Universo Naruto.

Classificação geral da fic: K+ rated.

Capítulo livre de conteúdo adulto.

Aviso: Naruto pertence a Masashi Kishimoto. Tradução autorizada pela autora.

Autora: CatFlorist

Tradutora: MissA

Do original: "Warm".

Sinopse: "Você é uma Uchiha agora", ele disse a ela. Talvez fosse muito direto dizer isso dessa maneira, mas era verdade. Qualquer um que salte o fogo é um Uchiha. Se ele for o último, então poderia moldar suas tradições e escolher com quem fazê-las.

Note: Dear Roya, thank you so much for letting me bring this masterpiece to Portuguese speakers. I hope everyone can have traditions and moments to share with loved ones. This is my wish after reading your wonderful story. Thank you so much!


A cair da neve deixava Konoha silenciosa, mas esse local da vila estava sempre quieto. Sasuke saiu do complexo Uchiha com uma mochila de viagem pesada pendurada em seu ombro. Nessa noite, faltando horas para o início do ano novo, o vazio do distrito de seu clã o consumia mais do que de costume.

Em uma vida diferente, ele estaria saltando o fogo com seu clã.

Antes do ano novo, o clã Uchiha se reunia e acendia fogueiras nas ruas. Eles pulavam juntos sobre as chamas. A cada salto, o fogo se alimentava da doença, fraqueza e azar, oferecendo saúde e boa sorte em troca.

Sasuke não era uma criança animada, mas durante a cerimônia, ele saltava alto e selvagem como os outros. Havia uma sensação de invulnerabilidade ao chegar do outro lado da chama incólume, e então uma vontade ardente de saltar novamente. Seus pés batiam forte no chão ao pousar, porque ele ainda não sabia como se mover como um shinobi. Todo ano, ele jurava que iria pular tão alto quanto Itachi, embora nunca conseguisse.

Nenhuma fogueira estava queimando no distrito Uchiha agora, e nenhuma criança estava pulando. Os portões do complexo rangeram quando Sasuke os fechou e ele escorregou para o emaranhado de ruas sinuosas de Konoha.

No meio do caminho para seu apartamento, um cabelo rosa brilhou no feixe de um poste de luz. Sakura dobrou a esquina, com os braços cheios de sacolas de compras, e caminhou em direção à faixa de pedestres.

Sasuke parou. Ela ainda não o tinha visto.

"Sakura..." ele chamou. Ele não poderia dizer olá quando a cumprimentava, apenas, Ah, é Sakura, como se ela fosse um fenômeno a se observar.

Sakura virou a cabeça.

"Sasuke-kun," ela respondeu, os olhos brilhando. Quando seu olhar foi para a bolsa por cima do ombro, seu sorriso vacilou. "Você está indo embora novamente?"

Sasuke franziu a testa, puxando a alça da bolsa. Ele havia retornado recentemente à aldeia. Ela achava que ele já estaria partindo tão cedo?

"Eu estava visitando..." Ele virou a cabeça na direção do antigo bairro Uchiha. "Juntando algumas coisas."

"Entendo," ela murmurou. "Então... você tem planos para esta noite? Vou fazer toshikoshi soba." Ela moveu um braço, revelando as cebolas verdes e o pacote de macarrão presentes em uma sacola de supermercado. "É muito para apenas uma pessoa." Suas bochechas estavam rosadas, mas talvez fosse o frio.

Sasuke geralmente preferia ficar sozinho. Desde que voltou para a aldeia, no outono, ele manteve sua rotina. Não era muito diferente de seu dia-a-dia durante a viagem. Ele treinava de manhã, preparava refeições em silêncio e contemplava a vista da floresta à tarde e, à noite, ele tentava não dormir muito profundamente, seu protocolo para afastar os pesadelos.

A única diferença era que, se Naruto batesse na porta o suficiente, ele poderia ser convencido a lutar. Se Sakura estivesse por perto, ela curaria seus ferimentos. "Tente ser mais cuidadoso da próxima vez", dizia ela com uma ruga entre as sobrancelhas, que era o que acontecia quando ela queria falar mais, mas não queria pressioná-lo.

