ao ver que estava vestido com uma camisa azul marinho grande demais com gola esticada. Na parte de trás, um pequeno brasão Uchiha estava costurado entre as suas omoplatas. Ele suspeitou que esta era uma camisa encontrada no complexo de sua família anos atrás. Sasuke também vestia calças cinza escuro sem bolsos que chegavam apenas até seus tornozelos. Ele sabia, porém, que a atenção da garota de cabelo rosa poderia estar focada em seu ombro esquerdo com a manga da camisa caindo fracamente ao seu lado, sem um braço para aparar. De repente, Sasuke se sentiu um pouco mais consciente. "Sakura."
Olhos esmeralda brilharam com seu reconhecimento enquanto ela avançava com as mãos atrás das costas. Ele se perguntou se era para conter a empolgação dela em vê-lo. "Como você está se sentindo?" ela perguntou com cuidado.
Ele piscou lentamente e decidiu que não adiantava tentar consolá-la com declarações banais e insinceras de garantia. "Cansado", disse ele, permitindo que sua voz expressasse o cansaço. Quando Sakura mordeu o lábio com preocupação, ele acrescentou, "E confuso."
"Confuso?" ela repetiu.
"Ibiki disse que eu tenho uma nova residência", explicou ele enquanto pensava nos números e nomes de ruas desconhecidos que viu nos documentos que assinou. "Presumi que deveria voltar para meu antigo apartamento."
"Oh," Sakura disse, seus olhos se voltando para seus pés. Sasuke observou atentamente enquanto ela levantava a mão direita para colocar um pouco de seu cabelo atrás da orelha. "Nossa vila foi atacada no ano passado por Pain e... seu antigo apartamento foi destruído." Ela então olhou para seus olhos incompatíveis e deu-lhe um pequeno sorriso tranquilizador. "Estou aqui para escoltá-lo até sua nova casa."
"Entendo."
Eles ficaram parados por um momento, o silêncio preenchendo o espaço entre eles, exceto pelo arranhar da caneta no papel do funcionário da recepção. Sasuke olhou sua antiga companheira de equipe de cima a baixo mais uma vez, notando o perfume delicado e familiar de alecrim e menta que flutuou em seu nariz e a forma como o sorriso dela fez seus olhos parecerem mais brilhantes. Ela está bonita hoje, ele pensou, mantendo cuidadosamente o pensamento para si mesmo.
Sakura pigarreou e acenou com a cabeça na direção da porta. "Você pode me seguir", disse ela, virando as costas para ele e indo até a saída. Sasuke a seguiu de perto. Quando ela empurrou as portas, uma suave brisa primaveril soprou em seu rosto e ele respirou novamente alecrim e menta. Ela segurou a porta aberta para ele passar e ele obedeceu. Os primeiros passos para o sol da primavera pareciam revigorantes, e ele se viu fechando os olhos para saborear a luz que aquecia sua pele.
Sakura caminhou ao lado dele, cuidadosamente deixando cerca de um braço de distância entre eles. Ela viu seu rosto relaxar e suas sobrancelhas escuras se erguerem enquanto seus olhos esguios se fechavam. Ele inclinou o rosto ligeiramente em direção ao céu sem nuvens acima deles, expondo seu pescoço e colarinho ao calor. Sua mandíbula forte liberou sua posição tensa e permitiu que seus lábios finos se abrissem levemente para liberar um suave suspirar. Seu alívio era óbvio e fez Sakura sorrir.
Sasuke abriu os olhos para espiar a garota de cabelo rosa, esperando que ela ficasse vermelha e rapidamente desviasse seu olhar. No entanto, eles sustentaram o olhar por um momento, o que causou algo no estômago dele mexer.
"Preparado?" ela perguntou, seu sorriso inabalável.
Ele abaixou a cabeça e acenou, permitindo que sua franja caísse sobre sua testa mais uma vez e fizesse cócegas em sua pele com a brisa. Isso é diferente, ele pensou.
Os dois caminharam lado a lado em um silêncio confortável enquanto andavam pelo caminho em direção às ruas certamente movimentadas da vila. Um diferente bom. Sasuke periodicamente olhava para a garota de cabelos rosados ao lado dele. Se Sakura percebeu, ela não deixou claro para ele. Em vez disso, ela olhava para frente e cumprimentava alegremente os civis que diziam alguma saudação. Sasuke não pode deixar de notar, no entanto, que os mesmos civis atiravam à ele olhares de reprovação ao reconhecer sua figura. Se havia algo que Sakura notou, foi isso.
