Sinopse: Sobrenaturais existem, deuses, anjos, demônios, vampiros e outros seres existem e eles vivem entre os seres humanos, mas quando uma deusa vive entre os mortais, relacionamentos são sempre finitos, mesmo que se envolva com imortais. Isso é o que acontece com Isabella, uma deusa que acabou de terminar seu relacionamento e não acredita muito no amor, não depois de tantas desilusões, ela acredita fielmente que o amor não é para ela e nunca foi.

Essa história poderia começar com o famoso "era uma vez", porém, isso não é uma história de contos de fadas, isso é a vida real, uma vida onde o mundo sobrenatural e o mundo mortal precisam conviver de formas paralelas e nem tudo é exatamente como nós queremos ou como imaginamos. Viver uma vida dupla não era nada fácil, principalmente quando era preciso manter um grande segredo do mundo todo.

Sabe a história de vampiros? Elas são reais, vampiros existem e eles são seres da noite, que vagueiam pelas ruas noturnas e frequentam alguns lugares públicos como qualquer outra pessoa, você se surpreenderia de saber quantos artistas são vampiros, mesmo que alguns prefiram continuar nas sombras e não serem tão expostos como alguns de sua espécie. A sociedade vampírica é composta por duas seitas, estas seitas mantém todos os vampiros no anonimato.

Além dos vampiros, vamos falar de outras criaturas, mas desta vez as bestas que vivem nas florestas: lobisomens. Eles são criaturas, homens ou mulheres que na lua cheia conseguem se transformar em um feroz lobo gigante, capaz de matar em um piscar de olhos. Como toda história, lobisomens e vampiros se odeiam, a menos que façam negócios arriscado é que convivem pacificamente, a verdade é que de todas as criaturas existentes na camada fina da sombra da noite, os lobisomens são os piores e dificilmente você verá um lobisomem por aí. Suas fraquezas são tão nulas quanto a dos vampiros, para matar um lobisomem é o mesmo procedimento que de um vampiro, não importa a forma que ele tomou, seja humano, ou seja lobo, arrancando seu coração e sua cabeça já estarão mortos.

Além de vampiros e lobisomens, não se assustem se no meio desta ou de outras histórias você se deparar com um ser feérico, fadas neste mundo são tão comuns quanto humanos e não se engane, fadas ou fae (masculino das fadas) não são seres frágeis como nas histórias infantis que te contaram, as verdadeiras fadas são guerreiras e territorialistas, não pensam muito em matar quando vê algum ser destruindo suas florestas e matando seus animais por diversão. Os fae são os piores tipo que poderiam se encontrar, uma vez que foi graças a eles que lenda como curupira, ou o deus Pã deu vazão para os humanos (ou mortais) contarem suas histórias. Este grupo é ainda mais difícil de se encontrar do que os lobisomens, mas ainda assim, a família que estamos tratando precisa ter ligações com todas as criaturas, por isso as vezes aparece algum ser feérico para pedir ajuda ou fortalecer laços de amizade.

Afinal nessa história, tudo o que você precisa ter é conexões, e conexões com pessoas certas.

Se existe fadas, não podemos deixar de citar os bruxos, bruxas, magos e feiticeiros. Vamos lá, vou explicar a diferença. Um bruxo ou bruxa, são seres que nasceram da linhagem de bruxos, passando de geração para geração. Bruxos são seres extremamente poderosos que não precisam se manter apenas em poções, ou palavras mágicas, não, esses bruxos conseguem com o poder da mente e de muito treinamento conseguem realizar feitiços perfeitamente e atacar em uma batalha. E por favor, esqueçam as varinhas. Aqui bruxos são seguidores da irmandade de Drakones, enquanto bruxas são seguidores da irmandade de Akemi. Não que estes deuses possam existir, foi apenas um nome propício para o que precisavam e para as reuniões e separações de bruxos e bruxas. Juntos, eles formam o círculo do fogo de Akasha, a bruxa mais antiga e mais poderosa, onde dela surgiu toda a descendência bruxa, ela foi cultuada como deusa por muitos anos. Mago é um humano ancião, que não possui poder de nascença e aprender os feitiços através de suas buscas pelo ocultismo, feiticeiros são jovens em busca do conhecimento oculto, são os iniciantes dos magos. Bruxos estão acima dos magos e dos feiticeiros.

Os bruxos são as criaturas que mais estão no pêndulo do bem e do mal, da luz e da escuridão, por isso não dá para dizer se ser bruxo é bom ou ruim, não aqui.

Estas são criaturas terrenas, criaturas que você encontra facilmente na terra e definitivamente criaturas que não consta no sendo de quantidade de população no mundo. Entendam, existem muitos humanos, muito mesmo, mais de sete bilhões como é de conhecimento de todos, sei que você tem curiosidade de saber mais sobre cada criatura, mas ao longo do tempo tudo irá se desenrolar.

Como eu estava dizendo, há muitos humanos, como também há muitos seres das sombras como vampiros, lobisomens, feéricos, magos, feiticeiros e bruxos. Além disso, nesta história estamos falando e lidando de uma sociedade obscura dos olhos humanos, uma sociedade que na fina camada de seres sobrenaturais, existem aqueles seres pertencentes ao inferno. Sim, estamos falando de demônios, seres obscuros que vivem uma conduta diferente daquela que todos pensam.

Demônios são criaturas com várias facetas, todas elas tentando corromper não apenas humanos, mas também outros seres como vampiros, bruxos, lobisomens e seres feéricos, é uma competição contra o céu, quem possui mais almas corrompidas e é claro que algumas más línguas dizem que vampiros em sua essência já estão condenados somente por existirem, será mesmo?

Algumas destas criaturas são homens ou mulheres belos, capaz de seduzir até mesmo a alma mais pura do planeta, esqueça aquelas faces feias e horripilantes que muitos filmes retratam, em sua maioria os demônios gostam de corromper as almas e que alma seria corrompida com suas faces horripilantes? É claro que dentro da sociedade composta no inferno existem aqueles demônios que gostam de assustar os humanos, pelo simples fato de se divertir com isso, ou até mesmo se alimentar com o medo das pessoas.

O seu líder é o tão famoso e conhecido como O anjo da manhã, Lúcifer, o ex arcanjo caído, que caiu devido a seu rancor e seu amargor perante a sociedade humana, não querendo se curvar para os humanos, muito menos para os outros anjos. Seu poder de persuasão foi tão grande que conseguiu convencer inúmeros outros seres angelicais a caírem com ele.

Diferente do que muitos pensam, Lúcifer não governa sozinho, existem alguns demônios que não se curvam perante ao caído e agem por conta própria, por isso seus seguidores são chamados de luciferiates e os não seguidores apenas como senhores do inferno.

Então, se existe o inferno, não duvide que aqui não exista o céu, com seus anjos, arcanjos, serafins e querubins, pois aqui existe e na verdade a palavra céu não é existente no vocabulário dos anjos, a verdade é que os anjos, ou celestiais, tanto faz, vivem no Édem, mais conhecido por muitos como o paraíso. No Édem apenas celestiais, Deus e o ser de luz podem pisar dentro do local, qualquer outra criatura que tente pisar ali imediatamente é morta.

Para não confundir, todas as hierarquias se chamam de seres celestiais, deixando impossível confundir um serafim de um anjo normal.

O Líder dos celestiais, para a surpresa de muitos é: Miguel, o arcanjo, mesmo ele sendo da hierarquia de arcanjo e não serafins, o celestial ganhou esse posto por ser aquele que é similar a Deus, onde depois da queda do serafim com outros anjos, Miguel foi o que mais demonstrou os reais propósitos de Deus e assim tornou-se o líder do Édem. Ninguém o questiona, pois Miguel é justo como um verdadeiro líder.

