"Não é mais um pássaro escuro e cinza, feio e desagradável de olhar, mas um cisne gracioso e bonito."
- O Patinho Feio
Portland, a maior cidade do Oregon. Uma cidade de parques, montanhas e ar puro. Um das três cidades mais populosas do noroeste do Pacífico que vê mais dias chuvosos do que ensolarados. Quando você pensa sobre o Oregon, você pensa na abundância de florestas, montanhas, rios e lagos. E em Portland isso era abundante.
Isabella não tinha certeza se este era o melhor movimento para ela, mas foi uma decisão que ela decidiu arriscar. Ela tinha quase trinta anos agora, e em seus 27 anos ela nunca conseguiu chamar alguma cidade de lar.
O seu trabelho como editora lhe dava muita flexibilidade em relação à sua escolha de moradia, e Isabella estava sempre tentando encontrar o local perfeito onde se estabelecer e criar raízes, mas depois de quase 10 anos esta tarefa estava se tornando quase que impossível.
As ruas calmas de Portland foram uma mudança para ela. Isabella nasceu e nasceu em meio a saída, quase que caótica, de Nova Orleans. Uma cidade onde as festas nunca tinha um fim, e embora ela gostasse a alegria contagiante que a cidade passava, Isabella só queria um lugar silencioso e calmo onde pudesse ler e curti a vida de modo tranquilo.
E foi por isso que ela aceitou o conselho de sua velha amiga, Rosalee Calvert, e se mudou para Portland.
Isabella só esperava que essa fosse sua última mudança e que ela finalmente se estabelecesse de vez.
Isabella pegou mais uma das caixas cheias de livro de dentro do carro de transporte com esforço. Aquela deveria ser a quinta caixa de livros que ela pegava em vinte minutos, e Isabella veiculada a estupidez que fez ao recusar a ajuda dos carregadores.
Ela colocou a caixa ao lado das demais e voltou para o lado de fora. O transportador ainda estava cheio e, mesmo quando ela terminasse de descarregar como caixas, ainda faltaria guardar tudo aquilo. Seria um longo dia, um longo e cansativo dia.
Isabella foi pegar outra caixa quando o soprou bem em sua direção, o cheiro de laranjas a pegou desprevenida e ela se viu tropeçando na calçada da rua.
- Opa!
Mãos agarraram seu braço e o puxaram de encontro a um peito duro antes que ela caísse de cara no chão, ajudando-a se equilibrar novamente. Isabella estava um pouco desorientada por ter tropeçado, havia mais de uma década que não perdia o equilíbrio daquele jeito, e preparação a mão para retirar como mechas que lhe impediam de ver quem havia lhe ajudado.
- Sinto muito, eu me distrair completamente. - Isabella conseguiu se desculpar.
O homem a soltou só após garantir que ela recupere o equilíbrio sem sua ajuda.
- Está tudo bem - A voz falou, sua voz era suave e harmoniosa.
O estranho sorriu para Isabella. Era um sorriso polido, repleto de charme cortesão. Ele estava vestido roupas comuns, mas algo em seu cinto chamou a atenção de Isabella - um distintivo da polícia de Portland. Pela sua experiência pessoal, se tratava de um detetive.
Mas algo em seus impressionantes olhos verdes - da cor do musgo das floretas - e sem contraste que faziam com seus cabelos negros a deixou sem reação por um instante. Ele era extremamente belo e não Deveria ter mais de 30 anos.
Isabella trocou o peso do corpo de um pé para outro enquanto o estranho franzia a testa para ela, avaliando-a. Ela esquecera que estava no meio da rua, e olhou para as roupas que usava e para a pele suada e não conseguiu suprimir uma pontada de vergonha. Que estado mais miserável para uma moça que um dia já fora tão bela!
À primeira vista, os olhos de Isabella pareciam marrons claros, talvez até do tom de chocolate ao leite, dependendo da cor das roupas que usasse. De perto, porém, uma ambiguidade de toneladas era ofuscada pelo anel de ouro que envolve suas pupilas. Mas eram seus cabelos castanhos dourados que chamavam a atenção da maioria das pessoas. Em resumo, Isabella Swan fora abençoada com algumas características atraentes que compensavam a mediocridade dos outros traços; e, no início da adolescência, ela já descobrira que, com a ajuda de cosméticos, os traços comuns podem facilmente passar por extraordinários.
Agora, porém, postava-se diante do estranho sentindo-se quase um rato de esgoto! Isabella pulso as bochechas queimarem quando ele falou.
