N/A
— capa por Violet Hood
— todos os personagens pertencem ao universo de J.K Rowling e eu não lucro com nada disso
— fanfic postada para o projeto incrível Pride Month fanfics
10/01/2018
"Melhores amigas para sempre", eu acreditava muito nessas palavras quando era mais nova, uma adolescente que só queria ter amigos e não se sentir excluída sempre, mas, com o passar do tempo, minha inocência de acreditar que eu poderia ter amigos de verdade, acabou.
A questão é que ontem, em um cenário improvável mesmo dentro da minha imaginação fértil, reencontrei alguém que significou muito para mim no passado e isso fez minhas perspectivas mudarem completamente.
X
Acordar cedo e bem humorada era só mais uma das características de Luna que a maioria das pessoas não compreendia. A questão é que ela gostava de ver o sol nascer. Ver a maneira como a natureza reagia aos primeiros raios solares do dia inspiravam os quadros que a garota pintava e as músicas que escrevia.
Aquela manhã de quarta feira, porém, estava sendo bem diferente do habitual. O dia havia amanhecido chuvoso, com nuvens escuras cobrindo o sol e, por mais que Luna lidasse muito bem com imprevistos, nenhuma de suas tentativas de chegar ao local onde deveria estar, estava dando certo.
A galeria na qual suas artes seriam expostas ficava a vários quilômetros de distância de sua casa e nem um dos transportes que ela tentava parecia estar fazendo aquela rota naquele momento. Sem desviar os olhos do celular por onde mantinha suas tentativas, Luna vestiu sua capa de chuva amarela enquanto colocava suas telas em uma bolsa de pano que ela mesma havia costurado, esperando que a bolsa fosse proteção suficiente para que suas telas não tomassem chuva.
Descendo as escadas do prédio, Luna estava distraída o suficiente para não notar a presença de outra pessoa ao seu lado, caminhando apressadamente na mesma direção que ela. As duas acabaram por se chocar na calçada onde um táxi havia acabado de estacionar.
— Desculpa, mas eu preciso pegar esse táxi agora. — disse a mulher ao seu lado, indo em direção ao carro amarelo sem esperar uma resposta vinda de Luna.
Acontecia raramente, mas Luna era capaz de ficar irritada e profundamente mal humorada e aquele era um desses momentos. A chuva agora estava mais forte e ela sabia que mesmo dentro da bolsa de pano, suas telas não estavam tão protegidas quanto que queria era aproveitar o único táxi que havia aparecido em frente ao prédio em que morava, mas agora uma pessoa aleatória parecia achar que suas necessidades eram mais importantes que as dela.
— Eu sinto muito, mas eu estou procurando um carro desde o momento em que acordei! — exclamou Luna em tom irritado — Você pode ficar aqui e esperar o próximo, mas eu vou chegar na galeria de arte ainda hoje!
— Se quer saber. — respondeu a mulher ao seu lado, se afastando do carro e se virando para encarar Luna. — Eu também estou procurando um carro desde que acordei, e eu preciso estar no estádio antes que…
A mulher, porém, nunca pôde terminar de dizer o motivo de precisar estar onde tinha que estar, pois seu olhar mudou de raivoso para surpreso e então feliz ao encarar mais de perto para o rosto da jovem de cabelos loiros e olhos azuis.
— Luna?! — disse a ruiva, agora ignorando completamente a maneira como seu guarda chuva não a cobria por completo e fazia com que suas roupas molhassem.
— Ginny? — disse Luna no mesmo tom surpreso da amiga.
Os minutos seguintes foram de abraços, sorrisos e palavras felizes e desconexas, como se em nenhum momento ambas estivessem prestes a brigar por um táxi, como se não estivessem atrasadas para seus próprios compromissos.
Luna gostava de ver os raios solares se esparramarem por sobre a superfície da terra. Naquele dia as nuvens encobriram o sol, mas olhar para Ginny e seus cabelos flamejantes assim como seus olhos castanhos e brilhantes era, para ela, equivalente a observar os primeiros raios solares de uma manhã agradável.
