Aviso: Todas as personagens do universo Harry Potter, assim como as demais referências a ele, não pertencem ao autor desse texto, escrito sem nenhum interesse lucrativo, mas à JK Rowling.
Por favor, não me processem, eu só peguei emprestado para pura diversão.
Essa fanfiction foi uma resposta aos Contos de Fodas Severísticas do Grupo Severo Snape Fanfiction do Facebook, em que cada autor(a) deveria criar uma oneshot com cinco palavras sorteadas. As minhas foram: Pepino, Arco Íris, Pular, Macio e Depressa.
Capítulo Único
Fiquei encarando os quadros nas paredes revestidas de painéis de madeira enquanto aguardava Snape e Malfoy para assinar os papéis. Os últimos pergaminhos que eu precisaria assinar como uma Inominável do Departamento de Mistérios.
Que qualidade de profissional eu sou por estar abandonando o departamento?
Trabalhamos juntos por dois anos e meio, até que embarquei com eles numa longa jornada para descobrir o prazer. E, durante um tempo, consegui o feito de não me perder no meio do caminho, até que tudo tomou uma proporção maior do que pretendia. Ou seja, me apaixonei por eles e não soube lidar com isso. Que tipo de pessoa eu sou para não conseguir ser fiel a um sentimento?
Consegui missões fora do departamento e usei minha proximidade com os Weasley para me enterrar com Carlinhos no santuário dos dragões da Romênia por seis longos meses. Eu esperava com esse tempo e a distância física conseguir mensurar tudo o que sentia pelos meus dois colegas de trabalho e finalmente escolher um deles para, quem sabe, passar o resto da vida juntos. Mas a ausência de ambos apenas me deixou ainda mais confusa. Até que na minha última carta ao departamento, eu simplesmente desisti e pedi o desligamento da equipe. Eu não podia escolher, eu não saberia. E corria o risco de me arrepender pelo resto da vida com um grande "e se" martelando na minha mente.
— Apreciando?
A voz suave chamou minha atenção, mas não me virei para encará-lo, embora eu sequer precisasse ver seu rosto para saber que aqueles olhos negros eram capazes de enxergar a minha alma e tirar a minha paz e sanidade. Eu usava um dos saltos mais altos que tinha e ele ainda conseguia ser mais de um palmo mais alto do que eu.
— Claro que sim. — respondo. — Não sei se sabe disso, mas era o artista favorito do professor Dumbledore.
— Não sabia. — Ele mentiu.
— Isso é porque você não o conhecia muito bem.
Ele sorriu quando virou de lado para me observar. Não me virei de volta porque, se Severus Snape estivesse decidindo o que faria comigo, se me tivesse, eu perceberia em seus olhos, e não conseguiria resistir.
— Senti sua falta. — ele murmurou.
— Severus, por favor.
— Por favor, o quê, Hermione?
— Não me diga isso, Severus. — sussurrei para ele.
— Por qual motivo? — Ele devolveu.
— Porque eu também senti a sua. — Minha voz implorou.
— E em qual contexto isso é ruim, Granger?
Senti o gelo em sua voz e decidi que não responderia a sua pergunta. Fiz a viagem da Romênia para Londres imaginando o que diria quando um deles questionasse a forma como eu fugi, mas não consegui formar uma frase enfática o bastante para fazê-los acreditar que eu não estava confusa e desesperada. Decidi mudar de assunto.
— Por que eu ainda não fui liberada do departamento, Severus? Achei que tudo podia ser preenchido via correio coruja.
Ele soltou um muxoxo impaciente. Quase me fez lembrar o Severus Snape mal-humorado que me dava aulas em Hogwarts.
— Na sua pressa em desaparecer, Granger, você nos remeteu o formulário errado.
— O quê? — Minha voz saiu menos desesperada do que realmente estou.
— O pergaminho que você entregou era um pedido de licença e um anexo indicando o seu interesse em participar das pesquisas como uma Inominável por mais três anos. Pedi que viesse hoje para assinar os que realmente indicam sua desistência. — Severus fez uma pausa. — Se não tiver mudado de ideia.
Ele me observou minuciosamente e eu sabia que estava escaneando minha reação desejando que eu afirmasse que sim, eu tinha mudado de ideia. Abri e fechei a boca com a minha estupidez nos formulários. Quase tive vontade de rir de mim mesma e ele percebeu a minha confusão. Foi a vez dele mudar de assunto, quando percebeu que não podia ter a resposta que ele gostaria.
— Não quero ser inconveniente, mas se você não estiver ocupada mais tarde…
Ele não terminou o convite de propósito. Eu precisei rir e encará-lo. Seus olhos escuros estavam brilhantes em diversão, provocando-me como se tivessem sido criados pra isso.
— Se eu não estiver ocupada...?
— O que aconteceu com sua inclinação em responder tudo, Granger?
— Severus, se você quiser me convidar pra sair, vai ter que dizer todas as palavras.