- Você é nova por aqui. Acho que não nos conhecemos antes. - Ele disse com um sorriso no rosto. Ele era amigável. - Nick Burkhardt.
Isabella ofereceu um sorriso. - Sim, sou de Nova Orleans. - Ela lhe estendeu a mão. - Isabella Swan. Ah, e obrigada por me ajudar.
- Sem nenhum problema. - Nick olhou para dentro do container e depois para ela com uma sobrancelha levantada. - São muitas caixas que você tem aí.
Isabella estrega a testa rindo levemente e concorda com a cabeça.
- Mudar nunca é um trabalho fácil, principalmente quando a tonta aqui mandou os carregadores embora. Não é exagero nenhum dizer que passarei o resto do dia carregando peso para cima e para baixo.
Nick abaixa a cabeça rindo e cruza os braços.
- Realmente não foi uma decisão muito inteligente. - Ele descruza os braços e pega uma das caixas. - Vamos, irei lhe ajudar.
Isabella lhe interrompe antes que ele possa dar mais um paço e balança a cabeça.
- O quê? Não, não posso deixar que faça isso. - Ela tenta pegar a caixa de volta, mas ele não deixa. - Olha, é muita gentileza da sua parte quer me ajudar ..., mas eu não posso deixar que faça isso. Primeiro que isso vai levar o dia todo, e em segundo lugar que não posso pedir para um detetive gastar seu dia com isso.
- Como você...?
- Foi bem fácil. - Isabella prende seu cabelo em um coque frouxo e suspira. - Você precisa afiar seus poderes de dedução, detetive Burkhardt. Olhe para o óbvio e parta dali. A maioria das pessoas ignora o que está bem diante de seus olhos. Elas acreditam que veem, mas, com frequência, enxergam apenas aquilo que querem ver. É por este motivo, precisamente, que você não se deu conta de como é fácil ler você.
Ela ajeita seu casaco fino e cruza os braços sobre os seios. - Tudo se resume a equações e fórmulas matemáticas. Se as evidências são e, ea questão é q, então, o que é igual ar para conseguir sua resposta? Simplesmente olhe para o que está diante de você e faça as contas.
Nick juntou como sobrancelhas. - Você está dizendo que deduziu tudo isso apenas me observando? Desculpe-me se eu acho extremamente difícil acreditar nisso. Não se pode aplicar fórmulas matemáticas às pessoas, senhorita Swan. Não existe uma equação para a emoção humana, há variáveis demais.
- Verdade. Não tenho nenhuma fórmula com a qual eu vou trabalhar em relação às certas ... emoções. - Uma centelha animada começou a brilhar nos olhos de Isabella que abriu um largo sorriso. - Contudo, há alguns instantes, quando você se inclina para pegar a caixa em seus braços, sua jaqueta subiu alguns me possibilitando notar um certo volume em sua cintura, pelo tamanho eu diria que se trata de uma pistola semiautomáticas calibre .40, que como sabe é uma arma utilizada pelos policiais civis americanos.
- Como foi que você viu isso? - Nick perguntou a ela, estreitando os olhos.
Isabella não revelou a resposta àquela pergunta, mas um ar de diversão passou momentaneamente ali e se foi, então, Nick exibiu que ela era atenta do que tinha jugado antes.
- Também notei, antes de pegar a caixa, que quando você puxou o seu cinto para cima - ela continuou a dizer - seus dedos da mão foram rapidamente para o distintivo preso nele que você tem o traje de, distraidamente, tocar com os dedos a jugar pelas manchas de oleosidade. A julgar pelo estilo e tamanho de seu distintivo, e pelos fatos de que: A) Já passa das oito horas e seu turno já começou e B) Você não está com o uniforme da polícia ... deduzi que o distintivo não poderia ser de ninguém mais do que de um detetive.
Ela fez outra pausa, descruzou os braços e balançou as mãos à sua frente.
- Pelo desgaste no local onde você o prende, e a falta do mesmo desgaste do outro lado, é fácil perceber que você sempre o encaixa na mesma posição e que já o faz a algum tempo. Eu diria mais de um ano, pelo desgaste, mas não mais do três anos.
