A fórmula do amor
*Hermione Granger*
O som dos carros ao longe no tumulto de Londres me despertoumuito antes do que havia programado. Depois da guerra tudo que eu esperava era paz e descanso, mas a minha mente inquieta insistia em repassar as inúmeras discussões que tive com Harry e Rony para convencê-los a voltarem para Hogwarts e terminarem o sétimo ano.
~Flashback~
- É só mais um ano, meninos! - falei gesticulando os pergaminhos de Hogwarts na mão encarando esperançosa Harry e Rony um tanto quanto desanimados sentados no sofá da Toca - vamos terminar isso juntos!
A grande verdade é que eu estava há meses tentando convence-los a terminarem o sétimo ano e eles sempre enrolavam para responder se iriam ou não. Talvez tenham medo de me decepcionar, talvez só não saibam como me dizer que eles não vão terminar... mas era a data limite para enviar as corujas e eu precisava das respostas deles.
- Hm... Hermione... - Rony falou olhando para Harry como quem pedisse ajuda - acho que Hogwarts não nos cabe mais, entende? McGonagall já nos dispensou do sétimo ano, ela nos deu a opção de não voltar, se lembra? Então Harry e eu achamos melhor seguirmos sem terminar o sétimo ano. Não é, Harry?
- É, Hermione, nós decidimos não voltar - Harry sorriu fraco pra mim - desculpe te contar assim.
- Desculpe me contar assim? - olhei incrédula para os dois a minha frente - era muito mais fácil terem falado isso ha 2 meses quando as cartas chegaram, não acham? Assim eu não perderia o meu tempo tentando convencer duas cabeças de vento a fazerem o óbvio: terminarem os estudos.
- Mione, desculpe por falar só agora... - Harry se aproximou me dando um abraço de lado - você decidiu voltar?
- É óbvio que sim, Harry Potter! - bufei e encarei Ronald que permanecia sentado no sofá - esperava mais consideração dos dois, vocês sabiam que não voltariam e podiam ter falado... perdi tempo.
Virei as costas para os dois e fui em direção a saída da Toca ansiando por aparatar logo perto da paz da minha casa.
~Flashback~
Não falava com Harry e Rony desde então, no começo eles ate insistiram mais, mas agora não mandam nada mais, nada menos, que as nossas costumeiras cartas semanais, as quais não obtiveram respostas por pura birra minha. Meus devaneios foram interrompidos pelo barulho de uma coruja marrom batendo o bico contra a minha janela.
- Calma, calma! - falei correndo até a janela e a abrindo para a coruja entrar e com muito contragosto parar no beiral da minha janela, lançando um olhar cismado para bichento que sustentava o olhar com a mesma força enquanto eu tirava o amarrado de cartas que estava preso em sua pata. - obrigada, querida!
Observei a coruja dar um ultimo olhar para bichento e levantar voo para o céu nublado daquela manhã.
Andei novamente até a minha cama e abri o amarrado de cartas que eu ja sabia que eram de Hogwarts. Mais uma vez aquele friozinho na barriga aconteceu, o mesmo de quando eu tinha onze anos. Sorri com a sensação por mim já conhecida e comecei a ler as cartas de hogwarts de sempre: lista de materiais, carta de boas-vindas, novo protocolo de segurança, regras do castelo... mas uma coisa me chamou a atenção, a carta de materiais de poções estava com a letra dele, daquele que havia vivido para proteger Harry e que só nao havia morrido porque eu consegui chegar por sorte no lugar errado e na hora certa. A caligrafia que eu ansiava por um 10 no pergaminho, 10 esse que nunca veio.
- Snape? - Sussurrei assustada.
Num pulo coloquei uma roupa qualquer que havia usado no dia anterior, puxei um casaco do cabideiro, peguei minha varinha na mesa enquanto calçava meu par de botas.
- já volto, bichento! - falei da porta acenando a varinha pro pote de ração dele e enfeitiçando uma bolinha qualquer para ficar pulando pela casa para distrair o velho gato.