— Na verdade — ele sussurrou na voz aveludada que sempre arrepiava cada pelo do meu corpo —, estava planejando convidá-la para a minha cama, mas sair também é uma opção agradável.
Meu riso escapou naturalmente. O nosso tempo em Hogwarts foi difícil, mas quando nos reunimos em uma posição de igualdade no trabalho, e sem uma guerra pairando sobre nossas cabeças, eu descobri que era maravilhoso estar com Severus, era fácil.
— Não estou interessada em um relacionamento assim tão depressa, Snape. Tive uma porção de relacionamentos complicados ultimamente.
— Oh, isso é sério? — Ele soou irônico.
— Sim, inclusive, um deles era com um legilimens pervertido.
— Parece terrível. — Notei a diversão em sua voz.
— O problema é que ele era… atento a detalhes, aquele maldito. O que o tornava quase irresistível. — Encarei seus olhos e vi um brilho de diversão cobrir suas íris, tão fugaz, que quase perdi a expressão. — Mas eu sei me controlar melhor agora, e acho que preciso ficar sozinha.
— Justo. — Ele assentiu e ficamos em silêncio por vários segundos, ainda admirando as imagens psicodélicas do quadro à nossa frente, até que sua voz retornou ao timbre particular dele. — Mas pretende transar com alguém enquanto estiver sozinha? Casualmente e sem compromisso? Porque estou vagamente interessado.
Ele me encarou de novo e mais uma vez não contive o riso.
— Severus! Não me diga que você desistiu do romance pro resto da vida?
— Com você? Nunca. — Sua voz assumiu um tom mais grave e eu temi por minha resiliência. — Mas você parece decidida a não querer nada sério agora e eu... entendo, e aceito. Você é jovem, não tem que ficar presa a ninguém.
Vejo em seus olhos que ele aceitaria qualquer coisa que eu quisesse dar para ele. Amizade, amor, sexo sem compromisso, qualquer coisa. Aperto os lábios, a dúvida corroendo o meu interior enquanto revivo vários dos momentos que passamos nos últimos dois anos.
A porta da sala de reuniões se abre e alguém pergunta se ele ainda vai demorar. Escuto a voz de Malfoy lá dentro, introduzindo algum tema que me é irrelevante porque ainda estou pensando em Snape e sua proposta.
— Você quer vir? — Ele convida. — É apenas uma reunião geral do DAPAM. Mal precisam de mim ou Lucius aí dentro. Terminará logo.
Respiro fundo antes de segui-lo pela porta. Lucius me oferece um curto sorriso de "olá" que ignoro e me sento.
Homens, em quase todas as cadeiras. Estavam conversando sobre alguma coisa. Sobre todas as coisas. Mas era a voz de Pansy que eu ouvia. O bruxo de pé em uma das pontas da sala estava explicando as causas da demissão de duas atrizes do Departamento de Atuação em Programas Adultos e Mágicos, o DAPAM.
Severus disse que não ia demorar. Estou ainda apoiando as costas contra o espaldar da cadeira quando a voz de Lucius soa, o desprezo característico dos Malfoys entonado em cada sílaba.
— Todos os atores do sexo masculino usam preservativo. O contrato do DAPAM os obriga a isso, essa pauta não devia estar sendo discutida.
— O que eu quero dizer é que essa obrigatoriedade quanto ao uso do preservativo está diminuindo nosso casting feminino, senhor.
— Senhorita Parkinson, num mundo ideal, todas as pessoas seriam obrigadas a usar preservativos e não a desautorizar o uso deles. Não sei quem está pedindo essa mudança, mas...
— Senhor, são as próprias atrizes.
— As atrizes? Por que, em nome de Merlin, elas querem ficar desprotegidas?
— Elas estão alegando desconforto e problemas de saúde, senhor.
— Que problema de saúde é pior que uma IST? Não acatamos essa reivindicação. Reúna-se com o representante de cada uma delas e explique que não vamos mudar essa…
— Esfola a carne. — expliquei.
— O quê? — Lucius calou ao virar-se para mim.
— Quantas horas elas filmam por dia?
— De quatro a seis horas. — Pansy respondeu.
— Dependendo da lubrificação, irrita a carne por dentro da vagina. São horas demais e diariamente. Mesmo com poções e feitiços, algum machucado interno pode não ser tratado corretamente.
Lucius respira fundo para responder.
— Você desistiu do departamento, não tem mais lugar de…
Interrompi antes que ele concluísse. — Parkinson? É isso que elas estão alegando?
Ela olha de um lado para o outro, insegura diante de minha interrupção. Não quer contrariar Lucius. Ela era muito mais ousada quando éramos nós duas. Duas jovens aprendizes no meio dos Inomináveis defendendo seus pontos de vista com os próprios mentores, e em pé de igualdade. Até conquistarmos nosso lugar e nossas vozes ficarem ainda mais valorizadas.
— Pansy, não sei se você soube, mas estou de volta. Nos apoiamos aqui, lembra? — Pisco um olho para ela e recebo um pequeno sorriso em troca. — Você não precisa olhar para Lucius antes de me responder. Te fiz uma pergunta.
