Nota: Decidi traduzir os meus fics de Shingeki porque sim.
disclaimer: obviously don't own SNK.
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Levi detestava o verão. Detestava o calor, a humidade e o sufoco e na generalidade o ar quente nojento que se colava a tudo. Tornava tudo mais complicado. Limpezas, matar titãs, impedir-se de matar idiotas, mexer-se, respirar, existir. Não se podia fazer nada sem camadas de suor à mistura e que o deixavam compreensivelmente num humor ainda pior que o normal.
Já o detestara no Submundo, onde achara que era nojento e pegajoso o suficiente (se ao menos ele soubesse. Foda-se, se ao menos ele soubesse). Podia agora confirmar em primeira mão como era ter o sol a esturrar e cozer coisas directamente.
Era nojento.
Não haviam banhos suficientes que pudessem compensar aquele calor. Mesmo enquanto se lavava sentia-se suado. Já para não falar que só se podia despir até certo ponto, e a partir daí, tentasse o que tentasse - e porra, ele tentava - só lhe restava sofrer dentro daquele corpo a cozinhar.
Dormir também era um problema, mais que o habitual. Durante o Verão, Levi deitava-se na cama muito mais vezes, simplesmente devido ao facto que enrolar-se e aninhar-se numa cadeira significava que acumulava ainda mais calor. Pelo menos numa cama podia esticar-se todo na esperança desesperada de arrefecer.
- Os gatos fazem o mesmo - comentou Erwin uma vez. Levi rolara na cama e atira-lhe um olhar de morte.
Falando do cabrão.
Erwin era uma brasa. E estava-se a referir literalmente. Era uma brasa. A sua temperatura corporal já era elevada normalmente, mas piorava no Verão. Levi não sabia se era devido ao tamanho, de a estrutura muscular, se era só ele a querer ser irritante. Fosse o que raios fosse, todo ele era uma porra de uma fonte suada de calor que cobria a merda da cama toda porque ele era um gigante e grande de todos os lados. Se fizesse aquela coisa de se esparrachar como um gato, ficaria pendurado para fora da cama. Os lençóis não sobrevivam uma noite sem ficarem dolorosamente molhados.
E Levi dormia neles.
Deveria ser nojento como o caralho.
Puxando o cabelo transpirado para longe da testa com um grunhido, Levi rebolou para Erwin, prendendo os braços à volta do peito do homem e pressionando a bochecha contra ele.
- Foda-se, que calor - reclamou ele pela terceira ou quarta vez.
Erwin suspirou, bocejando enquanto os seus dedos afagavam suavemente o topo da cabeça de Erwin. - Sim, pois está. Este Verão tem sido terrível.
- Detesto o Verão.
- Eu sei.
- Detesto suor.
- Eu sei.
- Eu nunca, nunca, seria capaz de abraçar alguém tão transpirado, porra. Também sabes isso?
A mão de Erwin travou, espantado com a declaração espontânea. Levi não olhou para cima, mas esperava mesmo que Erwin recuperasse depressa porque gostava de sentir os dedos dele no cabelo. Erwin soltou um sorriso, a vibração grave ressoando pelo seu peito e contra a bochecha de Levi. Sentiu o sorriso que lhe prendeu os lábios, pouco depois de plantar um beijo molhado na sua testa brilhante.
Não o achava nada nojento.
- Eu também te amo.
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fim
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Obrigado por lerem, se acharem erros por favor digam.