Um celestial não é tão facilmente morto, assim como demônios eles só conseguem ser destruídos por sua essência e seu brilho natural impossível para olhos impuros verem. Sendo assim, as únicas criaturas capazes de matar um celestial são: outros celestiais, Deus, a Escuridão e finalmente a Luz.

Então, quem seriam essas duas criaturas citadas aqui? Bem, ao lado de Deus existiu no início dos tempos a Escuridão, sua irmã e única família por assim dizer. Quando Deus criou a Terra, surgiu a Luz como um terceiro ser.

Eu vou dar o melhor exemplo sobre como Luz e Escuridão são, todos conhecem a história de Yin e Yang. Onde Yin significa escuridão a energia negativa, e yang é a luz a energia positiva. O verdadeiro exemplo de bem e mal. Enquanto uma é fria, calculista, ativa e impulsiva. A outra é calorosa, altruísta, passiva e calma.

Dois opostos que precisam para sobreviverem, dois opostos que precisam manter-se vivos sempre, um sempre equilibrando o outro. Uma é a destruição e a outra é a construção. Uma representa a morte e a outra representa a vida.

Quando a Escuridão quis ir para a Terra, saber como era sentir emoções, sentir sensações que nunca sentiu na vida, Deus incumbiu para que a Luz também fosse a Terra, para manter a Escuridão contida, mas também para que a luz lembre-se sempre de que não existem corações 100% um lado.

E essa é uma pequena parte da história dessa divindade, Isabella veio para a Terra para tentar compreender emoções, tentar saber como seu irmão poderia amar o ser humano como Ele amava, junto disso chegou muitas emoções, muitos conflitos, mas o mais difícil para ela era o sentir.

Principalmente quando ela passava por um momento tão complicado como aquele, havia acabado de chegar do conselho sobrenatural, onde assinou o papel de seu divórcio, seu sétimo casamento, principalmente quando pensou que tudo estaria bem, tudo desandava, seus principais pensamentos era tentar entender se aquilo era realmente para ela.

Agora era lidar com as consequências, assim como seus filhos, mas ainda havia um vazio dentro dela, nada mais conseguia preencher aquele vazio, fechou os olhos, aos abrir olhou pela janela de seu quarto, em suas mãos sua cópia de Shakespeare de Romeu e Julieta, era uma edição única, pois foi entregue pelas mãos do próprio autor, muito antes de serem publicados pela editora. Em suas mãos havia uma taça de vinho, sorveu a bebida vendo a floresta se movendo com o vendo.

Duas batidas soaram na porta e ela murmurou um "entre", Alfred, um senhor de aparentemente setenta anos, porém imortal, adentrou com uma carta, ele conhecia a senhora do castelo a muitos anos, mesmo estando com o papel, ele sabia que deveria informar sua senhora.

— Senhora, boa tarde, chegou esse convite que a senhora Rosalie Hale te convida para conhecer Elfland. – Isabella fez uma pequena careta, virando seu corpo para o mordomo, ele não precisava ler mentes para saber o que ela desejava. – Não seria de bom tom recusar, principalmente pelo que informa aqui, a visita deveria ter ocorrido a algum tempo.

— Me pergunto porque eu fui aceitar o convite de Bree para ir naquela festa. – Comentou sorvendo o vinho, deixando o livro na mesinha de canto.

— No final ela precisava ajudar uma amiga e a senhora precisava distrair-se. – O mordomo disse sorrindo, fazendo a mulher apenas sorrir e assentir, concordando com Alfred.

— Tem razão e no final, fazia muitos anos que eu não reencontrava a pequena rainha. – Que de pequena não tinha nada.

Isabella conheceu Rosalie quando a segunda era mais nova, ela ainda era uma jovem princesa e precisava compreender como era governar um reino caso um dia seu pai viesse a falecer e Isabella foi incumbida para cuidar do assunto, principalmente porque ambas frequentaram o mesmo templo, mas diferente da bruxa que cultuava a deusa Danan, Bella não cultuava deusa nenhuma.

Levantando-se da poltrona que esteve sentada, ela caminhou até seu guarda roupa, observando sua opções. Rosalie morava na Irlanda, a divisão era feita de forma totalmente diferente do que os mortais pensavam, o norte era controlado por Esme Cullen, uma fada que tinha como descendência a deusa irlandesa Aina, a deusa das fadas, o centro e o sul da Irlanda era comandado pela deusa mãe Annan ou Danan como também era conhecida, por isso o centro da Irlanda ficou com a bruxa Rosalie Hale, descendente direta da deusa e o sul por alguns anos ficou sem governante, tendo brigas territoriais entre os irmãos de Rosalie e Esme, mas no final a deusa deu as terras do sul para um vampiro chamado Benjamim.

Isso causou uma enorme guerra entre eles, influenciando até mesmo no mundo mortal, foi assim que Rosalie perdeu o pai e tornou-se a rainha, mas a guerra continuou, sendo apenas contida, por algum milagre das deusas no momento as forças rivais estavam em silêncio.

Isabella sabia tudo isso por fazer parte do conselho sobrenatural e ela era obrigada a saber tudo o que acontecia no mundo sobrenatural, principalmente por ser uma deusa que convivia entre eles. Optou pelo seu clássico: um vestido tubinho na cor preta, sem mangas, mas com um leve decote, que ia até o meio das coxas, nos pés colocou suas sandálias de salto ato, nos lábios o batom vermelho, os olhos azuis foram marcados por uma maquiagem escura e os cabelos castanhos longos caiam em cascata nas costas.

Enviou um recado mágico para Rosalie, que chegaria de teletransporte, a bruxa a respondeu dizendo que poderia usar o salão principal do castelo de Magicae. Devido a separação: norte, centro e sul, cada reino tinha um nome: Honoris era o norte, Magicae o centro e Ghoulish era o sul. Assim que a morena entrou no castelo, um vulto se aproximou e Isabella a segurou a tempo.

Rosalie a abraçava com força da qual Isabella retribuiu, a deusa sentia um carinho totalmente maternal perante a bruxa, mesmo que aparentemente Rosalie parecia ser alguns anos mais velha que Isabella.

— Bella! Quanto tempo, que saudades. – Fungou a bruxa, a deusa, porém, riu.

— Rosie nós nos vemos naquela festa de máscaras, lembra? Isso faz o que? Um mês?

— Ei, não te vejo tem muitos anos, ok? Um mês longe é muito tempo e você precisa me dizer que não vamos mais perder o contato. – Ela falou dando um olhar firme. Isabella sorriu, ainda abraçando a bruxa.

— Pode apostar que se depender de mim, ainda vai ter que me aturar por toda a eternidade. Agora onde estão seu marido e seu filho? – Perguntou olhando em volta. Rosalie bufou.

— Ambos estão nos treinos, geralmente eles me deixam sozinha e eu fico completamente entediada. – A bruxa disse começando a se afastar e puxar a deusa junto.

— Eu já falei para você que precisa começar a treinar também, uma mulher deve sempre aprender a lutar. – Repreendeu Isabella, encarando os olhos azuis como o céu da bruxa, que revirou os olhos, uma atitude jovem demais.

— Por favor, eu tenho meus poderes e Edward jamais deixaria alguma coisa acontecer comigo, ele é sistemático demais. – Ela disse.