Severus escondeu um sorriso sarcástico atrás de uma das mãos, e Malfoy não parecia nada satisfeito, mas ficou em silêncio. E era só isso que eu precisava dele.
— Elas alegam desconforto e dor por exposição prolongada a preservativos. — Pansy respondeu e acenou com sua varinha.
No centro da mesa surgiram um pênis de borracha absurdamente colorido, com no mínimo, as sete cores do arco-íris e uma vagina incolor. Eles se mexiam ritmicamente, as cores do item vibrando em contato com o material transparente, enfatizando o atrito no canal vaginal. Eu perdi o início da explicação dela enquanto a minha atenção estava focada no objeto tão comprido, largo e que, se não fossem pelas cores absurdas, eu diria que mais parecia o pepino da salada que comi no almoço. Minha imaginação fluiu e eu quase estendi a mão para tocá-lo, será que esse pênis de borracha é tão macio quanto um natural?
A voz de Pansy soou mais alta, como se, propositalmente, ela quisesse interromper a minha fascinação pela aparição do objeto que apelidei, em minha mente, de "Pepino Multicor".
— Sexo profissional dificilmente é como um encontro qualquer. Sexo normalmente dura de 20 a 30 minutos, para um casal normal. Em um set de filmagens, a interação dura de 45 minutos a uma hora, e é preciso repetir as tomadas, em alguns casos, até seis vezes por vez. Então o desconforto é real. A reclamação das garotas é generalizada, porque há feitiços, poções, e elas confiam no protocolo, Granger.
— E qual é o protocolo do DAPAM? — questionei, mesmo já sabendo a resposta. Eu queria que Pansy apenas repetisse para os presentes o que nosso departamento já fazia.
— Testes a cada sete dias para todos os tipos doenças sexualmente transmissíveis, sejam de origem mágica ou trouxa, tratamento imediato e suspensão por diferentes períodos, dependendo do resultado. O Saint Mungus tem uma equipe exclusiva para nossos atores e há uma cláusula de confidencialidade em contrato que preserva suas identidades. Os relatórios de anos anteriores dizem que o DAPAM não tem nenhum caso de contaminação entre funcionários desde a criação do departamento, há mais de quinze anos.
— O que vai sugerir, Granger? — Lucius interferiu. Claramente ele tinha ficado em silêncio pelo máximo de tempo que conseguiu. — Proibir preservativos? — Ele elevou as sobrancelhas desafiando-me.
— Não, Malfoy, vou apenas sugerir uma coisa revolucionária chamada deixar a mulher decidir. Elas têm que ter o direito de decidir o que vão fazer com o próprio corpo. Precisa ser uma decisão exclusiva dos profissionais. E ao nosso departamento cabe apenas criar um ambiente seguro para que elas possam, de fato, fazer uma escolha livre.
— Está mesmo falando em "escolha livre" dentro da pornografia, Granger? Você vê a hipocrisia nisso?
— Sim Lucius, eu vejo. E preferiria viver em um mundo em que a pornografia não existisse. Mas, se ela existe, e eu trabalho no departamento que a rege, a minha função aqui será ter certeza que ela vai ser feita com dignidade.
Ele me encarou por menos de dois segundos, antes de seguir com a reunião, pedindo a Pansy para marcar uma reunião com todo o casting feminino. Muito rapidamente as discussões mal exigiam a minha atenção, ou a dele. Não falei mais nada. Severus estava certo, eram assuntos gerais e sem muita importância.
Mas, eu finalmente vi o quanto outra mulher é necessária aqui, entre os homens que decidem tudo. Pansy sozinha não conseguirá ir contra eles. Eu preciso estar presente. Mesmo com toda a confusão de sentimentos que envolve os meus dois companheiros de trabalho.
Meus pensamentos se voltam para o loiro à minha frente e quando ele e Severus se envolvem numa das decisões do departamento de controle de viagens no tempo, meus pensamentos viajam para o início do nosso "relacionamento". Eu já estava envolvida com Severus, mas Lucius apenas me achava uma pirralha puritana e inexperiente, ao mesmo tempo em que eu o achava arrogante e convencido. A combinação de ressentimentos antigos e a tensão sexual que permeava nossas interações foi tão intensa, que a melhor palavra para definir a nossa primeira transa é que ela foi "explosiva".
Enquanto tudo com Severus era fácil, simples e romântico, com Lucius era duro, sujo, e uma das vezes até meio que público. Lembro até hoje do olhar chocado no rosto de Draco quando nos flagrou no escritório do seu pai. Eu estava esparramada em sua mesa, completamente nua, enquanto Lucius estava vestido da cabeça aos pés em vestes de gala, e ele se banqueteava no meio das minhas pernas. Lucius confessou, horas depois, que estava ciente que Draco entraria e deixou a porta destrancada de propósito. "Adoro plateia, Granger, e você também, só não assume isso porque insiste em manter a imagem da imaculada garota de ouro." E hoje, mais de um ano depois do ocorrido, acabei de apertar minhas coxas, lembrando da sensação intensa e do quão forte foi o meu orgasmo na língua dele, mesmo com Draco me encarando em choque.