Corri pelo corredor parando em frente ao elevador apertando repetidamente o botão.
- o elevador nao vai aumentar a velocidade - ouvi uma voz divertida atras de mim.
- Bom dia, David! - sorri - estou com pressa, me parece que quanto mais pressa menos as coisas evoluem!
- Ótima avaliação, hermione - ele falou calmo olhando para a varinha na minha mão - atrasada?
- Ah, sim! Perdi a hora! - menti enquanto guardava a varinha discretamente em minha bolsa - e você?
- Se estou atrasado? - perguntou ainda sorrindo - não, não estou. Hoje é sábado, vou apenas comprar um jornal na banca.
- Boa leitura! - pisquei para ele como fazíamos de costume sempre que nos esbarrávamos por aí. Ele sorriu em resposta e ficamos em total silêncio até o elevador parar no térreo - tenho mesmo que ir, até mais!
Acenei e apertei o passo andando pela rua nem tão movimentada em que eu morava. Ao virar a rua e entrar na rua sem saída que havia atras do meu prédio avistei um grupo de crianças brincando ali.
- era só o que me faltava! - resmunguei pensando numa alternativa para poder aparatar. Logo o portão da garagem do prédio começou abrir, o que distraiu as crianças e em um segundo de coragem aparatei.
A sensação tipica do aparato passou e eu abri os olhos. Lá estava A Toca e seu ar acolhedor de sempre. Suspirei e andei decidida até a porta que tocou um sininho assim que a abri fazendo uma Sra. Weasley chegar afobada na cozinha.
- minha querida, o tempo a trouxe de volta - ela me abraçou de lado dando o costumeiro olhar de avaliação, provavelmente reparando meus quilos perdidos.
- Bom dia, Sra. Weasley - sorri para ela mas meu sorriso morreu quando Harry e Rony entraram na cozinha com cara de sono.
- Mione? - Rony arregalou os olhos e se aproximou - você voltou?
- Vim ver se vocês estão sabendo que o Snape voltou - falei mal humorada lançando um olhar fulminante a Harry que me encarava.
- o que tem o Snape? - Harry perguntou curioso.
- ele voltou! - Coloquei na mesa a lista de materiais de poções que estava amassada em minhas mãos.
- Hermione, essa é só a lista de materiais de poções - Harry disse examinando o pergaminho amassado.
- É a caligrafia dele! - falei impaciente.
- Hermione, não acha que está exagerando? - Rony falou calmo - tudo bem que você quer que a gente volte para Hogwarts, mas nao acho que vá convencer Harry a voltar falando do Snape...
- Hermione, Snape estava bem decidido quando disse que queria se afastar de hogwarts - Harry calmamente me devolveu o pergaminho - eu estava lá, eu o vi assinando a carta de demissão e o vi indo embora do castelo com todas as suas coisas...
- Eu conheço essa caligrafia! - falei decidida.
- minha querida - Molly se aproximou com uma xícara de chá nas mãos - quem sabe eles só não pegaram uma carta base do ultimo setimo ano e as multiplicaram? Pelo que soube Minerva estava com dificuldades em achar um novo professor de poções... nao vale a pena pensar nisso por agora, sim?
Senti o fio de esperança se apagar do meu peito, sentei na cadeira suspirando pesadamente e observei Harry e Rony me olharem preocupados da porta da cozinha. A sra. weasley colocou o cha na mesa a minha frente e afagou meus cabelos com carinho. Olhei em volta e o sentimento acolhedor me fez sorrir e relaxar como nao fazia ha tempos.
- eu nao vou brigar com vocês - lancei um olharpara Harry e Rony que continuavam parados na porta - podem tomar cafe da manhã comigo.
- como está tudo? - Rony disse enquanto se sentava ao meu lado - seus pais estão bem?
- É... não respondeu as nossas cartas - Harry me olhou torto - estávamos quase indo lá pessoalmente...
