NA:Saint Seiya pertence a Masami Kurumada e às empresas licenciadas.Imagens retiradas da internet, todos os direitos reservados ao autor.Betagem por @SonneBoa noite amores!
Eu e a @Anesan estamos trazendo nossa primeira história em parceria. Esperamos que gostem do que preparamos.
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Alsácia, um lugar belo, ladeado por colinas, os campos verdejantes eram sempre presentes, tornando aquele reino ainda mais belo e majestoso, ao centro ficava o castelo ventobravo que se erguia imponente, branco com suas telhas azuis e que contrastava com as casas da população, por seu tamanho.
Naquela manhã, mal o sol havia raiado e os servos do castelo já estavam numa intensa movimentação, uns corriam com tecidos de seda vermelho que acabara de chegar de Anon-Sul, outros davam os últimos retoques na imensa mesa, enquanto alguns ajeitavam a bebida e na cozinha, as cozinheiras já se esmeravam em preparar leitões assados, faisões, ensopados e saladas que seriam servidos no jantar.
Os estandartes com os brasões da casa Ruschell estavam por todas as novecentas janelas do castelo, e também nas centenas sacadas. Alguns decoradores terminavam de colocar no salão o falcão negro de duas cabeças bordado no mais suntuoso jacquard, que era o brasão do reino, outras.decoradoras decoravam com rosas vermelhas o castelo.
Em um canto do salão podia se ver um enorme bolo de seis andares. Do novo mundo, veio um doce chamado chocolate, era o frisson da nobreza, havia o brasão estampado e estavam embrulhados em pequenas folhas de ouro. Tudo estava suntuoso, digno de uma coroação. Tudo era acompanhado de perto pela rainha.
— Um banquete para mil e duzentas pessoas, um desfile militar, todos com uniformes novos com faixas de cetim vermelho sangue de minha própria criação, e para divertir: elefantes dançantes, sem contar as barracas com acrobatas e cartomantes. — Serafine falava com orgulho na voz.
Saga tinha um ar de preocupação, não que seu reino estivesse em dificuldade financeira, mas ele sempre tendia a poupar o ouro de seu reino.
— Serafine, por Deus! Gastamos uma fortuna no enterro do meu pai, até agora não entendi para que cobrimos de ouro o túmulo dele.
A bela rainha de Saga era jovem, a pele branca como neve e macia como pêssego, os lábios volumosos e naturalmente vermelhos, os cabelos longos e loiros quase brancos e seus olhos verde-chá eram hipnóticos e sensuais, ela sorriu de lado.
— Então os preparativos de sua coroação são de mal gosto? — Perguntou com uma cara decepcionada.
— São caríssimos, querida. — Saga dizia apoiando as mãos na espada da qual não se separava.
— Excelente! É exatamente o efeito que eu almejava. Líderes de cinquenta países virão para a sua coroação e se hospedarão conosco esta semana. São leões procurando em cada passo nosso sinais de fracasso, se hesitar em poupar, vai parecer que somos gazelas feridas implorando para se aliar com nossos inimigos, testar nossas fronteiras, desafiar nossos interesses. — Falava com empolgação quando virou de frente para ele. — Querido, mostre para eles quem é o rei da Alsácia, quem tem a maior jazida de ouro do mundo. — Deu um pequeno selinho no marido e rei. — Ahh! Essas penas de pavão vão para a mesa. — Saiu correndo atrás das servas que carregavam os adornos.
— Mulheres... — Saga suspirou e sorriu, ainda observava a esposa de longe quando sentiu uma mão em seu ombro, ao se virar, viu que era o amigo Milo, rei de Avon-The. Ambos se abraçaram.
— Meu amigo, há tempos vejo que tenta em vão controlar os gastos da Vossa Rainha. Acredite, é impossível! Eu tive esta experiência. — Milo falou cabisbaixo.
— Sei disso, meu amigo. — Saga deu uns tapinhas nas costas de Milo — Mas sempre temos a esperança que elas mudarão — Olhou para os lados e voltou-se ao outro — E onde está Hyoga? — Saga sorriu, amava o sobrinho, pois, ele era a lembrança viva de Clöe, sua irmã, que se casou com Milo, mas veio a falecer ao dar a luz ao pequeno príncipe Hyoga.
— Está com a ama Julieta. — Percorreu os olhos por todo o ambiente que estavam — Vejo que Serafine não economizou em sua festa para coroação. Está nervoso?