É, acho que sou hipócrita.
Desvio meu olhar de volta para Severus, enquanto meus pensamentos ainda vagam sobre a intensidade dos sentimentos confusos que alimentavam minha relação com Lucius.
Senti sua falta. Ouvi a voz rouca e suave de Severus soar na minha cabeça.
Não posso mais mentir para mim mesma. Eu gosto de sexo, muito. E eu gosto dos dois. Nunca poderei escolher entre eles.
Eu tinha algo diferente pulsando em minhas veias agora. Não só tesão e adrenalina. Era confiança. Confiança de um tipo diferente, bruta e honesta. Algo despertado em mim seja pela memória da noite quente com Lucius ou pelos malditos movimentos que o "Pepino Multicor" explicitou minutos atrás sobre a mesa.
Mal lembro de ter decidido levar minha mão até o colo do homem ao meu lado, mas ela estava lá, pousada no calor da coxa dele. E Severus, com a mesma expressão estoica de quando era um espião, sequer mexeu um músculo do rosto.
Apertei as unhas por cima do pano da calça dele e levei meus dedos até o meio de suas pernas. Vi uma veia minúscula se mover em sua têmpora, enquanto minha mão brincava em sua virilha. Nunca o tinha acariciado no meio de outras pessoas, e quis testar a capacidade dele de se manter sério. Suas pernas se abriram quando ele se moveu na cadeira, me dando um olhar questionador que eu sorri em resposta quando tive mais espaço para massagear e subi o toque até seu pau, o sentindo endurecer sob o tecido.
E eu não queria só provocar. Queria ir até o fim. A voz de Lucius soando na minha mente, me dizendo que eu adoro plateia, só me fez querer enfiar ainda mais a minha mão dentro das calças de Severus e fazê-lo perder o controle ali, no meio da reunião, entre todas aquelas pessoas. Ele deixou o cabelo deslizar sobre sua testa, para esconder os olhos dos outros, enquanto ainda me observava de lado. E eu o encarei. Com toda a vontade que eu sentia, explícita no meu olhar.
Não posso mais mentir para mim mesma. Não sou a imaculada garota de ouro. E não quero parar.
Eu o vi piscar com os olhos ainda levemente escondidos pelos cabelos e coloquei mais pressão no aperto em seu pau, usando as unhas, como se quisesse marcar ainda mais o meu desejo por ele. Um recuo e Severus se moveu em um reflexo involuntário e discreto que não chamou atenção de ninguém. Ou de quase ninguém.
Lucius estava sentado do outro lado da mesa, mas pareceu sentir o cheiro de luxúria no ar, como um testrálio procurando sangue. Ele demorou apenas uma fração de segundo para abrir o seu sorriso irônico e eu tive certeza que ele sabia o que estava acontecendo. E, se o sorriso dele não fosse suficiente para deixar isso bem claro, Lucius virou-se para nós, ignorando completamente a reunião e assistindo meu braço sumir por baixo da mesa em um movimento lento e escondido.
Quer assistir, Malfoy? Então assista.
A virilha de Severus estava quente quando percorri o perímetro da sua ereção, suavemente primeiro, até segurá-lo com força e sentir a mão dele se fechar ao redor do meu pulso.
— Não. — ele sussurrou. — Você não precisa fazer isso.
— Não? — sussurrei de volta. — Tudo bem, então, faz você.
Puxei a mão dele para a barra da minha saia e vi sua expressão de prazer se transformar em surpresa. Desviei os olhos para Lucius, que me encarava com um brilho desafiador nos olhos.
Por um segundo, imaginei que Severus ia ficar congelado diante da surpresa com a minha ousadia e ia precisar que eu lhe desse ordens. Mas Lucius tinha um mínimo de razão: eu era uma pirralha inocente. Já deveria ter aprendido há muito tempo: Severus Snape podia ser romântico, mas ele não hesitava diante de sexo. Sua mão inteira se encaixou entre minhas pernas, atingindo de imediato a minha calcinha e instantaneamente enviou um arrepio delicioso pelo meu umbigo. Ele não estava sequer me estimulando, apenas deixou a mão repousada ali, mas eu já conseguia sentir o efeito do toque dele sobre mim. Apertei as coxas ao redor da sua mão e suspirei.
— Eu tenho uma confissão a fazer, Severus.
Ele mexeu minimamente um dedo sobre o tecido frágil que cobria meu sexo.
— Faça. — Sua voz soou exatamente como uma ordem. Aquele rosnado baixo de comando que eu ouvia desde o meu primeiro ano em Hogwarts.
Mordi o lábio com força.
— Eu sou uma pervertida.
— Conte algo que eu não saiba, Granger.