— Edward? Eu não o conheci na festa. – A deusa disse, passando todos os nomes e rostos em sua mente.

— É porque ele não foi, Edward e Jane são um pouco sistemáticos com se envolverem com as festas do reino, dizem que são empregados, quem sofre é o jovem Riley – suspirou – a última festa eu tive que intima-los para comparecer e ainda assim foi por apenas vinte minutos, um verdadeiro recorde!

Enquanto elas conversavam, passavam pelos corredores, onde Rosalie interrompia explicando sobre a decoração de cada cômodo. Aquilo não era algo que Isabella normalmente fazia, porém apenas ao ver a felicidade da bruxa, a outra sorria. Rosalie sentia a falta materna em sua vida, principalmente por ter perdido a mãe muito cedo e todas as vezes que no passado encontrou Isabella, viu nela uma figura materna e a deusa compreendia isso.

Saíram do castelo, seguindo para o campo de treinamento, Rosalie, que raramente saia para aquele ambiente, trocou os sapatos por algo mais confortável, mas Isabella recusou educadamente a troca de sapatos, conforme andavam, a mais velha tinha bem mais equilíbrio do que a mais nova que estava com sapatos apropriados.

— Eu já disse que você é minha inspiração? – Murmurou, fazendo ambas sorrirem.

Elas se aproximaram do grupo, onde os adultos estavam lutando com espadas, enquanto os jovens observava e tomava conhecimento para aprenderem as técnicas depois, mas assim que notou a aproximação a luta parou.

Dois homens se aproximaram, o primeiro era grande e musculoso, tinha os cabelos grisalhos, mas ainda possuía aquele charme, os olhos azuis e um sorriso brincalhão no rosto, aproximou de Rosalie a abraçando.

— Eca Emmett, você precisa tomar banho, está todo suado. – Porém a bruxa beijou os lábios do marido da mesma forma.

— Gostaria de saber o que as damas estão fazendo aqui. – Emmett disse sorrindo, enquanto apertava as mãos de Isabella, outros cumprimentos não eram necessários quando se era rei, mesmo que ele fosse um rei por casamento e sua esposa não levasse seu sobrenome.

— Estou apresentando o castelo para Bella, então a trouxe para o campo de treinamento. – Rosalie então virou-se para o outro homem, esse tinha músculos definidos, seus cabelos eram acobreados e os olhos verdes esmeraldas, sua pele era pálida e ele era muito mais alto do que Emmett. – Edward! Deixe eu apresentar minha amiga, essa é Isabella Marie Swan, Bella esse é Edward Masen, o chefe da guarda de Elfland.

— Olá, muito prazer senhor Masen. – Ela o cumprimentou apertando sua mão, ele a olhou de cima a baixo, com uma expressão fechada.

— Prazer senhorita, apenas tome cuidado. – Vendo que Isabella arqueou uma sobrancelha, ele acrescentou. – Estamos em um campo de treinamento e aqui não é um local propício para saltos, não queria que se machucasse.

Naquele momento Rosalie ofegou, Emmett xingou baixinho e Isabella gargalhou, uma risada irônica, deixando o clima completamente tenso, quando Rosalie ia responder e repreender o seu chefe da guarda, Isabella levantou as mãos, mostrando para a bruxa que ela cuidaria disso.

— E posso saber como eu me machucaria? Sendo que eu tenho mais equilíbrio que você? – Ela perguntou com desdém, naquele momento se segurando para não pulverizar o homem ali na sua frente e se lembrando do mantra que sua melhor amiga a arcanjo Annelise a ensinou.

— Olha, senhorita, nota-se claramente que é alguém da realeza pelas roupas que veste, se quiser manter-se de salto é um problema seu, só não se aproxime muito das espadas, para que não machuque seu rosto, já que seus pés claramente não são importantes. – Edward disse com ironia.

Pro inferno o mantra de calma, foi o pensamento de Isabella ao ouvir as palavras de Edward, ele não a conhecia, ele não sabia quem ela era e ficava tendo aquelas atitudes, ela pensou em inúmeras formas de tortura-lo, porém havia uma que era a melhor de todas. Isabella estava irritada, estressada e pensando em seu casamento furado, então vinha aquele bruxo, que era mais novo que ela, cheio de petulância? Mas isso não ficaria daquele jeito, ela iria se vingar.

— Pegue uma espada. – Ela disse entre dentes.

— O que? – Ele perguntou confuso, naquele momento ninguém respirava.

— Eu disse, pegue uma espada. – Isabella levantou a mão, fazendo uma espada vir diretamente para sua mão e ela segura-la em punho.

— Não vou lutar com você. – Ele disse com ironia e desdém, o que deixou a mulher ainda mais irritada, ela então levou sua espada até o pescoço de Edward, o encarando nos olhos, mesmo que ela fosse baixa, até de salto ela não atingia nem mesmo seus ombros.

— Você vai pegar sua espada e vai lutar comigo, ou eu vou te obrigar a fazer isso.

Ninguém soube dizer se foi a firmeza nas palavras da mulher, o brilho nos olhos dela, ou a espada no pescoço fez Edward mudar de ideia, apenas sabem que no segundo seguinte ele já estava segurando uma espada em mãos em posição de ataque.

Não teve voz de comando, não teve contagem regressiva, muito menos um aviso, assim que Edward ficou em posição, Isabella avançou, ela segurava a espada com uma única mão e tinha firmeza no pulso, inicialmente o bruxo até tentou segurar a espada com uma única mão, mas a agressividade da mulher era tão forte, que ele precisou manter as duas mãos na espada.

O problema maior é que ele não via Isabella chegando, apenas previa o ataque segundos antes dela chegar e algumas vezes chegou a ser ferido. Isabella colocava uma parte de sua raiva e sua fúria naquela luta, por mais irritada que estivesse, a questão não era o bruxo, ele apenas puxou o gatilho.

Com um movimento a deusa quebrou a espada no meio, envolveu a espada nas mãos de Edward e torceu a mesma, fazendo ele soltar o resto da arma, pensando que seria seu fim, ele ficou parado, porém Isabella não finalizou, ela jogava justo, então jogou a arma no chão e avançou para uma luta corporal, da qual Edward apenas bloqueava.

Mãos, pés, chutes, socos, era apenas isso que ele conseguia utilizar, mas enquanto ela encontrava todas suas brechas, o bruxo não encontrava nenhuma outra brecha para atacar a mulher, até que ela deu uma rasteira nele, o derrubando de cara no chão, segurou seus braços e sussurrou.

— A vingança para muitos é um prato que se come frio, mas para mim é um prato completamente quente. – sussurrou e o soltou, o deixando humilhado. Isabella fingiu limpar a poeira inexistente de seu vestido, ela mantinha-se impecável, nem um fio de cabelo havia saído do lugar. – muito bem, o show acabou, podem voltar a treinar.

Ela saiu do campo para ir onde Rosalie e Emmett estavam, a bruxa estava animada e o bruxo não parava de rir.

— Bella, eu já disse que você precisa ser minha cunhada.

— Rosalie, Benjamin não é casado com Tânia? – A deusa perguntou.

— Minha querida, isso são detalhes que podemos resolver, mas quero você na minha família. – Rosalie disse implacável, fazendo Isabella apenas rir alto.

Elas resolveram ficar ali e assistir mais um pouco da luta, todos eles lutavam muito bem, até mesmo Edward, ele não tinha culpa que ela era uma deusa e ele não tinha chances contra ela, mas o bruxo estava tendo algumas atitudes que estava deixando Isabella incomodada, principalmente quando ele lutava contra uma moça loira, um pouco mais jovem que ele e um rapaz ainda mais jovem que os dois.

