— Ele está morto? — perguntou o Akimichi, com uma careta, afastando-se um tanto assustado, do corpo, encontrado dentro de um pequeno barco de madeira. O desconhecido tinha ferimentos pelo corpo bastante comprometedores.

—Não. — Shikamaru checou os pulsos com seriedade. — Só está desmaiado. — ele analisou o homem de cabelos verdes por um momento, antes de girar o corpo musculoso para o outro lado, o deitando de costas no barco de madeira.

Ino, que estava atrás dos dois, se aproximou com curiosidade para observar melhor. Ela soltou um suspiro de exclamação, admirada. Ele era tão lindo quanto gostoso.

—Santa Kaguya que estás no céu — dramatizou, inclinando-se para admirá-lo de mais perto. — Esse provavelmente deve ser o homem mais gostoso que eu já vi em toda minha vida.

—Muito obrigada por sua consideração. — murmurou Chouji desgostosamente e Ino revirou os olhos. — Acho melhor nós não fazermos nada a respeito.

Shikamaru ergueu uma sobrancelha, fitando o Akimichi repreensivamente.

—Você já deveria estar acostumado com a Ino subestimando nosso orgulho e ferindo nossa masculinidade, Chou. — parada do seu lado, a loira estreitou os olhos irritadamente, mas nada disse a respeito. — Não podemos deixar o maluco de cabelos verdes aqui, você é idiota? Podem saquear o barco dele, o dinheiro dele e até mesmo matá-lo. Vamos levá-lo para a casa da Ino, que gentilmente se ofereceu para ser a enfermeira particular dele.

—Nani?! — ela arregalou os olhos. — Eu só disse que ele é gostoso, não me lembro de ter me oferecido para ser enfermeira de ninguém não! Seu desgraçado!

Shikamaru deu de ombros, fungando uma risada e então se levantou.

—Esse cara é muito pesado, vocês dois vão ter de me ajudar a carregá-lo. — os avisou, com uma expressão séria.

—E quanto ao barco e aos pertences pessoais dele? O que faremos a respeito? — Ino quis saber, piscando os olhos. —Vamos deixar aqui?

—Primeiro, vamos tirá-lo de dentro do barco. — o Nara revirou os olhos e ela concordou pacientemente. — Chou, ajude aqui.

(...)

Ele acordou abruptamente, atordoado. Não sentia mais o cheiro do mar, nem mesmo escutava o canto irritante dos pássaros. Estava deitado em algo macio e desgostosamente confortável. A questão é: como diabos ele tinha acabado ali?

—Meu barco. —Zoro soltou um palavrão, levantando-se da cama em um pulo. —Cadê a porra do meu barco? — desesperou-se, passando as mãos pelos cabelos esverdeados e andando de um lado pelo outro, completamente atordoado. O que tinha acontecido com ele afinal? Teria sido sequestrado? Tsc. Luffy e o maldito Sanji iriam gargalhar quando contasse essa história, pensou, exasperadamente, planejando fugir do quarto pela janela e ir atrás da porcaria do seu barco, que ele roubou para começo de conversa.

Ele podia escutar Nami rir enquanto dizia "ladrão que rouba ladrão tem cem anos de perdão" não quando o roubado era Roronoa Zoro.

Tsc. Inferno. Onde ele estava?

—Você acordou. — a porta do quarto foi aberta, revelando um homem de penteado e aparência estranha. O shinobi piscou os olhos, encarando o sujeito, pensando que era muito mais alto do que parecia desacordado.

—Quem é você? O que fez com o meu barco? Onde estão as minhas espadas, porra?