Ela estava com a mesma aparência agora, agarrando as sacolas com mais força caso ele dissesse que sim, os olhos já mais baixos para o caso de ele recusar. Flocos de neve descansavam e derretiam em seus cílios.

Depois de separar os pertences de seu pai e Itachi, em uma noite em que o complexo deveria estar cheio de fogo, estar sozinho não era tão atraente como de costume.

"Tudo bem", ele se ouviu dizendo.

.

.

Sakura mal tinha visto Sasuke desde que ele voltou para a vila. Agora ele estava sentado em sua cozinha, saboreando o toshikoshi soba que ela havia feito seguindo a receita de sua mãe. Se ela quisesse, poderia bater o joelho contra o dele debaixo de sua pequena mesa.

"Seu apartamento..." Sasuke começou. A voz dele estava baixa, o mesmo timbre do zumbido do aquecedor.

"Eu não passo muito tempo aqui", ela interrompeu, com as palmas coçando. Seu apartamento era pequeno e sem adornos. Ela tinha alguns móveis, cortesia de seus pais e Ino, e um escritório vago na torre Hokage. Metade das vezes ela espirrava ao entrar pela porta, porque nunca encontrava tempo para varrer a poeira.

O ombro de Sasuke subia e descia. "Não, não é isso." Ele levou a tigela aos lábios, tomando um longo gole. "Parece que é seu."

Antes que ela pudesse se perguntar como ele concluiu isso, Sasuke baixou a tigela sobre a mesa, um pouco delicado demais. Algo sobre o movimento disse a Sakura para prestar atenção.

"Eu estava juntando roupas. As minhas estão gastas das viagens." Ele girou o macarrão lentamente em seu caldo. "Não tenho outra forma de usar o nosso símbolo. O que encontrei não estava em boas condições."

Sakura nunca compreenderia totalmente as responsabilidades solitárias de Sasuke como o último de seu clã. Se ele não usasse o brasão, ninguém mais o faria. Ele tinha que escolher, todos os dias, ser um Uchiha. Caso contrário, eles desapareceriam.

"Se você precisar..." Sakura engoliu em seco. "Eu posso ajudar. Eu sei costurar."

A pia pingou, uma, duas vezes. A boca de Sakura se abriu, um pedido de desculpas borbulhando em seus lábios quando Sasuke saiu da cozinha. Ele voltou para sua cadeira e espalhou o conteúdo de sua bolsa sobre a mesa: peças de roupa cuidadosamente dobradas, leques Uchiha decorando cada item.

Sakura acariciou um fio solto, onde o tecido bordado do símbolo Uchiha estava saindo da parte de trás de um haori escuro. "Eles não estão em más condições", disse ela. "Eles só precisam de um pouco de atenção."

"Isso era do meu pai," Sasuke disse, as pontas dos dedos roçando em um yukata de um azul profundo. Ele acenou com a cabeça em direção ao artigo nas mãos de Sakura. "De Itachi."

Sakura encostou o joelho no de Sasuke, suave o suficiente para passar por um acidente. Ele poderia facilmente se afastar, se quisesse. Ele não o fez.

"Havia um certo ponto que costumávamos costurar os leques nas roupas", disse ele. "Mas eu era jovem. Nunca aprendi."

Sakura inspecionou o padrão de costura do haori. Não era muito diferente de um ponto cirúrgico que ela conhecia. Ela desenterrou seu material de costura de uma gaveta da cozinha e começou o trabalho cuidadoso de recolocar o brasão.

Quando a tarefa foi concluída, Sakura ergueu a cabeça. A cadeira de Sasuke estava vazia e a mesa sem pratos.

"Sasuke-kun?" ela chamou.

Um leve grunhido soou por trás. Sasuke estava inclinado sobre o balcão, próximo a uma pia limpa e uma pilha de pratos organizados. Ele colocou de lado uma garrafa de óleo.