Isabella mordeu o lábio, parecendo perdida sobre como prosseguir, mas mesmo assim continua a sua leitura. - Juntando tudo isso, não foi difícil deduzir que você é um detetive há pelo menos dois anos. - Ela, propositalmente, olhou de relance ao redor da rua, para mostrar seu ponto. - Está vendo? Todas as respostas que eu buscava estavam bem buscadas. Enfim. Você apenas precisa saber onde procurar pelas perguntas. Uma fácil fórmula aplicada ao Homo sapiens. E então, veja! A ciência reina sobre a natureza mais uma vez.
Nick a encarava com os olhos arregalados e sem acreditar havia ouvido. Em poucos segundos, aquela mulher havia lhe descrito sem esforço.
- Também ajuda eu ser filha de um ex-detetive, mas acredito que isso é o de menos.
Os dois se encaram por alguns estantes antes de gargalharem sem pudor.
- Impressionante, senhorita Swan. - afirma Nick afirma, após se controlar e parar de rir. - Considere-me impressionado.
- Eu insisto que me chame de Isabella, ou Bella. O "senhorita" é desnecessário.
- Se é isso que você deseja, então tem permissão para me chamar de Nick. Ou Burkhardt. - Nick sorri e faz um gesto com a cabeça em direção a entrada da casa de Isabella. - Agora, me permita lhe ajudar. Estou de folga mesmo que esteja usando o distintivo. Veja isto como um presente de boas-vindas à vizinhança. Aliás, eu moro na casa em frente a sua.
Nick segura a caixa com uma só mão e aponta para a casa em frente à de Isabella.
- Obrigada. - Isabella sorri e pega uma das caixas que faltava. - Bem se inste, vamos lá.
Com isso, ela e Nick começam a levar as caixas do contêiner que transportava os pertences dela para dentro da residência.
Foram necessários mais de vinte viagens conjuntas para levar as caixas para dentro da casa, e quase uma hora e meia para que Isabella guiasse Nick enquanto eles distribuíam os pacotes entre seus cômodos corretos.
- Bem, essa foi a última. - Isabella diz enquanto coloca a última caixa no escritório. - Agora só falta todo desempacotar tudo.
- A sua casa é bem impressionante - Ele afirma se sentando em uma das cadeiras do cômodo. - Mas devo dizer que achava que teríamos mais trabalho, sua casa está praticamente pronta quando tudo estiver arrumado vai ficar incrível.
- Pedi para um amiga que mora aqui ajeitar as coisas antes que eu chegasse. E tenho que dizer que ela fez um ótimo trabalho. Aliás, foi ela que me convenceu a vir morar aqui.
Nick começa a dizer algo, mas a concentração de Isabella já não estava naquela sala e sim no toque de um telefone que estava tocando, ou melhor, vibrando tão alto que ela acreditou estar bem próximo aos dois. No entanto, Isabella sabia que não estava; o telefone de Nick, que se encontrava em seu bolso traseiro, estava inerte o que significava que se tratava de seu próprio telefone. Telefone este que estava dentro de sua bolsa, no sofá da sala ... no andar de baixo. Eventualmente, o som de uma música, "The Fox (What Does The Fox Say?)" De Ylvis, ecoa pela casa e Isabella volta a sua atenção de volta para o detetive a sua frente.
Toda a perda de atenção de Isabella não durou mais que 25 segundos.
- Falando no diabo, essa é a minha amiga ligando e eu tenho que atender - esclarece Isabella se estabeleceu como escadas, sendo seguida por Nick. - A geléia está abastecida então sinta-se em casa.
Isabella pega seu telefone dentro de sua bolsa e atende a lição de vídeo de Rosalee, enquanto Nick voltava da cozinha com uma garrafa de água.
- Você, eu, amanhã à noite. Sem faltas! - Isabella ouve Nick se engasgar, mas ela não se vira para ver se ele estava bem. - E como uma ... tentativa de oferta de paz estou levando o almoço, seu favorito, e chego em menos de dez minutos.
- Não tenho tempo, Rosalee. Tenho que desempacotar como minhas coisas, dois livros para revisar e editar, além de ...
- Além de nada! Você é uma péssima mentirosa, Swan. - Rosalee levanta uma das sobrancelhas e sorri. - Você se lembra como se divertir, certo? Vamos, vai ser legal. Um noite só de meninas como antigamente. E podemos por o papo em dia.
- Rosalee ...
Rosalee começa a fazer uma carinha de filhote carente na frente da câmera do telefone e Isabella revira os olhos.
- Está bem! - Isabella diz e Rosalee sorri. - É melhor que o almoço esteja bom, ou você vai sofrer amanhã.