X
15/01/2018
Eu perdi a exposição da galeria, mas ter Ginny na minha vida outra vez faz tudo valer a pena. Ela me ajudou a secar minhas telas que molharam com a chuva, escutou as músicas que compus no piano e também me contou como andava sua vida nos últimos anos.
Eu sempre soube que ela se tornaria uma ótima atleta e não poderia estar mais orgulhosa da profissional que se tornou, com diversos patrocinadores e contratos para jogar futebol em times importantes.
Me sinto próxima dela como se nunca tivéssemos ficados anos sem nos ver, e acho que também confio nela, a ponto de me sentir pronta para dizer o que preciso dizer.
X
A noite estava agradável quando Luna chegou no campo de futebol onde Ginny iria treinar com as outras mulheres do seu time. Sentada nas arquibancadas, a loira observava de longe Ginny marcar gols e acenar para ela sempre que podia, a fazendo corar sem nem perceber.
— Eu quero escrever uma música sobre constelações — disse Luna para as criaturas invisíveis que sabia que a rondavam. Aqueles pequenos seres eram sempre os primeiros a saber sobre suas criações e Luna sabia que era graças a cada um deles que seus quadros e músicas faziam o mínimo de sucesso entre outros artistas e o público em geral. — Ginny tem constelações pelo seu rosto e seus braços, eu quero escrever sobre isso e quero escrever sobre minha vontade de ser lua…
Luna notou, momentos depois, que cabelos flamejantes que eram tocados pelo vento se aproximavam dela. Ginny sorria de maneira radiante para Luna. Com uma garrafa d'água em uma das mãos, ela caminhava até o assento da arquibancada no qual sua amiga estava.
Naquela noite, Luna havia resolvido usar um dos vestidos que ela mesma havia costurado. Era fora do convencional e atraia olhares de estranhamento de outras pessoas, mas Ginny não pareceu se importar, elogiando a peça de roupa quando a encontrou horas mais cedo.
— Vem, vamos até o vestiário. Quero te apresentar para algumas amigas minhas! — exclamou Ginny puxando Luna pela mão e a guiando para o lado oposto do campo, até um cômodo de tamanho mediano onde outras jogadoras se encontravam.
O vestiário estava ocupado por mulheres com o uniforme verde do time pelo qual Ginny jogava e a maioria parou o que estava fazendo para olhar para Luna quando ela entrou no local logo atrás da jogadora. Suas expressões eram de curiosidade, mas apenas uma delas verbalizou o que Luna achava que era de pensamento comum entre elas.
— Pessoal, essa é Luna Lovegood. Nós somos amigas desde o colégio, mas só voltamos a nos reencontrar agora. Luna, essas são minhas colegas de equipe! — exclamou Ginny.
— Sua amiga é bem… diferente. — disse uma das jogadoras, a mais alta entre elas. Ela falava como se Luna não estivesse presente, uma situação que a loira estava acostumada a passar. — Era meio esquisito vê-la falando sozinha nas arquibancadas, mas ela parece ser legal.
— Luna está bem aqui na sua frente, Alice, você pode falar diretamente para ela. — rebateu Ginny. Luna não pôde deixar de lembrar de todas as vezes que a amiga a defendeu de comentários maldosos de seus colegas da época da escola, um dos motivos que faziam com que nutrisse um carinho ainda maior pela ruiva. — Ela não é esquisita, é um gênio. Suas músicas são ouvidas em várias plataformas de streaming e os quadros que ela pinta são vendidos em diversas regiões do país.
Luna não pôde evitar de se sentir lisonjeada pelo modo como Ginny havia se referido ao seu trabalho e a mudança de postura entre suas colegas de equipe ficou evidente após seu breve discurso. Sempre tinha sido assim entre as duas, Luna era vista como esquisita por outras pessoas, menos por Ginny, que sempre que podia a defendia de piadas e olhares maldosos de pessoas de fora.