No que parecia ser o décimo civil a encarar a figura de Sasuke, Sakura se virou e ergueu os olhos para encará-lo sem diminuir o passo. "Como você está, Sasuke-kun?" ela perguntou.
O Uchiha deu de ombros, honestamente sem saber como responder à sua pergunta de preocupação. Não necessariamente o incomodava que os moradores não gostassem dele. Ele ficou surpreso ao se encontrar mais preocupado com como sua presença compartilhada entre eles poderia afetar a reputação dela. Ele não achou que seria apropriado expressar isso e desviou o olhar do olhar dela para se concentrar em sua caminhada mais uma vez.
As ruas ficavam mais cheias à medida que se aprofundavam no centro da aldeia. Vendedores ambulantes se alinhavam ao longo do caminho, alvoroçados enquanto pediam aos transeuntes que experimentassem seus produtos. Aroma de arroz cozido no vapor e carne marinada enchia o ar ao redor deles e eram carregados pela brisa ondulante. Embora esses cheiros pudessem fazer o estômago de qualquer pessoa doer com o desejo de se saciar, o de Sasuke formou um nó quando viu um grupo de mulheres voltando suas atenções para o casal caminhando em sua direção. As mesmas expressões de rotina ocorreram: prazer em ver a médica e repulsa ao ver o Uchiha.
Uma das mulheres avançou à frente de seu grupo como se para protegê-los do casal que se aproximava. Ela ficou com os pés ligeiramente separados, para fazer-se parecer maior, uma mão apoiada em seu quadril e a outra segurando sua cesta de compras. "Sakura-san", ela disse, erguendo o queixo e olhando para a garota de cabelo rosa, virando o corpo ligeiramente para fazer sua saudação mais obviamente dirigida a ela. "É bom ver você por aqui. Você é tão respeitado, você sabe. Você não precisa se associar a um...", ela fez uma pausa e fingiu pensar profundamente antes de dizer, "degenerado". O grupo de mulheres acenou com a cabeça atrás dela, algumas cruzando os braços. Uma pequena multidão de aldeões diminuiu o passo para olhar para a tensão crescente no meio do caminho, confusão na maioria de seus rostos.
A mulher olhou incisivamente para Sakura com uma expectativa de concordância, ou talvez um suspiro exasperado por parte da médica na admissão de que essa escolta era obrigatória e indesejada. No entanto, a mulher ergueu as sobrancelhas em surpresa quando Sakura abaixou a cabeça e fechou os olhos, uma respiração lenta saindo de seus lábios de forma a acalmar-se ao invés de concordância. Mais aldeões diminuíram a velocidade em torno deles e voltaram suas atenções para o que parecia ser Sakura mantendo seu controle. Sasuke voltou seu olhar para Sakura também, com curiosidade.
"Todos aqui, ouçam", disse ela, seu tom baixo em advertência, mas alto o suficiente para que aqueles que os cercavam prestassem atenção em suas palavras. "A guerra acabou, e Sasuke-kun," ela enfatizou o título adicionado ao nome, "é um companheiro de Vila. Se vocês tiverem palavras para trocar sobre como ele não é bem-vindo ou não pertence aqui, eu encorajo vocês a pensarem duas vezes sobre como ele contribuiu para a sua salvação na guerra." Ela olhou em volta e fez contato visual com cada pessoa que parou. Seus olhos esmeralda queimaram algo furiosamente que Sasuke não conseguiu identificar. Ele sentiu sua boca se abrir ligeiramente em surpresa, diversão e alívio.
"E se vocês ainda tiverem algo a dizer", ela continuou, os punhos cerrados, " dirijam-se a mim primeiro. Entendido?"
Murmúrios se espalharam pela multidão enquanto as pessoas se arrastavam para fugir da tensão e evitar o brilho verde venenoso do olhar da rosada. A mulher que os confrontou pareceu encolher um pouco e curvou os ombros ligeiramente em retirada para o grupo atrás dela. "Claro," ela murmurou antes de virar as costas para eles e ser conduzida pelos outros em direção à porta da loja mais próxima. A multidão se dissipou para o que parecia ser a normalidade, voltando às ruas e permitindo que a dupla avançasse mais uma vez.
Sakura bufou bruscamente e estendeu a mão esquerda para trás para agarrar o pulso de Sasuke com firmeza. "Vamos," ela pediu baixinho enquanto liderava o caminho e puxava-o suavemente atrás dela. Ele permitiu que ela o guiasse. Na realidade, ele não tinha queixas. Ele ficou muito surpreso com as palavras que ela conseguiu anunciar para os moradores ao redor deles, além de como suas expressões genuínas o fizeram se sentir mais seguro.