Milo sempre tinha um semblante triste, já se passavam três anos desde que sua amada rainha Clöe havia falecido, desde então, ele era conhecido como "O rei triste", pois ele não sorria e as festividades em seu reino eram poucas, seu único consolo era seu filho, que era a imagem e semelhança de sua amada falecida.
— Não, Milo, sou rei desde quando meu pai faleceu. Governar, meu amigo, é uma tarefa árdua e dura, é preciso ter sabedoria e jogo de cintura para acalmar a nobreza e fazer justiça para os pequenos aldeões. — Eles começaram a caminhar lado a lado até sair do castelo. Ao longe, avistaram duas carruagens, a primeira era branca com detalhes em ouro na porta, o brasão de dois tigres, o que significava que Jeanne, a rainha de Anon-Sul, uma ilha rica e próspera, havia chegado.
— Veja quem chegou para a coroação! A rainha pirata! — Milo disse com um pequeno sorriso em seus lábios.
Quando viu Jeanne desembarcar, ele não acreditou no que seus olhos viram, ela tinha a pele levemente queimada pelo sol, os cabelos loiros acobreados estavam soltos, o que mostrava os grandes cachos que possuía e estavam adornados por uma linda tiara de safiras azuis, os olhos eram impressionantes, de um azul da cor do mar e olhar para eles. Era como navegar em um oceano bravio e indômito, mas Milo não conseguia parar de olhá-los. Ela trajava um vestido azul, a saia era rodada em tule e o corpete era bordado em uma delicada renda azulada desde as mangas longas. Em seu pulso, a pulseira em prata e safiras da mesma cor da tiara, que era a única lembrança de seus pais, o colar e os brincos redondos cravejado de diamantes que fora um presente do padrinho, Dohko. Saga que apreciava muito a amizade da rainha pirata veio com Milo, que também era seu parceiro comercial, recebê-la.
— Como foi a viagem? — O rei anfitrião perguntou e espalmou a mão para cima onde ela depositou a sua, recebendo em seguida um delicado beijo no dorso desta.
— Foi um pouco cansativa. — Respondeu com um sorriso genuíno — Mas vir à sua coroação é gratificante! — Após isso, virou-se para Milo fazendo uma reverência e recebendo outra dele.
O momento foi quebrado com a chegada da outra carruagem que era preta com detalhes em ouro. Eram o duque e a duquesa de Emmerich. Assim que a pequena porta foi aberta, Dohko desceu ajudando em seguida sua filha Veridiana. A duquesa possuía longos cabelos negros, volumosos e ondulados, os olhos num tom de verde-água claríssimo, que contrastava com a pele morena, os lábios cheios e rosados. Ela usava vestido rosa nude com um lindo bordado no corpete vermelho, a tiara feita em rubi e prata, combinava com o colar e os brincos. A fortuna do Duque de Emmerich era somente comparada com a do rei de Alsácia, pois sua terra era rica em prata e diamantes, seu exército era vasto, tanto em homens como em poder bélico, mas Dohko era leal ao rei, pois Saga acima de tudo era bondoso.
Saga, Milo e Jeanne foram receber o duque e a duquesa, o anfitrião não deixou de notar a beleza de Veridiana, que ao avistá-lo abaixou a cabeça.
— Duque Dohko de Emmerich, seja muito bem-vindo. — Saga sorriu para os recém chegados.
— Majestades! — O duque prestou uma reverência aos dois reis e a rainha.
— Vejo que trouxe sua jóia mais valiosa, bem-vinda duquesa Veridiana de Emmerich, não sei ainda porque está solteira, deveria ter aceitado a corte de meu irmão. — Saga beijou o dorso da mão de Veridiana que ficou lívida, o rei da Alsácia não viu, pois ela permanecia de cabeça baixa, mas respondeu docemente a pergunta do rei:
— Majestade, acredito que eu e o Duque Zurgarm estamos em momentos diferentes de nossas vidas. — Veridiana sentia a pele queimar e a respiração ficando difícil, ela estava vendo a hora de desmaiar.
Jeanne notou o estado que a amiga e confidente se encontrava e achou melhor interferir. — Rei Saga, tenho certeza que Veridiana encontrará um noivo à altura em breve. — Olhou para a duquesa que continuava pálida.
— Permita-me levá-la para conhecer o jardim, está lindo! Você não o viu após a reforma que a rainha fez, venha! — Elas se afastaram deixando os reis Saga, Milo e o pai de Veridiana conversando.