- está tudo bem... - dei ombros - meus pais ficaram definitivamente na Australia, se apaixonaram por lá... poderia ter pensado em um lugar menos atraente para manda-los, mas ta tudo bem.
- achei que conseguiria convencê-los a voltar - Harry disse.
- eu tambem - dei ombros - mas eles venderam a casa e agora moro num apartamento mais perto do centro de Londres. É solitário, mas eu gosto.
- Poderia ter passado por isso contando com a gente, ne? - Harry falou.
- esse tempo foi bom pra mim... amadureci muitas coisas! - sorri - não todas, mas muitas.
- ainda continua com a coisa toda do Snape? E daí que o cara te odeia porque você salvou a vida dele? - Rony disse logo recebendo um tapa da sra weasley no braço - ai! o que foi, mae?
- Vamos parar com esse assunto! - Molly disse olhando feio para Rony - Rony e Harry aparem a grama, comida das galinhas... vocês sabem o que tem que fazer. Vamos, vamos! Hermione, Gina está no quarto dela, se quiser ficar com ela...
- eu vou ajudar os meninos - falei sorrindo - relembrar a adolescência!
Durante o restante do dia esqueci que havia brigado com Harry e Rony, pareceu que havia voltado aos meus 15 anos... mas de uma maneira ou de outra as coisas não eram mais as mesmas.
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*Severo Snape*
De certa forma era bom estar de volta ao frio das minhas masmorras. Depois de Minerva insistir para que eu voltasse a lecionar poções apenas até eles conseguirem um professor novo, aqui estou eu novamente no cenário dos melhores e piores dias da minha vida.
A mordida de Nagini em meu pescoço havia me dado de presente dores alucinantes que vinham quando eu menos esperava. Ainda não havia conseguido achar o tratamento para a dor, mas estava aprendendo a controlar quando ela acontecia.
- quais alunos do sétimo ano voltarão? - perguntei a Minerva que andava ao meu lado no extenso gramado nos terrenos de hogwarts com uma lista nas mãos verificando se tudo estava ok para a volta dos alunos.
- poucos demonstraram o interesse de voltar, Severo - minerva parou puxando outro pergaminho do bolso - vamos ver... Da Sonserina apenas o Sr. Malfoy voltará.
- E da Grifinória? - perguntei sentindo meu interior queimar de raiva.
- Sr. Longbottom e Srta. Granger... - Minerva suspirou - achei que Potter e Weasley voltariam, mas não voltarão.
- Não estou surpreso! - resmunguei - Potter já queria se ver livre dos estudos desde o sexto ano.
- Acho que existem alunos que não cabem mais a realidade daqui - ela sorriu para mim - entretanto falei com os meninos que sempre que quiserem Hogwarts estará de portas abertas para eles... como esteve para você.
Bufei e continuei o trajeto junto com Minerva até ela me dispensar de todas as obrigações. Andava a passos largos até as masmorras quando senti uma pontada de dor forte no pescoço onde aquela cobra maldita havia mordido. O ar parecia cada vez mais difícil de puxar, coloquei minhas mãos no pescoço pressionando numa falsa esperança de que aquilo fosse parar. Ia andando o mais rápido que podia e pedindo pra seja lá o que for superior a nós mortais para que pelo menos eu chegasse até os meus aposentos antes de mais uma vez ficar imóvel ou desacordado de tanta dor. Assim que avistei a porta de meus aposentos foquei apenas em chegar até lá, passei pela barreira de proteção que eu havia colocado há anos atrás para me proteger das peripécias dos gêmeos Weasley, eu caí no chão deixando um grito de dor sair da garganta. Permaneci deitado em posição fetal na escuridão de meus aposentos sentindo a ira me queimar por dentro por ter que sentir essa dor insuportável por causa da fedelha Hermione Granger. Nessas horas, mais do que nunca, sentia ódio por aquela garota e meu instinto de vingança gritava dentro do meu peito.