Parecia que Edward estava descontando suas frustrações em ambos, principalmente no jovem, do qual ele implicava ainda mais.

— Rosie, quem são eles? – Apontou para a loira e o rapaz loiro, ouviu o suspiro de Rosalie.

— Aqueles são Jane e Riley Masen, irmãos mais novos de Edward, Jane ainda é irmã da mesma mãe e o mesmo pai, porém Riley é um filho fora do casamento da mãe de ambos.

— E é por isso que ele não gosta do irmão? – Isabella perguntou, tentando compreender, mas Rosalie negou.

— É por isso que ele tem preconceito contra Riley – vendo a cara confusa da deusa, a bruxa prosseguiu – Riley é um fae e mesmo nós sabendo que eles são guerreiros, basta ver Carlisle ali lutando, Edward tem essa visão que eles são frágeis e fracos, então ele pega pesado. Eu já falei com ele, Emmett já falou com ele, mas nada adianta, principalmente porque o pobrezinho do Riley não consegue absorver o treino e fica completamente nervoso.

— A irmã? – Isabella perguntou, fechando as mãos em punho.

— Com ela acredito que seja um pouco de machismo, por mais que ele negue, uma vez que Jane é a segunda no comando, você viu como ele agiu com você. – Suspirou. – Alguns aqui ainda não evoluíram, Bella, ainda estão presos em 1500 ou antes, que foi na época em que cresceram.

Aquilo não era desculpa, mas Isabella preferiu ficar calada, apenas observando e trincando os dentes ao ver Edward lutar contra os irmãos, Jane ainda era páreo para o bruxo, ela ficava irritada e descontava no irmão, mas a deusa notava que Riley era diferente, o garoto não tinha a garra suficiente.

Então a frase que Isabella sempre falava para Annelise veio em sua mente: te falta ódio. E era isso que faltava no garoto, que não passava de um adolescente.

— Não! – Isabella gritou, ao ver mais uma vez Riley ser atacado e usando a telecinese jogou Edward longe, uma névoa negra começou a surgir ao redor da deusa, que avançava furiosa até o campo de treinamento. – Você não vai mais treinar esse jovem, agora ele é minha responsabilidade.

— E quem você pensa que é? – Edward perguntou furioso, cansado daquela mulher se intrometendo em sua vida no mesmo dia, já não bastava ter humilhado ele na luta?

Conforme os segundos se passavam, a névoa ficava ainda mais densa, o clima ia mudando e de um dia ensolarado, as nuvens começaram a aparecer e o céu ficou negro.

— Eu sou Isabella Marie, a deusa da escuridão. – Quando ela terminou de falar, um raio cruzou o céu, as pupilas de Isabella começaram a dilatar e as vezes formava o desenho de uma caveira, o peso das palavras dela caiu sobre todos. – Riley, a partir de hoje apenas eu vou treina-lo, seu treinamento começa amanhã, enquanto você, Edward, cuidado quando for atacar uma mulher e ter os pensamentos que ela é inferior, da próxima vez você pode ficar sem vida. E você pode ter o infortúnio de ir para o limpo e adivinhe quem comanda lá?

— Isabella, me desculpe... – Rosalie chegou suplicando, a deusa calou-a.

— Está tudo bem, Rosalie, a culpa não é sua, eu preciso voltar para o castelo de qualquer forma.

Sem dizer uma palavra, a deusa desapareceu no ar, mas não voltou para o castelo, ela sentia que iria explodir, então ela começou a vagar pelo mundo, desestressando seu coração, que estava pesado, mentalmente ela gritava e isso reverberava em alguns pontos do mundo. Uma onda de terremotos, começou a surgir, alguns vulcões começaram a entrar em erupção, furacões eram noticiados pelo mundo e até mesmo em locais onde os países viviam na placa tectônica sentiam o chão tremer.

— Isabella...

Ao ouvir a voz, a deusa respirou fundo, olhando para cima de olhos fechados, ela sentiu a presença do arcanjo antes dele chegar ali.

— Miguel...

O arcanjo não disse nada, apenas abraçou a melhor amiga, envolvendo suas enormes asas negras ao redor dela, assim como os braços, ele era maior que ela e mais alto também, mas ali ela ficou, com seu peito apertado e uma leve chuva começou a cair, aumentando gradativamente.

Aquela era a forma dela chorar.

No outro dia, depois de treinar Riley, a deusa resolveu que não ficaria em casa, havia assinado o divorcio, estava oficialmente solteira outra vez, então ela fez o que ela sabia fazer de melhor: saiu procurando algum homem na noite. Isabella nunca foi de se lamentar por ninguém, por mais que ela amasse seus ex, ela nunca ficava em casa, poderia até chorar por eles, mas jamais deixaria demonstrar.

Foi para um dos clubes da noite e ali encontrou um cara aleatório no bar e acabou saindo com o mesmo, ao final trocaram contatos e ela então seguiu para outro e foi assim, durante uma semana, com Isabella apenas colecionando homens, aqueles que ela sentia que já queria algo sério após a primeira vez, ela descartava imediatamente.

De dia ela era a mãe dedicada, a mulher de negócios, a rainha de um reino inteiro, a noite era apenas uma criança e uma mulher tirando seu desejo carnal e naquele sábado não seria diferente. Ela estava em um bar diferente, quando sentou ao seu lado um vampiro, ela o reconheceu pela sua áurea, ele tinha a pele pálida, os olhos azuis, cabelos negros e aquele sorriso torto.

Ela então semicerrou os olhos.

— Eu te conheço de algum lugar... – Disse sem rodeios, ele riu.

— Sim, você me conhece de Elfland, sou Félix Volturi e você não precisa nem se apresentar, ainda me lembro da última e única vez. – Brincou o vampiro, fazendo a deusa rir.

— Eu causei uma grande impressão, certo? – Ela levantou o copo e ele riu levantando o dele.

A conversa seguiu a noite inteira, entre flertes, bebidas e risadas, Isabella sabia o que ele queria, mas havia o problema que ele fazia parte de um reino da qual a deusa estava começando a querer voltar os laços e isso poderia não acabar bem.

— E então, que tal se continuarmos longe daqui?

— Felix, não é que eu não queira, mas você precisa compreender que eu não quero nada sério, vou ficar com você e com outros caras, talvez alguns você até conheça. – Isabella disse de forma sincera.

— Bella, eu não quero nada sério e mesmo se você começar a namorar meu irmão futuramente eu não me importo, importo apenas com o aqui e agora e algo sem compromisso.

Isabella não esperou ou pensou em nada, apenas puxou o bruxo para um beijo intenso e dali eles foram para um local mais reservado e passaram a noite.

No outro dia, ela agradecia por ser uma deusa, pois Riley havia convidado ela para almoçar em sua casa, ela chegou, tomou seu banho, se arrumou, pegou uma bebida e seguiu para o reino de Magicae, porém pousou na porta da mansão Masen, ao tocar a campainha a porta foi atendida pela exuberante Jane.

— Bella! Que bom que veio, Riley está na cozinha, ele gosta muito de cozinhar. – A bruxa disse animada a puxando para dentro.

— Bom trouxe um vinho para bebermos. – A mulher disse sorrindo, ela não havia conversado com Jane e não a conhecia direito, mas estava retribuindo o carinho da outra.

— Oh isso é maravilhoso, vamos brindar ao que você fez e falou para meu irmão, que devo dizer, você tornou-se minha heroína ali naquele momento. – Ela disse, fazendo a outra apenas rir sem graça.