Eu sorri, entendendo tudo. Severus sabia que eu adorava aquilo, ele só não era tão explícito quanto Lucius em jogar isso na minha cara. Refletindo sobre tudo que me levou até eles, quase parecia absurdo o tamanho da minha reticência em assumir que eu simplesmente gostava muito de sexo. Qual era o problema em ser desinibida e segura de si quando o assunto fosse esse? Nenhum.
— Transa comigo. — Pedi.
Severus segurou o riso, deixando apenas um bufo exasperado escapar com sua respiração. Vinte pessoas conversavam ao nosso redor subdivididas nos mais variados grupos, alguns ainda estavam sentados à mesa. Outros conversavam de pé perto da janela. Mas eu estava falando sério e arrisquei sussurrar mais uma vez.
— Transa comigo aqui.
— Na sala, na frente de todo mundo? Tem certeza? Porque se você me pedir de novo, eu certamente obedeço. — Ele avisou.
Levantei meus olhos, procurando ao redor. Indiquei a lateral da sala, onde uma porta discreta separava o salão principal de uma das salas de apoio para mini reuniões simultâneas com a reunião principal. Usamos uma delas uma vez para uma das primeiras reuniões de brainstorming que tivemos quando eu ainda era apenas estagiária no Departamento de Mistérios. Sei que há um sofá lá. Minúsculo, mas servirá. Indiquei com o queixo para ele.
— Na sala de apoio.
Seu olhar transbordava incredulidade quando acompanhou o meu olhar.
— Você está falando sério?
Revirei os olhos para sua hesitação e reagi da única forma que sabia que agilizaria as coisas: levantei e segurei a mão que ainda estava entre as minhas pernas. Severus imediatamente me seguiu, sem mais nenhum questionamento. Lucius riu e balançou a cabeça em um gesto de aprovação e admiração. Imediatamente me lembrei que foi a lembrança dele me incitando, que me levou a esse estado louco de excitação. Parei de andar e Severus estancou atrás de mim, levemente confuso.
— O que houve? — ele sussurrou no meu ouvido, colocando uma mão na minha cintura.
— Eu o quero também. — sussurrei, meus olhos travados em Lucius. Confiança.
— Malfoy?
— É um problema, Severus?
Sua expressão era uma mistura de admiração com diversão.
— Não. Não é.
— Você pode chamar Malfoy?
Ele abriu um sorriso.
— Você está coordenando o show, Granger. — Ele cruzou os braços. — Você chama.
Lucius escolheu esse momento para se virar para nós como se não conseguisse entender por que ainda estávamos parados ali. Eu podia apenas piscar meus cílios para ele, tentando parecer sensual, podia pedir "por favor" ou simplesmente tirá-lo da sala sob algum pretexto e explicar minhas verdadeiras intenções quando estivéssemos a sós. Mas escolhi fazer exatamente do jeito dele: coloquei uma mão sobre seu ombro. Aproximei minha boca do seu ouvido e deixei minha voz escorrer toda excitação que sentia.
— Nunca transei com dois homens ao mesmo tempo. Você pode me ajudar com isso?
— Granger! — Ele deu um tapa leve na mesa enquanto sorria ironicamente. — Talvez você tenha se libertado afinal.
E no mesmo instante ele olhou para Severus, como se estivesse verificando com ele se tudo estava certo. Meu peito aqueceu com essa demonstração de entendimento e respeito entre eles. Severus levantou as mãos como se não estivesse entendendo nada do meu comportamento, mas sem ressalvas quanto a ele, e isso foi o suficiente. Os dois entraram na pequena sala lateral sorrindo, enquanto eu fechava a porta atrás de nós e ignorava a escuridão.
— Isso foi ideia dela? — Lucius perguntou, falando sobre mim do jeito que ele mais fazia: como se eu não estivesse presente.
— Absolutamente. — Severus respondeu.
— Você colocou alguma poção afrodisíaca no suco de abóbora dela nessa manhã? Ou algo parecido?
— Estou tão surpreso quanto você, Lucius.
— Certo. — Interrompi os dois. — Como isso funciona?
Lucius riu.
— O quê? Sexo? É como os trouxas contam, Granger, o papai coloca uma sementinha na mamãe e...
Segurei a lapela das suas vestes e o puxei para mim, enfiando minha língua na boca dele enquanto minha mão descia por dentro da sua calça agarrando seu pau sentindo-o endurecer de imediato. Soltei meus lábios do dele da mesma forma impetuosa como o tinha beijado.
— Vamos experimentar fazer isso com você em silêncio uma só vez, pra variar, tudo bem?
Lucius soltou uma risada gloriosa em minha boca.
— Impossível, amor.
— Eu odeio você. — sussurro, enquanto sinto meu corpo estremecer e meu sangue esquentar.
— Você odeia? — Lucius pergunta, me mordendo tão suavemente na orelha que não há dor, apenas puro prazer. — Você age como se o fato de você me odiar não te impeça de querer que eu lhe foda. Então acho que é uma lógica falsa, não é, Granger?