Eles caminharam rapidamente assim por alguns minutos, seu ritmo claro com propósito. Quando eles dobraram uma esquina no que pareciam ser as ruas de um grande complexo de apartamentos, ela soltou o pulso dele e suspirou. Ela tensionou os ombros até as orelhas e os deixou cair, cansada. "Sasuke-kun—"
"Obrigada."
Sakura se virou para ver Sasuke coçando a nuca. Ela não pôde deixar de se sentir maravilhada com a visão. Seu olhar parecia estar procurando o chão no que parecia ser vergonha de olhar nos olhos dela. Suas sobrancelhas escuras franziram ligeiramente enquanto sua boca formava uma linha tensa. Sakura não disse nada e continuou a encarar a expressão dele ao perceber que não o via tão vulnerável, tão envergonhado, desde que eram jovens. Olhos preto e roxo encontraram coragem para encará-la como se gentilmente estivesse implorando para que ela dissesse algo em resposta.
Um sorriso se formou no rosto da garota enquanto ela colocava as mãos atrás das costas para refletir sua franqueza. "Claro, Sasuke-kun," ela o assegurou. "Eu quis dizer cada palavra lá atrás."
Sasuke abaixou a mão ao lado do corpo, sentindo a tensão em seus ombros relaxar. Ele acenou com a cabeça silenciosamente e caminhou ao lado dela para um edifício no centro do complexo. Eles pararam na parte inferior da escada que conduzia ao prédio de quatro andares. Sakura enfiou a mão no bolso da saia para revelar uma pequena chave de latão na palma de sua mão. "Sua unidade é a 505", disse ela, oferecendo a chave para ele. "Há alguns móveis pequenos e roupas lá que pudemos recuperar de seu complexo, mas não há comida." Ele pegou a chave da mão dela com os dedos, roçando com cuidado as pontas na palma macia. "As lojas fecham um pouco mais cedo do que antes, a maioria ao anoitecer. No entanto, os restaurantes ficam abertos até meia-noite se você quiser jantar tarde.
Um momento de silêncio pousou entre eles. Sakura se virou ligeiramente para sair. "Bem, então, eu vou—"
"Você—"
Os dois congelaram sem jeito e esperaram que o outro terminasse a frase. Sakura deu um pequeno sorriso e acenou com a cabeça para o Uchiha para permitir que ele continuasse. "Você quer jantar comigo mais tarde?" Ele perguntou baixinho.
Sakura ergueu as sobrancelhas em surpresa, um pequeno "o" se formando em seus lábios. "Ham, claro," ela disse enquanto suas bochechas ficavam rosadas. "Posso fazer o jantar para nós, se você quiser", ela ofereceu, imaginando que o passeio pela aldeia foi o suficiente de interação pública para ele em um dia. Quando Sasuke deu um pequeno aceno de cabeça em concordância, ela sorriu. "Eu moro no complexo de apartamentos Kawa, unidade 505, como a sua. Fica ao lado do hospital."
Sasuke acenou com a cabeça mais uma vez, felizmente sabendo a localização do trabalho dela.
"Sete?" ela perguntou.
"Aa."
"Vejo você então."
Ele observou enquanto ela se afastava, o balançar usual em seus passos que ele lembrava da sua infância ainda presente em seu andar. Com as mãos atrás das costas, a cabeça balançando de um lado para o outro, ele já sabia que ela estava cantarolando uma melodia para si mesma. "Até logo," ele disse suavemente, embora ela já não pudesse ouvi-lo, antes de subir os degraus de concreto para sua nova casa.
Nota da tradutora: Ai ai ai nem acredito que estou postando o primeiro capítulo dessa fic maravilhosa! É a minha primeira tradução também, então estou duplamente feliz!
Muito fofo a nossa Sakura defendendo o Sasuke né? *-* Essa fic aborda o desenvolvimento do relacionamento deles de maneira muito linda e natural! Enfim, sem spoilers hehe
Não deixem de comentar o capítulo e críticas construtivas de como melhorar a tradução são sempre bem-vindas!
Essa fanfic ainda está em desenvolvimento e conta com 23 capítulos até o momento. Pretendo trazer um capítulo por semana ou a cada 15 dias. Depende bastante do tamanho do capítulo. Além disso vou tentar intercalar com outras fanfics que estão em processo de tradução. Faço tudo sozinha e no meu tempo livre, por isso pode demorar um pouco. T.T
Enfim, obrigada thisthatfictions por permitir traduzir o seu trabalho! Thank you thisthatfictions for allowing me to translate your work, thank you so much!
Até o próximo capítulo, pessoal! ;)