Ela franziu o cenho. "O que você está fazendo?"

Sasuke se virou, segurando sua velha frigideira de ferro fundido. Sua superfície parecia possuir mais brilho e menos ferrugem do que o normal.

"Sua frigideira estava enferrujando", disse ele em desaprovação. "Estou temperando novamente." Ele acendeu o forno e colocou a panela. "Vai demorar uma hora."

"Você já se sente de casa", disse Sakura.

Um leve sorriso apareceu nos cantos dos lábios de Sasuke.

Sakura alisou o símbolo remendado do haori de Itachi. "E então?"

Sasuke recuperou seu assento e se inclinou. Seus ombros se encostaram. Depois de um tempo, ele acenou com a cabeça. "Bom."

As bochechas de Sakura aqueceram, inesperadamente. "Ser uma cirurgiã treinada tem outras vantagens."

O sorriso voltou, mais perto de um sorriso malicioso desta vez. Ele encontrou sua chaleira, fez chá e colocou duas xícaras na mesa. Do lado de fora da janela, a noite se aprofundou, aproximando-se da meia-noite.

Sakura voltou a se concentrar. Amanhã ela iria começar o ano novo com um turno mais cedo no hospital. Em vez de ir para a cama, ela adicionou um yukata à sua pilha crescente de roupas remendadas. Sasuke permaneceu uma presença quieta ao lado dela, bebendo chá, sem fazer nenhum movimento para sair.

Talvez, ela pensou, passando o fio pelo tecido, façamos isso de novo.

Sasuke olhou para o rosto dela. "O que você está pensando?"

"Hm? Oh... nada. Cheira mal." O cheiro de óleo queimando além do ponto estava enchendo sua cozinha de fumaça. "O que você está pensando?"

"O ano novo", disse ele, traçando a borda de sua xícara de chá. "Tradições antigas."

"Tradições?" ela perguntou.

Sasuke se levantou e deslizou sua mão esquerda em uma luva térmica. "Meu clã... costumávamos saltar o fogo antes do ano novo."

"Isso parece muito bonito," Sakura disse, a voz baixa. "Eu sei que o fogo é importante para o seu clã."

"Sim, ele é."

"Por quê?"

Sasuke removeu a panela do forno. Um acabamento escuro e vítreo substituiu a ferrugem e a opacidade, todas as imperfeições transformadas sob o fogo do forno. Seus olhos baixaram. "É para limpeza."

Sakura olhou para o leque Uchiha, simbolicamente atiçando as chamas do clã. Em meio a um ponto, ela teve uma ideia.

.

.

Saltar o fogo era uma troca de energia, acordo mútuo entre o humano e a chama. Tanto os Uchihas quanto as chamas entravam no ano novo mais quentes e mais fortes do que antes.

Fazia muito tempo que Sasuke não fazia algo parecido com a tradição. Ele nem mesmo havia comemorado seu aniversário desde que deixou a vila pela primeira vez, pelo hábito de priorizar sua busca de vingança acima de si mesmo. A tradição era difícil quando apenas uma pessoa permanecia para mantê-la alimentada. E havia tanta coisa que ele não sabia, que nunca pensou em perguntar.

Ele se perguntou se conseguiria explicar isso para Sakura.

Os olhos de Sakura estavam ferozes. Ela terminou um ponto, quase sem olhar, e desapareceu em seu quarto.

O cheiro de lavanda encheu o ar. Sakura parou no corredor com uma vela acesa.

"Você pode fazer isso aqui, se quiser", disse ela, estendendo a chama como uma oferenda.

.

.

"Por que você não está pulando, nii-san?" Sasuke perguntou, puxando uma vez a manga de Itachi.