A rainha levou Veridiana perto de uma fonte no jardim mais adiante, os jardins do castelo da Alsácia eram enormes e belos, havia um lindo labirinto de heras, flores das mais sortidas cores em canteiros especialmente cuidados, muitas rosas e fontes. A rainha Serafine tinha um amor enorme pelo jardim.
— Levante essa cabeça! — Falou enquanto sentava a duquesa em um dos bancos — Quando está na presença dele parece que você perde a ação, Veridiana. Parece um avestruz, não o encara nos olhos. — A rainha pirata sabia que Veridiana era perdidamente apaixonada por Saga desde o primeiro dia em que o viu, quando ela era apenas uma garotinha.
— Olha quem fala! Quando Milo se casou, você chorou por três dias e três noites seguidas, estamos no mesmo barco, Jeanne. — Veridiana estava triste, sabia que não tinha chances, pois Saga amava Serafine.
— Exagerada! — Jeanne revirou os olhos — Foi um dia só que eu chorei, mas eu quando estou perto dele não demonstro o quanto ele mexe comigo, coisa que você faz. — A rainha ergueu o rosto da duquesa. — Você é uma mulher linda, forte, então levanta essa cabeça e mostre para ele quem é Veridiana Emmerich. — Levantou-se — Agora, vamos para aquela coroação com um lindo sorriso em nossos rostos e a noite no baile, vamos dançar muito. — Piscou o olho para a amiga que balançou levemente a cabeça de forma positiva.
— Você não toma jeito mesmo, Jeanne. — Veridiana levantou-se também — Vamos logo para essa coroação antes que mandem nos chamar. — As amigas se dirigiram para festa.
Elas adentraram o grande salão e ficaram maravilhadas com a decoração, estava realmente tudo muito belo e digno de Alsácia. Ouviram que a coroação começaria em meia hora e caminharam rapidamente até chegar perto de Dohko para acompanhar a cerimônia.
Ao longe, Jeanne avistou o rei Aiolia, e estranhou o fato, pois era de conhecimento de todos os reinos que Casteel e Alsácia não tinham uma boa relação apesar de serem vizinhos, tudo por conta da cisma do rei Aiolia para com Saga, que um dia ousou cortejar a rainha consorte de Casteel, Marin. Ela não havia comparecido na coroação, pois havia dado à luz há menos de uma semana, o que fazia Aiolia andar com o peito estufado, como um pombo.
A cerimônia de coroação se seguiu, o Arcebispo Richelieu, uma das autoridades mais proeminentes do Vaticano foi enviado para fazer a coroação, a missa onde o rei iria ser coroado e seria feito o juramento, o reconhecimento do futuro rei, Saga. Afinal, Alsácia, Avon-The, Casteel e Anon-Sul faziam parte do Vale do Éden, na Europa. Ao contrário de muitos reinos, o povo era bem assistido, as colheitas eram fartas e não havia miseráveis como era comum em outros lugares.
Saga trajava uma linda casaca em jacquard vermelho sangue rebordada em ouro, calças justas em couro e botas longas, sobre a casaca havia um manto vermelho carmesim, nas bordas, pele de raposa que rodeava o manto por completo. Serafine estava esplêndida em toda sua beleza, o vestido vermelho carmesim, da mesma cor do manto de Saga, ombro a ombro, uma cauda com detalhes bordados em fios de ouro, os cabelos estavam soltos, presos apenas nas laterais por tranças finas e delicadas, sem nenhum adorno, uma vez que ela seria coroada rainha consorte da Alsácia, tão logo o casal ficou de pé perante o povo e de costas para o cardeal Richelieu que iniciou a cerimônia de reconhecimento e juramento.
— Senhores, eu aqui apresento a vós, Saga Estephan Ruschell, o seu rei inquestionável. Portanto, todos vocês estão vindo aqui hoje para fazer homenagem e vassalaria, todos estão dispostos a fazer o mesmo?
— Sim! — A nobreza em peso disse em uma voz forte e em uníssono, pois amavam seu rei.
Saga e Serafine então viraram-se de frente para o cardeal e se ajoelharam, a cerimônia prosseguiu.
— Prometa e jure governar para o povo deste reino da Alsácia, e dos territórios pertencentes ao mesmo, de acordo com os estatutos e leis aprovados pelos reis de outrora e o pequeno conselho, as leis e costumes dos mesmos.