Não sei quanto tempo fiquei deitado no chão frio dos meus aposentos esperando a dor e toda aquela sensação de um vazio extremo passar, mas caí no sono e quando finalmente acordeijá conseguia ouvir uma movimentação dos elfosdomesticos, algo que eu logo estranhei pois o salão comunal da sonserina ficava um pouco distante dos meus aposentos. Bufando de raiva levanteiirritado, e fui até a porta para ver o que esses elfos queriam na minha zona das masmorras.
- senhor Snape? - um Elfo veio afobado em minha direção - O Senhor precisa de algo?
- Não, Boris! - espiei o corredor - o que é essa barulhada por esse lado das masmorras?
- o dormitório dos alunos do sétimo ano será aqui, senhor - o pequeno elfo me olhou como se fosse a coisa mais óbvia do mundo - poucos alunos do sétimo ano voltarão, então a diretora achou melhor fazer um dormitório só para eles, pra não ficar cheio demais os respectivos salões comunais já que teremos o dobro de alunos no primeiro ano.
- faz sentido... - suspirei irritado por não saber dessa informação antes - o trem chegou faz tempo?
- uns 10 minutos, senhor - o Elfo disse se afastando - acho melhor o senhor subir para o salão principal logo, os alunos já já chegarão.
- obrigada, Boris - falei ao ver o elfo se afastar apressado para terminar a arrumação a tempo.
Voltei para os meus aposentos indo direto em direção ao banheiro para tomar um banho rapido e me arrumar para a cerimonia de boas vindas que aconteceria em alguns instantes. Procurei limpar a minha mente o maximo que podia durante o banho pois sabia que seria o ultimo momento de paz antes dos alunos chegarem. Com certa pressa vesti minhas vestes negras e quando ia tentar secar um pouco os meus cabelos com um feitiço qualquer vi o patrono de Minerva entrar no meu quarto e logo a voz dela ecoar pelo comodo.
- Severo, os alunos do primeiro ano já chegaram nas docas, Hagrid está vindo com eles. Cadê você? - a luz se dissipou e eu me senti mais irritado ainda pois havia me atrasado e esquecido que eu que receberia os novos alunos já que Minerva era oficialmente a diretora e já havia me dito que o posto de vice diretor seria meu, se eu quisesse, porem eu não havia dado a resposta mas havia dito que conduziria os alunos em seu lugar.
Com os cabelos molhados sai em direção a porta principal do castelo encontrando apenas alguns fantasmas pelo corredor e ouvia o barulho ao longe da conversa animada que vinha do salão principal. Chegando lá pude avistar Hagrid chegando com um grupo de crianças atrás dele que olhavam tudo com muita admiração e não pude conter um pensamento saudoso de quando eu vi Hogwarts pela primeira vez.
- Por aqui, crianças! - Hagrid disse entrando no castelo e parando ao me ver com um pergaminho nas mãos parado ao pé da escada - Boa noite, professor Snape! Crianças, esse é o professor Snape, ele é diretor da sonserina. Agora eu os deixarei com ele e ele os conduzirá para o grande salão.
- Boa noite, Hagrid. - Falei em meu tom habitual e o observei se afastar enquanto as crianças me olhavam curiosas e ansiosas. Olhei seus rostos iluminados pela luz amarelada e tentei encontrar algum traço parecido, talvez um ruivo dos Weasley, um loiro quase branco dos Malfoy, alguma cicatriz em forma de raio ou olhos amedrontados do Longbottom... Mas eram apenas crianças, crianças que nunca vi na vida, crianças novas para um novo começo após astrevas de Voldemort. - Boa noite, vocês passarão sete anos aqui para tentarem se tornar grandesbuxos e bruxas. Aqui em Hogwarts nós temos quatro casas e elas se chamam: Grifinória, Sonserina, Lufa-Lufa e Corvinal. Creio que a grande maioria já saiba disso e já tenha noção do mundo bruxo, mas se você estiver aqui e estiver se sentindo perdido ou inferior a alguem por o mundo bruxo ser totalmente novo, saiba que está tudo bem e que seus colegas que ja sabiam da existencia não estão a frente de vocês, todos aqui aprenderão da mesma maneira e se sentirem dificuldade em algo os professores estarão ao dispor de vocês.
