Então, deu vontade de algo fofo deles e acabou surgindo essa fic curtinha.
Na verdade, essa é a versão DabiShiga de uma fic minha mesmo (então não é plágio) de Inazuma Eleven. Não está 100% copiado, mas a ideia é a mesma.
Au civil. Possuem poderes, mas não são vilões e nem heróis.
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Tomura encolheu os ombros e mordeu o lábio inferior caminhando ao lado do namorado, tentava parecer despreocupado, mas se sentia ansioso e reprimia a vontade de erguer as mãos para arranhar o pescoço. Por trás dos cabelos claros olhou para Dabi e soltou um pequeno muxoxo interno tremendo de frio, não é segredo que detesta o inverno, toda aquela neve e ar gelado faz seus ossos doerem, é irritante.
Mas Dabi não é afetado de nenhuma maneira pelo frio. As vantagens de uma peculiaridade de fogo, pensa com uma ponta de inveja, mas logo afasta isso da cabeça quando vê as cicatrizes e desvia o olha para os sapatos vermelhos se sentindo culpado por invejar algo que machuca o outro. Ainda assim, não deixar de se sentir rancoroso com ele por parecer tão relaxado nesse maldito frio.
Ele caminha casualmente com as mãos enfiadas nos bolsos do casaco pesado, os botões desfeitos e apenas uma camiseta branca e fina por baixo, ele é indiferente a temperatura negativa. Vez ou outra ergue uma das mãos para se livrar das cinzas do cigarro ou levar um novo entre os lábios, sempre que acontece as chamas azuis chamam a atenção de Tomura, feito um inseto atraído pela luz.
Estreitando os olhos, o usuário de decay morde o interior da bochecha e calcula o tempo para mais uma tentativa, se quer fazer isso do jeito menos constrangedor precisa ser rápido. Sem hesitar. Nem tropeçar.
Ansiosamente passa a língua pelos lábios secos e pisca antes de se adiantar, movendo o braço para segurar a mão do moreno no exato momento em que ele devia coloca-la de volta no bolso. Ênfase no devia, porque Dabi sendo Dabi, é claro que vai frustrar os planos de Tomura de alguma forma. No último segundo ele muda a trajetória da mão para afastar os cabelos dos olhos, frustrando mais uma das tantas tentativas do albino.
Merda, pensa irritado encolhendo os ombros, faz beicinho e enfia as mãos nos bolsos do casaco para disfarçar seu erro. Pode sentir o rosto esquentar, tanto de vergonha quanto de raiva, e isso o faz abaixar a cabeça para se esconder atrás dos cabelos longos. Só quer se esquentar, droga, é pedir demais?
Em silêncio continua caminhando, precisa acelerar os passos se quer acompanhar o ritmo das pernas longas do outro. Ele não tenta agarrar a mão do namorado novamente.
Sorrindo de lado Dabi reprimi uma risada, está adorando ver todas as tentativas do namorado de andarem de mãos dadas, sabe que Tomura é orgulhoso demais para admitir qualquer coisa do tipo em voz alta e, mesmo que sua vida dependa disso, não vai dizer nada. Ele acha isso fofo quando não o deixa louco de raiva. Não, sério, Tomura pode ser um verdadeiro pé no saco às vezes.
Tentando (muito) não sorrir, se vira para o albino erguendo uma sobrancelha. – Ei, suas bochechas estão vermelhas. – aponta casualmente.
Tomura se contorce dentro do casaco, franze o nariz e estreita os olhos vermelhos. – Está frio, Dabi! – protesta.
- Como isso é possível com esse casaco enorme? – pergunta exasperado indicando com um suspiro o casaco grosso de capuz felpudo, um presente da Himiko.
Resmungando algo sob a respiração, Tomura desvia o olhar para a calçada pressionando os lábios numa linha fina. Há uma cada de gelo fino se acumulando e isso só o irrita mais.
Divertido, o usuário das chamas azuis bufa, Tomura está claramente aborrecido e isso é adorável quando o sentimento não é direcionado a sua pessoa. Sorrindo de lado dá um único passo para se aproximar, agarra as laterais do capuz e o puxa sobre a cabeça do namorado, cobrindo os cabelos brancos.
Isso faz Tomura olhá-lo surpreendido, mas antes de ter qualquer chance de protestar ou reclamar sente os lábios quentes de Dabi sobre os seus. Ele geme correspondendo ao beijo ansioso e praticamente derrete quando sente braços quentes envolverem seu corpo num abraço aconchegante. Suas mãos sobem pelos ombros do outro e o puxam para mais perto com um aperto desajeitado, os dedos mínimos estão no ar mesmo que tenha se prevenido e envolvido bandagens em quase todos eles antes de saírem de casa.
Com relutância, especialmente de Tomura que protesta com um gemido, se afastam quebrando o beijo, ambos ofegam enquanto recuperam o fôlego. Ambos têm sorrisos correspondentes no rosto.
Levando as mãos quentes as bochechas pálidas Dabi usa sua peculiaridade para esquentar a pele fria e sorri ainda mais quando Tomura fecha os olhos se inclinando para o seu toque. Nessas horas acha que vale a pena usar suas chamas, mesmo que elas o machuquem.
- Melhor? – questiona num tom divertido.
- Hun, sim.
Ficam assim por mais alguns instantes, apenas aproveitando o momento, mas começam a chamar a atenção das pessoas, então Dabi se afasta soltando seu namorado friento e aquela monstruosidade de casaco. Tomura por outro lado tenta não gemer decepcionado, sente o frio atingi-lo novamente e estremece encolhe os ombros.
Sua mente aborrecida com o clima o faz abrir a boca para reclamar que foi ideia do moreno de sair naquela noite, mas felizmente não tem tempo para isso. Sua mão é rudemente agarrada num aperto firme e seus dedos se entrelaçam com os dele antes de serem empurrados no bolso do casado de Dabi.
Vendo o olhar fascinado do namorado e o rosto vermelho de vergonha, Dabi solta uma risada e com um puxão de brincadeira voltam a caminhar pela calçada congelada. – Estamos perto da estação, podemos voltar pra casa.
- Não. – Tomura murmura puxando o capuz mais perto do rosto com a mão livre. – Vamos caminhar mais um pouco.
- Pensei que você estava com frio?
- Estou bem agora. – diz com um pequeno sorriso e aperto suas mãos unidas dentro do bolso. Está quente.
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Então, o que acharam?
A personalidade deles ficou meio sendo Touya e Tenko, mas gostei do resultado. Espero que tenham gostado também!
Quaisquer erros me avise!
Até a próxima!
~Kissus~