Enquanto Ginny tomava sua ducha pós treino e trocava seu uniforme por roupas mais casuais, Luna manteve conversas amigáveis com as outras jogadoras do Harpias de Holyhead. Era evidente que todas elas ainda estranhavam seus trejeitos e gestos enquanto conversavam.
Elas franziam o cenho toda vez que a loira passava uma mecha do próprio cabelo em um dos olhos ou quando mexia suas mãos de maneiras não convencionais. Luna, porém, não dava a menor importância para a atitude delas e, quando Ginny anunciou estar pronta para irem embora, se despediu carinhosamente das jogadoras, seguindo a amiga até o estacionamento de carros, em seguida.
— Achei que Michael Corner viesse aos seus treinamentos. — comentou Luna enquanto caminhavam até o carro prata que pertencia a Ginny.
Luna não pôde deixar de perceber como sua pergunta havia causado uma expressão de repulsa na amiga.
— Terminamos há mais ou menos dois anos, ele era um idiota que não aceitava uma mulher que entende tanto de futebol quanto ele. — respondeu Ginny abrindo a porta do passageiro para Luna e entrando pela porta do motorista em seguida. — Depois disso eu e Dean Thomas nos aproximamos, você lembra dele? Nossa relação deu certo por algum tempo, mas também chegou ao fim, desde então não penso muito em relacionamentos.
— Ah, sim. — foi tudo que Luna foi capaz de dizer enquanto Ginny ligava o motor e começava a manobrar o carro para fora do estacionamento do estádio.
— E você? Tem saído com alguém ultimamente? Eu lembro de você falar sobre Rufus Scamander quando estudávamos juntas…
— Rufus e eu saímos por um tempo, sim. — disse Luna, sentindo frio na barriga enquanto as palavras saiam de sua boca. Aquilo era algo raro de acontecer, pois ela sempre foi o tipo de pessoa direta e sincera, causando até certo desconforto nas pessoas ao redor. A questão era que com Ginny tudo era diferente. — Mas decidimos ser só amigos depois que eu… depois que eu comecei a perceber que gostava mais de garotas do que de garotos.
Verbalizar aquilo não era exatamente uma novidade, já fazia alguns anos desde que Luna havia percebido sua atração por mulheres. Ela nunca havia se envergonhado de ser quem era, muito menos sua pequena família sentia vergonha das maneiras que Luna tinha de se expressar e de ser. Mas com Ginny tudo era diferente, se importava com o que ela pensava.
Sem desviar os olhos do volante, Ginny sorriu, tranquilizando Luna, e dizendo em seguida:
— Estou feliz por sua descoberta, querida. Nada melhor do que sermos quem a gente é, certo?
X
20/02/2018
Mesmo tendo vidas diferentes, eu e Ginny estamos nos vendo todos os dias desde o nosso reencontro. Ela dirige bem e nos leva para onde precisamos ir, mesmo que seja longe, tudo isso porque valoriza nosso contato e a minha companhia.
E essa última parte tem ficado bem evidente… Ontem nós fomos até A Toca, a casa onde a família dela mora em Ottery St Catchpole, e todos os irmãos dela estavam lá, os pais dela também, mas isso não a impediu de conversar comigo enquanto alternava em atualizar sua família sobre como está sendo morar na capital da Inglaterra e jogar para uma das maiores ligas femininas da Grã-Bretanha.
Eu nunca lutei contra sentimentos, sempre acreditei que devemos experimentar todas as sensações que estão dispostas ao nosso redor e tentar extrair o melhor disso. Por isso, não estou com medo do calorzinho no peito que tenho sentido sempre que eu e Ginny estamos próximas.
X
— Eu acho que não sirvo pra isso, Luna. — disse Ginny ainda encarando sua tela em branco com um pincel numa mão e tinta na outra.
As duas estavam num dos quartos do apartamento que era reservado para pintura e desenho. Ambas estavam de frente para seus cavaletes com uma variedade de tintas e lápis ao redor com intenção de deixar a criatividade fluir como fora proposto por Luna.