- professor Snape - uma menininha magricela e de cabelos perfeitamente alinhados numa maria chiquinha que pareciam dois pom-pom me olhou claramente amedrontada - essas casas... o que elas tem de diferente?
- bom, senhorita, cada casa tem suas proprias qualidades... mas isso você descobrirá daqui a pouco - falei olhando para o rosto aflito dela - não se preocupem, não dói e é mais rapido que dizer babuinos, bobocas, balbuciando em bando. Agora façam uma fila, dois a dois e sigam-me.
As crianças riram e logo me seguiram em direção ao salão principal, e eu senti meu coração aquecer com algo diferente de raiva.
Andei com passos decididos ate a porta do salão principal e ouvia a voz de Minerva dando boas-vindas aos antigos alunos e segundos depois a porta se abriu e eu entrei pelo salão principal com as crianças atrás de mim, senti um misto de emoções que poucas vezes senti após meus anos de estudante. O salão totalmente enfeitado, o teto com o céu estrelado, aquela perspectiva era totalmente nova e totalmente agradavel pra mim. Parei no final do corredor de mesas e pedi para as crianças se aglomerarem ali e virei para ir para o meu lugar na mesa de professores deixando Minerva conduzir o resto da cerimonia. Sentei em meu ligar e varri com o olhar rapidamente os alunos que já conhecia e meu olhar encontrou um par de olhos fixos de fitando confusos; Hermione Granger me encarava e por mais ódio e desprezo que meu olhar passasse, o olhar dela sustentava e continuava tão confuso quanto quando o encontrei. Nessabriga pra ver quem quebraria o contato visual eu perdi, pois pela minha visão periférica vi a mesma menininha que havia me perguntado sobre a diferença entre as casas ha minutos atrás,andando até o banquinho e tendo o velho chapéu seletor colocado em sua cabeça. Alguns segundos se passaram, e meu olhar continuava na pequena figura ali no meio daquele imenso salão, ela parecia ansiosa e assustada desde quando eu a vi pela primeira vez, o fundo do meu coração desejava qualquer casa a pequena aluna, menos a sonserina. Eu sabia que a ainda havia muitos resquicios entre os alunos do ódio que Voldemort pregou.
- SONSERINA! - o velho chapéu falou e eu soltei, frustrado, o ar que eu nem percebi que estava prendendo. Olhei a menina caminhar acanhada até a mesa da sonserina e de lá me lançar um olhar e um pequeno aceno com as mãos. O que não passou despercebido por Granger que tambem olhava pra menina e tambem olhou a direção que a menina acenou. Mudei meu foco para Hermione e levantei uma sobrancelha como se questionasse o que ela perdeu ali, ela apenas sorriu e voltou a atenção para o restante das crianças que estavam ali.
O resto da cerimonia e o jantar ocorreramnormalmente, como se nunca havia acontecido guerra alguma, muita conversa aleatória, risos e era possivel já ver um aluno ou outro já usando algum produto das gemialidades weasley. Aos poucos o falatório foi ficando cada vez mais constante e Minerva se levantou novamente para os avisos finais.
- Monitores do sétimo ano, conduzam os alunos do primeiro ano até suas respectivas salas comunais - Minerva disse - os produtos Weasley ainda não são proibidos na escola, peço que usem com sabedoria e nos lugares e momentos devidos. Embora Fred e Jorge tenham usado esse castelo como laboratorio muitas vezes, o Jorge Weasley mandou um recado para vocês.