— Eu… — Não consigo discordar da pergunta dele e Lucius sorri, recuando um pouco enquanto aperto o comprimento dele na minha mão. — Como funciona? — pergunto.
Ele olha para Severus, mantendo a postura ereta como se nada fosse mais corriqueiro para ele do que ter seu pau massageado dentro de um escritório enquanto uma reunião acontece na sala ao lado.
— Você quer experimentar alguma posição mais arriscada ou acha melhor fazer isso do jeito simples?
— Ela não tem muita experiência com dupla penetração. — Severus responde, olhando para mim. — Faremos do jeito simples.
— Tudo bem. E que lado você quer, Severus?
Eu ia tapar a boca de Lucius com a minha mão, mas ao invés disso espremi o toque ao redor da sua ereção e arranhei suas bolas. Ele recuou e hesitou com um gemido.
— Cala a boca, Malfoy. Só preciso saber como é a posição, o resto, eu decido.
Severus sorriu, enquanto Lucius me fazia uma reverência discreta com a cabeça e respondia.
— De pé vai ser o jeito mais fácil, só precisamos levantar você.
Soltei Lucius e andei até Severus que me observava com uma visível curiosidade. Delicadamente o beijei. Minha língua se derramou em sua boca, enquanto suas mãos desciam suavemente pela minha cintura, antes de seus braços me envolverem. Encostei minha testa na dele, quando terminei de beijá-lo e respirei o seu cheiro.
— Eu gosto dele também. Aprendi a gostar.
— Eu sei. — Severus sussurrou de volta enquanto deslizava a minha capa pelos meus ombros e em seguida abria o zíper do vestido trouxa que eu usava sob ela, acariciando a lateral do meu corpo com os nós dos dedos.
— Quero que ele fique por trás. — Me afastei um pouco para que pudesse encará-lo. — Quero olhar pra você enquanto fazemos isso.
— Tudo bem. — Ele me beija novamente e me olha com a segurança de quem sabia que eu o escolheria, se isso fosse uma disputa. — Você é nossa, Granger. Nós dois queremos você.
Malfoy aproveita a fala dele e se aproxima por trás de mim.
— Você quer saber por que Severus não se importa? — Lucius pergunta, enquanto desabotoa meu sutiã e desliza as duas mãos pelas minhas costas até a lateral do meu corpo e em seguida cobre meus seios. Eu relaxo instantaneamente contra o peito dele. — Quer saber, Granger?
Há um calor vindo das palmas de Lucius, e sei que ele está usando magia, porque sinto um calor agradavelmente escaldante, como mergulhar pés frios nas águas borbulhantes de uma banheira. É como se eu pudesse sentir cada uma das impressões digitais dele dentro de mim, pequenos fios de magia se infiltrando no meu sangue, chamando minha própria mágica à superfície.
— Quero. — sussurro, sentindo como se estivesse caindo nos braços desses dois homens.
— Porque… — Lucius aperta um mamilo entre o polegar e o indicador e perco a cabeça. Magia quente e selvagem toma conta de cada centímetro do meu corpo. Uma de suas mãos sobe pelo meu pescoço e ele segura minha mandíbula quando seu rosto encosta na lateral do meu e nos força, ambos, a encarar os olhos negros de Severus. — Gosto do sabor dele, entende?
— Ele gosta do meu gosto. — repete Severus, estendendo a mão esquerda e retirando a de Lucius do meu rosto, antes de entrelaçar seus dedos com os dele. — Exclusivamente do meu gosto, Granger.
— Exclusivamente do gosto dele. – Lucius sussurra, antes de abandonar meu pescoço e se inclinar sobre mim, enquanto Severus lambe os lábios, segundos antes de colar sua boca à dele. Os dois homens compartilham um beijo por cima do meu ombro que não faz nada para suprir a necessidade entre minhas coxas.
Oh meu Merlin, eu amo isso.
— Vocês dois... são amantes? — eu pergunto, mas Lucius sequer responde, e estremece quando a língua de Severus circunda seu lábio inferior pouco antes de cravar os dentes ali.
— Nós gostamos de compartilhar, Granger. — Lucius responde assim que Severus solta seu lábio e me beija em seguida. E eu amo poder sentir o gosto dos dois na minha boca.
— Vocês gostam de compartilhar, o que especificamente? — eu repito, engolindo em seco, e então empurro meus quadris violentamente quando Lucius passa o polegar sobre meu clitóris e Severus abandona minha boca e desce beijos e mordidas pelo meu pescoço.
— Gostamos de compartilhar. — repete Lucius e então está me beijando com força suficiente para roubar meu fôlego. — Agora implore para que a gente te foda.
— Eu… por favor… quero vocês dois agora.
Malfoy usa sua bota para empurrar minha calcinha pelas minhas pernas e se ajoelha atrás de mim, delicadamente forçando minhas pernas para os lados, me abrindo para ele. Só tive tempo para inspirar e sua cabeça estava entre elas, sua língua deliciosa deslizando no meu traseiro enquanto Severus desliza o indicador no calor molhado da minha vagina e morde meu queixo com força. A outra mão dele se fecha ao redor do meu pescoço, em uma pressão quase dolorosa que me deixa ainda mais excitada.