O futuro monarca estava conciso e sério, seus olhos apenas encaravam o cardeal, ao seu lado, sua bela rainha ostentava um sorriso, pois Serafine amava acima de tudo, o poder e o status de ser rainha mesmo que fosse consorte. No acordo matrimonial, o pai de Saga, o falecido rei Aspros, negou a coroa matrimonial a ela, sendo assim, apenas o rei tinha o poder, mas com seus ardis de sedução, ela tinha certeza de que mudaria isso. O geminiano respondeu:
— Solenemente prometo fazer isso.
— Você vai usar seu poder para trazer a lei e a justiça, na misericórdia em todos os seus julgamentos? — A voz do clérigo ecoava na sala do trono onde em breve, o rei futuro sentaria com sua rainha e receberia o juramento de fidelidade de cada membro da nobreza.
— Eu vou. — A voz do delphin era clara, forte como um trovão em um dia seco de verão.
— Você vai usar o máximo de seu poder para manter as Leis de Deus e da verdadeira pregação do Evangelho? Vai usar o máximo do seu poder para manter em Alsácia a religião católica estabelecida por lei? Vai manter e preservar invioláveis a liquidação da Igreja Católica, da doutrina, da missa, da disciplina e governo do mesmo, conforme estabelecido por lei na Alsácia? Você vai preservar os Bispos e o clero da Alsácia, as Igrejas na quais são comprometidos, todos os seus direitos e privilégios, como estabelecido por lei pela assembléia?
— Prometo fazer as coisas que prometi fazer antes, irei realizar e manter. Assim Deus me ajude.
Então o Cardeal ergue a coroa sobre a cabeça de Saga, o desenho da coroa foi inspirado nos modelos bizantinos, com um anel inferior que tocava a cabeça do rei, estava dividida em duas esferas adornadas em pérolas, em representação do império romano de oriente a ocidente. No centro das esferas se encontra uma folha de laurel coberta em diamantes, símbolo do poder temporal dos governantes. Na jóia também tem um lugar à fé católica, simbolizada por uma espinela-vermelha de trezentos e noventa e oito quilates, com uma Cruz de cinco diamantes, a parte interna da coroa imperial estava coberta por veludo vermelho, em alusão aos imperadores romanos. Entretanto, os extremos da coroa estão cobertos em sua totalidade por quatro mil novecentos e trinta e seis diamantes. Em seguida ele a coloca na cabeça do então recém coroado rei, e adiante, coroou a rainha que não necessitava fazer nenhum juramento.
A coroa de Serafine era soberba em ouro branco, incrustada de diamantes, num total de três mil quinhentos e três diamantes sendo o diamante tandera o centro, uma pedra magistral de setenta e sete quilates, o Cardeal voltou-se para trás, entregou o orbe que assim como o cetro, era feito de ouro puro cravado com todas as pedras preciosas que a Alsácia tinha, diamantes, rubis e esmeraldas. A joia era representada por globo terrestre rematado com uma cruz que simbolizava o domínio de Cristo sobre o mundo, em seguida entregou-lhe o cetro que tinha o significado de cajado para que ele pudesse guiar seu povo, o rei coroado ergueu-se e todos no recinto ajoelharam em reverência, inclusive sua amada rainha, o Cardeal continuou de pé e disse em alto e bom som:
— Eis o vosso rei, Saga Estephan Ruschell, rei da Alsácia e primeiro de seu nome.
— VIDA LONGA AO REI! SALVE O REI SAGA! — A multidão que ocupava a sala do trono bradava.
O rei coroado e sua rainha foram para seu tronos e receberam os cumprimentos dos chefes de estado que estavam ali e dos principais nobres que haviam comparecido a coroação. Todos foram ao trono, os chefes de países cumprimentaram o novo rei da Alsácia e sua rainha consorte, os nobres mais proeminentes, como o Duque de Emmerich, juraram fidelidade.
— Eu e a Casa dos Emmerich juramos aqui, lealdade ao rei Saga, se com minha vida ou minha morte puder contribuir com a grandeza da Alsácia, assim o será. — Dohko dizia as palavras ajoelhado perante seu soberano com um joelho no chão, o outro servia de apoio para os braços do qual ele tinha a espada.
Após o rei e rainha receberem os cumprimentos, o soberano de Alsácia ergueu-se e ajudou sua amada a fazer o mesmo, ambos caminharam sobre o extenso tapete vermelho até chegar a uma das sacadas do imenso castelo, lá eles se mostraram ao povo e foram saudados por eles. Ouviam-se aplausos, brados devivas, vida longa ao rei,os plebeus estavam felizes porque amavam o soberano que estava assumindo o trono, o rei sempre fora um homem que se preocupou com o povo.