— Não é pra tanto, eu também estava com um monte de coisas na mente, acabei descontando nele. – Disse educadamente.

— Bom, pois pode falar daquela forma sempre. – Riley, que apareceu na cozinha, disse sorrindo e indo abraçar a mulher.

— Tenho que concordar com Ry, nós temos treinado e eu vi a evolução dele...

Os três começaram a conversar animadamente sobre vários assuntos, principalmente como Jane praticamente criou Riley desde bebe, uma vez que a mãe abandonou eles quinze dias depois do nascimento de Riley e seu pai, antes de tirar a própria vida, disse para que colocassem o sobrenome de Masen em Riley, uma vez que a criança não tinha culpa.

A conversa foi interrompida pela chegada de Edward, que aliviou a expressão ao ver os irmãos, mas ficou apreensivo ao ver Isabella.

— Olá pessoal... – Cumprimentou os irmãos e virou para Isabella. – Podemos conversar?

— É claro que podemos. – Disse sem rodeios, ela sabia se defender perfeitamente bem, então ela o seguiu até onde parecia ser o escritório, ele ficou encostado na porta fechada, olhando para o chão, mas respirou fundo e a encarou.

— Eu gostaria de pedir desculpas pelo que aconteceu da última vez, Rosalie ficou furiosa pela minha atitude.

— Está desculpado, Edward, eu também não estava no meu melhor humor e descontei em você, mas eu espero que você mude com seu irmão, não vou aceitar que com ele você faça da mesma forma e você deve desculpas a ele. – Ela disse firme e ele concordou.

— Já pedi desculpas e vendo como ele evoluiu eu vi como eu errei com ele todos esses anos. – Disse sincero e estendeu as mãos. – Amigos?

— Amigos. – Ela sorriu e apertou as mãos dele.

Voltaram para a sala sorrindo e Isabella teve uma longa tarde divertida com eles, mesmo sendo uma família pequena, eles eram unidos e a deusa convidou eles a irem ao castelo um dia desses.

Os dias foram passando, assim como a amizade de Isabella e Edward, o bruxo ficou sabendo que ela estava saindo com Felix, assim como outros rapazes e aquilo o deixou incomodado, sem compreender o motivo. Isabella por outro lado, apenas aproveitava a vida, curtindo e amando a vida de solteira, sua lista de amantes aumentando a cada dia.

No último sábado de janeiro, ela estava em uma balada, curtindo como se ainda fosse jovem, seu corpo aparentava alguém de 24 anos, mesmo que em idade real fosse muito mais velha do que a criação do universo, ela já havia beijado muitas bocas naquela noite e seu corpo precisava de algo mais carnal, sentia seu corpo queimando e pedindo por mais, por isso ela havia decidido que aquele seria o cara da qual ela levaria para algum apartamento ali próximo.

Ela o beijava sem saber seu nome, muito menos quem ele era, apenas queria sentir as mãos dele em seu corpo, suas mãos estavam cruzadas na nuca do homem, com um copo de bebida em mãos, ela sentia as mãos dele em seu corpo, quando de repente sentiu um puxão e imediatamente abriu os olhos.

— Edward, o que diabos?

— Cai fora amigo. – Disse o bruxo com fúria, mas Isabella ficou mais irritada ainda.

— Como assim "cai fora"? Você é quem para dispensar uma pessoa que eu estava ficando? Não é porque é eu amigo que tem direitos. – Ela disse irritada, colocando o copo em uma mesa qualquer e cruzando os braços.

— Foda-se! Eu quero você! – Ele rugiu puxando os cabelos em nervosismo, vendo ela em uma expressão chocada e confusa ele continuou. – Você vive falando com minha irmã dos caras que você fica, eu vivo dando indícios que eu quero você, mas você nunca notou!

— É claro que eu notei. – Ela disse, batendo na cabeça dele. – Mas eu acho que você se esqueceu de dois grandes detalhes: eu estou ficando com Felix, que é seu melhor amigo e por mais que eu tenha atração sexual por você eu tenho por ele também, além disso e o principal de tudo é que eu não quero me envolver sério com ninguém e não quero que vocês briguem por causa disso.

— Mas eu não quero nada sério também e sobre Felix já conversamos, ele disse que não tem problema algum.

Edward encarou Isabella com aqueles olhos brilhantes de cão sem dono, ela estava irritada com ele por terem conversado dela pelas costas, mas não conseguiu responder ou retrucar, ele a puxou pela cintura e a beijou, um beijo forte, de língua, que quase tirou o ar de seus pulmões.

Seu corpo voltou a acender e suas mãos tiveram reações involuntárias, sua mente brigava com suas ações, mas não tinha forças para terminar o beijo, muito pelo contrário, ela enfiou as mãos nos cabelos acobreados e puxou os fios entre seus dedos, as mãos de Edward desceram para sua bunda onde apertou e acariciou, levantando uma coxa até a cintura, encaixando o membro na boceta, que estava com a calcinha encharcada.

Isabella os teletransportou até o apartamento, dentro do quarto, onde o jogou na cama, quebrando o beijo e sentando em cima do corpo dele, encaixando os corpos mesmo com a roupa.

— Eu espero que essa não seja uma camisa que você goste. – Ela murmurou antes de rasgar a roupa de Edward, beijando o peito dele, descendo as mãos até a calça rasgando no processo.

Ela sentia seu corpo esquentar por inteiro, uma veia selvagem tomar conta dela, ela arranhava o peito dele, ouvindo os gemidos que a incentivava ainda mais, ela rasgou a calça dele, mas antes de rasgar a cueca ele a levantou, ficando sentado, rasgou o vestido dela revelando o sutiã vermelho de renda, ele apertou com gosto e ela jogou o corpo para trás gemendo.

Edward e Isabella se encararam, antes de suas bocas se colarem em mais um beijo, as línguas duelavam em busca de espaço e eles chupavam seus lábios enquanto seus quadris buscavam atrito e alívio, o bruxo rasgou o sutiã da deusa e a jogou na cama com força, chupando os mamilos grandes, suas mãos ficavam cheias com os montes.

Isabella levou a mão na cueca boxer de Edward, rasgando a mesma e massageando o pênis dele, pegou a mão que massageava um dos seios e levou a sua entrada, enquanto ele ainda chupava seus seios, ele começou a brincar com sua boceta enquanto ela massageava o pênis dele, rebolando o quadril.

Antes que gozassem, com a mão livre ela tirou a mão dele de sua boceta, levando o membro dele até sua entrada, ele começou a brincar, provocando em vai e vem, antes de penetra-la com força, fazendo ambos gritarem de prazer.

Isabella a cada estocada revirava os olhos, ela arranhava as costas dele, sentindo o prazer que era ele chupando seus seios, seguindo para seu pescoço onde ele mordeu com força e ela gemeu alto.

Edward investia sentindo um enorme prazer, gemendo tão alto quanto ela, ele sentia sua boceta molhada e apertada, sentindo seu corpo se arrepiar com os puxões na nuca.

Ela os virou na cama, ficando por cima e cavalgando no pênis dele, fazendo ir fundo, o membro de Edward era grande e até um pouco grosso, o que conseguia a preencher como a muito não se sentia preenchida, Edward começou a arranhar as costas de Isabella e ela o puxou para ficar sentado na cama.

O encaixe deles era perfeito, mas Isabella não pensava em perfeição, em sua mente aquilo era apenas sexo, assim como para Edward era igual. Ela segurava nos braços do bruxo, enquanto ele puxava com um pouco mais de força os cabelos dela, até que Isabella começou a sentir as fisgadas no ventre, sua boceta começou a latejar ainda mais.