As ruas estavam lotadas esta noite, barulhentas com conversas, música e chamas crepitantes. A avenida principal do distrito Uchiha estava cheia de pequenos incêndios a cada poucos passos, então as pessoas podiam pular por toda a rua. O peito de Sasuke estava inchado de orgulho. Este ano, ele usou seu katon, cada vez mais forte, para ajudar otou-san a acender o fogo.

Itachi se agachou ao nível dos olhos de Sasuke. Seu rosto estava mais suave do que o normal à luz das estrelas e ao calor das chamas. "Talvez mais tarde", disse ele, com um pequeno sorriso e uma batidinha costumeira com dois dedos.

Enquanto Sasuke franzia a testa em desapontamento, Itachi olhou para um beco escuro. "Não sei se o fogo vai ajudar este ano. Posso ter muito ao que ser levado embora."

A declaração de seu irmão foi estranha - casual, mas tingida com algo que Sasuke não conseguia entender. Mas a estranheza escapou de sua mente quando ele se juntou ao resto de seu clã, a emoção da cerimônia tomando conta novamente.

Sasuke passou o próximo ano novo sozinho.

.

.

Sasuke tinha quatorze anos, passos ecoando pelos corredores do covil de Orochimaru. O tempo tinha pouco significado, estando tão profundo na terra, mas ler as datas nos espécimes mais novos de Kabuto o recalibrou. O novo ano estava a alguns dias.

Tochas fracas revestiam as paredes. O fogo o acenou. Sasuke estendeu a mão, considerando.

As estranhas palavras de Itachi, proferidas há uma vida atrás, ecoaram em sua mente. De repente, Sasuke entendeu o que ele quis dizer. O fogo prometia purificá-lo, tirar a ferida. Mas, como Itachi, ele tinha muito ao que ser levado embora.

Ele deu as costas para a luz oscilante da tocha e se esgueirou para a penumbra fria de seu quarto.

.

.

No dia em que Sasuke voltou para Konoha, a floresta estava sob o feitiço do outono. Entre troncos de árvore cobertos de musgo e folhas douradas, ele teve seu primeiro vislumbre da aldeia, brilhante sob as nuvens que se afastavam.

"Okaeri!" Naruto gritou, uma mancha na distância, passando pelos grandes portões de Konoha. Ao lado dele, Kakashi ergueu a mão em saudação.

Sasuke cruzou a linha das árvores e os passos de sua jornada se esgotaram silenciosamente. Ele parou diante de seu antigo mentor e companheiro de equipe, os muros da vila bem altos acima de sua cabeça.

"Tadaima", disse ele. "Que dia é hoje?"

"O equinócio," Kakashi respondeu.

O olhar de Sasuke varreu os arredores. As ruas da aldeia estavam úmidas com a chuva da tarde. Folhas molhadas se amontoaram sob suas sandálias. Ninguém mais estava esperando por ele.

Kakashi e Naruto trocaram um olhar.

"Sakura está no meio de uma cirurgia", disse Naruto.

"Hm," Sasuke respondeu.

Foi uma curta caminhada até seu antigo apartamento. Kakashi apresentou a ele a chave que ele havia guardado, Naruto ordenou que ele viesse jantar mais tarde naquela semana, e então ele estava sozinho na varanda. Um gato de rua emergiu de baixo da escada, interessado na aparência de Sasuke.

Sasuke espalmou a chave em sua mão, de frente para a porta. Ele não tinha certeza do que iria encontrar no apartamento que havia desocupado quando tinha treze anos. Ele fez a cama antes de sair? Ele encontraria suas roupas velhas ainda dobradas nas gavetas?

Houve um borrão no ar com flores caindo. Sakura estava parada na calçada, boca entreaberta, exalando um suspiro profundo. Suas botas estavam salpicadas de lama e o que parecia ser sangue. Ela usava um suéter jogado em cima do uniforme, um boné de cirurgia amassado em seu punho.

"Sakura", disse ele.

Ela se endireitou. "Okaeri, Sasuke-kun."

Ele se perguntou como seria olhar para ela novamente. Agora ele aprendeu que era a mesma coisa. Exatamente o mesmo.