Horas se passaram desde a coroação, os monarcas estavam sentados novamente em seus tronos ouvindo os músicos tocando, quando um servo aproximou-se de Serafine eavisou que a comida estava pronta e o banquete poderia ser servido, ela falou ao ouvido do rei e ele se ergueu fazendo um sinal com a mão para que os músicos parassem de tocar, assim que atendido, pigarreou chamando a atenção de todos para si.
— Meus amigos, eu e Serafine agradecemos a presença de todos nesse dia tão especial para nós e para Alsácia. Mas agora, vamos desfrutar do banquete que preparamos para vocês.
Os reis seguiram na frente de todos, alguns os seguiram, outros preferiram aguardar um pouco mais, foi o que Jeanne fez. A rainha estava parada próxima a uma das pilastras do salão quando Veridiana se aproximou.
— O que aconteceu, Jeanne? Você está tão quieta!
A rainha pirata tomou o último gole da bebida que tinha em sua taça, suspirou profundamente, parecia procurar as palavras, então virou-se para a duquesa.
— Tem algo no comportamento de Serafine que faz sempre eu duvidar das intenções dela. — Virou o olhar para um ponto qualquer do salão. — Até o sorriso de minha prima me soa falso.
— Você também acha isso? Eu também me incomodo com algumas coisas, mas pensei que poderiam ser cismas por ela ser casada com Saga. Tem algo de podre na rainha, mas até o momento não sei o que é. — Concluiu Veridiana.
Jeanne olhou para os lados, pois, se alguém pegassem ambas injuriando a rainha sem provas, poderiam ser passíveis de uma punição, e Alsácia era conhecida por seu rigor em suas sentenças e castigos.
— Vamos logo almoçar antes que alguém desconfie de nós. — A rainha falou já caminhando em direção à mesa, sendo seguida pela morena.
Ambas sentaram-se, ao lado direito de Veridiana estava o conde Ikki, que conversava com a rainha recém coroada, Jeanne sentada ao lado esquerdo e ao seu lado o duque Dohko. A rainha e a duquesa se entreolhavam porque Serafine possuía uma voz aguda e fina e isso as irritava. Por vezes, elas faziam caretas em desagrado, ainda mais porque o conde Ikki falava sobre as especiarias que comercializava e instigava cada vez mais a rainha anfitriã a falar. A soberana de Anon-Sul estava se segurando para não calar a boca da esposa de Saga, pois se fizesse isso, iria acabar presa nas masmorras do castelo. Por sorte, o rei anfitrião pareceu ter ouvido as preces da rainha pirata, ergueu-se e começou a falar:
— Meus caros! Mais uma vez quero agradecer a presença de todos. — Saga olhou para sua esposa, que sorriu. — Gostaria de anunciar que à noite teremos o baile de coroação, agora por favor, vamos voltar ao banquete. — Ele voltou a sentar-se, enquanto todos aplaudiam.
— Rei Saga se me permite… — O rei Aiolia levantou-se e chamou a atenção. — Como hoje é um dia especial para vós e para Alsácia, creio que deveríamos premiar o ganhador das justas com um prêmio.
— Um prêmio? Interessante! — O anfitrião respondeu. — Mas que tipo de prêmio, rei Aiolia?
— Que o campeão das justas possa desafiar quem ele quiser, para uma justa final, incluindo Vossa Majestade, ou qualquer um que possa combater, até mesmo o cavaleiro negro.
Um burburinho se formou no mesmo instante porque até hoje a verdadeira identidade do cavaleiro era desconhecida, muitos pensavam se tratar de um filho bastardo dosoberano de Emmerich. Já Dohko retirou o sorriso que estampava sua face, Saga apertou a mão do amigo para que ele confiasse.
— Isso será muito interessante, rei Aiolia.
Saga sabia muito bem que Ikki tinha uma rixa pessoal com o cavaleiro negro de Dohko, já tinha previsto que se Ikki vencesse, ele o desafiaria para um combate final.
Ikki e Aiolia se olharam e sorriram cúmplices, o conde era o capitão do rei, provavelmente haviam planejado tudo antes de chegar em Alsácia. Eles, assim como todos, queriam descobrir quem era a pessoa por trás da armadura negra do cavaleiro e Ikki faria de tudo para desmascará-lo perante todos.