O pênis de Edward começou a latejar dentro dela, ambos começaram a gemer ainda mais alto, aumentando o ritmo das estocadas se ainda fosse possível, até que ele gozou e logo em seguida foi a vez dela, eles caíram ofegantes na cama, ela por cima dele, então levantou o rosto e disse:

— Eu espero que você não esteja cansado. – Soltou um sorriso torto, então ela ficou de quatro continuando. – Porque eu tenho alguns desejos ainda...

— Oh minha querida deusa, eu não tive o suficiente de você. – Ele completou enquanto beijava as costas dela para mais uma rodada.

No dia seguinte, era um encontro no clube de Elfland, onde estaria a os adultos do reino, Isabella já estava amiga da maioria deles, mas sua aproximação era maior com Demetri e Jane, eles chegaram claramente separados, se cumprimentaram como se a noite passada não tivesse acontecido, porém não contavam com uma pessoa: Jane.

— Oh minha deusa! – Gritou a bruxa encarando o irmão. – Você fez sexo ontem a noite!

— O que? Claro que não! – Edward exclamou negando, mas seus pensamentos estavam na noite anterior, temendo que tivesse alguma marca, Isabella continuou plena.

— Não adianta enganar, Edward, aquele ar de tensão sumiu de você, Jane tem razão, você teve sexo ontem à noite. – Demetri comentou, zoando o amigo, fazendo todos rirem, inclusive Isabella.

— Vocês não têm mais o que fazer? Eu não fiz sexo! – Rugiu irritado.

— Fez sim, seus músculos não estão tensos. – Heidi provocou mais ainda.

— Edward, Edward, nós te conhecemos a anos, você fez sexo! Quem é ela? – Exigiu Jane animada.

— Puta merda! – Gritou Felix, que encarou Isabella e Edward, ele soltou uma gargalhada alta. – Você fez sexo com a Bella! – Virou para Demetri. – Pode pagar!

O silencio reinou no lugar, ninguém respirava, todos estavam em choque, Isabella por outro lado estava mais preocupada com outra coisa.

— Além de você falar de mim pelas costas, você fez uma aposta Felix Volturi? – Ela o encarou feio e então parecia que todos voltaram a si.

— Ei, a culpa não é minha, eu disse que aquele papo todo de saber se eu ficaria incomodado com outros caras contigo tinha segundas intenções. – O vampiro disse sorrindo.

— Caralho, seu irmão não vai roubar minha cunhada. – Demetri disse para Jane, esta, porém zombou.

— Sonha vampiro, ela vai entrar para a minha família. – Jane então virou-se para Edward. – Pode tratar de fazer ela ficar com você.

— Felix, se você não conquistar Bella e trazer ela para a família, eu te expulso de casa. – Brincou o vampiro.

— Pessoal, acho que esqueceram da parte que eu não quero relacionamentos? – Isabella disse, mas ninguém pareceu ouvir, pois todos começaram suas apostas.

Ela apenas olhou Edward e Felix e apenas riu da loucura dos amigos, Isabella só não surtou mais por saber se tratar exatamente disso: apenas brincadeiras.

Os meses foram se passando, era final de fevereiro quando Isabella começou a notar a mudança de suas emoções e aquilo estava a deixando nervosa, isso fez com que ela descontasse em muita gente, principalmente em seu ex, eles estavam vivendo em pé de guerra e sua vida amorosa estava um desastre.

Isabella começou a cansar-se de tantos homens, de um amor por noite e aos poucos foi dispensando todos eles, bem ou quase todos eles, ficando apenas Felix e Edward, mas ela precisou ser sincera consigo mesma e no final de março ela terminou tudo com Felix, não era justo ela manter-se com ele, quando ela sentia que suas emoções estavam bagunçadas por Edward.

A conversa que tiveram foi a melhor possível, onde o vampiro apenas riu, abraçando a deusa.

— Está tudo bem, Bella, desde o início havíamos dito que era algo sem sentimentos, lembra? – O vampiro disse, piscando um olho, nervosa Isabella respondeu.

— Sim, mas e se eu começar a me envolver com alguém? Eu já tive experiencia passada demais com esse tipo de coisa. – Ela foi sincera, não queria que a história se repetisse pela enésima vez, Felix apenas sorriu.

— Não se preocupa que eu não te amo, não além de amigos, somos amigos com benefícios e que esse benefício irá finalizar eu realmente só quero curtir. – Concluiu o vampiro e ele disse a verdade, não tinha sentimentos românticos pela deusa, ela era linda e maravilhosa, porém não queria ter um relacionamento sério, ele estava bem daquele jeito.

Aliviada, Isabella o abraçou e saiu da mansão Volturi com os ombros leves, seguiu então para a mansão Masen, ela iria terminar tudo com Edward também, ela precisava se encontrar e precisava de mais tempo sem envolvimentos.

— Bella? O que aconteceu? – Edward perguntou assim que atendeu a porta.

— Precisamos conversar. – Ela disse séria, ele deu espaço para ela, seguiram caminho até a biblioteca e ela suspirou, indo direto ao ponto. – Precisamos terminar.

— Por que? Você começou a namorar Felix ou algum outro cara? – Ele perguntou sério.

— Não é nenhum dos dois, na verdade eu estou terminando com todos, eu preciso me redescobrir, eu preciso entender minhas emoções, está tudo muito confuso aqui dentro de mim. – E ela não era uma pessoa que compreendia emoções.

— Olha Bella, vamos fazer assim, você não quer nada sério e eu também não, vamos deixar ir acontecendo, sem pressão nenhuma, que tal? – Ele perguntou despretensioso, Isabella suspirou.

— Ok, podemos fazer isso sem problema algum.

Edward sorriu, caminhou até Isabella, a puxou pela cintura e beijou seus lábios de forma calma e doce.

Os próximos dias foram a maior loucura da vida de Isabella, enquanto ela lutava para compreender suas emoções, ela precisava lidar com problemas de seus filhos mais novos, com seu ex que parecia nunca ter fim e um grupo de vampiros que insistia em chamar seu pai terreno de pai, ciumenta e possessiva como ela era, o grupo de vampiros foi fácil lidar, ela simplesmente matou todos eles, ela não era perfeita e nunca seria, ela era o oposto do bem, mesmo que lutasse para ser algo bom constantemente.

Edward sabendo do estresse de Isabella, chamou-a para saírem uma noite e acabaram indo em um restaurante luxuoso, ele a presenteou com rosas vermelhas, que sabia serem as favoritas dela, assim como um jantar italiano.

— Qual motivo de tudo isso? – Isabella perguntou desconfiada, o bruxo sabendo como ela era apenas respondeu:

— O motivo é você esquecer que é uma deusa, é esquecer o mundo lá fora, você precisa reencontrar a si mesma e precisa lembrar que você é exatamente como as rosas: fortes, delicada e cheia de espinho.

Isabella ficou extremamente emocionada com aquilo, na semana seguinte então resolveu fazer uma surpresa ao bruxo, ela sabia que ele gostava de algumas peças teatrais e levou ele para assistir o fantasma da ópera.

— Eu não posso acreditar que você conseguiu ingressos no melhor camarote. – Ele disse animado e ela riu.

— É que sou uma das patrocinadoras. – Brincou ela e ele bufou se divertindo.

— É claro que você é, minha deusa.