— As pequenas criaturas que ficam ao redor de mim quando estou prestes a criar alguma coisa boa também estão ao redor de você agora, Ginny, eu consigo vê-las. — disse Luna, numa tentativa de encorajá-la. — Concentre-se nelas, deixe que elas falem com você.
Ouvindo as palavras da jovem loira, Ginny respirou fundo antes de mergulhar seu pincel no tom de amarelo mais brilhante da paleta de cores a sua frente, e começar a pincelar o quadro em branco como se agora pudesse ouvir as vozes das criaturas das quais a mulher ao seu lado falava. Ginny estava visivelmente radiante enquanto observava os resultados de seus movimentos com o pincel tomando forma em sua frente.
Feliz com o avanço da amiga, Luna se afastou do próprio cavalete para olhar a tela dela. Um sorriso nasceu em seus lábios ao contemplar as formas geométricas pintadas de um tom amarelo tão vivo quanto a aura de Ginny. Era lindo e Luna desviou seu olhar do quadro para olhar para a amiga e verbalizar isso, mas o que quer que estivesse em sua mente foi apagado quando ela notou a proximidade do seu corpo com o corpo da ruiva ao seu lado.
Ginny não fez menção de querer quebrar a proximidade crescente entre elas. Suas respirações estavam agora sincronizadas e Luna conseguia ver todas as sardas do rosto bonito de Ginny como constelações infinitas que foram se tornando cada vez menores, até que ela percebesse que os lábios das duas estavam se tocando.
E o que começou como um beijo breve e tímido, passou a crescer como as batidas dos corações de ambas: intenso como dois tambores em ritmo de festa.
X
28/06/2018
Tudo é tão simples e natural ao lado de Ginny. Eu nunca precisei pedir para que ela ficasse porque ela sempre se manteve ao meu lado, assim como eu sempre vou estar ao lado dela.
Ontem ela teve uma partida de futebol importante, foi Harpias de Holyhead contra Puddlemere United e eu estava na arquibancada, vestida de verde e amarelo como as jogadoras do Harpias, observando Ginny marcar gols e gritando de felicidade ao perceber que o Puddlemere estava ficando para trás.
Eu sempre soube que sou impulsiva e que meu jeito de demonstrar felicidade é extravagante demais para as pessoas ao redor, o que não esperava era ficar tão eufórica pelo Harpias ter vencido o jogo que precisei descer das arquibancadas para parabenizar Ginny sem pensar nas consequências de mais de mil pessoas, ao lado da imprensa, verem nós duas nos beijando em meio a comemoração.
Isso não pareceu incomodar Ginny nem um pouco. Ela estava radiante e olhava para mim com seus olhos castanhos e vivos como se não houvesse ninguém ao nosso redor.
X
Enquanto Luna era calma e paciente, Ginny era passional e por vezes explosiva. Acontece que suas agendas nem sempre calhavam de estar sincronizadas, o que resultava em estresse causado por tentativas de reagendamento de compromissos importantes ou em semanas em que elas mal conseguiam conversar ou ver uma a outra por estarem em cidades, estados ou países diferentes.
Naquela manhã, Ginny havia se lembrado, de última hora, de que tinha um compromisso, não podendo assim acompanhar Luna até a casa dos Lovegood onde almoçariam juntos como fora combinado. A ruiva trocava suas roupas casuais por trajes mais profissionais rapidamente, andando de um lado para o outro procurando seus pertences no quarto que pertencia tanto a ela quanto à Luna.
— Você não pode terminar essa entrevista um pouco mais cedo hoje? — perguntou Luna ainda deitada na cama que dividiam com seu pijama azul estampado com estrelas e planetas. — Já é a quarta vez que desmarcamos o almoço com meus pais e eles realmente querem te conhecer!
— Eu já desmarquei entrevistas antes pra te acompanhar em suas exposições, não posso fazer isso de novo agora. — respondeu Ginny passando um pente em seus cabelos flamejantes antes de amarrá-los em um rabo de cavalo atrás de sua cabeça.