Isabella ouve alguém murmurando ao lado de Rosalee através do telefone. Pelo que Isabella entendeu, parecia ser se o gosto estiver tão bom quanto o cheiro . - Está trazendo alguém, Rosalee?
Rosalee olha para o lado e depois de volta para a câmera.
- Sim, eu já te falei sobre ele. O Monroe. Achei que você precisaria de uma mãozinha com as caixas da mudança e o chamei para ajudar. Espero que não tenha problema.
Isabella sente Nick se aproximar dela por detrás.
- O relojoeiro de quem você tem uma queda maior do Grand Canyon? Sim, eu me lembro de você falar sobre o Monroe. Não acho que eu consiga esquecer mais de cinco horas de falação sobre ele, Rosalee querida.
Um sorriso digno do próprio Gato de Cheshire se abre no rosto de Isabella a medida que o roto de Rosalee fica mais vermelho que uma cereja e seus olhos se arregalam. Nick tenta esconder uma risada com uma tosse, mas sem sorte, a sua risada começa a escapar por entre o punho que cobria sua boca.
- ISABELLA!
- O quê? - Isabella pergunta, inocentemente. - Disse algo que não Deveria, Rosalee querida?
- Você é a pior pessoa que eu conheço. Sabe disso, não é? Não entendo como ainda somos amig ... Nick? O que você está fazendo aí?
Isabella olha sobre o ombro vendo Nick cumprimentar Rosalee com sua garrafa de água antes de voltar os olhos para telefone. A cor havia sumido do rosto de Rosalee, e algo parecido com medo se instalou em seus olhos.
- Rosalee. Monroe.
- Espera aí - interrompeu Isabella. - Vocês três se conhecem?
- Esse foi o detetive que me especializou quando o Freddy morreu, se lembra? Depois daquilo viramos amigos e às vezes eu o ajudo com os casos.
Isabella movimenta a cabeça em concordância, mas algo na frase de sua amiga mais antiga a faz parar e reconsiderar suas palavras.
- Rosalee, sem ofensas, mas você é uma farmacêutica como poderia ajudar nos casos? Digo, um ou dois casos tudo bem, eu acho ..., mas me aproveitando que você quis dizer que o ajuda quase que diariamente. - Isabella franze os lábios e olhos fixos nos olhos de Rosalee - Você está me escondendo algo, Rosalee Calvert.
- ... Hum, que tal conversamos quando chegarmos? - Rosalee tenta desconversar. - Olha, já estamos quase na rua. Nos vemos em poucos daqui a pouquinho. Beijos.
Isabella olha para Nick que encolhe os ombros sem saber o que dizer, então ainda sem sentido o que havia acontecido vai para o lado de fora esperar pela chegada de Rosalee e do Monroe, deixando Nick do lado de dentro.
Não se passou muito tempo antes que um fusca amarelo e velho estacionasse atrás do Jeep Grand Cherokee cinza de Isabella e dele sair uma alegre Rosalee que começou a correr em sua direção com os braços abertos.
- Isabella, ah, Isabella! - Rosalee gritou, enquanto se jogava em Isabella.
Ela tinha se esquecido como Isabella era dura; era como correr direto para um muro de concreto. Um muro de concreto macio, se é que isso fez sentido.
Rosalee abraçara-a, ofegando, tentando sentir o máximo possível o cheiro da pele de Isabella. Não era igual a nada - não era floral nem picante, nem cítrico nem almiscarado. Nenhum perfume no mundo podia se comparar a aquilo. Era como se o puro inverno tivesse se impregnado na pele de Isabella. Sua memória não lhe justiça.
Ela não provou quando o ofegar se transformou em algo mais - só viu que estava chorando quando Isabella arrastou-a para dentro e para o sofá da sala e abraçou apertado. Era como se sentar ao lado de um amontoado de neve, um amontoado de neve que contornava confortavelmente o formato de seu corpo. Isabella afagou suas costas num ritmo suave e esperou que Rosalee se controlasse.
- Eu ... Desculpe - balbuciou. - Estou tão ... feliz ... por ver você!
- Está tudo bem, Rosalee. Está tudo bem.
- Sim - chorou.
Monroe tinha entrado na casa e estava arrumando o jantar na cozinha enquanto conversavam em voz baixa para não atrapalhar as garotas.
Isabella suspirou.
- Tinha me esquecido de como você é cheia de vida - disse ela, e sua voz era de alegria.