Lucius me chupa com força e um tremor desce pelo meu corpo enviando contrações involuntárias pelas minhas coxas. Foi inútil lutar contra a vontade de fechar os olhos e emiti um suspiro agudo e inesperado antes de me apoiar em Severus para não desabar. Ele abriu um sorriso misto de fascínio e luxúria diante da minha excitação pelo oral de outro homem e me beijou com paixão redobrada.
Mal ouvi o sussurro do feitiço que removeu suas vestes antes dele me erguer, imediatamente envolvi minhas pernas na cintura dele. Lucius se ergueu em seguida e colocou suas mãos sob minhas coxas, me estabilizando entre eles, quase no mesmo instante em que Severus se guiou para dentro de mim e prendeu seus olhos com os meus. Toda força do sentimento entre nós, jorrava nesse olhar e minhas mãos se enrolaram atrás de seu pescoço trazendo sua testa de encontro a minha.
Lucius beijou o lado da minha garganta antes de se aproximar ainda mais de mim por trás, mas, diferentemente do que eu imaginava, ele se alinha na minha frente também.
— O que… — Eu começo, mas ele está lentamente se empurrando, e meu corpo está se esticando para acomodar os dois.
No começo, sinto que pode doer, mas rapidamente me acostumo a sensação, e a magia quente das palmas das mãos de Lucius roda das minhas coxas para a minha barriga como uma tempestade.
— Gostamos de compartilhar. — Severus sussurra repetidamente até que o poder quente que eu senti vindo de Lucius, vem dele também e sobe como um vulcão pelo meu corpo, me fazendo gritar de prazer. Meus músculos pulsam e sinto o poder inflamar no meu peito. É como se eles tivessem virado uma chave e aberto todas as minhas barreiras.
Os dois começam a se mover, beijando alternadamente minha garganta, Severus beija minha boca e em toda parte enquanto Lucius passa a língua ao longo da concha da minha orelha. É tudo suor, magia e gemidos, apenas três corpos retorcidos numa maravilha primordial. E é tão bom com eles agitando a magia do meu corpo com o poder em suas mãos. Severus puxa um orgasmo de mim com sua magia, e desabo em seus braços.
Minha mente ainda guarda resquícios do meu recato e tenta me dizer que estou fodendo dois vilões, com marca negra e tudo, mas isso não importa. A crueldade deles é deliciosa, a guerra já acabou há anos e tudo parece tão bom, como se eu estivesse apenas me afogando em uma névoa de prazer. Morreria feliz assim.
Severus move uma das mãos para os meus seios, fazendo meus mamilos formigarem. É difícil de explicar as sensações que a magia selvagem provoca nas minhas partes mais sensíveis. Os gemidos de ambos enchem meus ouvidos e seus paus enchem o meu corpo inteiramente, e outro orgasmo se aproxima de mim, um enviado pelo meu corpo e não pela magia dos dois homens dessa vez.
Minha boca se abre em um gemido silencioso enquanto meus músculos tremem, apertando dois dos bruxos mais poderosos da Inglaterra entre minhas coxas. Mas não parece que eles tenham nenhum poder agora, parece que sou eu quem tenho todo o controle sobre eles. Sei que ambos me querem e finalmente soltei as amarras que me prendiam e aceitei que gosto dos dois, cada um ao seu modo.
Eu não conseguia decidir o que era mais gostoso: saber que Severus me ama e não se importa de me ver rebolar com dois paus encaixados em mim, excitando minhas terminações nervosas e me fazendo derreter, ou a ideia de que Lucius era a segunda pessoa ali. O filho da puta que me antagonizou violentamente por anos e que agora me esticava até o limite e metia com gosto, enfiando os dedos na carne da minha coxa, chupando meu pescoço, movendo o quadril contra o meu e aumentando cada vez mais o impacto, enquanto seu pau roça com o de Severus dentro de mim.
O loiro subiu a mão pelos meus peitos e segurou meu queixo inteiro em sua mão forçando-se ainda mais forte dentro de mim ao mesmo tempo em que Severus mordeu um de meus mamilos com força, e deixou sua saliva escorrer pela minha pele suada. Fecho os olhos e finjo que todas as pessoas da reunião na sala ao lado estão assistindo nossa aventura erótica.
E como se tivesse usado legilimência em mim, Severus percebe que não quero ficar em silêncio. Jogo minha mão para trás e puxo os cabelos de Lucius com força.
— Fala, Granger...
Severus sussurra e morde minha orelha enquanto me joga fundo no pau de Lucius, que me devolve sem diminuir a intensidade. Me sinto engolida pelos dois ao mesmo tempo e estremeço com a força com que sou esticada por ambos, pulando de um pau para outro.
— Sua namoradinha quer ouvir umas safadezas, Severus.