— Eu não sabia que tinha sido um sacrifício tão grande desmarcar seus compromissos das outras vezes. — disse Luna em tom magoado.
Ginny, porém, ignorou o comentário, beijando brevemente os lábios dela em despedida, ela saiu do apartamento que haviam alugado juntas, sem olhar para trás.
Mesmo sem a namorada, Luna foi até a residência dos Lovegood onde encontrou Xenofílio e Pandora a esperando para um almoço que seria um pouco diferente do que haviam imaginado. Sua única filha não estava tão feliz como de costume, mas eles preferiram não comentar sobre, fazendo o possível para manter conversas agradáveis que não os remetesse a ausência de Ginny.
A tarde estava começando a chegar ao fim quando Luna decidiu subir para o quarto que pertencia a ela quando ainda morava com seus pais. Queria passar alguns instantes no local antes de se despedir e voltar para seu apartamento em Londres. Estar entre as memórias de sua versão mais nova certamente ajudaria a lidar com os sentimentos negativos que a rodeavam naquele momento.
Entre olhar seus antigos objetos de decoração e as pinturas que havia feito nas paredes do local, Luna não percebeu que outra pessoa havia entrado no cômodo até sentir o aroma floral que era cada vez mais familiar a ela. Virando-se em direção a porta, Luna foi surpreendida por uma radiante Ginny que caminhava em sua direção.
— Acho que seus pais gostaram de mim. — disse ela. — Pelas fotos eu sempre soube que você e sua mãe eram muito parecidas mas, pessoalmente, pude ter ainda mais certeza.
— Ginny! Eu achei que você não fosse conseguir deixar a imprensa antes das 18h! —exclamou Luna antes de ser puxada por um beijo pela namorada.
Qualquer possível motivo existente para Luna retomar o início de briga que ambas haviam tido mais cedo, se esvaiu quando a mesma sentiu os lábios de Ginny contra os seus. Elas estavam ali, juntas, beijando-se carinhosamente, demonstrando não verbalmente como possíveis desentendimentos haviam ficado para trás e isso era tudo o que importava.
Sentando-se na cama de solteiro que pertencia a versão mais jovem de Luna, ambas permaneceram entrelaçadas, sem trocar palavras por alguns momentos, apenas apreciando a companhia uma da outra antes de Ginny afastar, ligeiramente, seu corpo do corpo de Luna a fim de pegar um objeto guardado em um dos bolsos de sua jaqueta.
— Eu comprei isso no caminho, vindo para cá. — disse ela, abrindo uma pequena caixinha preta que continha duas pequenas jóias que pareciam se completar através de seus contrastes de cores. — Esses braceletes fizeram com que eu me lembrasse do nosso reencontro. Um dia chuvoso e caótico, ao mesmo tempo perfeito e único.
Colocando um bracelete no próprio pulso e outro no pulso de Luna, Ginny sorria para a namorada, que sorria de volta com o mesmo sentimento compartilhado. Após tantos anos distantes uma da outra, estavam juntas novamente e nada faria com que fosse diferente.
X
10/01/2019
Hoje faz um ano em que eu e Ginny estamos juntas e ela parece tão feliz quanto eu. Ela continua sendo a musa que inspira minhas músicas, meus desenhos e minhas pinturas e eu continuo sendo a pessoa que está sempre nas arquibancadas torcendo para que seja ela a erguer a taça de campeã.
E agora eu tenho amigos! Amigos de verdade, que não dão risada das minhas roupas ou do meu jeito diferente, são pessoas que já estavam na vida de Ginny e agora estão também na minha, torcendo pela minha felicidade e pela dela.
As criaturas invisíveis que sempre conversam comigo tem estado alegres de um jeito que nunca vi está bem e eu não poderia estar mais feliz.
Espero que tenham gostado e eu agradeço muito a GB Murphy por ter sido minha beta nessa fic .
Sei que no canon a mãe da Luna (Pandora) morreu quando ela era criança mas essa fic é minha então eu faço as regras bjs.
Comentários são sempre bem vindos e obrigada por ter lido!
