N/A: Essa é minha primeira fanfic no universo de Percy Jackson, espero que dê certo. A história se passa após as Provações de Apolo — e sim Jason Grace está vivo aqui; até por que ele é um dos pares românticos da protagonista, e ele é meu amorzinho —, então, o Oraculo já esta funcionando. E, antes de mais nada, eu não possuo Percy Jackson, direitos reservados ao tio Rick que nos presenteou com essa saga maravilhosa.


I. Hefesto, o deus ferreiro


O L I V I A

Eu rosnei quando as garras da dracaenae enterrou no meu ombro. O sangue quente desceu pela minha pele pálida, mas engoli as lágrimas que queriam escorrer dos meus olhos. A minha adaga estava caída há poucos metros de mim enquanto meu irmão enfrentava o outro monstro que nos atacou.

Mesmo tendo descoberto nossa descendência divina há pouco mais de dois anos, ainda era muito complicado para nós dois. Sabíamos quem era nosso pai e às vezes não acreditava que a francesa havia se envolvido num caso de amor com o deus do Submundo. Era estranho as descrições de Emilie sobre Hades.

Ele era gentil, cortês e apaixonante; mamãe dizia com um sorriso em seus lábios todas às vezes que nos atrevíamos a perguntar, mas era um assunto delicado para ela, por mais que seu orgulho não admitisse. A designer de joias se apaixonara pelo Rei dos Mortos e, desde seu envolvimento com o deus ela não se apaixonara por mais ninguém.

Amores entre deuses e mortais sempre acabava em tragédia, ainda mais quando se dava frutos, um exemplo disso é a história de Nico nosso meio irmão. Nós tínhamos nos conhecido de uma forma estranha, uma viagem nas sombras que dera errado e ele viera parar na França. Mantíamos um laço fraterno estreito, e ele prometera nos apresentar a nossa meia irmã romana, Hazel.

Hades, por sua vez, só víamoz uma vez quando ele nos reclamou como seus filhos, a relação por mais distante que fosse o deus se preocupava genuinamente com seus filhos mortais. E, a partir do momento que temos ciência da quem somos, as coisas ficam complicadas por causa dos ataques dos monstros, parece que nossos petiscos deliciosos para eles, criaturas mitologicas temíveis que antes só via nos inúmeros livros de mitologia grega que há na biblioteca da minha casa.

E apesar de haver dois acampamentos para semideuses — gregros e romanos —, mamãe nunca nos permitiu. Em partes eu a entendo, pois somos apenas nós três no mundo, mas Nico deixara claro que ser filho de um dos Três Grandes era muito mais complicado, pois os monstros sentem nossos cheiro há quilometros de distância, nossos cheiro era muito mais forte do que os demais semideuses.

É uma maravilha, não é?; sintam-se o sarcasmo.

Nolan ofegava audivelmente, o cabelo escuro pingava de suor caindo sob a testa pálida enquanto os olhos negros caíam sobre mim cheios de preocupação. Em um movimento rápido, meu irmão golpeou a dracaenae transformando-a em pó dourado me sujando toda de monstro.

Eu desabei no chão segurando a ferida das garras da mulher-cobra perfuraram. Ainda estava sangrando insistentemente. Fechei os olhos turvos por um instante, ouvi o zíper da mochila de Nolan sendo aberto, em seguida algo sendo enfiado na minha boca — era ambrósia, a comida dos deuses. Tinha um gosto delicioso de brownie recém saídos do forno exatamente como Marianne costuma fazer para mim.

- Se sente melhor, petite soeur? – perguntou.

- Oui – respondi enquanto ela me ajudava a levantar. Busquei minha mochila com os olhos, encontrando-a junto a minha adaga.

- Vamos embora, Via.

Pus a mochila sob o ombro esquerdo enquanto colocava Lux na bainha. Estávamos prestes a deixar aquele beco onde enfrentamos as dracaenae quando um homem se materializou à nossa frente. Eu o reconheci de imediato. Era Hefesto, usando roupas comuns.

- Ola, crianças.

- Lorde Hefesto – Nolan disse, fazendo uma reverência ao deus das forjas, tendo seu gesto imitado por mim.

- Podemos conversar?

Troquei um olhar demorado com meu irmão antes de assentir com certa relutância. Evitávamos manter contato com os deuses, não queria ser mais um peão em suas malditas mãos divinas. O que mais contribuiu para mantermos distância dos deuses após uma missão para Ares, nosso objetivo fora destruir uma criação de Hefesto para flagrá-lo com a deusa do amor.

Deu muito errado, é claro, foi preciso a ajuda de Nico para sairmos daquela enrascada. E minha antipatia pelo deus da guerra apenas aumentou.

Os olhos do deus foram atraídos para a minha adaga.

- Essa adaga é amaldiçoada, criança. – disse Hefesto, em um tom quase beirando à melancolia. – ela amaldiçoa seus portadores, tome muito cuidado.

- Eu já sou amaldiçoada, Lorde Hefesto. – eu respondi sinceramente, observando Lux brilhar no sol do meio dia. A adaga era de fato linda.

- Mas não é somente por isso que vim vê-los, crianças. – entoou ele, numa voz ligeiramente mais séria, o tom melancólico desapareceu totalmente. – Hades, Poseidon e Zeus sumiram.

- E o que temos haver com isso?

- A profecia citou vocês dois.

- Nós dois? – meu irmão ergueu uma das sobrancelhas.

- Exatamente – concordou o deus –, sei que você dois evitam ao máximo manter contato com os deuses, especialmente desde o episódio com Ares, mas desta vez é um assunto sério. Estou falando em colapso dos domínios dos Três Grande caso eles não sejam encontrados. Fim do mundo, crianças.

- Não tem outro jeito, não é?

- Sinto muito, Nolan.

Não havia como escapar desta vez, nossa presença era essencial nessa missão, uma vez que fomos citados numa profecia.

- Está decidido – uma concordância muda passou entre nós dois, mesmo que convencer nossa mãe seria difícil – nós vamos para o acampamento.

O deus sorriu, parecendo satisfeito.