Severus solta os dentes que estavam cravados no meu lóbulo.
— Ela gosta de putarias bem ditas. — ele sussurra entre um gemido e outro e me beija, despejando sua saliva deliciosa na minha boca. — Da última vez ela me implorou para não parar de falar até que gozasse. Lembra disso?
Entre um gemido e uma afirmação, eu confirmo.
— Implorou foi? Ela me implorou também, quando eu a comi na mansão. — Lucius suspirou puxando mais oxigênio entre as palavras.
— É isso que você gosta, Granger? Que te façam implorar? — Severus sussurrou antes de mergulhar no vale dos meus seios.
Arqueei meu corpo, me contorcendo entre os dois, aumentando a superfície de toque. Sentindo seus músculos contraídos sob mim. Um gemido escapou dos meus lábios, quando Severus soltou o mamilo que havia prendido entre os dentes e acho que ele conseguiu entender o meu "sim".
— Vamos ser memoráveis então, Lucius? Vamos deixá-la crua e molhada, com uma dor deliciosa entre as pernas, que não vai te abandonar por dias, até fazê-la implorar para nos ter juntos de novo. — A voz de Severus era tão familiar e querida que mal ela me atingia e eu estava completamente arrepiada.
— Implorará como uma puta no cio. — A voz de Lucius vibrou na outra minha outra orelha.
E finalmente afirmei para mim mesma que esse era o meu tipo de sexo favorito. Estremeci com tanta força, na borda de me desfazer que Severus me puxou para si, engolindo o grito que eu soltaria.
Perdi a noção do que estava acontecendo com meu corpo, eu só sabia que tinha mais de um pau me consumindo e eu descarreguei parte da energia enfiando minhas unhas na nuca de Severus. Tirei sangue, com certeza, mas ele não parecia ter notado, tão embriagado que estava com a sonoridade do nosso sexo: o barulho abafado do impacto de um corpo contra outro, o som do ar sendo expulso pelo paus quando eles se enfiam no espaço úmido feito para recebê-los, gemidos e respirações oscilantes que compunham a mais erótica das canções, e escondidos naquela saleta, nós três estávamos envolvidos nessa sinfonia que envolve mordidas e beliscões.
Eles se aproximam do êxtase no mesmo minuto, seus quadris dando os últimos empurrões fatais, suas respirações ásperas, irregulares e ofegantes juntas com a minha. Aquele calor delicioso que se concentrou de uma forma avassaladora e se espalhou por todo o meu corpo, me consume em um orgasmo que me leva a um estado de semiconsciência. Jogo a cabeça para trás, apoiando-a no ombro de Lucius e Severus beija meus seios e algumas investidas depois, os dois me acompanham num êxtase longo e delicioso.
Quando eles finalmente me colocam no chão, não consigo encontrar meus pés. Levo alguns segundos para me recuperar e encontrar a minha voz.
— Vocês fazem orgasmos com as mãos?
Pergunto a nenhum especificamente, sentando na cadeira da escrivaninha, não confiando nas minhas pernas. Severus arruma as calças e depois olha para mim, cabelos negros grudados na testa suada. Seus olhos escuros não parecem mais pretos, ao contrário, são redemoinhos de estrelas, brilhando com poder. Ele se abaixa e pega a varinha esquecida no chão.
— Não é "fazemos". Eu faço. O que você sentiu foi tudo vindo de mim. Movo magia livremente. Não preciso de varinha, porque não é como se controlasse a magia. — Ele se levanta, me beija e sorri para mim. — Apenas a movo.
— Revelando seus truques, Severus? — Lucius pergunta, trocando um olhar com meu antigo professor de poções. Eles têm um relacionamento estranho, os dois. Mesmo depois do beijo deles, ainda não sei ao certo qual é tipo de relacionamento. — Eu achava que você apenas a controlava.
— Tire você a roupa da próxima vez, e eu te mostro, Lucius. diiz Severus, movendo-se para abrir a porta.
Consigo ouvir a risada espontânea de Malfoy quando ambos saem do escritório e voltam para a reunião.
Enquanto eu me visto e ajeito meu cabelo bagunçado não consigo evitar a imagem que se forma na minha mente: Severus enrabando Lucius enquanto o loiro me chupa e meus olhos cravados nos negros ouvindo sua voz possessiva dizer que nós dois somos exclusivamente dele.
Não consigo respirar e meus joelhos enfraquecem e quase me fazem desabar no sofá. Oh meu Merlin, o que foi que eu acabei de me tornar?
Notas Finais
Agradecimentos:
À Dinha Prince, quem primeiro leu essas linhas e me tranquilizou de que ela fluiu bem e é uma ótima pwp.
Ao Sammy, que me deu a frase que descreve um vibrador colorido como um Pepino Multicor.
À Julia Fernandes, que betou essa loucura.
E a todas meninas do Severo Snape Fanfictions pelas trocas nas noites e dias que precederam o nascimento dessa fic. Vocês são fodas!