.

.

Sasuke estava sentado na cozinha de Sakura, seus olhos desfocados. Ele viu um clã, juntos, pulando sobre o fogo para trazer o ano novo. Seu clã se foi, mas ele estava quente e vivo, e Sakura estava olhando para ele sobre o fogo da vela.

Ele deve ter ficado em silêncio por muito tempo, porque a mão de Sakura baixou. "Sinto muito", disse ela, com a voz vacilante. "Eu sei que não é a mesma coisa - não é nada como deveria ser..."

Sasuke se levantou e pegou a mão dela. "Vai funcionar bem."

Não era a mesma coisa. Mas uma chama era uma chama. Prometia tirar sua má sorte, se ele permitisse.

Sakura colocou a vela no chão, lançando nas paredes de seu estreito corredor um turbilhão de luz e sombra.

Sasuke fechou os olhos e saltou. Ele saltou novamente, sobre a pequena vela de Sakura.

Com passos leves, ele não fez nenhum som.

Quando ele abriu os olhos, Sakura estava encostada na parede, cabeça baixa.

"Sakura. Sua vez."

A testa de Sakura franziu. "Não é minha tradição."

"Eu quero que você faça", disse ele, movendo-se para o lado para criar espaço.

Sakura respirou fundo, preparando-se. Ela saltou sobre a vela, girando e girando livremente no ar. Observando-a, um pensamento veio à mente de Sasuke que ele não queria mais ignorar.

Com um salto final, ela pousou perto dele. Ela ficou na ponta dos pés, equilibrando-se perfeitamente entre ficar de pé e cair, os olhos brilhando com a alegria do movimento. Sasuke firmou o cotovelo dela, embora ela não precisasse. Foi um reflexo, como arrastar um cobertor no meio de uma noite fria ou suspirar depois de beber água. Ele não pôde evitar pegá-la.

Não era a mesma coisa. Havia o cheiro de lavanda, uma pilha de roupas com leques Uchiha recém-costurados e, de alguma forma, os dedos de Sakura se uniram aos dele.

"Você é uma Uchiha agora", ele disse a ela. Talvez fosse muito direto dizer isso dessa maneira, mas era verdade. Qualquer um que salte o fogo é um Uchiha. Se ele for o último, então poderia moldar suas tradições e escolher com quem fazê-las.

Além disso, eles sempre se conheceram bem. Eles só precisavam de algum tempo para se conhecerem bem novamente.

Sakura apertou a mão dele, a palma calosa pressionada contra a dele. "Podemos fazer isso de novo no ano que vem. O que você quiser."

"Eu gostaria disso", ele concordou.

A vela oscilou. Era o início de mais um ano sem seu clã. Mas ele e Naruto lutariam juntos amanhã de manhã. Ele alimentaria os gatos da rua, lubrificaria os portões Uchiha e usaria o brasão de seu clã nas costas. Sakura, talvez, poderia segurar a mão dele novamente. Ultimamente, ele não estava se sentindo tão pesado.

.

.

Com o passar dos anos, a tradição mudou. Não era uma celebração do jeito que costumava ser. Foi um momento de luto e de lembrança. Também parecia um começo.

Em um ano, ele saltou sobre a chama segurando sua filha. Ela ainda não tinha um ano, mas seus olhos já refletiam o fogo, como os olhos de qualquer Uchiha. Sakura o seguiu de perto. E em todos os lugares ao redor deles, havia o conforto do calor e da boa sorte.

Sasuke não estava mais sozinho. Ele não ficaria sozinho por um longo tempo.


Nota da tradutora: Essa história me emociona bastante. É realmente muito bonita e sensível. Ah, e o mais legal é que a autora original menciona que a tradição de pular sobre o fogo é uma tradição iraniana real praticada por sua família. Incrível, né?

Espero que todos possam ter tradições e momentos a compartilhar com quem se ama. Esse é o meu desejo a todos vocês.

Um grande abraço. Até a próxima!

MissA.