Após a fuga

Por: Thai Rezende

OBS: Os personagens de Saint Seiya Omega não me pertencem. Apenas os utilizo para liberar minha imaginação.

Após enfrentar Seiya e os cavaleiros de bronze, Titan e Pallas regressaram ao castelo. Chegaram juntos no quarto dela. Titan sentia-se decepcionado, não com Pallas, mas consigo mesmo. Como assim ela havia conseguido enganar seus olhos? Como ele havia falhado dessa maneira? Achou que, se afastando um pouco, a deusa descansaria melhor, mas foi ingênuo. Ele não deveria ter tirado os olhos dela. Jamais se perdoaria se acontecesse algo a ela. Ainda bem que conseguiu localizar-lhe o cosmo.

No entanto, um fato teria de admitir: o rosto dela estava mais corado. Sinal de que havia se divertido, mesmo que em pouco tempo. Tal situação deixou a mente do guerreiro em conflito: se ela havia conseguido se divertir sozinha, é sinal de que ele estava mais preocupado em protegê-la do que em entretê-la. Ou ele sequer tinha ainda pensado nisso?

O coração dele se confrangeu. Estava mesmo fracassando em sua missão?

- Nossa, foi divertido, mas eu estou cansada! – avisou Pallas.

Calmamente, Titan a tomou nos braços, a colocou outra vez sobre a cama e lhe pediu:

- Queira descansar agora, senhora Pallas, por favor.

- Está bem! Mas antes, quero falar com você! – ela impediu que ele desse meia volta e fosse até a janela.

- Pois não.

- Sente aqui, do meu lado! – ela deu espaço a ele.

Mesmo se sentindo desconfortável com o pefidit, ele se sentou ao lado dela. Ela continuou:

- Primeiro de tudo, obrigada por ter ido me salvar e também... Me desculpa por ter fugido. Isso não vai mais acontecer.

Ao dizê-lo, Pallas abriu um belo sorriso, o qual deixou Titan encantado. Também sorrindo, Titan respondeu:

- Não precisa se desculpar. Protegê-la é minha obrigação.

Ainda sorrindo, Pallas o abraçou e declarou:

- Obrigada de novo, Titan! Eu adoro você!

Ele não soube e talvez nunca saberia explicar a ternura que o acometeu naquele momento. Era um sentimento raro, alguma nunca antes experimentado. Pallas era de verdade a deusa do amor. Nem as traquinagens dela conseguiam deixá-lo com raiva. Totalmente tomado de afeto, Titan retribuiu o abraço, mas nada respondeu.

Ficaram abraçados por um tempo até que, com a ajuda do cosmo tranquilo dele, ela conseguiu adormecer. Então, ele se levantou, lançou um último olhar a ela e se moveu até a janela. Não arredaria os pés dali até que ela acordasse. Não sairia de perto dela. Não queria correr o risco de perdê-la outra vez.

Titan perdeu-se um pouco nas horas, enquanto o sol despedia-se no céu de Pallasbelda. Rememorava o dia, desde a hora em que Pallas fugiu até o abraço que ela havia lhe dado. Servi-la já não era uma obrigação. Era óbvio que não. No entanto, até onde aquela nova descoberta iria? Havia um propósito maior por cima de toda aquela assistência dispensada à deusa. Não deveria servir a ela porque simplesmente... Queria? Sim, ele queria. E era uma honra. Não havia mal em juntar no útil ao agradável. Ou teria?

Enquanto ele refletia, mal sabia que seus camaradas primários espiavam toda a situação, desde o começo.