Rosalee olhou com curiosidade enquanto um leque enigmático de emoções passava pelo rosto de Isabella. Algo a estava incomodando - o que havia acontecido durante a ligação. Mas Rosalee não tinha certeza. Depois, deliberadamente, Isabella se inclinou e farejou o ombro de Rosalee.
Ela ficou paralisada.
- Que estranho - murmurou ela, farejando Rosalee mais um pouco.
- O que está fazendo?
Ela ignorou uma pergunta de Rosalee.
- Você está com um cheiro horrível - disse Isabella distraída, franzindo a testa. - Cheiro de cachorro molhado.
Rosalee se encolheu e Isabella franziu o nariz de novo como se sentisse um cheiro desagradável.
- Você adotou um cachorro ou algo assim? - Isabella perguntou.
- Ou algo assim. - Rosalee respondeu enxugando seu rosto coberto por lágrimas. - Que tal conhecer o Monroe.
Isabella sorriu deixar o assunto do cheiro desagradável de lado, se apresentado junto com Rosalee e as duas foram para a cozinha.
Nick estava tirando algumas bebidas do frízer e o seu lado estava Monroe. Ele era um homem visivelmente alto, vários tipos mais alto que Nick, tinha uma construção magra e ligeiramente musculosa; Seus olhos assim como seus cabelos, levemente ondulados, eram castanhos. Ele ostenta uma barba rala.
- Monroe - a voz de Rosalee rompeu o curto silêncio -, esta é Isabella Swan. Minha melhor amiga de infância. Isabella, este é o Monroe.
- É muito bom conhecer você - O andar de Monroe era lento e cuidadoso ao se aproximar de Isabella. Ele ergueu a mão, inseguro, e Isabella se aproximou para cumprimentá-lo.
- Obrigada. Fico feliz em conhecê-lo também. - disse Isabella, e ela quicou para frente para lhe dar um beijo no rosto. Ela ficou assustada ao sentir Rosalee enrijecer ao seu lado. Ela olhou para o rosto da amiga e balançou a cabeça em entendimento.
- Agora entendo a sua ressalva. - Isabella diz, enquanto afastasse de Monroe e cruza os braços sobre os seios. Ninguém tocar o sabre que dizer nem saber do que ela estava falando. - O jeito de cachorro molhado ... - Isabella riu e olhou para Rosalee com acusação. - Um Blutbad , Rosalee? Você realmente achou que eu não sentiria o cheiro?
Monroe afasta-se assustado e woge para a sua forma wesen. Isabella também woge ... Ela agora tinha dentes afiados, pelo opaco e branco cresce por todo o corpo com manchas pretas que variavam entre manchas e listras. Seus olhos também mudam de cor, a cor castanho chocolate mudou para verde brilhante, da cor de uma esmeralda.
O barulho de uma arma sendo desbloqueada chamou a atenção de Isabella que virou na direção do som. Nick estava com sua arma apontada para sua cara. Entretanto, não foi isso que chamou a atenção e sim os olhos dele.
De perto, os olhos de Nick, antes um verde musgo, se tornado como um calmo mar cinzento. Imperturbados. Dormentes.
Mas ... no canto superior ... movimento.
Não; não movimento nos olhos dele.
Atrás de Isabella.
Ela não estava sozinha com os demais.
Rastejando para baixo da parede de sua casa, uma imensa besta, com garras e escamas e pelo e presas, se aproximou do chão. Em sua direção.
Isabella manteve uma respiração tranquila. Não deixou que farejasse um pingo de seu medo - o que quer que fosse.
As patas imensas eram quase silenciosas sobre o chão, seu pelo, uma mistura de preto e dourado. Não parecia uma besta destinada a caçar naquela região. Certamente não com a protuberância de escamas escuras nas costas. E os olhos grandes e brilhantes ...
Isabella não teve tempo de reparar naqueles olhos verde-esmeralda quando a besta atacou. Mas nenhum impacto veio. Apenas neve e frio e vento.
Não há nada diante de si. Atrás dela.
Apenas escuridão.
Então, Isabella piscou.
Onde Isabella estava de pé ... aquela besta estava agora sentada, uma cauda escamosa se agitando distraidamente.
Ela observava Isabella.
Não; não observava.
Olhava de volta para Isabella. Seu reflexo.
Só que espreitava sob sua pele.
Isabella piscou novamente, woge de volta e, assustada, andou para atrás até de encostar na parede.
- Grimm . - sussurrou, tremula. - Você é um Grimm .
