Notas do autor: 01:sobre a roupa da Orihime: O Furisode é um estilo de quimono usado por mulheres jovens, distinguível por suas mangas compridas, elas variam entre 85 centímetros á 114 centímetros. Escolhi esse tipo diferente de quimono por que geralmente todo mundo só fala de yukata e eu acho yukata feio, me julguem.
02: Fiz o Zaraki como pai da Orihime, lembro que li uma fic uma vez em que ele era pai dela e gostei bastante e como o Zaraki não tem sobrenome, acho que tudo bem por nele o sobrenome da Orihime. É meio obvio, mas não, Kenpachi não é o sobrenome dele, é um titulo.
"Se eu sequer imaginar que você roçou suas patas sujas no quimono da minha filha, eu corto as suas bolas e dou para meus cachorros comerem. Entendeu Kurosaki?"
Repetia a frase em sua cabeça, ainda ouvia vividamente a voz grave de seu capitão em seus ouvidos. O aviso amigável, ou melhor dizendo, ameaça não velada do homem mais velho o fazia desacelerar os passos de seu cavalo, inconscientemente fazendo-o prolongar mais seu trajeto já longo.
Por dentro, o nervosismo que causava um mal estar em seu estomago era a lembrança do castigo que agora cumpria, o fazia querer nunca ter agido como um pirralho convencido. Se fosse um pouco mais humilde e soubesse seu lugar como um simples soldado novato, não estaria naquela situação.
Ao menos seu castigo não era enfrentar a lamina fria da espada do sanguinário homem mais velho em uma luta, esse foi seu aliviado pensamento inicial. No entanto o pensamento tranquilo logo foi massacrado pelo olhar de pena que recebeu do tenente e dos soldados mais velhos. Na hora não deu muita importância, afinal, o quão ruim poderia ser fazer a guarda da filha de seu superior?
Tendo vindo de uma família rica, o jovem soldado já tinha uma imagem pré-estabelecida da moça em sua cabeça. A imaginava sendo e agindo como qualquer moça de família abastada e que frequenta a sociedade; mimada e talvez até cruel – a maioria era. E ele definitivamente odiava esse tipo de pessoa, então ficar longe dela não seria uma dificuldade.
Era o que pensava até finalmente conhecer a jovem.
Ela era diferente de tudo o que já vira em sua curta vida, de fato, o completo oposto do que uma vez sequer imaginara. Mesmo sua aparência era algo incomparável, a garota era tão diferente de seu pai quanto o céu era para a terra. Ao contrário do capitão de cabelos negros, os dela brilhavam como um rio de fogo contra a luz do sol.
Seu nome também não era comum, afinal, somente sendo tolo, corajoso ou louco para dar o nome de uma divindade a seu filho. E ele sabia que o homem com o título de Kenpachi não era nada mais do que um completo maluco que adoraria desafiar um deus, então pensou o rapaz em primeiro momento, seu nome fez sentido. Chamava-se Orihime.
Ela tinha sua idade, era gentil e meiga, dona de trejeitos estabanados, mas ainda assim graciosa, seu sorriso parecia ser capaz de iluminar a noite mais escura e de alegrar o coração mais triste. Seria extremamente difícil não se encantar por ela, isso era perigoso.
E infelizmente Ichigo Kurosaki parecia atrair o perigo aonde quer que fosse, bem como para seu azar, Orihime Inoue era o perigo em pessoa.
Então passou-se um mês, e para o futuro desespero de seu capitão, que estando tão longe dali nada sabia, uma vez que o jovem soldado não só havia tocado o furisode negro e dourado que cobria o corpo da jovem mulher de cabelos ruivos, como também desfez mais de uma vez o laço do obi que mantinha a vestimenta firmemente fechada.
Tocou-lhe a pele branca como neve e percorreu cada centímetro de seu corpo curvilíneo; tirou-lhe o folego, a fez respirar com dificuldade; ouviu sua voz outrora harmoniosa e suave como seda gemer de forma indecente e pecaminosa. Ele a havia tocado de maneira lasciva e corrompido, provara de sua doçura proibida.
Isso seria a sua morte se descoberto.
Logo na primeira semana de sua escolta ele havia feito tudo o que não deveria. Agora era hora de voltar ao quartel e encarar novamente seu impiedoso capitão novamente. O medo o fazia desacelerar cada vez mais o passo de seu fiel cavalo assim atrasando seus companheiros que o olhavam irritados.
À medida que as palavras do homem ressoavam novamente em sua mente, um novo arrepio na espinha sentia ao imaginar o comandante de seu regimento descobrindo o que havia feito.
"Eu corto as suas bolas e dou para meus cachorros comerem. Entendeu Kurosaki?"
Ah, ele está ferrado. Por que secretamente, já planeja um jeito de encontrar a bela de cabelos como o pôr do sol novamente.
Notas do autor: E ai, o que acharam? Gostaram? Diz aí.