Isabella sentiu-se desconfortável com a última parte, mas não teve tempo de dizer mais nada, pois ele a puxou pela cintura e beijou seus lábios.

Na verdade a mulher começou a se sentir incomodada com várias atitudes do bruxo, ele vivia a chamando de deusa, a elogiando, dizendo como ela era forte, poderosa e uma mulher incrível, isso vinha junto com presentes, desde objetos caros, até mesmo coisas simples, uma mensagem de texto, ou até mesmo ele a surpreendendo, indo no castelo ou a chamando para uma viagem.

Ele começou interagir com seus filhos, mesmo que Edward fosse mais contido, mas ainda assim conversava com a maioria de seus filhos, tentava de forma genuína saber da vida deles, até com os amigos dela ele introduzia e aquilo estava a deixando louca, surtando e pensando que isso não era perfeito.

Isabella estava tão distante, que em uma das viagens que Edward chamou um casal de amigos dela, Annelise e Miguel, para irem a Itália, a celestial encarou a amiga, que estava aérea.

— Bella, você está bem? – A voz doce e angelical perguntou, a deusa, porém apenas sorriu, um sorriso falso, mas que enganava a todos.

— Estou bem sim, não se preocupe. – Ela disse abraçando a amiga e voltando para o passeio e para o casal.

Porém nada estava bem, a cada dia que passava Amara pensava mais e mais nas atitudes e palavras de Edward, lembrando de relacionamentos anteriores, que usavam as mesmas palavras, mas de forma negativa contra a deusa e para o azar de Edward ela teve um surto no momento em que eles estavam sozinhos em uma das viagens.

— Você é tão poderosa, com tantos contatos que eu fico surpreso. – O bruxo disse de forma natural, mas algo se rachou na mente da mulher que gritou, fazendo as luzes e os vidros quebrarem.

— Não! Para! Para! – Ela gritava se afastando, sua mente estava dividida em duas partes e ambas lutavam para o controle e as frases vinham em imagens.

O lado racional dizia que não havia motivos para surtos, que Edward não estava dizendo nada daquilo por mal ou para machuca-la, mas a outra parte, aquela que viveu anos recebendo as mesmas mensagens, mas de forma negativa vinham em sua mente:

"Nossa você é poderosa demais", "você é agressiva demais", "não gosto de mulheres que tomam iniciativa", "você quer ser sempre a mais poderosa de todos", "deusa", "minha deusa", "os lábio dele diz que sou linda, mas a mente diz que sou um objeto", "você nunca vai ser feliz", "você não merece ser amada", "você é fria e arrogante" ... E as palavras iam se misturando em sua mente e ela só queria gritar.

— Bella, Bella... Isabela! – Uma voz a chamava ao longe, ela reconhecia aquela voz que insistia em chama-la, até que ela conseguiu voltar, piscou os olhos várias vezes e encarou os olhos verdes de Edward. – O que está acontecendo?

— Não me chame de deusa, não diga que sou poderosa, nem nada daquilo que você diz pra mim, eu não sou nada daquilo o que você diz, eu sou...

— Uma deusa... – Ele a interrompeu, fazendo ela encolher com a palavra, ele então a abraçou, ela tentou escapar, mas Edward não deixou. – Bella, mas você é uma deusa e eu falo de forma literal, você é bela, sua beleza é de uma divindade porque você é assim, você é uma rainha, eu apenas estou afirmando algo e você é forte, olhe tudo o que você enfrentou e o principal de tudo é que você é poderosa.

— Edward... – Ela chorou nos braços do bruxo, que a segurou com força, como se colasse seus pedaços, assim como ela estava reconstruindo tudo que foi destruído.

— Quem te quebrou tanto assim? – Ele perguntou com carinho, ela sorriu fraco e uma bola azul apareceu, porém ela estava toda remendada.

— Eu sou como um copo quebrado que tentaram colar as partes, eu colei todas elas, mas ainda há rachaduras.

— Bella você é uma pessoa tão cheia de si, quando nos conhecemos você estava toda deusa, me desafiando e chamando minha atenção, o que mudou? – Ele perguntou de forma sincera.

— Naquela época você não me conhecia, nós dois não tinha um envolvimento físico, todas as frases que você me falou, foram ditas de forma irônicas para mim, pejorativas, então criei esse bloqueio.

— Bom, espero que você saiba que eu vou quebrar bloqueio por bloqueio. – Ela sorriu, ainda de forma triste e beijou os lábios do bruxo.

Nos dias seguintes, Edward realmente ficou empenhado em restaurar a confiança de Isabella, quebrando todos seus bloqueios, fazendo com que ficassem cada vez mais próximos e isso desencadeou outra preocupação em Isabella, ela sabia que ele tinha sentimentos por ela, mas ela não sabia o que sentia em relação a ele e pensar em um relacionamento estava fora de questão.

Quando tinha dúvidas nesse nível, Isabella só conseguia pensar em uma única pessoa: sua mãe terrena. Akasha era a primeira bruxa existente, mesmo sendo atualmente uma vampira, o templo feminino ainda era chamado de irmandade de Akasha, uma homenagem dos deuses egípcios para ela, a vampira com poderes de bruxaria vivia com seu pai terreno Drácula no castelo da Transilvânia.

— Mamãe! – Isabella gritou ao ver a mulher na sua frente, que já esperava a filha.

— Minha bebê! – A vampira abraçou a filha, a puxando para uma sala onde pudessem conversar.

Falaram de inúmeros assuntos, desde os netos, assim como assunto da comunidade sobrenatural no geral, Isabella era uma deusa que criou os seres sobrenaturais, mas ainda assim cada raça havia representantes, como eram os primeiros vampiros, Akasha e Drácula cuidavam da raça vampírica.

— Mamãe, estou aflita! – A deusa soltou de repente. – Eu acho que Edward quer me pedir em namoro.

— Isabella, pare de sofrer de forma antecipada, além disso se ele te pedir em namoro, aceite, vocês irão apenas namorar, se casamentos podem ser desfeitos, namoros podem ser com mais facilidade, deixe acontecer e se permita.

Depois disso, conversaram mais um pouco sobre relacionamentos, mas aquela primeira frase ficou marcado na mente de Isabella, que começou a se tornar mais aberta.

Mais um mês se passou e junho chegou, apesar de viverem em Paris ou na Irlanda, alguns costumes brasileiros ainda ficava marcado para a deusa que seguia algumas comemorações, naquele ano tanta coisa aconteceu, que por um minuto a deusa esqueceu de qual data era aquela.

O dia amanheceu normalmente para Isabella, notava um clima diferente no ar, mas pela primeira vez em muitos anos não se atentou a data, pensando que aquele era um dia do qual os moradores do castelo estivessem fazendo suas atividades, as vezes eles se animavam com coisas aleatórias.

Bree desceu as escadas empolgada e animada, fazendo Isabella arquear a sobrancelha, por mais que sua mãe fosse madrinha da vampira, por muitos anos Isabella cuidou da vampira a tratando como filha, por isso aceitou ir naquela festa meses atrás quando reencontrou Rosalie.

— Bom dia Bella! – Disse animada sorrindo, beijando o rosto da deusa.

— Bom dia, que animação toda é essa?

— Alice pediu para que eu fosse para Honoris, parece que ela está prestes a matar Jasper, palavras dela, não minhas. – A vampira disse prendendo o riso, assim como a deusa.

— Vá salvar o pobre Jasper das garras da fada, antes que ela faça ele comer terra, literalmente e Bree... – Isabella a chamou, fazendo a vampira voltar confusa, mas a deusa apenas sorria. – Brinque dizendo que um dia eles ficarão juntos.