Minerva pegou uma bolinha vermelha de seu bolso e jogou no chão fazendo uma cortina de fumaça vermelha aparecer e nela o rosto de Jorge Weasley no meio da fumaça.
- Olá crianças! - ouvi a mesma voz que ouvi durante os agitados anos que lecionei para Fred e Jorge Weasley - sei que todos gostam dos produtos da loja, sei que todos querem brincar e pregar peças porque o clima aí nem sempre é de descontração. Mas que tal ajudar um pequeno empreendedor a não ter os produtos proibidos para menores de idade ou até confiscados pelo ministério? Usem os produtos Weasley para descontrair e na hora certa. Peguem firme nos estudos por aí, enquanto eu crio outros produtos pra diversão de vocês por aqui. Um grande abraço de Jorge Weasley, dono da Gemialidade Weasley. Gina Weasley, comporte-se!
- Esse foi o recado e eu espero que ele seja respeitado! - Minerva falou - É isso. Tenham bons sonhos, amanhã o dia começa cedo. Os horários serão distribuidos na mesa de café da manhã. Tenham paciencia com os novatos, ninguem entrou aqui conhecendo o castelo de cabo a rabo. Boa noite e até amanhã.
Aos poucos o salão foi se esvaziando e eu me levantei para ir em direçao ao meu quarto enquanto não dava o horário da minha ronda. Já sabia que a minha primeira aula na manhã seguinte era com o primeiro ano e dessa vez teria o dobro de alunos que o normal, precisaria de duas vezes mais paciencia. Esperei uns quarenta minutos enquanto arrumava o material para as aulas do dia seguinte e tentava aproveitar algo que o primeiro ano havia visto até a guerra começar, ouvi o barulho na escola diminuir consideravelmente e fui fazer a minha ultima ronda pra finalmente descansar.
Os corredores das masmorras estavam silenciosos, fui andando atento a qualquer barulho que pudesse denunciar um fujão. Passei por uma sala onde pirraça fazia a festa gritando palavras proibidas, e segui reto em direção ao dormitório da sonserina. Dei um encontrão com algo, ou melhor, com alguem.
- que susto, professor Snape! - Hermione me olhou assustada com a varinha em punho.
- pensou que era o que, senhorita Granger? - perguntei ironico a fuzilando com o olhar.
- nada, não tenho o que temer mais... - ela disse séria - não aqui.
- tem certeza? - falei baixo a olhando de cima a baixo percebendo que ela estava de pijamas.
- sim, tenho - ela falou firme e passou as maos em volta do corpo se protegendo do frio - vou dormir, boa noite professor.
- cuidado, senhorita Granger - usei meu tom mais ferino - masmorras não é a sua terra, sabe-se lá o que ela esconde.
- cuidado? - ela parou e virou a cabeça e me olhou com os olhos castanhos ainda mais escuros que o normal pela falta de luz- não há mais o que temer, professor. Já disse! Embora eu ainda seja um criatura das torres, me sinto bem nas masmorras tambem. Espero que não se importe, já que essa é a sua area.
- Não, não me importo! - olhei melhor para elae vi que ela vestia um hobby preto meio aberto com uma camisola de alguma cor clara que eu não conseguia identificar na pouca luz do corredor e tinha os pés descalços - seja-bem vida a minha area.
- obrigada, professor - ela me deu as costas - boa noite.
- boa noite, senhorita Granger - observei ela se afastar e falei no tom mais maldoso que pude- ah, evite andar descalça por aqui, é frio demais e sabe-se lá o que o mundo bruxo faria se a heroina da guerra, defensora dos fracos e oprimidos pegasse um resfriadinho, não é?
- não se preocupe, professor - ela disse sem olhar para trás - e o senhor não é fraco e oprimido... se bem que com esse comportamento você é fraco sim. Boa noite.
A observei sumir pelo corredor com o corpo fervendo de ódio. Se a Granger queria jogar, queria medir forças, então eu quero tambem... e que comecem os jogos.