— Oh eu vou amar zoar com Alice e todo aquele: "eu não posso e não vou me relacionar". – A vampira disse imitando a voz da princesa das fadas.

Não tardou muito e Edward chegou no castelo, ele estava muito bem vestido, com jeans e uma camisa polo, normalmente ele estava com suas vestimentas e armaduras, mas Isabella nunca se importou, ela sempre o achou muito bonito, mesmo que não contasse a ninguém e muitas vezes não notasse.

— Prepare-se deusa, nós vamos sair. – Comentou o bruxo com um sorriso torto nos lábios.

Depois de seu surto, dia a dia Edward tentava quebrar os medos de Isabella, fazendo ela lembrar-se de como ela era antes, lembrar que mesmo em um relacionamento ela pode ser ela mesma, sem medos ou receios.

— E onde nós vamos, bruxo? – Brincou a deusa de forma divertida.

— Bem, já que você mora em Paris, poderíamos passear em pontos turísticos, o que você acha?

— Eu acho que você está planejando alguma coisa. – Brincou, mas subiu as escadas do castelo, se arrumou de forma rápida, principalmente por ela amar vestidos curtos, com salto alto e seus lábios vermelhos. Assim que ficou pronta, ela desceu as escadas, com um sorriso nos lábios.

— Você está simplesmente linda. – Ele disse, a puxando pela cintura quando ela terminou de descer as escadas.

— Assim como você está uma delícia, talvez eu pegue um pedacinho. – brincou piscando, como uma piada interna.

Edward riu, dando um selinho em Isabella, porém esse selinho tornou-se um beijo intenso de língua, mas curto.

Isabella os tele transportou para o centro de Paris, que estava moderado, havia pessoas na rua, mas não estava abarrotado de gente que ficava impossível de andar. Eles caminharam de mãos dadas, mas em alguns momentos, Edward a segurava pela cintura, quando seus olhos se conectavam, ambos sorriam.

Algumas horas depois Edward pediu para que fossem no hotel bem de frente para a Torre Eifel para passar o resto do dia sozinhos, assim como mais alguns dias para o final de semana, Isabella não se importou, porque era algo corriqueiro de ambos.

— Vou te pedir uma coisa, mas não quero que espie, finja que por um dia somos um casal normal.

— O que você está aprontando, bruxo? – Ela disse rindo, pegando a venda que estava nas mãos de Edward e foi guiada até o quarto, não precisou de muita atenção pois ela conhecia o caminho.

Ao chegar no ambiente, quando Isabella pode retirar a venda deparou-se com a varanda que dava a vista perfeita para a Torre Eiffel com uma mesa, duas velas, comida, um enorme buque de rosas, no quarto, a cama estava com rosas e pétalas espalhadas pelo chão e na cama, enquanto na parede um enorme "namora comigo" escrita com bexigas de letras.

— Edward...

— Isso não é um pedido de casamento, apenas estou pedindo para oficializarmos, quero te chamar de namorada, dizer que você é minha, assim como eu quero ser seu. – O bruxo encarou a deusa nos olhos.

— Eu sei, mas eu tenho inúmeras questões com relacionamentos, nunca dão certo, você bem sabe disso. – Desabafou a deusa, encarando o chão, sentindo o desespero tomar conta de si.

— Bella, nós dois viemos com cargas emocionais, eu já fui casado no passado, o relacionamento terminou por causa de traição da parte da minha ex esposa, tive outros relacionamentos antes de você...

— Eu sei disso, mas eu não sou perfeita, eu sou a deusa da escuridão, eu não tenho a melhor das personalidades, meu histórico é sempre de destruição, além disso, eu tenho complicações para compreender minhas emoções e aquilo que eu sinto.

— Eu nunca quis uma companheira perfeita, eu não sou perfeito. – Edward insistiu. – Isabella Marie Swan, aceita namorar comigo?

Ela ficou em silêncio, seu peito estava apertado, ela precisava de ar, mas não poderia sair assim, ela fechou os olhos, tentando entender o que sentia, o quarto estava lindo, o momento era propício, a pessoa era alguém que ela tinha um grande carinho, a conversa com sua mãe veio em sua mente como uma avalanche, a deusa já sentia o que vinha por aí, o pedido foi uma grande surpresa, sempre ela, mas ela já tinha a sensação que algo assim poderia vir a acontecer.

— Sim... – Foi o que ela sussurrou, surpresa com tudo aquilo, feliz principalmente.

Edward apenas sorriu, um sorriso que transbordava felicidade, puxando Isabella para a cama a depositando de forma delicada, eles retiraram suas roupas, um olhando nos olhos do outro, de forma lenta, quando estavam nus, ele desceu o rosto para beijar os lábios de Isabella, enquanto as mãos de ambos passeavam pelos corpos.

O bruxo massageou os seios da deusa de forma sensual, enquanto ela levou as mãos nos cabelos, descendo as unhas para arranhar as costas do homem que descia beijos pelo seu pescoço, a deixando ofegante. Mesmo não tendo pressa, Edward encaixou seu membro na boceta molhada de Isabella, a penetrando com lentidão.

Ele fazia movimentos lentos, mas intensos, enquanto a encarava nos olhos, transmitindo uma emoção que a deusa não conseguiu identificar, mas a deixava em paz, Isabella rebolava os quadris no mesmo ritimo que o bruxo, segurando seu rosto entre suas mãos, palavras não eram necessárias.

Até que ela começou a sentir seu ventre contraindo, suas costas arqueavam enquanto sua boceta contraia o membro de Edward, sentindo o mesmo latejar dentro dela, ela gemeu o nome dele e ele gemeu o nome dela, no calor dos movimentos ele desceu os lábios nos dela a beijando, as línguas não duelavam, mas sim dançavam em sincronia, a mesma sincronia de seus corpos e juntos eles gozaram, ele afastou o rosto, mas manteve os corpos conectados.

— Feliz dia dos namorados.

Então a ficha dela caiu, era 12 de junho no Brasil, jogando os braços em seu pescoço, ela sorriu, dando um longo selinho nele.

— Feliz dia dos namorados.

N/A: Eu criei essa one para a one tematica de dia dos namorados, escolhi essa história pq ela é muitooo especial pra mim, ela é um RESUMO, talvez por isso algumas coisas ficaram "rápidas", mas é um resumo de 6 meses reais em um jogo de RPG onde aqui estou contando a história desse casal, como forma de homenagem msm...

Além disso, essa história eu tirei de um projeto futuro meu, que vai ser lançado, mas eu estava tão ansiosa para o mundo conhecer a vida desses dois que eu me apressei, tem um pouco do casal no livro que eu publiquei em epub na Amazon, só que já está um pouco adiantado já no livro e tal...

Eu estou fazendo no meu IG vídeos sobre a Amara, me caracterizando dela e fazendo algumas coisinhas, já fiz 3 vídeos dela...

segue o link do ig para entender mais: filhadedracula/

Eu espero que tenham gostado da história, pq ela é extremamente especial pra mim, pq foi a construção de um relacionamento, onde a personagem passou por MUITAS coisas antes, pra terem ideia, antes dela conhecer o "Edward" ela passou por 7 casamentos, enfiiiim, muito quebrada... hahahaha

A Isabella é na verdade Amara Katherine, a irmã da Amara chama Isabella...

O Edward se chama Steven

E quem quiser depois eu coloco os nomes do livro! hehehehehe

Eu já havia escrito algumas histórias Beward com a Amara, mas nunca de fato era ela como dessa vez...